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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Guarda-redes alemão contra os armários

Mais um futebolista heterossexual que incita à saída do armário

Para Manuel Neuer os fãs do futebol vão aceitar os jogadores que forem abertamente homossexuais.


O guarda-redes alemão Manuel Neuer apelou aos jogadores de futebol homossexuais a serem abertos sobre a sua homossexualidade e ignorarem a reacção inicial dos fãs. Neuer fez este comentário pouco depois de afirmações homofóbicas de Joseph Blatter, presidente da FIFA sobre o Campeonato do Mundo no Qatar.

Com 24 anos, o jogador do Schalke 04, que está na mira de uma milionária transferência para o Manchester United no Verão, emitiu a sua opinião numa entrevista à revista alemã Bunte. As suas palavras foram: "Sim, aqueles que são gays devem dizê-lo. Alivia um fardo ... E os fãs vão ultrapassar a questão rapidamente. O que importa é o desempenho do jogador, não a sua orientação sexual..."

Neuer não é o único jogador a partilhar esta opinião na Alemanha. Em declarações à mesma revista em Novembro passado, o atacante do Bayern de Munique, Mario Gomez referiu que muitos políticos de topo na Alemanha são abertamente homossexuais e que um jogador gay "iria jogar mais livre". Acrescentando: "Ser gay não devia mais ser uma questão tabu."

Nem Neuer, nem Gomez são homossexuais, eles são simplesmente anti-homofobia. Fizeram parte da jovem equipa multi-racial alemã que impressionou no Campeonato do Mundo na África do Sul no ano passado e chegaram até ao 3º lugar na competição.

In Portugalgay

O amor conhece fronteiras?

Em Israel adiada-se a decisão sobre expulsão de companheiro de jovem assassinado

O alemão Thomas Schmidt tinha um relacionamento com Nir Katz, israelita. As autoridades queriam expulsar Schmidth do país, mas agora voltaram atrás.
A questão é que com a morte do seu companheiro israelita, o alemão deixou de preencher os requisitos para permanecer no país. No entanto a mobilização dos LGBT do país fizeram o Ministério do Interior voltar atrás na decisão.

Thomas Schmidt e Nir Katz viviam uma relação estável e iniciaram o processo de parceria civil em Israel em 2008. No entanto os planos do casal foram brutalmente interrompidos pelo ataque sangrento no Centro LGBT de Tel Aviv onde um homem encapuçado mata uma menina de 17 anos e Nir Katz de 26 anos.

O ataque chocou o país e o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, veio a público fazer promessas de justiça e pedir tolerância para as pessoas LGBT. Mais de um ano depois a polícia ainda não encontrou o assassino e a investigação continua em aberto.

Schmidt que vivia em Israel desde 2004 ultrapassou a perda e aproximou-se da família de Nir Katz, deixando de ter contacto com a sua família na Alemanha. Mas as coisas complicaram-se ainda mais quando a renovação do seu visto foi negada pelo Ministério do Interior há poucas semanas atrás. E o Ministério do Interior foi claro: Schmidt terá de abandonar o país até 20 de fevereiro.

Toda a situação gerou polémica no país e o único político abertamente gay no país, Nizan Horowitch, escreveu uma carta ao ministro do Interior, em que explica as "circunstâncias difíceis e excepcionais" que levaram Schmidth a querer ficar em Israel.

Já o diretor executivo da JOH (Jerusalem Open House) é mais incisivo. Em 2009 "tivemos uma pessoa que cometeu um crime de ódio, agora é todo um país que comete um crime de ódio".

Ontem o Ministério do Interior anunciou que a autorização de residência temporária tinha sido estendida, até que haja uma decisão definitiva sobre o caso.

In Portugalgay

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Casamento homossexual de um político português: PSD dá o primeiro passo

Europa política perde tabu gay


O casamento homossexual do social-democrata Jorge Nuno Sá, realizado no domingo em Lisboa, é o primeiro em Portugal a envolver um político. Apesar de os casamentos homossexuais serem permitidos em vários países, são poucos os que ocupam cargos públicos e que se assumem como gays.

A Islândia, por exemplo, é liderada pela social-democrata Johanna Sigurdardottir, a primeira-ministra que casou com Jónína Leósdóttir em 2010.

Nos principais países da Europa, há muito que os políticos não escondem aos eleitores as escolhas sexuais [1]. Um dos exemplos é Bertrand Delanoë, presidente da Câmara de Paris (França), que, em 1998, assumiu a sua homossexualidade numa entrevista a um canal de televisão.

No governo da chanceler alemã, Angela Merkel, o ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-chanceler Guido Westerwelle revelou ser homossexual, em 2004. Actualmente vive em união com o companheiro. Em Espanha, após uma batalha pela defesa dos direitos do movimento Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero, Pedro Zerolo celebrou o seu casamento em 2005. É uma das figuras do Partido Socialista espanhol.


[1] nota do moderador: nos media, continua a aparecer com frequência o termo escolha sexual, que, não é justo nem corresponde a nenhuma verdade, dado que a orientação sexual é uma condição, e não uma livre escolha.

por André Pereira, in Correio da Manhã on-line

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/europa-politica-perde-tabu-gay

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mario Gómez


Algumas fotografias deste futebolista a favor da saída do armário.


 

Sair do armário para jogar melhor: os futebolistas homossexuais perdem energia a esconder a sua orientação sexual

O jogador da Selecção alemã, Mario Gómez, a favor que os futebolistas gays saiam do armário


Nem todas as notícias que vêm do mundo do futebol são negativas. Como contraponto à homofobia do presidente da Federação croata de futebol, chegam-nos declarações de Mario Gómez, avançado do Bayem de Munique e membro da Selecção alemã de futebol. Gómez aconselhou aos futebolistas gays de expressarem abertamente a sua orientação sexual para que possam jogar livres.

Gómez, de origem espanhola (os seus avós paternos foram emigrantes espanhóis, e por isso tem dupla nacionalidade hispano-alemã), é aos seus 25 anos um dos futebolistas mais destacados da liga alemã.

De acordo com as suas declarações à revista alemã Bunte, Gómez tem a opinião que “a homossexualidade já não é um tema tabu”. “Temos um vice-chanceler gay, o Presidente da Câmara de Berlim também é gay (…) os futebolistas deveriam também tornar públicas as suas preferências”, declarou o jogador.

Para Gómez, que tem 25 anos e é internacional desde os 23, se os futebolistas saíssem do armário poderiam jogar livres de pressão.

Uma Federação preparada


Há uns meses, Theo Zwanziger, presidente da DFB (Federação alemã de futebol), manifestava que tanto ele como a organização que preside estavam preparados para dar apoio àqueles futebolistas que se atrevessem a sair do armário e a expressar abertamente a sua orientação sexual. Zwanziger, na mesma linha de pensamento de Gómez, dizia que é uma lástima que os futebolistas homossexuais não pudessem pôr a render 100% das suas capacidades por “perderem energias” no seu esforço para manter oculta a sua verdadeira personalidade.

publicado a 12 de Novembro de 2010 em
http://www.cristianosgays.com/

domingo, 14 de novembro de 2010

97 anos de uma vida que passou pelo Campo de Concentração

Rudolph Brazda (ver http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/ultimo-triangulo-rosa-sobrevivente-ao.html), o provável último sobrevivente deportado por homossexualidade nos campos nazis, oferece à luz dos seus 97 anos um testemunho único e surpreendente.

O antigo deportado deu à TÊTU a sua primeira grande entrevista, no número de janeiro de 2009, logo depois de ter sido "descoberto" por ocasião do memorial da deportação homossexual inaugurado em Berlim.

Foi então escrito um livro baseado na vida e nos depoimentos deste homem.

Para essa obra, Rudolf Brazda. Itinéraire d’un Triangle Rose, o autor, Jean-Luc Schwab, esteve durante largas centenas de horas com o antigo deportado e completou as suas descrições com os documentos da época, com outros testemunhos e com pesquisas nos arquivos alemães, checos Brazda é filho de pais checoslovacos emigrados para a Alemanha) e franceses.

«Esse trabalho de reconstituição foi apaixonante mas eu tive consciência que não se pode considerar exaustivo (…). Privilegiei a dúvida do historiador nas afirmações que não poderiam ser verificadas», explica o autor.



O testemunho de Rudolf Brazda constitui uma faceta de uma verdade histórica bem pouco documentada, a deportação por homossexualidade, mas conta também a vida de um homem com a capacidade de maravilhar sempre intacta apesar das provas e da sua idade avançada.


Nota:
Constrangido em Buchenwald a usar o «triângulo rosa», Rudolf foi submetido ao trabalho forçado. Os deportados homossexuais foram frequentemente submetidos à experiências médicas terríveis: injeções hormonais, por vezes lobotomias ou castrações.
http://www.institutoadediversidade.com.br/homofobia/livro-o-testemunho-surpreendente-do-ultimo-triangulo-rosa-sobrevivente/


ver ainda:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/significado-do-triangulo-rosa-e-do.html

sábado, 13 de novembro de 2010

Significado do Triângulo Rosa e do Parágrafo 175

Qual a origem do triângulo rosa? O que era o Parágrafo 175?

O triângulo rosa (rosa Winkel, em alemão) foi um dos símbolos usados nos campos de concentração nazis. Indicava os homens que tinham sido capturados pela “prática” da homossexualidade.

Os prisioneiros recebiam um emblema nas suas roupas que os “catalogava”. Os Judeus, por exemplo, recebiam um emblema amarelo e as mulheres tidas como "anti-sociais" (aqui se incluíam as lésbicas) o triângulo preto.

O triângulo rosa é, por isso, o símbolo mais antigo existente que representa a comunidade homossexual. Este triângulo, com um dos vértices para baixo, passou a ser um dos símbolos de movimentos internacionais LGBT. É contudo menos frequente e utilizado do que a bandeira arco-íris.


O Parágrafo 175, conhecido formalmente como §175 StGB e também como "Section 175" na língua inglesa, foi uma medida do Código Criminal Germânico em vigor de 15 de Maio de 1871 a 10 de Março de 1994. O Parágrafo 175 considerava as relações homossexuais como crime, e nas primeiras edições também criminalizava as relações sexuais humanas com animais, conhecidas como bestialidade.

O dispositivo legal sofreu várias correcções ao longo do tempo.

Quando os nazis assumiram o poder em 1935, as condenações através do Parágrafo 175 aumentaram cerca de 10 vezes. Milhares de pessoas morreram nos campos de concentração, independentemente da culpa ou inocência relativas às suas práticas sexuais.

Com o final da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi dividida, e o muro de Berlim foi a expressão concreta dessa divisão. A Alemanha Oriental em 1950 e a Alemanha Ocidental, em 1969, revogaram alguns dispositivos do Parágrafo 175. A rigidez do parágrafo em questão foi atenuada em 1973 e finalmente revogada em 1994, com a reunificação da Alemanha.

Baseado na Wikipédia

ler também no moradas de Deus:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/ultimo-triangulo-rosa-sobrevivente-ao.html

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aumento de casos de sida entre jovens casais homossexuais em Portugal: um quinto do total de infecções, o dobro dos números relativos a 2005

Números preocupantes para a população homossexual portuguesa

Por Andrea Cunha Freitas
Estudo francês reforça receios sobre os comportamentos de risco entre homens que têm sexo com outros homens.

Os jovens casais de homossexuais vão constituir um capítulo "fundamental" do próximo Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infecção pelo VIH/sida. O coordenador nacional, Henrique Barros, considera que o aumento de casos de VIH registado nos últimos anos em Portugal é "preocupante" e merece ser encarado como uma prioridade. Os dados mais recentes mostram que o número de casos diagnosticados nesta população praticamente duplicou desde 2005.

O alerta surge na sequência de um estudo francês, divulgado no final da semana passada, que concluiu que o alastrar da epidemia da sida está "fora de controlo" entre os homossexuais franceses, revelando que cerca de metade dos infectados neste país em 2008 pertence a este grupo, o que mostra uma incidência 200 vezes superior à encontrada na população heterossexual.

A tendência de aumento dos casos de HIV entre os jovens casais de homossexuais, contrariando a queda nos números de outros grupos afectados, já foi antes motivo de alerta em vários países europeus. Portugal não foi excepção. Porém, um trabalho de investigadores do Instituto Nacional de Vigilância de Saúde Pública francês, divulgado no The Lancet Infectious Diseases, veio reacender a inquietação com esta realidade. "Não é nada que eu já não tenha dito", reage Henrique Barros, notando que este "fenómeno aparentemente cultural" já se registou na Holanda, na Alemanha, está a notar-se em Espanha. No Reino Unido, por exemplo, os dados dos novos sistemas para a detecção de infecções pelo VIH no país mostraram no mês passado que, um em cada seis homens homossexuais foram infectados nos últimos meses, enquanto entre os heterossexuais foram só um em cada 16.

"Estamos a assistir a uma coisa que se chama fadiga da prevenção. As pessoas estão cansadas de ouvir falar nisto e ouvem que a sida se está a tornar uma doença crónica. Por isso, estão a baixar as guardas", justifica Henrique Barros.

Lembrando que não existem grupos de risco, mas apenas comportamentos de risco, o epidemiologista confirma que os números mostram que os "jovens rapazes" estão a assumir mais riscos e que também existe aqui mais probabilidade de contágio. O que fazer? Reforçar a rede para detectar as pessoas infectadas, manter a pressão do uso do preservativo, fazer prevenção activa, e também intervir nas escolas. "Os adolescentes não são todos iguais. Alguns estão mais desarmados e precisam de ajuda."

Os dados divulgados pela Comissão de Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida mostram a curva ascendente deste grupo nos gráficos sobre os casos tanto em estádios de sida, como em portadores sintomáticos não-sida ou portadores assintomáticos.

No que se refere ao número total de casos notificados durante 2009, os homossexuais são 19,7 por cento do total, com os heterossexuais a registar 61,2 por cento e os toxicodependentes 14,8 por cento. Mas o que mais é motivo para apreensão é a leitura dos dados relativos à tendência temporal que coloca a nu esta tendência no grupo dos homossexuais. Entre 2005 e 2009, os casos diagnosticados nesta população aumentaram de 7,9 por cento para 13,1 por cento. Em portadores assintomáticos a transmissão sexual homossexual aumentou de 14,2 por cento em 2005 para 21,2 por cento em 2009 (em 2000 eram 7,5 por cento).

Os números oficiais relativos a Portugal que preocupam Henrique Barros foram divulgados no final de 2009. Depois disso, a comissão lançou apenas duas campanhas nos media para promover o uso do preservativo. As duas tinham como alvo os homens que têm sexo com homens, em relações estáveis ou ocasionais. Não foi por acaso.

domingo, 12 de setembro de 2010

Deus criou os homossexuais

Padre Jesuíta defende o baptismo das crianças de casais compostos por pessoas do mesmo sexo e que homoafectividade levará a Igreja Católica a reformular concepções de família. Luís Corrêa Lima trabalha com grupos de católicos homossexuais e acredita que Deus quando fez o Mundo não criou só o universo heterossexual.

entrevista de Nuno Miguel Ropio:

A relação da Igreja Católica com os novos modelos de famílias, onde impera a homoafectividade, é apenas um dos seus temas de estudo. Docente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Luís Corrêa Lima viaja pelo mundo propalando a mensagem de aceitação da comunidade católica LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgénero) e de que nenhum ser humano é mero hetero ou homossexual, mas antes uma criatura divina.

Ou não fosse este padre da Companhia de Jesus fundador do grupo Diversidade Católica, que no Brasil desenvolve um trabalho com católicos homossexuais. Numa breve ponte por Portugal não deixou de admitir, ao JN, que tal postura já lhe trouxe alguns dissabores.

Se a Igreja Católica surgiu há 2000 anos com um pensamento vanguardista para a época, não é menos verdade que teve tantos outros até corrigir com o Concílio Vaticano II graves discriminações. Quanto anos levará então, na sua perspectiva, a adaptar-se à diversidade sexual?- Sinto e vejo a mudança. Mas é difícil saber quanto tempo vai levar. Porque na história as coisas são imprevisíveis. E a mudança é irreversível. Devo de admitir que não esperava que o líder de uma grande Conferência Episcopal, como a alemã, se manifestasse a favor da União Civil homossexual. Não esperava que a Santa Sé se posicionasse a favor da descriminalização da homossexualidade em todo o mundo. Isso aconteceu, agora, por isso outras mudanças podem acontecer. Só que são desiguais, porque a Igreja é heterogénea.

Mas na Alemanha discute-se entre o casamento e a União Civil, existente desde 2002, e aí a Igreja opta pela segunda. Em Portugal, discutia-se o nada e o casamento. E a Igreja defendeu o nada. Isto é, a postura é ou não sempre a do arrastamento e a que causa menos transtornos?(Silêncio) - Temos um exemplo de um grupo de sacerdotes da Argentina que se manifestou a favor do casamento gay. A Igreja é tudo isso.

O 'tudo isso' inclui o Cardeal Bertone (secretário de Estado do Vaticano) comparar a homossexualidade com a pedofilia?
- Em 2008, o Papa deu uma entrevista na imprensa e sobre pedofilia e vincou que não se trata de homossexualidade. É outra coisa. Após essa entrevista, o padre Federico Lombardi (porta-voz do Vaticano) salientou que não cabe à autoridade religiosa se pronunciar sobre psicologia.

E quando a Igreja considera um homossexual menos apto para o sacerdócio?- Na senda do debate da pedofilia havia esse debate acalorado. Um documento de 2005, sobre candidatos com tendências homossexuais, dizia que não são desejáveis no sacerdócio pessoas que apresentam tendências homossexuais enraizadas. E que cabe ao bispo local aprovar o candidato. A intenção é que o sacerdote tenha uma relação sadia com os fiéis. Onde possa surgir uma paternidade espiritual. E, assim, há coisas que atrapalham. Ou seja, as tendências homossexuais. É claro que alguns dizem o seguinte: o sujeito pode ter as tendências e não prejudicar a relação com os seus fiéis, desde que tenha maturidade. Então, o documento tem essa dualidade de quem interpreta. O padre Timothy Radcliffe considera que é menos importante saber se o candidato ama ou não. Importante é saber se ele odeia alguém. Isso é que deveria ser um preceito. Se o sujeito é homofóbico, se é machista, se é racista, então isso é que deveria ser empecilho. Mas há um documento mais recente, de 2008, sobre esse candidato, que refere que se enfrentarem de maneira realista as suas tendências homossexuais profundamente enraizadas, então não deve ser vetado.

Defende o baptismo das crianças de casais homossexuais?- Esse tema se colocou nos Estados Unidos. Em 2006, um documento dos bispos americanos, sobre a Pastoral para os homossexuais, se coloca contra a adopção de crianças por homossexuais. Mas diz que é permitido o baptismo dessas crianças, se houver uma promessa de que elas venham a ser baptizadas na fé cristã. Lá (nos Estados Unidos) muitas dessas crianças estudam em escolas católicas. Têm uma conduta igual às outras crianças. São aceites pelos colegas e outras famílias. São poucas as reclamações. Recentemente, a Diocese de Boston posicionou-se a favor do acolhimento de crianças de casais homossexuais em escolas católicas.

Sim. Mas qual é a sua opinião sobre o assunto?- Não vejo que haja evidência de que essas crianças sejam diferentes. Porque se fala muito do risco dos casais homossexuais e do que isso pode originar para elas. Mas uma universidade alemã já fez uma pesquisa com 2400 crianças e não notou qualquer diferença. Enquanto não houver uma evidencia que há um dano...

Já teve problemas devido à sua posição?- Na universidade tive longos meses de negociação, para que as barreiras fossem diluídas. As coisas tiveram uma evolução positiva. Tenho o apoio da Companhia de Jesus e superiores, graças a Deus. Tomo o cuidado de não ser hostil e ter uma posição apaziguadora. E avançar por onde só posso avançar. Mas é caminhar no fio da navalha.

Ajuda, enquanto padre, pertencer à Companhia de Jesus?- Muito. Até pela sua génese e pela missão que os Papas têm confiando à Companhia. Paulo VI disse que, sempre que na Igreja há conflito entre as legítimas aspirações humanas e a verdade evangélica, aí estão os jesuítas, nos campos mais difíceis e nas trincheiras sociais. A função da Companhia é o trabalho apostólico de fronteira. O Papa Bento XVI confirmou isso e desenvolveu esse trabalho de fronteira. Ver os jesuítas estarem onde os outros não estão, de estabelecerem pontes de compressão e dialogo.

Deus criou o homem e a mulher, heterossexuais. E os homossexuais, foram criados por quem? Por Deus?
- Claro. Não tenho dúvidas disso. Deus criou todo mundo. Se Deus criou todo o mundo, Deus criou os homossexuais. A sociedade é diversa, na cultura, nas raças e diversidade sexual. Temos inclusive diversidade sexual no mundo animal. Fala-se de 400 espécies de animais que têm indivíduos homossexuais. E a Humana também tem. É importante que a Igreja aprenda a viver com a diversidade sexual.

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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