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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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sexta-feira, 23 de março de 2018

Pode a arte converter?

A emoção que experimentamos através da beleza toca em nós fibras extremamente delicadas

Ator, pintor, encenador, escritor, Michael Lonsdale (n. 1931) apareceu em mais de 180 programas de televisão e filmes, entre os quais “Dos homens e dos deuses” e “O nome da rosa”.

Em entrevista ao jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, recorda como as artes foram determinantes para a sua conversão ao catolicismo e consolidação da fé, conta como se manteve firme às suas convicções num mundo difícil para a espiritualidade como é a Sétima Arte e explica por que motivos é tão importante para ele relacionar fé e beleza.

Como nasceu a sua fé católica?
Cresci em Londres até ao verão de 1939, quando o meu pai encontrou trabalho em Casablanca: deviam ser seis meses mas desencadeou-se a guerra e tornaram-se 10 anos. A minha fé nasceu antes de tudo do encontro com uma pintora que um dia me levou à missa na igreja do Sagrado Coração. Nesse tempo não sabia nada de quem era Jesus. Foi ela que me fez descobrir a arte através da atmosfera do seu estudo, e depois com Chagall e Rembrandt: tudo partiu daí.

Mais tarde essa mulher, parisiense de origem, levou-me à capital francesa, encorajando-me a inscrever-me no Ateliê de Artes Sacras, fundado pelo pintor Maurice Denis. Aí, um dia, ouvi uma conferência de um padre dominicano sobre arte e fé: para mim foi uma reviravolta. Entrei em contacto com ele, sem saber sequer como o chamar: «Queria “ativar” a minha capacidade na beleza, o amor, a pureza… e a arte», disse-lhe. Ele respondeu-me: «Talvez seja Deus que estás à procura!». Tornei-me assim seu catecúmeno e fui batizado: tinha 20 anos. O meu padrinho foi um médico judeu convertido ao catolicismo que escapou à deportação. Estava em boas mãos.

Como é que se tornou ator?
Na verdade comecei o teatro ao mesmo tempo. Foi sempre graças à ajuda dos dominicanos que consegui fazer alguma coisa: a incerteza travava-me, não sabia que curso escolher e o meu diretor espiritual enviou-me ao P. Carré, o esmolar dos artistas de então. E Carré, também dominicano, enviou-me para o curso da grande atriz Tania Balachova. Foi ela que me formou, permitindo-me também alargar o meu repertório, tentando recitar também personagens maus, que eu não queria interpretar. Serviu-me muito para o meu personagem de Hugo Drax, no James Bond, por exemplo; devo-lhe muito.

Para dizer a verdade, foi sobretudo a música que me levou para a minha vocação profunda: suscitava em mim um êxtase tão forte que me despertava uma sede de Deus. E a pintura… Rembrandt levou-me à loucura: pintou e gravou tudo o que está na Bíblia. “O regresso do filho pródigo”, em particular, uma das suas últimas pinturas, é absolutamente extraordinária. Em França frequentei a casa de uma tia que era a mulher do escritor Michel Arland. Com ele tive a ocasião de ler muito porque era bastante inculto e, sobretudo, iniciou-me à pintura moderna.

O que é que gosta de pintar?
Não tenho um género predileto. Nunca sei o que vai sair. Um dia comecei a pintar escutando a “Sinfonia pastoral”, de Beethoven: estava de tal maneira arrebatado que a minha mão trabalhou sem que eu me desse conta. No final da música havia vários rostos que não conhecia desenhados na tela. Era como que uma presença, seguramente angélica, que me inspirava.

Como viveu a sua fé no mundo do cinema, que não é particularmente próximo da religião?
Convivi com muitas pessoas, muitas delas estavam atormentadas, inclusive eram violentas. Houve momentos muito difíceis. Mas para mim a missa foi sempre inegociável. Os encontros com o meu pai espiritual e a Confissão apoiaram-me. Com o filme “Dos homens e dos deuses” alcancei um ápice: o personagem do Ir. Luc permanecerá, juntamente com “O nome da rosa”, um dos papéis mais importantes da minha vida. É um modelo absoluto de humanidade, capaz de levar até ao fundo a sua missão seguindo os mandamentos de Jesus. Porque não há maior prova de amor do que dar a vida por aqueles que se amam. E quem se ama é o mundo inteiro.

Empenhou-se muito na vida associativa, através da Diaconia da Beleza ou o Festival Sacro de Cannes, por exemplo; porque é que é tão importante para si relacionar fé e beleza?
Com estas iniciativas tive a liberdade de encenar espetáculos únicos, entre eles a “Vida de S. Bernardino”, que apresentamos cinco anos consecutivos, ao ar livre. Unir-se aos outros artistas para formar uma família espiritual radica-nos ainda mais no coração de Deus. A emoção que experimentamos através da beleza toca em nós fibras extremamente delicadas, em particular com a música. Sou fascinado pela ideia de que ela entra em nós pelos poros da nossa pele primeiro do que pelos ouvidos. Porque é que de repente decidimos que a gama de notas seria o dó re mi fa sol lá si dó? Há uma alquimia misteriosa que é sumamente preciosa… Uma voz desafinada, ao contrário, pode picar-nos como espinhos! No nosso mundo tão tumultuoso temos de preservar este milagre.

Ainda há projetos que gostaria de realizar?
Tantos! Com o meu amigo Robert Hossein queremos encenar uma obra teatral sobre Jesus narrada por Pedro ou Paulo. Está também em gestação um projeto experimental sobre Leonardo da Vinci: deverei ser eu o narrador. Ainda está tudo em fase de projeto mas gostava muito de os realizar…

Solène Tadié In L'Osservatore Romano
Tradução e edição: SNPC
Publicado em 24 de fevereiro de 2018

domingo, 10 de dezembro de 2017

Uma janela aberta


David LaChapelle
Prisioneiros recuperam arte sacra

"Detidos da penitenciária de Noce, em Itália, juntamente com os seus professores, restauraram uma estátua da Virgem Maria pertencente à paróquia de Jesus Adolescente, próxima do estabelecimento prisional. Não é a primeira vez que ocorre esta forma de colaboração entre a prisão, uma instituição da Igreja e a comunidade paroquial, com o traço de união a ser assegurado por um docente que trabalha dentro da casa de reclusão, Raffaele Adamo, pertencente à paróquia.

Dentro da prisão funciona uma secção do Instituto de Instrução Superior Bonaventura Secusio. «O ano passado restaurámos dois Meninos Jesus e no próximo mês de março faremos restaurar uma estátua de S. José», explica o pároco. No último domingo, na restituição da reprodução da Virgem Maria, esteve presente um detido, que foi devidamente autorizado e que explicou à comunidade os trabalhos que foram realizados», referiu o P. Tino Zappulla.

O acontecimento foi especialmente seguido pela comunidade, com a igreja repleta. «Durante o Advento, além disto, fazemos uma recolha de ofertas para ajudar os detidos que têm dificuldades económicas para comprar roupa.»

«O ano passado um detido obteve permissão para participar numa peregrinação nossa. A comunidade mostrou-se capaz de compreender como certos erros podem ser recuperados, também através destas formas de ajuda», concluiu o pároco."

Maria Gabriella Leonardi in "Avvenire"
Traduzido para SNPC

A infância de Jesus

Max Liebermann

Por onde anda o menino (Jesus)?

«Na pintura ocidental, o Jesus menino e adolescente, sobretudo através dos seus gestos, é já muitas vezes um adulto num corpo em formato reduzido. Em particular, não é fácil encontrar obras que retratem uma infância normal, como estamos habituados a observá-la.»

Esta constatação foi proferida pelo historiador de arte francês François Boespflug, autor do ensaio “Jésus a-t-il eu une vrai enfance?” (“Jesus teve uma verdadeira infância?”, 208 pág., ed. Cerf.), que apresenta reproduções por vezes surpreendentes de obras-primas, de uma “Sagrada Família” (1342), de Simone Martini, até “Jesus aos doze anos no templo”, de Max Liebermann (1879), passando pelo “S. José carpinteiro” (1640), de Georges de La Tour.

O que o levou a escrever esta obra? Em primeiro lugar, uma longa pesquisa infrutífera de escritos sobre a maneira como os pintores preencheram o silêncio dos Evangelhos sobre a juventude de Jesus, entre o nascimento e os 30 anos. O que fez e viveu? E sobretudo, como assumiu o facto de ser Filho de Deus? Não sabemos nada. Sendo assim, os pintores, quando retratam Jesus menino, adolescente ou na oficina de José, até à sua partida, em que é que se baseiam? Talvez em alguns textos, como os evangelhos apócrifos ou as visões de místicos. Mas sobretudo tiveram, de muitas formas, carta branca e puderam imaginar muitas coisas. Eu perguntei-me precisamente sobre que ideia desta juventude foi feita a arte pictórica ocidental.

Sublinha que são raras as representações dos comportamentos habituais de uma criança normal. O que quer dizer?O Menino Jesus dos pintores não é quase nunca representado enquanto come, cai, anda de gatas, aprende a ler, escreve. E em paralelo há textos apócrifos que se lançaram em elaborações, não acreditadas pela Igreja, em que se explica que Jesus já sabia tudo, a tal ponto que na escola corrigia os seus mestres. Do conjunto de representações que pude consultar, emergem três escolhas prevalentes dos pintores: Jesus soube sempre tudo desde o início; Jesus teve de aprender; Jesus aprendeu a viver conservando o pressentimento daquilo que o espera. Neste último caso, portanto, é um crescimento com uma dimensão humana mas atravessada por pressentimentos proféticos.

Georges de La Tour
O conjunto destas obras é vasto?Sim, vastíssimo. As obras são inúmeras. A infância de Jesus fascinou os pintores, inclusive através dos motivos da Virgem com o Menino, da Sagrada Família, de Jesus no meio dos doutores do templo. Entre os historiadores foi muito debatida a questão da perceção da infância através dos séculos e, em particular, a presumida passagem brusca à idade adulta, atribuída na época pré-moderna. Neste sentido, ao longo dos séculos, pode por vezes intuir-se uma correlação entre o interesse da arte pela infância de Jesus e a evolução das ideias que a sociedade elaborou a propósito da infância.

Há obras ou soluções pictóricas que o surpreenderam particularmente?Direi sobretudo as obras pictóricas, mas por vezes também da escultura, em que Jesus é apresentado enquanto dorme sobre a cruz, ou é visitado por anjos que lhe levam os símbolos da Paixão, como o chicote, a lança, a esponja. Nestas representações o observador pode interrogar sobre o facto de este Jesus não parecer poder conhecer a serenidade infantil. Isto tocou-me muito, inclusive de um ponto de vista das interrogações teológicas que essas figurações parecem explicitar. Podemos considerar essas pinturas conformes a uma séria consideração do tema da Incarnação? Em que sentido o Filho de Deus se tornou homem? É concebível uma plena humanidade se não houve uma plena infância? A nossa visão antropológica permanece a de um acesso à plena humanidade através de uma aprendizagem longa e pontuada por erros e quedas, Os pintores não terão, talvez, privado Jesus desta plenitude da infância?

A associação da infância e da Paixão numa mesma tela é um tema raro?Não tão raro. No olhar de certos pintores a futura crucificação é já plenamente experienciada pelo Menino. Não faltam até representações do Menino ligado a uma cruz. Isto pode ser só o fruto da imaginação dos pintores.

Diante da “carta branca”, os pintores ativeram-se a alguma forma prevalente de prudência? Os artistas mostraram, em geral, a vontade de respeitar os dogmas ou aquilo que compreendiam melhor da dimensão dogmática. Em numerosos casos, tenho a impressão de que esta prudência foi acentuada até para além de quanto provavelmente se poderia esperar deles, sobretudo no ponto da consciência que o Menino tinha da sua própria origem. A Igreja não lhes pediu necessariamente para apresentarem uma interpretação similar, mas ao mesmo tempo não a impediu. Os gestos do Menino que se mostra já como um ensinador explicitam interrogações sobre o mistério da Incarnação de que, provavelmente, os pintores não estavam, em muitos casos, plenamente conscientes. Muitas vezes, a exigência que prevaleceu foi a de criar telas destinadas antes de tudo à devoção popular. Por outro lado, a valorização da infância como modelo espiritual na pregação evangélica beneficiou muito do sucesso das representações infantis de Jesus. Num certo sentido, por isso, as palavras de Jesus encorajaram a própria valorização da sua infância na arte. Isto faz-nos refletir também sobre o lugar particular da infância no cristianismo, também em relação às outras tradições religiosas."

Daniele Zappalà in "Avvenire"
Tradução de Rui Jorge Martins para SNPC

Anunciação em imagens

Não é uma publicação exaustiva, uma espécie de mosaico que fala da representação da anunciação feita pelo anjo a Maria e uma homenagem por ocasião da festa da Imaculada Conceição.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Sobre o divórcio entre Igreja e Arte moderna e contemporânea

«A arte pode viver sem desconfiança» em relação «ao mundo do espírito»

O escultor Rui Chafes, recentemente distinguido com o Prémio Pessoa, está convicto de que arte e espírito não têm de ser antagónicos, ainda que a contemporaneidade tenha perdido uma das características da Idade Média, o «ir para Deus através da arte».

Em entrevista publicada este sábado no suplemento do semanário "Expresso", Chafes (n. Lisboa, 1966) diz que «tecnicamente» não se considera uma pessoa religiosa, embora pense que o seu trabalho «está muito próximo do sentido religioso das pessoas».

«Por vezes é como se não estivesse a trabalhar por vontade própria mas como alguém que obedece a uma voz que lhe diz "agora vais fazer isto"», voz que «é qualquer coisa imaterial, misteriosa, espiritual e absolutamente irracional», assinala.

Rui Chafes, que também se exprime artisticamente através do desenho, menciona também a «separação da arte da igreja, no mundo ocidental»: «Esse afastamento mútuo está relacionado com o modernismo. Com o facto de a Igreja desconfiar da arte moderna e a arte moderna desconfiar da Igreja».

«Alguma arte tentou consolar as pessoas que ficaram órfãs dessa vida espiritual. E esse consolo é muito curioso porque transforma a arte numa divindade, numa religião. Dá um sentido às coisas. Houve artistas que quiseram ser uma espécie de xamãs para uma humanidade sem religião. E isso é um motivo de esperança e ao mesmo tempo de ceticismo», declara.

A «atração» que sente pela Idade Média funda-se, entre «várias razões», na «proximidade entre as pessoas e a arte, através de uma coisa que elas não sabiam o que era, que era a fé, a espiritualidade».

«Uma catedral era uma imensa instalação que tinha pintura e escultura, era uma obra de arte total, um ir para Deus através da arte. Isso perdeu-se. Creio que hoje já aprendemos a respeitar a arte como uma linguagem possível e partilhável e não ter de ir vê-la ao jardim zoológico», afirma.

A mudança na forma como a arte é vista é feita de passos, como as obras que o próprio Rui Chafes tem em igrejas da Áustria e da Alemanha, ou «quando a catedral de Colónia encomenda um vitral a Gerhard Richter» ou quando uma «igreja em Zurique encomendou vitrais a Sigmar Polke».

Referindo-se à relação da arte com a Igreja, Rui Chafes sustenta que «há uma convergência», e dá como exemplo um projeto que tem em mãos: «Eu vou fazer uma instalação na igreja de São Cristóvão, em Lisboa. Num projeto do Paulo Pires do Vale, que vai dinamizar a igreja com peças de vários artistas».

«O padre [Edgar Clara], que é um homem novo, tem uma visão sem complexos do que pode ser a participação das pessoas na igreja. E isso mostra que a arte pode viver sem desconfiança e sem ressabiamento em relação ao mundo do espírito».

Chafes lembra que «cineastas como Tarkovski, por exemplo, tiveram mil razões para fugir da Rússia, mas o que se passava é que ele tinha uma necessidade imensa dessa espiritualidade e a Rússia dos anos 60 e 70 negava-lhe isso».

Questionado sobre se a sua religião é a arte, o escutor é perentório: «Sim, absolutamente. A minha religião é a arte, a música, a literatura, que é tudo a mesma coisa. E se não houver nem música, nem pintura, nem escultura, se não houver arte, caímos na barbárie, como o Estado Islâmico quer».

«Talvez por isso se pergunte se o Estado Islâmico tem alguma coisa a ver com religião e claro que não tem, tem a ver com terrorismo. Com crime. Com assassinos», acentua.

E será que a arte pode salvar? «É uma boa ideia», mas não é certo que possa acontecer: «Pelo menos a arte não pode salvar uma sociedade, não pode salvar uma política, não pode salvar um sistema social. Mas pode salvar a ética das pessoas, pode dar esperança e nesse sentido pode salvar o mundo».

A «única bandeira política» que considera «realmente válida é o anarquismo» - onde se sente acompanhado por «grandes companheiros, como Jesus Cristo e Friedrich Nietzsche» -, sistema político que seria «civilizado, não violento, feito de e para pessoas responsáveis e que não precisariam de polícias nem de soldados».

«Para mim não existe arte se não houver essa ambição de criar silêncio, de criar um momento onde o tempo é suspenso. E alguma arte contemporânea suspende o tempo», assinala Rui Chafes.

Com o valor de 60 mil euros, o Prémio Pessoa, atribuído pelo "Expresso" com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, reconhece a intervenção de uma personalidade portuguesa na vida cultural e científica de Portugal.

Para os autores da entrevista, Alexandra Cabrita e Celso Martins, a atribuição da distinção a Rui Chafes «valoriza a coerência de um programa e a teimosia de uma ética inabalável».

Rui Jorge Martins
Publicado pelo SNPC a 19 de dezembro de 2015

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A Beleza fala de Deus

Sam Taylor-Wood
Assim fala a Arte

Publico este texto com uma secreta esperança que a Igreja volte a ter confiança na Arte como uma forma possível e livre de falar de Deus

"Ao longo dos tempos, a Igreja teve uma preocupação especial pela beleza, arte, arquitetura e liturgia, por serem formas muito poderosas de acompanhar pessoas no seu caminho de fé. O próprio conceito de fé é de que vai para além da realidade visível e concreta do dia a dia. O ser humano foi criado com vontade, intelecto e alma, ensina S. Tomás. Todas precisam de ser tratadas se queremos ajudar as pessoas a avançar na sua compreensão de Deus. Neste contexto, a palavra "compreensão" vai para além do puramente intelectual, envolvendo também o nosso lado mais emotivo. Só as palavras, ou só a lógica intelectual, ou só experiências emocionantes não são suficientes para colher algo do próprio ser de Deus. Por um lado, Deus não pode ser plenamente explicado e descrito através do nosso intelecto ou raciocínio intelectual. Ele permanece sempre um mistério inefável para nós, porque Deus é sempre maior, como Santo Anselmo nos recordou. Por outro lado, há modalidades através das quais nos podemos aproximar do coração desse mistério. Ao fazê-lo, avançamos no nosso caminho de fé em direção a Deus.

A beleza, arte, arquitetura e liturgia não são apenas poesia para os iletrados. São meios poderosos em que a presença e essência de Deus se exprimem e experienciam, ainda que Ele seja basicamente o ser inefável que é. Neste sentido, também há "ferramentas" poderosas para os responsáveis pelo acompanhamento de pessoas. Isto inclui os jovens de hoje, porque apesar de o número de visitas a museus e teatros poder estar em declínio, a beleza, arte, arquitetura e até a liturgia falam uma linguagem poderosa que pode ser compreendida sem muita explicação anterior. Estas "ferramentas" existem para serem experienciadas, e assim ajudam a pessoa a avançar no seu caminho para Deus. Isto corresponde-se com um importante elemento do acompanhamento, em que a pessoa que acompanha deve retirar-se de tempos a tempos e «deixar que o Criador lide diretamente com a criatura», como dizia Santo Inácio de Loyola. Obviamente isto não significa que quem acompanha só deve ir atrás e responder ao que é experienciado. Há ocasiões onde é precisa uma liderança clara. Acompanhamento quer igualmente dizer orientação espiritual no sentido de ajudar a ver mais além, caminhar à frente onde necessário. Quando aos jovens são dados apenas alguns elementos fundamentais para melhor lerem e compreenderem a beleza, a arte, a arquitetura e a liturgia, podem apreciar melhor a sua mensagem mais profunda, deixando essas "ferramentas" ajudarem-nos a aproximarem-se do mistério de Deus.

A liturgia tem uma função de ponte entre o ser humano e Deus. Ainda que a forma da liturgia seja feita pelo homem, a sua essência vem diretamente de Deus. Por exemplo, a maneira como celebramos a Eucaristia é o produto de um desenvolvimento ao longo dos tempos, mas a essência do que Jesus disse aos discípulos para fazerem em sua memória nunca mudou. A liturgia é um momento precioso onde Céu e Terra estão muito perto, como poderosamente se expressa no canto do Santo. A liturgia fala a todos os sentidos humanos: por exemplo, a escuta de palavras e música, o cheiro do incenso e do óleo perfumado, a visão da beleza e dos símbolos, o tocar e o beijar da cruz ou das relíquias, o gosto do pão e do vinho. A liturgia dirige-se a todo o ser humano, tal como fomos criados por Deus. Ele sabe melhor que nós o que precisamos e o que é importante nas nossas vidas. Na liturgia, arte e arquitetura desempenham o seu papel mais elevado: as ideias que transpiram são canalizadas para uma só mensagem, o amor de Deus por cada ser humano e o seu desejo de que todos respondam positivamente ao seu convite.

No desenho para a basílica da Sagrada Família [Barcelona], o arquiteto espanhol Antoni Gaudí pretendeu criar uma construção que honrasse Deus em cada detalhe, e ao mesmo tempo expressasse a grandeza do seu plano amoroso de salvação para todos os que a visitassem. Ao fazê-lo, Gaudí criou uma monumental estrutura de evangelização. Sendo ele próprio um devoto cristão, desejou que outros encontrassem o amor de Deus e quis que o seu trabalho contribuísse para tal. Por isso, ainda hoje, o turista que olhe para uma das torres da basílica inadvertidamente louva Deus quando lê "Sanctus, Sanctus". O visitante que leve tempo a contemplar uma das fachadas reconhecerá que a história que narra vai para além do seu ou da sua experiência na Terra. E quem entrar na nave será atingido pela luz, pelas formas orgânicas, a grandeza e a naturalidade com que o olhar é dirigido para o espaço central da igreja, o altar onde a liturgia é celebrada.

A modalidade mais forte em que beleza, arte e arquitetura se juntam nesta obra-prima de Gaudí é aquando da participação numa das grandes liturgias celebradas na basílica. Nesse momento tudo se reúne: enquanto cada um dos sentidos está a ser abordado e ajuda a reconhecer a presença de Deus, a arquitetura como um todo aponta apenas para uma direção, a do amor do próprio Deus. Neste sentido, a basílica da Sagrada Família é um grande exemplo de como beleza, arte, arquitetura e liturgia podem ser hoje poderosos aliados no acompanhamento de jovens no seu caminho com Deus."

Fr. Michel Remery In "Simpósio sobre acompanhamento de jovens (Conselho das Conferências Episcopais da Europa)"
Traduzido por SNPC e publicado em 31 de março de 2017

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Igreja anglicana, mecenas de um dos grandes artistas contemporâneos

Bill Viola ocupa catedral de S. Paulo em Londres

Se a Igreja não tem sido mecenas exemplar nos últimos dois séculos, e se muita da arte sacra tem sofrido de mediocridade por essa razão, há sempre excepções à regra. O Igreja anglicana dá uma lição com mais uma instalação de vídeo na catedral de S. Paulo em Londres. Chama-se Maria:

"O projeto permanente, localizado na parte norte da igreja-mãe da diocese anglicana da capital inglesa, foi idealizado para fazer companhia a outra instalação vídeo do autor norte-americano, "Mártires (Terra, Ar, Fogo, Água)", inaugurada em 2014 na secção sul da catedral (cf. Artigos relacionados).
Os dois temas de Maria e dos Mártires, ambos concebidos com a mulher de Bill Viola, Kira Perov, «simbolizam alguns dos mistérios profundos da existência humana», declarou o autor, lê-se na página eletrónica da catedral de S. Paulo.

«Um diz respeito ao nascimento e outro à morte; um com conforto e criação, o outro com sofrimento e sacrifício. Se eu tiver sucesso, as peças finais funcionarão como objetos estéticos de arte contemporânea e como objetos práticos de contemplação e devoção tradicionais», acrescentou.

O cónego chanceler da catedral considera que a arte de Bill Viola (n. 1951) «desacelera» as «perceções, de modo a aprofundá-las. Ele usa o mesmo meio que controla atualmente a cultura de massas, o filme, e subverte esse controle para abrir novas possibilidades e perfis de compreensão».

«Através da vida de Maria e da sua relação com o seu filho, Viola convida-nos a mergulhar na força do mistério do amor no nascimento, relacionamento, perda e fidelidade. Não tenho dúvidas de que esta nova instalação vai guiar os nossos muitos peregrinos para uma reflexão significativa e uma oração esperançosa», realçou Mark Oakley.

A iconografia religiosa é um tema recorrente nas obras de Bill Viola, como aconteceu na exposição "The passions", exibida em Londres em 2003, e na obra "The messenger", para a catedral de Durham, em 1996. O seu trabalho "Ocean without a shore", na Bienal de Veneza de 2007, foi apresentado na igreja de San Gallo.

Bill Viola está a preparar uma retrospetiva da sua obra, que de março a julho de 2017 ocupará a totalidade do palácio Strozzi, em Florença, cidade italiana onde trabalhou quando era mais novo.
A mostra incluirá pinturas renascentistas, cujo empréstimo está a ser negociado com igrejas e museus, a par de trabalhos em vídeo, incluindo "Eclipse", umas das suas primeiras obras (1974) realizadas em Florença.

«Hoje considera-se que está na moda justapor os grandes mestres à arte contemporânea, mas as ligações são muitas vezes pouco nítidas e os resultados desapontantes. Não é o caso do trabalho de Bill (...). [A sua] cultura e conhecimento são profundamente influenciadas pela tradição artística», afirmou o diretor do palácio Strozzi.

«Por esta razão, mesmo que a exposição seja, antes de tudo, uma retrospetiva de Bill Viola, estamos a tentar ter algumas poucas, mas significativas, obras de grandes mestres», explicou Arturo Galansino, citado pela página "The Art Newspaper".

Paolo Uccello e os seus frescos sobre a narrativa do dilúvio no livro bíblico do Génesis, a "Pietà" de Masolino da Panicale, as pinturas de Giotto na "Galleria degli Uffizi" e a "Anunciação" de Fra Angelico são algumas das pinturas que influenciaram Bill Viola, que, também em Florença, gravou sons no interior das igrejas, como passos e vozes, recolhendo-os num vasto arquivo a que recorre em algumas nas suas instalações."

Texto de Rui Jorge Martins in SNPC















Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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