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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Algumas notas sobre o Advento



"(...) O Advento, [é] o tempo forte do ano litúrgico que prepara o Natal. O primeiro domingo do Advento abre o novo ano litúrgico. No rito romano são quatro os domingos do Advento, que no rito ambrosiano, em Milão, já começou a 12 de novembro.

«Um dos temas mais sugestivos do tempo do Advento» é a «visita do Senhor à humanidade», explicou o ano passado o papa Francisco no seu primeiro Angelus do Advento, na Praça de S. Pedro. E convidou à «sobriedade, a não ser dominado pelas coisas deste mundo, pelas realidades materiais». E numa das homilias durante a missa matutina na casa de Santa Marta, Francisco indicou que «a graça que nós queremos no Advento»: «caminhar e andar ao encontro do Senhor», ou seja, «um tempo para não se estar parado».

A liturgia

A cor dos paramentos litúrgicos do clero é o roxo. No terceiro domingo do Advento, o denominado domingo “Gaudete”, pode usar-se, facultativamente o rosa, representando a alegria pela vinda de Cristo. Nas celebrações eucarísticas não é recitado o Glória, de maneira que este hino antiquíssimo ressoe mais vivamente na missa da noite da solenidade do nascimento de Jesus.

Fogem a estes preceitos as solenidades agendadas para o tempo do Advento. Em Portugal, por exemplo, no dia 8 de dezembro celebra-se a Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, padroeira principal do país e das dioceses de Évora, Santarém, Setúbal e Vila Real. Os paramentos são brancos e recita-se o Glória.

Os nomes tradicionais dos domingos do Advento são extraídos das primeiras palavras da antífona de entrada na missa (que, muitas vezes, não são proferidas, especialmente quando as celebrações são cantadas). O primeiro domingo é dito do “Ad te levavi” (“A ti elevo” [a minha alma], Salmo 25; o segundo domingo é chamado de “Populus Sion” (“Povo de Sião”, Isaías 30, 19.30); o terceiro domingo é o do “Gaudete” (“Alegrai-vos”, Filipenses 4, 4.5); o quarto domingo é o do “Rorate” (“Infundi” [a vossa graça em nossas almas], Isaías 45, 8).

A origem do Advento

O termo Advento deriva da palavra “vinda”, em latim “adventus”. O vocábulo pode traduzir-se por “presença”, “chegada”, “vinda”. Na linguagem do mundo antigo era um termo técnico utilizado para indicar a chegada de um funcionário, a visita do rei ou do imperador a uma província. Mas podia indicar também a vinda da divindade, que desce do seu escondimento para manifestar-se com poder, ou que é celebrada presente no culto.

Os cristãos adotaram a palavra Advento para exprimir a sua relação com Cristo: Jesus é o Rei, entrado nesta pobre “província” denominada de “Terra” para todos visitar; na festa do seu advento faz participar todos os que crêem nele. Com a palavra “adventus” queria-se substancialmente dizer: Deus está aqui, não se retirou do mundo, não nos deixou sós. Mesmo que não o possamos ver e tocar como acontece com as realidades sensíveis, Ele está aqui e vem visitar-nos de múltiplos modos.

O tempo da espera e as leituras

O Advento é o tempo da espera, celebrando a vinda de Deus nos seus dois momentos: a primeira parte do Advento convida a despertar a espera do regresso glorioso de Cristo; depois, aproximando-se o Natal, a segunda parte remete para o mistério da Incarnação (Jesus que se faz carne) e apela a acolher o Verbo feito homem para a salvação de todos. Isto é explicado no primeiro prefácio do Advento, ou seja, a oração que “abre” a liturgia eucarística dentro da missa, após o Ofertório. Nela sublinha-se que o Senhor «veio a primeira vez, na humildade da natureza humana, realizar o eterno desígnio do vosso amor e abrir-nos o caminho da salvação; de novo há-de vir, no esplendor da sua glória, para nos dar em plenitude os bens prometidos que, entretanto, vigilantes na fé, ousamos esperar».

As leituras bíblicas das missas – em 2017 são seguidas as do ano litúrgico B – testemunham esta divisão do Advento. Até ao terceiro domingo a liturgia focaliza-se na espera do regresso do Senhor. Depois marca de maneira mais específica a espera e o nascimento de Jesus. No primeiro domingo o Evangelho (Marcos 13, 33-37) tem no centro a palavra de Cristo: «Vigiai, não sabeis quando regressará o dono da casa». No segundo domingo o Evangelho (Marcos 1, 1-8) detém-se sobre o Batismo e sobre as palavras de João Batista no rio Jordão: «Depois de mim vem aquele que é mais forte do que eu: eu não sou digno de me inclinar para desatar as suas sandálias». No terceiro domingo o Evangelho (João 1, 6-8. 19-28) tem ainda no centro João Batista, que «vem como testemunha para dar testemunho da luz» e que, interrogado pelos judeus, diz: «No meio de vós está alguém que não conheceis». O Evangelho do último domingo (Lucas 1, 26-38) é o da Anunciação e tem como eixo a figura de Maria.

Maria, ícone do Advento

O tempo do Advento tem como ícone a Virgem. O papa Francisco realçou que «Maria é o “caminho” que o próprio Deus se preparou para vir ao mundo» e é «ela que tornou possível a incarnação do Filho de Deus, “a revelação do mistério, envolvido no silêncio durante séculos eternos” (Romanos 16, 25)» graças «ao seu “sim” humilde e corajoso». A presença da solenidade da Imaculada Conceição faz parte do mistério que o Advento celebra: Maria é protótipo da humanidade redimida, o fruto mais excelso da vinda redentora de Cristo."

por Giacomo Gambassi In "Avvenire"
Publicado em SNPC a 27 de novembro de 2017

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Ética da Atenção

Advento: atender e estar atento

A “atenção” (attentio) vem de “atender” (attendere) e significa orientar o espírito e a mente para aquilo que vem. Esta orientação corporal de si pressupõe a vigilância e a meditação enquanto experiência espiritual e lugares onde se exercita a atenção. A oração é um ato corpóreo, de quase suspensão do tempo e do espaço, de mobilização sensível que nos envolve totalmente na reciprocidade de uma relação. O tempo de advento é um tempo de exercitação da atenção, de prática de uma “ética da atenção”, como escreve a filósofa francesa Natalie Depraz (in Attention et vigilance. À la croisée de la phénoménologie et des sciences cognitives).

Atender é olhar o tempo de um outro modo, a partir da doação e da dádiva. Dar tempo, é dar-se por inteiro nesse tempo de espacialidades e vida cruzadas, sem o esgotar e sem se esgotar, é um ato de reconhecimento de que a condição temporal nos é dada; é a acreditação da possível vinda de… Dar o seu tempo é ser dom para os que se sentem esquecidos nas brumas temporais da história, sem eternidade. Dar algo do seu tempo, é fazer do presente grávido de futuro promitente; é atender, olhar o outro/a, é dizer que em cada sobressalto invernal pode florir uma amendoeira; é perguntar: O que te perturba?” (Simone Weil). Vigiar é atender, qual ato litúrgico expectante de floração em tempos de “esplendor do caos” (Eduardo Lourenço) e de barbárie.

Muitos são os lugares e espaços expressivos do exercício vigilante da vida, de desabrochamento da criatividade adormecida dos humanos. A arte, em sua manifestação profunda da condição humana de outrem (além do contentamento autobiográfico), é uma das expressões onde se poderá exercitar essa “ética da atenção”, do olhar proexistencial e proafetivo, de cuidado das vítimas da voragem mecânica dos mercados e da solidão inóspita do abandono total.

Simone Weil, filósofa e mística de olhos abertos ao drama do homem moderno, dá corpo à «ética da atenção», quando, no seu livro À espera de Deus, escreve que «não é apenas o amor a Deus que tem por substância a atenção. O amor ao próximo, que sabemos ser o mesmo amor, é feito da mesma substância. Os infelizes não precisam de outra coisa neste mundo senão de homens capazes de lhe prestarem atenção. A capacidade de prestar atenção a um infeliz é coisa muito rara, muito difícil; é quase um milagre; é um milagre».

O ato sábio de saber olhar não é algo inato. A visão sim! O olhar exige aprendizagem em profundidade e amplitude. O olhar, se o é, é sempre um olhar atento, de expectação e pasmo diante do que ou de quem nos chega como absolutamente inesperado. Por que será que deixamos de nos espantar? A filosofia é tida como a arte do questionamento, melhor a arte do espanto diante dos fenómenos que vêm até nós à espera de acolhimento interpretativo. Paul Tillich, filósofo e teólogo crente, tem razão quando escreve que «a espera antecipa o que não é ainda real. Se esperarmos com esperança e paciência, o poder daquilo que esperamos age em nós… Nós somos mais fortes na expectativa do que na posse».

Na base da vigilância está a atenção e a meditação. A atenção porque coloca o sujeito em estado de tensão, de atendimento, de mobilização corpórea da sua sensibilidade para o que vem ou que possa advir de qualquer evento, do interior ou do exterior, de si ou da relação intercorpórea com a “carne do mundo”. A meditação porque ela exercita e coloca em ato a mente corpórea, o estar no mundo como devir, como processo, à espera da irrupção do novo que advém imprevisivelmente. A «atenção é uma espera, e não há consciência sem uma certa atenção à vida. O devir é aí: ele chama-nos, ou melhor ele nos atrai para ele; esta tração ininterrupta, que nos faz avançar sobre a rota do tempo, é a causa de agirmos continuamente. Toda a ação está sedimentada sobre o futuro» (Natalie Depraz) que vem inesperadamente até nós.

De igual modo, o neurofisiologia alemão Wolf Singer assegura que a «meditação é um processo muito ativo, que exige atenção em grande medida, como processos de aprendizagem, que levam a mudanças duradouras das redes neuronais respetivas... Atividades do cérebro deixam vestígios» (referência facultada pelo professor Manuel Moreira Costa Santos). Esta atividade meditativa, mobilização sensível toda de si ou de uma comunidade, gera uma prática intercorpórea da atendibilidade. A meditação profunda, exercitada quotidianamente, é um ato de kenose, de descentramento e despojamento de si, que permite imaginar novas realidades e transfigurar a existência a partir da palavra, do gesto, do silêncio, do encontro, da saudade, da promessa ou da angústia…

A experiência de tudo isso, como uma constante e variante existencial, precede as pias formulações inquestionáveis. A experiência cristã vive da parusia, da atendibilidade, e por isso, o crente dirige a sua atenção, o seu olhar, o seu movimento corpóreo singular e comunitário para à vinda do corpo glorioso. Adventus de advenio, advinda, chegada ou vinda (de algo para vir). A conversão do olhar e de acolhimento afetivo do Outro que nos chega, que surpreendentemente nos aparece e advém até nós. Atender é tornar-se disponível para o quotidiano e para a sua possível transfiguração. A atenção é uma espera, que «não possuímos, e por isso mesmo esperamos» (Paul Tillich), na surpresa e no espanto de um novum existencial.

Este ato de espera é simultaneamente passivo-ativo. Passivo porque nos é dado, está para além das nossas capacidades e méritos, tal como recebemos o nosso nascimento passivamente. Ativo porque envolve a pessoa toda, o seu empenho e compromisso ao longo da sua existência com os outros. E, nesse sentido, é um ato livre, consciente e responsável do humano crente, de reciprocidade aceitante ou não daquilo que vem como dom, como oferta e como totalidade.

Para Natalie Depraz, que tem procurado realizar um profícuo entrelaçamento entre fenomenologia, espiritualidades ortodoxa e neurociências, existe uma ética atencional que «é um movimento de abertura orientado para as coisas, para os outros e para o mundo; ser consciente, é ser consciente de qualquer coisa». Esta consciência corpórea, na medida em que o corpo se movimenta no espaço intersubjetivo de relação a outrem, é uma consciência em vigilância, «qualidade de presença a si que é condição de presença justa aos outros».

Esta dimensão particular do tempo que envolve a espera ativa e vigilante, na atenção e na meditação orante, parece ter desaparecido em geral da experiência cristã contemporânea, excetuando algumas e belas experiências monásticas de alto perfil antropológico. Paradoxalmente, o esquecimento de uma “teologia do advento” enquanto “ética da atenção e da vigilância” é o mais puro esquecimento de Deus feito carne, de uma vida crente centrada mais na formulação doutrinária, na organização estrutural (sedimentação do presente) sem profecia nem poesia.

Enzo Bianchi, prior da comunidade monástica de Bose, num artigo recente, di-lo doutro modo: «Eis o verdadeiro Natal cristão: nós recordamos o teu nascimento em Belém, Senhor, atendemos a tua vinda gloriosa, acolhemos o teu nascimento em nós, hoje. Por isso o místico do século XVII Angelo Silesio podia afirmar: "Mesmo que Jesus nascesse mil vezes em Belém, se não nasce em ti… tudo é inútil"».

João Paulo Costa
SNPC

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A morte da bezerra

Quem espera desespera

Às vezes é bom ouvir frases curtas que nos despertem dos nossos sonos. Podemos até muito rapidamente rotula-las como clichés. Pessoalmente, sou pouco dado a livros de auto-ajuda e a frases-tipo-reforço-positivo que tendem a cair numa linguagem um pouco xaroposa ou belico-doce. Mas há que admitir que muitos de nós, cristãos homossexuais, estamos à espera que nos caia no colo @ noss@ companheir@ de vida:

"You can't stay in your corner of the Forest waiting for others to come to you. You have to go to them sometimes. " A. A. Milne

"Solitude is fine but you need someone to tell that solitude is fine." Honoré de Balzac

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A expectativa do mistério de Deus


Sentinelas que esperamos a aurora

Quando descobrimos nas nossas vidas a importância do mistério de Deus, entrámos em expectativa. A resposta que é dada a esta espera não consiste em satisfazê-la, mas em aprofundá-la mais. Aí alcançamos o que há de mais espantoso na relação do homem com o mistério de Deus: se este mistério se anuncia em nós, ele não suprime a carência que nos permitiu estarmos atentos a esta revelação. Se o mistério de Deus se revela a partir da expectativa, não é suprimindo a expectativa, é tornando-a mais quotidiana, mais permanente, mais necessária. Por exemplo, o amor não satisfaz a expectativa do amor, a aproximação da verdade não diminui a paixão da verdade. Bastar-nos-ia então estar apaixonados pela verdade para que a nossa vida fosse verdadeira, ser desejosos de amor para amar e ser amado, estar na expectativa do mistério de Deus para que Deus seja presente em nós?

A atitude espiritual que então seria a nossa consistiria em esperar a revelação de Deus mais do que pretender possuir as certezas dela. De qualquer modo, àqueles que estão pouco certos de estarem certos, é proposto serem, na noite, sentinelas que esperam a aurora. Não nos é pedido que tenhamos fé como se possuíssemos o mistério de Deus, mas que sejamos sentinelas que sabem que a noite é a noite e que esperam que a aurora será a aurora. Na paciência que precede o dia, estamos atentos a essa experiência espiritual do mistério de Deus em nós, e estamos dispensados de pronunciar o seu nome.

Mas nós lembramo-nos do seu nome, quando perdemos o rasto. Como é espantoso poder evocar a memória do seu nome, precisamente quando somos os seres do começo, há pouco anunciados. Talvez esteja aí o futuro da fé: Deus é sempre vindouro. Se não houvesse a noite e o dia, as idades e as estações, a alegria e o cansaço, teríamos a «fé dos anjos». A nossa fé é a do tempo do homem, da evidência da juventude à idade madura em que se descobre que a impaciência do tempo se tornou paixão da interioridade.

Sentinelas dessa madrugada que nasce entre nós… Atentos a essas palavras que não podemos pronunciar, que quereriam dizer tudo aquilo que somos e que se entregam num olhar, num silêncio, numa emoção contida. Sentinela do nosso ser que desperta, sentinela do outro, da sua felicidade, e sentinela junto da infelicidade do outro.

Tudo nos vem por reflexo, por eco, por transparência. Entre aquilo que ignoramos do infinito de Deus e aquilo que descobrimos de nós mesmos, nós penetramos no universo maravilhoso das correspondências. Captá-las quando elas passam é a contemplação de que somos capazes.

Bernard Feillet – Les arbres dans la mer. Paris, DDB, 2002, p.70-72.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Cultivar uma "virtude artificial": maturar a espera que alcança

A Paciência

Para ser sincero, há momentos em que a minha admiração converge toda para a impaciência. Por alguma razão, a mim misteriosa, nunca me pareceu um peso lidar com os impacientes (fossem os outros ou eu próprio). Facilmente se ativa o meu humor perante alguém que ferve em menos água do que aquela que tem um oceano. E, da mesma maneira que me comove a reverência verdadeira, admiro os irreverentes, aprendo com os que se empenham em contrariar indefinidas esperas, agradeço aos que sacodem a estabilidade preguiçosa dos nossos tiques, procuro balançar os motivos dos que dizem “não estou para isso”.

Contudo, acho que descubro sempre mais que a paciência é uma preciosa estação interior na qual todos precisamos maturar. Quando penso na paciência, ancoro muitas vezes na imagem da semente, no desprendimento e na lentidão da semente que aceita a escuridão da terra como condição para florescer. Tanto os que semeiam os campos, como os que depositam sementes nos corações, deveriam primeiro ter formado a alma na paciência. Pois a paciência, ao revelar o escondido processo de germinação da vida, também torna claro que é essa a única forma de cuidar bem dela, de a entender até ao fim, de acompanhá-la, passo a passo, com esperança.

É curiosa a etimologia da nossa palavra “paciência”. Deriva de “passio”, isto é, paixão, no sentido de coisa a suportar, a padecer ou no sentido de resistir. A paciência faz-nos mergulhar, como se vê, no âmago da vida. Deve, é claro, ser ensinada às crianças, mas é uma tarefa para ser levada a cabo por um coração adulto. A paciência pede que apreendamos a complexidade de que somos tecidos, que nos debrucemos sobre esta íntima narrativa tecida de esforço e de graça, de sede e de água, de noite e de riso. Não nos deixa esbracejar à tona do tempo, num simplismo atropelado e ofegante. A paciência pede e dá-nos tempo, dilatando as provisórias metas e juízos que equivocadamente erigimos em absolutos. Há uma harmonia secreta, há um suculento sabor que só colhe da vida aquele que abraça com confiança a demora, a lentidão e a espera. São estas frequentemente as ferramentas da paciência, os instrumentos com que ela transforma a nossa agitação epidérmica em expectação serena e criativa. No fundo, a paciência prova-nos como se provam os metais de valor, averiguando o seu (o nosso) grau de autenticidade.

Santa Teresa de Ávila, segundo o que ela conta de si mesma e no acordo dos seus biógrafos, não possuía um temperamento propriamente paciente. Era abrupta na ação, emotiva nos dilemas e combates, inconsolável no desejo de Deus. A paciência raramente é uma virtude natural. A maior parte das vezes faz-se de decisão e caminho. E por isso a impaciente Teresa escreveu um dos mais belos elogios da paciência:

Nada te turbe
nada te espante
quem a Deus tem nada lhe falta.

A paciência tudo alcança
só Deus basta.

Há também um título de um opúsculo de Kierkegaard que podia-nos acompanhar estrada fora: «Adquirir a sua alma pela paciência». O filósofo dinamarquês recorda-nos a verdade essencial: estamos tanto mais em nós mesmos quanto mais aceitamos o desafio da maturação paciente da existência.

José Tolentino Mendonça

In Diário de Notícias (Madeira), publicado por SNPC

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Advento do Teatro na Igreja? A Espera que alcança.

Bons ventos sopram do Porto. D. Manuel Clemente está a remexer a vida diocesana, social e cultural. Desta vez fez o convite a três autores para escreverem teatro sobre a Espera. A ideia é levar estas peças às paróquias, e serem os paroquianos a prepará-las e a apresentá-las. A ideia será também ligar a espiritualidade ao palco, trazer a alma á cultura e a cultura à religiosidade. Nada mal, hem?

Os três primeiros trabalhos serão: “A Subversão da Espera”, de D. Carlos Moreira Azevedo; “Esperança Godot”, de Castro Guedes, e “Para Onde vai a Luz Quando se Apaga?”, de José Tolentino Mendonça. O encenador José Castro Guedes preparou um DVD com uma proposta de encenação que poderá inspirar os diferentes grupos que levarão as peças aos palcos. Aqui fica um testemunho deste encenador do site da Pastoral da Cultura. A fotografia é retirada do filme do Desassossego.

«Há espera de esperar, não só estar à espera!»
Castro Guedes, encenador

«Com um certo atrevimento (que é coisa que se permite aos artistas) gostaria de esperar que este sinal, em boa hora chegado pela mão do Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura do Porto, com a colaboração da Universidade Católica (Pólo do Porto), seja a anunciação de um advento para que a arte reocupe um lugar profundamente religioso, de onde nunca saiu, mesmo em tempos de interpretações mais extremadas ou injustas entre o mundo laico e o mundo clerical.

Aliás em plena Idade Média o teatro renasce no seio da Igreja com a Confraria dos Sans-Soucis, realizando os actos da Paixão, em quadros ambulantes na rua, enquanto o antifonário litúrgico vai-se transformando em litúrgia dramática e esta em drama litúrgico até se desdobrar em mistérios, milagres e moralidades, tudo formas teatrais religiosas, que ainda hoje se podem perscrutar e encontrar indícios no teatro contemporâneo de natureza não religiosa especificamente.

De resto, como se diz no texto de Dom Carlos Azevedo, «o essencial não é saber se Deus existe»... «o essencial é saber quem é e como é. E é nesse Deus que Cristo trouxe em Filho do Homem que me revejo na concepção de todo este espetáculo, porque, creio – neste projeto de que não sou autor, mas tão só um técnico (teatral) ao serviço dele – o mais importante na mensagem do Advento que aqui se traz é uma espera com esperança e não o esperar sem crer, num Mundo em que se anuncia um apocalipse civilizacional justamente pela descrença, mas que é possível recuperar em esperança de Salvação.

Metida esta foice em seara alheia (mas é impossível falar da forma sem ter presente o conteúdo), o que me compete, como encenador, chamar mais a atenção é para esse outro lado do teatro tantas vezes esquecido: o teatro não é literatura. O texto dramático tem, deve ter, um valor literário intrínseco, mas a palavra escrita é apenas o ponto de partida para ela ser dita. E dizê-la não é só reproduzi-la melhor ou pior interpretada em termos de perceção auditiva. É colori-la com o sentimento através daquilo a que chamamos “inflexões”, sentido último do texto em situação e do subtexto, que é o que se quer dizer para lá do dito. Todavia este colorido não se obtém só no modo de dizer, mas também no gesto, no movimento dos actores (a que no léxico teatral se chama “marcações”), no significado que se pode ler nos próprios cenários, indumentárias, luzes, som... Mas tendo sempre por centro o actor e a sua inimitável capacidade de ser o outro, a personagem que vive.
...

E como o teatro é, por excelência, uma arte de conjunto, cada um e cada coisa que nestes espaço se move implica com a(s) outra(s) num conjunto de ações- reações a que importa estar atento (tarefa do encenador) no resultado de uma leitura globalizante e não só individual de cada personagem ou de cada gesto, movimento ou fala de per si. Por isso também – porque do corpo e da alma que nesse corpo se expressa em representação, a matéria-prima da obra é gente e não óleo, letras ou sequer imagens virtuais – o teatro é a mais humana de todas as artes, que só acontece, efemeramente, no momento em que se apresenta diante de terceiros, a público. E é (permitam-me outra vez a ousadia de um artista, ao finalizar este texto) uma sagração da vida. Vida que nos diz que “há espera de esperar”, esperar com esperança.

In A Espera, Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura (Porto), 18 de Novembro de 2010
http://www.snpcultura.org/pcm_pastoral_cultura_porto_apresenta_propostas_teatrais_sobre_a_espera.html

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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