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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Qual a realidade apurada com os Censos?

Já se falou muito na imprensa sobre os falsos recibos verdes e como esta questão não vai aparecer clara nos resultados dos Censos 2011. Os trabalhadores independentes, depois de afirmarem que o são, têm também que indicar qual a principal actividade da "sua empresa", realidade difícil de definir para quem presta tipos diferentes de serviços a entidades não menos variadas. E agora há a questão das uniões de facto, ou das pessoas que vivem com o compabheiro ou companheira... Será esta uma amostra da realidade nacional ou teremos de esperar por 2021?

Censos: Não se vai saber quantas uniões de facto de casais do mesmo sexo existem em Portugal

O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai ser obrigado a eliminar duas perguntas do Censos 2011, avança o semanário Sol. Em causa está uma pergunta do Questionário de Família sobre se uma pessoa tem uma relação em união de facto com um parceiro do mesmo sexo ou de sexo diferente e se reside com esse parceiro. A outra pergunta que está a levantar polémica pede a cada cidadão que indique o nome e o sexo das pessoas que, não sendo residentes no seu alojamento, aí estavam presentes no dia 21 de Março. A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) considera que a informação tratada nessas duas perguntas é "sensível" e referente à "esfera privada". O INE não poderá registar, nas suas bases de dados, as informações recolhidas através dessas duas perguntas. Com esta decisão invalida-se a possibilidade de saber quantos casais do mesmo sexo vivem em união de facto em Portugal.

A sida e os gays portugueses

Os números e os mitos em relação ao VIH

Cinco por cento dos homens portugueses que têm sexo com outros homens são portadores do VIH. A conclusão é de um estudo apresentado ontem no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em que foram inquiridas cerca de mil pessoas, através de entrevistas presenciais.
A mesma investigação, refere que 25,8 por cento dos que têm menos de 24 anos tiveram sexo anal antes dos 15 anos. Mais de 70 por cento destes homens usaram preservativo na última relação e mais de 20 por cento sempre ou algumas vezes. Luís Mendão, do Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/Sida, citado pelo jornal i, reconhece que o número de portugueses que continua a desconhecer os riscos e as vias de contágio do vírus é "assustador": "Ainda há muita gente convencida de que através de um espirro ou de uma picada de um insecto se pode transmitir o HIV."
Os números foram apresentados no âmbito da Conferência Internacional sobre a infecção do VIH entre os grupos de difícil acesso (HSH - Homens que fazem Sexo com Homens e TS - Trabalhadores do Sexo), que termina hoje no Instituto de Higiene e Medicina Tropical. O encontro é promovido pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), a Associação para o Desenvolvimento da Medicina Tropical (ADMT) e o Grupo Português de Activistas Sobre Tratamentos de VIH (GAT).

sábado, 5 de março de 2011

A vida discriminada das pessoas transexuais e transgéneras

Pessoas transgéneras ou transexuais têm uma vida difícil, diz novo relatório norte-americano

As pessoas transgéneras e pessoas transexuais enfrentam discriminação galopante em todas as áreas da vida: educação, emprego, vida familiar, acomodações públicas, habitação, saúde, polícia e prisões, e os documentos de identificação.

O relatório refere-se aos EUA e foi redigido pela National Gay and Lesbian Task Force e a National Center for Transgender Equality.
"Estes dado são tão chocantes que irão alterar a forma como se olha para as pessoas transgéneras e deve mudar a maneira como defendemos os direitos T," disse a NGLTF.

O estudo é baseado em pesquisas de 6.450 pessoas trans dos 50 estados, o Distrito de Columbia, Porto Rico, Guam e os Ilhas Virgens Americanas.

Entre muitas outras coisas, o relatório descobriu que as pessoas transgéneras ou transexuais negras enfrentam mais dificuldades que os outros todos, que muitas pessoas transgéneras ou transexuais vivem na pobreza, que 41 por cento dos inquiridos tinham tentado o suicídio, que 90 por cento sofreram maus tratos no trabalho ou ocultam o seu estatuto de identidade de género no trabalho, e que 53 por cento tinham sido molestadas ou desrespeitados em locais como hotéis, restaurantes, autocarros, aeroportos ou escritórios do governo.

"Quase todos os sistemas e instituições nos Estados Unidos, grandes e pequenos, do local ao nacional, estão envolvidos nestes dados", diz o relatório. "Os profissionais e sistemas de saúde, agências governamentais, famílias, empresas e empregadores, escolas e faculdades, departamentos de polícia, os sistemas de cadeia e prisão - cada um desses sistemas e instituições é falha diariamente na sua obrigação de servir pessoas transgéneras e transexuais, e pelo contrário, submetem-nas a maus tratos que vão desde o desrespeito corriqueiro até a violência, o abuso e à negação da dignidade humana ".

Para o relatório completo de 228 páginas em Inglês, consulta o relatório.
In portugalgay

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Escolas francesas não são um mar de rosas

Estudantes franceses pouco gay-friendly


Um estudo realizado na zona urbana de Paris e arredores chegou à conclusão que os estudantes inquiridos são bem menos gay-friendly do que alguns pensavam.


O inquérito foi realizado na Primavera de 2010 pelo SOS Homofobia e Caélif (Colectivo de associações LGBT dos alunos da Ille-de-France)

Para 82% a homossexualidade é "uma forma de amor como outra qualquer", os outros quase 20% acham que é "uma orientação desviante", "uma moda" e situações similares. Também 19% revelaram ficarem "chocados" ou "revoltados" por um casal do mesmo sexo estar de mãos dadas ou beijar-se em público.

A pesquisa foi realizada entre 7 de Abril a 5 de Maio de 2010, e incidiu sobre 4.638 entrevistados num questionário online.

In Portugalgay

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um estudo da Homossexualidade no contexto português

Foi adicionado um documento em destaque no blogue, acima das mensagens. Trata-se de um estudo de muito interesse intitulado "Descobrindo o Arco-Íris: Identidades Homossexuais em Portugal" e é um trabalho de Ana Cristina Santos e Fernando Fontes.

Aqui segue um texto retirado da introdução, explicando as razões para a escolha da temática:

"A presente comunicação reflecte uma tentativa de abordagem à construção das identidades homossexuais na sociedade portuguesa contemporânea, considerando o papel desempenhado por diversos poderes sociais actuantes em todo o processo, nomeadamente o Estado, a Igreja Católica, os media e a sociedade civil.

Em Portugal, não são abundantes os estudos sobre sexualidade, no âmbito da Sociologia. Excepção feita a algumas incursões nas temáticas do corpo e do género, é visível um défice de investigação na área da Sociologia da Sexualidade, acerca de questões como a moral sexual, a discriminação ou a construção de identidades em contextos sócio-políticos específicos. O tema tem sido, no entanto, amplamente estudado em países como os Estados Unidos, França ou Inglaterra.

A temática das identidades afigura-se-nos como um terreno de investigação promissor, dado que estas não são mais do que representações de quem e do que somos, elementos centrais na forma como definimos estratégias de acção e interagimos com os outros. A importância crescente deste elemento relaciona-se com a própria complexificação das sociedades contemporâneas, onde cada indivíduo condensa uma multiplicidade de identidades, muitas vezes contraditórias, cuja unificação só é possível na narrativa que constitui a vida de cada um de nós, sendo que a ideia de uma identidade completa, segura e coerente não passa de uma mera ilusão (cf. Hall, 1996).

A pertinência do tema parece, assim, justificada por uma necessidade de compreensão da sociedade no seu todo e de desconstrução de ideias preconcebidas apoiadas num biologismo supostamente inviolável e que, à força de serem aceites sem auto-reflexividade, acabam por se justificar a si próprias, convertendo-se em tabus sociais. Por questões de exequibilidade do projecto e de interesse específico, centrámo-nos exclusivamente em Portugal, que, enquanto país semi-periférico, desempenha um papel mediador entre o Norte e o Sul, fornecendo exemplos preciosos de possibilidades de acção alternativa aos modelos hegemónicos de comportamento.

Na escolha o título – Descobrindo o Arco-Íris – quisemos transmitir uma dupla ideia: «descobrir», por um lado, induz a ideia de ir em busca do desconhecido, atributo que encaixa muito bem sobre o que decidimos estudar; por outro lado, descobrir pode também significar desvendar, fazer emergir o que está encoberto ou silenciado, intenção que também é a nossa. Por fim, o arco-íris, que para além do seu significado bíblico, apresenta também um carácter fortemente homossexualizado, uma vez que é o símbolo mais utilizado em eventos homossexuais públicos, chamando a atenção para a existência de uma sociedade multicolorida e pluridiferenciada."

Ir ao documento em destaque
Ler o pdf

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Literatura judaica extrabíblica

História e Cultura Bíblica Módulo IX
Literatura Judaica Extrabíblica: dos textos à teologia

Organizado pelo Centro de Estudos de Religiões e Culturas (CERC) da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Este será o tema apresentado por João Lourenço nas quintas feiras às 18h15, de 10 de Fevereiro de 2011 a 26 de Maio de 2011, no Auditório 1 do Edifício Antigo.

Inscrições:
de 17 a 28 de Janeiro, das 16h às 17h, no Secretariado do CERC (5º piso do edifício BUJPII da UCP)

Informações:
21 721 41 35
sercretariado.cerc@ft.lisboa.ucp.pt
http://www.cerc.ft.lisboa.ucp.pt/

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Interpretação dos Sonhos

Gregory Colbert
A Essência e o Ser apresenta
"Interpretação dos Sonhos"
Módulo aberto do curso de Introdução à Psicologia de Jung


A arte da interpretação dos sonhos é uma das mais importantes ferramentas para se trabalhar com a psique profunda.

Os sonhos são entidades misteriosas, e as suas mensagens estão encriptadas através de um simbolismo individual mas também universal, arquetípico. Entendê-los e integrá-los é o desafio do EGO que está em processo de individuação.

Os sonhos são como cartas que o SELF envia para o EGO, e que se referem a processos tanto conscientes como inconscientes da vida pessoal e transpessoal do indivíduo.

Este módulo tem como objectivo familiarizar o estudante e o psicoterapeuta com a estrutura dos sonhos, como decifrar seu simbolismo e como interpretá-lo contextualizando no momento em que é sonhado, através do suporte teórico e técnico da Psicologia de Carl Jung.

Quando é?
12 e 26 de Janeiro, 9 e 23 de Fevereiro, 16 e 23 de Março,
sempre das 20h às 22h

Quanto é?
€210 (3 mensalidades de €70)

Onde é?
A Essência e o Ser
Rua Dr. José Joaquim de Almeida, nº 420 d, R/C esq.
2775-514 Carcavelos

Contactos
214579312 ou 917580944
 
Informações
http://www.aessenciaeoser.net/

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Relatório LGBT na Ásia que salvaguarda a diferença nas realidades culturais e sociais

Relatório inovador analisa realidade de LGBTs no Camboja

O Centro Cambojano de Direitos Humanos divulgou um relatório inovador no dia 9 de dezembro intitulado "Sair do armário no Reino: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no Camboja".

O relatório conclui que os cambojanos LGBT enfrentam desafios únicos, incluindo o ostracismo das suas famílias e comunidades, que muitas vezes leva a dificuldades económicas, bem como à discriminação por parte dos empregadores e autoridades.

O relatório argumenta que o conceito de homossexualidade do "Ocidente" não pode ser transferido directamente para o Camboja.

"A compreensão da sexualidade do Camboja vem do conceito de género, de caráter e de personalidade", diz. "O enfoque nesses traços de carácter e características visíveis exteriormente, em vez da orientação sexual, leva a que muitos cambojanos que são homossexuais não se identifiquem como tal."

Segundo o relatório o Budismo geralmente tolera a homossexualidade

"A homossexualidade, mesmo se vista como uma excentricidade, não atrai o tipo de reação agressiva como pode ser visto nas culturas cristã ou muçulmana", afirma. "O budismo em si não realça o valor do casamento ou da procriação. O casamento e a procriação são considerados positivos, se são baseados no amor e no respeito, mas podem ser considerados negativos se causam dor ou conflitos. Contudo, no Camboja, as pressões culturais, sociais e económicas ultrapassam os ensinamentos budistas sobre o casamento - os valores familiares são muito importantes e a pressão é enorme sobre os filhos e filhas para casarem e terem filhos".

"O comportamento sexual entre os jovens do sexo masculino é visto como experimentação inofensiva, desde que as mulheres permaneçam 'puras' até o casamento", afirma o relatório. "Uma indiscrição na juventude pode ser esquecida ou pode passar despercebida. É esperado que, eventualmente, os homens se casem e tenham filhos. Dado os papéis tradicionais de género, as mulheres têm menos capacidade de procurar relacionamentos com o mesmo género, comparadas aos homens homossexuais, seja em privado ou publicamente".

"O risco do ostracismo por uma rede de familiares próximos e as dificuldades económicas decorrentes da vida fora da rede familiar pode fazer com que as pessoas LGBT não vivam a vida que desejariam ou tenham de gerir as suas relações homossexuais em segredo", concluem os investigadores.

Um sentido de comunidade LGBT

No entanto, uma comunidade LGBT está a surgir no país. A celebração do "orgulho", que inclui workshops, filmes, exposições de arte e encontros sociais, começou em 2003. Quatrocentas pessoas participaram nos eventos em 2009.

Os organizadores do Orgulho formaram uma organização chamada RoCK para apoiar as pessoas LGBT e sensibilizar os cambojanos não-gay. A "cena" gay tem-se desenvolvido em Phnom Penh e Siem Reap.

E a "Internet tem permitido à população gay cambojana contacto com outros gays, aumentando assim sensibilização de uma comunidade LGBT mais abrangente, global e a possibilidade de interacção", pode ler-se no relatório.

A investigação, financiada pela Associação Sueca para Educação Sexual, pode ser descarregada em Inglês e em Khmer em http://www.cchrcambodia.org/.

por Rex Wockner, publicado em PortugalGay.PT, adaptação de rioazur
http://portugalgay.pt/news/211210A/cambodja:_relatorio_inovador_analisa_realidade_de_lgbts

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prevenção difícil para os gays: não se pode acabar com a Sida sem acabar com a homofobia

Estudo revela que os gays não têm fácil acesso a preservativos, lubrificantes, testes e aconselhamento

Um novo estudo internacional com mais de 5.000 homens que têm sexo com homens (HSH) constatou que a maioria acha difícil ou impossível o acesso a testes de VIH e aconselhamento, preservativos e lubrificantes gratuitos.

A pesquisa - realizada pelo Fórum Global sobre HSH e HIV (MSMGF) e professor Patrick Wilson, da Universidade de Columbia Mailman School of Public Health, e paga pela Fundação Bill & Melinda Gates Foundation - sugere que menos da metade dos HSH em todo o mundo tem acesso à prevenção e serviços básicos.

Apenas 39 por cento relataram fácil acesso a preservativos gratuitos e apenas um em cada quatro relataram o acesso fácil ao lubrificante grátis. Um quarto disse que lubrificante grátis estava completamente indisponível.

Uma grande percentagem dos homens relataram que era difícil ou impossível o acesso a testes de VIH/SIDA (57 por cento), material de educação VIH (66 por cento) e tratamento de VIH (70 por cento).

A pesquisa foi realizada on-line em Chinês, Inglês, francês, russo e espanhol e distribuída através de redes globais de MSMGF e de Fridae.

"Desde o início da epidemia, tem sido amplamente reconhecido que os preservativos, lubrificantes, testes e tratamento, quando combinados com a mudança de comportamento de lideranças comunitárias e programas de apoio, são as ferramentas mais fiáveis na luta contra o VIH entre HSH", disse Ayala George, Director Executivo da MSMGF. "Passados 25 anos, é imperdoável que os HSH de todo o mundo continuem a ter acesso restrito a esses recursos básicos que salvam vidas."

O estudo também descobriu que os homens na África, Ásia, Caraíbas, Europa Oriental e América Latina apresentam níveis mais elevados e mais duras formas de estigma e discriminação homofóbica do que os homens na América do Norte, Europa Ocidental e Austrália.

"O estigma e a discriminação comprometem o acesso a programas de prevenção e tratamento, forçando os HSH à clandestinidade e longe dos serviços que necessitem", disse o co-presidente da MSMGF, Othman Mellouk. "Sem resolver o maior problema da homofobia, nós não teremos nenhuma esperança de acabar com o VIH/SIDA."

Rex Wockner para PortugalGay.PT
http://portugalgay.pt/news/131210B/sida:_estudo_conclui_que_os_gays_nao_conseguem_encontrar_preservativos_e_lubrificantes

domingo, 12 de dezembro de 2010

Toca a sair do armário!


Ricky Martin
Gays portugueses vivem felizes, mas no armário

São as primeiras conclusões do estudo EMIS (The European MSM Internet survey) que estão agora disponíveis ao público em geral: os gays portugueses sentem-se mais felizes que a média europeia mas vivem menos abertamente a sua sexualdiade.

O questionário EMIS foi realizado on-line entre 4 de Junho e 31 de Agosto de 2010. Foi promovido online e offline em revistas e jornais dirigidos a homens que têm sexo com homens. Mais de 180.000 responderam ao apelo.

Este é o maior estudo internacional de sempre realizado sobre gays sexualmente activos. O nível de resposta ao inquérito de 20 minutos só foi possível com a participação e apoio de organizações LGBT locais, nacionais e internacionais. E Portugal foi precisamente um dos países com maior número de respostas tendo em conta a população, só ultrapassado pela Alemanha, Irlanda, Suiça e Luxemburgo dos 38 países envolvidos.

Teste VIH

Um dos primeiros resultados refere-se ao teste do VIH/SIDA, com uma média de 35% dos inquiridos a referirem que fizeram um teste nos últimos 12 meses. Nesta área Portugal, Bélgica, Espanha e França destacam-se por terem respostas na ordem dos 45%, já no sentido oposto temos Lituânia, Finlândia, Eslovénia, Croácia e Turquia com respostas que não ultrapassam os 25%. Os pesquisadores irão agora analisar se estes dados são influenciados pela facilidade de acesso aos testes, e como são tratados os homens gays e bissexuais quanto ao aconselhamento sobre o VIH/SIDA.

Em termos de resultados dos testes do VIH, mais de 9% dos inquiridos de França, Países Baixos, Reino Unido e Suiça disseram ser VIH+, Portugal ficou-se pelos 7,8%, e países como Chipre, Bulgária, Bósnia, Eslováquia, Turquia e Malta tiveram respostas inferiores a 2% (incluindo quem nunca fez o teste).

Estar fora do armário e viver feliz com a sua vida sexual

Uma conclusão do estudo é que nos países em que mais homens vivem abertamente a sua homossexualidade ou bissexualidade há, por norma, um maior nível de felicidade dos mesmos. Portugal foge a esta regra ao ter um número de gays e bis fora do armário (38%) ligeiramente abaixo da mediana (40%) mas mesmo assim vivendo muito acima da média em termos de felicidade (66%).

Aliás acima de Portugal na lista dos que vivem bem com a sua vida sexual temos apenas a Bélgica, Espanha, França, Países Baixos e Suiça. Já do lado contrário temos a Bósnia no fundo da tabela com apenas 40% felizes com a sua vida sexual...

Em termos de viver abertamente a sua sexualidade temos a Bélgica (75%) e os Países Baixos (73%) no topo, e no fundo da tabela a Sérvia com apenas 17% e a Bósnia com uns inacreditáveis (7%).

O amante mais sexy do planeta? O meu namorado!

Quando questionados sobre qual o homem mais sexy do planeta o maior número de respostas foi: "o meu namorado", seguido de "mim". Em terceiro lugar Brad Pitt e em quarto Cristiano Ronaldo seguido de David Beckham, Ricky Martin, George Clooney, Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Zac Efron, Jude Law e, para completar a lista do top 12, Johnny Deep.

Mais informações em: http://www.emis-project.eu/
in PortugalGay.Pt

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Doutrina Social da Igreja

Faculdade de Teologia retoma Curso de Introdução à Doutrina Social da Igreja

A Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa vai retomar em 2011 o Curso de Introdução à Doutrina Social da Igreja, que foi interrompido este ano após as duas primeiras edições.

Os conteúdos desta formação são essencialmente disponibilizados através da internet (no denominado regime em e-learning), embora os estudantes que pretendam ser avaliados tenham de participar em pelo menos uma sessão presencial e realizar um exame no mesmo regime, além de exercícios online.

Introdução à Doutrina Social da Igreja”, “Profetas: linhas gerais”, “Jesus Cristo: Identidade e Missão”, “Traços essenciais da História da Igreja na perspectiva da sua Doutrina Social”, “O cuidado da Igreja pelo mundo” e “Princípios de uma Espiritualidade Cristã” constituem os pontos do programa.

Na data de abertura do curso (29 de Janeiro) realiza-se um encontro na Universidade Católica, durante o qual é apresentada a plataforma (site) onde os conteúdos serão disponibilizados, sendo também oferecida a possibilidade de os estudantes realizarem algumas experiências práticas para se adaptarem ao e-learning.
Cada turma terá um tutor, que além de acompanhar de forma personalizada o desenrolar do processo de aprendizagem «online», está disponível para esclarecer as dúvidas relacionadas com os conteúdos do curso, através das funcionalidades oferecidas pela plataforma.

Cada candidato deverá possuir 12 anos de escolaridade, mas se esta condição não for cumprida a Faculdade de Teologia admite a possibilidade de aceitar um currículo alternativo baseado em experiências de ordem académica, profissional ou pastoral, desde que devidamente comprovadas.

O curso, com a duração de um semestre, decorre até Julho. As inscrições terminam a 10 de Janeiro.
http://www.ucp.pt/site/custom/template/ucptplfac.asp?SSPAGEID=2765&lang=1&artigoID=5663

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O cristianismo nos EUA hoje e amanhã

Investigação desenvolvida pela Associated Press-Univision, divulgada em Agosto do corrente ano, que revelou que os latinos mais jovens dos Estados Unidos, e aqueles que falam melhor inglês do que espanhol, identificam-se menos com a Igreja Católica:

No total, 62% dos hispânicos dos Estados Unidos identificam-se como católicos. Tal como na Itália, no entanto, há uma clara divisão geracional: apenas 55% dos que têm entre 18 e 29 anos se identificam como católicos, comparados com os 80% daqueles que têm 65 anos ou mais.

O estudo também descobriu que a crença e a prática religiosa tendem a ser mais fortes entre os latinos protestantes, especialmente aqueles que pertencem a uma Igreja evangélica ou pentecostal. Esses hispânicos são duas vezes mais propensos a participar em serviços religiosos uma vez por semana, a ver a Bíblia como Palavra de Deus e a ter opiniões tradicionais sobre questões como o casamento homossexual e o aborto.



Um recente estudo do Pew Forum sobre a paisagem religiosa norte-americana projectou que, em 2030, a Igreja Católica dos Estados Unidos irá chegar a um marco demográfico: pela primeira vez, os brancos não serão uma maioria estatística da população católica. Ainda serão uma pluralidade, com 48%, mas os hispânicos representarão 41%. Até meados do século, os hispânicos provavelmente tornar-se-ão na maioria católica.

Dada essa realidade demográfica – que Luis Lugo, director do Pew Forum, chama de "morenização" do catolicismo norte-americano –, o destino da fé entre os hispânicos mais jovens terá muito a dizer sobre o futuro do catolicismo norte-americano.
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=35471

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Itália a pente fino: quando a Igreja italiana espirra o mundo católico apanha gripe

Um artigo de John L. Allen Jr., publicado no National Catholic Reporter, a 13 de Agosto de 2010 revela-nos um pouco mais da relação que os italianos têm com a Igreja católica:


"A título de prefácio, vou admitir que não há razão, à partida, para que as vicissitudes da Igreja na Itália sejam relevantes para, digamos, a República Democrática do Congo, as Filipinas, ou os Estados Unidos – países cujas populações católicas ultrapassam a do Bel paese.

No entanto, a Itália desponta como um país desproporcionalmente grande por, pelo menos, duas razões. A primeira é o papel histórico da Igreja e do papado na Itália, sendo que praticamente tudo o que acontece ou deixa de acontecer aí é visto como um referendo sobre a influência da Igreja. Em segundo lugar, a Itália é como um segundo lar para uma grande faixa dos legisladores, intelectuais e activistas da Igreja.

Como resultado disto, quando a Igreja italiana espirra, o mundo católico tende a apanhar gripe.

Nesta perspectiva, os católicos de todo o mundo podem querer aumentar o stock de canja e de Becêgripe antes de consultarem a edição actual da revista Il Regno, uma conhecida publicação católica italiana dos padres dehonianos, que apresenta os resultados de uma investigação abrangente sobre o comportamento e a fé religiosa italiana liderada pelo sociólogo Paolo Segatti, da Universidade de Milão.

A preocupante conclusão de Segatti é que, dentro de uma geração, os católicos podem ser uma minoria em Itália. O estudo traz um título provocador: "Sobre a Itália religiosa: De católica a genericamente cristã".

Na verdade, os resultados não são tão maus para a Igreja:
• 81,3% dos italianos identificam-se como católicos (oficialmente falando, 96% foram baptizados como católicos).
• Quase 28% dos católicos italianos vão à missa pelo menos uma vez por semana, uma taxa comparável à dos Estados Unidos e extraordinariamente alta para os padrões europeus.
• Quase 60% dos italianos dizem sentir-se pessoalmente ofendidos quando ouvem alguém falar mal da Igreja ou do Papa.
• Quase metade dos italianos dizem que é importante ser católico para ser um "verdadeiro italiano".
• Mais de dois terços dos italianos, 67,8%, dizem confiar na Igreja, um resultado significativamente superior a qualquer parlamento nacional ou partido político.

Esses resultados parecem ser basicamente impressionantes para um país no coração da Europa ocidental contemporânea, onde o secularismo faz parte do pacote cultural básico. Pode-se entender a razão de alguns especialistas afirmarem que a secularização está realmente a ser "travada" ou até "revertida" na Itália.

O aspecto mais marcante dos dados de Segatti, porém, é o grande gap geracional entre os nascidos depois de 1981 – ou seja, qualquer pessoa com menos de 30 anos – e os italianos mais velhos, especialmente aqueles com 65 anos ou mais:
• Embora 27% dos italianos em geral irem à missa pelo menos uma vez por semana, a taxa é de 44% para o grupo com 65 anos ou mais, e de apenas 13% para a população com menos de 30 anos.
• Embora 72% dos italianos dizerem que acreditam em Deus, a taxa é de 80% para os que têm mais de 65 anos, e um pouco mais de 50% para os menores de 30 anos.
• Apenas 14% dos italianos com menos de 30 anos dizem que "frequentemente" se consideram católicos, e apenas 28% pensam que há alguma ligação entre ser católico e ser italiano.
• Embora 77% dos italianos com mais de 65 dizerem confiar na Igreja, esse número cai para menos da metade, 44%, entre os menores de 30 anos.

Analisando as crenças e as práticas dos italianos mais jovens, Segatti escreve: "Tem-se a sensação de se observar um mundo diferente", um mundo que "oferece um lampejo de um futuro em que os crentes em Deus são uma minoria".

Há ainda um conjunto de resultados preocupantes para os líderes católicos: ou seja, o fraco papel da Igreja no debate público.

Diante de uma longa lista de questões sociais palpitantes – incluindo os cuidados paleativos, o aborto, a homossexualidade, o desemprego, a imigração e o comportamento moral pessoal dos políticos: a maioria dos italianos em praticamente todos os casos disseram que o facto de se pronunciar sobre esses assuntos não deveria fazer parte da missão da Igreja. A única excepção foi o desemprego, em que 51% disseram que a Igreja deve fazer com que sua posição seja conhecida – talvez reflectindo a tradição da doutrina social católica, assim como o importante papel do trabalho organizado na Itália.

Segatti tira a seguinte conclusão: "A religiosidade dos italianos tem assumido características que forçam as instituições eclesiásticas, se quiserem desempenhar um papel na esfera pública, a competir com as forças seculares. Mais frequentemente do que parece, elas sucumbem a essas forças seculares na formação das opiniões dos seus próprios fiéis sobre questões públicas".

O futuro da religião na Itália, conclui Segatti, será "mais diversificado e evanescente", já que "um país, que atrás foi católico, torna-se genericamente cristão"."
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=35471
a imagem é um trabalho de Andy Warhol sobre a última ceia de Leonardo da Vinci.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O suicídio entre os jovens homossexuais europeus

Instituto holandês alerta para aumento de suicídios entre jovens gays na Europa

Resumo do estudo “Increasingly normal; never the norm. Acceptance of homosexuality in the Netherlands” por Saskia Keuzenkamp em 24 de Junho de 2010. (in Opera Mundi e ILGA-Portugal)
"Metade dos jovens gays e lésbicas ouvidos numa investigação realizado pelo governo da Holanda já pensaram em cometer suicídio. Quase um em cada dez rapazes e uma em cada oito raparigas afirma ter tentado matar-se, uma atitude que menos de metade dos homossexuais em geral disse já ter tentado. A tendência é maior entre os mais jovens. É a primeira vez que esses dados são divulgados na Holanda, considerado o país de maior aceitação da homossexualidade na Europa, e geraram um alerta para o tema noutros países do continente.

Em Portugal, tentar suicídio foi um dos sentimentos relatados por vítimas de agressão (verbal ou física) que se queixaram ao Observatório da Educação da Rede Ex Aequo – associação de jovens homossexuais, bissexuais e transgéneros e simpatizantes.

A situação é considerada “preocupante” pelo relatório Just Different, That’s All, divulgado no dia 13 de Junho pelo Instituto Holandês de Pesquisa Social (SCP), que pede a atenção do Sistema de Saúde do país para a situação psicológica dos jovens.

“Hoje, as políticas do governo estão voltadas para [a prevenção de] espancamentos de gays. Mas o risco de suicídio tornar-se-á definitivamente numa preocupação”, diz Saskia Keuzenkamp, coordenadora da pesquisa, em entrevista ao Opera Mundi. “São dados relativamente novos. Algumas ONG tinham notado e pedido ao governo para fazer alguma coisa”. No entanto, a coordenadora da pesquisa aponta que nenhuma medida foi tomada pelas autoridades.

O estudo foi feito com base em questionários destinados a cerca de 1,6 mil jovens entre os 16 e 25 anos e em 30 entrevistas. O SCP considera o universo da amostra representativo, apesar de não haver uma estatística formal que classifique os indivíduos de acordo com a orientação sexual. Os dados sobre o suicídio entre heterossexuais foram obtidos noutras pesquisas sobre o tema.

Identidade
De acordo com o relatório, o risco de suicídio cresce quando o homossexual vive em um ambiente hostil. Um em cada quatro jovens (ou 25%) que disseram ser alvo de reacções negativas semanalmente afirma ter tentado acabar com a própria vida. No geral, a taxa ronda uma em cada oito lésbicas e quase um em cada dez gays.

Os ataques dificultam a auto-aceitação num período que coincide justamente com a formação da identidade do indivíduo e levam também a uma maior ocorrência de depressão. Os gays que regularmente são alvo de rejeição têm três vezes mais surtos depressivos do que os que são aceites, segundo os entrevistados no estudo. As lésbicas mais masculinizadas tendem a ser mais deprimidas do que as demais e o mesmo fenómeno acontece entre os gays afeminados, embora a diferença não seja tão grande.

A Holanda tem uma tradição histórica de aceitação da homossexualidade. No país, desde o início do século passado, a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo não é proibida – algo que foi considerado crime em Portugal até a década de 1980, por exemplo. O país foi o primeiro do mundo a aprovar o casamento homossexual com direito a adopção, em Abril de 2001 – a lei portuguesa foi aprovada em Maio e retira expressamente esse direito dos casais.

Noutro estudo do SCP, divulgado em Março passado, à pergunta se seria inaceitável ter um filho gay ou lésbica, 87% dos entrevistados disseram que não. Entre os jovens ouvidos no relatório mais recente, 7% disseram ser rejeitados pelos pais – o que acontece principalmente em famílias religiosas.

Educação
Mesmo nesse contexto, o sentimento homofóbico ainda causa alarme, também porque o que se diz não é, necessariamente, o que se faz. O relatório holandês afirma haver sinais de um aumento da discriminação recentemente, citando registos de ataques físicos – como espancamentos ocorridos na rua. No caso dos jovens, a atenção é voltada para a escola. Quase um em cada cinco diz não ser totalmente aceite no ambiente de ensino.

“O ensino secundário não é um lugar seguro para jovens gays e bissexuais. Os jovens impõem normas sexuais e de género rígidas uns aos outros. O escárnio e o bullying são a norma”, aponta o documento. A mesma situação é relatada pelo Observatório da Educação da Rede Ex Aequo em Portugal. “É evidente que, para muitos alunos e alunas, a fase em que descobrem e assumem a sua homossexualidade é muito complicada, frequentemente feita no seio do preconceito e do insulto, num ambiente claramente hostil”, diz Isabel Advirta, da direcção da ONG ILGA-Portugal, de apoio à causa homossexual, ao Opera Mundi. “As escolas portuguesas não são, portanto, um território amigável para os e as jovens LGBT.”

Os dados do Observatório da Educação da Rede Ex Aequo, de Portugal, permitem ter um olhar de relance de como essa hostilidade se constitui. Entre 2006 e 2008, foram recebidas no órgão 92 queixas informais de pessoas que foram vítimas ou presenciaram agressões baseadas na orientação sexual. Desse total, 76 são alunos e a maioria dos agressores também são estudantes. Um dos relatos, do relatório de 2008, é da discussão entre professores sobre baixar a nota de um aluno após a descoberta de sua homossexualidade. Há situações em que a violência vem de outro homossexual, o que pode ser uma estratégia para reprimir a própria orientação.

Para Vera Bergkamp, presidente da COC Netherlands – ONG que se diz a mais antiga entidade de defesa dos direitos dos homossexuais no mundo e que tem a juventude como um de seus principais focos de atenção –, a questão da homossexualidade deve ser incluída no conteúdo ensinado em aula. Ela defende, por exemplo, que os professores indiquem a orientação sexual de figuras históricas.

“A escola é um dos locais onde há maiores problemas. Se não lemos sobre alguém que foi gay, se isso não é comentado, é fácil achar que um problema em nós”, diz a activista. A Rede Ex Aequo aponta a mesma falha: evita-se a menção à homossexualidade de figuras históricas importantes, o que não contribui para uma visão mais positiva da opção tanto por quem a fez como por quem não a fez, diz o relatório de 2008 do Observatório da associação.

Outros países
Além de serem alvo de rejeição fora de casa de forma mais comum do que os adultos, os jovens tendem a ser mais sensíveis a esses ataques, na opinião de Saskia. Por isso, a alta taxa de aceitação pelos pais, identificada na pesquisa, convive com também altos níveis de depressão e pensamento suicida.

“Para os jovens os pais são importantes, mas os amigos são igualmente importantes. Na adolescência é muito importante o que os seus colegas pensam de nós”, diz a investigadora.

Em 2008, foi perguntado aos europeus se concordavam com a frase “os gays e as lésbicas devem ser livres para viver como quiserem”. Aproximadamente 5% dos holandeses afirmaram discordar; em Portugal – a meio da tabela – o índice foi de 15%; já na Rússia – o maior dos 21 países estudados – o índice foi de quase 50%.

“Os índices de suicídio entre jovens em geral é muito alto na Rússia. Eu suspeito que a juventude LGBT não seja excepção”, diz Polina Savtchenko, coordenadora de projectos do Coming Out e do The Russian LGBT Network. “Nas escolas, não há ajuda disponível para a juventude homossexual. Os psicólogos não estão preparados ou educados para lidar com a orientação sexual adequadamente”, afirma.

Um dos principais lobbies da organização, afirma Polina, é classificar como crime de ódio o ataque contra homossexuais. “Não há protecção contra a discriminação baseada na orientação sexual. Pode-se ser discriminado na escola, no trabalho.” Sem uma política central nesse sentido, o tratamento nas escolas depende da posição dos profissionais da educação em relação à homossexualidade e à homofobia, diz ela.

“Se é claro que nalgumas escolas a orientação curricular e a formação pessoal dos educadores ajudam a um ambiente amigável e acolhedor das diferenças, sejam elas quais forem, também é verdade que noutras escolas acontece o contrário”, diz Isabel Advirta, da ILGA-Portugal.”

http://amplosbo.wordpress.com/2010/09/01/instituto-holandes-alerta-para-aumento-de-suicidios-entre-jovens-gays-na-europa/
resumo do estudo em inglês
http://www.scp.nl/english/dsresource?objectid=25608&type=org

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bullying homofóbico nas escolas portuguesas

Destaco de seguida um trabalho de investigação que requer a participação de todos. Peço que o divulguem junto dos vossos contactos:

O presente questionário faz parte de um trabalho de investigação financiado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e está a ser realizado por uma equipa de investigadoras(es) coordenada pela Prof. Doutora Conceição Nogueira da Escola de Psicologia da Universidade do Minho. Qualquer informação que pretenda obter ser-lhe-á disponibilizada através do e-mail cidadanialesbicas@gmail.com

Este questionário pretende conhecer a frequência e características do bullying homofóbico nas escolas portuguesas.

Toda a informação que nos for prestada será sempre confidencial e mantida em anonimato, impossibilitando qualquer identificação de quem nele participar. Agradecemos a sua participação, contributo essencial para este estudo bem como a sua confiança em nos fornecer esta informação.

Pode aceder ao questionário através do link:
https://sites.google.com/site/cidadaniasexual/inqueritos-online

Pode obter mais informações a partir do site oficial do Projecto:
https://sites.google.com/site/cidadaniasexual/

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aumento de casos de sida entre jovens casais homossexuais em Portugal: um quinto do total de infecções, o dobro dos números relativos a 2005

Números preocupantes para a população homossexual portuguesa

Por Andrea Cunha Freitas
Estudo francês reforça receios sobre os comportamentos de risco entre homens que têm sexo com outros homens.

Os jovens casais de homossexuais vão constituir um capítulo "fundamental" do próximo Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infecção pelo VIH/sida. O coordenador nacional, Henrique Barros, considera que o aumento de casos de VIH registado nos últimos anos em Portugal é "preocupante" e merece ser encarado como uma prioridade. Os dados mais recentes mostram que o número de casos diagnosticados nesta população praticamente duplicou desde 2005.

O alerta surge na sequência de um estudo francês, divulgado no final da semana passada, que concluiu que o alastrar da epidemia da sida está "fora de controlo" entre os homossexuais franceses, revelando que cerca de metade dos infectados neste país em 2008 pertence a este grupo, o que mostra uma incidência 200 vezes superior à encontrada na população heterossexual.

A tendência de aumento dos casos de HIV entre os jovens casais de homossexuais, contrariando a queda nos números de outros grupos afectados, já foi antes motivo de alerta em vários países europeus. Portugal não foi excepção. Porém, um trabalho de investigadores do Instituto Nacional de Vigilância de Saúde Pública francês, divulgado no The Lancet Infectious Diseases, veio reacender a inquietação com esta realidade. "Não é nada que eu já não tenha dito", reage Henrique Barros, notando que este "fenómeno aparentemente cultural" já se registou na Holanda, na Alemanha, está a notar-se em Espanha. No Reino Unido, por exemplo, os dados dos novos sistemas para a detecção de infecções pelo VIH no país mostraram no mês passado que, um em cada seis homens homossexuais foram infectados nos últimos meses, enquanto entre os heterossexuais foram só um em cada 16.

"Estamos a assistir a uma coisa que se chama fadiga da prevenção. As pessoas estão cansadas de ouvir falar nisto e ouvem que a sida se está a tornar uma doença crónica. Por isso, estão a baixar as guardas", justifica Henrique Barros.

Lembrando que não existem grupos de risco, mas apenas comportamentos de risco, o epidemiologista confirma que os números mostram que os "jovens rapazes" estão a assumir mais riscos e que também existe aqui mais probabilidade de contágio. O que fazer? Reforçar a rede para detectar as pessoas infectadas, manter a pressão do uso do preservativo, fazer prevenção activa, e também intervir nas escolas. "Os adolescentes não são todos iguais. Alguns estão mais desarmados e precisam de ajuda."

Os dados divulgados pela Comissão de Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida mostram a curva ascendente deste grupo nos gráficos sobre os casos tanto em estádios de sida, como em portadores sintomáticos não-sida ou portadores assintomáticos.

No que se refere ao número total de casos notificados durante 2009, os homossexuais são 19,7 por cento do total, com os heterossexuais a registar 61,2 por cento e os toxicodependentes 14,8 por cento. Mas o que mais é motivo para apreensão é a leitura dos dados relativos à tendência temporal que coloca a nu esta tendência no grupo dos homossexuais. Entre 2005 e 2009, os casos diagnosticados nesta população aumentaram de 7,9 por cento para 13,1 por cento. Em portadores assintomáticos a transmissão sexual homossexual aumentou de 14,2 por cento em 2005 para 21,2 por cento em 2009 (em 2000 eram 7,5 por cento).

Os números oficiais relativos a Portugal que preocupam Henrique Barros foram divulgados no final de 2009. Depois disso, a comissão lançou apenas duas campanhas nos media para promover o uso do preservativo. As duas tinham como alvo os homens que têm sexo com homens, em relações estáveis ou ocasionais. Não foi por acaso.

1/4 das pessoas infectadas não estão diagnosticadas

Partilho hoje duas notícias que no mínimo nos devem alertar para os riscos comportamentais:

SIDA: Jovens ignoram sexo seguro

Portugal tem das taxas mais altas de infecção pelo VIH/Sida, uma taxa que é promovida pela ignorância patente no entendimento da infecção e veículos de transmissão.

Recentemente na Bélgica, a Universidade de Ghent, apresentou as conclusões de um estudo levado acabo durante nove anos, observando quinhentos indivíduos. Os pacientes que fizeram parte do estudo são do sexo masculino, homossexuais, e na sua grande maioria brancos, mas mais relevante ainda eram todos jovens.

Os pacientes tendem também a ser portadores de outras infecções sexualmente transmissíveis como a sífilis sugerindo assim, um comportamento de risco sem o uso do preservativo.

Nota de destaque sobre este estudo, o Reino Unido aponta-o como verdadeiro. Nick Partridge, director executivo do Terrence Higgins Trust (ONG do Reino Unido), aponta a sociedade gay como a mais propensa ao risco de infecção pelo VIH/Sida.

Por isso Partridge, pede maiores campanhas dirigidas aos jovens, e em específico aos jovens gays, dado que segundo ele, mais de um quarto das pessoas infectadas não estão diagnosticadas.

sábado, 4 de setembro de 2010

Os números do preconceito

Em todo o mundo, centenas de pessoas são mortas todos os anos por causa da sua orientação sexual, apesar dos progressos feitos nalguns países, para eliminar o preconceito.

Um amplo estudo dos direitos mundiais de lésbicas, bissexuais e gays, divulgado pelo The Independent on Sunday [IoS, edição dominical do jornal The Independent], revela o preço enorme – e, em muitos casos, fatal – que as pessoas pagam em todo o mundo por causa da sua sexualidade. A pesquisa, realizada pela ILGA, mostra que 76 países ainda perseguem as pessoas com base em sua orientação sexualsete dos quais punem os actos homossexuais com a morte.

Numa escala global, as nações que estão a fazer algo de positivo pelos direitos dos gays parecem poucas comparando com aquelas que se comportam negativamente. Enquanto 75 países irão prendê-lo se for gay, apenas 53 têm leis antidiscriminação que são aplicadas à sexualidade. Apenas 26 países reconhecem as uniões de mesmo sexo.

O Primeiro-Ministro britânico diz: "Sim, o Reino Unido é um líder mundial em igualdade de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, mas não podemos ser complacentes. Enquanto houver pessoas lá fora se sentindo marginalizadas e ameaçadas, temos que continuar a combater o preconceito."

De acordo com o Stonewall, quase dois terços das jovens lésbicas, gays e bissexuais experimentam bullying homofóbico nas escolas da Grã-Bretanha.

O estudo da ILGA dos direitos mundiais dos homossexuais mostra que, noutros lugares, admitir ser gay ainda é uma questão de vida ou morte. Mais de 50% dos Estados africanos tomaram medidas para criminalizar a homossexualidade, e a homofobia religiosa é abundante. O quadro não é muito melhor na Ásia, onde 23 países tornaram o facto de ser gay um crime. A América Latina e as Caraíbas também acolhem muitos governos com uma visão semelhante. Na Jamaica, o sexo com outro homem é descrito no livro estatutário como um "crime abominável".

Widney Brown, da Amnistia Internacional, lista a África subsaariana, o Médio Oriente e a Europa oriental como as regiões que lhe dão as maiores preocupações em relação aos direitos dos homossexuais.

John Bosco Nyombi, de 39 anos, fugiu para o Reino Unido em 2001, porque ser gay no Uganda pode resultar em prisão perpétua. Mais de um gay preso foi morto enquanto cumpria pena nas prisões do Uganda.

Brown também alertou contra o facto das nações ocidentais se estarem a tornar complacentes. "Os EUA são o único país da NATO com uma proibição de se ser abertamente gay nas Forças Armadas".

Baseado na reportagem de Emily Dugan, traduzida por Moisés Sbardelotto.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pedido de colaboração em estudo

O meu nome é Daniel Matias e estou a realizar entrevistas para um estudo do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
Trata-se de um estudo sobre os homens na sociedade portuguesa em que procuramos conhecer as várias opiniões sobre as mudanças no papel do homem, tendo em conta a sua história de vida e a sua própria experiência enquanto homem. -se assistido, nos últimos anos, a uma mudança no que se considera ser o papel do homem a vários níveis: na sociedade, na família, no emprego, entre outros. É objectivo do estudo procurar saber mais sobre o significado destas mudanças.

Estamos, nomeadamente, à procura de homens homossexuais entre os 25 e os 50 anos, cujas narrativas consideramos de grande importância. Estamos actualmente a procurar realizar estas entrevistas na área metropolitana de Lisboa. Gostaríamos igualmente, caso exista a possibilidade, de entrevistar participantes em outros pontos do país; caso seja esse o seu caso, e se concordar, guardaremos o seu e-mail para contacto posterior.

Envio este e-mail no sentido de pedir, caso seja possível, uma divulgação ao nível dos vossos contactos para encontrar possíveis participantes. Gostaria de realçar que todos os dados pessoais não serão revelados ou registados, garantindo assim o anonimato e confidencialidade de todos os participantes.

Para maiores informações, eis os meus contactos:
por telefone para o 914516388
ou por e-mail para daniel.matias@ics.ul.pt ou danielfilipematias@gmail.com

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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