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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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domingo, 10 de dezembro de 2017

Pastor homofóbico espalha o ódio e afirma que a solução para acabar com a SIDA é matar os gays

Se o diabo existisse em pessoa, poderia ser este pastor...

Transcrevo em inglês uma triste notícia que nos dá conta dos discursos de um pastor que já foi preso no Botswana e expulso da África do Sul, mas que em terras presididas pelo Trump encontra espaço e liberdade para atentar contra os direitos humanos mais básicos.


By Bil Browning, Wednesday, December 6, 2017

America’s most homophobic preacher exhortation to Americans to kill all LGBTQ people is making the rounds again. Steven Anderson’s hatred may have gotten him arrested in Botswana and banned from South Africa, but his freedom of speech allows him to spew his vitriol in America. In the sermon, Anderson tells his flock that God demands all LGBT people be put to death and encourages them to do “as the Lord commands” by Christmas. The church uploaded the sermon online.

“Turn to Leviticus 20:13,” he says in the video, “because I actually discovered the cure for AIDS.”

“If a man also lie with mankind, as he lieth with a woman, both of them have committed an abomination: they shall surely be put to death. Their blood shall be upon them,” Anderson reads.

“And that, my friend, is the cure for AIDS. It was right there in the Bible all along — and they’re out spending billions of dollars in research and testing,” he said. “It’s curable — right there. Because if you executed the homos like God recommends, you wouldn’t have all this AIDS running rampant.”

Anderson goes on to say that LGBTQ people cannot be Christians and that he would not allow gay people to attend his services.

“No homos will ever be allowed in this church as long as I am pastor here,” he shouts. “Never! Say ‘You’re crazy.’ No, you’re crazy if you think that there’s something wrong with my ‘no homo’ policy.”
Watch the videos from 2014 below if you have the stomach for it.

Para ver os vídeos:

Saber mais:
Ouvir a entrevista relacionada com este artigo: The anti-gay interview that got American hate pastor arrested in Africa
Sobre as vítimas do ataque terrorista em Paris: Antigay pastor: Victims of Paris terror attacks deserved to die

domingo, 23 de outubro de 2016

Centro de prevenção e detenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST) para homens que têm sexo com homens (HSH) no Porto


Centro comunitário de prevenção e detecção de IST no Porto

Já está em funcionamento no Porto o Centro Comunitário +Abraço.

Financiado pela Direcção Geral de Saúde este centro tem como principal objectivo a promoção e o acesso à prevenção primária e secundária da infecção por VIH/sida, hepatites víricas e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), garantindo o acesso atempado à informação, meios de prevenção, diagnóstico e cuidados de saúde especializados junto da população de homens que têm sexo com homens (HSH), no distrito do Porto.

O serviço prestado é anónimo, confidencial e gratuito, para o rastreio do VIH/sida, sífilis, hepatite B e C, gonorreia e clamídia. Há aconselhamento pré e pós-teste personalizado com vista à capacitação preventiva do risco de transmissão do VIH/sida e outras IST. É igualmente disponibilizado de forma gratuita de material de prevenção sexual (preservativos e gel lubrificante), e de material com informação sobre VIH/sida e IST. Outra missão é contribuir para o conhecimento epidemiológico da infecção pelo VIH/sida, hepatites víricas e outras IST por parte da população em geral.

Em território europeu, mais precisamente nos países que compõem a União Europeia, o sexo entre homens (HSH) é a forma de transmissão de VIH/sida mais frequentemente indicada no total dos casos diagnosticados, traduzindo-se em 39% dos novos casos diagnosticados. Portugal faz parte desta tendência recente do aumento do número absoluto e relativo de casos notificados referentes a HSH, bem como o decréscimo da idade mediana destes casos, inversa à tendência para as outras categorias de transmissão.

O centro está aberto na Rua Damião de Góis, nº 96, Fracção E, Porto e pode ser contactado por telefone e e-mail: 912 444 300 e centrocomunitario@abraco.pt.

ver notícia em dezanove

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Evitar comportamentos de risco: locais gratuitos de testes VIH para gays (e não só) em Lisboa

Ainda há muita gente descuidada com a sua saúde, pessoas negligentes que perpeptuam comportamentos sexuais de risco, expondo-se a si mesmos e ao seu/sua parceiro/parceira a doenças sexualmente transmissíveis, achando que os azares só acontecem aos outros. Não há razões para isso: sabias que há centros onde podes fazer testes gratuitos e saber os resultados na hora? Sugiro dois sítios na cidade onde vivo:

CheckpointLx, testes de detecção rápida do VIH

Localizado em pleno bairro do Príncipe Real, em Lisboa, o CheckpointLx oferece um serviço anónimo, confidencial e gratuito, para detecção rápida do VIH, dirigido a homens que têm sexo com homens (HSH). O serviço está localizado na Travessa Monte do Carmo, nº 2 e abre esta quinta-feira [31 de Março de 2011]. A inauguração oficial será divulgada oportunamente.

O aconselhamento é personalizado e feito por técnicos HSH, "promovendo o acesso à prevenção e à saúde sexual de uma forma mais eficaz e integrada na realidade da comunidade gay", pode ler-se na informação a que o dezanove teve acesso. É aconselhada marcação prévia através do 910 693 158 para maior rapidez no atendimento. O projecto conta com um site que deverá ficar online em breve, informação em folheto sobre PPE (profilaxia pós-exposição) e uma campanha de postais distribuídos no circuito comercial e de espectáculos através da Postal Free.
Centro de Aconselhamento e Detecção do VIH
O CAD Lapa é situado no bairro da Lapa, próximo da basílica da Estrela (R. de S. Ciro, 36, 1200-831 Lisboa). Não é exclusivo para homossexuais, é gratuito e funciona há uma série de anos. É possível ser atendido das 10h às 16h30 às terças, quintas e sextas e das 12h às 18h30 às segundas e quartas. O número de telefone é o 21 393 0151/2.

A sida e os gays portugueses

Os números e os mitos em relação ao VIH

Cinco por cento dos homens portugueses que têm sexo com outros homens são portadores do VIH. A conclusão é de um estudo apresentado ontem no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em que foram inquiridas cerca de mil pessoas, através de entrevistas presenciais.
A mesma investigação, refere que 25,8 por cento dos que têm menos de 24 anos tiveram sexo anal antes dos 15 anos. Mais de 70 por cento destes homens usaram preservativo na última relação e mais de 20 por cento sempre ou algumas vezes. Luís Mendão, do Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/Sida, citado pelo jornal i, reconhece que o número de portugueses que continua a desconhecer os riscos e as vias de contágio do vírus é "assustador": "Ainda há muita gente convencida de que através de um espirro ou de uma picada de um insecto se pode transmitir o HIV."
Os números foram apresentados no âmbito da Conferência Internacional sobre a infecção do VIH entre os grupos de difícil acesso (HSH - Homens que fazem Sexo com Homens e TS - Trabalhadores do Sexo), que termina hoje no Instituto de Higiene e Medicina Tropical. O encontro é promovido pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), a Associação para o Desenvolvimento da Medicina Tropical (ADMT) e o Grupo Português de Activistas Sobre Tratamentos de VIH (GAT).

sábado, 15 de janeiro de 2011

O Papa também tem medos e revela fragilidades

O Papa Bento XVI a confessar-se em público. Pelos primeiros comentários de quem já leu "Luz do Mundo – o Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos", esta obra em forma de entrevista revela as interrogações, por vezes os medos do Papa. E aparece longe da imagem inflexível que ficou colada a Ratzinger antes de ser eleito Papa.

Bento XVI sugere no novo livro-entrevista que pode renunciar ao cargo
Confissões e medos do Papa num livro que já é sensação
 
O livro desmantela completamente a imagem de Ratzinger obscurantista, retrógrado”, avalia o vaticanista Sandro Magister, após a apresentação do livro. Conceituado especialista do Vaticano, crítico de Ratzinger, Magister dizia à AFP que o Papa manifesta agora “vontade de compreender o mundo”.

A questão do preservativo marcou mediaticamente, desde sábado [estamos a falar do mês de Novembro; para ler artigos no blogue sobre esta questão ir ao mês de Novembro ou ver as etiquetas de preservativo e  bentoxvi], a pré-publicação do livro. Nesse dia, o "L’Osservatore Romano", jornal do Vaticano, divulgou excertos. Ali se lia que, “em casos pontuais, justificados”, se pode usar o preservativo.

A afirmação teve reacções positivas em todo o mundo, nomeadamente de organizações de luta contra a sida. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse, em entrevista ao PÚBLICO, que o Papa era “bastante pragmático e realista”. A directora da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan, falou em “boas notícias”.

É uma maravilhosa vitória do senso comum e da razão”, reagiu Jon O’Brien, do grupo Católicos pela Escolha [Catholics for Choice], citado pela Reuters. E o director da Onusida, Michel Sidibe, falou num passo “positivo”.

O autor da entrevista, Peter Seewald, considerou ontem “penoso” e ridículo” que os media se concentrem apenas no preservativo. “O livro aborda a sobrevivência do planeta ameaçado, o Papa lança um apelo a toda a humanidade, o nosso mundo afunda-se e metade dos jornalistas só se interessa pela questão do preservativo”, afirmou na apresentação.

Muitos outros temas da Igreja e do mundo, bem como dos cinco anos de pontificado de Ratzinger, passam pelo livro, que não ignora polémicas provocadas por afirmações do Papa — o tema do preservativo surge nesse contexto, quando Bento XVI explica o que pretendeu dizer na viagem a África. E, confessa, algumas das polémicas foram para si inesperadas.

Ratzinger abriu uma importante brecha no tema da contracepção, mas mantém outras ideias da doutrina tradicional: a homossexualidade, por exemplo, “opõe-se à vontade de Deus”, mas os homossexuais “merecem respeito” e “não devem ser rejeitados por causa disso”.

Estas afirmações provocaram ontem a reacção da mais importante associação de defesa dos direitos de homossexuais italianos. A Arcigay afirmou: “As palavras do Papa humilham milhões de vidas que têm que suportar discriminações todos os dias.” E anunciou “contestação directa ao Papa” no futuro imediato.

A recusa de ordenação de mulheres é outro tema de conversa entre Bento XVI e Peter Seewald, jornalista alemão que já antes publicara outras duas entrevistas com o então cardeal Joseph Ratzinger ("O Sal da Terra" está editado na Tenacitas). A não-ordenação de mulheres “é uma vontade de Deus”, afirma, retomando afirmações suas segundo as quais o debate está dado por terminado pelo Vaticano.

Divorciados e renúncia

O Papa sugere, entretanto, ser necessária “uma reflexão” sobre a proibição de pessoas divorciadas que voltaram a casar não poderem comungar. E, pela primeira vez publicamente, assume também a possibilidade de resignação do cargo. “Não se pode fugir quando o perigo é grande. Em consequência, não é certamente o momento de me demitir”, diz no livro, citado pela AFP. Mas “se o Papa não estiver em forma fisicamente e espiritualmente”, a hipótese de abdicar do cargo deve ser colocada.

Polémica, no início de 2009, foi também a retirada da excomunhão (mas sem o ter reintegrado na Igreja Católica) do bispo integrista Richard Williamson, que nega o Holocausto. Bento XVI confessa “não ter tomado consciência de quem se tratava”. Na altura, comentou-se que alguém no Vaticano teria omitido informação ao Papa sobre Williamson, pois o negacionismo do bispo era conhecido.

A primeira grande polémica, após o discurso de Ratisbona sobre a violência, em que Bento XVI citou uma frase que se referia a Maomé, foi originada por um discurso “mais académico que político”, afirma agora Ratzinger. Ao contrário do que as manifestações dessa altura evidenciaram, católicos e muçulmanos estão “comprometidos hoje numa luta comum, a defesa dos valores religiosos”.Também a propósito do islão, acrescenta: “É importante que permaneçamos intensamente em contacto com todas as forças muçulmanas abertas ao diálogo, para que se possam produzir mudanças onde o islão liga verdade e violência.”
Outras afirmações do livro trazem novas polémicas no bico: as afirmações sobre Pio XII, o seu antecessor que governou a Igreja no tempo da II Guerra Mundial, provocaram a reacção de organizações judaicas. Pio XII foi “um dos grandes justos, que salvou os judeus mais do que ninguém”, afirma Bento XVI no livro. “Naturalmente, podemos perguntar sempre: ‘Por que é que ele não protestou com mais vigor?’ Creio que ele viu as consequências que poderia ter havido com um protesto público”.

Vários responsáveis judaicos protestaram. Entre eles, o rabino David Rosen, do Comité Judaico Americano, que respondeu à AFP: “Há certamente muitos argumentos para rejeitar as acusações de imobilismo de Pio XII enquanto a vida dos judeus e de outros estava em perigo. Mas não só Pio XII nunca interpelou directamente o regime nazi sobre a questão do extermínio dos judeus, como, mais grave, nunca exprimiu publicamente a condenação, nem mesmo o lamento, após o fim da II Guerra Mundial.”
 
In público, por António Marujo a 23 de Novembro de 2010
http://www.publico.pt/Sociedade/confissoes-e-medos-do-papa-num-livro-que-ja-e-sensacao_1467777

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prevenção difícil para os gays: não se pode acabar com a Sida sem acabar com a homofobia

Estudo revela que os gays não têm fácil acesso a preservativos, lubrificantes, testes e aconselhamento

Um novo estudo internacional com mais de 5.000 homens que têm sexo com homens (HSH) constatou que a maioria acha difícil ou impossível o acesso a testes de VIH e aconselhamento, preservativos e lubrificantes gratuitos.

A pesquisa - realizada pelo Fórum Global sobre HSH e HIV (MSMGF) e professor Patrick Wilson, da Universidade de Columbia Mailman School of Public Health, e paga pela Fundação Bill & Melinda Gates Foundation - sugere que menos da metade dos HSH em todo o mundo tem acesso à prevenção e serviços básicos.

Apenas 39 por cento relataram fácil acesso a preservativos gratuitos e apenas um em cada quatro relataram o acesso fácil ao lubrificante grátis. Um quarto disse que lubrificante grátis estava completamente indisponível.

Uma grande percentagem dos homens relataram que era difícil ou impossível o acesso a testes de VIH/SIDA (57 por cento), material de educação VIH (66 por cento) e tratamento de VIH (70 por cento).

A pesquisa foi realizada on-line em Chinês, Inglês, francês, russo e espanhol e distribuída através de redes globais de MSMGF e de Fridae.

"Desde o início da epidemia, tem sido amplamente reconhecido que os preservativos, lubrificantes, testes e tratamento, quando combinados com a mudança de comportamento de lideranças comunitárias e programas de apoio, são as ferramentas mais fiáveis na luta contra o VIH entre HSH", disse Ayala George, Director Executivo da MSMGF. "Passados 25 anos, é imperdoável que os HSH de todo o mundo continuem a ter acesso restrito a esses recursos básicos que salvam vidas."

O estudo também descobriu que os homens na África, Ásia, Caraíbas, Europa Oriental e América Latina apresentam níveis mais elevados e mais duras formas de estigma e discriminação homofóbica do que os homens na América do Norte, Europa Ocidental e Austrália.

"O estigma e a discriminação comprometem o acesso a programas de prevenção e tratamento, forçando os HSH à clandestinidade e longe dos serviços que necessitem", disse o co-presidente da MSMGF, Othman Mellouk. "Sem resolver o maior problema da homofobia, nós não teremos nenhuma esperança de acabar com o VIH/SIDA."

Rex Wockner para PortugalGay.PT
http://portugalgay.pt/news/131210B/sida:_estudo_conclui_que_os_gays_nao_conseguem_encontrar_preservativos_e_lubrificantes

domingo, 12 de dezembro de 2010

Toca a sair do armário!


Ricky Martin
Gays portugueses vivem felizes, mas no armário

São as primeiras conclusões do estudo EMIS (The European MSM Internet survey) que estão agora disponíveis ao público em geral: os gays portugueses sentem-se mais felizes que a média europeia mas vivem menos abertamente a sua sexualdiade.

O questionário EMIS foi realizado on-line entre 4 de Junho e 31 de Agosto de 2010. Foi promovido online e offline em revistas e jornais dirigidos a homens que têm sexo com homens. Mais de 180.000 responderam ao apelo.

Este é o maior estudo internacional de sempre realizado sobre gays sexualmente activos. O nível de resposta ao inquérito de 20 minutos só foi possível com a participação e apoio de organizações LGBT locais, nacionais e internacionais. E Portugal foi precisamente um dos países com maior número de respostas tendo em conta a população, só ultrapassado pela Alemanha, Irlanda, Suiça e Luxemburgo dos 38 países envolvidos.

Teste VIH

Um dos primeiros resultados refere-se ao teste do VIH/SIDA, com uma média de 35% dos inquiridos a referirem que fizeram um teste nos últimos 12 meses. Nesta área Portugal, Bélgica, Espanha e França destacam-se por terem respostas na ordem dos 45%, já no sentido oposto temos Lituânia, Finlândia, Eslovénia, Croácia e Turquia com respostas que não ultrapassam os 25%. Os pesquisadores irão agora analisar se estes dados são influenciados pela facilidade de acesso aos testes, e como são tratados os homens gays e bissexuais quanto ao aconselhamento sobre o VIH/SIDA.

Em termos de resultados dos testes do VIH, mais de 9% dos inquiridos de França, Países Baixos, Reino Unido e Suiça disseram ser VIH+, Portugal ficou-se pelos 7,8%, e países como Chipre, Bulgária, Bósnia, Eslováquia, Turquia e Malta tiveram respostas inferiores a 2% (incluindo quem nunca fez o teste).

Estar fora do armário e viver feliz com a sua vida sexual

Uma conclusão do estudo é que nos países em que mais homens vivem abertamente a sua homossexualidade ou bissexualidade há, por norma, um maior nível de felicidade dos mesmos. Portugal foge a esta regra ao ter um número de gays e bis fora do armário (38%) ligeiramente abaixo da mediana (40%) mas mesmo assim vivendo muito acima da média em termos de felicidade (66%).

Aliás acima de Portugal na lista dos que vivem bem com a sua vida sexual temos apenas a Bélgica, Espanha, França, Países Baixos e Suiça. Já do lado contrário temos a Bósnia no fundo da tabela com apenas 40% felizes com a sua vida sexual...

Em termos de viver abertamente a sua sexualidade temos a Bélgica (75%) e os Países Baixos (73%) no topo, e no fundo da tabela a Sérvia com apenas 17% e a Bósnia com uns inacreditáveis (7%).

O amante mais sexy do planeta? O meu namorado!

Quando questionados sobre qual o homem mais sexy do planeta o maior número de respostas foi: "o meu namorado", seguido de "mim". Em terceiro lugar Brad Pitt e em quarto Cristiano Ronaldo seguido de David Beckham, Ricky Martin, George Clooney, Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Zac Efron, Jude Law e, para completar a lista do top 12, Johnny Deep.

Mais informações em: http://www.emis-project.eu/
in PortugalGay.Pt

domingo, 28 de novembro de 2010

O Papa, os homossexuais e os padres: incoerência, cegueira ou ignorância? Um Apagão comentado...

Ai, meu Deus, é uma no cravo outra na ferradura. Quando uma pessoa pensa que houve uma luzinha que se acendeu, vem logo um apagão para desmentir. Cito um artigo e, já que de tão triste se torna cómico, tomo a opção de fazer comentários em notas de rodapé:

Papa reafirma que homossexualidade é incompatível com ser padre

No mesmo livro em que fala dos preservativos e VIH [ou HIV] o Papa Bento XVI reafirma as suas ideias sobre as pessoas homossexuais.

Se por um lado o papa defende que os homossexuais são "seres humanos"[1] e que não devem ser "discriminados por causa disso", por outro indica casos específicos em que essa discriminação é obrigatória e aponta supostas razões para validar essa discriminação.

Mas o discurso do papa não fica por aqui, afirmando que a homossexualidade é "contrária à essência do que Deus originalmente desejava"[2].

Relativamente ao sacerdócio, para o papa a questão está no celibato... segundo a imagem que Bento XVI apresenta no livro, quando um homossexual quer ser padre não tem de renunciar a uma vida com outra pessoa (pois nunca irá celebrar o matrimónio católico com alguém do mesmo sexo), ao contrário do que acontece com os heterossexuais que têm essa possibilidade [3].

E como se não bastasse, Bento XVI continua a fazer referência a um documento do Vaticano de 2005 em que se diz que os candidatos homossexuais não podem ser padres porque, supostamente, a sua homossexualidade iria interferir no "bom sentido da paternidade" necessário para ser padre [4].

E no final Bento XVI esclarece ainda que também é importante evitar uma "situação em que o celibato dos padres seria praticamente vista como uma tendência para a homossexualidade."[5]

E ficamos assim todos e todas esclarecidos sobre as últimas da visão da Igreja Católica sobre os homens homossexuais.

In PortugalGay.PT a 27 de Novembro de 2010

COMENTÁRIOS:
[1] Uau! Será que somos?

[2] ... será que entendi bem? O Papa pensa que Deus se enganou? Ou o homossexual é tão "criativo" que sai fora do âmbito da Criação de Deus?

[3] vejo aqui algumas pontas soltas: Mas se um homossexual quer ser padre, naturalmente deve estar de acordo ou pelo menos aceitar as normas vigentes da Igreja, logo deverá certamente querer viver em celibato, certo? Mas por este ponto de vista, um heterossexual também NÃO TEM DE renunciar a uma vida com outra pessoa... E por isso é que há filhos de padres, e mulheres/amantes de padres e Vidas Duplas. Mas no caso dos heterossexuais não se parte do princípio que estes casos são a maioria, certo? E porque é que se parte do princípio que a maioria dos padres homossexuais não vive em celibato? É certo que muitos não o fazem, mas os outros não podem pagar por tabela; até porque, de facto, há muitos que o são, mas não se sabe porque não o apregoam - nem o puderam dizer nunca, não é verdade?!

[4] Ha! Ha! Ha! A maioria dos padres que conheço não dariam bons pais e, supostamente, são heterosexuais. E quem disse que um gay não tem vocação de paternidade? (nunca o li na Bíblia, devo ter faltado à sessão de catequese em que se falou disso)

[5] Tarde de mais, Santo Padre, é o que mais se vê por aí! Enquanto os padres não se puderem casar, há muitos heterossexuais que põem logo de parte a hipótese de serem padres, por ser incompatível com formar família. E há muitas falsas vocações e muita gente com sérios distúrbios e problemas psicológicos, sociais, morais ou relacionais que vão para o seminário pelas razões ERRADAS: para ver se se libertam do sentimento de culpa, para forçar uma vivência mais desligada com o seu corpo achando que conseguirão vencer "a tentação" (pois nunca o souberam integrar, nem a sua sexualidade, no desenvolvimento humano), por uma atracção pelo rito, pelo fausto, pela aura e pela veneração com que um padre é visto nalguns "meios" da Igreja. E enquanto não houver um sério discernimento vocacional e psicológico dentro do seminário, esta realidade não mudará. E esse discernimento, obviamente, não deverá nem poderá ser feito por ninguém de dentro do seminário, mas por profissionais imparciais e de reconhecidas capacidades.
Deixo a ressalva que existem, felizmente, muitos bons padres e padres pelas boas razões. Mas vão escasseando...

domingo, 21 de novembro de 2010

A opinião dos médicos sobre a tomada de posição de Bento XVI

Impacto da declaração deixa médicos divididos


Lino Rosado fala em passo "extremamente interessante". Maymone Martins defende que a Igreja sempre pensou assim


Os médicos ouvidos pelo DN tiveram reacções muitos distintas às declarações de BentoXVI, dividindo-se entre o entusiasmo assumido e a defesa de que o Sumo Pontífice nada disse que não fosse já assumido pelo Vaticano.


Para Maymone Martins, cardiologista pediátrico e antigo presidente da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, a admissão de Bento XVI não representa qualquer mudança de pensamento na Igreja Católica.

Já Lino Rosado, pediatra que há muitos anos acompanha crianças seropositivas, acredita que estamos perante um passo "extremamente interessante".

Maymone Martins defende que a Igreja nunca combateu o uso do preservativo para prevenir doenças sexualmente transmissíveis, apenas apontando outros caminhos: "O que tenho visto a Igreja defender são relações sexuais integradas na vida conjugal e uma vida conjugal fiel", argumenta. "No contexto de uma vida com vários parceiros sexuais, compreende-se que o preservativo seja usado. O que a Igreja defende é que essa não é a sexualidade que as pessoas devem procurar."

Já Lino Rosado considera que a atitude do Papa demonstra "uma abertura muito grande para a realidade" que, além de "extremamente interessante" e "muito louvável" vai "naturalmente influenciar muitos católicos".

Isto, apesar de o pediatra não concordar com o carácter de excepção que o Papa atribuiu ao uso de contraceptivos nem com a defesa, pelo Sumo Pontífice, de que este "não é o modo verdadeiro e próprio de vencer o VIH".

"É certamente um caminho", contrapõe o clínico, para quem a concepção católica do que deve ser a sexualidade até poder ser "a ideal", mas não reflecte os factos.

O clínico lembra "o aumento significativo de casos de VIH entre heterossexuais", e cita um estudo recente, português, em que os adolescentes "demonstravam conhecimento em relação às doenças sexualmente transmissíveis e, ainda assim, a grande maioria tinha tido relações desprotegidas. O uso do preservativo em relações sexuais, especiais e não especiais, é muito importante", alerta.

por P.S.T. in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010
 
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Números da Sida no mundo

Flagelo em toda a África e a crescer no Leste e na Ásia

ONU diz que a situação está a estabilizar, mas número de infectados aumenta de forma descontrolada no continente africano e no Leste europeu e na Ásia Central


Anualmente mais de 2,7 milhões de pessoas são infectadas com o vírus da sida, sobretudo na África subsariana. Mas a epidemia está a estabilizar à escala global. Esta é uma das conclusões do último relatório publicado pela Organização Mundial de Saúde em conjunto com o programa de luta contra a sida das Nações Unidas. Quem combate o VIH em África acredita que uma maior abertura da Igreja quanto ao uso do preservativo pode fazer a diferença.

Segundo as Nações Unidas, políticas como o apoio a diferentes programas de sensibilização, o reforço de programas de tratamento, que aumentaram dez vezes nos últimos cinco anos, levaram a uma baixa da mortalidade em 18 por cento. Por outro lado, uma maior acessibilidade aos novos medicamentos prolonga a longevidade a cada vez mais infectados. Contudo, o impacto da crise económica está a prejudicar os programas de prevenção e de tratamento, pelo menos em 22 países de África, Caraíbas, Europa, Ásia e Pacífico.

Estima-se que na actualidade o número de pessoas com VIH esteja próximo dos 40 milhões. Uma em cada dez pessoas infectadas sabe que o está. Um de cada 100 adultos de idades entre os 15 e os 40 anos contraiu o vírus.

Desde o princípio da epidemia, 3,8 milhões de menores de 15 anos de idade terão ficado infectados pelo HIV e que 2,7 milhões já morreram com a doença. Mais de 90 por cento desses jovens contraíram o vírus através das mães seropositivas, antes ou durante o parto ou através do aleitamento materno. Mais de oito milhões de crianças perderam a sua mãe por causa da sida antes de cumprir os 15 anos, e muitos deles também perderam o pai. Este número quase se triplicará este ano.

A África do Sul é líder em portadores do vírus VIH no mundo, com 11,6% (5,7 milhões) da população (de 49 milhões) atingida. Em África a população atingida é de 22,4 milhões.

O padre Almiro Mendes esteve um ano na Guiné-Bissau e jamais esquecerá a tragédia que presenciou. "Em certas localidades 70 por cento da população está infectada", afirmou ao DN, acrescentando que as campanhas de sensibilização têm dado pouco resultado. Só no Hospital de Cumurra, de uma missão italiana, nesse ano, morreram 200 pessoas. "Agradado com a posição do Papa" acha no entanto que as campanhas têm poucos resultados devido a uma cultura que encara de forma diferente a sexualidade.

Para além de África, a preocupação das autoridades mundiais de saúde estão viradas para o Leste Europeu e para a Ásia Central, regiões do mundo onde o número de novas infecções com o vírus dispararam.

por Alfredo Teixeira in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010
 
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Uma voz da Igreja que já tinha defendido o uso do preservativo

Bispo de Viseu defendeu o uso

No ano passado, o bispo de Viseu agitou a Igreja Católica ao defender "o uso do preservativo por doentes com sida". Uma medida "aconselhável e obrigatória".

Na altura, muitos foram os que censuraram a posição de D. Ilídio Leandro, mas, 20 meses depois de prometida, as declarações do Papa vêm no mesmo sentido. Afinal, lembram os sacerdotes, o direito não se sobrepõe à moral.

À época, Dom Ilídio Leandro, que se encontra a recuperar de um AVC e com quem o DN não conseguiu falar, lembrou que a posição não contrariava as orientações do Papa Bento XVI, que numa visita a África afirmou que "o uso do preservativo não é solução para o problema da sida".

por A.A. in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010

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Anúncio do Papa sobre preservativos é “pragmático e realista”

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse hoje em entrevista ao PÚBLICO que o Papa foi “bastante pragmático e realista” ao admitir, pela primeira vez, que os preservativos podem ser usados para evitar a propagação da sida.
(...)
“As declarações do Papa são bem vindas”, disse o secretário-geral da ONU, hoje de manhã em Lisboa, onde esteve para participar na cimeira da NATO.

“Todos sabemos que as posições do Papa e do Vaticano têm sido muito tradicionais”, disse Ban Ki-moon.

“Esta [nova] posição reflecte a consciência e compreensão pelo Papa e pelo Vaticano de que a sida é uma das doenças mais graves do mundo, que afecta muitos milhões de vidas, e que temos que trabalhar juntos.”

Por Bárbara Reis, in público a 21 de Novembro de 2010

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Ecos em Portugal às palavras de Bento XVI: um bispo feliz, outro em silêncio e outro sem surpresa...

Aqui vão algumas das reacções de figuras da sociedade e da Igreja portuguesa em relação à aparente abertura do Papa em relação ao uso do preservativo (em certas circunstâncias):

"D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, está "muito feliz" com as declarações de Bento XVI. "O Papa é um homem inteligente e honesto que fez também a sua caminhada mental, aconselhando-se com pessoas e reflectindo."

O bispo - que já tinha defendido o uso do preservativo aquando da polémica gerada em torno das declarações do Papa na visita a África - admite que estas palavras "chegam atrasadas", mas diz que "em todo o tempo o que é verdade tem lugar".

D. Januário espera agora que Bento XVI venha dizer aos fiéis o que disse na entrevista publicada no livro do jornalista alemão Peter Seewald. O bispo não acredita que estas palavras mudem o comportamento das pessoas que combatem no terreno a propagação do vírus da sida, porque estas já recomendavam o uso do preservativo nestas situações.

Já o padre Carreira das Neves acredita que "pode levar a uma mudança de atitudes, já que a palavra do Papa é ouvida por muitos". Por isso, considera que este "é um avanço", "um passo em frente" da Igreja.

Houve quem preferisse o silêncio. Foi o caso do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga. Tal como o porta-voz da CEP, Manuel Morujão, que ainda assim sublinhou que "não há voz mais autorizada que a do Papa".

Para quem luta contra a sida, como a presidente da Abraço, esta é "mais uma abertura". Margarida Martins lembra, contudo, que as pessoas que estão no terreno, mesmo de associações católicas, já assumiam esta postura. Os católicos como Maria João Sande Lemos, do movimento Nós Somos Igreja, estão satisfeitos. "Depois de a Igreja até ter dito que o preservativo ajudava a propagar a infecção, estas palavras são muito positivas."

Mas nem todos encaram a opinião do Papa com surpresa. D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, citado pela Rádio Renascença, diz que esta "é uma questão moral, que há muito tempo está esclarecida. Talvez as pessoas estranhem por ela vir do Santo Padre". Esta é "a reflexão sobre um mal menor: não vamos matar outras pessoas quando alguém não tem consciência do que faz".

por Ana Bela Ferreira, in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010

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As novas declarações do Papa em relação ao uso do preservativo

Ontem publiquei uma notícia sobre as recentes declarações do Papa em relação às excepções no uso do preservativo. Aqui vai parte de uma reportagem no diário de notícias de hoje:

Igreja aplaude Papa por admitir preservativo

Bento XVI aceita preservativo para casos pontuais, como a prostituição
Pela primeira vez na história, um Papa admitiu o uso do preservativo. Bento XVI considera que "pode haver casos pontuais, justificados", como a prevenção da sida. As declarações do Chefe da Igreja Católica - a publicar num livro de entrevistas - foram ontem conhecidas e imediatamente correram mundo. Em Portugal, tanto os católicos como activistas da luta contra o VIH aplaudiram as suas palavras.

No livro Luz do Mundo, que será lançado na terça-feira em Itália, e em Portugal a 3 de Dezembro, Bento XVI diz que "pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização".

Mas faz questão de salientar que o uso deste método não é "uma solução verdadeira e moral", nem "a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção do VIH". Bento XVI defende, por isso, que a solução "tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade". Ou seja: a utilização do preservativo deve acontecer por questões de saúde, mas nunca de contracepção.
(...)

por Ana Bela Ferreira, in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010

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3 reacções à abertura de Bento XVI ao uso do preservativo

O cardeal Elio Sgreccia, há muito tempo principal responsável pela bioética e sexualidade no Vaticano, falou a partir dos comentários do pontífice, ressaltando que era imperativo "ter a certeza de que esta é a única maneira de salvar uma vida." Sgreccia disse à agência de notícias italiana ANSA que é por isso que o Papa, sobre a questão do preservativo, "lidou no campo da excepcionalidade".

A questão do preservativo era uma das que "precisava de uma resposta há muito tempo", terá dito Sgreccia . "Se Bento XVI levantou a questão das excepções, esta excepção tem de ser aceite... e tem de ser verificado que esta é a única maneira de salvar a vida. Isso precisa ser provado", disse Sgreccia.

Christian Weisner, do grupo pró reforma Nós Somos Igreja da Alemanha natal do Papa, disse que os comentários do Papa foram "surpreendentes, e se for esse o caso, pode-se ficar feliz com a capacidade de aprendizagem do Papa."

William Portier, um teólogo católico da Universidade de Dayton, uma escola marianista em Ohio, disse não ter lido o relatório no jornal do Vaticano, mas afirmou que seria errado concluir que os comentários queiram dizer que o Papa fez uma fundamental e ampla mudança nos ensinamentos da Igreja acerca da contracepção artificial. "Ele não o vai fazer num comentário improvisado a um jornalista numa entrevista", disse Portier.

por Nicole Winfield e Frances D'emilio, Associated Press (20 de Novembro de 2010)
traduzida por rioazur para o moradasdedeus
http://news.yahoo.com/s/ap/eu_pope_condoms
 
ver a notícia principal em
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html

sábado, 20 de novembro de 2010

Papa admite excepções no uso preservativo

Uma notícia realmente intrigante: parece haver algo de novo na posição do Papa em relação ao uso do preservativo:

Cidade do Vaticano – O Papa Bento XVI diz, num novo livro, que os preservativos podem ser justificados para prostitutos do sexo masculino com vista a parar a propagação do HIV, um comentário impressionante para uma igreja criticada pela sua oposição aos preservativos e por um pontífice que os "acusou" de piorarem a crise da SIDA.

O Papa fez os comentários num livro/entrevista com um jornalista alemão, "Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times" [1] , que será lançado na próxima Terça-feira. (...)
O ensinamento da Igreja sempre se opôs aos preservativos, porque são uma forma de contracepção artificial, embora nunca tenha divulgado uma política explícita sobre preservativos e HIV. O Vaticano tem sido duramente criticado pela sua oposição.

Bento XVI afirmou que os preservativos não são uma solução moral. Mas disse que nalguns casos, por exemplo os prostitutos do sexo masculino, pode ser justificado, "com o intuito de reduzir o risco de infecção."
Bento chamou a isto "um primeiro passo num movimento para uma forma diferente, uma maneira mais humana de viver a sexualidade."
Ele usou como exemplo os prostitutos do sexo masculino, para quem a contracepção não é um problema, ao contrário dos casais em que um dos cônjuges está infectado. O Vaticano tem estado sob pressão até mesmo da parte de alguns representantes da Igreja em África, para justificar o uso do preservativo em casais monogâmicos, com vista a proteger o cônjuge não infectado de ser infectado.

Bento XVI instigou a indignação das Nações Unidas, dos governos europeus e dos activisitas pela causa, quando disse a repórteres a caminho de África em 2009, que o problema da SIDA no continente não podia ser resolvido através da distribuição de preservativos.
"Pelo contrário, aumenta o problema", afirmou nessa altura.
O jornalista Peter Seewald, que entrevistou Bento durante seis dias no último Verão, reincidiu nos comentários ao preservativo em África e perguntou-lhe se não seria "loucura" para o Vaticano o facto de proibir o uso preservativos a uma população de alto risco.

"Pode ser verdade no caso de alguns indivíduos, talvez quando um prostituto usa um preservativo, em que isso pode ser um primeiro passo no sentido de uma moralização, uma primeira forma de responsabilidade", disse Bento.
Mas salientou que não era a forma de lidar com o mal do HIV. (...)

Reiterou a posição da Igreja em que a abstinência e a fidelidade conjugal são a única forma segura de prevenir HIV.
(...)
[1] "Luz do Mundo: o Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos"

por Nicole Winfield e Frances D'emilio, Associated Press (20 de Novembro de 2010)
traduzida por rioazur para o moradasdedeus
http://news.yahoo.com/s/ap/eu_pope_condoms

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aumento de casos de sida entre jovens casais homossexuais em Portugal: um quinto do total de infecções, o dobro dos números relativos a 2005

Números preocupantes para a população homossexual portuguesa

Por Andrea Cunha Freitas
Estudo francês reforça receios sobre os comportamentos de risco entre homens que têm sexo com outros homens.

Os jovens casais de homossexuais vão constituir um capítulo "fundamental" do próximo Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infecção pelo VIH/sida. O coordenador nacional, Henrique Barros, considera que o aumento de casos de VIH registado nos últimos anos em Portugal é "preocupante" e merece ser encarado como uma prioridade. Os dados mais recentes mostram que o número de casos diagnosticados nesta população praticamente duplicou desde 2005.

O alerta surge na sequência de um estudo francês, divulgado no final da semana passada, que concluiu que o alastrar da epidemia da sida está "fora de controlo" entre os homossexuais franceses, revelando que cerca de metade dos infectados neste país em 2008 pertence a este grupo, o que mostra uma incidência 200 vezes superior à encontrada na população heterossexual.

A tendência de aumento dos casos de HIV entre os jovens casais de homossexuais, contrariando a queda nos números de outros grupos afectados, já foi antes motivo de alerta em vários países europeus. Portugal não foi excepção. Porém, um trabalho de investigadores do Instituto Nacional de Vigilância de Saúde Pública francês, divulgado no The Lancet Infectious Diseases, veio reacender a inquietação com esta realidade. "Não é nada que eu já não tenha dito", reage Henrique Barros, notando que este "fenómeno aparentemente cultural" já se registou na Holanda, na Alemanha, está a notar-se em Espanha. No Reino Unido, por exemplo, os dados dos novos sistemas para a detecção de infecções pelo VIH no país mostraram no mês passado que, um em cada seis homens homossexuais foram infectados nos últimos meses, enquanto entre os heterossexuais foram só um em cada 16.

"Estamos a assistir a uma coisa que se chama fadiga da prevenção. As pessoas estão cansadas de ouvir falar nisto e ouvem que a sida se está a tornar uma doença crónica. Por isso, estão a baixar as guardas", justifica Henrique Barros.

Lembrando que não existem grupos de risco, mas apenas comportamentos de risco, o epidemiologista confirma que os números mostram que os "jovens rapazes" estão a assumir mais riscos e que também existe aqui mais probabilidade de contágio. O que fazer? Reforçar a rede para detectar as pessoas infectadas, manter a pressão do uso do preservativo, fazer prevenção activa, e também intervir nas escolas. "Os adolescentes não são todos iguais. Alguns estão mais desarmados e precisam de ajuda."

Os dados divulgados pela Comissão de Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida mostram a curva ascendente deste grupo nos gráficos sobre os casos tanto em estádios de sida, como em portadores sintomáticos não-sida ou portadores assintomáticos.

No que se refere ao número total de casos notificados durante 2009, os homossexuais são 19,7 por cento do total, com os heterossexuais a registar 61,2 por cento e os toxicodependentes 14,8 por cento. Mas o que mais é motivo para apreensão é a leitura dos dados relativos à tendência temporal que coloca a nu esta tendência no grupo dos homossexuais. Entre 2005 e 2009, os casos diagnosticados nesta população aumentaram de 7,9 por cento para 13,1 por cento. Em portadores assintomáticos a transmissão sexual homossexual aumentou de 14,2 por cento em 2005 para 21,2 por cento em 2009 (em 2000 eram 7,5 por cento).

Os números oficiais relativos a Portugal que preocupam Henrique Barros foram divulgados no final de 2009. Depois disso, a comissão lançou apenas duas campanhas nos media para promover o uso do preservativo. As duas tinham como alvo os homens que têm sexo com homens, em relações estáveis ou ocasionais. Não foi por acaso.

1/4 das pessoas infectadas não estão diagnosticadas

Partilho hoje duas notícias que no mínimo nos devem alertar para os riscos comportamentais:

SIDA: Jovens ignoram sexo seguro

Portugal tem das taxas mais altas de infecção pelo VIH/Sida, uma taxa que é promovida pela ignorância patente no entendimento da infecção e veículos de transmissão.

Recentemente na Bélgica, a Universidade de Ghent, apresentou as conclusões de um estudo levado acabo durante nove anos, observando quinhentos indivíduos. Os pacientes que fizeram parte do estudo são do sexo masculino, homossexuais, e na sua grande maioria brancos, mas mais relevante ainda eram todos jovens.

Os pacientes tendem também a ser portadores de outras infecções sexualmente transmissíveis como a sífilis sugerindo assim, um comportamento de risco sem o uso do preservativo.

Nota de destaque sobre este estudo, o Reino Unido aponta-o como verdadeiro. Nick Partridge, director executivo do Terrence Higgins Trust (ONG do Reino Unido), aponta a sociedade gay como a mais propensa ao risco de infecção pelo VIH/Sida.

Por isso Partridge, pede maiores campanhas dirigidas aos jovens, e em específico aos jovens gays, dado que segundo ele, mais de um quarto das pessoas infectadas não estão diagnosticadas.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ministra defende que gays podem ser doadores de sangue

Ana Jorge veio defender que os inquéritos feitos antes da doação não devem incluir nenhuma referência à orientação sexual.

Depois de no ano passado ter sido gerada alguma confusão sobre se os homens que tivessem sexo com homens podiam ou não doar sangue e o Ministério da Saúde ter vindo defender a teoria que não havia nenhuma discriminação eis que nas últimas semanas a situação tornou-se ainda mais confusa.


A Assembleia da República aprovou em Abril uma recomendação no sentido de permitir a doação por parte de homens homossexuais. No entanto o Jornal de Notícias de 26 de Julho anunciava que o Ministério da Saúde não iria tomar nenhuma medida neste sentido. Esta é aliás a posição defendia pelo presidente do Instituto Português do Sangue, Gabriel Olim, que se mostra frontalmente contra a eliminação nos questionários feitos aos potenciais dadores sobre se sendo homens tiveram sexo no passado com outros homens. Pelo contrário o Coordenador Nacional da Comissão para o VIH/SIDA Prof. Doutor Henrique Barros já veio a público defender que o que é preciso questionar é sobre os comportamentos específicos e que o sexo de quem se teve sexo com não deveria ser factor de exclusão.

Mas eis que agora, Ana Jorge, Ministra da Saúde veio a público indicar que os serviços do Ministério da Saúde vão reforçar as recomendação aos locais de colheita de sangue para que expurguem os inquéritos a preencher pelos dadores de quaisquer questões relativas à orientação sexual. Esta foi a reacção da ministra da Saúde quando confrontada com um formulário utilizado recentemente no Hospital de Santo António, no Porto, em que aparece a questão: “Se é homem, alguma vez teve relações sexuais com outro homem?”.


"Do inquérito constam apenas perguntas relacionadas com o comportamento das pessoas, independentemente de serem homo, hetero ou bissexuais", insistiu a governante em declarações aos media referindo-se a um modelo de inquérito preparado pelo Ministério mas que não estará em utilização em todos os locais neste momento.


Resta saber quanto tempo irá demorar até que as recomendações "reforçadas" sejam postas em prática e se não irão ser utilizados outros métodos para excluir homens homossexuais da doação de sangue.
http://www.portugalgay.com/news/290710A/portugal:_ministra_defende_que_gays_podem_ser_doadores_de_sangue

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Uma carta aberta de Hans Küng

Uma voz incómoda, uma pedra no charco. Partilho esta carta aberta de um teólogo:


Perda histórica de confiança

Igrejas vazias – e agora ainda por cima um escândalo: Cinco anos após Bento XVI ter sido eleito Papa, a Igreja Católica vê-se a braços com a maior crise de confiança desde a Reforma.

Venerados bispos,
Joseph Ratzinger, agora Bento XVI, e eu éramos em 1962-1965 os teólogos mais jovens do Concílio. Agora somos os mais velhos e os únicos ainda em actividade. Entendi sempre o meu trabalho teológico como sendo também um serviço para a igreja. Assim, no quinto aniversário do pontificado do papa Bento XVI, escrevo-vos uma carta aberta, pois estou preocupado com a nossa igreja, que se debate com a crise de confiança mais profunda desde a Reforma. Não tenho outra maneira de chegar a vós.
Prezei muito o facto de Bento XVI me ter convidado para uma conversa de quatro horas, pouco depois da sua eleição, apesar de eu ser um crítico seu. A conversa foi amigável e deu-me esperança de que o meu antigo colega da Universidade de Tubinga encontrasse o caminho para o prosseguimento da renovação da igreja e do entendimento ecuménico, no espírito do Concílio Vaticano II.

Oportunidades perdidas
Infelizmente, as minhas esperanças, assim como as de tantos católicos e católicas empenhados, foram vãs e eu comuniquei isso ao papa Bento XVI em diversas cartas. Ele cumpriu sem dúvida conscienciosamente os seus deveres papais e até já nos deu três proveitosas encíclicas sobre a fé, a esperança e o amor.
Mas no que respeita aos grandes desafios do nosso tempo, o seu pontificado é cada vez mais caracterizado pelas oportunidades perdidas e não pelas ocasiões aproveitadas:
— Perdeu-se a oportunidade de aproximação com as igrejas evangélicas: não são entendidas como igrejas em toda a acepção da palavra, pelo que não é possível reconhecer os seus ministros e realizar celebrações conjuntas da eucaristia.
— Perdeu-se a oportunidade de diálogo com os judeus: o papa reintroduziu uma oração pré-conciliar pela iluminação dos judeus e abre as portas da igreja a bispos cismáticos notoriamente anti-semitas, beatificou Pio XII e entende o judaísmo somente como raiz histórica do cristianismo, e não como comunidade de fé existente com um caminho próprio de salvação. Irritação dos judeus em todo o mundo por causa da homília de Sexta-Feira Santa do pregador da Casa Pontifícia, que comparou as críticas ao papa com ódio anti-semita.
— Perdeu-se a oportunidade de diálogo confiante com os muçulmanos: sintomático foi o discurso de Bento em Regensburgo, no qual, mal aconselhado, falou do Islão como uma religião da violência e da desumanidade, tendo provocado uma desconfiança duradoura entre os muçulmanos.
— Perdeu-se a oportunidade de reconciliação com os povos nativos colonizados da América Latina: o papa tem afirmado seriamente que eles “ansiavam” pela religião dos seus conquistadores.

Luta contra a SIDA
— Perdeu-se a oportunidade de ajudar os povos africanos: na luta contra a sobrepopulação através da aprovação de medidas de contracepção e na luta contra a SIDA através da autorização do uso do preservativo.
— Perdeu-se a oportunidade de selar a paz com a ciência moderna: através de um reconhecimento sem reservas da teoria da evolução e da aprovação diferenciada de novos campos da investigação, como a investigação sobre células estaminais.
— Perdeu-se a oportunidade de transformar finalmente o espírito do Concílio Vaticano II na bússola da Igreja Católica dentro do próprio Vaticano e de levar por diante as reformas nele preconizadas.
O último ponto, venerados bispos, é especialmente importante. Este papa tem vindo sempre a relativizar os textos do Concílio e a interpretá-los contra o espírito dos pais do Concílio, recuando em vez de avançar. Toma até uma posição expressa contra o Concílio Ecuménico que, segundo o direito canónico católico, constitui a autoridade máxima da Igreja Católica:
— Admitiu incondicionalmente na igreja bispos da tradicionalista Fraternidade Pio X, ilegalmente ordenados, à margem da Igreja Católica, que rejeitam o Concílio nos seus pontos centrais.
— Promove com todos os meios a missa medieval segundo o rito tridentino e celebra ocasionalmente a eucaristia em latim de costas voltadas para o povo.
— Não cumpre o acordo delineado em documentos ecuménicos oficiais com a Igreja Anglicana (ARCIC), mas tenta atrair para a Igreja Católica Apostólica Romana religiosos anglicanos casados, libertando-os da obrigação do celibato.
— Fortaleceu globalmente as forças anticonciliares no interior da Igreja, através da nomeação para cargos de chefia (secretários de estado, congregação da liturgia, etc.) de pessoas com posições anticonciliares e bispos reaccionários.

Política de restauração falhada
O papa Bento XVI parece distanciar-se cada vez mais da grande maioria do povo católico, que se preocupa cada vez menos com Roma e, na melhor das hipóteses, se identifica apenas com a comunidade e o bispo local. Sei que muitos de vós também sofrem com isso: a política anticonciliar d o papa é inteiramente apoiada pela cúria romana. Esta procura sufocar as críticas no episcopado e na igreja, e desacreditar os críticos por todos os meios.
Através de uma renovada sumptuosidade barroca e de manifestações com impacto nos meios de comunicação social, Roma procura apresentar uma Igreja forte, com um “Vigário de Cristo” absolutista, que reúne nas suas mãos todo o poder legislativo, executivo e judicial.
No entanto, a política de restauração de Bento XVI fracassou. Todas as suas aparições, viagens e documentos não conseguiram alterar, no sentido da doutrina romana, as opiniões da maioria dos católicos acerca de questões controversas, principalmente em termos de moral sexual. E mesmo os encontros de juventude, frequentados sobretudo por agrupamentos carismáticos conservadores, não conseguiram travar o abandono da Igreja por parte de fiéis, nem despertar mais vocações para o sacerdócio.

Abandonados
Serão justamente os bispos quem mais profundamente lamentará este facto: desde o Concílio, dezenas de milhares de sacerdotes abandonaram o sacerdócio, sobretudo devido à lei do celibato obrigatório. A renovação não só de sacerdotes, mas também de congregações religiosas, freiras e irmãos laicos decaiu, tanto em quantidade como em qualidade. A resignação e a frustração alastram no seio do clero e entre os membros mais activos da igreja.
Muitos sentem-se abandonados nas suas necessidades e sofrem na Igreja. Em muitas das vossas dioceses deve acontecer isto: cada vez mais igrejas vazias, seminários vazios, residências paroquiais vazias. Nalguns países as comunidades católicas são fundidas, por falta de padres e frequentemente contra a sua vontade, em “unidades de assistência espiritual” gigantescas, nas quais os poucos padres disponíveis estão completamente sobrecarregados e que apenas servem para simular uma reforma da Igreja.
E eis que aos muitos factores de crise vêm ainda juntar-se escândalos que bradam aos céus: acima de tudo, o abuso de milhares de crianças e jovens por clérigos, nos Estados Unidos, na Irlanda, na Alemanha e noutros países — tudo isto ligado a uma crise de liderança e confiança sem precedentes.

Não ao silêncio
Não se pode calar o facto de que o sistema de encobrimento global de delitos sexuais de clérigos foi dirigido pela Congregação para a Doutrina da Fé do Cardeal Ratzinger (1981-2005), na qual, ainda no pontificado de João Paulo II, os casos foram compilados sob o mais estrito sigilo.
Ainda em Maio de 2001, Ratzinger enviou uma carta solene acerca dos delitos graves (“Epistula de delictis gravioribus”) a todos os bispos. Nesse documento os casos de abuso eram colocados “sob Secretum Pontificium”, cuja violação pode implicar severas penas canónicas. É, pois, com justiça que muitos exigem do então prefeito e agora papa um ”Mea culpa” pessoal. Contudo, infelizmente este deixou passar a oportunidade de o fazer na Semana Santa. Em vez disso, fez atestar “urbi et orbi” a sua inocência através do cardeal decano, no Domingo de Páscoa.
As consequências de todos estes escândalos para o prestígio da Igreja Católica são devastadoras. Isto é confirmado também por titulares de altos cargos da Igreja. Inúmeros pastores e educadores irrepreensíveis e altamente empenhados são agora vítimas de uma suspeita generalizada.
É a vós, venerados bispos, que cabe perguntar como deve ser o futuro na nossa Igreja e nas vossas dioceses. Contudo, gostaria de vos esboçar um programa de reformas; é algo que fiz por várias vezes, antes e depois do Concílio.

Dêem uma perspectiva à nossa Igreja
Gostaria de fazer apenas seis sugestões, que é minha convicção serem comuns a milhões de católicos que não têm voz:
1. Não calar: O silêncio torna-vos cúmplices de tantos males graves. Muito pelo contrário, nos casos onde considerem determinadas leis, disposições e medidas como contraproducentes, devem dizê-lo publicamente. Não enviem declarações de submissão a Roma, mas sim reivindicações de reforma!
2. Ajudar as reformas: São muitos os que se queixam de Roma, na Igreja e no Episcopado, mas nada fazem. No entanto, quando, numa diocese ou paróquia, os serviços religiosos não são frequentados, a assistência espiritual é pobre, a abertura às necessidades do mundo é limitada, a colaboração ecuménica é mínima, então a culpa não pode ser assacada simplesmente a roma. Bispo, sacerdote ou leigo – cada um faça algo pela renovação da Igreja no âmbito maior ou menor da sua vida. Muitas coisas extraordinárias, tanto a nível paroquial como na totalidade da Igreja, começaram por iniciativas solitárias ou de pequenos grupos. Na vossa qualidade de bispos, há que apoiar e estimular essas iniciativas, e ir ao encontro das queixas fundamentadas dos fiéis, sobretudo agora.
3. Agir em colegialidade: O Concílio decretou, após um debate intenso e contra a oposição persistente da cúria, a colegialidade do papa e dos bispos, no sentido da história dos apóstolos, na qual Pedro não agia sem o colégio dos apóstolos. Mas, no período pós-conciliar, os papas e a cúria têm vindo a ignorar esta decisão conciliar central. Desde que o papa Paulo VI, apenas dois anos depois do Concílio, publicou uma encíclica em defesa da controversa lei do celibato, sem ter consultado o episcopado, o magistério e a política papais regressaram ao velho estilo não colegial. Até na liturgia o papa se apresenta como autocrata, perante o qual os bispos, de que ele gosta de se rodear, surgem como meros comparsas, sem direitos nem voz. Por isso, venerados bispos, há que agir não apenas individualmente, mas em comunidade com os outros bispos, os sacerdotes e o povo da Igreja, homens e mulheres.

A obediência é devida apenas a Deus
4. A obediência incondicional é devida apenas a Deus: Na sagração solene como bispos, todos fizeram um voto de obediência incondicional ao papa. Mas também todos sabem que a obediência incondicional nunca é devida a uma autoridade humana, mas apenas a Deus. Assim, o vosso voto não deve impedir-vos de dizer a verdade acerca da actual crise da Igreja, da vossa diocese ou do vosso país. Em absoluta conformidade com o exemplo do apóstolo Paulo, que resistiu [a Pedro] frente a frente, porque merecia censura“ (Gal 2, 11)! Pressionar as autoridades romanas no espírito da fraternidade cristã pode ser legítimo, quando estas não correspondem ao espírito do Evagelho e à sua missão. A utilização das línguas nacionais na liturgia, a alteração das disposições relativas aos casamentos mistos, a aceitação da tolerância, da democracia, dos direitos humanos, do entendimento ecuménico e tantas outras coisas, apenas foram conseguidas graças a uma perseverante pressão vinda de baixo.
5. Procurar soluções regionais: O Vaticano mostra-se frequentemente surdo às reivindicações do episcopado, dos sacerdotes e dos leigos. Tanto mais necessária é, pois, a procura inteligente de soluções regionais. Um problema particularmente delicado, bem o sabeis, é a lei do celibato, oriunda da Idade Média, que está a ser justificadamente posta em causa no contexto dos escândalos de abusos sexuais. Uma alteração contra a vontade de roma parece quase impossível. No entanto, isso não significa que se esteja condenado à passividade: um sacerdote, que após madura reflexão pensa em casar, não teria de renunciar automaticamente ao seu cargo, se o bispo e a comunidade o apoiassem. As várias conferências episcopais poderiam avançar com soluções regionais. Mas o melhor seria procurar uma solução para toda a Igreja. Portanto:
6. Exigir um Concílio: Tal como foi necessário um Concílio Ecuménico para alcançar a reforma litúrgica, a liberdade religiosa, o diálogo ecuménico e interreligioso, o mesmo acontece para a resolução dos problemas que agora eclodem de modo tão dramático. O Concílio de Constança, no século anterior à Reforma, determinou a convocação de um Concílio a cada cinco anos, mas essa decisão tem sido ignorada pela cúria romana. Sem dúvida que esta também agora fará tudo para evitar um Concílio do qual tem a recear uma limitação do seu poder. É responsabilidade de todos vós levar a cabo a realização de um Concílio ou, pelo menos, de uma assembleia representativa do episcopado.

Enfrentar os problemas com sinceridade
É este, venerados bispos, o apelo que vos faço perante uma igreja em crise, pôr na balança o peso da vossa autoridade episcopal, revalorizada pelo Concílio. Nesta difícil situação, os olhos do mundo estão postos em vós. Inúmeras pessoas perderam a confiança na Igreja Católica. Só uma abordagem aberta e séria dos problemas e a adopção das reformas indispensáveis pode ajudar a recuperar essa confiança. Peço-vos com todo o respeito, que cumpram a vossa parte, sempre que possível em colaboração com os outros bispos, mas em caso de necessidade também sozinhos, com “desassombro” apostólico (Act 4, 29.31). Dêem sinais de esperança e coragem aos vossos fiéis e uma perspectiva à nossa Igreja.

Saúdo-vos na comunhão da fé cristã
Vosso
Hans Küng

uma entrevista à Euronews
sobre Hans Küng (biografia)

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

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