Pesquisar neste blogue

A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.

domingo, 21 de novembro de 2010

Números da Sida no mundo

Flagelo em toda a África e a crescer no Leste e na Ásia

ONU diz que a situação está a estabilizar, mas número de infectados aumenta de forma descontrolada no continente africano e no Leste europeu e na Ásia Central


Anualmente mais de 2,7 milhões de pessoas são infectadas com o vírus da sida, sobretudo na África subsariana. Mas a epidemia está a estabilizar à escala global. Esta é uma das conclusões do último relatório publicado pela Organização Mundial de Saúde em conjunto com o programa de luta contra a sida das Nações Unidas. Quem combate o VIH em África acredita que uma maior abertura da Igreja quanto ao uso do preservativo pode fazer a diferença.

Segundo as Nações Unidas, políticas como o apoio a diferentes programas de sensibilização, o reforço de programas de tratamento, que aumentaram dez vezes nos últimos cinco anos, levaram a uma baixa da mortalidade em 18 por cento. Por outro lado, uma maior acessibilidade aos novos medicamentos prolonga a longevidade a cada vez mais infectados. Contudo, o impacto da crise económica está a prejudicar os programas de prevenção e de tratamento, pelo menos em 22 países de África, Caraíbas, Europa, Ásia e Pacífico.

Estima-se que na actualidade o número de pessoas com VIH esteja próximo dos 40 milhões. Uma em cada dez pessoas infectadas sabe que o está. Um de cada 100 adultos de idades entre os 15 e os 40 anos contraiu o vírus.

Desde o princípio da epidemia, 3,8 milhões de menores de 15 anos de idade terão ficado infectados pelo HIV e que 2,7 milhões já morreram com a doença. Mais de 90 por cento desses jovens contraíram o vírus através das mães seropositivas, antes ou durante o parto ou através do aleitamento materno. Mais de oito milhões de crianças perderam a sua mãe por causa da sida antes de cumprir os 15 anos, e muitos deles também perderam o pai. Este número quase se triplicará este ano.

A África do Sul é líder em portadores do vírus VIH no mundo, com 11,6% (5,7 milhões) da população (de 49 milhões) atingida. Em África a população atingida é de 22,4 milhões.

O padre Almiro Mendes esteve um ano na Guiné-Bissau e jamais esquecerá a tragédia que presenciou. "Em certas localidades 70 por cento da população está infectada", afirmou ao DN, acrescentando que as campanhas de sensibilização têm dado pouco resultado. Só no Hospital de Cumurra, de uma missão italiana, nesse ano, morreram 200 pessoas. "Agradado com a posição do Papa" acha no entanto que as campanhas têm poucos resultados devido a uma cultura que encara de forma diferente a sexualidade.

Para além de África, a preocupação das autoridades mundiais de saúde estão viradas para o Leste Europeu e para a Ásia Central, regiões do mundo onde o número de novas infecções com o vírus dispararam.

por Alfredo Teixeira in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010
 
Ler no blogue
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/vida-nao-pode-ser-infectada-vida-nao.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/anuncio-do-papa-sobre-preservativos-e.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/3-reaccoes-abertura-de-bento-xvi-ao-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/as-novas-declaracoes-do-papa-em-relacao.html

Combate moral e cultural de um intelectual: retrato de um Papa

O combate moral e cultural de um intelectual alemão


"É garantido que o percurso de vida de Joseph Ratzinger fará tremer qualquer liberal assim como a sua erudição europeia e clássica não se enquadra com uma cultura que levou o filistinismo e a ironia a um nível tal de autoconvencimento que se torna paródia de si próprio." A frase, da autoria do historiador Michael Burleigh, resume em si a vida e os tempos vividos por Bento XVI.

Intelectual por natureza - não falando sequer das obras próprias, bastará referir os debates com os filósofos Jurgen Habermas e Marcello Pera -, Joseph Ratzinger entende que toda a acção humana não pode ser separada de uma dimensão moral, assente em fundamentos permanentes, mas atenta ao momento histórico. Na sua recente viagem à Grã-Bretanha não podia ter sido mais claro: "Não se contentem com modelos de segunda categoria", disse aos jovens de um país expoente, em termos de cultura popular, do mais radical relativismo.

Perito do Concílio Vaticano II aos 35 anos, senhor de uma erudição que abrange de Santo Agostinho à Escola de Frankfurt e John Rawls, Ratzinger desde o início do seu papado que se bate pela defesa da identidade cristã da Europa - o seu nome enquanto sucessor de Pedro é todo um programa nesse sentido.

E também enquanto intelectual tem defendido um debate aberto e plural com outras correntes, como revela o conteúdo da intervenção programada para a Universidade de La Sapienza, em 2008. Intervenção que foi impedido de proferir numa clara manifestação do ambiente político-cultural que determina a actualidade. Por isso, enquanto homem de cultura, o Papa sabe que esta se ganha ou se perde no plano espiritual.

in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010

Ler no blogue
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/ecos-em-portugal-as-palavras-de-bento.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/3-reaccoes-abertura-de-bento-xvi-ao-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/as-novas-declaracoes-do-papa-em-relacao.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/anuncio-do-papa-sobre-preservativos-e.html

Uma voz da Igreja que já tinha defendido o uso do preservativo

Bispo de Viseu defendeu o uso

No ano passado, o bispo de Viseu agitou a Igreja Católica ao defender "o uso do preservativo por doentes com sida". Uma medida "aconselhável e obrigatória".

Na altura, muitos foram os que censuraram a posição de D. Ilídio Leandro, mas, 20 meses depois de prometida, as declarações do Papa vêm no mesmo sentido. Afinal, lembram os sacerdotes, o direito não se sobrepõe à moral.

À época, Dom Ilídio Leandro, que se encontra a recuperar de um AVC e com quem o DN não conseguiu falar, lembrou que a posição não contrariava as orientações do Papa Bento XVI, que numa visita a África afirmou que "o uso do preservativo não é solução para o problema da sida".

por A.A. in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010

Ler no blogue
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/ecos-em-portugal-as-palavras-de-bento.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/3-reaccoes-abertura-de-bento-xvi-ao-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/as-novas-declaracoes-do-papa-em-relacao.html

"A vida não pode ser infectada, a vida não pode ser assassinada", diz o bispo

Tony Gentile/Reuters
Posição de Bento XVI sobre uso do preservativo é um "volte-face"

D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, considerou um "volte-face" que o Papa Bento XVI tenha admitido o uso do preservativo "em certos casos", para reduzir os riscos de contaminação pelo vírus da sida.

Se me pergunta se é um estrondo, sem cairmos em excessos, nem em exageros, é indiscutível que é. É indiscutível que é um volte-face, com o qual rejubilo”, disse D. Januário Torgal Ferreira em declarações à Lusa, reconhecendo que a prática dos cristãos há muito assumiu essa opção em nome da responsabilidade e de princípios éticos e morais.


O bispo das Forças Armadas mostrou-se “muito satisfeito” com as palavras do Papa diante de dramas e dificuldades “tão reais”, em que se “joga a vida” e em que estão em causa “princípios éticos”, designadamente de que “a vida tem de ser defendida”.

A vida não pode ser infectada, a vida não pode ser assassinada”, realçou D. Januário Torgal Ferreira, observando que a “verdade pode aparecer um pouco alongada no tempo”, mas que “quando é dita tem sempre lugar marcado”.

Bispo espera que não apareça uma “contracorrente”

O bispo fez votos para que dentro de dias não apareça uma “contracorrente” a dizer que Bento XVI foi mal interpretado no que disse ou uma qualquer outra rectificação, observando que equívocos desses já ocorreram. Manifestou contudo confiança que o jornalista que transmitiu a palavra do Papa o fez com rigor.

Pela primeira vez, um Papa admitiu a utilização do preservativo “em certos casos”, desde que “para reduzir os riscos de contaminação do vírus da sida”. A declaração é de Bento XVI e, segundo a AFP, consta num livro a ser publicado na quarta-feira.

Em certos casos, quando a intenção é reduzir o risco de contaminação, este pode mesmo ser um primeiro passo para abrir caminho a uma sexualidade mais humana, de outra forma vazia”, afirma Bento XVI.

O livro, intitulado “A luz do mundo”, foi escrito por um jornalista alemão e aborda vários temas polémicos, como a pedofilia, o celibato dos padres, a ordenação das mulheres e a relação com o Islão.

Até hoje, o Vaticano sempre baniu toda e qualquer forma de contracepção, excepto a abstinência sexual, mesmo relativamente à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.

por Lusa in público a 21 de Novembro de 2010
http://www.publico.pt/Mundo/posicao-de-bento-xvi-sobre-uso-do-preservativo-e-um-volteface_1467326

Ler no blogue
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/anuncio-do-papa-sobre-preservativos-e.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/ecos-em-portugal-as-palavras-de-bento.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/3-reaccoes-abertura-de-bento-xvi-ao-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/as-novas-declaracoes-do-papa-em-relacao.html

Anúncio do Papa sobre preservativos é “pragmático e realista”

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse hoje em entrevista ao PÚBLICO que o Papa foi “bastante pragmático e realista” ao admitir, pela primeira vez, que os preservativos podem ser usados para evitar a propagação da sida.
(...)
“As declarações do Papa são bem vindas”, disse o secretário-geral da ONU, hoje de manhã em Lisboa, onde esteve para participar na cimeira da NATO.

“Todos sabemos que as posições do Papa e do Vaticano têm sido muito tradicionais”, disse Ban Ki-moon.

“Esta [nova] posição reflecte a consciência e compreensão pelo Papa e pelo Vaticano de que a sida é uma das doenças mais graves do mundo, que afecta muitos milhões de vidas, e que temos que trabalhar juntos.”

Por Bárbara Reis, in público a 21 de Novembro de 2010

Ler no blogue
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/3-reaccoes-abertura-de-bento-xvi-ao-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/as-novas-declaracoes-do-papa-em-relacao.html

Ecos em Portugal às palavras de Bento XVI: um bispo feliz, outro em silêncio e outro sem surpresa...

Aqui vão algumas das reacções de figuras da sociedade e da Igreja portuguesa em relação à aparente abertura do Papa em relação ao uso do preservativo (em certas circunstâncias):

"D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, está "muito feliz" com as declarações de Bento XVI. "O Papa é um homem inteligente e honesto que fez também a sua caminhada mental, aconselhando-se com pessoas e reflectindo."

O bispo - que já tinha defendido o uso do preservativo aquando da polémica gerada em torno das declarações do Papa na visita a África - admite que estas palavras "chegam atrasadas", mas diz que "em todo o tempo o que é verdade tem lugar".

D. Januário espera agora que Bento XVI venha dizer aos fiéis o que disse na entrevista publicada no livro do jornalista alemão Peter Seewald. O bispo não acredita que estas palavras mudem o comportamento das pessoas que combatem no terreno a propagação do vírus da sida, porque estas já recomendavam o uso do preservativo nestas situações.

Já o padre Carreira das Neves acredita que "pode levar a uma mudança de atitudes, já que a palavra do Papa é ouvida por muitos". Por isso, considera que este "é um avanço", "um passo em frente" da Igreja.

Houve quem preferisse o silêncio. Foi o caso do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga. Tal como o porta-voz da CEP, Manuel Morujão, que ainda assim sublinhou que "não há voz mais autorizada que a do Papa".

Para quem luta contra a sida, como a presidente da Abraço, esta é "mais uma abertura". Margarida Martins lembra, contudo, que as pessoas que estão no terreno, mesmo de associações católicas, já assumiam esta postura. Os católicos como Maria João Sande Lemos, do movimento Nós Somos Igreja, estão satisfeitos. "Depois de a Igreja até ter dito que o preservativo ajudava a propagar a infecção, estas palavras são muito positivas."

Mas nem todos encaram a opinião do Papa com surpresa. D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, citado pela Rádio Renascença, diz que esta "é uma questão moral, que há muito tempo está esclarecida. Talvez as pessoas estranhem por ela vir do Santo Padre". Esta é "a reflexão sobre um mal menor: não vamos matar outras pessoas quando alguém não tem consciência do que faz".

por Ana Bela Ferreira, in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010

Ler no blogue
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/3-reaccoes-abertura-de-bento-xvi-ao-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/as-novas-declaracoes-do-papa-em-relacao.html

As novas declarações do Papa em relação ao uso do preservativo

Ontem publiquei uma notícia sobre as recentes declarações do Papa em relação às excepções no uso do preservativo. Aqui vai parte de uma reportagem no diário de notícias de hoje:

Igreja aplaude Papa por admitir preservativo

Bento XVI aceita preservativo para casos pontuais, como a prostituição
Pela primeira vez na história, um Papa admitiu o uso do preservativo. Bento XVI considera que "pode haver casos pontuais, justificados", como a prevenção da sida. As declarações do Chefe da Igreja Católica - a publicar num livro de entrevistas - foram ontem conhecidas e imediatamente correram mundo. Em Portugal, tanto os católicos como activistas da luta contra o VIH aplaudiram as suas palavras.

No livro Luz do Mundo, que será lançado na terça-feira em Itália, e em Portugal a 3 de Dezembro, Bento XVI diz que "pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização".

Mas faz questão de salientar que o uso deste método não é "uma solução verdadeira e moral", nem "a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção do VIH". Bento XVI defende, por isso, que a solução "tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade". Ou seja: a utilização do preservativo deve acontecer por questões de saúde, mas nunca de contracepção.
(...)

por Ana Bela Ferreira, in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010

Ler no blogue
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/3-reaccoes-abertura-de-bento-xvi-ao-uso.html

3 reacções à abertura de Bento XVI ao uso do preservativo

O cardeal Elio Sgreccia, há muito tempo principal responsável pela bioética e sexualidade no Vaticano, falou a partir dos comentários do pontífice, ressaltando que era imperativo "ter a certeza de que esta é a única maneira de salvar uma vida." Sgreccia disse à agência de notícias italiana ANSA que é por isso que o Papa, sobre a questão do preservativo, "lidou no campo da excepcionalidade".

A questão do preservativo era uma das que "precisava de uma resposta há muito tempo", terá dito Sgreccia . "Se Bento XVI levantou a questão das excepções, esta excepção tem de ser aceite... e tem de ser verificado que esta é a única maneira de salvar a vida. Isso precisa ser provado", disse Sgreccia.

Christian Weisner, do grupo pró reforma Nós Somos Igreja da Alemanha natal do Papa, disse que os comentários do Papa foram "surpreendentes, e se for esse o caso, pode-se ficar feliz com a capacidade de aprendizagem do Papa."

William Portier, um teólogo católico da Universidade de Dayton, uma escola marianista em Ohio, disse não ter lido o relatório no jornal do Vaticano, mas afirmou que seria errado concluir que os comentários queiram dizer que o Papa fez uma fundamental e ampla mudança nos ensinamentos da Igreja acerca da contracepção artificial. "Ele não o vai fazer num comentário improvisado a um jornalista numa entrevista", disse Portier.

por Nicole Winfield e Frances D'emilio, Associated Press (20 de Novembro de 2010)
traduzida por rioazur para o moradasdedeus
http://news.yahoo.com/s/ap/eu_pope_condoms
 
ver a notícia principal em
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html

sábado, 20 de novembro de 2010

Papa admite excepções no uso preservativo

Uma notícia realmente intrigante: parece haver algo de novo na posição do Papa em relação ao uso do preservativo:

Cidade do Vaticano – O Papa Bento XVI diz, num novo livro, que os preservativos podem ser justificados para prostitutos do sexo masculino com vista a parar a propagação do HIV, um comentário impressionante para uma igreja criticada pela sua oposição aos preservativos e por um pontífice que os "acusou" de piorarem a crise da SIDA.

O Papa fez os comentários num livro/entrevista com um jornalista alemão, "Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times" [1] , que será lançado na próxima Terça-feira. (...)
O ensinamento da Igreja sempre se opôs aos preservativos, porque são uma forma de contracepção artificial, embora nunca tenha divulgado uma política explícita sobre preservativos e HIV. O Vaticano tem sido duramente criticado pela sua oposição.

Bento XVI afirmou que os preservativos não são uma solução moral. Mas disse que nalguns casos, por exemplo os prostitutos do sexo masculino, pode ser justificado, "com o intuito de reduzir o risco de infecção."
Bento chamou a isto "um primeiro passo num movimento para uma forma diferente, uma maneira mais humana de viver a sexualidade."
Ele usou como exemplo os prostitutos do sexo masculino, para quem a contracepção não é um problema, ao contrário dos casais em que um dos cônjuges está infectado. O Vaticano tem estado sob pressão até mesmo da parte de alguns representantes da Igreja em África, para justificar o uso do preservativo em casais monogâmicos, com vista a proteger o cônjuge não infectado de ser infectado.

Bento XVI instigou a indignação das Nações Unidas, dos governos europeus e dos activisitas pela causa, quando disse a repórteres a caminho de África em 2009, que o problema da SIDA no continente não podia ser resolvido através da distribuição de preservativos.
"Pelo contrário, aumenta o problema", afirmou nessa altura.
O jornalista Peter Seewald, que entrevistou Bento durante seis dias no último Verão, reincidiu nos comentários ao preservativo em África e perguntou-lhe se não seria "loucura" para o Vaticano o facto de proibir o uso preservativos a uma população de alto risco.

"Pode ser verdade no caso de alguns indivíduos, talvez quando um prostituto usa um preservativo, em que isso pode ser um primeiro passo no sentido de uma moralização, uma primeira forma de responsabilidade", disse Bento.
Mas salientou que não era a forma de lidar com o mal do HIV. (...)

Reiterou a posição da Igreja em que a abstinência e a fidelidade conjugal são a única forma segura de prevenir HIV.
(...)
[1] "Luz do Mundo: o Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos"

por Nicole Winfield e Frances D'emilio, Associated Press (20 de Novembro de 2010)
traduzida por rioazur para o moradasdedeus
http://news.yahoo.com/s/ap/eu_pope_condoms

Os fardos com que a Igreja nos carrega

Jesus disse: "Ai de vós também, doutores da Lei, porque carregais os homens com fardos insuportáveis e nem sequer com um dedo tocais nesses fardos!" "Ai de vós, doutores da Lei, porque vos apoderastes da chave da ciência: vós próprios não entrastes e impedistes a entrada àqueles que queriam entrar!" (Lucas 11, 46.52)

Não consigo ler estas duras críticas de Jesus sem fazer um paralelo com a actualidade da Igreja. Os doutores da Lei eram homens rectos e respeitados, homens de poder, referências religiosas e intelectuais.

Assim também acontece com a hierarquia da Igreja: os que ditam as leis e as condutas, os que as declaram universais e sagradas. Mas bem sabemos que estes "fardos" muitas vezes deixam de ser um caminho e ganham o estatuto de meta. Muitas leis são ideais que se querem forçar, são utopias. Eu até compreendo o desejo de as traçar. Só não compreendo a falta de acompanhamento e de escuta que as acompanham. E é nisto onde revejo não haver um dedo que toque nesses fardos.

Aliás, sabemos que muitos dos membros do clero nem conseguem viver as próprias leis que defendem. Com que "lata" se pode exigir ao outro o que o próprio não vive? A verdadeira Lei é aquela que é passada pelo exemplo de vida, e é esta a mais efectiva.

Orar sem saber e oração sem desejo: quanto custa rezar?

Olav Murillo
10 pistas para a Oração

10ª pista
O que fazer quando desaparece o gosto da oração?

 «Esta aridez não tem nada de estranho. Ela é mesmo quase normal. Os autores antigos consideravam-na útil e fecunda. Purificar a oração é purificar o desejo, até que ele se conforme à vontade de Deus», diz o P. Maurice Bellet, filósofo e psicanalista.

Na época moderna, o desagrado, a falta de gosto provêm muitas vezes do aspecto regulamentar e obrigatório da oração, de um sentimentalismo ambíguo, de um dogmatismo que se torna estéril. Alguns prosseguem custe o que custar. É talvez a oração mais pura, dado que é a aceitação de que a relação seja nua, sem nada que satisfaça.

Mas este querer crer não deve transformar-se numa obstinação vazia de sentido. Orar é ser com Deus, numa relação viva onde Deus é Deus. Onde Deus é dom e ama verdadeiramente o homem.

Dado que se trata de ser com Deus, posso perguntar-me que oração me dá mais gosto: ler o comentário de um texto bíblico com um forte desejo de verdade? Ouvir a Paixão de Bach? Em tudo posso voltar-me para aquele que me é inatingível

Um conselho; quando não souber rezar, opte por aquilo que lhe convém... sem julgar o caminho escolhido por outros. Não esquecendo algo de muito concreto, que João anuncia na sua primeira carta (4-12). Deus é este Desconhecido, acima do abismo da ausência, que se revela nos nossos corações e nas nossas mãos quando nos fazemos próximos do próximo.

Martine de Sauto
in La Croix
tradução de Rui Martins para o site da SNPC (publicado a 19 de Novembro de 2010)

Ler no blogue:


O caminho solitário da oração e o acompanhamento espiritual

10 pistas para a Oração

9ª pista
É preciso ser acompanhado espiritualmente?

Apoiando-se na narração dos Evangelho onde Jesus foi levado ao deserto para ser tentado (Mateus 4, 1), todas as famílias espirituais asseguram: aquele que reza é forçosamente confrontado com os seus demónios. No século IV, João Cassiano, nas suas conferências sobre a oração que proferia aos monges, comparava o nosso espírito a um moinho cujas pás são movidas pelo vento. Cabe a nós não as impedir de girar, dizia, mas podemos dar-lhes a moer fermento ou joio.

«Em certos momentos, o acompanhamento espiritual pode ser necessário para verificar que não estamos no caminho errado, para desconstruir as armadilhas da ilusão e da omnipotência», afirma a Ir. Véronique Fabre.

«Por exemplo, quando só ouvimos aquilo que temos desejo de ouvir, deixando de lado certas passagens da Bíblia com o pretexto de que não as compreendemos. O acompanhamento pode também ajudar a não avaliar a nossa oração apenas à luz da emoção».

Um conselho: o acompanhamento não é o único meio de ser ajudado a caminhar na oração. O mais importante é não ficar só. Pode ser suficiente participar num grupo para se alimentar da Palavra de Deus, aceitando ser interrogado por ela.

Martine de Sauto
in La Croix
tradução de Rui Martins para o site da SNPC (publicado a 19 de Novembro de 2010)
http://www.snpcultura.org/paisagens_dez_conselhos_oracao.html

Ler no blogue:
1ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/10-pistas-para-oracao-quando-onde-e.html
2ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/orar-com-o-corpo.html
3ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/orar-com-o-canto-com-os-salmos-com.html
4ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/rezar-com-ou-sem-palavras.html
5ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/ler-e-copiar-e-deixar-se-revestir.html
6ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/rezar-aprende-se.html
7ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/oracoes-prontas-usar-e-oracao-em-grupo.html
8ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/quem-rezamos-afinal-deus-maria-aos.html

A quem rezamos afinal: a Deus, a Maria, aos santos, aos anjos?

10 pistas para a Oração

8ª pista
A quem rezar: ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo?

 «Os primeiros discípulos rezavam ao Deus dos seus Pais, que se tornou para eles o Pai de Jesus, aquele que Jesus amou e tornou conhecido como seu Pai e nosso Pai. É a Ele que damos graças, em particular pelo dom que nos concedeu através do seu Filho. Ao deixar que o Espírito ore em nós, comungamos com o amor de Jesus pelo Pai. É por isso que a oração cristã se dirige ao Pai, pelo Filho, no Espírito», lembra o P. Michel Rondet, jesuíta.

«A nossa oração pode partir do Filho, da meditação das suas palavras, da contemplação dos seus gestos, mas conduz-nos necessariamente ao Pai. Reciprocamente, não podemos rezar ao Pai sem nos revestirmos dos sentimentos de Jesus e viver do seu Espírito. A oração introduz-nos no movimento que une o Pai, o Filho e o Espírito, na sua comunhão. Não rezamos a Maria ou aos santos como rezamos ao Pai. Pedimos-lhes: ‘Ora por nós’, e não ‘Atendei-nos’».

Um conselho: na comunhão dos santos, unimo-nos à oração de Maria pelos homens, de que ela se tornou mãe aos pés da cruz. Confiamos nela porque, na nossa humanidade, foi associada de maneira única à obra da Trindade. E unimos os santos à nossa oração porque acreditamos que eles participam conosco nos cuidados pelo Reino.

Martine de Sauto
in La Croix
tradução de Rui Martins para o site da SNPC (publicado a 19 de Novembro de 2010)

Ler no blogue:

Orações "prontas-a-usar", a repetição e a oração em grupo

10 pistas para a Oração

7ª pista
Recitar uma oração é rezar?

Jesus condenou a repetição mas também deu como exemplo a viúva que não teve receio de importunar o juiz com um pedido insistente (Lucas 18, 1-8). A tradição cristã oferece muitas orações. O “Pai-nosso”, ensinado por Jesus aos seus discípulos, tem lugar privilegiado. Outras encerram uma referência evangélica, como a “Avé Maria” e o “Magnificat”, ou têm um lugar importante na tradição da Igreja, como o Símbolo dos Apóstolos (Credo) ou o Glória. É também possível meditar nos mistérios do Rosário ou dizer a “prece do coração” – «Senhor Jesus, Filho de Deus, tem piedade de mim, que sou pecador».

«O risco é a recitação maquinal, sem ser animado pelo desejo de união a Cristo», assinala o P. Patrice Gourrier, de Poitiers.

A prece do coração, explica, «foi concebida pelos padres orientais para afastar o fluxo dos pensamentos, abrir o vazio e criar um espaço de silêncio interior, para que Cristo habite sempre e cada vez mais a nossa personalidade.

Um conselho: rezar uma ou algumas destas orações em grupo atenua o risco da recitação mecânica. A oração em grupo é um apoio e uma experiência de comunhão.

Martine de Sauto
in La Croix
tradução de Rui Martins para o site da SNPC (publicado a 19 de Novembro de 2010)

Ler no blogue:

Rezar aprende-se?

imagem do filme Um homem singular
10 pistas para a Oração

6ª pista
Há métodos para orientar a oração?

Aprender a rezar é aprender a exprimir o desejo de Deus na presença de Deus. A liturgia comum é o espaço fundamental para esta aprendizagem. Ela articula-se com a oração solitária, pessoal, na qual o cristão se detém na presença do Pai, «que vê o oculto» (Mateus 6, 6).

«Há escolas espirituais e métodos que se desenvolveram ao longo dos séculos para encorajar, guiar, evangelizar esta oração», constata Pascale Paté, que com o seu marido pertence à comunidade Chemin-Neuf.

«Cada um corresponde à experiência de um homem ou de uma mulher. Inácio de Loyola, por exemplo, propõe uma pedagogia da oração, fruto da experiência que o conduziu a discernir a ação do Espírito de Deus nele, que transmitiu nos seus Exercícios Espirituais. Estas escolas podem ser necessárias para se pôr a caminho, ir mais longe, perseverar, aprender a deixar-se transformar».

Um conselho: Cabe a cada pessoa encontrar o caminho que melhor lhe convém. Começar por observar as propostas existentes perto de casa, na vida de todos os dias, ouvir os conselhos dos seus próximos, ver, experimentar.

Martine de Sauto
in La Croix
tradução de Rui Martins para o site da SNPC (publicado a 19 de Novembro de 2010)

Ler no blogue:

Ler e copiar é deixar-se revestir

10 pistas para a Oração

5ª pista
Como alimentar a oração?

O recurso regular à Escritura é indispensável para aprender a conhecer Aquele ao encontro de quem se vai, ao mesmo tempo que se procura dar corpo à sua Palavra. Seguindo os Padres do Deserto, os monges praticam na solidão uma leitura orante da Bíblia (lectio divina). Esta prática, adaptada, pode ser retomada por todos os cristãos.

«A palavra de Deus é uma bússola que orienta tudo o resto», afirma o abade David. «Há 20 anos que leio a Escritura com o lápis na mão. Deus (...) confia-nos, delega-nos pelo seu Espírito a compreensão da Escritura. Eu esforço-me por a compreender, com os meus conhecimentos. Depois copio a palavra, o versículo que me toca, e deixo-o desdobrar-se, para além do pensamento. Copiar é ler sete vezes, diz-se. No silêncio, escuto o que Deus tem para me dizer, através desse versículo, como Ele se une a mim na minha personalidade, na minha vida, nas minhas provações. Isto reveste-me, acompanha-me durante o dia, permitindo-me talvez reconhecer, na palavra de um irmão, de um hóspede, de um amigo, como o Espírito trabalha.»

Um conselho: A Bíblia é uma pequena gota que penetra a pedra. Ler uma passagem bíblica, sem se preocupar demasiadamente em a analisar. Escolher uma palavra que interpele; escutá-la, voltar a escutá-la para deixar ressoar a palavra de Deus. Até um quarto de hora por dia...

Martine de Sauto
in La Croix
tradução de Rui Martins para o site da SNPC (publicado a 19 de Novembro de 2010)
http://www.snpcultura.org/paisagens_dez_conselhos_oracao.html

Ler no blogue:
1ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/10-pistas-para-oracao-quando-onde-e.html
2ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/orar-com-o-corpo.html
3ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/orar-com-o-canto-com-os-salmos-com.html
4ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/rezar-com-ou-sem-palavras.html

Rezar com ou sem palavras

10 pistas para a Oração

4ª pista
Para rezar é preciso falar?

«Deixar que as preces se tornem oração é aceitar calar-se, deixar o silêncio estabelecer-se em nós, no esquecimento de nós mesmos, para nos concentrarmos nas palavras de Jesus, permitindo que o Espírito as grave nos nossos corações até que elas dêem frutos de fé, esperança e caridade», refere o padre carmelita Dominique Steckx.

«Em seguida, pronunciar palavras breves e simples, como servo e amigo, perguntando: “Que queres que eu faça?”. A oração, como todo o encontro entre amigos, tem tonalidades diferentes como os dias.

Às vezes, um versículo da Bíblia absorve-me e oferece-me a possibilidade de gozar a presença de Deus. Noutras ocasiões é-me suficiente pronunciar apenas o nome de Jesus para que Ele se torne presente. Contento-me então em olhá-lO e deixar-me olhar por Ele. Mas por vezes parece que Ele deixou de existir para mim. Crer, apesar de tudo, na sua presença em mim é um acto de fé na sua palavra. O Senhor não precisa de uma sirene para se fazer entender!»

Um conselho: «O silêncio abre a capacidade de receber Deus, começando por abandonar nas suas mãos o que somos, com as nossas fraquezas e neuroses», explica o P. Antoine de Augustin, formador no Seminário de Paris.

Martine de Sauto
in La Croix
tradução de Rui Martins para o site da SNPC (publicado a 19 de Novembro de 2010)
http://www.snpcultura.org/paisagens_dez_conselhos_oracao.html

Ler no blogue:
1ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/10-pistas-para-oracao-quando-onde-e.html
2ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/orar-com-o-corpo.html
3ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/orar-com-o-canto-com-os-salmos-com.html

Orar com o canto, com os salmos, com a simplicidade de um gesto

10 pistas para a Oração

3ª pista
Como entrar na oração?

«A oração – lembra o irmão Jean Marie, há 30 anos em Taizé – é um espaço onde nos deixamos conduzir, atraídos por Deus. Em Taizé, os jovens têm a oportunidade de parar, de se deixar conduzir. A música é bela, os cânticos são simples. Mas o vocabulário é o dos Salmos. Um versículo ressoa em nós. Talvez ele nos fale. O canto descentra-nos suavemente, abre a porta à Palavra de Deus. Depois, as leituras iluminam-se frequentemente de outra maneira, e no tempo do silêncio deixamo-nos unir nos recantos mais escondidos do nosso coração pela Palavra de Deus.»

Um conselho: privilegiar a simplicidade dos meios e dos gestos. Um ícone. Uma cruz. Uma Bíblia aberta. Começar com um belo sinal da cruz. Cada um tenha em si palavras como «Eis-me aqui Senhor».

Martine de Sauto
in La Croix
tradução de Rui Martins para o site da SNPC (publicado a 19 de Novembro de 2010)

Ler no blogue:

Orar com o corpo

Ericane
10 pistas para a Oração

2ª pista
O corpo participa na oração?

«Fomos longe demais na ruptura entre o espírito e o corpo, e ainda somos seres presos», lamenta Catherine Aubin, dominicana, licenciada em psicologia e doutora em teologia espiritual. «O corpo é o meio da nossa relação com o mundo e os outros».

«Quando gosto de alguém, dou-lhe a mão, sorrio-lhe e abraço-o. A oração é da mesma ordem, porquanto é relação. Uma relação totalmente interior com Deus. O corpo, longe de perturbar, ajuda a rezar, a pôr o meu coração em movimento.

Se eu abraço o Evangelho antes de começar a orar, esse gesto predispõe o meu corpo. Cada pessoa pode deixar vir do interior de si mesmo os gestos íntimos que colocam o seu coração em movimento. Por vezes nem é preciso falar. O corpo é oração.»

Um conselho: Começar por encontrar o sentido da respiração. Inspirando, acolho o dom da vida que Deus me concede. Expirando, entrego a Deus o que Ele me deu: o sopro da vida. Cada manhã ao levantar e cada noite ao deitar, fazer um exercício de respiração profunda, para estar em contacto consigo, com os outros e com Deus.

Martine de Sauto
in La Croix
tradução de Rui Martins para o site da SNPC (publicado a 19 de Novembro de 2010)
http://www.snpcultura.org/paisagens_dez_conselhos_oracao.html

Ler no blogue:
1ª pista http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/10-pistas-para-oracao-quando-onde-e.html

10 pistas para a Oração: quando, onde e quanto tempo?

A oração está ao alcance de todos. Mas há pessoas que fazem dela a sua vida e outras que a tentam aprofundar nos seus estudos. Vou publicar uma série de mensagens com 10 pistas, 10 testemunhos e 10 ideias para pôr em prática numa experiência de oração. Fazem parte de um artigo da Martine de Sauto publicado no jornal La Croix e traduzidos pelo Rui Martins para o site da SNPC (publicado a 19 de Novembro de 2010).

1ª pista 
Quando rezar? Onde? Durante quanto tempo?

«Os amigos, se querem encontrar-se, devem fazer escolhas e decidir as prioridades na sua agenda. Se eles permanecem na fase do desejo, nunca se reencontrarão. Com a oração é a mesma coisa. Se só rezar quando tem vontade, então não reza o suficiente», diz o P. Jean-Marie Gueullette, professor de teologia da Universidade Católica de Lyon.

«No que respeita ao lugar – continua – o essencial é encontrar o espaço que, para cada um, favorece a oração, a contemplação. Mas não se reza apenas nas capelas ou no calor dos lugares preparados. Deus está connosco em todo o lugar porque Ele habita em nós. Se os nossos dias incluem um tempo de oração, mesmo curto, torna-se pouco a pouco possível tomar consciência da presença de Deus no supermercado ou no elevador

Um conselho: Fixar uma tempo de oração realista e mantê-lo. Não colocar a questão de saber se tem ou não desejo de orar; a oração não parte da pessoa nem dos seus estados de alma, mas de Deus, na presença de quem se reza.

O resgate: imagem da salvação

Uma fotografias que, para mim, ilustra este mesmo louvor à vida da mensagem anterior. (AP Photo)

http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/viver-de-novo.html

Viver de novo

Estamos em Novembro. Foi no mês passado que os mineiros do Chile foram resgatados da sua masmorra. Não escrevi nada na altura pois as notícias não falavam de outra coisa. Mas não quero deixar o blogue em branco, sem uma tão bela página de louvor à vida. Escrevo agora: agora que os jornais já esqueceram, agora que só se fala de crises e de cimeiras dos Senhores da Guerra. Continua a parecer-me um sinal extraordinário de real empenho para preservar a vida, para salvar, para ir ao encontro do que necessita e está totalmente dependente do próximo. Naquele deserto chileno houve o próximo, houve amor, houve justiça, houve solidariedade.

Passo a citar um artigo que saíu no jornal Expresso:

33 cruzes que não foram

5 de Agosto de 2010. Mina de San José. Deserto de Atacama. 33 mineiros encurralados a 700 metros abaixo do solo
Primeiro foram as tendas solitárias dos familiares. Chegaram à mina com bandeiras, santinhos, velas, fotografias dos pais, dos maridos, dos irmãos, dos filhos soterrados lá em baixo. Enquanto começava o resgate, deixavam-se ficar por ali, dia e noite, rezando, chorando, blasfemando, exigindo justiça, suportando o vento e a poeira inclemente, o calor durante o dia e o frio raiado da noite. E, quando tudo fazia supor que o drama terminaria como sempre, que ali, sobre a mina convertida em vala comum, iriam aflorar 33 cruzes iguais às centenas que se erguem ao longo do deserto chileno, surge vinda das profundezas a mensagem que faz estremecer todos: os homens estão vivos.
Foi o início de um espetáculo de miragem. Como num desfile de feira popular, começou a chegar uma multidão que perturbou a tranquilidade do deserto: palhaços de rua, pregadores evangélicos, atrizes de telenovela, milionários excêntricos distribuindo milhões como se nada fosse, modelos, humoristas, políticos, apresentadores de televisão e milhares de jornalistas dos países mais distantes. De um dia para o outro, no meio de uma grande desordem e confusão de idiomas, surgiu uma aldeia de Babel que, no seu momento de apogeu, teve uma população de mais de três mil pessoas.
A história do deserto de Atacama está coroada de tragédias (como uma grande muralha coroada de vidros partidos). Greves intermináveis, protestos de fome, acidentes fatais, mineiros alvejados impunemente em massacres inconcebíveis. Tudo isto como resultado de uma longa série de injustiças laborais, sociais e morais contra o mineiro, injustiças que, apesar dos anos decorridos e dos rios de promessas políticas, se mantiveram inalteradas, como as múmias de Atacama. Fala-se em deserto de Atacama e pensa-se em drama, exploração e morte. Por isso já era hora de se viver uma epopeia com final feliz. Já era hora de a terra, regada durante tanto tempo com o sangue, o suor e as lágrimas dos mineiros, devolver verdura desde o seu interior, devolver frutos de vida. Aqui sangue, suor e lágrimas não é uma frase vulgar. Eu, que vivi 45 anos neste deserto, que trabalhei nas minas a céu aberto – apenas duas vezes e por muito pouco tempo trabalhei em minas subterrâneas -, posso dizê-lo em consciência: o deserto de Atacama está regado de sangue, suor e lágrimas.
O resgate dos 33 mineiros de Copiapó, mais do que um mero triunfo da tecnologia, ergue-se neste deserto como uma lição de vida para toda a Humanidade. Uma prova de que quando os homens se unem a favor da vida, quando põem o conhecimento e a dedicação ao serviço da vida, a vida responde com mais vida. Aqui não se trabalhou procurando ouro, petróleo ou diamantes. O que se procurava era vida. E brotou vida, 33 jorros imensos de vida. E, aos estalidos de aplausos e abraços e gargalhadas molhadas de lágrimas da multidão da mina, ao júbilo de sinos e buzinas das cidades do país, juntou-se a alegria emocionada do mundo inteiro. Éramos todos seres humanos comovidos até à medula. Porque, à medida que cada um dos mineiros ia subindo, saindo, renascendo das entranhas da terra, cada um de nós sentia como se cada mineiro emergisse desde o fundo do seu próprio peito. Foi a celebração total da vida.
Já o disse: o deserto está povoado de cruzes, testemunhos mudos de morte e desolação. Façamos, portanto, deste lugar um lugar de homenagem à vida. Não construamos mais monólitos, que são supérfluos; não levantemos um monumento, que já há demasiados; não erijamos um santuário, que já há suficientes. Deixemos a imaginação voar e criemos algo de novo, algo que represente toda a raça humana.
Eu proponho um Elogio da Vida
 
Uma mensagem para os 33: que não lhes custe demasiado a avalancha de luzes, câmaras e flashes que lhes vai cair em cima. É certo que sobreviveram a uma longa estada no inferno, mas ao fim e ao cabo era um inferno que conheciam. O que vos espera agora, companheiros, é um inferno completamente inexplorado por vós: o inferno do espetáculo, o inferno alienante dos cenários de televisão. Digo-vos apenas uma coisa, camaradas, agarrem-se à vossa família, não a larguem, não a percam de vista, não a descuidem, agarrem-se a ele como se agarraram à cápsula que vos tirou do buraco. É a única forma de sobreviver ao aluvião mediático que vos cairá em cima. Diz-vos isto um mineiro que sabe alguma coisa desta vida. (...)

Hernán Rivera Letelier nasceu em 1950 e foi mineiro. Venceu o Prémio Alfaguara (2010) com “A Arte da Ressurreição”, a publicar pela Editora Objectiva. Este artigo, difundido à escala europeia, é um exclusivo do “Expresso” para Portugal.
Hernán Rivera Letelier
In Expresso, 16.10.2010

Voluntários para o Banco Alimentar: uma ajuda para a Casa das Cores

O Banco Alimentar dá uma importantíssima ajuda à Casa das Cores. Em "troca" todos os anos pedem ajuda nas duas grandes campanhas de angariação de alimentos nos supermercados. E assim estaremos a ajudar dois projectos sociais de valor inestimável.

Neste sentido são precisos voluntários, equipas de 2 pessoas para fazerem turnos de 6h cada. É já no fim-de-semana de 27 e 28 de Novembro e são necessárias pessoas para fazerem os seguintes horários:

Sábado 11h-17h - 2 pessoas
Sábado 17h-23h - 2 pessoas
Domingo 11h-17h - 2 pessoas
Domingo 17h-23h - 2 pessoas

A carrinha será a do MSV, fácil de guiar e com seguro contra todos os riscos.
Ajudem se puderem, nas últimas campanhas tem sido muito complicado por falta de voluntários.

Pedem-se respostas o mais rápido possível, o mais tardar até 2ª feira dia 22, para dar uma resposta ao Banco Alimentar e para organizar as coisas. Enviar mail para:
Pedro Sottomayor geral@msv.pt

Saber mais sobre o MSV
http://www.msv.pt/
Sobre a Casa das Cores
http://www.casadascores.pt/

II Festival de Música de Santa Catarina: entre o Bairro Alto e a Bica

De 18 a 25 de Novembro realiza-se o II Festival de Música de Santa Catarina. Alguns dos concertos pagam-se, outros são gratuitos. Mas vale a pena, nem que seja para conhecer o espaço - uma igreja deslumbrante e escondida mesmo no coração da Lisboa noctívaga. Depois dos concertos, está-se a um passo do Bairro Alto e a outro da Bica.

O evento tem lugar na Igreja de Santa Catarina. Para além dos objectivos de recuperação do órgão da Igreja, esta é também uma forma de revelar à cidade o seu património e ao mesmo tempo tornar útil e vivo um exemplar de arquitectura, pintura, talha e artes decorativas que é o Convento dos Paulistas e a sua Igreja.

Aqui segue o programa:
  • 18 Novembro, 21h - Coro do Tejo (Entrada livre) - Igreja Conventual
  • 19 Novembro, 21h30 - Coro Solemnis (6€) - Coro Alto
  • 20 Novembro, 21h30 - Ensemble Sacra Musica (6€) - Sacristia Monumental 
  • 21 Novembro, 21h30 - Academia de Santa Cecília (Entrada livre)
  • 22 Novembro, 21h30 - Guitarradas - Carlos Garcia e Carlos Macedo
  • 23 Novembro, 21h30 - Septeto Hot Clube de Portugal (7€)
  • 25 Novembro, 21h30 - Rodrigão Leão (Entrada livre)
Igreja de Santa Catarina, Calçada do Combro (Telefone: 213 464 443)

http://dn.sapo.pt/cartaz/musica/interior.aspx?content_id=1714140
http://agendalx.pt/cgi-bin/iportal_agendalx/M0010442.html?area=M%FAsica&tabela=musicas&genero=&datas=&dia=&mes=&ano=&numero_resultados=
http://festivaldemusicadesantacatarina.blogspot.com/

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mario Gómez


Algumas fotografias deste futebolista a favor da saída do armário.


 

Sair do armário para jogar melhor: os futebolistas homossexuais perdem energia a esconder a sua orientação sexual

O jogador da Selecção alemã, Mario Gómez, a favor que os futebolistas gays saiam do armário


Nem todas as notícias que vêm do mundo do futebol são negativas. Como contraponto à homofobia do presidente da Federação croata de futebol, chegam-nos declarações de Mario Gómez, avançado do Bayem de Munique e membro da Selecção alemã de futebol. Gómez aconselhou aos futebolistas gays de expressarem abertamente a sua orientação sexual para que possam jogar livres.

Gómez, de origem espanhola (os seus avós paternos foram emigrantes espanhóis, e por isso tem dupla nacionalidade hispano-alemã), é aos seus 25 anos um dos futebolistas mais destacados da liga alemã.

De acordo com as suas declarações à revista alemã Bunte, Gómez tem a opinião que “a homossexualidade já não é um tema tabu”. “Temos um vice-chanceler gay, o Presidente da Câmara de Berlim também é gay (…) os futebolistas deveriam também tornar públicas as suas preferências”, declarou o jogador.

Para Gómez, que tem 25 anos e é internacional desde os 23, se os futebolistas saíssem do armário poderiam jogar livres de pressão.

Uma Federação preparada


Há uns meses, Theo Zwanziger, presidente da DFB (Federação alemã de futebol), manifestava que tanto ele como a organização que preside estavam preparados para dar apoio àqueles futebolistas que se atrevessem a sair do armário e a expressar abertamente a sua orientação sexual. Zwanziger, na mesma linha de pensamento de Gómez, dizia que é uma lástima que os futebolistas homossexuais não pudessem pôr a render 100% das suas capacidades por “perderem energias” no seu esforço para manter oculta a sua verdadeira personalidade.

publicado a 12 de Novembro de 2010 em
http://www.cristianosgays.com/

O que fazer quando o Menino quer ser a Cinderela?

Não gosto muito de talk shows... Contudo vi este vídeo. Foi a segunda vez esta semana que li uma história semelhante: um menino quer vestir-se de menina no Halloween e gosta de vestidos, dos objectos das raparigas e das jóias da mãe. E não estamos a falar de adolescentes, mas de crianças!

A Maria-rapaz, aquela menina que gosta de brincadeiras de rapazes, prática e desembaraçada, irrequieta, aventureira e corajosa: nada contra, nada de mais! É comum e é aceite. É, até, normal!

Porque será mais difícil aceitar que há rapazes que gostam de ficar quietos no seu canto, de brincar com bonecas, gostam das roupas e das coisas brilhantes, bonitas, coloridas e apelativas que fazem parte do universo feminino?

E o que se faz quando é o próprio filho que aparece com um vestido e diz que se quer mascarar de princesa no Carnaval?

Este vídeo é o testemunho de uma mãe, de um pai e do irmão, de uma psicóloga e de uma professora que fala da forma como a escola lidou com a situação. Não é fácil ir contra a opinião pública, não é fácil aceitar a diferença no outro.

My Princess Boy

Um outro olhar sobre um mesmo filme

Entre a terra e o céu

Tem um belo título, “Dos Homens e dos Deuses”. Grande Prémio do Júri de Cannes 2010. O seu [Xavier Beauvois, realizador] maior êxito comercial até à data (mais de dois milhões de entradas em França). O filme que representará a França na candidatura ao ‘Óscar dos estrangeiros’. Nada disto quer dizer grande coisa... mas, enfim, a distribuição abriu os olhos.

Deuses e homens, altos e baixos, o céu e a terra – sempre os houve no cinema de Beauvois. As suas personagens deterministas sempre estiveram entre uns e outros. Foi assim com a desintegração familiar do pialatiano “Nord”, com o negro romantismo de “N’Oublie Pas Que Tu Vas Mourir”, com o idealismo do jovem recruta da polícia de “Le Petit Lieutenant”.

Beauvois adensou mais o mistério entre estas duas fronteiras metafísicas ao interessar-se por um certo mosteiro perdido nas montanhas do Magrebe em que decorre “Dos Homens e dos Deuses”. Estamos nos anos 90. Oito monges franceses cristãos vivem em harmonia com o povo muçulmano – mas essa harmonia vai terminar. O filme inspira-se num facto real: as últimas semanas de vida dos monges cistercienses do mosteiro de Thibirine, na Argélia, raptados e degolados em 1996 por extremistas muçulmanos, em condições que permanecem ainda misteriosas.

Nas suas horas de filme, sentimos a violência crescer, pouco a pouco, passo a passo, até ao insustentável. E perguntamo-nos, tal como pergunta Beauvois: porque esperaram pela morte aqueles monges?, o que levou os irmãos Christian, Luc ou Christophe, homens de fé (abandonados por Deus?), a cerrarem ainda mais as fileiras, mantendo-se unidos perante a escalada do terror.

Beauvois nada vai acrescentar ao fait-divers de uma história que, todos sabem à partida, tem final terrível. O que lhe interessa não é o aspeto trivial e jornalístico do episódio, nem sequer aquilo que, para muitos, será o tema fundamental do filme: o extremismo religioso (e, para escavar mais fundo, o terrorismo). Além disso, temos ‘más notícias’ a dar; Beauvois não é, nunca foi um ‘cineasta de temas’. Será por isso que aqueles monges, a partir de certo ponto, se olham entre si como quem olha sereno para a luz de um vitral? Quanto mais apela ao divino (ou à falta dele), mais este filme se torna humano.

Acontece que as personagens de Beauvois, numa direção de actores irrepreensível, se ‘elevam’ religiosa e moralmente, ao encontro de outras criaturas (místicas) da história. Blasfémia? Não: Beauvois guarda uma distância que dá provas da sua modéstia. Não se trata aqui de imitar o que fizeram Dreyer, Rossellini ou Bresson. Apenas de tentar manter um tom de humildade que, essencialmente, documenta gestos do quotidiano, procurando ficar à altura daqueles que estão à nossa frente.

As personagens, por outro lado, são o maior segredo do filme. Consagrados à vida monástica, os monges de Beauvois manter-se-ão fiéis a uma forma de resistência que os condena a ficar – e vão até ao fim do sacrifício. Até que aquele receio de morrer se transforme numa certeza pacificadora, fraternal, que se sabe pronta para o que vai receber. Nesta transformação está a profissão de fé de um filme torturado, controverso, que desafia a nossa consciência.

Francisco Ferreira
In Expresso, 13.11.2010

ler mais sobre o filme neste blogue:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/vida-ate-morte.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/dos-homens-e-dos-deuses-ode-fe-ao-amor.html
trailer:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/estreia-esta-semana.html

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Doutrina Social da Igreja

Faculdade de Teologia retoma Curso de Introdução à Doutrina Social da Igreja

A Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa vai retomar em 2011 o Curso de Introdução à Doutrina Social da Igreja, que foi interrompido este ano após as duas primeiras edições.

Os conteúdos desta formação são essencialmente disponibilizados através da internet (no denominado regime em e-learning), embora os estudantes que pretendam ser avaliados tenham de participar em pelo menos uma sessão presencial e realizar um exame no mesmo regime, além de exercícios online.

Introdução à Doutrina Social da Igreja”, “Profetas: linhas gerais”, “Jesus Cristo: Identidade e Missão”, “Traços essenciais da História da Igreja na perspectiva da sua Doutrina Social”, “O cuidado da Igreja pelo mundo” e “Princípios de uma Espiritualidade Cristã” constituem os pontos do programa.

Na data de abertura do curso (29 de Janeiro) realiza-se um encontro na Universidade Católica, durante o qual é apresentada a plataforma (site) onde os conteúdos serão disponibilizados, sendo também oferecida a possibilidade de os estudantes realizarem algumas experiências práticas para se adaptarem ao e-learning.
Cada turma terá um tutor, que além de acompanhar de forma personalizada o desenrolar do processo de aprendizagem «online», está disponível para esclarecer as dúvidas relacionadas com os conteúdos do curso, através das funcionalidades oferecidas pela plataforma.

Cada candidato deverá possuir 12 anos de escolaridade, mas se esta condição não for cumprida a Faculdade de Teologia admite a possibilidade de aceitar um currículo alternativo baseado em experiências de ordem académica, profissional ou pastoral, desde que devidamente comprovadas.

O curso, com a duração de um semestre, decorre até Julho. As inscrições terminam a 10 de Janeiro.
http://www.ucp.pt/site/custom/template/ucptplfac.asp?SSPAGEID=2765&lang=1&artigoID=5663

Um sopro de música

O que antes era frequente, tornou-se mais raro no século XX: as encomendas que a Igreja fazia de arte sacra, fosse ela talha, pintura ou música. Podemos estar a virar uma nova página com o novo século nes te começo de milénio. De facto, tem havido um movimento nesse sentido, muito dinamizado (ou simplesmente divulgado) pela Pastoral da Cultura. Um dos bons exemplos tem sido a Capela do Rato. 

"Vento": Missa de Pentecostes de João Madureira vai ser apresentada este mês
 O CD “Vento”, interpretado pelos “Sete Lágrimas”, que corresponde a uma Missa de Pentecostes encomendada pela Capela do Rato, em Lisboa, vai ser apresentado a 25 de novembro.

As 10 músicas do disco, executadas pela primeira vez a 23 de maio de 2010 na Capela do Rato – que vai receber a sessão de lançamento – foram compostas por João Madureira (n. 1971), a partir de textos litúrgicos e poemas de Teixeira de Pascoaes, Sophia de Mello Breyner Andresen, Mário Cesariny, Maria Gabriela Llansol e José Augusto Mourão.

O livro que acompanha o CD inclui textos de José Tolentino Mendonça, Alberto Vaz da Silva, Cristiana Vasconcelos Rodrigues, Joana Carneiro e João Madureira.

Sete Lágrimas
Os “Sete Lágrimas” têm direção artística dos tenores Filipe Faria e Sérgio Peixoto. Sofia Diniz (viola da gamba) e Hugo Sanches (tiorba) completam o agrupamento.

Advento do Teatro na Igreja? A Espera que alcança.

Bons ventos sopram do Porto. D. Manuel Clemente está a remexer a vida diocesana, social e cultural. Desta vez fez o convite a três autores para escreverem teatro sobre a Espera. A ideia é levar estas peças às paróquias, e serem os paroquianos a prepará-las e a apresentá-las. A ideia será também ligar a espiritualidade ao palco, trazer a alma á cultura e a cultura à religiosidade. Nada mal, hem?

Os três primeiros trabalhos serão: “A Subversão da Espera”, de D. Carlos Moreira Azevedo; “Esperança Godot”, de Castro Guedes, e “Para Onde vai a Luz Quando se Apaga?”, de José Tolentino Mendonça. O encenador José Castro Guedes preparou um DVD com uma proposta de encenação que poderá inspirar os diferentes grupos que levarão as peças aos palcos. Aqui fica um testemunho deste encenador do site da Pastoral da Cultura. A fotografia é retirada do filme do Desassossego.

«Há espera de esperar, não só estar à espera!»
Castro Guedes, encenador

«Com um certo atrevimento (que é coisa que se permite aos artistas) gostaria de esperar que este sinal, em boa hora chegado pela mão do Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura do Porto, com a colaboração da Universidade Católica (Pólo do Porto), seja a anunciação de um advento para que a arte reocupe um lugar profundamente religioso, de onde nunca saiu, mesmo em tempos de interpretações mais extremadas ou injustas entre o mundo laico e o mundo clerical.

Aliás em plena Idade Média o teatro renasce no seio da Igreja com a Confraria dos Sans-Soucis, realizando os actos da Paixão, em quadros ambulantes na rua, enquanto o antifonário litúrgico vai-se transformando em litúrgia dramática e esta em drama litúrgico até se desdobrar em mistérios, milagres e moralidades, tudo formas teatrais religiosas, que ainda hoje se podem perscrutar e encontrar indícios no teatro contemporâneo de natureza não religiosa especificamente.

De resto, como se diz no texto de Dom Carlos Azevedo, «o essencial não é saber se Deus existe»... «o essencial é saber quem é e como é. E é nesse Deus que Cristo trouxe em Filho do Homem que me revejo na concepção de todo este espetáculo, porque, creio – neste projeto de que não sou autor, mas tão só um técnico (teatral) ao serviço dele – o mais importante na mensagem do Advento que aqui se traz é uma espera com esperança e não o esperar sem crer, num Mundo em que se anuncia um apocalipse civilizacional justamente pela descrença, mas que é possível recuperar em esperança de Salvação.

Metida esta foice em seara alheia (mas é impossível falar da forma sem ter presente o conteúdo), o que me compete, como encenador, chamar mais a atenção é para esse outro lado do teatro tantas vezes esquecido: o teatro não é literatura. O texto dramático tem, deve ter, um valor literário intrínseco, mas a palavra escrita é apenas o ponto de partida para ela ser dita. E dizê-la não é só reproduzi-la melhor ou pior interpretada em termos de perceção auditiva. É colori-la com o sentimento através daquilo a que chamamos “inflexões”, sentido último do texto em situação e do subtexto, que é o que se quer dizer para lá do dito. Todavia este colorido não se obtém só no modo de dizer, mas também no gesto, no movimento dos actores (a que no léxico teatral se chama “marcações”), no significado que se pode ler nos próprios cenários, indumentárias, luzes, som... Mas tendo sempre por centro o actor e a sua inimitável capacidade de ser o outro, a personagem que vive.
...

E como o teatro é, por excelência, uma arte de conjunto, cada um e cada coisa que nestes espaço se move implica com a(s) outra(s) num conjunto de ações- reações a que importa estar atento (tarefa do encenador) no resultado de uma leitura globalizante e não só individual de cada personagem ou de cada gesto, movimento ou fala de per si. Por isso também – porque do corpo e da alma que nesse corpo se expressa em representação, a matéria-prima da obra é gente e não óleo, letras ou sequer imagens virtuais – o teatro é a mais humana de todas as artes, que só acontece, efemeramente, no momento em que se apresenta diante de terceiros, a público. E é (permitam-me outra vez a ousadia de um artista, ao finalizar este texto) uma sagração da vida. Vida que nos diz que “há espera de esperar”, esperar com esperança.

In A Espera, Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura (Porto), 18 de Novembro de 2010
http://www.snpcultura.org/pcm_pastoral_cultura_porto_apresenta_propostas_teatrais_sobre_a_espera.html

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

Este blogue também é teu

São benvindos os comentários, as perguntas, a partilha de reflexões e conhecimento, as ideias.

Envia o link do blogue a quem achas que poderá gostar e/ou precisar.

Se não te revês neste blogue, se estás em desacordo com tudo o que nele encontras, não és obrigado a lê-lo e eu não sou obrigado a publicar os teus comentários. Haverá certamente muitos outros sítios onde poderás fazê-lo.

Queres falar?

Podes escrever-me directamente para

rioazur@gmail.com

ou para

laioecrisipo@gmail.com (psicologia)


Nota: por vezes pode demorar algum tempo a responder ao teu mail: peço-te compreensão e paciência. A resposta chegará.

Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

Contribuidores

Amigos do blogue

Mensagens mais visitadas nesta semana

Categorias

11/9 (1) 2011 (1) 25 de Abril (1) 3ª idade (1) 5ª feira Santa (1) abandono (3) abdicar (1) abertura (4) aborto (3) abraão (1) abraço (1) abstinencia sexual (2) abusos (4) acção (4) aceitação (4) acolhimento (19) acompanhamento (3) açores (1) acreditar (1) acrobacia (1) activismo (2) activistas (2) actores (1) actos dos apostolos (1) actualidade (85) adão e eva (1) adesão (1) adeus (2) adilia lopes (2) administrativo (1) admiração (1) adolescentes (1) adopção (15) advento (15) afecto (3) africa (21) África (1) africa austral (1) africa do sul (8) ágape (1) agenda (2) agir (1) agressividade (1) água (2) alan gendreau (1) alegorias (1) alegria (11) aleluia (1) alemanha (15) alentejo (3) alerta (1) alexandra lucas coelho (1) Alexandre Quintanilha (1) alimento (1) alma (4) almada (1) alteridade (2) alternativo (9) amadeo de sousa cardoso (1) amantes (2) amargura (1) américa (5) américa central (1) américa latina (10) AMI (1) amigo (3) amizade (4) amnistia internacional (2) amor (54) amplos (2) androginia (1) andrógino (1) angelo rodrigues (1) angola (2) animal (3) anjos (8) anselmo borges (2) anti-semitismo (1) antigo testamento (15) antiguidade (1) antónio ramos rosa (3) antropologia (1) anunciação (2) anuncio (1) ao encontro (1) aparência (1) aparições (2) apatia (1) API (1) apocalipse (1) apócrifos (2) apoio psicologico (1) apolo (2) apóstola (1) apóstolos (1) apple (1) aprender (1) aproximar (1) aquiles (1) ar livre (1) arabes (1) arabia saudita (2) arbitro (1) arco-iris (4) argélia (4) argentina (9) arquétipo (1) arquitectura (9) arrependimento (1) arte contemporanea (18) arte e cultura (322) arte sacra (59) artes circences (1) artes plásticas e performativas (32) artista (2) arvo pärt (6) árvore de natal (1) ascensão (1) asia (9) asilo (2) assassinato (1) assembleia (2) assexuado (3) assexual (1) assexualidade (2) assintomático (1) associação do planeamento da família (1) associações (1) astronomia (1) ateliers (1) atenção (5) atender (1) ateu (2) atletas (2) australia (6) autoconhecimento (1) autodeterminação de género (2) autonomia (1) autoridade (2) avareza (1) ave-maria (2) avô (1) azul (1) bach (6) bairro de castro (1) baixa (1) banal (1) banco alimentar (3) bancos (2) bandeira (2) baptismo (1) baptizado (2) barcelona (5) barroco (3) basquetebol (1) beatificação (2) beatos (1) beckham (1) beijo (4) beja (1) bela e o monstro (1) beleza (18) bélgica (2) belgrado (1) belo (5) bem (5) bem estar (1) bem-aventuranças (3) ben sira (1) beneditinos (2) bento xvi (35) berlim (5) berlusconi (1) best-sellers (1) bethania (2) betos (1) bi (1) bíblia (45) bibliografia (1) bicha (1) bienal (1) bifobia (1) bigood (1) bill viola (1) binarismo (1) biografias (28) biologia (4) bispos (10) bissexualidade (9) bizantina (1) bjork (1) blogue informações (44) bloguer (1) blogues (2) blondel (1) boa nova (1) boa vontade (1) bom (1) bom pastor (1) bom samaritano (1) bombeiro (1) bondade (2) bonecas (1) bonhoeffer (2) bose (5) botswana (1) boxe (2) braga (2) brasil (15) brincadeira (1) brincar (1) brinquedos (2) britten (1) budismo (2) bullying (5) busca (1) buxtehude (1) cadaver (1) calcutá (1) calendário (3) calvin klein (1) caminhada (1) caminho (5) campanha de prevenção (1) campanha de solidariedade (6) campo de concentração (3) cancro (2) candidiase (1) candomblé (1) canonização (2) cantico dos canticos (3) canticos (2) canto (1) cantores (2) capela do rato (11) capelania (1) capitalismos (1) caraíbas (3) caravaggio (4) carcavelos (1) cardaes (1) carência (1) caridade (7) caritas (2) carlos de foucauld (1) carmelitas (2) carnaval (1) carne (1) carpinteiro (1) carta (15) carta pastoral (2) casa das cores (1) casais (17) casamento (61) casamento religioso (1) castidade (3) castigo (1) catacumbas (1) catalunha (3) catarina mourão (1) catástrofes (1) catecismo (3) catolica (1) catolicismo (26) causas (1) CD (1) cegueira (1) ceia (1) celebração (3) celibato (9) censos (3) censura (2) centralismo (1) cep (1) cepticismo (1) céu (1) chamamento (1) chapitô (1) charamsa (1) charles de foucauld (1) chatos (1) chechénia (1) chemin neuf (1) chicotada (1) chile (2) china (3) chirico (1) chorar (1) ciclone (1) cidade (2) ciência (2) cig (1) cimeira (3) cinema (41) cinemateca (1) cinzas (1) ciparisso (1) circo (1) cisgénero (1) civismo (1) clamidia (1) clarice lispector (1) clarissas (1) clausura (3) clericalismo (3) clero (5) cliché (1) co-adopção (3) coccopalmerio (1) cockinasock (2) cocteau (2) código penal (2) colaborador (1) colegialidade (1) colegio cardenalicio (2) colégio militar (1) colóquio (2) colossenses (1) combate (1) comemoração (2) comentário (1) coming out (1) comissão justiça e paz (1) comodismo (1) compaixão (3) companhia de jesus (11) comparação (1) complexidade (1) comportamento (2) composição (1) compromisso (1) comunhão (18) comunicação (2) comunidade (3) comunidade bahai (1) comunidades (3) conceitos (15) concertos (18) concílio (1) condenação (8) conferência (15) conferencia episcopal portuguesa (2) confessar (1) confiança (4) confissão (3) conformismo (1) conhecer (2) conjugal (1) consagrado (2) consciência (4) consumo (1) contabilidade (1) contemplação (5) contos (1) contracepção (1) convergencia (1) conversão (3) conversas (1) convivência (2) cópia (1) copta (1) coração (5) coragem (4) coreia do norte (1) cores (1) corintios (1) corita kent (1) coro (1) corpo (19) corpo de Deus (2) corporalidade (2) corrupção (1) corrymeela (1) cracóvia (1) crença (1) crente (1) creta (1) criação (5) crianças (8) criatividade (1) crime (8) criquete (1) crise (8) crisipo (2) cristãos lgbt (1) cristianismo (41) cristiano ronaldo (2) crítica (15) crossdresser (2) CRS (2) cruz (11) cuba (1) cuidado (1) cuidar (2) culpa (4) culto (2) cupav (2) cura (2) curia (1) curiosidade (6) cursos (4) CVX (1) dádiva (3) dador (2) dadt (8) daltonismo (1) dança (7) Daniel Faria (4) daniel radcliffe (2) daniel sampaio (1) danielou (1) dar (3) dar a vida (12) dar sangue (2) Dark Hourses (1) David (8) david lachapelle (3) deficiência (1) defuntos (1) delicadeza (1) democracia (1) dependências (1) deportação (1) deputados (1) desânimo (1) desassossego (3) descanso (1) descentralização (1) descobrir (1) desconfiança (1) descrentes (1) descriminalização (4) desejo (5) desemprego (1) desenho (12) deserto (3) desfile (1) desilusão (2) desordenado (1) despedida (1) desperdicio (1) despojar (1) desporto (34) detecção (1) Deus (50) deuses (1) dia (1) dia mundial dos pobres (1) diaconado (1) diácono (1) diálogo (9) diálogo interreligioso (7) diferenças (3) dificuldade (1) dignidade (2) dinamarca (1) dinamismo (1) dinheiro (1) direcção espiritual (1) direito (30) direito laboral (1) direitos humanos (51) direitos lgbt (9) discernimento (1) discípulas (1) discípulos (1) discriminação (29) discurso (2) discussão (5) disforia de género (1) disney (2) disparidade (1) disponibilidade (1) ditadura (1) diversidade (8) divindade (2) divisão (2) divorciados (4) divórcio (3) divulgação (1) doação (1) doadores (1) doclisboa (1) documentários (3) documentos (1) doença (2) dogma (1) dois (1) dom (10) dom helder câmara (1) dom manuel martins (2) dom pio alves (1) doma (1) dominicanas (3) dominicanos (6) donativos (1) dons (1) dor (4) dos homens e dos deuses (1) dostoievsky (1) doutores da igreja (2) doutrina da fé (2) doutrina social (5) drag (2) drag queens (2) dst (2) dureza (1) e-book (1) eckart (2) eclesiastes (3) eco (1) ecologia (6) economia (7) ecos (1) ecumenismo (14) edith stein (3) educação (7) efémero (1) efeminação (1) efeminado (2) egipto (2) ego (1) egoismo (1) elite (1) emas (1) embrião (1) emoção (1) empatia (1) emprego (10) enciclica (2) encontro (16) ensaios (11) ensino (1) entrevista (15) entrudo (1) enzo bianchi (2) equipa (1) equipamentos (1) erasmo de roterdão (1) erotismo (3) escandalo (2) escândalo (2) esclarecimento (1) escócia (1) escolas (5) escolha (2) escravatura (1) escultura (8) escuridão (1) escuta (7) esgotamento (1) esmola (1) espaço (3) espanha (10) espanto (1) esparta (1) espectáculos (1) espera (6) esperança (3) esperma (4) espermatezoide (1) espírito (4) Espírito Santo (4) espiritualidade (100) esquecer (1) estar apaixonado (1) estatística (13) estética (3) estoril (2) estrangeiro (2) estrelas (1) estudos (20) estupro (1) eternidade (1) ética (3) etty hillesum (4) eu (5) EUA (39) eucaristia (11) eugenio de andrade (4) eurico carrapatoso (8) europa (45) eutanásia (1) evangelho (19) evangelização (2) évora (1) ex-padre (1) exclusão social (2) exegese (1) exemplo (3) exercicios espirituais (2) exército (12) exibicionismo (2) exílio (1) exodus (1) exposição (1) exposições (13) ezequiel (1) f-m (1) f2m (1) facebook (4) fado (1) falar (1) falo (2) falocratismo (1) faloplastia (1) família (36) famílias de acolhimento (1) famosos (18) fardo (1) fariseismo (1) fátima (4) favela (1) (22) fé e cultura (5) fecundidade (2) feio (1) felicidade (1) feminino (4) feminismo (3) fernando pessoa (2) festa (2) festival (11) fiat (1) fidelidade (4) FIFA (4) figuras (11) filho pródigo (1) filhos (3) filiação (1) filipinas (1) filmes (27) filoctetes (1) filosofia (4) finlandia (1) firenze (2) flagelação (1) flaubert (1) flauta (2) floresta (1) fome (3) fontana (2) força (1) forças armadas (2) formação (3) fotografia (41) fr roger de taizé (3) fra angelico (1) fracasso (1) fragilidade (5) frança (9) franciscanos (1) francisco de sales (1) francisco I (78) francisco tropa (1) françoise dolto (2) fraqueza (1) fraternidade (4) frederico lourenço (5) freira (3) frescos (1) freud (2) frio (2) fronteira (2) ftm (1) fundacao evangelizacao culturas (3) fundamentalismos (1) funeral (1) futebol (16) futebol americano (1) futuro (3) galileu (1) galiza (1) ganancia (1) gandhi (2) ganimedes (2) gastronomia (2) gaudi (4) gaudium et spes (2) gay (112) gay lobby (3) gaydar (1) gayfriendly (2) género (25) generosidade (1) genes (1) genesis (3) genética (4) genital (1) geografia (1) gestos (1) gilbert baker (1) ginásio (1) global network of rainbow catholics (1) glossário (15) gnr (2) GNRC (1) goethe (1) gomorra (2) gonorreia (1) gozo (2) gratuidade (3) gravura (1) grécia (1) grécia antiga (9) grit (1) grün (1) grupos (1) gula (1) gulbenkian (3) habitação (1) haiti (1) harvey milk (1) hasbro (1) havai (1) heidegger (1) helbig (1) hellen keller (1) hemisfério sul (1) henri de lubac (1) héracles (1) herança (1) heresia (1) hermafrodita (2) hermafroditismo (2) herpes genital (1) heterofobia (1) heteronormatividade (1) heterosexuais (5) heterosexualidade (3) heterossexismo (2) hierarquia (34) hilas (1) hildegarda de binden (1) hildegarda de bingen (1) hinos (1) hipocrisia (3) história (42) história da igreja (1) Hitler (1) holanda (5) holocausto (2) homem (14) homenagem (2) homilia (6) homoafetividade (7) homoerotismo (14) homofobia (65) homoparentalidade (3) homossexualidade (150) honduras (1) hormonas (1) hospitais (1) hospitalidade (4) HPV (1) HSH (3) humanidade (5) humildade (6) humor (9) hysen (2) icone gay (9) icones (4) iconografia (1) idade (1) idade média (2) idealização (1) identidade (13) ideologia do género (2) idiota (1) idolatria (2) idolos (1) idosos (1) ignorância (2) igreja (156) igreja anglicana (7) igreja episcopal (2) igreja lusitana (1) igreja luterana (2) igreja presbiteriana (1) igualdade (9) II guerra mundial (7) ikea (2) ILGA (10) iluminismo (1) iluminuras (1) ilustração (1) imaculada conceição (1) imigração (2) imitação (1) impaciencia (1) impotência (1) imprensa (53) inácio de loyola (1) incarnação (4) incerteza (1) inclusão (5) incoerência (1) inconsciente (1) indemnização (1) india (2) indiferença (1) individuo (1) infalibilidade (1) infancia (1) infância (2) infecção (1) infertilidade (1) infinito (1) informática (1) ingenuidade (1) inglaterra (3) iniciativas (1) inimigos (3) injustiça (1) inocentes (1) inquérito (1) inserção social (1) instinto (1) instrumentos musicais (1) integração (2) inteligencia (1) inter-racial (1) intercessão (1) intercultural (2) interior (4) internacional (3) internet (1) interpretação (1) interrogação (1) intersexualidade (5) intolerância (2) inutilidade (1) inveja (1) investigação (4) invocação (1) invocar (1) iolau (1) irão (1) irlanda (6) irmão (2) irmão luc (1) irmãos de jesus (1) irmãs de jesus (1) irreverencia (1) isaias (2) islandia (1) islão (12) isolamento (1) israel (2) IST (3) italia (5) jacinto (1) jacob (3) jacopo cardillo (1) jacques berthier (1) james alison (4) james martin (4) jantar (1) japão (1) jardim (1) jasão (1) jean vanier (1) jejum (2) Jeová (1) jeremias (1) jerusalem (1) jesuitas (3) jesus cristo (49) JMJ (8) joana de chantal (1) João (8) joao climaco (1) joao paulo II (8) joão XXIII (2) job (2) jogos (2) jogos olimpicos (2) jonas (1) Jonatas (5) jorge sousa braga (1) jornadas (1) jornalismo (2) josé de arimateia (1) josé frazão correia (1) jovens (7) judaismo (9) judas (4) jung (2) justiça (21) juventude (5) kenose (1) kitsch (3) krzystof charamsa (1) l'arche (1) ladrão (1) lady Gaga (2) lagrimas (2) lágrimas (1) laicidade (2) laio (2) lançamento (1) lázaro (1) lazer (2) LD (1) lectio divina (1) lei (25) lei da blasfémia (1) leigos (3) leigos para o desenvolvimento (1) leiria (1) leituras (37) lenda (1) leonardo da vinci (1) lésbica (48) lev tolstoi (1) Levinas (1) levitico (2) levítico (2) lgbt (74) lgbti (20) liberdade (8) libertinagem (1) liderança (3) limpeza (1) linguagem (2) lisboa (83) literalidade (1) literatura (4) lituania (1) liturgia (6) livrarias (2) livros (36) ljungberg (2) londres (1) Lopes-Graça (1) loucura (1) lourdes castro (4) loures (1) louvor (2) lua (1) lubrificante (1) lucas (5) lucian freud (1) luiz cunha (1) luta (5) luto (3) luxemburgo (1) luz (2) m-f (1) M2F (1) macbeth (1) machismo (4) macho (2) madeleine delbrel (1) madre teresa de calcuta (9) madureira (1) mãe (1) mães (7) mafra (1) magdala (2) magia (1) magnificat (8) magrebe (1) mal (2) malasia (2) man (1) mandamentos (1) manifestação (1) manuel alegre (1) manuel cargaleiro (1) manuel clemente (4) manuel graça dias (1) manuel linda (1) manuel neuer (2) maori (1) mãos dadas (2) marcelo rebelo de sousa (1) marcha (5) marcos (1) Maria (18) maria de lourdes belchior (1) maria madalena (4) maria-rapaz (1) marinheiros (1) marketing (1) marrocos (2) martha medeiros (1) martin luther king (1) martini (2) mártir (5) martírio (3) masculinidade (10) masculino (1) mastectomia (1) masturbação (2) matéria (1) maternal (1) maternidade (1) mateus (7) matrimónio (1) mattel (1) mecenas (2) media (2) mediação (1) médicos (2) medio oriente (2) meditacao (8) medo (9) meia-idade (1) melancolia (1) membro (1) memória (1) memorial (1) mendigo (1) menino (4) menores (2) mensagem (2) menstruação (1) mentira (1) mercado (1) mesa (1) mestrado (1) metafora (1) metanoia (1) méxico (3) michael stipe (2) Michelangelo (2) Michele de Paolis (2) micronesia (1) migrante (1) miguel esteves cardoso (2) milão (1) mimesis (1) mineiros (2) minimalismo (1) ministerio publico (1) minorias (1) minorias étnicas (1) mira schendel (1) misericordia (3) misericórdia (3) misoginia (1) missa (7) missão (4) missionarias da caridade (1) missionário (3) mistério (3) mística (6) mitcham (2) mito (3) mitologia (8) mitos (2) moçambique (4) moda (5) modelos (8) modernidade (2) moina bulaj (1) moldavia (1) monge (4) monogamia (1) monoparentalidade (1) montenegro (1) montserrat (1) monumentos (1) morada (1) moral (6) moralismo (1) morte (25) mosteiro (1) movimento civico (1) movimento gay (1) MRAR (1) MSV (1) MTF (1) mudança (1) mudança de nome (1) mudança de sexo (6) mulheres (19) mundial (3) mundo (148) munique (1) murais (1) muro pequeno (2) musculos (1) museus (11) musica (2) música (87) musical (1) namoro (3) nan goldin (1) não crentes (2) não-violência (1) narciso (2) natação (1) natal (43) natividade (3) NATO (3) natureza (5) naufrago (1) nauru (1) nazis (5) newman (1) nigeria (1) nobel (2) noé (1) nómada (1) nome (5) nomeação (1) nós somos igreja (2) nossa senhora (1) nota imprensa (1) notícias (2) nova iorque (2) nova zelandia (2) novelas (1) novo testamento (5) nudez (20) numero (1) núncio apostólico (1) NY (1) o nome da rosa (1) obediência (1) objectivos milénio (1) obra (14) obstáculos (1) oceania (1) ocupação (1) ódio (5) ofensa (1) oferta (1) olhar (4) olho (1) olimpicos (2) olimpo (1) omnissexualidade (1) ONU (14) opinião (157) oportunidades (3) optimismo (2) opus gay (2) oração (59) oração comum (2) oração do nome (1) orar (3) ordem de cister (2) ordem dos advogados (1) ordem dos médicos (6) ordenação de gays (5) ordenação de mulheres (8) orgão (3) orgia gay (1) orgulho gay (7) orientação (12) oriente (1) origem (2) orlando cruz (1) ortodoxia (2) oscar romero (1) ousar (1) outro (2) ovideo (1) ovocitos (1) ovulo (1) paciencia (1) pacificador (1) pacífico (3) pacifista (2) padraig o tuama (1) padre (22) padre antónio vieira (1) padres (2) padres casados (1) padres da igreja (1) padres do deserto (2) paganismo (1) pai (7) pai natal (1) pai-nosso (2) pais (6) pais de gales (2) paixão (15) palácios (1) palavra (8) palestina (1) palestra (1) paneleiro (1) pansexualidade (1) papas (41) papel da mulher (11) papiloma (1) paquistão (1) paradas (3) parágrafo 175 (2) paraíso (3) parcialidade (1) parentalidade (4) paridade (2) paris (7) parlamento (3) paróquias lgbt (1) participação (2) partilha (8) pascal (3) páscoa (4) pasolini (2) pastoral da saúde (1) pastoral homossexual (27) pastoral trans (2) pastoral universitária (2) paternal (1) paternidade (3) patinagem (3) patio dos gentios (2) patriarca (1) património (5) pátroclo (1) paul claudel (4) paulo (5) paulo VI (1) pausanias (1) paz (12) pecado (7) pederasta (1) pederastia (1) pedir (1) pedofilia (10) pedra (1) pedro arroja (1) pélope (1) pena (4) pénis (1) penitência (5) pensamentos (3) pensão (1) pentecostes (2) perdão (6) peregrinação (1) peregrino russo (1) perfeição (2) pergunta (2) periferias (4) perigo (1) perplexidade (1) perseguição (1) perseverança (1) pessimismo (2) pessoa (8) petição (2) piano (1) piedade (1) pina bausch (3) pink narcisus (1) pintura (15) piolho-da-pubis (1) pirítoo (1) pistas (1) pluralidade (1) pobreza (14) poder (1) poesia (53) poitiers (1) polémica (4) poliamor (1) policia (3) polissexualidade (1) política (50) polo aquatico (1) polónia (1) pontes (1) pontificado (1) pontífices (1) POP art (1) população (1) pornodependencia (1) pornografia (2) portas (1) porto (9) porto rico (1) portugal (115) poseidon (1) povo de Deus (3) praia (1) prática (2) prazer (4) prece (3) preconceito (3) pregador (1) prémios (12) presença (2) presentes (1) presépios (5) preservativo (12) presidente (3) prevenção (1) pride (1) primavera (3) primeiros cristãos (1) principes (1) prisão (3) priscilla (1) procriacao (3) procura (4) professores (1) projecto (1) prostituição (4) prostituta (2) protagonista (1) provisório (1) próximo (5) psicanálise (1) psicologia (16) psicoterapia (1) psiquiatria (1) publicidade (4) pudor (1) qatar (4) quaintance (1) quakers (1) quaresma (35) queer (7) quenia (1) questionário (1) quotidiano (2) racial (1) racismo (4) radcliffe (2) rahner (1) rainhas (1) ranking (1) rapto (2) raul brandão (1) rauschenberg (1) razão (2) realidade (5) recasados (3) reciclar (5) reciprocidade (1) recolha de alimentos (1) recolhimento (1) reconciliação (5) rede ex aequo (8) redes sociais (5) refeição (1) reflexão (61) reforma (3) refugiados (3) registo civil (2) reino de Deus (2) reino unido (14) reis (9) relação (14) relatórios (2) religião (18) religion today (1) religiosidade (3) religioso (2) REM (2) Renascimento (1) renúncia (1) repetição (1) repouso (1) repressão (1) reproducao (2) república (1) republica checa (1) respeito (3) respiração (1) responsabilidade (2) ressurreição (2) restauro (1) retiro (10) retrato (4) reutilizar (5) rezar (2) Richard Zimler (1) ricky cohete (1) ricky martin (4) ricos (1) rigidez (1) rilke (4) rimbaud (2) riqueza (1) rival (1) rodin (1) roma (3) romance (1) romanos (1) romenia (1) rosa (6) rosa luxemburgo (1) rosto (1) rothko (1) rotina (1) roupa interior (1) rufus wainwright (5) rugby (4) rui chafes (2) rumos novos (4) russia (4) ryan james caruthers (1) s. bento (7) s. valentim (1) sábado santo (1) sabedoria (2) sacerdócio (2) sacerdotes (1) sacerdotisas (2) sacramentos (4) sacro (1) sagrada família (5) sagrado (7) sahara ocidental (3) sair (2) sair do armario (19) salmos (5) salvação (5) Samuel (1) sanção (1) sangue (1) santa catarina (1) santa cecilia (1) santa hildegarda (1) santa sé (2) santa teresa de avila (2) santarem (4) santas (2) santegidio (1) santidade (8) santo agostinho (3) santo ambrosio (1) santo antonio (1) santos (18) são cristóvão (1) sao francisco (7) sao joao (1) São José (2) sao juliao (1) sao tomas de aquino (1) sao tome e principe (1) sapatas (1) sapatos (1) saramago (1) sartre (1) saúde (26) Saul (1) schütz (1) seamus heaney (1) sebastião (9) séc XX (1) secura (1) sede (10) sedução (1) segurança (2) sem-abrigo (2) semana santa (7) semen (1) seminários (5) sensibilidade (1) sensibilização (1) sentença (1) sentidos (4) sentimentos (2) sepulcro (1) sepultura (1) ser (3) ser humano (3) ser solidário (44) sermões (5) serralves (1) servia (2) serviço (8) setúbal (3) sexismo (2) sexo (10) sexo biológico (2) sexo seguro (2) sexta feira santa (2) sexualidade (23) shakespeare (1) sic (1) sicilia (1) sida (20) sífilis (1) sightfirst (1) silêncio (12) sim (1) símbolos (2) simone weil (4) simplicidade (3) singapura (1) singularidade (1) sínodo (5) sintomas (1) sintomático (1) sobrevivente (1) sobreviver (1) sociedade (89) sociologia (1) sodoma (3) sodomia (2) sofrimento (13) solicitude (1) solidão (13) solidariedade (4) sondagem (10) sonhos (2) Sophia (8) st patrick (1) steven anderson (1) stockhausen (1) stölzel (1) stonewall (2) submissão (1) sudário (1) suécia (4) suicidio (5) sul (1) surrealismo (1) susan sontag (1) sustentabilidade (1) taborda (1) tabu (2) taizé (6) talentos (1) tapeçaria (1) tavener (6) TDOR (1) teatro (14) teatro do ourives (1) tebas (1) tecnologia (3) tel aviv (1) televisão (2) templo (2) tempo (4) temps d'images (1) tenebrismo (1) tentação (2) teologia (46) teologia da libertação (2) teólogo (2) teoria do género (1) terceiro género (1) teresa benedita da cruz (1) teresa forcades (1) terras sem sombra (1) terrorismo (1) teseu (1) teste (1) testemunhas de jeová (1) testemunhos (39) testículos (1) textos (2) the king's singers (1) Thibirine (2) thomas merton (2) tibães (1) timor (1) timoteo (1) tocar (1) tolentino (32) tolerância (5) torres vedlas (1) tortura (1) trabalho (6) trabalho doméstico (1) tradição (1) traição (1) transexualidade (22) transfobia (6) transformista (1) transgender (8) transgeneridade (1) transgéneros (3) trapistas (2) travesti (3) travestismo (3) trevor hero (1) triângulo (5) tribunal (4) tricomoniase (1) Trindade (3) trinidad e tobago (1) tristeza (2) troca (1) troilo (1) tu (2) turim (1) turismo (2) turquia (3) ucrania (2) uganda (6) últimos (1) umberto eco (1) umiliana (1) unção (1) UNESCO (1) união (15) único (1) unidade (7) unitaristas (1) universal (1) universidade (2) universo (1) utero (1) útil (1) vaidade (3) valores (2) vanitas (1) vaticano (48) vaticano II (12) vazio (1) velhice (3) veneza (3) vento (1) verdade (10) vergonha (1) via sacra (10) vício (1) vida (64) vida dupla (1) vidas consagradas (5) video (39) vieira da silva (1) vigarice (1) vigiar (2) vih/hiv (19) vingança (1) vintage (1) violação (4) violência (9) violência doméstica (1) VIP (1) virgindade (1) viril (2) virilidade (1) vírus (1) viseu (1) visibilidade (2) visitação (1) visitas (7) visões (1) vitimas (2) vítor melícias (1) vitorino nemésio (1) vitrais (1) viver junto (2) vocação (5) voluntariado (10) von balthasar (2) vontade (2) voyeur (1) warhol (1) whitman (1) wiley (1) wrestling (1) xenofobia (4) youtube (1) yves congar (1) zeus (1)

As nossas visitas