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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Quem nos diz se podemos comungar?

Comungar ou não comungar?
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Nas mensagens anteriores sobre este tema apresentei vários textos e opiniões sobre a Eucaristia e a Comunhão, incidindo sobre o facto do poder ou não comungar. Não me cabe a mim decidir por ti nem dizer-te o que deves fazer, se podes ou não podes comungar, recordo-te apenas o seguinte:
  • É importante que te sintas preparado para receber a comunhão
  • Podes preparar-te para a comunhão
  • Não é a hierarquia da Igreja nem os outros cristãos que te podem dizer se estás preparado ou não para receber esse Sacramento
  • Não te prendas à imagem que os outros têm de ti: comungar exige verdade e não aparência
  • A comunhão não é um troféu, não é um acto social, nem uma medalha de "boas-acções"
  • A comunhão é um sacramento que salva e dá vida, gratuito, reconhecimento do amor de Deus, sinal de pertença ao corpo místico de Cristo
  • A tua consciência é quem te pode dizer se deves ou não e se podes ou não comungar, é a instância acima de qualquer outra instância terrena, é ela que te põe em contacto com as tuas realidades e verdades mais profundas, que te revela o que És acima do que Fazes
  • Procura dar espaço a Deus e à oração na tua vida, procura meditar os teus dias, pô-los a ressoar na tua consciência, apresentá-los a Deus
  • Age de acordo com a tua consciência, isto é, como achas que Jesus agiria
Ler no blogue:
parte 1 http://moradasdedeus.blogspot.com/2011/02/comungar-ou-nao-comungar-eis-questao.html
parte 2 http://moradasdedeus.blogspot.com/2011/02/o-ritual-social-e-individual-da.html
parte 3 http://moradasdedeus.blogspot.com/2011/02/eucaristia-e-conflito-interior.html
parte 4 http://moradasdedeus.blogspot.com/2011/02/eucaristia-e-uma-resposta-ao-amor-de.html

A Eucaristia é uma resposta ao amor de Deus e não uma medalha de bom comportamento

Outro texto sugerido por um amigo do moradasdedeus, autor de um blogue brasileiro também vocacionado para homossexuais cristãos, é do padre jesuíta Matthew Linn. Este texto foi publicado num livro (1) escrito em conjunto com o seu irmão e com a sua cunhada. O texto não se refere explicitamente aos homossexuais mas, mais uma vez, podemos aqui fazer a associação e inclui-los na lista de "casos" mencionados.

(1) Abuso espiritual & vício religioso, Matthew Linn, Dennis Linn e Sheila Fabricant Linn; Editora Verus, Campinas-São Paulo, 2000; páginas 76-77 e 136

Comungar ou não comungar?
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"Durante anos segui literalmente a lei que recebessem a comunhão somente aqueles que reconhecessem a autoridade do papa, não fossem divorciados e não estivessem em pecado mortal. Eu negava a comunhão a uma parte do corpo místico de Cristo, embora afirmasse durante a comunhão que me tornava Um com o corpo de Cristo. Ignorei o facto de Jesus ter dado comunhão a Judas e de nós chegarmos como pessoas feridas, rezando: “Dizei uma só palavra e serei salvo.”
 
Hoje acredito que a Eucaristia é um sacramento de salvação para ser recebido em resposta ao amor de Deus, não como medalha de honra ao mérito do amor de Deus conseguido através de boas acções. O rebelde em mim quer deixar de lado a letra da lei e agir de acordo com uma lei de amor mais elevada (cf. Mt 22, 34-40).
 
Mas a criança responsável e obediente em mim tem medo de desconsiderar a lei. Sou tentado a obedecer por medo e acho difícil pôr de lado a lei e, com amor, convidar todos para a comunhão. Obedeço por medo, porque não quero arriscar ser censurado pelos bispos e outras autoridades da Igreja.
 
Como posso então amar com minha energia rebelde e, ao mesmo tempo, manter satisfeita a minha criança obediente e responsável?
 
Nos nossos retiros, quando me perguntam sobre a comunhão, cito duas regras, dizendo:
Temos uma regra que não permite que eu publicamente convide a todos para receber a comunhão. Temos outra regra (eu sorrio) que me diz para não recusar comunhão a ninguém que venha recebê-la. Faça o que você acredita que Jesus quer que você faça.
 
Aposto que pode adivinhar o que acontece. Rezo pelo dia em que essas regras farisaicas acabem por ser postas de lado. Até lá, isto é o melhor que posso fazer, porque ainda sou uma criança responsável em processo de cura, assim como é o resto da Igreja.  
(...)

Ao longo dos séculos, quando os cristãos recebem a Eucaristia, as palavras permanecem as mesmas: “O Corpo de Cristo”, às quais a pessoa que comunga responde: “Amen”.
 
Santo Agostinho recordou às pessoas que comungam que “Amen” quer dizer: “Sim, eu sou”. Ao dizer “Amen”, o comungante faz a afirmação mais radical possível para um cristão, ou seja: “Sim, eu sou o corpo de Cristo”. Até o nome “cristão”, que vem de alter Christus (outro Cristo), declara: “Sim, eu sou o corpo de Cristo”.
 
Durante os primeiros séculos da Igreja, todos os cristãos, e não somente os padres, eram considerados e reconhecidos como aqueles cuja identidade mais profunda era aquela do alter Christus.
 
Porque a nossa mais profunda identidade é Cristo (cf. Gal 2, 20), a nossa resposta à lei canónica, à autoridade da Igreja ou a qualquer situação da vida reflecte o nosso verdadeiro eu, até ao ponto de podermos afirmar(...): “Eu fiz o que Jesus teria feito!”"
 
Por Teleny, in retorno (G-A-Y)
 
Ler no blogue:
parte 1 http://moradasdedeus.blogspot.com/2011/02/comungar-ou-nao-comungar-eis-questao.html
parte 2 http://moradasdedeus.blogspot.com/2011/02/o-ritual-social-e-individual-da.html
parte 3 http://moradasdedeus.blogspot.com/2011/02/eucaristia-e-conflito-interior.html

Eucaristia e conflito interior

Comungar ou não comungar?
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"Provavelmente a maioria dos homossexuais católicos vive um grave conflito interior em relação à Eucaristia.

Muitos, simplesmente, abandonaram a Missa e a Comunhão, desde o momento em que assumiram (ainda que apenas perante si mesmos) a sua identidade homossexual.

Outros tiveram experiências traumáticas ao procurarem a Confissão ou aconselhamento junto a um sacerdote. Alguns (talvez graças a uma sensibilidade da sua consciência) recorrem ao Sacramento da Reconciliação, desde que não estejam a viver num relacionamento "estável", e procuram a absolvição (e o acesso à Eucaristia) depois de cada "pecado contra castidade".

Acredito que, devido à dolorosa ausência de formação espiritual específica voltada directamente para os homossexuais (Pastoral para Homossexuais), exista grande confusão neste assunto.

Quem não abandonou definitivamente a Igreja, procura "improvisar". Ou, então, encontra algum meio para "casar" a sua fé com a própria sexualidade.

Como não encontrei ainda O texto que fale exactamente sobre esta questão, resolvi recorrer às opiniões mais "genéricas" [1], que podem ser interpretadas, também, no contexto da homossexualidade. [...] A opinião do atual Papa [2] não é muito animadora. Na próxima postagem prometo apresentar outro ponto de vista..."


Por Teleny, in retorno (G-A-Y)

[1] O texto de Joseph Ratzinger, apresentado anteriormente, é sobre os "casais de segunda união" e a Comunhão eucarística; o autor da mensagem aqui transcrita faz uma analogia entre a situação destes e a dos homossexuais católicos. 
[2] que é o corpo da última mensagem - a parte 2 de "Comungar ou não comungar?"

Ler no blogue:
parte 1 http://moradasdedeus.blogspot.com/2011/02/comungar-ou-nao-comungar-eis-questao.html
parte 2 http://moradasdedeus.blogspot.com/2011/02/o-ritual-social-e-individual-da.html

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O ritual social e individual da comunhão

Começo esta série de mensagens com um texto escrito pelo Cardeal Joseph Ratzinger (actual Papa), sobre as pessoas que vivem num casamento civil não reconhecido pela Igreja


Comungar ou não comungar?
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"Cardeal Joseph Ratzinger: Neste caso, devo precisar primeiro, num sentido jurídico, que essas pessoas não estão excomungadas num sentido formal. A excomunhão é um conjunto de medidas punitivas da Igreja, é uma limitação de se ser membro da Igreja. Essa punição da Igreja não lhes foi imposta. Mesmo que, por assim dizer, o que salta logo à vista, o fato de não poderem comungar, se aplique a eles. Mas, como disse, não estão excomungados num sentido jurídico. São membros da Igreja que não podem comungar por causa de determinada situação na vida. Não há nenhuma dúvida de que isso seja um grande peso, precisamente no nosso mundo, em que o número de casamentos desfeitos aumenta cada vez mais. Julgo que esse peso pode ser suportado quando, por um lado, se torna claro que também existem outras pessoas que não podem comungar. O problema só se tornou tão dramático porque a comunhão é, por assim dizer, um rito social, e uma pessoa é realmente marcada quando não participa. Quando se voltar a tornar visível que muitas pessoas têm de dizer a si mesmas que têm alguma coisa na consciência, e que assim não podem ir à comunhão, e quando, como diz São Paulo, desse modo se voltar a fazer a distinção do Corpo de Cristo, logo tudo será diferente. É uma condição.

O segundo ponto é que devem sentir que, apesar disso, são aceites pela Igreja, que a Igreja sofre com elas.

Peter Seewald: Parece uma ilusão.

CJR: Naturalmente, isso deveria poder tornar-se visível na vida de uma comunidade. E, pelo contrário, também se faz alguma coisa pela Igreja e pela humanidade ao tomar essa renúncia sobre si, ao dar, por assim dizer, testemunho do caráter único do casamento. Julgo que disso também faz parte algo que é muito importante: que se reconheça que o sofrimento e a renúncia podem ser algo positivo, e que temos de voltar a encontrar uma nova relação com eles. E, por fim, que voltemos a tomar consciência de que também se pode participar da missa, da Eucaristia, de modo fecundo, sem ir sempre à comunhão.

É uma questão difícil, mas julgo que, quando diversos fatores que estão relacionados uns com os outros se resolverem, também isso será mais fácil de suportar.

PS: O padre pronuncia as palavras: “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Por conseguinte, os outros deveriam sentir-se infelizes.

CJR: Infelizmente, a tradução tornou o sentido da frase pouco claro. Essa expressão não se relaciona diretamente com a Eucaristia. É tirada do Apocalipse e refere-se ao convite para o banquete nupcial definitivo, representado na Eucaristia. Quem, portanto, não pode comungar no momento, não tem de estar excluído do banquete nupcial eterno. Trata-se sempre de um exame de consciência, de que se pense ser algum dia capaz desse banquete eterno, e que agora também se comungue. Mesmo quem agora não possa comungar, é admoestado através desse apelo, como também todos os outros, a pensar no seu caminho, que um dia será aceite nesse banquete nupcial eterno. E talvez, porque sofreu, possa ter ainda melhor aceitação.

In O sal da terra”, Cardeal Joseph Ratzinger & Peter Seewald; Editora Imago; Rio de Janeiro, 1997; páginas 163-165
Por Teleny, In Retorno (G-A-Y)
 
Nota: O tom desta entrevista é maioritariamente paternalista, tentando ser um conforto para quem, pelas palavras do cardeal, "não pode comungar". São afirmadas algumas verdades, respeitantes ao lado social da Eucaristia - o facto de não comungar, em muitas comunidades, pode fazer alguém sentir-se "de fora" -, e é muito importante que cada um tenha a liberdade interior para comungar ou não comungar de acordo com o seu "exame de consciência", como também é afirmado pelo cardeal. E por esta razão, parece-me essencial que "o que os outros ficam a pensar" nunca entre nesta balança que só pode ser medida pelo acesso à consciência mais profunda, consciência esta à qual só tem acesso Deus e o(a) próprio(a).
 
Ler Comungar ou não comungar?: parte 1

Queres trabalhar num Centro Social? Procura-se Responsável de Serviços Gerais e Colaborador da Pastoral

Oferta de Trabalho na área Social

As irmãs Dominicanas procuram alguém que queira trabalhar no Centro Social 6 de Maio, que se situa no Concelho de Amadora, muito perto das Portas de Benfica.

Este Centro Social situa-se num Bairro muito degradado, muito pobre, e serve principalmente uma população de origem africana e é coordenado e orientado pelas Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário. Tem um Quadro de Pessoal efectivo de 20 e...pessoas e um vastíssmo grupo de Voluntários, e amigos.

A Actividade do Centro Social centra-se num amplo Projecto de Acção Comunitária, que inclui todo o tipo de actividades: pastoral/catequética, creche, pré-escolar, social ( a todos os níveis), cultural, educacional, e abrange toda a população e todas as camadas etárias.

Porque a pessoa que neste momento está a prestar os seguintes serviços vai em fins de Março, como Voluntário, para Timor, estamos a precisar de contratar uma pessoa, a tempo inteiro, para as seguintes funções:

1.Responsável de Serviços Gerais: coordenar o pessoal desta área, compras, manutenção dos espaços e tudo o que tenha a ver com a gestão e bom funcionamento material duma casa, que neste caso, é o Centro Social.
2.Colaborador da Pastoral, nas suas mais diversas áreas, de modo especial na Catequese.
Procura-se, então, uma pessoa com algumas características de polivalência e com uma boa prática religiosa e uma formação básica nesta área.

Como o Centro Social é uma IPSS (Instituição Paricular de Solidadriedade Social), está situado e serve uma população muito carenciada, o ordenado que pode oferecer é baixo - mas até agora muito certinho. O valor do mesmo será dado a conhecer, pessoalmente, a quem possa estar interessado.

Outras informações poderão ser pedidas para os contactos:
1. Irmã Deolinda deolindarodrigues.email@gmail.com
2.Telefone: 214762660 (Centro Social); 214748859 (Casa das Irmãs) ; 96 535 12 08

O Trabalho à Luz da Doutrina Social da Igreja

O Trabalho à luz da Doutrina Social da Igreja

Vimos divulgar junto de vós a segunda edição do Curso da “Leitura Crente da Actualidade à Luz da Palavra de Deus”, que tem como tema principal O Trabalho à Luz da Doutrina Social da Igreja, cujo objectivo global é debater questões concretas e actuais, ligadas à prática, relacionadas com o Trabalho.

As inscrições podem fazer-se através do correio electrónico do Instituto (idfc@patriarcado-lisboa.pt), ou no próprio dia da conferência (estejam presentes um pouco antes das 21h para podermos coligir os vossos contactos).

Para ajudar nas despesas que esta iniciativa envolve, pedimos apenas a colaboração de 5€ por sessão.
Este último módulo vai ter início no próximo dia 14 de Fevereiro.
14 de Fevereiro: Trabalhar para quê?
com Manuela Silva, Rui Diniz e Joaquim Franco, moderado por diácono Rui Mesquita

21 de Fevereiro: A vida na empresa: como agir?
com Maria Manuel Seabra da Costa e João Pedro Tavares, moderado por José Varela

28 de Fevereiro: Que modelos alternativos?
Comércio Justo, Empreendorismo, Economia Social e Economia de Comunhão,
moderado por Jorge Líbano Monteiro

Local: Igreja do Coração de Jesus, Rua Camilo Castelo Branco, nº 4, Lisboa - Tel. 213558026 / 916209919

Comungar ou não comungar? Eis a questão

Comungar ou não comungar?
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Inspirado por um amigo do moradasdedeus, autor de um blogue irmão brasileiro intitulado retorno (G-A-Y), e aproveitando o seu precioso trabalho de pesquisa de textos e documentos, irei num futuro próximo abordar uma questão importante para muitos homossexuais cristãos: deverei ou não comungar?

Até onde é livre a nossa escolha?

Nota: Esta mensagem foi adaptada a partir de um texto escrito em Português do Brasil; as referências bíblicas do original foram substituidas pela versão da "Bíblia Sagrada" da Difusora Bíblica

Livre-arbítrio

É o poder dado por Deus ao homem de escolher as suas ações em decorrência de tudo o que foi concedido ao mesmo. “Tomo hoje por testemunhas contra vós o céu e a terra; ponho diante de vós a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe a vida (...)” (Deuteronómio 30, 19) O livre-arbítrio compreende as escolhas das ações e a responsabilidade pelas causas e efeitos gerados na vida de cada indivíduo.

O livre-arbítrio não tem nada a ver com escolha por coisas inatas, pois só compreende a escolha da “ação” decorrente do que foi oferecido ao homem para “administrar” na sua vida. Nesta vida tu és “senhor”. Senhor do teu corpo, das tuas relações familiares, do projeto de vida para o teu futuro...

Por outras palavras, ninguém escolhe a altura que terá. Ninguém opta por ter olhos verdes ou castanhos. Ninguém, no momento em que foi colocado no ventre da mãe, passou por questões do tipo: Jesus, quero uma família rica! Deus, deposita mais melanina na minha pele para ser mais moreno! Senhor, por favor, gostaria de ter a orientação sexual A! [...]

Parece injusto, mas repara que a troca é bem justa. Sim, uma troca de escolhas! Deus não te concede o poder de escolheres a tua altura, teres os familiares que preferirias, teres o cabelo desejado, ser da orientação sexual que mais agradasse aos teus amigos... mas Deus concede livremente a todas as pessoas o direito de escolha de onde cada um poderá passar toda a sua eternidade. Deus decidiu por nós as coisas passageiras, as coisas temporais e que poderíamos usar apenas neste breve “tabernáculo”; a maior escolha, a que tem um tempo infinito, a que será para sempre, depende de ti!

Achas mesmo que daqui a cem anos vai ser importante se foste branco ou preto, rico ou pobre, canhoto ou destro, gay ou heterossexual? Toda a matéria veio do pó e ao mesmo voltará. “Se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (1 Coríntios 15, 19).

A vida terrena neste corpo mortal é muito pequena. Lembras-te dos dois ladrões na cruz? Já se passaram dois mil anos, um escolheu a vida e o outro a morte espiritual. Os dois estavam ao lado de Jesus e tiveram a mesma oportunidade de terem a vida eterna. Mesmo que durante toda a sua caminhada não tenham feito as melhores escolhas e, ao contrário de Jesus, estavivessem merecidamente pregados na cruz. Todavia, um deles escolheu o melhor caminho naquele quase que último suspiro. Talvez tu não tenhas feito boas escolhas na tua vida, como aqueles ladrões na cruz, mas como aqueles dois, a ti também é dado o direito de uma melhor escolha: Jesus!

Esta escolha é feita enquanto há vida e jamais depois da morte física. A escolha da Salvação é feita aqui e é para todos, pois Deus a ninguém exclui, porque não pode negar-se a si mesmo. A escolha é para “todo o que crê nele”. Porque "tanto amou Deuso mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que crê nele não se perca, mas tenha a vida eterna.” (João 3, 16)

Por Nilo, in gayscatolicoscomfe

Ajudar quem ajuda

A AIDHUM (Associação de Interajuda e Desenvolvimento Humano) é uma associação que existe para apoiar outras. É uma associação de solidariedade social, apolítica, sem fins lucrativos, criadora do "Movimento 1 Euro".

O Movimento 1 Euro utiliza apenas o apoio financeiro dos associados - 1€ por mês - para apoiar causas escolhidas e votadas por todos através deste website.

O Movimento 1 Euro é transparente e fácil de entender para quem quer ajudar os mais carenciados e estimula um interesse activo por parte de quem quer dar uma ajuda a uma causa com preocupações sociais e ambientais.

O objectivo da AIDHUM, através do seu Movimento 1 Euro, é acabar com todas as barreiras burocráticas para quem quer ajudar.

Através do site, de forma totalmente transparente, por apenas 1 Euro por mês e à distância de um click, pode desde já começar a votar e assim a ajudar as causas que quer ver apoiadas.

Funciona da seguinte forma:
  1. Com a entrada de novos sócios, há um aumento no valor mensal disponível (para entrar, clicar aqui)
  2. O movimento está aberto à candidatura de associações com projectos de âmbito social e ambiental.
  3. Por mês são seleccionados 10 para serem votados (e um é o escolhido). Isto faz com que não se instale uma subsidio-dependência por parte de nenhuma causa que tenha saído vencedora. Além disso, dão-se a conhecer diferentes projectos considerados relevantes, inspiradores e com qualidade e há um reconhecimento público pelo seu serviço (quer seja através da atribuição do prémio, quer seja pela simples nomeação).
  4. Sendo assim, este movimento tem as funções de ajudar, distinguir, promover e informar.

Grupo de leitura: Amor e Responsabilidade

Na Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Carmo do Alto do Lumiar, em Lisboa, um grupo de cristãos reúne-se para fazer uma leitura partilhada do livro "Amor e Responsabilidade" de Karol Wojtyla  (João Paulo II). Os encontros começaram no dia 27 de Janeiro e são quinzenais, de entrada livre, às quintas-feiras pelas 21h30 (no dia 19 de Maio será às 22h30).

"Karol Wojtyla publicou Amor e Responsabilidade em 1960, e esta obra é fruto do seu trabalho pastoral, especialmente entre os jovens. A sua análise do verdadeiro significado do amor humano transforma a vida de quem o lê e dá uma nova luz a velhos temas:
  • a autenticidade do amor
  • o significado da amizade
  • as relações entre homem e mulher
  • como alcançar maior intimidade no casamento
e muito mais…

O livro encontra-se à venda na Fnac. A tradução portuguesa é uma edição de 1999 da Editora Rei dos Livros. A sua compra é recomendada mas não obrigatória!"

Contactos e informações: Maria José Vilaça / 917969041 mjvilaca@sapo.pt
 
Nota: Este grupo de leitura publica eventos no facebook. Basta procurar "Amor e Responsabilidade".

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Violação Correctiva perpeptua-se na África do Sul

Na África do Sul acreditam que violar pode curar

Chama-se Millicent Gaika e é sul-africana. É lésbica e por isso foi torturada durante cinco horas, violada por um homem.

É a denominada "violação correctiva", uma prática sul-africana aplicada às mulheres homossexuais e que, segundo os activistas dos direitos humanos, nunca foi judicialmente condenada.

Millicent sobreviveu, ao contrário de Eudy Simolane, uma das ícones do futebol feminino sul-africano, que em 2008 foi violada e assassinada após revelar que era lésbica e tornar-se voz forte na defesa do movimento LGBT.

Neste momento está a decorrer uma petição para pôr fim a esta violência homofóbica.

Por Bárbara Rosa in dezanove

As vítimas do Holocausto

A comunidade LGBT e o “Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto”


As Nações Unidas declararam o dia 27 de Janeiro como o “Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto” para marcar o aniversário da libertação dos prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. E embora o maior número dos encarcerados e assassinados pelos Nazis fossem Judeus, também se contam entre as vítimas gays e lésbicas.

Durante o Holocausto, homens gay, e em menor número lésbicas, foram presos pelos Nazis juntamente com Judeus, Ciganos, Testemunhas de Jeová e uma grande variedade de grupos incluindo padres e opositores políticos.

Após o final da guerra os homossexuais foram tratados de modo bem diferente das outras vítimas. Nanette Fodell, porta-voz do Museu do Holocausto em Dallas (EUA) fez um paralelo entre o Holocausto e os recentes acontecimentos que têm afectado a comunidade LGBT, declarando que o Holocausto começou com o bullying de crianças Judias nas escolas, e acrescentou: “o bullying transformou-se em genocídio.”

A lei que criminalizava a homossexualidade na Alemanha, conhecida como Parágrafo 175 foi publicada em 1871, mas raramente era aplicada durante a época da República de Weimar, transformando Berlim numa das cidades onde os gays se sentiam melhor. No entanto, após a ascensão do Terceiro Reich, o Parágrafo 175 começou a ser cumprido e permaneceu nos livros mesmo após o fim da Segunda Guerra Mundial.

O Museu do Holocausto em Washington estima que cerca de 100.000 homossexuais tenham sido presos na Alemanha e nos países mais tarde ocupados pelos Nazis, como a Áustria, a ex-Checoslováquia e a Polónia.

Os Nazis faziam distinção entre os homossexuais com comportamento “aprendido” e os “incorrigíveis”. Enquanto que estes últimos eram enviados para os campos de concentração, os ditos de “comportamento aprendido” eram enviados para o exército, normalmente para as linhas da frente ou em missões suicida. Os que eram enviados para os campos também tinha uma esperança de vida bastante curta, acabado por sucumbir à fome, brutalidade física ou trabalhos forçados.

Por seu turno, enquanto os prisioneiros Judeus usavam um triângulo amarelo, os homens gay usavam um cor-de-rosa e os grupos insociáveis, dos quais faziam parte as lésbicas, usavam um triângulo preto. Mais tarde surgiram relatos dos maus tratamentos a que os prisioneiros que usavam triângulos cor-de-rosa estavam sujeitos não só pelos guardas, mas por outros prisioneiros.

Muitos dos homossexuais que foram libertados dos campos de concentração voltaram a ser presos para ao abrigo da lei do Parágrafo 175. A pena para a homossexualidade era de dois anos na cadeia e o tempo passado nos campos não contavam para o cumprimento da sentença.

No final da Guerra, a Alemanha Ocidental começou a pagar compensações aos prisioneiros que passaram tempo nos campos, no entanto, em 1956 o Governo alemão declarou que as pessoas presas por homossexualidade não eram elegíveis para tal.

A homossexualidade foi descriminalizada na Alemanha de Leste (RDA) em 1968 e na Alemanha Ocidental (RFA) em 1969, mas a lei do Parágrafo 175 não foi expurgada até 1994. Só em 2002 é que o Governo Alemão garantiu perdão oficial aos que serviram tempo na cadeia por homossexualidade.

por Lúcia Vieira, in desanove.pt

Bush a favor do casamento?

Uma Bush a favor do casamento

Durante a governação Bush, este propôs uma emenda constitucional de forma a proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo os Estados Unidos da América.

Contudo agora uma das filhas gémeas do ex-presidente vem a público declarar que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois de as duas gémeas terem estado ao lado do pai nas últimas eleições.

Barbara Bush declarou num vídeo divulgado pela Estados Unidos Human Rights Campaign, que todas as pessoas deviam poder casar com a pessoa que amam.
Barbara Bush vive em Manhattan, e está à frente de uma organização sem fins lucrativos onde promovem questões ligadas à saúde global.

Activistas pela causa LGBT afirmam que neste momento existem condições para que o estado de Nova Iorque aprove o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O governador de NY, Andrew Cuomo, já se declarou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, e entre a classe politica acredita-se estar reunido os votos suficientes para que esta lei seja aprovada em 2011.
 
In Portugalgay.pt

Nova lei de união civil nos Estados Unidos

Illinois com nova lei de uniões civis

O governador Pat Quinn assinou a lei de união civil abrangente no Illinois no dia 31 de janeiro. A lei entra em vigor a 1 de junho.

"Este é o momento que eu acho que muito tempo depois será recordado, as pessoas vão lembrar-se de nós, no dia 31 de janeiro do ano de 2011 por nos termos reunido aqui em Illinois, a Terra de Lincoln, e fizemos história", disse Quinn.

O governador usou 97 canetas diferentes para assinar o projeto de lei, de modo que muitas das pessoas que trabalharam no projecto de lei pudessem ter uma recordação mais palpável. Ele demorou sete minutos e 25 segundos para colocar a sua assinatura no documento. Quando terminou, levantou-se, colocou o projeto de lei assinado no ar, e parecia extremamente satisfeito, mas também humilde.

Segundo a nova lei, casais gays e heterossexuais numa união civil receberão os mesmos benefícios a nível estadual, proteções e responsabilidades cobertas pelo casamento civil. A lei também reconhece os casamentos entre pessoas do mesmo sexo de outros estados - mas apenas como união civil.

"Esta nova lei reflete o triunfo da esperança e da justiça sobre a distorção e divisão", disse Jill Metz, presidente do conselho da American Civil Liberties Union of Illinois.

Ao todo nos EUA, 13 estados e Washington, DC, têm leis abrangentes de união civil, permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ou o reconhecimento dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo de outras jurisdições. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal no Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, Vermont e Washington, DC Além disso, Nova York e Maryland reconhecem casamentos do mesmo sexo realizados noutros locais. As leis de união civil ou parceria doméstica que garantem todos os direitos a nível de Estado do casamento também estão em efeito na Califórnia, Nevada, New Jersey, Oregon e Washington.
Além disso, existem leis que concedem aos casais do mesmo sexo alguns dos direitos do casamento, no Colorado, Havaí, Maine e Wisconsin.

A Califórnia é um caso mais particular. O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legal de junho a novembro de 2008, altura em que os eleitores alteraram a Constituição do Estado, através da Proposition 8. Os casais que se casaram antes do referendo ainda são legalmente casados no estado, assim como outros casais do mesmo sexo que vivem na Califórnia e se tenham casado em qualquer parte do mundo antes da Proposition 8 ter sido aprovada. Os casais homossexuais que se casaram em outro lugar após a aprovação da Proposition 8, recebem todos os direitos e obrigação do casamento ao nível do estado na Califórnia, exceto o direito legal de chamar à sua união um "casamento", enquanto estiverem na Califórnia. Note-se que não são reconhecidos pela legislação do estado de parceria doméstica, mas sim como casais unidos pelo casamento a quem é negado o uso legal da palavra "casamento".

por Rex Wockner (EUA) para PortugalGay.PT

Militantes do CDS alegadamente expulsos por homofobia

Militantes expulsos por homofobia do CDS contestam decisão

Cinco militantes do CDS/PP vieram a público acusar a direcção do partido de os expulsar sobre o "pretexto" de serem nacionalistas de direita e homofóbicos.

Os cinco militantes expulsos – Francisco Cruz, Carlos Carrasco, Rui Figueiredo, Carlos Nunes e António José Rodrigues – negam as acusações e defendem que foram expulsos por terem denunciado alegadas ilegalidades na escolha do deputado Nuno Magalhães como cabeça de lista do CDS/PP pelo distrito de Setúbal nas últimas eleições legislativas.

Os "casais normais"

Francisco Cruz justifica-se: “nós não somos, de modo algum, homofóbicos, somos é contra os homossexuais terem as mesmas regalias que um casal normal tem”. Cruz alega que essa seria a posição oficial defendida pelo partido não compreendo assim a expulsão.

Para o ex-militante do CDS/PP a verdade é que o deputado Nuno Magalhães não poderia ter sido selecionado para cabeça de lista no distrito pois, segundo Cruz, "tem apenas uma residência fictícia em Setúbal, beneficiando, por isso, de alguns subsídios atribuídos pela Assembleia da República".

Por seu lado Nuno Magalhães afirma serem "falsas e injuriosas" as acusações de que é alvo e esclarece que os cinco militantes expulsos “formaram uma tendência nacionalista ilegal, que viola os estatutos”, como foi reconhecido pelo Conselho Nacional do CDS/PP.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Cinema às quartas num espaço com estilo

Lisbela e o prisioneiro
A Geraldine é um espaço versátil de móveis, roupa e adereços retro. Funciona também como bar e pode-se lá petiscar qualquer coisa e é, acima de tudo, um espaço cultural e uma referência da descoberta alternativa da cidade. É em Lisboa e é fruto de almas bem criativas.

Nas noites de quarta-feira vai começar a haver uma sessão de cinema e bolo de chocolate. Todos os meses é convidado um amigo da Geraldine para programar um ciclo e vir apresentar os filmes. A entrada é gratuita e não é necessário trazer pipocas: há muito melhor!

Fevereiro 2011
Suspensão da Suspensão de Descrença
por Nuno Godinho

A Suspensão de Descrença é o processo através do qual o espectador decide de forma voluntária aceitar como verdadeira uma ficção, de forma a conseguir projectar-se emocionalmente na mesma. Um processo fundamental no cinema ficcional. Existem, no entanto, alguns filmes que tornam difícil, ou mesmo impossível, a suspensão de descrença. Neste ciclo apresentamos alguns.

Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes

“Lisbela e o Prisioneiro” é, antes de mais, uma história de amor. O amor que o realizador, os espectadores e os próprios personagens sentem pelo cinema. Se por um lado o filme permite que a suspensão da descrença se possa dar por inteiro, por outro o recurso ao filme dentro do filme cria uma dobra que nos vai desafiando ao recordar-nos, ainda que docemente, que não amamos senão uma ilusão. 2 Fevereiro – 21h30

What’s Up Tiger Lily [Que Há De Novo Gatinha], de Woody Allen

Neste seu primeiro filme, Woody Allen em vez de filmar, limitou-se a dobrar o som do filme japonês “International Secret Police: Key of Keys”. Dobrou o som e dobrou a história original. Dobrou-a de tal forma que nós, espectadores, nunca chegamos a conseguir acreditar nela. 9 Fevereiro – 21h30

F For Fake [Verdades e Mentiras], de Orson Welles

Um pseudo-documentário sobre Elmyr de Hory, o mais famoso falsificador de arte de sempre e sobre o seu biógrafo Clifford Irving, também ele um falsário. Mas terá sido só arte que Elmyr falsificou? Não estará também falsificada a história da sua vida aqui contada? E quanto do documentário foi também forjado pelo próprio Orson Welles? Ver para descrer. 16 Fevereiro – 21h30

Funny Games [Brincadeiras Perigosas], de Michael Haneke

Dois jovens psicóticos atacam uma família na sua casa de férias e divertem-se forçando-os a sofrer. Funny Games é um filme-ensaio, sem dó dos personagens, mas, acima de tudo, sem dó do espectador, que é forçado a rever a sua relação com a violência no cinema. 23 Fevereiro – 21h30

Uma mostra bem alternativa e irreverente. Aconselho-a vivamente.

Saber mais sobre a Geraldine e a sua localização.

Onde reciclar uma cápsula da Nespresso?

Luta contra a Fome:
Reciclar cápsulas de café dá arroz ao Banco Alimentar

Nespresso está a desenvolver com os Bancos Alimentares uma iniciativa de responsabilidade ambiental e social que pretende reutilizar a maior quantidade possivel de borra de café resultante da reciclagem e produzir a maior quantidade possível de arroz para o Banco Alimentar.

Esta iniciativa não está limitada no tempo.

Para 2011 foi estabelecido o objectivo de produzir 50 toneladas de arroz: quanto mais os utilizadores de Nespresso reciclarem mais arroz é produzido para os BAs, uma vez que por cada 100 cápsulas reclicadas a Nespresso doa 1,5 kg de arroz à Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares.

Pode não ser muito generoso da parte desta empresa, mas são umas migalhas: não as deitemos fora!
Foi instalado no BA de Lisboa um contentor onde podem ser depositadas as cápsulas usadas. Existem ainda mais de 200 pontos de recolha em Portugal Continental e Ilhas. Para os outros países ver aqui.

Para saber mais sobre as eco-procupações e a sustentabilidade na Nespresso ler aqui.

Era uma vez um livro solidário

Entrega de livros até dia 28 Fevereiro em qualquer posto dos CTT

A associação Karingana tem uma campanha activa para envio de livros em língua portuguesa para Moçambique.

Os livros que identificaram como fundamentais para esta campanha, são:

  • Literatura de autores de língua portuguesa
  • Banda desenhada
  • Dicionários
  • Enciclopédias
  • Atlas
  • Gramáticas
  • Livros técnicos que não sejam manuais escolares
Olhem para as vossas prateleiras e pensem bem em valorizar os vossos livros. Dar-lhes outro destino pode ser dar-lhes uma nova vida.

No Brasil, união estável para pessoas do mesmo sexo a passo de caracol

Arquivado ontem na Câmara de Deputados o Projecto de Lei elaborado pela ABGLT que se aplicava à união estável para pessoas do mesmo sexo


No Brasil, a ABGLT, através das suas associadas, tinha elaborado um projecto de lei que previa a alteração de um único dispositivo legal previsto no Código de Civil com a finalidade de que passasse a ser aplicada a união estável para pessoas do mesmo sexoDesta forma, acreditava-se, seria simplificado todo processo legislativo e seriam evitadas maiores discussões, podendo a aprovação ser mais ágil.
 
Este projecto de lei foi acrescentado a outro que se refere ao “contrato civil” da união homoafetiva. Foram ambos arquivados. Não é uma situação irreversível, mas traduz-se numa maior demora e num prolongar ndeterminado de toda a discussão em redor desta temática.
 
Aos nossos irmãos e irmãs brasileiras: Toda a coragem e paciência, um dia verão os vossos desejos concretizados!
 
Ler mais sobre o tema

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O que fazer com o Mal?

O mal: uma difícil questão

[...] O mal toca universalmente as existências e constitui a todos os níveis um desafio. O importante, porém, como explica o filósofo Paul Ricoeur, não é tanto insistir em encontrar uma solução. Mais relevante que pensar donde vem o Mal é sim descobrir o que podemos fazer contra ele. A experiência do mal desafia à luta prática contra o próprio mal. Reorienta-se, assim, o olhar para um novo futuro.

Como é que o mal deixa de ser o irreparável? Quando aproveitamos o contexto de mal para um acontecimento doutra ordem. Quando deixamos apenas de perguntar: «Porque é que isto me aconteceu?». E investimos antes as nossas forças criadoras a decidir: «Como é que devo reagir vitalmente a isto que aconteceu?».

Apetece citar aqui uma página do impressionante Diário de Etty Hillesum, um dos grandes testamentos espirituais do nosso tempo. Está lá tudo. «Foi lá [e a autora está a falar da sua experiência no campo de concentração], entre as barracas, repletas de gente agitada e perseguida, que achei a confirmação para o meu amor por esta vida. Não tive um único corte com a vida. Havia como que uma grande continuidade, plena de sentido. Como é que alguma vez vou conseguir descrever isto tudo? Descrever de modo que outros também consigam sentir como na realidade a vida é bela!».

É preciso contrapor à experiência do mal uma sabedoria, enriquecida pela meditação interior, que dialogue com as transformações pelas quais passamos. O modelo talvez seja realmente o dos trabalhos do luto. O luto é a aprendizagem gradual da perda até senti-la dentro de nós como possibilidade misteriosa de reencontro. Chegarmos a sentir, por exemplo, que a morte dos que amamos ainda pode gerar vida, no sentido de que não nos perdemos deles, mas continuamos a crescer e a maturar conjuntamente, só que de forma diferente. O luto, quando bem vivido, é um trabalho espiritual, uma mudança qualitativa que nos entreabre a um outro entendimento da vida. Em relação ao mal precisamos disso: aprender que a experiência do mal não é uma faca que nos decepa a vida.

Progressivamente, e sublinhe-se aqui a importância da progressividade, podemos ir percecionando que a experiência do mal não acarreta necessariamente a destruição de nós próprios. Tornamo-nos então capazes de semear de novo, apesar de tudo e contra tudo o que aconteceu. A ampliação da vida e o seu florescimento estão prontos para acontecer.

José Tolentino Mendonça

In Diário de Notícias ( Madeira)
publicado em SNPC

Abertura do Ano Europeu do Voluntariado

A cerimónia oficial de Abertura do ANO EUROPEU DO VOLUNTARIADO 2011 decorre no próximo dia 3 de Fevereiro, pelas 18h30 no Fórum Picoas, em Lisboa.


De 3 a 9 de Fevereiro podes acompanhar os diferentes projectos de voluntariado que serão apresentados no Fórum Picoas.

O site Ano Europeu do Voluntariado 2011 vai ser de consulta obrigatória ao longo deste ano. Participa e divulga-o.

Mais informações sobre o Ano Europeu do voluntariado em Europa AEV.

Activista do Uganda: espancado até à morte por defender direitos humanos

Publico uma mensagem em inglês, que nos dá conta das atrocidades que se continuam a cometer neste planeta. Morto com um martelo por ter tomado uma posição, num país onde a liberdade é uma miragem, onde os direitos universais do Homem são só para alguns, onde se confunde religião com poder, e opiniões humanas com justiça divina...

Por Jeffrey Gettleman para The New York Times

Ugandan Who Spoke Up for Gays Is Beaten to Death
As the most outspoken gay rights advocate in Uganda, a country where homophobia is so severe that Parliament is considering a bill to execute gay people, he had received a stream of death threats, his friends said. A few months ago, a Ugandan newspaper ran an anti-gay diatribe with Mr. Kato’s picture on the front page under a banner urging, “Hang Them.”

On Wednesday afternoon, Mr. Kato was beaten to death with a hammer in his rough and tumble neighborhood. Police officials were quick to chalk up the motive to robbery, but the small and increasingly besieged gay community in Uganda suspects otherwise.

“David’s death is a result of the hatred planted in Uganda by U.S Evangelicals in 2009,” said Val Kalende, the chairperson of one of Uganda’s gay rights groups, in a statement. “The Ugandan Government and the so-called U.S Evangelicals must take responsibility for David’s blood.”

Mrs. Kalende was referring to visits in March 2009 by a group of American evangelicals, who held rallies and workshops in Uganda discussing how to make gay people straight, how gay men sodomized teenage boys and how “the gay movement is an evil institution” intended to “defeat the marriage-based society.”

The Americans involved said they had no intention of stoking a violent reaction. But the anti-gay bill came shortly thereafter. Some of the Ugandan politicians and preachers who wrote it had attended those sessions and said that they had discussed the legislation with the Americans.

After growing international pressure and threats from a few European countries to cut assistance — Uganda relies on hundreds of millions of dollars of aid — Uganda’s president, Yoweri Museveni, indicated that the bill would be scrapped.

But more than a year later, that has not happened and the legislation remains a simmering issue in Parliament. Some observers think the bill could be passed in the coming months, after a general election in February that is expected to return Mr. Museveni, who has been in office for 25 years, to power.
On Thursday, Don Schmierer, one of the American evangelicals who visited in Uganda in 2009, said Mr. Kato’s death was “horrible.”

“Naturally, I don’t want anyone killed but I don’t feel I had anything to do with that,” said Mr. Schmierer, who added that in Uganda he had focused on parenting skills. He also said that he had been a target of threats himself, recently receiving more than 600 hate mails related to his visit.

“I spoke to help people,” he said, “and I’m getting bludgeoned from one end to the other.”

Many Africans view homosexuality as an immoral Western import, and the continent is full of harsh homophobic laws. In northern Nigeria, gay men can face death by stoning. In Kenya, which is considered one of the more Westernized African nations, gay people can be sentenced to years in prison.

But Uganda seems to be on the front lines of this battle. Conservative Christian groups that espouse anti-gay beliefs have made great headway in this country and wield considerable influence. Uganda’s minister of ethics and integrity, James Nsaba Buturo, a devout Christian, has said “Homosexuals can forget about human rights.”

At the same time, American organizations that defend gay rights have also poured money into Uganda to help the beleaguered gay community.

In October, a Ugandan newspaper called Rolling Stone (with a circulation of roughly 2,000 and no connection to the American music magazine) published a story that included photos and whereabouts of gay people, including several well-known activists like Mr. Kato.

The paper said gay people were raiding schools and recruiting children, a belief that is quite widespread in Uganda and has helped drive the homophobia.

Mr. Kato and a few other gay activists sued the paper and won. This month, Uganda’s High Court ordered Rolling Stone to pay hundreds of dollars in damages and to cease publishing the names of people it said were gay.

But the danger remained.
“I had to move houses,” said Stosh Mugisha, a woman who is going through a transition to become a man. “People tried to stone me. It’s so scary. And it’s getting worse.”

On Thursday, Giles Muhame, Rolling Stone’s managing editor, said he did not think Mr. Kato’s killing had anything to do with what his paper had published.

“There is no need for anxiety or for hype,” he said. “We should not overblow the death of one.”
That one man was considered a founding father of Uganda’s nascent gay rights movement. In an interview in 2009, Mr. Kato shared his life story, how he was raised in a conservative family where “we grew up brainwashed that it was wrong to be in love with a man.”

He was a high school teacher who had graduated from some of Uganda’s best schools and he moved to South Africa in the mid 1990s, where he came out. A few years ago, he organized what he claimed was Uganda’s first gay rights news conference in Kampala, Uganda’s capital, and said he was punched in the face and cracked in the nose by policemen soon afterwards.

Friends said that Mr. Kato had recently put an alarm system in his house and was killed by an acquaintance, someone who had been inside several times before and was seen by neighbors on Wednesday. Mr. Kato’s neighborhood on the outskirts of Kampala is known as a rough one, where several people have recently been beaten to death with iron bars.

Judith Nabakooba, a police spokeswoman, said Mr. Kato’s death does not appear to be a hate crime, though the investigation has just started. “It looks like theft, as some things were stolen,” Mrs. Nabakooba said.

But Nikki Mawanda, a friend, who was born female and lives as a man, said: “This is a clear signal. You don’t know who’s going to do it to you.”

Mr. Kato was in his mid 40s, his friends said. He was a fast talker, fidgety, bespectacled, slightly built and constantly checking over his shoulder, even in the envelope of darkness of an empty lot near a disco, where he was interviewed in 2009.

He said he wanted to be a “good human rights defender, not a dead one, but an alive one.”

Um musical pontífice

O Musical Wojtyla

Para quem aprecia o género Musical, aqui vai uma sugestão bastante fora do comum:

Em Lisboa, no Teatro Tivoli, a 17, 18 e 19 de Fevereiro. No Porto, no Teatro Sá da Bandeira, a 24 e 25 de Fevereiro. Os bilhetes estão à venda em ticketline, lojas Fnac, Worten e nos locais do espectáculo.

"O musical WOTJYLA nasceu integrado num projecto de homenagem ao Papa João Paulo II, desenvolvido pela paróquia de Cascais, por ocasião do Ano Sacerdotal. Este grupo nasceu com o objectivo de produzir e realizar um espectáculo musical com fins beneméritos. Teve a sua estreia no dia 18 de Maio de 2010, no Estoril, e esteve em cena durante 7 dias, sendo que dois destes dias foram sessões extras a pedido do público.

Dado o enorme impacto que o musical causou, aliado ao facto de termos tido variados pedidos para repor o espectáculo, pouco hesitámos ao avançar para a reposição quando a ATT (Associação para Tratamento das Toxicodependências) nos lançou o desafio. Assim surgiu, de novo, o musical WOJTYLA.

O espectáculo é cantado e dançado ao vivo."

Sobre o Musical

"Trata-se de um musical multimédia sobre João Paulo II. A peça não é um relato histórico nem uma biografia. São testemunhos. Testemunhos de quem se cruzou com ele. Testemunhos de vidas que mudaram. Testemunhos acerca do lado mais divertido do Papa. Momentos decisivos e momentos divertidos.
O espectáculo não é um musical clássico, mas sim um review, construído a partir de testemunhos de vidas que mudaram ou foram tocadas por João Paulo II. Incide também na relação de João Paulo II com os jovens. O objectivo central e fundamental é lembrar João Paulo II, o homem, o Papa, o Santo, que poucos deixou indiferentes."

Visita Cantada

Há museus onde se fazem Visitas Guiadas. É uma boa maneira de ver com outros olhos o que o espaço nos apresenta. Há um onde estas são Visitas Cantadas. Conhecem?

Visitas Cantadas
Sábados e Domingos às 16h30
Fadistas de vários estilos e gerações enriquecem a visita ao Museu do Fado

Clara: 29 Jan
Marco Oliveira: 30 Jan
Nuno de Aguiar: 5, 13 Fev
Cláudia Leal: 6, 12 Fev
José da Câmara: 19, 27 Fev
Cuca Roseta: 20, 26 Fev
Carlos Macedo: 5, 13 Mar
Maria Amélia Proença: 6, 12 Mar
Lina Rodrigues: 19, 27 Mar
Duarte: 20, 26 Mar

Informações Úteis

Preço dos bilhetes: 3€
Endereço: Edifício do Recinto da Praia, Largo do Chafariz de Dentro, 1; 1100-139 Lisboa
Horários: Ter a Dom: 10h-18h (últimas admissões às 17h30) Encerra nos dias 1 de Janeiro, 1 de Maio e 25 de Dezembro
Enviar um E-mail
Telefone: 218 823 470
Autocarros: 9, 28, 35, 46, 59, 90, 104, 105, 107
Metro: Santa Apolónia
Saber mais sobre o Museu do Fado

Vida nova para sapatos velhos: calçar quem está descalço

Os teus sapatos ainda têm muito para andar!

Sapatos, botas, ténis, chinelos, sandálias... Todos eles fazem parte das nossas vidas, até que um dia nos deixam de servir, gastam-se ou deixamos de usá-los.

Neste sentido, e para evitar que deixes de "dar corda" aos teus sapatos, a empresa de reparação de calçado Botaminuto lançou a campanha solidária "Sapatos com histórias", que convida as pessoas a desfazerem-se dos sapatos que já não usam e deixá-los em qualquer loja desta cadeia. Depois de arranjado, todo o calçado é encaminhado para instituições de solidariedade social e ajuda a aquecer os pés frios de Norte a Sul do país.

Até 15 de Fevereiro, participa nesta iniciativa e entregua os teus sapatos usados, de adulto ou criança, no ponto de recolha mais perto. Poderás ainda partilhar a história do teu par de sapatos nas redes sociais!
É tempo de ajudar...dá os teus sapatos a quem não os tem!

Este é o 4º ano consecutivo que a Botaminuto promove esta campanha. Em 2010, conseguiu angariar cerca de 9000 pares de sapatos?

Ler mais sobre sapatos com histórias e ver quais são os pontos de recolha por todo o país.

A Arte é "levar até ao fim": à luz de Lourdes Castro

Grand herbier d'ombres, Lourdes Castro
a propósito desta mensagem relembro os nossos leitores que poderão ver uma obra de Lourdes Castro na Capela do Rato em Lisboa

Santa Lourdes Castro

Lembro-me de uma entrevista feita a Lourdes Castro em que ela defendia que a arte não deve ter um estatuto de exceção sobre os restantes aspetos da vida. A arte é fazer bem feito, é levar até ao fim. E dava o exemplo de algumas tribos, onde a arte não era ainda considerada uma atividade distinta do quotidiano: arte era, por exemplo, para as mulheres pentearem-se bem, varrerem bem o seu pátio. Era, para os guerreiros, pintarem o rosto segundo os rituais a assinalar…Apenas isso.

Não me esqueci destas palavras, porque elas certamente guardam o segredo da artista espantosa que Lourdes Castro é, mas guardam-no apontando para uma dimensão que, num mundo tão equívoco como aquele em que vivemos, raramente se sublinha ou pelo menos não com esta limpidez e sabedoria. Lourdes Castro testemunha que a arte é uma atividade humana total, que mergulhar nos meandros da criação é também maturar nos meandros do conhecimento de si e, contra uma errada gramática que a modernidade faz vingar, não se pode insistir na rutura entre a construção da obra de arte e a construção do sujeito que cria. Ou melhor: até se pode. E há obras geniais (e também muito menos que isso) que brotaram dessa cisão. Mas não é esse o endereço, nem a teimosia de Lourdes Castro. Era Paul Tillich quem dizia que uma pintura pode constituir acesso a uma nova dimensão do ser, se, ao mesmo tempo, possuir a força de abrir a camada correspondente de alma. É o seu caso.

Recordo-me perfeitamente do momento em que a conheci. Foi na praia dos Reis Magos, num fim de tarde. Ela chegou com o Manuel Zimbro e íamos todos jantar com uns amigos comuns que estavam de passagem. A Lourdes e o Manuel ainda deram um mergulho. E depois ficamos por ali a ver o sol daquele dia reclinar. A Lourdes disse, com a deliciosa expressão de espanto que, quem a conhece, sabe que é genuinamente sua: «As mais belas imagens são as que a natureza nos dá».

Não sei porquê voou-me o pensamento para uma frase de Espinosa: «Deus sive natura» (Deus, isto é, a natureza). E ao longo destes anos de amizade volto muito a essa frase, por que a Lourdes ensina a ver o natural e a natureza como nunca o vimos. Não é por acaso que, como ela gosta de dizer sorrindo, é «alguém que se ocupa da sombra». A sombra funciona como uma espécie de educação para aquilo que as nossas práticas tornam invisível. A arte de Lourdes Castro devolve-nos o esplendor do real sem ocultações, nem parcialidades: um real até ao fim, onde a sombra é transcrita e valorizada.

Senti muito o desejo de escrever sobre Lourdes Castro agora que revi, em DVD, o filme de Catarina Mourão que nos leva até Lourdes (e traz ela a nós) de uma forma coerente, comovente e impressiva. O filme chama-se "Pelas sombras". A Lourdes está ali inteira. Nos diálogos e no silêncio; na atividade e no repouso; na intensa solidão, no humor e no assombro da presença. Sinceramente, não me ocorre melhor palavra que santidade (não no sentido religioso, mas num imenso sentido humano) para dizer o que está tão manifesto em Lourdes Castro: inteireza, inteireza, inteireza.

José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias (Madeira), publicado por SNPC a 30 de Janeiro de 2011
Lourdes de Castro

Vaticano abre-se ao mundo descrente

La Chapelle
Pátio dos Gentios: Vaticano abre departamento para o diálogo entre crentes e não crentes

O Conselho Pontifício da Cultura (CPC) anunciou o arranque oficial de um novo departamento do Vaticano, denominado “Pátio dos Gentios”, que visa «favorecer o intercâmbio e o encontro» entre crentes e não crentes.

De acordo com um comunicado do organismo presidido pelo cardeal italiano Gianfranco Ravasi, esta «estrutura permanente» vai realizar a sua primeira iniciativa a 24 e 25 de março, em Paris.

Na capital francesa vão decorrer três colóquios sobre o tema “Religião, luz e razão comum”: na tarde do dia 24 de março na sede da UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura; na manhã de 25 de março na Universidade de Sorbonne; e à tarde na Academia de França.

Depois das sessões realiza-se uma “mesa-redonda" no Colégio dos Bernardinos, edifício histórico do século XIII.

O CPC anuncia ainda uma «festa» especialmente pensada para os mais jovens, tendo como tema “No pátio do Desconhecido”, que vai ter lugar na catedral de Notre Dame de Paris, a 25 de março, com “música, espetáculos e um encontro de reflexão”, seguindo-se uma vigília de oração e uma meditação.

O “Pátio dos Gentios” evoca o espaço homónimo que, no antigo Templo de Jerusalém, hospedava os não judeus.

O CPC, segundo as tarefas definidas em 1988 pelo Papa João Paulo II, tem como missão promover as relações entre a Santa Sé e o mundo da cultura, «a fim de que a civilização do homem se abra cada vez mais ao Evangelho, e os cultores das ciências, das letras e das artes se sintam reconhecidos pela Igreja como pessoas ao serviço da verdade, do bem e do belo».

por Octávio Carmo, in Agência Ecclesia
publicado por SNPC a 30 de Janeiro de 2011
Pátio dos Gentios

Sophia: a poetisa assertiva do catolicismo

Convém tornar claro o coração do homem
E erguer a negra exatidão da cruz
Na luz branca de Creta


Sophia de Mello Breyner era «assumidamente católica» mas «reconhecia Deus, a religiosidade e o mundo espiritual em termos mais universais», defende o escritor Richard Zenith.

Em entrevista à Agência Ecclesia, o investigador considera que o poema “Ressurgiremos”, em particular a sua quarta e última estrofe - «Pois convém tornar claro o coração do homem / E erguer a negra exatidão da cruz / Na luz branca de Creta» - constitui, «talvez», o texto «mais emblemático do sincretismo» de Sophia.

«Embora não haja qualquer menção de Deus ou de deuses», acrescenta, “Ressurgiremos” tem «inequívocas referências à teologia cristã e a crenças pagãs», designadamente na «ressurreição», que «terá lugar não em Jerusalém ou em Roma, mas sim em Creta», ilha do Mediterrâneo evocativa de narrativas e personagens da mitologia grega.

Richard Zenith foi um dos oradores do colóquio internacional sobre Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) que decorreu entre 27 e 28 de janeiro em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Na sua intervenção, o tradutor defendeu que a poesia de Sophia é «assertivamente cristã», sendo simultaneamente influída “pelo mundo antigo, que respira fundo o sentimento pagão”, entendido como a “perceção direta e objetiva da natureza”.

A novidade é que esta convivência dos deuses pagãos com o Deus do cristianismo «não decorre de uma atitude estética nem de uma estratégia literária», referiu o ensaísta durante a conferência intitulada “Uma Cruz em Creta: a salvação sophiana”.

Para «chegar à claridade e limpidez», a poesia de Sophia conduz o leitor por um «confuso labirinto de alusões e associações, cruzando Creta com Delfos, a Grécia com o Algarve, o reino de Deus com o reino do homem, o mundo da terra com o do mar, o cristianismo com o paganismo».

O tradutor natural dos Estados Unidos da América e radicado em Lisboa frisou que as «dualidades» associadas ao universo da autora «não costumam estar nem inteiramente concordes nem em plena oposição».

«Talvez toda a sua poesia tenha sido uma metáfora ou sombra de uma fé nesta Igreja [Católica] e nos seus ensinamentos, que ela não dizia claramente por não haver palavras que a consigam dizer com justiça», salientou.

Segundo Richard Zenith, a obra de Sophia evidencia um catolicismo que, «fiel ao sentido primitivo desta palavra, se caracteriza pela sua amplitude e abertura, preocupando-se pouco ou nada com doutrinas ou dogmas».

«A sua poesia – prosseguiu – é essencialmente liturgia, culto, oração, profecia, sendo as palavras que a compõem elos, anéis, instrumentos de religação com o reino do ser humano, o qual foi criado, segundo alguns creem, à imagem de Deus».

No entender de Richard Zenith, «a palavra é o fio de linho» que guia Sophia, criando «o laço entre o mundo subjetivo – atravessado por zonas obscuras e perigosas – e o mundo claro e evidente que todos conhecemos», ao mesmo tempo que liga o «humano ao divino, a mitologia pagã à doutrina cristã”.

«Assumindo-se como um oráculo, não por presunção mas por vocação que lhe foi dada, Sophia de Mello Breyner insere-se numa linhagem antiga que não fazia distinção entre poesia e profecia», sublinhou o ensaísta especializado na obra de Fernando Pessoa.

por Rui Martins, In Agência Ecclesia
sophia assertiva e catolica

Chamados à proximidade


Girbaud

Bispo do Porto desafia católicos a participar «em tudo o que aproxime cultura e povos»


[...] D. Manuel Clemente, desafiou os responsáveis pela pastoral da cultura da Igreja Católica a «participar e colaborar em tudo o que aproxime cultura e povos» e tenha «como critério a humanidade» [...] apelou também ao reconhecimento «na origem e na convergência» do bem, independentemente de «quem o faça e a quem o faça».

[...] Segundo o prelado, a «convergência cultural está longe de ser feita», pelo que é necessário que as atividades dos secretariados diocesanos da pastoral da cultura «insistam na consciencialização da raiz religiosa da fraternidade, com grande incidência ecuménica».

[...] No entender de D. Manuel Clemente, o valor da Fraternidade, que para o cristianismo vê «um rosto» em cada pessoa, «requer disponibilidade para aceitar o outro».

por Lígia Silveira, in Agência Ecclesia
desafios ao mundo da cultura

A dificuldade da Fraternidade: não há lei que obrigue sentir o outro como irmão ou irmã

parece-me esta abordagem de D. Manuel Clemente muita válida para nossa reflexão e os três pontos (no final) bons princípios para tentar pôr em prática.

Fraternidade: O item não legislável

Do ideário de 1789 a fraternidade será porventura o item mais difícil, porque menos legislável e certamente mais anímico. É duma "alma" nova que se trata, em que nos sintamos realmente próximos, com a verdade que a palavra "irmão/irmã" transporta, enquanto vinculação íntima, disponível e gratuita.

Não é espontânea, a fraternidade, nem pela lei nem pelo espírito. A legislação incidirá na liberdade cívica e na igualdade política e social, ao menos no capítulo das oportunidades. Mas ninguém nos pode "obrigar" a sentir o outro como irmão, ou a nós mesmos como irmãos dos outros, de todos e de cada um dos outros...

Em sociedades tradicionais, especialmente nas tocadas pelo cristianismo, as vizinhanças eram espontâneas e a vida confraternal mais ativa e expressiva. A aldeia – ou a concentração de "aldeias" que era a cidade emergente – vivia problemas idênticos em ritmos comuns, com momentos simbólicos igualmente gerais. Assim se consideravam "fregueses" (= filhos da mesma igreja) e nalguns lugares até "irmãos de pia [batismal]", porque irmanados num só sacramento.

É verdade que esta relação essencial convivia com maiores ou menores disparidades na escala social e material. Mas é também verdade que a prática religiosa habitual lembrava insistentemente a fraternidade sacramental e a universalidade dum juízo final e iminente para ricos e pobres, nobres e plebeus, clérigos e leigos. Como igualmente se exortava à concretização orante e caridosa da fraternidade, por sufrágios e esmolas.

O grande movimento confraternal que se desenvolveu na Europa, da Idade Média para a Moderna, assinala fortemente tudo isso: confrarias, irmandades. Misericórdias... O traço comum foi o duma fraternidade "ideal", que não desistia de concretizações práticas e mobilizadoras, inclusive no campo cultural e artístico. Aí podemos encontrar até uma das radicações mais certas das atuais democracias, que nem sempre conseguiram manter o ânimo fraternal e cristão que lhes assegurou as origens.

Por outro lado, a evolução comercial, industrial e citadina da Europa contemporânea dificilmente conseguiu e consegue manter as proximidades efetivas e afetivas da sociedade antiga. Bem pelo contrário, verificamos que quanto mais contíguos, habitacional ou laboralmente, também mais ambíguos nos manifestamos, na discrepância flagrante entre a "fraternidade" ideologicamente enunciada e a pouca em que realmente (con)vivemos, por falta de motivação religiosa ou filantrópica. É o caso tão verificado de a habitação em pequenos "fogos" de grandes prédios proporcionar menos vizinhança real do que a habitação em casas apartadas da mesma rua ou bairro. A proximidade forçada ou forçosa, desperta mais o autofechamento, zeloso da sua intimidade, do que predispõe à conversa da rua ou praça comum, de quem se sente seguro de si e dos seus.

Concomitantemente, o trabalho de cada um, em lugares sucessivos e dependente de fatores mutáveis, mais ocasiona individualismo e concorrência do que solidariedades fraternas. Não foi por acaso que a Revolução Francesa, tão fixada na autodisponibilidade burguesa, cedo extinguiu as antigas corporações de artífices... As associações operárias ou patronais que vieram depois expressam outra lógica, de defesa de grupo e "fraternidades" sectoriais e contrapostas. Hoje talvez nem isso, dada a maior mobilidade social e a muito maior individualização dos percursos, além da rarefação ideológica própria da pós-modernidade.

Aqui nos situamos, se é que de que de “situação” se pode falar em terreno tão resvaladiço. Para quem não desista de inspirar cristãmente a cultura, o desafio redobra com as atuais fraturas, que só nos abrem a “fraternidades” de escolha e particularíssima escolha, parecendo insanável a rutura entre as antigas solidariedades prévias e as atuais solidariedades de escolha, tendendo estas a serem sucessivas, discrepantes e restritas. Para “outra margem” passa-nos Jesus de Nazaré, começando com um pequeno grupo, em que podiam coexistir publicanos (Mateus) e zelotas (Simão); uma fraternidade tão universal como única é a origem de nós todos, relativizando consequentemente tudo quanto a possa obnubilar: “Quanto a vós, não vos deixeis tratar por ‘Mestres’, pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos” (Mt 23, 8).

Em termos mais conclusivos e práticos, poderemos insistir numa pastoral assim "cultivada":

1) Na consciencialização da raiz religiosa da fraternidade, com grande incidência ecuménica (unidade da criação). No que ao cristianismo respeita, evidenciar a absoluta fraternidade das atitudes e palavras de Cristo: "Ouvistes o que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo'. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores. [...] Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste" (Mt 5, 43-45.48). E no reconhecimento da origem e convergência de todo o bem que se faça, seja quem for, seja a quem for: "João tomou a palavra e disse: 'Mestre, vimos alguém expulsar demónios em teu nome e impedimo-lo, porque ele não te segue juntamente connosco'. Jesus disse-lhe: 'Não o impeçais, pois quem não é contra vós é por vós'" (Lc 9, 49-50).

2) No mais lídimo espírito cristão e franciscano - da "Galileia dos gentios" às bodas de prata do "espírito de Assis" (1986 ss) - participar e colaborar em tudo o que aproxime grupos, povos e crenças, com incidência humanista, e ultrapasse antigas e atuais manifestações de segregação, desconfiança e mútuo alheamento. Podendo começar pelas nossas próprias comunidades, na valorização da contribuição diferenciada de cada um dos seus membros e grupos, segundo os respetivos carismas, a bem do todo.

3) No campo das "artes e letras", incidir particularmente em tudo quanto manifeste a unidade de origem e destino da nossa humanidade comum, tão expressa na bondade, verdade e beleza essenciais: "De resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é respeitável, tudo o que possa ser virtude e mereça louvor, tendo isso em mente. [...] Então, o Deus da paz estará convosco" (Fl 4, 8-9).

D. Manuel Clemente

Bispo do Porto, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, no 7.º Encontro Nacional de Referentes da Pastoral da Cultura, Fátima, 29 de Janeiro de 2011)

publicado por © SNPC a 30 de Janeiro de 2011

Órgão a 4 mãos

No próximo sábado dia 4 de Fevereiro, por ocasião do I Ciclo de Órgão de Santarém, vai-se poder ouvir um concerto fora do comum: um recital a quatro mãos.

Será às 16h, na Igreja de Marvila, e os intérpretes (organistas) serão Margarida Oliveira e David Paccetti Correia. Interpretarão obras de Conceição, Lebègue, Mozart, Ferenac e Wesley. O concerto tem entrada livre.

Casamento homossexual de um político português: PSD dá o primeiro passo

Europa política perde tabu gay


O casamento homossexual do social-democrata Jorge Nuno Sá, realizado no domingo em Lisboa, é o primeiro em Portugal a envolver um político. Apesar de os casamentos homossexuais serem permitidos em vários países, são poucos os que ocupam cargos públicos e que se assumem como gays.

A Islândia, por exemplo, é liderada pela social-democrata Johanna Sigurdardottir, a primeira-ministra que casou com Jónína Leósdóttir em 2010.

Nos principais países da Europa, há muito que os políticos não escondem aos eleitores as escolhas sexuais [1]. Um dos exemplos é Bertrand Delanoë, presidente da Câmara de Paris (França), que, em 1998, assumiu a sua homossexualidade numa entrevista a um canal de televisão.

No governo da chanceler alemã, Angela Merkel, o ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-chanceler Guido Westerwelle revelou ser homossexual, em 2004. Actualmente vive em união com o companheiro. Em Espanha, após uma batalha pela defesa dos direitos do movimento Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero, Pedro Zerolo celebrou o seu casamento em 2005. É uma das figuras do Partido Socialista espanhol.


[1] nota do moderador: nos media, continua a aparecer com frequência o termo escolha sexual, que, não é justo nem corresponde a nenhuma verdade, dado que a orientação sexual é uma condição, e não uma livre escolha.

por André Pereira, in Correio da Manhã on-line

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/europa-politica-perde-tabu-gay

Mais de 30.000 passaram pelo blogue

Foi no final da semana passada que o contador de visitas do moradasdedeus marcou mais um número redondo: 30.000 visitas. A todos os que aqui passam, espero que encontrem o que procuram e que contribuam para que este blogue seja mais próximo dos vossos interesses.

Aproveito ainda para saudar os nossos leitores vindos de Hong Kong, Emiratos Árabes Unidos, Indonésia e Islândia.

Para ilustrar esta mensagem, um belíssimo desenho do grandioso projecto de arquitectura de Gaudí: a Sagrada Família, em Barcelona.

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

Este blogue também é teu

São benvindos os comentários, as perguntas, a partilha de reflexões e conhecimento, as ideias.

Envia o link do blogue a quem achas que poderá gostar e/ou precisar.

Se não te revês neste blogue, se estás em desacordo com tudo o que nele encontras, não és obrigado a lê-lo e eu não sou obrigado a publicar os teus comentários. Haverá certamente muitos outros sítios onde poderás fazê-lo.

Queres falar?

Podes escrever-me directamente para

rioazur@gmail.com

ou para

laioecrisipo@gmail.com (psicologia)


Nota: por vezes pode demorar algum tempo a responder ao teu mail: peço-te compreensão e paciência. A resposta chegará.

Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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