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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Homossexualidade: de quem é a culpa? Qual a origem? Herança, escolha ou facto?

Esta mensagem está em português do Brasil, de acordo com o artigo original.

Causas da homossexualidade

Existe gente que acha que os homossexuais já nascem assim. Outros, ao contrário, dizem que a conjunção do ambiente social com a figura dominadora do genitor do sexo oposto é que são decisivos na expressão da homossexualidade masculina ou feminina.


Como separar o patrimônio genético herdado involuntariamente de nossos antepassados da influência do meio foi uma discussão que monopolizou o estudo do comportamento humano durante pelo menos dois terços do século XX.

Os defensores da origem genética da homossexualidade usam como argumento os trabalhos que encontraram concentração mais alta de homossexuais em determinadas famílias e os que mostraram maior prevalência de homossexualidade em irmãos gêmeos univitelinos criados por famílias diferentes sem nenhum contato pessoal. Mais tarde, com os avanços dos métodos de neuro-imagem, alguns autores procuraram diferenças na morfologia do cérebro que explicassem o comportamento homossexual.

Os que defendem a influência do meio têm ojeriza aos argumentos genéticos. Para eles, o comportamento humano é de tal complexidade que fica ridículo limitá-lo à bioquímica da expressão de meia dúzia de genes. Como negar que a figura excessivamente protetora da mãe, aliada à do pai pusilânime, seja comum a muitos homens homossexuais? Ou que uma ligação forte com o pai tenha influência na definição da sexualidade da filha?

Sinceramente, acho essa discussão antiquada. Tão inútil insistirmos nela como discutir se a música que escutamos ao longe vem do piano ou do pianista.

A propriedade mais importante do sistema nervoso central é sua plasticidade. De nossos pais herdamos o formato da rede de neurônios que trouxemos ao mundo. No decorrer da vida, entretanto, os sucessivos impactos do ambiente provocaram tamanha alteração plástica na arquitetura dessa rede primitiva que ela se tornou absolutamente irreconhecível e original.

Cada indivíduo é um experimento único da natureza porque resulta da interação entre uma arquitetura de circuitos neuronais geneticamente herdada e a experiência de vida. Ainda que existam irmãos geneticamente iguais, jamais poderemos evitar as diferenças dos estímulos que moldarão a estrutura microscópica de seus sistemas nervosos. Da mesma forma, mesmo que o oposto fosse possível - garantirmos estímulos ambientais idênticos para dois recém-nascidos diferentes - nunca obteríamos duas pessoas iguais por causa das diferenças na constituição de sua circuitaria de neurônios. Por isso, é impossível existirem dois habitantes na Terra com a mesma forma de agir e de pensar.

Se taparmos o olho esquerdo de um recém-nascido por 30 dias, a visão daquele olho jamais se desenvolverá em sua plenitude. Estimulado pela luz, o olho direito enxergará normalmente, mas o esquerdo não. Ao nascer, os neurônios das duas retinas eram idênticos, porém os que permaneceram no escuro perderam a oportunidade de ser ativados no momento crucial. Tem sentido, nesse caso, perguntar o que é mais importante para a visão: os neurônios ou a incidência da luz na retina?

Em matéria de comportamento, o resultado do impacto da experiência pessoal sobre os eventos genéticos, embora seja mais complexo e imprevisível, é regido por interações semelhantes. No caso da sexualidade, para voltar ao tema, uma mulher com desejo sexual por outras pode muito bem se casar e até ser fiel a um homem, mas jamais deixará de se interessar por mulheres. Quantos homens casados vivem experiências homossexuais fora do casamento? Teoricamente, cada um de nós tem discernimento para escolher o comportamento pessoal mais adequado socialmente, mas não há quem consiga esconder de si próprio suas preferências sexuais.

Até onde a memória alcança, sempre existiram maiorias de mulheres e homens heterossexuais e uma minoria de homossexuais. O espectro da sexualidade humana é amplo e de alta complexidade, no entanto; vai dos heterossexuais empedernidos aos que não têm o mínimo interesse pelo sexo oposto. Entre os dois extremos, em gradações variadas entre a hetero e a homossexualidade, oscilam os menos ortodoxos.

Como o presente não nos faz crer que essa ordem natural vá se modificar, por que é tão difícil aceitarmos a riqueza da biodiversidade sexual de nossa espécie? Por que insistirmos no preconceito contra um fato biológico inerente à condição humana?

Em contraposição ao comportamento adotado em sociedade, a sexualidade humana não é questão de opção individual, como muitos gostariam que fosse, ela simplesmente se impõe a cada um de nós. Simplesmente, é!

Por Drauzio Varella, in drauziovarella.com.br

Genética e Homossexualidade


Transcrevo uma adaptação da mensagem publicada por Teleny no blogue retorno (G-A-Y)

Já escrevi (...) algumas vezes sobre a principal dificuldade enfrentada num (eventual) diálogo sobre a homossexualidade. Quando leio os argumentos, tanto dos "simpatizantes" quanto "antipatizantes", tenho a impressão de que, ao falar, estamos a usar línguas diferentes (ainda que (...) [n]a mesma língua portuguesa). Muitas vezes, altera-se (propositalmente) o conteúdo das afirmações de opositores, para "ganhar pontos" na sua própria argumentação. É evidente que, desta maneira, o diálogo torna-se ainda mais difícil (ou praticamente impossível). Acrescentemos aqui toda aquela carga emocional e já temos pronta uma briga sem fim.
 
Como exemplo, trago aqui uma declaração de José Manuel Giménez Amaya, professor de Anatomia e Embriologia na Universidade Autónoma de Madrid e director do grupo de pesquisa "Ciência, razão e fé" da Universidade de Navarra. O texto completo encontra-se no portal católico de notícias, Zenit [1]. O professor Amaya afirma:
 
"Há condicionamentos genéticos do homem que estão relacionadas com o seu comportamento, mas não se pode dizer que são absolutamente determinantes. Infelizmente, muitas vezes, quando se fala sobre os chamados genes que regulam o nosso comportamento, por exemplo, o ‘gene da conduta sexual', pretende-se dar a entender que tudo no homem é determinado pelo genoma. E neste caso, é importante notar, portanto, que, do ponto de vista científico, esta tese não pode ser sustentada."
 
A pergunta que surge naturalmente é: como é que um professor universitário tira conclusões tão precipitadas? Como sabe o que, de facto "pretende-se dar a entender"? Na linguagem popular, isso chama-se a isso "colocar palavras na boca alheia". Quem pretende aqui alguma coisa é o próprio Amaya.
 
Se a frase em questão tivesse o termo "muito" no lugar de "tudo", não seria tão tendenciosa. Desta maneira as coisas ficariam mais objectivas. Vejamos: Quando se fala sobre os chamados genes que regulam o nosso comportamento, por exemplo, o ‘gene da conduta sexual', pretende-se dar a entender que muito no homem é determinado pelo genoma. Pretende-se sim, [senhor] professor! Todos os cientistas, sem "interesses partidaristas" (homo- ou heterossexuais), continuam as investigações, nas mais diversas áreas do conhecimento do ser humano, procurando (entre muitas outras coisas) aproximar-se de uma explicação mais ampla das origens de homossexualidade. Acontece que, quando um cientista é mais cientista e menos activista, os resultados do seu trabalho merecem crédito.
 
O que se sabe, realmente, é que para formar (por exemplo) uma identidade sexual, contribuem muitos factores, sem excluir, evidentemente, o da genética. Li recentemente uma matéria de Dr. Dráuzio Warella [2], médico oncologista e escritor brasileiro, conhecido por popularizar a medicina através de programas de rádio e TV. [O referido artigo tem um ponto de vista bastante diferente e esclarecedor sobre esta questão. Dado o seu interesse e relevância, será publicado como uma mensagem separada neste blogue. Contudo, para os leitores mais ávidos, poderão ir à nota [2] e lê-lo já na íntegra]
Esta é a sua opinião:

(...) A propriedade mais importante do sistema nervoso central é sua plasticidade. De nossos pais herdamos o formato da rede de neurônios que trouxemos ao mundo. No decorrer da vida, entretanto, os sucessivos impactos do ambiente provocaram tamanha alteração plástica na arquitetura dessa rede primitiva que ela se tornou absolutamente irreconhecível e original. Cada indivíduo é um experimento único da natureza porque resulta da interação entre uma arquitetura de circuitos neuronais geneticamente herdada e a experiência de vida. (...)


[1] Ler aqui o artigo
[2] Ler aqui o artigo

sábado, 5 de março de 2011

Rufus Wainwright: vida e obra

Rufus McGarrigle Wainwright nasceu em Nova Iorque a 22 de Julho de 1973. É um cantor e compositor canadiano/norte-americano. Desde 1998, Rufus Wainwright gravou cinco álbuns de canções originais, alguns EPs e várias canções que fizeram parte da banda-sonora de filmes conhecidos.


Infância e Adolescência

Rufus Wainwright nasceu em Rhinebeck, Nova Iorque, e é filho dos cantores e músicos folk Loudon Wainwright III e Kate McGarrigle, que se divorciaram quando ele era criança. Rufus começou a tocar piano aos seis anos de idade, e aos 13 já fazia tournés com a sua irmã Martha Wainwright (também cantora e compositora). (...). Rufuz viveu em Montreal com a sua mãe a maior parte da infância, e frequentou a McGill University, onde estudou piano clássico e moderno. Algumas de suas canções foram escritas em Francês. Wainwright ainda mantém residência no Canadá.


Assumiu a sua homossexualidade ainda adolescente. No dia 11 de Novembro de 1999 na revista Rolling Stone, Rufus afirmou que o seu pai sabia da sua homossexualidade. "Nós estávamos no carro, e começou a tocar 'Heart of Glass', e balbuciei a letra da música, fingindo ser a Blondie. Isso foi só um sinal para outras coisas que estavam por vir".[1] Ruz afirmou mais tarde: "A minha mãe e meu pai nunca souberam lidar com o facto de eu ser gay. Nunca falámos abertamente sobre isso".[2]

Ruz começou a interessar-se por ópera durante a sua adolescência. Várias das suas músicas são inspiradas na música erudita, por exemplo, a canção Barcelona tem partes da composição de Giuseppe Verdi. Também se tormou um fã de intérpretes como Edith Piaf, Al Jolson e Judy Garland.

Aos 14 anos, Rufus foi violado no Hyde Park, em Londres depois de ser levado de um bar por um homem.[2] O cantor ficou celibatário durante os sete anos que se seguiram ao incidente. Mais tarde falou sobre essa noite numa entrevista: "Eu disse que gostaria de ir ao parque e ver como estava a correr o grande espectáculo que estava a acontecer naquele momento. Achei que seria uma caminhada romântica num parque, mas ele violou-me e roubou-me e, depois, ainda me tentou estrangular".[3] Rufus afirmou que só sobreviveu porque fingiu ser epilético simulando um ataque.[4]

Ascensão à fama

Após tornar-se numa atracção regular em Montreal - tocando no Cafe Sarajevo todas as semanas - Rufus gravou uma série de demos, que foram produzidas por Pierre Marchand (que também produziu "Poses"). As fitas acabaram nas mãos do executivo da DreamWorks, Lenny Waronker, e a marca assinou contrato com ele. Rufus mudou-se para Nova Iorque na primavera de 1996 e começou a tocar no clube Fez para conquistar público. Depois mudou-se para Los Angeles no outono de 1996 para gravar o seu primeiro álbum com o produtor Jon Brion. Lançou então o álbum auto-intitulado Rufus Wainwright na primavera de 1998; a editora recebeu uma série de críticas aclamando-o, e foi reconhecido pela Rolling Stone magazine como um dos melhores álbuns do ano.


Foi igualmente nomeado pela Rolling Stone magazine como “melhor novo artista" do ano. Wainwright saiu em tournée com Sean Lennon no verão de 1998, e no mesmo ano saiu na sua própria digressão. Em dezembro de 1998, apareceu num anúncio da Gap tocando piano e cantando "What Are You Doing New Year's Eve?". A promoção trouxe mais atenção para sua carreira, e aumentou drasticamente as vendas do seu álbum. No dia 1º de Março de 1999 em Hoboken, Nova Jersey, no Maxwell's, Rufus começou uma digressão até meados de Maio. No verão de 1999 fez uma pausa para descansar e compor. Viveu no Chelsea Hotel em Nova Iorque durante seis meses, e nesse tempo escreveu a maioria das canções do seu próximo álbum. A 5 de Junho de 2001, Poses, o segundo álbum de Rufus, foi lançado trazendo uma quantidade de aclamações comparável ao seu primeiro álbum, apesar de Rufus não tenha ficado satisfeito com as vendas.

De 2001 a 2004, ele fez uma tournée com Tori Amos, Sting, Ben Folds, e Guster, e fez uma digressão a solo entre 2001 e 2002 para lançar o "Poses". Rufus também toca com sua irmã, Martha Wainwright.

Apesar de um crescente grupo de fãs e da grande aclamação da crítica, Ruz alcançou somente um pequeno sucesso comercial.

Vício
 
No início de 2000, Rufus viciou-se em metanfetamina. Durante algum tempo ficou temporariamente cego pelo uso da droga. Em 2002, o seu vício alcançou o ponto máximo. Aí decidiu que "ou ia para uma clínica de reabilitação ou ia viver com meu pai. Eu sabia que precisava de um idiota para gritar comigo, e senti que esse papel era dele".[5]


Nesse período, Rufus percebeu que precisava de algum tipo de orientação na sua vida, então ligou para o seu amigo Elton John, que o convenceu a entrar no centro de reabilitação Hazelden Foundation em Minnesota. Fez a desintoxicação e terapia. Não há confirmação acerca da sua sobriedade.

Discografia

Rufus Wainwright

Data de lançamento: 19 de Maio de 1998

Poses
Data de lançamento: 5 de Junho de 2001

Want One
Data de lançamento: 23 de Setembro de 2003

Want Two
Data de lançamento: 16 de Novembro de 2004

Release the Stars
Data de lançamento: 15 de Maio de 2007

Rufus Does Judy at Carnegie Hall
Data de lançamento: 4 de Dezembro de 2007

Milwaukee at Last!!!
Data de lançamento: 22 de Setembro de 2009

All Days Are Nights: Songs For Lulu!!!
Data de lançamento: 5 de Abril de 2010

Outras gravações
Waiting for a Want (EP; 2004, DreamWorks)
Alright, Already: Live in Montréal (EP; 2005, DreamWorks/Geffen)
All I Want (DVD; 2005)
Want (2005, DreamWorks/Geffen) — relançamento de Want One e Want Two como um só álbum, com duas faixas extras.

Singles
"I Don't Know What It Is" (2004, UK)
"Crumb by Crumb" (2005, UK)
"Hallelujah" (2007, UK)
"Going to a Town" (2007, UK)

Curiosidades
 
Escreveu a música "Tulsa" do seu quinto álbum Release the Stars sobre Brandon Flowers, vocalista da banda The Killers, que conheceu num bar em 2005. Rufus encontrou-o novamente em 2007 no Glastonbury e disse que Brandon ficou muito lisonjeado e um pouco tímido com a homenagem.

A canção "Tudo Se Perdeu" do álbum SóNós de Paula Toller é uma versão em português de "Vicious World" do álbum Want One (2004). De acordo com o jornal O Globo, Wainwright "aprovou a letra em português e partilhou os direitos com Paula". [6]

Rufus participou no dvd Strangers, da banda britânica Keane, cujo vocalista é Tom Chaplin.
[1] "rants & raves - Brief Article", in Advocate, a 7 de Dezembro de 1999.
[2] WAINWRIGHT FEARED BEING HIV POSITIVE AFTER RAPE In www.contactmusic.com
[3] "Rufus Wainwrights Rape Tragedy", in Female First, a 1 de Março de 2005
[4] Goldstein, Richard. "A Torch Song Named Desire", in Village Voice LLC, a 25 de Agosto de 1999 - artigo interessante
[5] "Crystal clear", in Guardian - Observer Music Monthly, a 20 de Fevereiro de 2005, uma entrevista com Tim Adams
[6] Globo.com

Adaptado a partir de Wikipedia
Ler mais no site oficial

Rufus é pai

A estrela da música Rufus Wainwright é pai pela primeira vez

Rufus Wainwright anunciou orgulhosamente este fim de semana que é pai de uma bébé "muito, muito bonita". A estrela de 37 anos apresentou a feliz notícia no seu site esta sexta-feira, salientando que ele e o seu parceiro de 5 anos, Jorn Weisbrodt são pais orgulhosos.

Num post, escreveu: "A querida filha Katherine Viva Wainwright Cohen nasceu a 2 de fevereiro de 2011 em Los Angeles, Califórnia, aos pais Lorca Cohen, Rufus Wainwright e papá-adjunto Jorn Weisbrodt."

A criança foi gerada por Lorca Cohen, filha de Leonard Cohen.

Rufus completa: "o anjinho é evidentemente saudável, presumivelmente feliz e, certamente, muito, muito bonita."

Rufus Wainwright tem feito campanha pelo reconhecimento do direito ao casamento para casais no mesmo sexo nos EUA, especialmente depois de iniciar o relacionamento com Jorn Weisbrodt.
In Portugalgay, a 20 de Fevereiro de 2011

A vida discriminada das pessoas transexuais e transgéneras

Pessoas transgéneras ou transexuais têm uma vida difícil, diz novo relatório norte-americano

As pessoas transgéneras e pessoas transexuais enfrentam discriminação galopante em todas as áreas da vida: educação, emprego, vida familiar, acomodações públicas, habitação, saúde, polícia e prisões, e os documentos de identificação.

O relatório refere-se aos EUA e foi redigido pela National Gay and Lesbian Task Force e a National Center for Transgender Equality.
"Estes dado são tão chocantes que irão alterar a forma como se olha para as pessoas transgéneras e deve mudar a maneira como defendemos os direitos T," disse a NGLTF.

O estudo é baseado em pesquisas de 6.450 pessoas trans dos 50 estados, o Distrito de Columbia, Porto Rico, Guam e os Ilhas Virgens Americanas.

Entre muitas outras coisas, o relatório descobriu que as pessoas transgéneras ou transexuais negras enfrentam mais dificuldades que os outros todos, que muitas pessoas transgéneras ou transexuais vivem na pobreza, que 41 por cento dos inquiridos tinham tentado o suicídio, que 90 por cento sofreram maus tratos no trabalho ou ocultam o seu estatuto de identidade de género no trabalho, e que 53 por cento tinham sido molestadas ou desrespeitados em locais como hotéis, restaurantes, autocarros, aeroportos ou escritórios do governo.

"Quase todos os sistemas e instituições nos Estados Unidos, grandes e pequenos, do local ao nacional, estão envolvidos nestes dados", diz o relatório. "Os profissionais e sistemas de saúde, agências governamentais, famílias, empresas e empregadores, escolas e faculdades, departamentos de polícia, os sistemas de cadeia e prisão - cada um desses sistemas e instituições é falha diariamente na sua obrigação de servir pessoas transgéneras e transexuais, e pelo contrário, submetem-nas a maus tratos que vão desde o desrespeito corriqueiro até a violência, o abuso e à negação da dignidade humana ".

Para o relatório completo de 228 páginas em Inglês, consulta o relatório.
In portugalgay

A moral de Berlusconi

Berluscony contra os gays

No meio de mais um escândalo sexual, desta vez com queixa-crime por abuso de menores, o Primeiro Ministro de Itália encontrou um novo alvo: os casais gays.

Durante um discurso num congresso de reformistas cristãos Silvio Berlusconi afirmou que "enquanto governarmos este país, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo nunca serão equiparados às famílias tradicionais". E para que percebessem que é uma pessoa que defende a família tradicional o milionário dos média aproveitou e esclareceu que "enquanto formos nós a mandar, nunca haverá possibilidade de adopção quer por gays solteiros quer por casais de gays".

As declarações foram feitas poucos dias depois de uma marcha com um milhão de mulheres que vieram pedir a demissão do Primeiro Ministro de 74 anos de idade conhecido pelos seus casos não só com jovens raparigas, mas agora acusado de ter pago para ter sexo com uma emigrante menor.

A primeira defesa de Berlusconi foi referir que "é melhor ser apanhado com miúdas lindas do que ser gay".
In portugalgay

Promulgada lei de alteração de nome e de sexo no registo civil: cirurgias paradas

obra de Joana Vasconcelos nos jardins do Palácio de Belém
Cavaco promulga diploma e cirurgias param

O Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, promulgou ontem, 1 de Março de 2011, o diploma que cria o procedimento de alteração de nome e sexo no registo civil, mas o Serviço Nacional de Saúde perde o único cirurgião que praticava estas intervenções cirúrgicas.


Cavaco promulgou a lei contra vontade, por imperativo constitucional, já que o documento foi reaprovado pela Assembleia da República sem qualquer alteração, que a existir permitiria um segundo veto presidencial.

Insistindo na mesma argumentação usada no veto em Janeiro, considera que o documento revela graves deficiências de natureza técnico-jurídica ao não definir os critérios de diagnóstico e por não garantir o controlo mínimo das qualificações profissionais de quem emite o relatório clínico.

Estas dificuldades foram assinaladas por vários especialistas, dando como exemplos os pareceres do Conselho Superior da Magistratura ou da Ordem dos Advogados, considerando que a sua actuação foi determinada por critérios exclusivamente orientados para a defesa dos direitos das pessoas e do superior interesse do País.

As reacções por parte das associações transexuais e LGBTTI não se fizeram esperar: Júlia Pereira, porta voz do GRIT (Grupo de Reflexão e Intervenção Transexual) e membro fundador da API (Associação Pela Identidade - Intervenção Transexual e Intersexo) considerou em declarações ao Jornal de Notícias que “A Presidência da República aprova o diploma mas não mudou os argumentos e isso também não é novidade. Apesar de, com o tempo que passou desde então, Cavaco Silva já se poder ter informado melhor sobre o assunto e, até, ter uma opinião com mais substância” e que "O presidente da República não explica quais foram os especialistas que ouviu e quais as declarações que produziram. Porque os poucos que existem em Portugal nesta área foram ouvidos no Parlamento e as suas declarações são conhecidas, porque ficaram registadas".

Ainda acrescentou que "As pessoas transexuais passam a ter direito à sua cidadania e esta lei cumpre todas as recomendações internacionais, algo que o presidente não teve em conta tanto no veto como na sua promulgação. Mas, importante agora, é que a Ordem dos Médicos deixe de ter o poder que tem na vida destas pessoas, quando é a única entidade que pode autorizar as cirurgias. Situação única no mundo", dando o mote para uma das próximas lutas que se adivinham pelo reconhecimento pleno dos direitos das pessoas transexuais.

Por sua vez a Associação Pela Identidade - Intervenção Transexual e Intersexo, em comunicado, faz notar que "A questão da identidade de género não diz respeito apenas às pessoas transexuais e até mesmo o presidente da República Portuguesa possui a sua identidade de género, como qualquer cidadão ou cidadã. Por este motivo, o reconhecimento da identidade e consequente direito à cidadania, de todas as pessoas transexuais, mostra-se um assunto do superior interesse do país. Todas as pessoas têm o direito à oportunidade de uma vida digna e de ver respeitada a sua identidade de género", ressalvando que "as objecções apontadas pelo presidente da República não revelam mais que um desconhecimento sobre a situação das pessoas transexuais em Portugal", e perguntando “porque motivo por que não foram tidos em conta os pareceres dos especialistas com larga experiência com esta população, além das próprias pessoas transexuais, que foram ouvidas ao longo de todo o processo legislativo - e se mostraram favoráveis ao formato desta lei.”

Paulo Corte-Real, da Ilga Portugal declarou também ao JN que a "lei reforça o compromisso de Portugal com os direitos humanos". "É um motivo de orgulho. Lamentamos que para o presidente da República não o seja, até porque a Assembleia da República deu um primeiro passo importante na defesa da pessoas transexuais". "Após a publicação da lei, as pessoas transexuais deixam de ter a enorme dificuldade que era a adequação da documentação à sua identidade. Trata-se de um direito que lhes estava negado".

Sérgio Vitorino, também em declarações ao JN em nome das Panteras Rosa, criticou o desconhecimento demonstrado por Cavaco sobre estas pessoas, ressalvando que "Esta legislação não é nada de extraordinária. É quase decalcada da espanhola, que dá como bom exemplo", afirmando que "A Presidência da República aventura-se a fazer considerações médicas que não lhe compete, tal como aos deputados. Aliás, durante toda a discussão desta legislação mostraram desconhecer o que é um transexual e o que significa identidade de género", "Não resolve tudo, mas é um primeiro passo.”

Na mesma altura foi divulgado que o Hospital de Santa Maria não entrou em acordo com o único cirurgião que fazia estas cirurgias em Portugal. João Décio Ferreira abandonou o Serviço de Cirurgia Plástica do hospital por considerar a proposta da administração “ofensiva”.

A proposta considerava 35 horas semanais por um terço da reforma ou do ordenado, o que daria 6 euros por hora. "Isto é menos que uma empregada doméstica ganha.”, afirmou. Um jovem interessado em aprender a sua técnica ainda tem dois anos de especialidade pela frente.

Ficam assim paradas as cirurgias em Portugal.


In Portugalgay a 2 de Março de 2011

Debate inesperado no mar das Caraíbas

Uniões ente pessoas do mesmo sexo em debate na ilha de Trindade e Tobago


As ilha caribenhas de Trinidad e Tobago (América Cantral) está no meio de um debate sobre o reconhecimento de uniões entre pessoas do mesmo sexo.


O assunto surgiu quando alguns senadores contestaram o fato de que casais do mesmo sexo estão excluídos da proposta de alteração de uma lei que paga um mês de salário para os familiares de um funcionário público que tenha falecido. As alterações supostamente irão adicionar companheiros do sexo oposto mesmo que não casados e filhos nascidos fora do casamento.

O grupo local Coalition Advocating for the Inclusion of Sexual Orientation disse que ficou surpreso com o debate político e não tinha considerado propor o reconhecimento de uniões de gays e lésbicas, neste momento, dado que as pessoas LGBT locais têm preocupações mais básicas.

A organização sugere que o governo descriminalize o sexo entre pessoas do mesmo sexo, combata a discriminação anti-homossexual, lide com os crimes de ódio (...), treine os agentes da polícia, e torne as escolas mais seguras para as pessoas LGBT.

In portugalgay

Quanto vale a dignidade?

Igreja Católica na Alemanha sugere 5.000 euros de indemnização a vítimas de abuso sexual


A Igreja Católica alemã anunciou que pretende atribuir indemnizações de até 5.000 € a vítimas de abuso sexual, um valor classificado de "vergonhoso" e "mesquinho", pela associação de vítimas.


A Igreja oferece "compensação financeira de até 5.000 euros por vítima", disse em comunicado a Conferência Episcopal alemã. As vítimas podem pedir por escrito a sua compensação já a partir de 10 de Março. Segundo a Igreja as dioceses e ordens religiosas envolvidas nos casos de violência sexual já pagaram custos elevados de terapia para as vítimas, mas não põe de parte a possibilidade de indemnizações superiores em "casos particularmente graves".

Um fundo de 500.000 euros foi disponibilizado para financiar ações de prevenção de futuros abusos quer dentro de instituições religiosas como fora das mesmas.

As associação "Eckiger Tisch" pediu 80.000 euros por vítima e classificou a proposta da Igreja Católica de "vergonha" e "mesquinha". Mesmo representantes do partido de Angela Merkel vieram a público defender valores no mínimo de 25.000 euros.

A Alemanha descobriu nos últimos anos diversos escândalos sexuais em escolas católicas do país incluindo colégios de referência da elite nacional. Um número reduzido de casos também foram indicados posteriormente em instituições não católicas.

In Portugalgay

Dois filmes à margem dos Óscares

Venho recomendar dois filmes que não estiveram sob os holofotes de Hollywood. E, por não terem estado, arriscam-se a sair das salas sem que os tenhamos visto.

O primeiro é um filme cru, em que por trás da fealdade e da dureza da vida se vislumbram reflexos de beleza. Fala-nos da decadência, imigração, droga, mercado negro, fragilidade da família, decadência, amor, corrupção, delinquência, fracasso, violência, crime, culpa, luta, pequenas vitórias, efémero e provisório, dos laços afectivos, da bondade, doença, sobrevivência, justiça e oportunidades, expectativas, espiritualidade, vida e morte. É o Biutiful, de Alejandro González Iñarritu, com a extraordinária interpretação de Javier Bardem - um Drama para maiores de 16 anos.

"A odisseia de Uxbal (Javier Bardem), um pai solteiro entre conflitos, que se perde e encontra pelos labirintos do submundo de Barcelona, e que, acima de tudo, tudo fará para salvar os seus filhos e reconciliar-se com um amor perdido enquanto a sua morte parece cada vez mais próxima. Amor e espiritualidade, crime e culpa, conjugam-se para levar Uxbal, com negócios escuros na exploração de imigrantes ilegais e uma suposta capacidade de comunicar com os morto, até ao seu destino de herói trágico... "É um requiem", resume o realizador Alejandro González Iñárritu ("Babel", "21 Gramas", "Amor Cão). O filme, nomeado nos EUA para um Globo de Ouro para melhor filme estrangeiro, valeu ao oscarizado Bardem o prémio para melhor actor no festival de Cannes."
in Público


O segundo é de Clint Eastwood (do qual não sou um fã incondicional). Em Hereafter - outra vida, a morte nunca anda longe. É um filme tocante pelas vidas das personagens que o habitam - um homem nos Estados Unidos da América, uma mulher em França e uma criança em Inglaterra. Também há um lado de sofrimento e de luta que marca cada uma destas experiências: alguém que tenta levar uma vida normal evitando o seu dom natural, outro que tenta viver depois de ter estado às portas da morte, e um que tenta sobreviver à perda da pessoa que lhe era mais próxima, seu cúmplice, segurança e estabilidade e uma parte de si mesmo. É um filme que fala sobretudo do amor para lá da morte e das ligações humanas que nos vão construindo enquanto indivíduos e seres humanos. O filme já está em pouquíssimas salas e não tem sido aclamado por toda a crítica... mas eu não consegui ficar indiferente.
 
"Três pessoas, distantes entre si, estão unidas pela morte. Nos EUA, George (Matt Damon) vive atormentado pelas capacidades paranormais que revela desde muito jovem. Do outro lado do Atlântico, em França, a jornalista Marie (Cécile de France) tenta lidar com o trauma de ter sobrevivido ao tsunami de 2004 no Sudeste asiático. Enquanto isso, em Inglaterra, o pequeno Marcus (George e Frankie McLaren) não consegue lidar com a trágica morte do irmão gémeo. Apesar das suas vidas tão distantes, os seus caminhos cruzar-se-ão... O novo filme do actor e realizador Clint Eastwood baseia-se num argumento original do escritor inglês Peter Morgan, autor de "A Rainha" e "Frost/Nixon"."
in Público

sexta-feira, 4 de março de 2011

Música portuguesa: piano, flauta e voz

Porque às vezes não custa nada aproveitar melhor as nossas horas vagas, aqui vai mais uma sugestão de um concerto gratuito, num museu a descobrir, a dois passos de Cascais... e só música portuguesa.

Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria

Uma semana de Cultura angolana, em Lisboa

baía de Luanda
1ª Mostra da Cultura Angolana

O Chapitô Colectividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina, numa co-produção com a Casa de Angola, promove, entre os dias 01 e 08 de Março de 2011, a I Mostra da Cultura Angolana a qual integra apontamentos de literatura, música, dança, teatro, artes plásticas e gastronomia bem como acções de apoio social às comunidades angolana e portuguesa materializadas em rastreios de saúde e aconselhamento médico.


Esta acção pretende, de igual forma, apoiar as iniciativas culturais levadas a cabo por comunidades de expressão portuguesa, promovendo a interculturalidade e a troca de saberes.

O Chapitô CCRSC e a Casa de Angola promovem, também, tertúlias e reflexões acerca do papel da mulher nas sociedades africanas e portuguesa.

Programa

01 de Março, 22h, Bartô do Chapitô
Literatura: Sessão de Autógrafos “Verdades Ocultas”, de Idalina Santos
Música: Tony Jackson

02 de Março, 22h, Bartô do Chapitô
Comemoração do Dia da Mulher Angolana
Tertúlia: O papel da mulher na sociedade angolana - Dr.ª Maria de Lourdes Policarpo e Dr.ª Regina Rosa Cardoso Corado
Literatura: Declamação de Poesia - Cármem Filomena e Lourdes Félix
Sessão de Autógrafos “Sabor a Maboque”, de Dulce Braga
Música: Duas Vozes Angolanas: Garda e Té Macedo

03 de Março, 22h, Bartô do Chapitô
Teatro: Leitura Encenada pelo Teatro Griot - “Os vivos, o morto e o peixe frito”, de Ondjaki
Artes Plásticas e Literatura Projecto de Instalação e Poesia: Mito Elias
Música: Prince Wadada

04 de Março, 22h, Bartô do Chapitô
Literatura: Grandes poetas de Angola
Dança: Ballet Tradicional - Grupo KILANDUKILU
Novas Tendências: RAP e Kuduro - PM

05 de Março, 16h, Esplanada do Chapitô
Feira de Artes
Gastronomia Tradicional
Rastreio Médico: Doenças Cardiovasculares, avaliação da tensão arterial, colesterol, glicemia capilar a aconselhamento médico - Coordenação: Dr. Emanuel Figueiredo em parceria com a ANMAP – Associação Nacional dos Médicos Angolanos em Portugal

05 de Março, 22h, Bartô do Chapitô
Música: Eduardo Paim
DJ Session: Lady G. Brown

Informações

I Mostra da Cultura Angolana
De 01 a 08 de Março de 2011
Entrada Livre

Chapitô

Costa do Castelo 1/7, Lisboa
Telefone: 218 855 550
Fax: 218 861 463

Casa de Angola
Travessa da Fabrica das Sedas, nº7, Lisboa
Telef. 21 386 3496

Conhecer mais sobre o Chapitô

Linguagens da evangelização

Curso sobre «Evangelização e Linguagens» em Lisboa


O Instituto Diocesano da Formação Cristã do Patriarcado de Lisboa promove um curso de 4 sessões sobre «Evangelização e Linguagens» que terá início a 14 de Março, na Igreja do Coração de Jesus.

Na sua actividade evangelizadora e missionária, “a Igreja tem de conhecer e de dominar bem as linguagens eruditas e populares, que são meios privilegiados para se dirigir aos homens” – lê-se no comunicado enviado à Agência Ecclesia.

Nesse sentido, o referido instituto realiza esta actividade que pretende “fomentar a reflexão acerca dos caminhos a percorrer para alcançar a meta almejada” – anuncia.

Programa

14 de Março
«Religião, Mediação e Linguagem» - Juan Ambrósio
21 de Março
«Evangelização e Beleza» - Paulo Pires do Vale
28 de Março
«Evangelização e Música» - padre Teodoro Sousa
4 de Abril
«Evangelização e Linguagem» - José Victor Adragão

Por LFS, in Ecclesia

Pacifista assassinado: mais um ataque à liberdade religiosa no Paquistão

Ministro que criticou «lei da blasfémia» assassinado em Islamabad
Vaticano lamenta a morte do político católico e fala em «urgência da defesa da liberdade religiosa»

O ministro paquistanês para as Minorias Étnicas foi hoje assassinado na capital Islamabad, um evento que o Vaticano já classificou como mais um atentado à liberdade religiosa.

(...)
Shabbaz Bhatti, de 42 anos, foi o primeiro católico a ocupar um cargo político desta relevância, no Paquistão, uma nação maioritariamente muçulmana. Grande defensor de um compromisso em favor da convivência pacífica, entre as comunidades religiosas do seu país, ficou célebre por se opôr à “lei da blasfémia”, decreto presente no Código Penal paquistanês, e que prevê a pena de morte para actos que enxovalhem o profeta Maomé.

Foi agora morto a tiro à porta de casa, por quatro desconhecidos, apenas a alguns quilómetros de distância do local onde, há dois meses atrás, já tinha sido assassinado o governador Salmaan Tasser, outro forte opositor àquela lei.

“À oração pela vítima, à condenação de tão inqualificável acto de violência, se une um lamento para que todos se dêem conta da urgência da defesa da liberdade religiosa” realçou Federico Lombardi, que reforçou ainda a proximidade do Vaticano com todos os cristãos paquistaneses.

fonte: Agência Ecclesia

Religião e Sexo: apontamentos de um bloguista

Um leitor do blogue, ao comentar a mensagem sobre a nudez na arte sugeriu a leitura de uma mensagem publicada no seu blogue.

Publico-a aqui por ter reconhecido o interesse do seu conteúdo e a clareza e honestidade com que o seu autor aborda temas como corpo, sexo, castidade, singularidade, relação, religião, culto do corpo e amor. Vale a pena dar uma espreitadela:

o.insecto: Religião e Sexo, alguns apontamentos...

A discórdia na Igreja católica

Uma amiga do blogue sugeriu o link de um texto de Timothy Radcliffe. O texto, em inglês, intitula-se "Overcoming Discord in the Church" (Ultrapassar a discórdia na Igreja). Neste texto, o ex-superior dos Dominicanos reflecte, como é seu hábito, sobre temas cruciais na vida da Igreja. Fala das divisões, das diferentes sensibilidades e "traça" duas categorias de católicos: Os "Católicos do Reino" (Kingdom Catholics) e os "Católicos da Comunhão" (Communion Catholics).

O texto aparece organizado em vários subtítulos, que passo a enunciar:
  • Ambos estão a sofrer: sobre o sofrimento na Igreja e, em particular, nestas duas categorias de católicos
  • Actuando em todas as pessoas: sobre a acção do Espírito Santo
  • Conversa: sobre o diálogo e o encontro de um terreno comum
  • Falar sobre as verdades: sobre a necessidade de falar sobre tudo, inclusivamente as verdades básicas e os dogmas da fé. Sobre mistério e revelação, palavras e silêncio
  • Eu era jovem e tinha cabelo comprido: sobre os medos e as ameaças que, para alguns, parecem espreitar a cada canto; sobre castigo, reconhecimento e amor, catolicismo e universalidade
  • O que significa ser Romano: sobre o sentido de identidade, não estar "de acordo com", criatividade, liturgia como um dom
  • É difícil saber o que dizer: sobre a celebração da Eucaristia, passividade, receber um talento, ética sexual, pastoral, moral e dilema
  • O que diz o Evangelho sobre sexo: sobre o entendimento cristão da nossa sexualidade, o entendimento eucarístico do sexo, e urgências na mudança de atitude e de aprofundamento.
Ler o artigo na íntegra aqui

Sexualidade para crentes

Uma escola em Setúbal organizou uma palestra sobre "Sexualidade segundo várias crenças religiosas". Parabéns à iniciativa. A Setúbal TV acompanhou o evento.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pessimismo e Optimismo: como se encaram os obstáculos

O pessimismo é mais fácil


A tradição ocidental não deixa margens para dúvidas na ligação que faz entre sabedoria e pessimismo. Bastaria um daqueles inesquecíveis retratos de Rembrandt para nos dizer tudo: sábio é aquele que se senta na penumbra, olhando com ponderada distância para as ilusões de transparência que a luz e a existência acendem. O que não é propriamente algo que tenha mudado. Veja-se como mais facilmente o taciturno passa por sábio do que o homem alegre. E um espírito torturado e reticente arranca maior alcance e aplauso do que todos os que se esforçam por manter ativa a esperança.

Há, de facto, um erro de avaliação que leva a considerar a jovialidade do otimista como característica espontânea de caráter, que nada deve à decisão, à maturação da vontade ou à tenacidade. Aliás, o mais comum é arrumar o otimismo na ingénua estação dos verdes anos (mesmo se ele persiste fora de época) e reservar o fruto comprovado da argúcia apenas para o seu oposto. «Juventude ociosa/ por tudo iludida/ por delicadeza/ perdi minha vida» - é aviso de Rimbaud, garantem-nos. No pessimismo, pelo contrário, nada se perde, pois somos levados a adivinhar aí um coerente processo de consciência, uma abrangência de análise sobre todas as variantes, um metabolismo sagaz da pequena e da grande história.

Contudo, o que realmente experimentamos é o avesso desta experiência, já que o pessimismo é, em muitas circunstâncias, a resposta mais fácil às solicitações do tempo. Os que só vislumbram doses colossais de ciência e de humanidade no pessimismo, esquecem quanto ele pode ser conformista, parcial ou insensível. Certamente que o pessimismo desempenha uma função purgatória face às derivas, mas um mundo gerido por pessimistas talvez não nos levasse sequer a levantar âncora do porto. Importa sublinhar que otimismo não é fatalmente leviano ou infundado (e não deveria sê-lo nunca). Os otimistas autênticos não são os que desconhecem as razões que levam outros ao seu inverso, mas aqueles que dominando objetivamente o quadro do real mesmo assim o integram num projeto maior e paciente, onde os obstáculos podem constituir oportunidades.

José Tolentino Mendonça

In Página 1, publicado por SNPC

Adília Lopes: poesia

Poesia reunida de Adília Lopes

Título: Dobra - Poesia reunida
Autora: Adília Lopes
Editora: Assírio & Alvim
Ano: 2009
Páginas: 688
ISBN: 978-972-371-349-7

Dir-se-ia que na poesia de Adília Lopes tudo se passa à superfície, mas uma superfície de onde se avista o abismo. (...)

A sua poesia é uma estação fundamental e singular no percurso da poesia portuguesa desde os anos 80. O seu grande triunfo consistiu em renunciar completamente ao lirismo e às suas tonalidades afectivas, mantendo uma densidade que advém da exploração linguística, em todos os níveis. (António Guerreiro, in Expresso, 7 de Novembro de 2009)

S. João da Cruz

Mesmo que pudesse
dizer tudo
não podia dizer tudo
e é bom assim


Deus é um boomerang

Deus é um boomerang
e eu sou a sua filha pródiga


Deus é a nossa mulher-a-dias

Deus é a nossa
mulher-a-dias
que nos dá prendas
que deitamos fora
como a vida
porque achamos
que não presta

Deus é a nossa
mulher-a-dias
que nos dá prendas
que deitamos fora
como a fé
porque achamos
que é pirosa


O tempo é sagrado

O tempo
é sagrado

O tempo
é templo


Deixa o dia de ontem

Deixa
o dia de ontem
com Deus

E vive
em paz
a espera

A cada dia
basta
a sua pena

E
o amanhã
é
como o arco-íris

Um anjo
está contigo
quando desanimas

Um anjo
está contigo
quando te alegras

Sempre
um anjo
está contigo

E
o arco-íris
brilha
como a água
que corre


O poema não deve ser raciocinado

O poema
não deve ser
raciocinado
deve ser
extasiado


É tudo tão novo

É tudo
tão novo
para mim

Novo
como um ovo

Novo
como um noivo

José
noivo de Maria
é novo

Um ovo
de serpente
um ovo
de Eva
um ovo
de Maria


A ti tudo te foi dado

A ti tudo
te foi dado
e não tratas
os outros
com doçura

És um nababo
e és um nabo
(quem te dera
seres um nabo)


Textos ensanguentados

Textos
ensanguentados
como feridas

Gralhas
ensanguentadas

Textos
gelados
como árvores
no Inverno

Textos
como árvores
cortadas
aos bocados

Textos
como lenha

Textos
como linho

Textos
brancos
como a noite

Textos
brancos
como a neve

Textos
sagrados

Textos
bifurcados
como ramos

Textos
unos
como troncos


A hera escreve

A hera
escreve
sobre a era
os nomes
e os números
vegetais

A escrita
de Deus
de súbito
matéria

A pedra
transcendente
a lagartixa
anjo

O opaco
transparente
como água
boa para beber

A escrita
de Deus
não pode
ser descrita

Ficar à escuta

Ficar
à escuta

À escuta
do silêncio


Nota 4

Se tu amas por causa da beleza, então não me ames!
Ama o Sol que tem cabelos doirados!

Se tu amas por causa da juventude, então não me ames!
Ama a Primavera que fica nova todos os anos!

Se tu amas por causa dos tesouros, então não me ames!
Ama a Mulher do Mar: ela tem muitas pérolas claras!

Se tu amas por causa da inteligência, então não me ames!
Ama Isaac Newton: ele escreveu os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural!

Mas se tu amas por causa do amor, então sim, ama-me!
Ama-me sempre: amo-te para sempre!


Sur la croix

Sur la croix
on gémit
et on prie


Adília Lopes


Nota: Estes poemas integram o livro «Sur La Croix», edição do SNPC limitada a 60 exemplares para assinalar a 2.ª Jornada da Pastoral da Cultura (2006).
In SNPC

Poesia em tempos de penúria

Richard Vizcarra
Li um artigo que desvenda um nome na penumbra e na penúria do tempo que vivemos. Pela sua extensão não o inclui em mensagem: limito-me a citar um poema de Adília Lopes e dar o link desse mesmo texto. Vale a pena descobri-la!

«Para que servem poetas
em tempos de penúria?
Para que servem poetas?
Para que servem
tempos de penúria?
Para que servem?
Para que servis?
Para que servem servos?»

Adília Lopes

Ler artigo inteiramente dedicado à obra de Adília Lopes: As armas desarmantes de Adília Lopes

A vocação da alegria

Procuras a alegria? Dá tudo o que tens!


(...) É a todos nós que experimentamos este desejo persistente [de algo mais - a esperança de que aquilo que ansiamos está ao alcance da mão, seguida do desapontamento e do regresso ao desejo inicial nunca satisfeito-] que Jesus estende o convite: “Vem comigo! Segue o meu caminho”. Muitos de nós estão prontos a dizer-lhe “sim”, mas subsistem algumas perguntas: Como é que eu O sigo? Qual é o seu caminho? Conhecemos a resposta genérica: “Ama a Deus de todo o teu coração e o próximo como a ti mesmo”. Mas como é que este preceito se torna concreto? Como é que podemos construir uma vida orientada em torno deste mandamento?

Começaremos por lembrar que o amor nunca é abstratoos bons sentimentos são simpáticos mas não são amor. O amor é sempre concreto. Damos o nosso amor e cuidado a uma pessoa específica, num determinado momento. Mais: amamos e cuidamos com o que temos e com o que somos, e não com o que outra pessoa tem ou é.

A concretização do amor a que somos individualmente chamados é definida pelos dons que Deus nos confiou. Por um lado, isto quer dizer que, provavelmente, os meus leitores não vão ser chamados a ser a Madre Teresa de Calcutá, e eu, definitivamente, não sou chamado a ser o organista da paróquia. Mas também significa que temos de nos esforçar arduamente para ver, nomear e desenvolver os nossos dons, a fim de os podermos partilhar com quem precisa do que temos para oferecer.

A intensa e ansiosa procura pela alegria, que todos nós tão bem conhecemos, nunca será plenamente satisfeita nesta vida. Mas se olharmos, identificarmos e desenvolvermos os nossos melhores dons e os dividirmos de coração aberto com todos os que deles necessitam, principiaremos a experimentar a alegria que sempre desejámos. Começaremos então a conhecer a paz para a qual fomos criados.
Mons. Dennis Clark

In Catholic Exchange
Trad. / adapt: Rui Martins, In SNPC

Desvendar o rosto de Deus ou a arte da Interrogação e da Procura

Porta do Paraíso, Francisco Borba, 2008
A procura de Deus em 2049

(...)
«“O que ameaça a espiritualidade não é certamente o exercício da inteligência, nem o avanço científico e técnico”, diz o padre Tolentino. Pelo contrário, vê a maior ameaça na “desistência de buscar arduamente a verdade, onde quer que ela se manifeste”. Ou na “perda da capacidade de recolhimento e de espanto, sobretudo num tempo em que triunfam as ditas soluções rapidíssimas e portáteis”, condenando ao crepúsculo as “artes humanas de excelência como são as de interrogação e da procura”.

a procura da verdade “entra mais próxima ou remotamente, na procura de Deus. O que desvenda a verdade, em qualquer dos seus aspetos, desvenda um traço, mesmo que infinitesimal, do seu rosto”.

Assim, “uma fórmula matemática pode-nos aproximar tanto de Deus como um tratado místico. Um poema pode encerrar tanta verdade como um dogma. De facto, Deus procura-se como? Sabemos apenas que nada do que é humano pode ser excluído nessa busca. No limite, Deus também se procura com microscópios, motores de busca, lentes e sondas. Pois procuramos Deus acolhendo a presença e a ausência. Abraçando o máximo e o mínimo. Aceitando o papel da crença e o da descrença.”»
(...)

José Tolentino Mendonça

In Expresso (Revista Única), publicado por SNPC

terça-feira, 1 de março de 2011

Sexualidade e educação

Sexualidade e educação para a felicidade


«Talvez nunca como hoje a sexualidade ande tanto nas bocas do mundo. O que não quer dizer que seja pelas melhores razões, mesmo quando se constitui matéria de “educação nacional”.

E se outros motivos não houvesse, estes justificariam, plenamente, o objetivo da publicação: repensar, no contexto atual, os modos de inscrição da sexualidade no ser e no agir do homem; no corpo, nos sentimentos, mas relações interpessoais, na visão do mundo e da vida, no projeto de formação para a felicidade.

Tendo por quadro de referência os valores do humanismo de inspiração cristã, reúnem-se nesta obra os principais contributos saídos do 2.º Congresso Internacional de Pedagogia, subordinado ao tema que dá título à publicação.

O encontro decorreu na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, em Braga, nos dias 6 e 7 de outubro de 2009.» (in texto de apresentação)

Sexualidade e Educação para a Felicidade”, editado pela Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Braga), foi organizado por Miguel Gonçalves, Carlos Bizarro Morais e José Manuel Martins Lopes, integrando textos de Nilo Ribeiro Júnior, José Tolentino Mendonça, Enrique Rojas e Eduardo Sá, entre outros autores.

In SNPC

O Louvor é o motor da Poesia

Foto: AP
Paul Claudel: a poética de Deus
Vida e obra


Sobre a inspiração poética disse Paul Claudel: «o talento poético, a inspiração poética, é como a profecia, uma graça». Para este poeta, diplomata e dramaturgo do século XX, o grande motor da poesia, dado pela religião a par com o «significado» e a «dramática», é o «louvor», uma vez que ele representa a «mais profunda necessidade da alma, a voz da alegria e da vida».

Nascido em França a 6 de julho de 1868 em Villeneuve-sur-Fère, numa família de agricultores e funcionários do governo, o pai de Paul Claudel, Louis-Prosper, dedicava-se a hipotecas e transações bancárias. Enquanto que a sua mãe, Louise Cerceaux trabalhava na agricultura, pois era oriunda de uma família católica de agricultores de Champagne, existindo até sacerdotes católicos na família. Paul Louis Charles Marie Claudel seria batizado no dia 11 de outubro de 1868. Todavia, os pais de Claudel, segundo o testemunho do próprio, eram indiferentes em matéria religiosa.

Claudel passou os primeiros anos da sua vida em Champagne, onde morava. A princípio foi instruído por um professor particular, tendo passado depois para o liceu de Bar-le-Duc e para o liceu Louis-le-Grande em 1881, quando os seus pais se mudaram para a Paris. É na escola da “Cidade das Luzes” que perde a fé, pois considerava-se um naturalista, um monista e um materialista influenciado pelos pensadores da época, inclusive pela leitura da “Vida de Jesus” de Renan. O sofrimento e a morte do avô, que sofria de cancro, serão vividos pelo jovem Paul com dramatismo e angústia, ganhando pavor da morte.

O «primeiro brilho da verdade», como dirá, veio-lhe da leitura de um grande poeta de época de seu nome Artur Rimbaud, nomeadamente, a leitura de dois textos:“Illuminations” e “Une saison en Enfer”.

Aos 18 anos, angustiado e desesperado, a 25 de dezembro de 1886, entra na catedral de Notre-Dame de Paris, onde toma parte na missa cantada, com moderada alegria. Voltando à sé ao final da tarde para as Vésperas de Natal, entra quando começa o cântico evangélico do ‘Magnificat’, cantado por meninos do coro e jovens seminaristas. E nesse momento dá-se uma conversão súbita e «fulminante». Dirá Paul Claudel no ano de 1913 em “A Minha Conversão”: «Ali se deu o acontecimento que domina toda a minha vida. Num momento, o meu coração sentiu-se tocado, e tive fé (…) não ficava margem para nenhuma espécie de dúvida».

A verdade é que aconteceu na vida deste “poeta de Deus e do homem” aquela experiência dramática, de significado e de louvor que parece conter a poética de Deus e que ele próprio tão bem soube expressar.

Paul Claudel estudará em Paris, no Instituto de Estudos Políticos, embora tenha pensado entrar para os Beneditinos. Em 1893 começa a sua carreira diplomática, que continua até 1936.

A 15 de março de 1906 casa-se com Reine Sainte-Marie Perrin. Depois de ser cônsul em vários pontos do globo, Claudel terminará a sua carreira em Bruxelas. Durante o tempo da magistratura diplomática, revela-se um grande dramaturgo e poeta cristão. Assim, utilizou o cristianismo, na sua confissão católica, como base do seu pensamento e da sua escrita poética e dramática.

A tetralogia “Le Soulier de Satin” (composta entre 1914 e 1924 e estreada em 1943) é uma obra de arte que integra texto, música e dança. Na peça “L´Échange”(1910), Claudel problematiza pela primeira vez o conflito de uma mulher que se debate entre amor e casamento.

Além de romances, peças teatrais e ensaios, compôs também poemas que foram buscar inspiração à poesia bíblica. Em 1946 foi escolhido como membro da Academia Francesa. Morre a 23 de fevereiro de 1955, deixando uma obra de prosa, poética e dramática enorme, cuja influência depressa se fez sentir.

L. Oliveira Marques
In SNPC

O enigma do Anjo

Angelus Novus, Paul Klee
O anjo que nos resiste


«Todo o anjo é terrível. Mesmo assim - ai de mim -/vos invoco, pássaros (...) da alma/ sabendo quem sois». Este verso de Rainer Maria Rilke, que a Modernidade tem relido tantas vezes, está construído sobre um aparente paradoxo: primeiro define o anjo como “o terrível”, isto é, inscreve-o no território transcendente do divino, mas depois diz saber quem ele é. A primeira afirmação, porém, tem uma intensidade tal que condiciona a leitura a fazer da segunda. Que concluir? Que apesar do conhecimento que possamos ter, o Anjo permanecesse um enigma, uma espécie de pergunta que nunca se desfaz.

É interessante constatar que mesmo na tradição judaico-cristã a figura do Anjo surge esboçada numa espécie de penumbra categorial, mantendo-se sempre como que indistinta, indefinível, e morfologicamente mutante. Na cena da luta noturna com Jacob, por exemplo, o anjo depois de lutar por muito tempo com ele, pede-lhe: «Deixa-me partir, porque já rompe a aurora» (Gen 32,27). É como se a luz pudesse, de alguma maneira, perturbar aquela evidência que na escuridão se dá tão palpável. A presença angélica revela-se sempre pontual face à narrativa da história (é uma espécie de manifestação extraordinária) e não se deixa fixar. Analisando os textos bíblicos percebe-se como o mecanismo textual conspira para, a propósito do Anjo, fazer isso: mostrar sem desvendar, dizer sem prender, tornar maximamente visível sem ferir minimamente o invisível.

Uma história recente pode ajudar-nos a perceber aquela de sempre. Em 1921, o filósofo Walter Benjamin adquiriu uma pintura de Paul Klee, intitulada Angelus Novus. Benjamin ficou com o quadro até ao fim da vida, como referência espiritual e objeto privilegiado do seu pensamento. Ao jornal de ideias que queria fundar deu, por exemplo, o nome de Angelus Novus. Walter Bejamin construiu uma fortíssima amizade epistolar com outro grande pensador de extração hebraica, Gershom Scholem, e ambos trocaram muitas impressões sobre a figura do Anjo. Numa carta datada de 19 de setembro de 1933, Scholem junta um poema intitulado “Saudações do Angelus”. A última quadra é particularmente precisa:

Sou uma coisa antissimbólica
Que só significa o que eu sou.
Giras em vão o anel mágico,
Não tenho nenhum sentido.

O crítico Robert Alter, que estudou esta ampla correspondência à luz do motivo do Anjo, escreve: «O anjo “antissimbólico” de Scholem resiste a qualquer tentativa de traduzir aquilo que ele é…». O mistério permanece intacto, portanto. Mas não deixa de ser relevante o facto de dois pensadores contemporâneos, com a dimensão de Scholem e Benjamin, acreditarem que não há substituto moderno adequado para o profundo léxico espiritual que a tradição coloca como pedras da sua busca de verdade.

José Tolentino Mendonça

In Diário de Notícias da Madeira, publicado por SNPC

O prémio de cinema mais mediático

Natalie Portman em O Cisne Negro
Apesar de muitas vezes não me rever nas escolhas dos Óscares, e de muitos dos melhores filmes passarem ao lado desta cerimónia, não posso deixar passar em branco um evento cultural como este, em que o cinema sobe ao palco...

E os Óscares foram...


Entregues em mais uma cerimónia em direto para o mundo, entre faustosos décors e toilettes! Mais uma noite de emoção para os inúmeros candidatos ao mais prestigiado prémio da portentosa indústria cinematográfica americana.

Uma vez mais, as expectativas aumentaram em torno dos resultados, com apostas a correr nos quatro cantos do mundo ou não fosse a comunicação a levar este evento ao seu expoente máximo – distribuindo propostas de votação nos intervalos da agenda noticiosa, multiplicando entrevistas aos concorrentes e sondagens a convidados elegíveis para partilhar as suas previsões.

Uma das grandes novidades do ano foi a seleção de dez filmes a constar na lista dos Melhores do ano, o que de alguma forma tornou mais difícil a escolha do grande vencedor: “O discurso do rei”.

Com efeito, a equipa encarregue de recriar a história por de trás do mais famoso discurso da história do Reino Unido, subiu ao palco para levantar nada menos de quatro Óscares nas categorias Melhor Filme, Melhor Realizador (Tom Hooper), Melhor Ator (Colin Firth) e Melhor Argumento Orignal (David Seidler). Sendo Firth um dos favoritos pelo seu fantástico desempenho, preferência esta que já vinha ganhando forma desde o seu excelente desempenho em “Um homem singular”, a escolha veio efetivamente confirmar as expectativas gerais do público e da crítica. [ler a crítica deste filme no blogue]


Outra das expectativas cumpridas foi a de Natalie Portman, pela dualidade encarnada no papel da bailarina Nina Sayers, em “Cisne negro”. A atriz, de provas consistentes já dadas em “Closer – Perto demais” e “V-de vingança”, vê-se assim consagrada aos 30 anos de idade.


Há muito se diz que os Golden Globes servem de barómetro à noite dos Óscares, mas se os últimos anos não o tivessem já feito, este ano encarregar-se-ia de o tornar um acaso: a prová-lo, os resultados obtidos pelo mais celebrado filme na última edição do certame, “A rede social” que, das quatro grande categorias aí premiadas, viu agora metade confirmadas: Argumento Adaptado e Banda Sonora Original. Além destas, subiu ontem ao palco para agradecer o reconhecimento na qualidade da Montagem.


Na qualidade da Direção Fotográfica, Sonora (montagem e mistura) e de Efeitos Visuais, “A origem” (Christopher Nolan), potente filme de ficção foi justamente escolhido pela excelência técnica.


Numa distribuição bastante equitativa de prémios, a cerimónia dos Óscares de 2011 será ainda lembrada pela premiação dos atores secundários Melisa Leo e Christian Bale por “The Fighter – O último round” e dos já estreados “Inside job – A verdade da crise” (Documentário), “Toy story 3” (Animação) e ”Num mundo melhor” cuja estreia se aguarda ansiosamente para 7 de abril.


Margarida Ataíde

In SNPC

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

Este blogue também é teu

São benvindos os comentários, as perguntas, a partilha de reflexões e conhecimento, as ideias.

Envia o link do blogue a quem achas que poderá gostar e/ou precisar.

Se não te revês neste blogue, se estás em desacordo com tudo o que nele encontras, não és obrigado a lê-lo e eu não sou obrigado a publicar os teus comentários. Haverá certamente muitos outros sítios onde poderás fazê-lo.

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Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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