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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O novo Nu em Cristo

Caravaggio
Passos da Via Sacra (6)

X Estação
Jesus é despido das suas vestes


"As vestes de Jesus estavam praticamente coladas ao Seu corpo por causa do sangue coagulado nas feridas causadas pelo açoitamento. (...) A roupa foi arrancada, causando surtos de dor pelo corpo de Jesus. (Frederick T. Zugibe, "A crucificação de Jesus: as conclusões surpreendentes sobre a morte de Cristo na visão de um investigador criminal"; Ed. Idéia & Ação; São Paulo, 2008; p. 67) 

Nos textos devocionais da Via Sacra, fala-se frequentemene, nesta estação, sobre a imoralidade, associada à nudez. É interessante notar, neste contexto, que a vergonha causada pelo corpo nu, é a primeira consequência do pecado. Então os olhos de ambos se abriram, e, como reparassem que estavam nus, teceram para si tangas com folhas de figueira. (...) O Senhor Deus chamou o homem e perguntou: “Onde estás?” Ele respondeu: “Ouvi teu ruído no jardim. Fiquei com medo, porque estava nu, e escondi-me”. (Gn 3, 7. 9-10

Vamos colocar o pensamento em ordem. Se a vergonha, diante da nudez, é o efeito imediato do pecado e, por sua vez, Jesus sofreu, morreu (nu!) na cruz e ressuscitou, por que, então, a Igreja, ao longo dos séculos, cultiva e alimenta, até ao extremo, a vergonha da nudez? Será que, ao permitir ser despido das suas vestes e crucificado nu, Jesus não redimiu e santificou, também, a nudez humana? 

Outra observação importante: o ato de descobrir (expor) o corpo, em toda a sua extensão, é um elemento indispensável da experiência de intimidade no amor. Quanto maior o amor, menor é a vergonha diante da nudez. Na verdade, a vergonha desparece totalmente, sem ter algo a ver com aquilo que, na linguagem popular chamamos de "sem-vergonha". É na intimidade do amor que se revela a nudez redimida pelo amor de Deus. E é na nudez que se revela, por excelência, a beleza da criação. 

Para deixar as coisas bem claras: a "sem-vergonhice" consiste em ver o corpo do outro, como o objeto a ser usado para obter um prazer individual. É a expressão do egoísmo. Quando, porém, fico fascinado e - porque não - atraído, pela beleza do corpo do outro, mas vejo muito mais do que apenas o corpo, sou capaz de desenvolver o profundo e sincero amor. Livro-me, então, das minhas roupas e, os dois, experimentamos a comunhão íntima do amor. Repito: ao redimir o homem, Jesus santificou e consagrou a nudez.
Oração
Senhor Jesus! Desde pequeno, olho o Teu corpo nu, exposto na cruz. Obrigado pela redenção da nudez. Obrigado por tantos belíssimos corpos que já tive a graça de contemplar (e, alguns, de tocar). Peço-Te que o corpo humano, que me fascina tanto, não seja para mim apenas um objeto do desejo carnal, mas o caminho para crescer no amor pelo homem inteiro. Livra-me da hipocrisia de toda falsa vergonha. Junto contigo, Jesus, louvo o Pai Criador, magnífico Artista, Autor da maior beleza: o corpo humano."
Nós Te adoramos e Te bendizemos, ó Cristo,
porque com tua Santa Cruz remiste o mundo.

Por Teleny in Retorno (G-A-Y)

Chorar por quê e por quem?

Passos da Via Sacra (5)

VIII Estação 
Jesus encontra as mulheres de Jerusalém



"Seguia-o uma grande multidão do povo, bem como de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. Jesus, porém, voltou-se para elas e disse: “Mulheres de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! Porque dias virão em que se dirá: ‘Felizes as estéreis, os ventres que nunca deram à luz e os seios que nunca amamentaram’. Então começarão a pedir às montanhas: ‘Caí sobre nós!’, e às colinas: ‘Escondei-nos!’ Pois, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?” (Lc 23, 27-31). 

Jesus Mestre ensina até o último instante e suas palavras, nestas circunstâncias, ganham ainda mais peso. Tornam-se testamento. Jesus sabe que, muitas vezes, choramos e nos lamentamos sobre os outros, para não olhar a nós mesmos, ao nosso interior. Da mesma maneira, censuramos outras pessoas, para abafar a voz da nossa própria consciência. As palavras iniciais de Jesus ("não choreis por mim"), por mais que pareçam, não constituem uma proibição. É a mesma história que a da afirmação do Senhor: O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos. (Mt 20, 28). Se fosse uma ordem explícita, não teria sentido (pois seria abominável nos olhos do Senhor) todo o serviço prestado a Ele (pela Igreja, por pessoas individualmente, etc.). Jesus se importa com as prioridades. Em primeiro lugar, Ele veio para servir e dar a vida em resgate por muitos. E, por isso mesmo, os que foram resgatados, procuram servi-lo. Da mesma maneira, quando Jesus diz "não choreis", não quer dizer que nos esteja a ensinar a insensibilidade e a indiferença. Ele quer que choremos, mas, em primeiro lugar, sobre nós mesmos e sobre os que amamos. Assim, como Jesus chorou, olhando à cidade de Jerusalém: Quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: “Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, está escondido aos teus olhos! Dias virão em que os inimigos farão trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados. Esmagarão a ti e a teus filhos, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste o tempo em que foste visitada”. (Lc 19, 41-44

Choramos, porque amamos e nos preocupamos. E devemos chorar (com outras lágrimas), quando não amamos o suficiente. As mães de Jerusalém e de todos os lugares da terra, devem chorar sobre si mesmas, quando não são capazes de acolher os filhos, do jeito como eles são. Por exemplo, homossexuais. E devem, por mesmo motivo, chorar sobre estes filhos que não recebem o amor necessário, dentro de sua própria casa. A Igreja precisa chorar sobre si mesma, quando não consegue se libertar de preconceito e, por isso, não serve a Jesus, presente em cada pessoa homossexual. E deve chorar por estes seus filhos abandonados. Por serem abandonados.

Oração
Senhor Jesus! Eu choro sobre Ti, sobre mim e sobre aqueles que amo, ou devo amar. Ajuda-me a compreender o sentido das lágrimas e perceber a diferença entre elas. Ajuda-me a chorar sobre os meus pecados. Ensina-me a chorar por amor. Acolhe todas as minhas lágrimas. E que nenhuma delas Te ofenda."
Nós Te adoramos e Te bendizemos, ó Cristo,
porque com tua Santa Cruz remiste o mundo.

Por Teleny in Retorno (G-A-Y)

Encontrar a Mãe

Passos da Via Sacra (4)

IV Estação
Jesus encontra a sua mãe

"Não há palavras (...) capazes de descrever os sentimentos de Maria naquele momento. Vários autores falam de um encontro que trouxe conforto a Jesus, neste caminho rumo ao Calvário. Eu não tenho tanta certeza. Quando enfrento alguma dificuldade, procuro não envolver a minha mãe naquela situação e, quando ela pergunta, sempre digo: "Estou bem, mãe. Está tudo bem por aqui!". Não quero que ela fique preocupada (...). Talvez a minha reação, vontade e postura fossem diferentes, no caso de uma situação extrema, como a de Jesus na Via Sacra. Se eu estivesse a morrer, gostaria que ela estivesse ao meu lado? Com certeza. Entretanto, a sua dor iria aliviar ou aumentar a minha? (...) A dor é o elemento indispensável (e, até, "constituinte") do amor. O encontro de Jesus com Maria, na via sacra, era necessário e, embora não tenha deixado marca alguma nos textos sagrados, chegou até nós por meio da piedosa tradição do povo. Penso, nesta estação, em Maria Santíssima e no seu lugar no plano da salvação. Muitos teólogos e, de certa forma, o próprio Magistério da Igreja, falam de Maria como "corredentora". Este título não diminui, nem ofusca, os méritos infinitos de Cristo Jesus, o único Redentor da humanidade, mas Deus quis que Ela participasse, de modo todo singular, nesta obra (a mesma lógica se dá em relação à intercessão e/ou mediação entre homens e Deus). 

Logo, em seguida, nesta IV Estação, o meu pensamento vai em direção da minha mãe. Como é importante, para um homossexual, o amor compreensivo e acolhedor de mãe! Eu sei que muitos não tiveram a felicidade de encontrar o apoio e o amor incondicional de suas mães. Ainda assim creio que o desejo maior de cada mãe é ver o seu filho feliz (ainda que, nem sempre, o conceito de felicidade, seja o mesmo para ambos). Muitas mães não estão angustiadas pelo fato de seu filho ser homossexual, mas pela perspectiva de sofrimentos (preconceitos, perseguições, etc.) que isso pode causar na vida deste filho. É algo parecido, um pouco, com a preocupação de mãe, com a sorte do filho-polícia, piloto ou alpinista. A diferença evidente está na eventualidade de persuadir o filho para que desistisse daquela carreira, o que não pode ocorrer, no caso de um filho homossexual (e nem sempre a mãe se dá conta dessa diferença). Apesar de todas as dificuldades e limitações, a presença de mãe, no nosso caminho de homossexuais, é de suma importância.

Oração
Senhor Jesus, obrigado pela Tua Mãe, Maria Santíssima! Mãe, consoladora dos aflitos, acompanha-nos em todos os instantes. O seu terno amor de mãe acolhe, também, os filhos e filhas homossexuais. E nós, muitas vezes magoados pela vida, contamos com este encontro. Pela intercessão de Maria das Dores, peço-Te, Jesus, por todos aqueles que, ao descobrirem a sua identidade homossexual, não tiveram a compreensão e o apoio da própria mãe. Abençoa as nossas mães, para que nunca desistam de seus filhos."

Nós Te adoramos e Te bendizemos, ó Cristo,
porque com tua Santa Cruz remiste o mundo.

Por Teleny in Retorno (G-A-Y)

Carregar a Cruz

do filme de Pier Paolo Pasolini "O Evangelho segundo Mateus"
Passos da Via Sacra (3)

II Estação
Jesus recebe a cruz


"Bem antes de sua Paixão, Jesus disse aos discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. (Mt 16,24) Contemplamos, nesta segunda estação, o momento em que o próprio Jesus tomou a cruz. E, para nós, "tomar a cruz", significa: tomar o quê? Grande parte da reflexão teológica, ao longo dos séculos, identifica esta atitude com a penitência pelos pecados e, neste contexto, também com a aceitação de sofrimentos e adversidades, bem como a fidelidade aos deveres do estado de vida. Há, em todas estas interpretações, o aspecto negativo, triste e pesado. É impossível negar que carregar uma cruz seja uma coisa triste e dolorosa, mas será que aqui está a sua essência? Até hoje, os católicos são associados a uma postura passiva diante de dor, perseguição, pobreza, etc. Tudo está sendo resumido por uma palavra: a cruz. Para muitos, os católicos são aqueles "pobres coitados" que, com resignação, permitem ser pisoteados, humilhados e injustiçados, porque - segundo dizem - tudo isso faz parte da cruz de cada dia. Acredito que, para respondermos à pergunta sobre a verdadeira "essência" da cruz, seja necessário olhar de um ângulo diferente (e único correto): o ponto de vista do próprio Jesus. Como foi que Jesus encarou aquele madeiro? Como enxergou o significado da cruz?

Pouco antes da sua morte, o Senhor declarou: Sinto agora grande angústia. E que direi? ‘Pai, livra-me desta hora’? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. (Jo 12, 27) Noutra ocasião disse: Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. (Jo 15, 13) Para Jesus, a cruz era a melhor maneira de amar. Ou melhor: a cruz é o amor! Não se trata de masoquismo, mas de um amor autêntico e exigente, capaz de se sacrificar por inteiro. Jesus sabia que essa foi a melhor maneira de expressar o amor ao Pai e aos homens. Jesus ficaria inconsolado se alguém impedisse a sua morte na cruz. Em consequência, "tomar a cruz", significa amar. Amar de maneira com a qual foi formado o nosso coração. Se o meu coração é homossexual, o meu amor será homossexual também.

Oração
Senhor Jesus, tomaste a cruz para realizar divino plano de amor. Obrigado pela Tua cruz e também pela minha. Às vezes tenho dificuldades em compreender o significado da cruz da minha sexualidade. Peço-Te, por isso, que a luz do Teu Espírito ilumine sempre o meu coração, para que eu veja a importância do amor. E que eu saiba sofrer por amor, quando for necessário. Abençoa cada homossexual, sobretudo todo aquele que sofre por ser assim. Ajuda-nos a acreditarmos no amor. Cura-nos do medo de amar. Fortalece aqueles que são perseguidos, porque amam. Convence aqueles que foram desiludidos no amor, que vale a pena começar de novo."

Nós Te adoramos e Te bendizemos, ó Cristo,
porque com tua Santa Cruz remiste o mundo.

Por Teleny in Retorno (G-A-Y)

Condenado à morte

Caravaggio Ecce Homo
Passos de uma Via Sacra (2)


I Estação
Jesus é condenado à morte

"Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. Pilatos disse a Jesus: “O que é a verdade?” Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus. (Jo 18, 37b-38) Um detalhe, aparentemente sem importância, resume o absurdo do “processo” que levou Jesus à condenação. Em Jesus cumprem-se os projetos maliciosos dos homens, registradas pelo profeta Jeremias: Vinde para conspirarmos juntos contra Jeremias; um sacerdote não deixará morrer a lei; nem um sábio, o conselho; nem um profeta, a palavra. Vinde para atacarmos com a língua, e não vamos prestar atenção a todas as suas palavras. (Jr 18, 18) Jesus é rejeitado, julgado, condenado, humilhado, maltratado, crucificado e morto, porque os homens não deram atenção a suas palavras.

Várias pessoas têm dúvidas em relação à homossexualidade, não a compreendem, pensam que seja algo monstruoso. Têm medo de algo obscuro que seria “contra a natureza”. Não se dão conta de que muito mais contra a natureza humana é viajar de avião, pois a natureza do ser humano é pisar o chão. Se a homossexualidade não estiver dentro da natureza humana, onde então estaria? O medo, a fobia, faz com que as pessoas fogem das respostas, ainda que tenham feito perguntas, como Pilatos. O medo e a falta de respostas, geram preconceito e incitam agressividade. Milhares de homossexuais são insultados, espancados, mortos. As recentes estatísticas apontam o crescimento do número de assassinatos de homossexuais, travestis e lésbicas no Brasil. É Jesus que continua a ser condenado.

Oração
Senhor Jesus, foste condenado, porque o medo dominou o coração do homem e impediu o conhecimento da verdade. Tu és a Verdade. Tu nos chamas a vivermos a verdade do nosso ser. Dá-nos a graça de reconhecermos e respeitarmos a nossa própria dignidade e a dignidade de cada ser humano. Dá-nos, também, o dom de perdoar a todos aqueles que nos ofendem e agridem. Protege de todos os perigos, os nossos irmãos e irmãs homossexuais. Cura a humanidade do mal da homofobia. Liberta o coração humano de todo preconceito. Orienta a Tua Igreja, para que esteja realmente aberta e saiba acolher com amor e conduzir a Ti, todas as pessoas homossexuais."

Nós Te adoramos e Te bendizemos, ó Cristo,
porque com tua Santa Cruz remiste o mundo.

Por Teleny in Regresso (G-A-Y)

Ler no blogue:

Origem e tradição da Via Sacra

acaspe
Passos de uma Via Sacra (1)

"Diz uma antiga tradição que foi Maria Santíssima, a Mãe de Jesus, que percorreu, como primeira, todos os lugares que marcaram o doloroso caminho do Senhor, rumo ao Calvário. Os discípulos de Jesus, mesmo depois de sua ressurreição, preservaram este piedoso costume, assim como o próprio Crucifixo, o símbolo e a memória do amor infinito de Deus pelos homens. (...)

Como introdução, trago um trecho de texto escrito pelo então Cardeal Joseph Ratzinger (hoje Papa Bento XVI) e lido no início da celebração de Via Sacra no Coliseu, na Sexta-feira da Paixão de 2005. Naquela hora, o Papa João Paulo II, já muito debilitado, assistia tudo via televisão, no interior de sua capela particular. (...)

Introdução à Via Sacra
 (Card. J. Ratzinger)
A Via-Sacra mostra-nos um Deus que partilha pessoalmente os sofrimentos dos homens, cujo amor não se mantém impassível nem distante, mas desce ao nosso meio até à morte na cruz (cf. Fil 2, 8). Este Deus que partilha os nossos sofrimentos, o Deus que Se fez homem para levar a nossa cruz, quer transformar o nosso coração de pedra chamando-nos a partilhar os sofrimentos alheios, quer dar-nos um «coração de carne» que não fique impassível diante dos sofrimentos alheios, mas se deixe comover e nos leve ao amor que cura e ajuda. (...) «Se alguém quiser vir após Mim, renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me» (Mt 16, 24). Com estas palavras, o próprio Jesus nos dá a interpretação da «Via-Sacra», ensina-nos como devemos fazê-la e segui-la: a Via-Sacra é o caminho da perda de nós mesmos, isto é, o caminho do amor verdadeiro. Ele precedeu-nos neste caminho; este é o caminho que a devoção da Via-Sacra nos quer ensinar.(Leia o texto na íntegra aqui).
Oração
Senhor Jesus! Venho seguir os Teus passos neste doloroso caminho da cruz. Tu me conheces profundamente. Trago a minha homossexualidade e tudo que nela é doloroso para mim. Como Tu, ao carregar a cruz, eu também experimento a solidão. Como Tu, encontro pelo caminho várias pessoas agressivas e preconceituosas, mas também, algumas pessoas cheias de amor, atenção, carinho e disposição. Ajuda-me a carregar a minha cruz e eu me proponho a ser o Teu Cirineu e a Tua Verônica. Peço a companhia de Tua Mãe compassiva. Abençoa, Senhor, todos os meus irmãos e irmãs, os homossexuais em toda a face da terra. Concede-nos a preciosa graça de fé, esperança e de amor verdadeiro. Abençoa aqueles que amamos, por quem estamos apaixonados. Abençoa aqueles que nos odeiam e perseguem. Abençoa, sobretudo, nossas mães e pais, nossos irmãos, irmãs e demais familiares. Ampara-nos na hora da dor. Consola-nos na hora da tristeza. Defende-nos na hora da tentação. Livra-nos de todo mal. Amen."

Por Teleny in Retorno (G-A-Y)

O tríodo Pascal

A todos os leitores do moradasdedeus venho desejar uma Santa Páscoa. Que esta festa tão essencial para a Fé cristã seja vivida em profundidade por cada um.

Aproveito para vos anunciar que nesta Sexta-Feira Santa O blogue contou as 45.000 visitas desde o seu começo, mais um número redondo para assinalar.

De seguida publicarei algumas etapas da Via Sacra publicadas por outro homossexual católico, autor do blogue Retorno (G-A-Y). Serão publicadas em português do Brasil.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Jacob e o Anjo em imagens

Inspirado pela imagem que ilustrou a mensagem anterior, publico uma série de representações da luta de Jacob com o Anjo. Esta passagem bíblica tem inspirado místicos, poetas e artistas de todos os tempos. Nesta breve amostra destaco os nomes Delacroix, Ilda David, Chagall e Bonnat.

Viver como cristãos a condição homossexual pode ser lido no blogue

Jacob lutando com o anjo, Alexandre Louis Leloir, 1865
A conferência do passado mês de Janeiro, inserida nos Encontros do Lumiar e organizada pelas Monjas Dominicanas, com o tema "Viver como cristãos a condição homossexual" já se encontra entre os Documentos em destaque do moradasdedeus (ler aqui). Note-se que a publicação desta pode ser adquirida por €2 na casa das irmãs e na Capela do Rato.

Monjas Dominicanas http://www.monjasoplisboa.com/

Emprego para Professores

Os Pupilos do Exército estão a recrutar professores de várias áreas diciplinares. Se és professor(a) e procuras colocação, não custa nada tentar: ler mais em requisição de professores

A Cinemateca em risco

A Cinemateca é um espaço único em Lisboa em que os filmes podem ser vistos a um preço simbólico e onde a escolha criteriosa dos títulos nos fazem percorrer a já longa história da indústria cinematográfica. É um espaço cultural onde já tenho feito descobertas no mínimo inesperadas e um autêntico museu mutável e dinâmico do Cinema. Aparentemente, como todas as áreas frágeis da cultura, corre graves riscos de se transformar em fumo. Das duas salas já só uma está em uso, o número de sessões diárias caiu drasticamente, muitas têm sido anuladas ou suspensas, já não há folhas de informação impressas nem o programa mensal em papel... 


Divulgo um alerta e um convite que uma amiga me fez chegar:



As imagens só existem com o fogo da projecção. Contudo, é possível queimar as imagens ao interditar a sua projecção como um auto da fé de livros. Marcel Hanoun 

Aos muito lá de casa a quem a Cinemateca importa,
e que lamentam as 13 sessões canceladas em Março e as 46 temporariamente suspensas em Abril, os filmes que não podem ser vistos porque os cortes no financiamento e a recente perda de autonomia -imposta pelo Ministério das Finanças- comprometem o transporte regular de cópias, o habitual programa estar reduzido a pobres fotocópias e o desdobrável apenas disponível on-line, e que lamentam e temem a interrupção do trabalho de restauro e o ANIM  estar em risco e com ele todos os filmes do nosso espólio cinematográfico, por haver quem no poder ainda se pergunte se o cinema é património, 
a quem os filmes possam vir a faltar,
 
encontro marcado na Cinemateca
no dia 13 de Abril, à sessão temporariamente suspensa das 19h30
 
para pensar em formas de acção (projecções, manifestos, ocupações)
pelo cinema que, no contínuo trabalho de coleccionar, preservar, documentar e apresentar, a Cinemateca permite existir.

A Paixão segundo Pasolini na Capela do Rato

É hoje:
Cinema e Espiritualidade na Capela do Rato
“Evangelho Segundo São Mateus” de Pier Paolo Pasolini
Quarta-feira, dia 13 de Abril, 21h

                                      
Maria José Fazenda (Professora de Antropologia da Dança), Rita Benis (Investigadora na área de cinema) e João Miguel Amaro Correia (Arquitecto), moderados por Margarida Avillez Ataíde (jornalista) debatem o histórico filme de Pasolini, numa iniciativa conjunta da Capela do Rato e da Escola de Cinema da Universidade Lusófona.

Em “Evangelho Segundo São Mateus”, um dos cineastas mais polémicos e aclamados da modernidade confronta-se com uma representação literal e profética da figura de Jesus de Nazaré.

Em 1964, data da sua estreia, o filme, que é dedicado à memória do Papa João XXIII, foi recebido com enorme entusiasmo pelos bispos que participavam no Concílio do Vaticano II. Tornou-se assim também um dos ícones da nova relação entre a Igreja e o Mundo que o Concílio ensaiava.

A exibição tem Entrada Livre.
Capela do Rato (Calçada Bento Rocha Cabral, 1B)

Concerto na Baixa de Lisboa: obra inédita

Concerto de lançamento do CD «Fernando de Almeida – Responsórios de Quinta-Feira Santa, Missa Ferial», dia 16 de abril, sábado, às 21.00, na Igreja de S. Nicolau, em Lisboa.

Programa:
Fernando de Almeida (ca. 1600-1660)

Missa
Responsórios de Quinta-Feira Santa

Capella Patriarchal
Mónica Santos, soprano
Mónica Monteiro, soprano
Carolina Figueiredo, contralto
Catarina Saraiva, contralto

João Moreira, tenor

André Baleiro, tenor
Manuel Rebelo, baixo
Sérgio Silva, baixo


João Vaz, órgão e direcção
O CD (editado pela Althum.com) estará à venda a preço especial de lançamento. Aconselhamos a chegada um pouco antes da hora do concerto, já que a entrada é livre mas os lugares limitados.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Qual a realidade apurada com os Censos?

Já se falou muito na imprensa sobre os falsos recibos verdes e como esta questão não vai aparecer clara nos resultados dos Censos 2011. Os trabalhadores independentes, depois de afirmarem que o são, têm também que indicar qual a principal actividade da "sua empresa", realidade difícil de definir para quem presta tipos diferentes de serviços a entidades não menos variadas. E agora há a questão das uniões de facto, ou das pessoas que vivem com o compabheiro ou companheira... Será esta uma amostra da realidade nacional ou teremos de esperar por 2021?

Censos: Não se vai saber quantas uniões de facto de casais do mesmo sexo existem em Portugal

O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai ser obrigado a eliminar duas perguntas do Censos 2011, avança o semanário Sol. Em causa está uma pergunta do Questionário de Família sobre se uma pessoa tem uma relação em união de facto com um parceiro do mesmo sexo ou de sexo diferente e se reside com esse parceiro. A outra pergunta que está a levantar polémica pede a cada cidadão que indique o nome e o sexo das pessoas que, não sendo residentes no seu alojamento, aí estavam presentes no dia 21 de Março. A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) considera que a informação tratada nessas duas perguntas é "sensível" e referente à "esfera privada". O INE não poderá registar, nas suas bases de dados, as informações recolhidas através dessas duas perguntas. Com esta decisão invalida-se a possibilidade de saber quantos casais do mesmo sexo vivem em união de facto em Portugal.

Evitar comportamentos de risco: locais gratuitos de testes VIH para gays (e não só) em Lisboa

Ainda há muita gente descuidada com a sua saúde, pessoas negligentes que perpeptuam comportamentos sexuais de risco, expondo-se a si mesmos e ao seu/sua parceiro/parceira a doenças sexualmente transmissíveis, achando que os azares só acontecem aos outros. Não há razões para isso: sabias que há centros onde podes fazer testes gratuitos e saber os resultados na hora? Sugiro dois sítios na cidade onde vivo:

CheckpointLx, testes de detecção rápida do VIH

Localizado em pleno bairro do Príncipe Real, em Lisboa, o CheckpointLx oferece um serviço anónimo, confidencial e gratuito, para detecção rápida do VIH, dirigido a homens que têm sexo com homens (HSH). O serviço está localizado na Travessa Monte do Carmo, nº 2 e abre esta quinta-feira [31 de Março de 2011]. A inauguração oficial será divulgada oportunamente.

O aconselhamento é personalizado e feito por técnicos HSH, "promovendo o acesso à prevenção e à saúde sexual de uma forma mais eficaz e integrada na realidade da comunidade gay", pode ler-se na informação a que o dezanove teve acesso. É aconselhada marcação prévia através do 910 693 158 para maior rapidez no atendimento. O projecto conta com um site que deverá ficar online em breve, informação em folheto sobre PPE (profilaxia pós-exposição) e uma campanha de postais distribuídos no circuito comercial e de espectáculos através da Postal Free.
Centro de Aconselhamento e Detecção do VIH
O CAD Lapa é situado no bairro da Lapa, próximo da basílica da Estrela (R. de S. Ciro, 36, 1200-831 Lisboa). Não é exclusivo para homossexuais, é gratuito e funciona há uma série de anos. É possível ser atendido das 10h às 16h30 às terças, quintas e sextas e das 12h às 18h30 às segundas e quartas. O número de telefone é o 21 393 0151/2.

A sida e os gays portugueses

Os números e os mitos em relação ao VIH

Cinco por cento dos homens portugueses que têm sexo com outros homens são portadores do VIH. A conclusão é de um estudo apresentado ontem no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em que foram inquiridas cerca de mil pessoas, através de entrevistas presenciais.
A mesma investigação, refere que 25,8 por cento dos que têm menos de 24 anos tiveram sexo anal antes dos 15 anos. Mais de 70 por cento destes homens usaram preservativo na última relação e mais de 20 por cento sempre ou algumas vezes. Luís Mendão, do Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/Sida, citado pelo jornal i, reconhece que o número de portugueses que continua a desconhecer os riscos e as vias de contágio do vírus é "assustador": "Ainda há muita gente convencida de que através de um espirro ou de uma picada de um insecto se pode transmitir o HIV."
Os números foram apresentados no âmbito da Conferência Internacional sobre a infecção do VIH entre os grupos de difícil acesso (HSH - Homens que fazem Sexo com Homens e TS - Trabalhadores do Sexo), que termina hoje no Instituto de Higiene e Medicina Tropical. O encontro é promovido pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), a Associação para o Desenvolvimento da Medicina Tropical (ADMT) e o Grupo Português de Activistas Sobre Tratamentos de VIH (GAT).

Direitos na Ilha de Man

Uniões civis para casais do mesmo sexo

A ilha no Mar da Irlanda que está sob a dependência da Coroa do Reino Unido passou a reconhecer o direito a parceria civil.

Entre os novos direitos que estão disponíveis a partir de hoje para os casais do mesmo sexo incluem-se herança, pensões e subsídios fiscais.

Os grupos de ativistas LGBT na ilha já celebraram a nova iniciativa.

A homossexualidade era ilegal em Isle of Man até 1992 e o projeto de parceria civil para casais do mesmo sexo provocou intenso debate na ilha de 80 mil habitantes.

Desde dezembro de 2005 que os casais do mesmo sexo tinham acesso à lei de parceria civil no Reino Unido em tudo igual ao casamento excepto no nome, mas a Ilha de Man passou ao lado desta inovação legislativa.

Em Portugal estas uniões não deverão ser reconhecidas como casamento, as uniões registadas do Reino Unido também não são reconhecidas.

A nova lei de parceria civil também abre a possibilidade de adopção pelos casais de gays e lésbicas. E não são só os casais do mesmo sexo que passam a ter esta possibilidade: casais de sexo diferente mas que não estejam casados podem agora adoptar em conjunto desde que tenham uma relação estável. 

in portugalgay

Será mesmo verdade?

Hesitei antes de publicar esta mensagem, pois li-a no dia 1 de Abril e receei que se tratasse de uma piada do "dia das mentiras"... Mas atrevo-me a divulgar, para o caso de ser mesmo verdade:



Papa reúne-se com gays e lésbicas na Alemanha

A LSVD Berlin-Brandenburg congratula-se com o diálogo "Erstes Netzwerktreffen DER PAPST KOMMT"

O Papa Bento XVI irá visitar a Alemanha e representantes da Associação Lésbica e Gay de Berlim-Brandemburgo (LSVD) anunciaram que no dia 22 Setembro 2011 irá haver um encontro de activistas com o papa. O anúncio foi feito hoje pela Arquidiocese de Berlim.

A LSVD Berlin-Brandenburg congratula-se com o novo diálogo do papa. É a primeira reunião oficial do mundo entre representantes papais e representantes de uma Associação Lésbica e Gay.

Em 17 de Maio 2011 (Dia Internacional Contra a Homofobia) será realizada uma reunião preparatória da viagem papal com Marechal Alberto Gasbarri.

O convite vem como uma oferta surpresa do Vaticano. No passado Joseph Ratzinger tem lançado críticas à decisão dos parlamentos democraticamente eleitos de reconheceram legalmente os casais do mesmo sexo que classificou como uma "legalização do mal". Mas há quem já tema agora uma "mudança político-sexual" e uma "ditadura do relativismo papal".

Mais detalhes desta notícia em: www.berlin.lsvd.de.
in portugalgay

Casamento entre homossexuais: uma década de história

Primeiro casamento gay foi há dez anos

Casamentos celebrados no Museu Histórico, uma exposição de fotografia e festas à noite. A cidade de Amesterdão celebrou ontem [dia 1 de Abril] o 10.º aniversário da legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, autorizado pela primeira vez na Holanda, no dia 1 de Abril de 2001. Desde então, mais oito países legalizaram os casamentos gays: Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Suécia, Portugal, Islândia e Argentina.

"A vossa festa pessoal inscreve-se num contexto maior", disse ontem o presidente da Câmara de Amesterdão, Eberhart van der Laan, aos noivos, Jan van Breda e Thijs Timmermans. Mal se ouviu o "declaro-vos unidos pelos laços do matrimónio", caiu uma chuva de balões cor-de-rosa em forma de coração.

Os noivos vestiram roupa escura - camisa lilás para um, T-shirt preta para o outro - e chegaram ao museu a pé. Thijs Timmermans disse: "Este é um dia simbólico e especial. A Holanda foi o primeiro país e, claro, fiquei feliz por isso, mas [o casamento] deveria ser uma coisa normal porque não se trata de sermos homossexuais ou não, trata-se de amor". As celebrações prosseguiram com a inauguração de uma exposição de fotografia dedicada ao tema "casamento gay" e com festas marcadas para a noite.

Entre 1 de Abril de 2001 e 31 de Dezembro de 2010 casaram na Holanda 14.813 casais gays. Em Portugal, onde a lei entrou em vigor em Junho do ano passado, casaram 301 casais (dois divorciaram-se).

in Público

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

Este blogue também é teu

São benvindos os comentários, as perguntas, a partilha de reflexões e conhecimento, as ideias.

Envia o link do blogue a quem achas que poderá gostar e/ou precisar.

Se não te revês neste blogue, se estás em desacordo com tudo o que nele encontras, não és obrigado a lê-lo e eu não sou obrigado a publicar os teus comentários. Haverá certamente muitos outros sítios onde poderás fazê-lo.

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Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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