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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Origem e tradição da Via Sacra

acaspe
Passos de uma Via Sacra (1)

"Diz uma antiga tradição que foi Maria Santíssima, a Mãe de Jesus, que percorreu, como primeira, todos os lugares que marcaram o doloroso caminho do Senhor, rumo ao Calvário. Os discípulos de Jesus, mesmo depois de sua ressurreição, preservaram este piedoso costume, assim como o próprio Crucifixo, o símbolo e a memória do amor infinito de Deus pelos homens. (...)

Como introdução, trago um trecho de texto escrito pelo então Cardeal Joseph Ratzinger (hoje Papa Bento XVI) e lido no início da celebração de Via Sacra no Coliseu, na Sexta-feira da Paixão de 2005. Naquela hora, o Papa João Paulo II, já muito debilitado, assistia tudo via televisão, no interior de sua capela particular. (...)

Introdução à Via Sacra
 (Card. J. Ratzinger)
A Via-Sacra mostra-nos um Deus que partilha pessoalmente os sofrimentos dos homens, cujo amor não se mantém impassível nem distante, mas desce ao nosso meio até à morte na cruz (cf. Fil 2, 8). Este Deus que partilha os nossos sofrimentos, o Deus que Se fez homem para levar a nossa cruz, quer transformar o nosso coração de pedra chamando-nos a partilhar os sofrimentos alheios, quer dar-nos um «coração de carne» que não fique impassível diante dos sofrimentos alheios, mas se deixe comover e nos leve ao amor que cura e ajuda. (...) «Se alguém quiser vir após Mim, renegue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me» (Mt 16, 24). Com estas palavras, o próprio Jesus nos dá a interpretação da «Via-Sacra», ensina-nos como devemos fazê-la e segui-la: a Via-Sacra é o caminho da perda de nós mesmos, isto é, o caminho do amor verdadeiro. Ele precedeu-nos neste caminho; este é o caminho que a devoção da Via-Sacra nos quer ensinar.(Leia o texto na íntegra aqui).
Oração
Senhor Jesus! Venho seguir os Teus passos neste doloroso caminho da cruz. Tu me conheces profundamente. Trago a minha homossexualidade e tudo que nela é doloroso para mim. Como Tu, ao carregar a cruz, eu também experimento a solidão. Como Tu, encontro pelo caminho várias pessoas agressivas e preconceituosas, mas também, algumas pessoas cheias de amor, atenção, carinho e disposição. Ajuda-me a carregar a minha cruz e eu me proponho a ser o Teu Cirineu e a Tua Verônica. Peço a companhia de Tua Mãe compassiva. Abençoa, Senhor, todos os meus irmãos e irmãs, os homossexuais em toda a face da terra. Concede-nos a preciosa graça de fé, esperança e de amor verdadeiro. Abençoa aqueles que amamos, por quem estamos apaixonados. Abençoa aqueles que nos odeiam e perseguem. Abençoa, sobretudo, nossas mães e pais, nossos irmãos, irmãs e demais familiares. Ampara-nos na hora da dor. Consola-nos na hora da tristeza. Defende-nos na hora da tentação. Livra-nos de todo mal. Amen."

Por Teleny in Retorno (G-A-Y)

O tríodo Pascal

A todos os leitores do moradasdedeus venho desejar uma Santa Páscoa. Que esta festa tão essencial para a Fé cristã seja vivida em profundidade por cada um.

Aproveito para vos anunciar que nesta Sexta-Feira Santa O blogue contou as 45.000 visitas desde o seu começo, mais um número redondo para assinalar.

De seguida publicarei algumas etapas da Via Sacra publicadas por outro homossexual católico, autor do blogue Retorno (G-A-Y). Serão publicadas em português do Brasil.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Jacob e o Anjo em imagens

Inspirado pela imagem que ilustrou a mensagem anterior, publico uma série de representações da luta de Jacob com o Anjo. Esta passagem bíblica tem inspirado místicos, poetas e artistas de todos os tempos. Nesta breve amostra destaco os nomes Delacroix, Ilda David, Chagall e Bonnat.

Viver como cristãos a condição homossexual pode ser lido no blogue

Jacob lutando com o anjo, Alexandre Louis Leloir, 1865
A conferência do passado mês de Janeiro, inserida nos Encontros do Lumiar e organizada pelas Monjas Dominicanas, com o tema "Viver como cristãos a condição homossexual" já se encontra entre os Documentos em destaque do moradasdedeus (ler aqui). Note-se que a publicação desta pode ser adquirida por €2 na casa das irmãs e na Capela do Rato.

Monjas Dominicanas http://www.monjasoplisboa.com/

Emprego para Professores

Os Pupilos do Exército estão a recrutar professores de várias áreas diciplinares. Se és professor(a) e procuras colocação, não custa nada tentar: ler mais em requisição de professores

A Cinemateca em risco

A Cinemateca é um espaço único em Lisboa em que os filmes podem ser vistos a um preço simbólico e onde a escolha criteriosa dos títulos nos fazem percorrer a já longa história da indústria cinematográfica. É um espaço cultural onde já tenho feito descobertas no mínimo inesperadas e um autêntico museu mutável e dinâmico do Cinema. Aparentemente, como todas as áreas frágeis da cultura, corre graves riscos de se transformar em fumo. Das duas salas já só uma está em uso, o número de sessões diárias caiu drasticamente, muitas têm sido anuladas ou suspensas, já não há folhas de informação impressas nem o programa mensal em papel... 


Divulgo um alerta e um convite que uma amiga me fez chegar:



As imagens só existem com o fogo da projecção. Contudo, é possível queimar as imagens ao interditar a sua projecção como um auto da fé de livros. Marcel Hanoun 

Aos muito lá de casa a quem a Cinemateca importa,
e que lamentam as 13 sessões canceladas em Março e as 46 temporariamente suspensas em Abril, os filmes que não podem ser vistos porque os cortes no financiamento e a recente perda de autonomia -imposta pelo Ministério das Finanças- comprometem o transporte regular de cópias, o habitual programa estar reduzido a pobres fotocópias e o desdobrável apenas disponível on-line, e que lamentam e temem a interrupção do trabalho de restauro e o ANIM  estar em risco e com ele todos os filmes do nosso espólio cinematográfico, por haver quem no poder ainda se pergunte se o cinema é património, 
a quem os filmes possam vir a faltar,
 
encontro marcado na Cinemateca
no dia 13 de Abril, à sessão temporariamente suspensa das 19h30
 
para pensar em formas de acção (projecções, manifestos, ocupações)
pelo cinema que, no contínuo trabalho de coleccionar, preservar, documentar e apresentar, a Cinemateca permite existir.

A Paixão segundo Pasolini na Capela do Rato

É hoje:
Cinema e Espiritualidade na Capela do Rato
“Evangelho Segundo São Mateus” de Pier Paolo Pasolini
Quarta-feira, dia 13 de Abril, 21h

                                      
Maria José Fazenda (Professora de Antropologia da Dança), Rita Benis (Investigadora na área de cinema) e João Miguel Amaro Correia (Arquitecto), moderados por Margarida Avillez Ataíde (jornalista) debatem o histórico filme de Pasolini, numa iniciativa conjunta da Capela do Rato e da Escola de Cinema da Universidade Lusófona.

Em “Evangelho Segundo São Mateus”, um dos cineastas mais polémicos e aclamados da modernidade confronta-se com uma representação literal e profética da figura de Jesus de Nazaré.

Em 1964, data da sua estreia, o filme, que é dedicado à memória do Papa João XXIII, foi recebido com enorme entusiasmo pelos bispos que participavam no Concílio do Vaticano II. Tornou-se assim também um dos ícones da nova relação entre a Igreja e o Mundo que o Concílio ensaiava.

A exibição tem Entrada Livre.
Capela do Rato (Calçada Bento Rocha Cabral, 1B)

Concerto na Baixa de Lisboa: obra inédita

Concerto de lançamento do CD «Fernando de Almeida – Responsórios de Quinta-Feira Santa, Missa Ferial», dia 16 de abril, sábado, às 21.00, na Igreja de S. Nicolau, em Lisboa.

Programa:
Fernando de Almeida (ca. 1600-1660)

Missa
Responsórios de Quinta-Feira Santa

Capella Patriarchal
Mónica Santos, soprano
Mónica Monteiro, soprano
Carolina Figueiredo, contralto
Catarina Saraiva, contralto

João Moreira, tenor

André Baleiro, tenor
Manuel Rebelo, baixo
Sérgio Silva, baixo


João Vaz, órgão e direcção
O CD (editado pela Althum.com) estará à venda a preço especial de lançamento. Aconselhamos a chegada um pouco antes da hora do concerto, já que a entrada é livre mas os lugares limitados.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Qual a realidade apurada com os Censos?

Já se falou muito na imprensa sobre os falsos recibos verdes e como esta questão não vai aparecer clara nos resultados dos Censos 2011. Os trabalhadores independentes, depois de afirmarem que o são, têm também que indicar qual a principal actividade da "sua empresa", realidade difícil de definir para quem presta tipos diferentes de serviços a entidades não menos variadas. E agora há a questão das uniões de facto, ou das pessoas que vivem com o compabheiro ou companheira... Será esta uma amostra da realidade nacional ou teremos de esperar por 2021?

Censos: Não se vai saber quantas uniões de facto de casais do mesmo sexo existem em Portugal

O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai ser obrigado a eliminar duas perguntas do Censos 2011, avança o semanário Sol. Em causa está uma pergunta do Questionário de Família sobre se uma pessoa tem uma relação em união de facto com um parceiro do mesmo sexo ou de sexo diferente e se reside com esse parceiro. A outra pergunta que está a levantar polémica pede a cada cidadão que indique o nome e o sexo das pessoas que, não sendo residentes no seu alojamento, aí estavam presentes no dia 21 de Março. A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) considera que a informação tratada nessas duas perguntas é "sensível" e referente à "esfera privada". O INE não poderá registar, nas suas bases de dados, as informações recolhidas através dessas duas perguntas. Com esta decisão invalida-se a possibilidade de saber quantos casais do mesmo sexo vivem em união de facto em Portugal.

Evitar comportamentos de risco: locais gratuitos de testes VIH para gays (e não só) em Lisboa

Ainda há muita gente descuidada com a sua saúde, pessoas negligentes que perpeptuam comportamentos sexuais de risco, expondo-se a si mesmos e ao seu/sua parceiro/parceira a doenças sexualmente transmissíveis, achando que os azares só acontecem aos outros. Não há razões para isso: sabias que há centros onde podes fazer testes gratuitos e saber os resultados na hora? Sugiro dois sítios na cidade onde vivo:

CheckpointLx, testes de detecção rápida do VIH

Localizado em pleno bairro do Príncipe Real, em Lisboa, o CheckpointLx oferece um serviço anónimo, confidencial e gratuito, para detecção rápida do VIH, dirigido a homens que têm sexo com homens (HSH). O serviço está localizado na Travessa Monte do Carmo, nº 2 e abre esta quinta-feira [31 de Março de 2011]. A inauguração oficial será divulgada oportunamente.

O aconselhamento é personalizado e feito por técnicos HSH, "promovendo o acesso à prevenção e à saúde sexual de uma forma mais eficaz e integrada na realidade da comunidade gay", pode ler-se na informação a que o dezanove teve acesso. É aconselhada marcação prévia através do 910 693 158 para maior rapidez no atendimento. O projecto conta com um site que deverá ficar online em breve, informação em folheto sobre PPE (profilaxia pós-exposição) e uma campanha de postais distribuídos no circuito comercial e de espectáculos através da Postal Free.
Centro de Aconselhamento e Detecção do VIH
O CAD Lapa é situado no bairro da Lapa, próximo da basílica da Estrela (R. de S. Ciro, 36, 1200-831 Lisboa). Não é exclusivo para homossexuais, é gratuito e funciona há uma série de anos. É possível ser atendido das 10h às 16h30 às terças, quintas e sextas e das 12h às 18h30 às segundas e quartas. O número de telefone é o 21 393 0151/2.

A sida e os gays portugueses

Os números e os mitos em relação ao VIH

Cinco por cento dos homens portugueses que têm sexo com outros homens são portadores do VIH. A conclusão é de um estudo apresentado ontem no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em que foram inquiridas cerca de mil pessoas, através de entrevistas presenciais.
A mesma investigação, refere que 25,8 por cento dos que têm menos de 24 anos tiveram sexo anal antes dos 15 anos. Mais de 70 por cento destes homens usaram preservativo na última relação e mais de 20 por cento sempre ou algumas vezes. Luís Mendão, do Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/Sida, citado pelo jornal i, reconhece que o número de portugueses que continua a desconhecer os riscos e as vias de contágio do vírus é "assustador": "Ainda há muita gente convencida de que através de um espirro ou de uma picada de um insecto se pode transmitir o HIV."
Os números foram apresentados no âmbito da Conferência Internacional sobre a infecção do VIH entre os grupos de difícil acesso (HSH - Homens que fazem Sexo com Homens e TS - Trabalhadores do Sexo), que termina hoje no Instituto de Higiene e Medicina Tropical. O encontro é promovido pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), a Associação para o Desenvolvimento da Medicina Tropical (ADMT) e o Grupo Português de Activistas Sobre Tratamentos de VIH (GAT).

Direitos na Ilha de Man

Uniões civis para casais do mesmo sexo

A ilha no Mar da Irlanda que está sob a dependência da Coroa do Reino Unido passou a reconhecer o direito a parceria civil.

Entre os novos direitos que estão disponíveis a partir de hoje para os casais do mesmo sexo incluem-se herança, pensões e subsídios fiscais.

Os grupos de ativistas LGBT na ilha já celebraram a nova iniciativa.

A homossexualidade era ilegal em Isle of Man até 1992 e o projeto de parceria civil para casais do mesmo sexo provocou intenso debate na ilha de 80 mil habitantes.

Desde dezembro de 2005 que os casais do mesmo sexo tinham acesso à lei de parceria civil no Reino Unido em tudo igual ao casamento excepto no nome, mas a Ilha de Man passou ao lado desta inovação legislativa.

Em Portugal estas uniões não deverão ser reconhecidas como casamento, as uniões registadas do Reino Unido também não são reconhecidas.

A nova lei de parceria civil também abre a possibilidade de adopção pelos casais de gays e lésbicas. E não são só os casais do mesmo sexo que passam a ter esta possibilidade: casais de sexo diferente mas que não estejam casados podem agora adoptar em conjunto desde que tenham uma relação estável. 

in portugalgay

Será mesmo verdade?

Hesitei antes de publicar esta mensagem, pois li-a no dia 1 de Abril e receei que se tratasse de uma piada do "dia das mentiras"... Mas atrevo-me a divulgar, para o caso de ser mesmo verdade:



Papa reúne-se com gays e lésbicas na Alemanha

A LSVD Berlin-Brandenburg congratula-se com o diálogo "Erstes Netzwerktreffen DER PAPST KOMMT"

O Papa Bento XVI irá visitar a Alemanha e representantes da Associação Lésbica e Gay de Berlim-Brandemburgo (LSVD) anunciaram que no dia 22 Setembro 2011 irá haver um encontro de activistas com o papa. O anúncio foi feito hoje pela Arquidiocese de Berlim.

A LSVD Berlin-Brandenburg congratula-se com o novo diálogo do papa. É a primeira reunião oficial do mundo entre representantes papais e representantes de uma Associação Lésbica e Gay.

Em 17 de Maio 2011 (Dia Internacional Contra a Homofobia) será realizada uma reunião preparatória da viagem papal com Marechal Alberto Gasbarri.

O convite vem como uma oferta surpresa do Vaticano. No passado Joseph Ratzinger tem lançado críticas à decisão dos parlamentos democraticamente eleitos de reconheceram legalmente os casais do mesmo sexo que classificou como uma "legalização do mal". Mas há quem já tema agora uma "mudança político-sexual" e uma "ditadura do relativismo papal".

Mais detalhes desta notícia em: www.berlin.lsvd.de.
in portugalgay

Casamento entre homossexuais: uma década de história

Primeiro casamento gay foi há dez anos

Casamentos celebrados no Museu Histórico, uma exposição de fotografia e festas à noite. A cidade de Amesterdão celebrou ontem [dia 1 de Abril] o 10.º aniversário da legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, autorizado pela primeira vez na Holanda, no dia 1 de Abril de 2001. Desde então, mais oito países legalizaram os casamentos gays: Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Suécia, Portugal, Islândia e Argentina.

"A vossa festa pessoal inscreve-se num contexto maior", disse ontem o presidente da Câmara de Amesterdão, Eberhart van der Laan, aos noivos, Jan van Breda e Thijs Timmermans. Mal se ouviu o "declaro-vos unidos pelos laços do matrimónio", caiu uma chuva de balões cor-de-rosa em forma de coração.

Os noivos vestiram roupa escura - camisa lilás para um, T-shirt preta para o outro - e chegaram ao museu a pé. Thijs Timmermans disse: "Este é um dia simbólico e especial. A Holanda foi o primeiro país e, claro, fiquei feliz por isso, mas [o casamento] deveria ser uma coisa normal porque não se trata de sermos homossexuais ou não, trata-se de amor". As celebrações prosseguiram com a inauguração de uma exposição de fotografia dedicada ao tema "casamento gay" e com festas marcadas para a noite.

Entre 1 de Abril de 2001 e 31 de Dezembro de 2010 casaram na Holanda 14.813 casais gays. Em Portugal, onde a lei entrou em vigor em Junho do ano passado, casaram 301 casais (dois divorciaram-se).

in Público

Músicos falam da Bíblia

Bíblia inspira música contemporânea
A influência dos textos bíblicos na composição musical e a procura da transcendência através da veneração a artistas foram algumas das questões refletidas esta quinta-feira (31 de março), em Lisboa, na abertura do ciclo de conversas "A Bíblia, coisa curiosa". A iniciativa, organizada pela Casa Fernando Pessoa, que acolheu o encontro, e pelo diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre José Tolentino Mendonça, foi inaugurada com o tema ‘Bíblia & Música’.

O cantautor Tiago Cavaco recordou alguns dos trechos bíblicos pontuados pela música, como «os Salmos», o «Cântico dos Cânticos», as «lamentações proféticas do Antigo Testamento», a «subida de Jesus a Jerusalém» e as «erupções teológicas de São Paulo» intervaladas por cânticos litúrgicos.

Para Eurico Carrapatoso, o momento em que um anjo comunica a Maria que vai ser mãe de Jesus – a “Anunciação” – constitui um «momento fulminante e absolutamente marcante» da escritura.
O compositor transmontano destaca entre os seus trabalhos de inspiração bíblica a peça “Horto Sereníssimo”, que integra um «tríptico mariano» no qual se inclui o “Magnificat em Talha Dourada”, uma das suas obras mais conhecidas.

«Toda a minha música tem a ver com o facto histórico mais importante da história do mundo, que é a ressurreição de Cristo», afirmou por seu lado o padre ortodoxo Ivan Moody, de origem inglesa.
Depois de aludir aos livros do Génesis e do Apocalipse – primeiro e último da Bíblia – como inspiradores das suas composições, o presbítero do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla referiu que as suas obras são marcadas por «uma grande transparência, que não é só técnica mas também espiritual».
Perante as 80 pessoas que assistiram ao encontro, Ivan Moody expressou a sua perplexidade pelo facto de autores que não acreditam em Deus se inspirarem em textos considerados sagrados: «Não percebo como um ateu pode musicar textos litúrgicos».

Assumindo-se como um «compositor crente», João Madureira falou sobre o «momento de festa e linguagens diferentes» da “Missa de Pentecostes”, que a comunidade da Capela do Rato, em Lisboa, lhe encomendou em 2010. «A Bíblia, como é muitas vezes revisitada musicalmente, convida-nos a ultrapassar esse enorme obstáculo que é a linguagem. Acho que há algo de pré e pós linguagem que podemos sentir como fundamental», assinalou. 
Um dos «fascínios» sentidos por João Madureira ao abordar a música religiosa é a possibilidade de romper os cânones da «vanguarda» e da «tradição»: «Muitas vezes o que se sente no campo cultural é a criação de bastião intocáveis que se rejeitam mutuamente. E eu não quero fazer parte disso».

Além de servir para alimentar a fé e transmitir uma mensagem, a música tem conotações com o transcendente que nem sempre implicam a pertença a uma Igreja ou a adesão a uma religião.
«Um fã de algum artista ou estilo musical tende a viver de maneira religiosa», associando-se a eles como uma «devoção», explicou Tiago Cavaco, que também passou por esse processo durante a adolescência relativamente ao “panque-roque”.
«Querer justificar que alguém deve ser ouvido pelas circunstâncias biográficas pode no imediato ser atraente mas facilmente descamba numa contemplação mórbida», salientou o missionário protestante conhecido no meio artístico por Tiago Guillul.

Por Rui Martins
In Agência Ecclesia, publicado em SNPC

Ler o programa de A Bíblia, coisa curiosa

Pessoa e a Bíblia

A escritora Inês Pedrosa qualificou esta quinta-feira de «desassossegada» a relação que Fernando Pessoa manteve com a Bíblia e o padre José Tolentino Mendonça recordou as «marcas de leitura» daquele texto presentes na poesia pessoana. A questão da fé não era «acessória» para o autor do 'Livro do Desassossego', referiu à Agência Ecclesia a diretora da Casa Fernando Pessoa, instituição lisboeta que acolheu esta quinta-feira a primeira sessão do ciclo"A Bíblia, coisa curiosa".
«Era um homem completamente viciado em enigmas e por isso nunca se fixou numa religião, como nunca se fixaria a nada», lembrou Inês Pedrosa, acrescentando: «Foi muita coisa em simultâneo e em catadupa», pelo que «nunca poderia dizer “Eu sou deste dogma”, dado que não saberia se amanhã acordaria assim». Pessoa «tinha a noção do sagrado, como acho que os grandes artistas têm sempre», salientou a responsável, e embora «não se possa dizer que fosse católico», era todavia “um homem de fé”.

Para Inês Pedrosa, a evocação de Jesus que «desce do céu e vem brincar connosco» constitui um texto «realmente bíblico e sublime»: «Esse momento é particularmente forte e mostra bem o brilho» que a figura de Cristo tinha para Fernando Pessoa. O menino Jesus «rebelde, luminoso e salvador» evocado pelo heterónimo Alberto Caeiro em “O Guardador de Rebanhos” constitui um excerto que para Inês Pedrosa «faz parte da Bíblia».

A iniciativa que a Casa Fernando Pessoa organiza em parceria com a Faculdade de Teologia da Universidade Católica pretende alargar o debate sobre a fé para além das igrejas e instituições eclesiais.
«A intenção do padre Tolentino quando se aproximou de nós foi trazer a fé para a sociedade civil», assinalou Inês Pedrosa, para quem a «função» da Casa Fernando Pessoa é suscitar a discussão «sobre assuntos que não estão a ser debatidos». A escritora considera que «a reflexão da fé é importante e particularmente interessante nos tempos de hoje, muito marcados por extremismos e por uma certa apatia do mundo ocidental» em relação a ela.

Tolentino Mendonça lembra que Fernando Pessoa, através do heterónimo Álvaro de Campos, adjetivou a Bíblia de «coisa curiosa», uma forma que o poeta madeirense diz ser «muito acertada» para falar dos livros que a compõem.

«A Bíblia está na gestação de cultura, sendo comentada não apenas por teólogos e exegetas, mas também por músicos, poetas e pintores», realçou o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Na catequese quaresmal pronunciada este domingo, o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, sublinhou que as «interpretações individuais» da Bíblia «que se afastem do sentir da Igreja, enfraquecem a fé pessoal chegando a adulterá-la gravemente».

Esta declaração não implica fechar os textos bíblicos a quem está fora da Igreja: «O sentido pleno da Bíblia brilha na comunidade litúrgica» mas essa convicção «não exclui as infinitas leituras que se podem e devem fazer», sustentou Tolentino Mendonça.

O ciclo de conversas, que prossegue este mês com poetas, teólogos e psicanalistas, pretende «mostrar como há uma multiplicidade de acessos ao texto bíblico que testemunham como ela continua a ser um texto sedutor e cujo charme continua a tocar o coração das mulheres e dos homens do nosso tempo», explicou o sacerdote.

Rui Martins
In Agência Ecclesia, publicada por SNPC
Ler o programa de A Bíblia, Coisa Curiosa

terça-feira, 5 de abril de 2011

Deus sabe dançar

Creio num Deus que dança

Nietzsche deixou escrito, sublinhando bem a negativa, que não acreditaria num Deus que não dance. Muitas vezes, mesmo se colocado noutro ponto de vista, me apetece ajuntar: eu também. De facto, aquilo que parece ser apenas um severo emblema para a suspeita da não-existência de Deus, pode, ao contrário, tornar-se em proclamação crente da sua presença no tempo.

Acredito num Deus que dança: isto é, num Deus que não se isenta do devir, nem permanece neutral em relação às nossas histórias. Acredito num Deus imiscuído, engajado, detetável até pelo impreciso radar dos sentidos, suscetível de ser invocado pelos motores de busca das nossas persistentes interrogações ou do nosso silêncio. Deus não está unicamente para lá da fronteira do pensável e do dizível: está também aquém; nós vivemos no espanto interminável da sua presença; e as nossas palavras, por pobres que sejam, constituem pontes de corda lançadas sobre a amplidão do seu mistério.

Como me revejo nessa página terrível e extraordinária que Elie Wiesel escreveu, no romance “A noite” (e, de facto, quantas noites a nossa Fé é chamada, todas as horas, a atravessar?). Atrevo-me a reproduzi-la aqui:

«Os S.S. pareciam mais preocupados, mais inquietos do que o costume. Enforcar uma criança diante de milhares de espectadores não era coisa qualquer. O chefe do campo leu a sentença. Todos os olhos estavam fixos no menino. Ele mantinha-se lívido, quase calmo, mordendo os lábios. A sombra da forca projetava-se sobre ele.
Dessa vez, o lagerkapo negou-se a servir de carrasco. Três S.S. o substituíram.
Os três condenados subiram para as suas cadeiras. Os três pescoços foram introduzidos nos nós corrediços ao mesmo tempo.
- Viva a liberdade! – gritaram os dois adultos.
O pequeno, calado.
- Onde está o bom Deus, onde está Ele? – alguém perguntou atrás de mim.
A um sinal do chefe do campo, as três cadeiras foram derrubadas.
Silêncio absoluto em todo o campo. No horizonte, o sol estava a pôr-se.
- Descubram a cabeça! – berrou o chefe do campo. Sua voz era rouca. Quanto a nós, estávamos chorando.
- Cubram a cabeça!
E começou o desfile. Os dois adultos já não viviam. Mas a terceira corda não estava imóvel: tão leve, o menino ainda vivia…Por mais de meia hora ele ficou assim, lutando entre a vida e a morte, agonizando diante dos nossos olhos. E tínhamos de olhá-lo bem de frente. Ainda estava vivo quando passei diante dele. Atrás de mim, ouvi o mesmo homem perguntar:
- E então, onde está Deus?
E senti em mim uma voz que lhe respondia:
- Onde está Ele? Ei-Lo – está aqui, nesta forca».

Crer num Deus que dança implica reconhecê-lo suspenso da corda das vítimas de todos os tempos, pregado ao silêncio do sofrimento injustificável, amordaçado por todas as formas de violência que se abatem sobre o homem. Crer num Deus que dança é crer que na nossa noite, entregues à solidão e aos seus terrores, nós não estamos sós. Como não estamos sós na ronda da nossa esperança. Deus faz da sinfonia inacabada do nosso júbilo a primeira palavra da sua alegria.

José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias (Madeira), publicado em SNPC

Documentários especiais


Para quem ainda não teve a possibilidade de ver, a Geraldine vai receber durante os meses de Abril e Maio um ciclo de documentários da produtora TERRATREME. Filmes de Tiago Hespanha, Frederico Lobo e Pedro Pinho, João Vladimiro, Leonor Noivo e Nathalie Mansoux circularam por vários festivais nacionais e internacionais e foram agora reunidos numa caixa-DVD que se encontra à venda em várias livrarias.
(Durante as sessões na Geraldine a caixa de DVDs TERRATREME estará à venda com um desconto de 10%.)

Uma edição com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian

A edição da caixa de DVDs com 5 documentários é a primeira experiência da TERRATREME filmes no campo da edição. Este projecto pretende trazer à luz filmes que não teriam outra possibilidade de serem editados dentro dos canais até hoje existentes e que no entanto merecem ser distribuídos, como provam os seus percursos por vários festivais nacionais e internacionais onde têm sido alvo de destaque.O que une estes 5 filmes não são afinidades de género ou de forma mas serem trabalhos de jovens realizadores, praticamente desconhecidos, guiados pela urgência de fazerem os seus filmes à sua maneira e inventando para isso modelos de produção adaptados às necessidades dos seus projectos.

Para mais informação visite:
www.terratreme.com
TERRATREME FILMES no Câmara Clara
SPOT CAIXA DVDS no Vimeo

Ver alguns destes documentários

Sessões de projecção


As sessões contarão sempre que possível com a presença dos realizadores e/ou dos produtores dos filmes.

21 de Abril – 21h30 VISITA GUIADA de Tiago Hespanha
(2009, 56 minutos, Betadigital, 16:9, em Português com legendas em Inglês)
Todos os anos vêm a Portugal milhões de turistas à descoberta de um pais, um povo e uma cultura. Muitos vão contactando com vários guias que lhes tentam passar uma visão da história e da identidade nacional. Visita Guiada toma como ponto de partida a construção desses discursos e a sua leitura, numa viagem de norte a sul de Portugal.
Prémio do Público para melhor curta-metragem, INDIELISBOA 2009 (Portugal)
Sessão de apresentação da caixa de dvds TERRATREME, com a presença do realizador Tiago Hespanha e dos produtores João Matos e Joana Gusmão.


28 de Abril – 21h30 

SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS 
de Leonor Noivo

(2009, 56 minutos, BetaDigital, 16:9, em Português com legendas em Inglês)
Andam aos pares de porta em porta e entram nas casas de quem os quer ouvir. Discutem as questões da fé, da família, do recato, da religião, da existência. O modelo que perseguem assemelha-se a uma prova pessoal, iniciática, durante os dois anos que passam longe de casa. Os Elderes e as Sisters, jovens missionários do movimento Mórmon, saem do seu país, estudam outra língua e outra cultura, absorvidos por esse espírito de missão. Aspiram ser os exemplos dos rapazes e raparigas perfeitos.


12 de Maio – 21h30 

BAB SEBTA 
de Frederico Lobo e Pedro Pinho

(2008, 110 minutos, HDV, 16/9 em Francês com legendas em Português)
Bab Sebta significa em Árabe a porta de Ceuta e é o nome de passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta. É o local para onde convergem aqueles que, vindos de várias partes de África, procuram chegar à Europa. O filme Bab Sebta percorre quatro cidades ao encontro dos tempos de espera e das vozes desses viajantes.
Prix Marseille Esperance, FID MARSEILLE 2008 (França)
Prémio Melhor Documentário Português, DOCLISBOA 2008 (Portugal)
Melhor Filme – FÓRUM DOC BH 2009 (Brasil)

19 de Maio – 21h30 VIA DE ACESSO

 


de Nathalie Mansoux
(2008, 82’, BetaDigital, 16:9, em Português com legendas em Inglês)
Os últimos habitantes da Azinhaga dos Besouros, na periferia de Lisboa, não têm direito a ser incluídos no “Plano Especial de Realojamento”. Vivem a demolição do seu bairro, onde irá ser construída uma via rápida.
Melhor Longa-Metragem Portuguesa, INDIELISBOA 2008 (Portugal)
Melhor Filme de Direitos Humanos, FICCO 2009 (México)


26 de Maio – 21h30 JARDIM de João Vladimiro
(2007, 70 minutos, BetaDigital ,4:3 , em Português legendado em Inglês)
Sim, sei que as árvores não têm olhos, a água não tem boca e as pedras não têm ouvidos. Ainda assim, comunicamos. Neste jardim em especial, acontecem longas conversas caladas, como dois velhos conhecidos que, pela simples presença, se falam de calma, conforto, tristeza. Aqui, assisti aos primeiros passos de uma criança, à chegada de um pato mudo, à queda das folhas de um choupo branco.


Localização: Tv. da Glória, 18-1º, Lisboa

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Continua a saga no mundo homofóbico do futebol turco

Árbitro gay processa federação para voltar a apitar


A Federação Turca de Futebol começou, terça-feira, a ser julgada pelo afastamento do primeiro árbitro homossexual na Turquia e dos poucos assumidos em todo o mundo. Halil Ibrahim Dinçdag pretende voltar a apitar e exige àquela entidade mais de 50 mil euros de indemnização por danos morais e profissionais.

Já classificado na Turquia como o novo Harvey Milk (activista gay norte-americano), Dinçdag não só foi expulso da Federação Turca de Futebol (FTF), por se temer que pudesse favorecer os jogadores mais bonitos, como está proibido de apitar qualquer partida de futebol no país, pela sua orientação sexual ser considerada um problema de saúde.

Na primeira sessão do julgamento, que arrancou terça-feira e cuja continuação está agendada para Maio, o árbitro confessou que ficou com a vida completamente arruinada, após a decisão federativa.
Aos 35 anos, Dinçdag acabou expulso da arbitragem quando foi conhecido publicamente o relatório médico que baseou a sua dispensa do serviço militar, onde a sua homossexualidade era classificada de demência. "Desordem psicossexual", referiu o clínico que elaborou o documento.

À Anatolia, agência noticiosa turca, o arbitro admitiu, à saída do tribunal: "Primeiro, forçaram-me a sair da arbitragem, aquilo que mais amava. Depois, deixei de ser comentador numa estação de rádio, onde já estava há 16 anos. Estou desempregado e isso afecta minha auto-estima. Aliás, tenho até dificuldades em pagar as despesas do tribunal".

A homossexualidade não é criminalizada na Turquia, bem pelo contrário. Da música à televisão, não é assunto tabu. Mas no que toca ao futebol, a realidade muda consideravelmente. Logo que foi conhecido o relatório, alegou-se que este poderia vir a ser acusado de favorecer, por exemplo, nos pontapés livres os jogadores com melhor aparência.

A FTF alega, em sua defesa, o relatório médico militar - isto é, defende que quem não passa pelo Exército por razões de saúde também não pode apitar jogos.

Dinçdag apitou durante 13 anos campeonatos amadores e em 2008 chegou ao futebol profissional e às ligas profissionais. Logo que o relatório caiu na praça pública e perdeu o apito, teve de abandonar a terra natal e rumar a Istambul, capital turca, deixando para trás a mãe e os dois irmãos.

Já a Associação de Árbitros Turcos (TFFHGD), se hoje é visível o apoio de três quartos dos 80 profissionais, há várias semanas a mesma entidade salientava que Halil Ibrahim Dinçdag não passava de um árbitro de segunda e que o facto de ser habitual as multidões nos estádios turcos chamarem "bicha" aos árbitros quando têm decisões que desagradam, poderia ser contraproducente no desporto-rei. Declarações atribuídas a Lufti Aribogan, vice-presidente da FTF, que foram prontamente desvalorizadas pelo presidente do Conselho de Arbitragem.

Dinçdag, que avisou que poderá ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, tornou-se motivo das manchetes jornalísticas, ao ponto de o jornal mais influente da Turquia ter organizado uma petição para que este recupere o apito e que foi já assinada por 30 mil pessoas.

Por Nuno Miguel Ropio

Testemunho: uma alternativa ao sofá

Estar ao serviço do outro

"Acontece várias vezes: alguém chegar junto a mim e dizer com ar sonhador que, também, gostava de um dia fazer voluntariado.
Pergunto logo, a essa pessoa, o que falta para dar esse passo. Muitas vezes são respostas lacónicas que oiço ou desculpas várias.
 
Pois…. Há tantos motivos que nos levam a ficar no comodismo ou no quentinho do sofá.
Mas, ao contrário, há um argumento maior que nos leva a sair de nós mesmos, ao encontro do outro: o Amor.
 
É o Amor, a Boa Nova que Jesus Cristo nos traz e que nos deixa como proposta de Vida e, ao longo dos últimos 10 anos, é esse Amor, vivido com a nossa Fé em Deus Pai, que tem levado o grupo Diálogos, Leigos Svd para a missão, a promover vários projectos de voluntariado.
 
Começámos com o projecto no Centro João Paulo II, onde talvez o maior desafio que surge que é o de aprender a comunicar com todos os nossos sentidos, com aqueles “meninos” portadores de deficiência profunda. Para isso, vemos como é importante usar todos os dons que Deus nos concede. Só assim conseguimos entender o que aqueles “meninos” nos querem dizer através de um simples olhar. Só assim conseguimos sentir que apesar das nossas diferenças, incluindo físicas, todos somos filhos queridos de Deus.
É este viver, da nossa vocação missionária, que nos tem levado, nos últimos 5 anos, até Vilar Formoso, ao encontro da população maior e nos últimos três até à Quinta do Mocho para trabalhar com crianças e jovens.
 
Projectos que nos fazem redescobrir a urgência de sermos missionários onde quer que estejamos, com quem quer que esteja ao nosso lado.
 
Mas ouvimos, também, a voz de Cristo que continuamente nos tem desafiado a ir até mais longe. Por isso já atravessámos 6 vezes o mar até Angola. Ali junto a uma população pobre de bens materiais, mas rica em fé, sentimos a alegria de quem, com toda a sua simplicidade, partilha os seus dons, alicerçados em valores de paz, justiça e fraternidade.
 
Partir para servir.
Darmo-nos ao outro.
Ser presença amiga que traz a esperança ou que renova o amor.
 
Tudo isto é uma opção de vida. É um responder com sim à missão a que Deus chama.
 
E quem, senão o voluntário, pode descrever tão bem a alegria que sente no coração ao ver o riso da criança a brincar, ou o sorriso do idoso que tem quem o escute, ou do portador de deficiência que tem quem o leva a passear fora das 4 paredes da sua casa, ou ainda a felicidade do homem, cansado dos tempos de guerra, que, apenas, quer contar as suas histórias?
 
Sofá ou comodismo?
Eu prefiro partir e viver a alegria de quem se dá ao serviço dos outros.
Um dar sem medida porque a única medida que conheço é o Amor."
 
Por Fernanda Ramalhoto
in Revista "SVD ao Encontro", nº 62 de Janeiro/Março de 2011

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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