Mas que frenesim é este de defender o indefensável? Sim, é verdade, a hierarquia da Igreja tem calado muitos casos de pedofilia. Sim, é verdade, a hierarquia não tem sido lista a resolver os problemas, nem eficaz: a maior parte das vezes muda o padre em questão de sítio, com a esperança vã que ele mude de comportamentos, ou então recicla-o em Roma. Mas um comportamento desviado e doentio não se trata assim! Sim, é verdade que todos somos falíveis que ninguém se pode declarar inocente e sem mancha. Mas como é que isto pode servir de desculpa para calar o que se tem de denunciar, para resolver o que se tem de resolver, para decidir o que se tem de decidir e para não pôr em banho-maria o que é urgente? Sim, é verdade, não basta pedir desculpa e lamentar, chorar sobre leite derramado! Tem de se evitar a todo o custo que o escândalo seja cortado pela raíz! Sim, é verdade que a hierarquia é célere em pôr paninhos sobre questões como estas, mas não se inibe de marcar com o peso da culpa pessoas que se divorciaram, pessoas que vivem em união de facto ou pessoas homossexuais... Estamos a tempo de evitar futuros pedidos de desculpa! Não se trata de argumentar com a imagem de Maria de Magdala, pois essa imagem fora da fé cristã não tem cabimento. Isto é uma questão de conversão dentro da Igreja, reconhecer o erro e agir para não o repetir. Foi a ponta de um iceberg que apareceu, muitos mais casos virão à luz do dia, até no nosso país à beira mar plantado. A hierarquia não precisa tanto que demonstremos a nossa solidariedade com o seu pecado de omissão, mas que sejamos maduros na nossa fé e sejamos solidários com a sua virtude da humildade e com a sua acção misericordiosa e compassiva para com as reais vítimas destes acontecimentos. Qualquer semelhança dos casos de pedofilia com perseguição a inocentes é mera ficção.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Atirar a primeira pedra
Mas que frenesim é este de defender o indefensável? Sim, é verdade, a hierarquia da Igreja tem calado muitos casos de pedofilia. Sim, é verdade, a hierarquia não tem sido lista a resolver os problemas, nem eficaz: a maior parte das vezes muda o padre em questão de sítio, com a esperança vã que ele mude de comportamentos, ou então recicla-o em Roma. Mas um comportamento desviado e doentio não se trata assim! Sim, é verdade que todos somos falíveis que ninguém se pode declarar inocente e sem mancha. Mas como é que isto pode servir de desculpa para calar o que se tem de denunciar, para resolver o que se tem de resolver, para decidir o que se tem de decidir e para não pôr em banho-maria o que é urgente? Sim, é verdade, não basta pedir desculpa e lamentar, chorar sobre leite derramado! Tem de se evitar a todo o custo que o escândalo seja cortado pela raíz! Sim, é verdade que a hierarquia é célere em pôr paninhos sobre questões como estas, mas não se inibe de marcar com o peso da culpa pessoas que se divorciaram, pessoas que vivem em união de facto ou pessoas homossexuais... Estamos a tempo de evitar futuros pedidos de desculpa! Não se trata de argumentar com a imagem de Maria de Magdala, pois essa imagem fora da fé cristã não tem cabimento. Isto é uma questão de conversão dentro da Igreja, reconhecer o erro e agir para não o repetir. Foi a ponta de um iceberg que apareceu, muitos mais casos virão à luz do dia, até no nosso país à beira mar plantado. A hierarquia não precisa tanto que demonstremos a nossa solidariedade com o seu pecado de omissão, mas que sejamos maduros na nossa fé e sejamos solidários com a sua virtude da humildade e com a sua acção misericordiosa e compassiva para com as reais vítimas destes acontecimentos. Qualquer semelhança dos casos de pedofilia com perseguição a inocentes é mera ficção.
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ResponderEliminarTenho andando consternado com o comentário leviano do cardeal Tarcisio Bertone que associou a pedofilia à homossexualidade. Não sei se me irrita mais a ignorância e petulância, ou o profundo desrespeito por todas as meninas que foram/são/serão violadas e violentadas, em muito maior número que os homens. não me acredito que os psicológos que esse senhor citou existam de facto, e muito menos acredito que os estudos que ele refere sejam relativos à igreja. por estes dias vou tentar tudo por tudo para fazer um estudo sério, com números, científico, e o menos leviano possível para contradizer a idiotice dita por esse senhor e tão rapidamente reforçada/defendida pela hierarquia.
ResponderEliminarnesse dia tive vergonha de ser católico.
Pensei largamente em colocar uma mensagem com o dito comentário do cardeal Bertone. Decidi não o pôr (qualquer interessado conseguirá encontra-lo na net). Prefiro colocar artigos que sejam mais construtivos, sendo que o dito comentário não levanta qualquer questão se tão absurdo que é!
ResponderEliminarMas gostaria de realçar as palavras do Papa no avião (a caminho de Portugal) e mais tarde isto merecerá uma mensagem nova. O Papa contrariou a corrente dos homens da Igreja que teimam em vitimizá-la e que acham sempre que a Igreja é um bode expiatório e vítima inocente nos dentes dos ferozes inimigos. Bento XVI foi claro ao afirmar que o mal maior está cá dentro, e é o próprio pecado da Igreja. Bento XVI merece toda a minha admiração pela coragem em afirmá-lo claramente, sem dúvidas, sem qualquer necessidade de se extrapolar e pensar se é ou não o 3º segredo ou outras divagações semelhantes. Chega de andarmos a olhar à volta e a descobrir inimigos em cada esquina! É hora de olharmos para dentro e de começarmos a tratar os nossos podres, os podres de cada um, e os podres da Igreja enquanto Corpo.