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segunda-feira, 25 de março de 2019

Moçambique e decisões de quaresma

Perdoa-nos, pois não sabemos o que fazemos

Estas semanas as imagens do rasto de morte e devastação do ciclone Idai em África deixam-nos completamente sem palavras e com dificuldade de voltar à rotina do quotidiano. Para as Nações Unidas, trata-se “possivelmente do pior desastre natural de sempre a atingir o hemisfério sul”.

Não podemos permanecer na apatia e passividade de nos sentirmos impotentes. Como arregaçar as mangas? Algo se poderá fazer. Fiz um levantamento de algumas acções que à distância poderão fazer diferença. No site do Observador encontrei um resumo de algumas instituições que estão a trabalhar no terreno. Divulgo aqui.

E haverá algo a fazer para evitar catástrofes semelhantes? Penso que é inegável que as alterações climáticas existem. Será difícil remediar o que se estragou... Mas parece-me essencial que cada um tome medidas concretas na sua vida para evitar que a humanidade continue a calcar uma herança como se não estivesse a fazer nada de mal. O tempo desta quaresma poderia também ser usado para cada um tomar medidas concretas e decisões que diminuam a sua pegada ecológica neste mundo que é de todos.

Lançamento de livro de Jean Vanier em Portugal

Novo livro de Jean Vanier

É depois de amanhã, dia 27 de Março às 21h na Capela do Rato, o lançamento do livro de Jean Vanier "Verdadeiramente Humanos". Jean Vanier é um teólogo canadiano, autor de numerosos livros, e fundador da L'Arche, uma organização internacional dedicada à criação de desenvolvimento de lares, programas e redes de apoio a pessoas com deficiência mental. Haverá uma conversa por esta ocasião. Para mais informações clicar no link acima.

O Franciscano à frente do Banco

Pobreza e Poder

Partilho o artigo do Observador, intitulado "De onde vem a influência de Vitor Melícias, o padre "malandreco" que manda no Montepio". Ao contrário do que o título sugere, não se trata de um artigo sensacionalista ou difamatório. Partilho-o com os meus leitores por me parecer interessante e por levantar algumas questões ligadas à presença e acção de um cristão no mundo e, neste caso concreto, a acção pública, social e mediática de um sacerdote e de um religioso em meios políticos, sociais, empresariais e económicos. Demito-me de opiniões e deixo que cada um formule as suas.


Morreu Manuel Graça Dias, um arquitecto que não tinha medo da cor

Aos 66 anos, morreu um arquitecto que marcou a década de 1990 da arquitectura portuguesa

Manuel Graça Dias é um nome bem conhecido para quem se interessa pela arquitectura. Trabalhou muito com o arquitecto Egas José Vieira no ateliê Contemporânea. Responsável pelo pavilhão de Portugal na expo de Sevilha em 1992, foi também da sua autoria a reconversão da torre da Galp criando a entrada Sul da expo' 98 em Lisboa. Outras das suas obras mais conhecidas são a sede da Ordem dos Arquitectos em Lisboa, os cinemas Monumental, o Teatro Azul em Almada... Outros projectos mais arrojados não escaparam da polémica, como o edifício Golfinho em Chaves ou projectos utópicos como o elevador para o Castelo de São Jorge em Lisboa - que nunca saiu do papel.  Foi professor universitário de muitas gerações de arquitectos e também ficou conhecido pelos programas na RTP 2 ou os livros que escreveu, com uma linguagem muito acessível ao grande público.

Proponho o artigo do Observador sobre este tema.