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A diversidade na Igreja
"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.
A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.
A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.
Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?
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A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.
Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?
Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja
Porquê este blogue?
Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!
Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.
Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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Documentos em destaque no blogue
- Eles são católicos, homossexuais e praticam: testemunhos na Pública
- Viver como cristãos a condição homossexual
- Carta sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais
- O Caminho das pedras: artigo do Expresso sobre hom...
- Deus bem-me-quer
- "Eu posso crer no amanhã" Discurso em Ética da Reciprocidade: Líderes Religiosos LGBTI em diálogo na ONU | "We can face tomorrow" Speech on Ethics of Reciprocity: UN Dialogue of LGBTI Religious Leaders
- Carta ao Sínodo da Organização Mundial das Associações Homossexuais Católicas
- Rumos da discussão eclesial sobre a questão gay, p...
- Considerações sobre os projectos de Reconhecimento Legal das Uniões entre pessoas homossexuais: um documento de 2003 (Congregação para a Doutrina da Fé, Vaticano)
- Entrevista Exclusiva do Papa Francisco às revistas dos Jesuítas por P. Antonio Spadaro S.J.
- Um estudo da realidade da Homossexualidade em Portugal
- Glossário LGBTI de A a Z
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Prevenção difícil para os gays: não se pode acabar com a Sida sem acabar com a homofobia
Estudo revela que os gays não têm fácil acesso a preservativos, lubrificantes, testes e aconselhamento
Um novo estudo internacional com mais de 5.000 homens que têm sexo com homens (HSH) constatou que a maioria acha difícil ou impossível o acesso a testes de VIH e aconselhamento, preservativos e lubrificantes gratuitos.
A pesquisa - realizada pelo Fórum Global sobre HSH e HIV (MSMGF) e professor Patrick Wilson, da Universidade de Columbia Mailman School of Public Health, e paga pela Fundação Bill & Melinda Gates Foundation - sugere que menos da metade dos HSH em todo o mundo tem acesso à prevenção e serviços básicos.
Apenas 39 por cento relataram fácil acesso a preservativos gratuitos e apenas um em cada quatro relataram o acesso fácil ao lubrificante grátis. Um quarto disse que lubrificante grátis estava completamente indisponível.
Uma grande percentagem dos homens relataram que era difícil ou impossível o acesso a testes de VIH/SIDA (57 por cento), material de educação VIH (66 por cento) e tratamento de VIH (70 por cento).
A pesquisa foi realizada on-line em Chinês, Inglês, francês, russo e espanhol e distribuída através de redes globais de MSMGF e de Fridae.
"Desde o início da epidemia, tem sido amplamente reconhecido que os preservativos, lubrificantes, testes e tratamento, quando combinados com a mudança de comportamento de lideranças comunitárias e programas de apoio, são as ferramentas mais fiáveis na luta contra o VIH entre HSH", disse Ayala George, Director Executivo da MSMGF. "Passados 25 anos, é imperdoável que os HSH de todo o mundo continuem a ter acesso restrito a esses recursos básicos que salvam vidas."
O estudo também descobriu que os homens na África, Ásia, Caraíbas, Europa Oriental e América Latina apresentam níveis mais elevados e mais duras formas de estigma e discriminação homofóbica do que os homens na América do Norte, Europa Ocidental e Austrália.
"O estigma e a discriminação comprometem o acesso a programas de prevenção e tratamento, forçando os HSH à clandestinidade e longe dos serviços que necessitem", disse o co-presidente da MSMGF, Othman Mellouk. "Sem resolver o maior problema da homofobia, nós não teremos nenhuma esperança de acabar com o VIH/SIDA."
Rex Wockner para PortugalGay.PT
http://portugalgay.pt/news/131210B/sida:_estudo_conclui_que_os_gays_nao_conseguem_encontrar_preservativos_e_lubrificantes
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domingo, 28 de novembro de 2010
O Papa, os homossexuais e os padres: incoerência, cegueira ou ignorância? Um Apagão comentado...
Ai, meu Deus, é uma no cravo outra na ferradura. Quando uma pessoa pensa que houve uma luzinha que se acendeu, vem logo um apagão para desmentir. Cito um artigo e, já que de tão triste se torna cómico, tomo a opção de fazer comentários em notas de rodapé:
Papa reafirma que homossexualidade é incompatível com ser padre
No mesmo livro em que fala dos preservativos e VIH [ou HIV] o Papa Bento XVI reafirma as suas ideias sobre as pessoas homossexuais.
Se por um lado o papa defende que os homossexuais são "seres humanos"[1] e que não devem ser "discriminados por causa disso", por outro indica casos específicos em que essa discriminação é obrigatória e aponta supostas razões para validar essa discriminação.
Mas o discurso do papa não fica por aqui, afirmando que a homossexualidade é "contrária à essência do que Deus originalmente desejava"[2].
Relativamente ao sacerdócio, para o papa a questão está no celibato... segundo a imagem que Bento XVI apresenta no livro, quando um homossexual quer ser padre não tem de renunciar a uma vida com outra pessoa (pois nunca irá celebrar o matrimónio católico com alguém do mesmo sexo), ao contrário do que acontece com os heterossexuais que têm essa possibilidade [3].
E como se não bastasse, Bento XVI continua a fazer referência a um documento do Vaticano de 2005 em que se diz que os candidatos homossexuais não podem ser padres porque, supostamente, a sua homossexualidade iria interferir no "bom sentido da paternidade" necessário para ser padre [4].
E no final Bento XVI esclarece ainda que também é importante evitar uma "situação em que o celibato dos padres seria praticamente vista como uma tendência para a homossexualidade."[5]
E ficamos assim todos e todas esclarecidos sobre as últimas da visão da Igreja Católica sobre os homens homossexuais.
In PortugalGay.PT a 27 de Novembro de 2010
COMENTÁRIOS:
[1] Uau! Será que somos?
[2] ... será que entendi bem? O Papa pensa que Deus se enganou? Ou o homossexual é tão "criativo" que sai fora do âmbito da Criação de Deus?
[3] vejo aqui algumas pontas soltas: Mas se um homossexual quer ser padre, naturalmente deve estar de acordo ou pelo menos aceitar as normas vigentes da Igreja, logo deverá certamente querer viver em celibato, certo? Mas por este ponto de vista, um heterossexual também NÃO TEM DE renunciar a uma vida com outra pessoa... E por isso é que há filhos de padres, e mulheres/amantes de padres e Vidas Duplas. Mas no caso dos heterossexuais não se parte do princípio que estes casos são a maioria, certo? E porque é que se parte do princípio que a maioria dos padres homossexuais não vive em celibato? É certo que muitos não o fazem, mas os outros não podem pagar por tabela; até porque, de facto, há muitos que o são, mas não se sabe porque não o apregoam - nem o puderam dizer nunca, não é verdade?!
[4] Ha! Ha! Ha! A maioria dos padres que conheço não dariam bons pais e, supostamente, são heterosexuais. E quem disse que um gay não tem vocação de paternidade? (nunca o li na Bíblia, devo ter faltado à sessão de catequese em que se falou disso)
[5] Tarde de mais, Santo Padre, é o que mais se vê por aí! Enquanto os padres não se puderem casar, há muitos heterossexuais que põem logo de parte a hipótese de serem padres, por ser incompatível com formar família. E há muitas falsas vocações e muita gente com sérios distúrbios e problemas psicológicos, sociais, morais ou relacionais que vão para o seminário pelas razões ERRADAS: para ver se se libertam do sentimento de culpa, para forçar uma vivência mais desligada com o seu corpo achando que conseguirão vencer "a tentação" (pois nunca o souberam integrar, nem a sua sexualidade, no desenvolvimento humano), por uma atracção pelo rito, pelo fausto, pela aura e pela veneração com que um padre é visto nalguns "meios" da Igreja. E enquanto não houver um sério discernimento vocacional e psicológico dentro do seminário, esta realidade não mudará. E esse discernimento, obviamente, não deverá nem poderá ser feito por ninguém de dentro do seminário, mas por profissionais imparciais e de reconhecidas capacidades.
Deixo a ressalva que existem, felizmente, muitos bons padres e padres pelas boas razões. Mas vão escasseando...
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domingo, 21 de novembro de 2010
A opinião dos médicos sobre a tomada de posição de Bento XVI
Impacto da declaração deixa médicos divididos
Lino Rosado fala em passo "extremamente interessante". Maymone Martins defende que a Igreja sempre pensou assim
Os médicos ouvidos pelo DN tiveram reacções muitos distintas às declarações de BentoXVI, dividindo-se entre o entusiasmo assumido e a defesa de que o Sumo Pontífice nada disse que não fosse já assumido pelo Vaticano.
Para Maymone Martins, cardiologista pediátrico e antigo presidente da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, a admissão de Bento XVI não representa qualquer mudança de pensamento na Igreja Católica.
Já Lino Rosado, pediatra que há muitos anos acompanha crianças seropositivas, acredita que estamos perante um passo "extremamente interessante".
Maymone Martins defende que a Igreja nunca combateu o uso do preservativo para prevenir doenças sexualmente transmissíveis, apenas apontando outros caminhos: "O que tenho visto a Igreja defender são relações sexuais integradas na vida conjugal e uma vida conjugal fiel", argumenta. "No contexto de uma vida com vários parceiros sexuais, compreende-se que o preservativo seja usado. O que a Igreja defende é que essa não é a sexualidade que as pessoas devem procurar."
Já Lino Rosado considera que a atitude do Papa demonstra "uma abertura muito grande para a realidade" que, além de "extremamente interessante" e "muito louvável" vai "naturalmente influenciar muitos católicos".
Isto, apesar de o pediatra não concordar com o carácter de excepção que o Papa atribuiu ao uso de contraceptivos nem com a defesa, pelo Sumo Pontífice, de que este "não é o modo verdadeiro e próprio de vencer o VIH".
"É certamente um caminho", contrapõe o clínico, para quem a concepção católica do que deve ser a sexualidade até poder ser "a ideal", mas não reflecte os factos.
O clínico lembra "o aumento significativo de casos de VIH entre heterossexuais", e cita um estudo recente, português, em que os adolescentes "demonstravam conhecimento em relação às doenças sexualmente transmissíveis e, ainda assim, a grande maioria tinha tido relações desprotegidas. O uso do preservativo em relações sexuais, especiais e não especiais, é muito importante", alerta.
por P.S.T. in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010
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Uma voz da Igreja que já tinha defendido o uso do preservativo
No ano passado, o bispo de Viseu agitou a Igreja Católica ao defender "o uso do preservativo por doentes com sida". Uma medida "aconselhável e obrigatória".
Na altura, muitos foram os que censuraram a posição de D. Ilídio Leandro, mas, 20 meses depois de prometida, as declarações do Papa vêm no mesmo sentido. Afinal, lembram os sacerdotes, o direito não se sobrepõe à moral.
À época, Dom Ilídio Leandro, que se encontra a recuperar de um AVC e com quem o DN não conseguiu falar, lembrou que a posição não contrariava as orientações do Papa Bento XVI, que numa visita a África afirmou que "o uso do preservativo não é solução para o problema da sida".
por A.A. in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010
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"A vida não pode ser infectada, a vida não pode ser assassinada", diz o bispo
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| Tony Gentile/Reuters |
Posição de Bento XVI sobre uso do preservativo é um "volte-face"
D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, considerou um "volte-face" que o Papa Bento XVI tenha admitido o uso do preservativo "em certos casos", para reduzir os riscos de contaminação pelo vírus da sida.
“Se me pergunta se é um estrondo, sem cairmos em excessos, nem em exageros, é indiscutível que é. É indiscutível que é um volte-face, com o qual rejubilo”, disse D. Januário Torgal Ferreira em declarações à Lusa, reconhecendo que a prática dos cristãos há muito assumiu essa opção em nome da responsabilidade e de princípios éticos e morais.
O bispo das Forças Armadas mostrou-se “muito satisfeito” com as palavras do Papa diante de dramas e dificuldades “tão reais”, em que se “joga a vida” e em que estão em causa “princípios éticos”, designadamente de que “a vida tem de ser defendida”.
“A vida não pode ser infectada, a vida não pode ser assassinada”, realçou D. Januário Torgal Ferreira, observando que a “verdade pode aparecer um pouco alongada no tempo”, mas que “quando é dita tem sempre lugar marcado”.
Bispo espera que não apareça uma “contracorrente”
O bispo fez votos para que dentro de dias não apareça uma “contracorrente” a dizer que Bento XVI foi mal interpretado no que disse ou uma qualquer outra rectificação, observando que equívocos desses já ocorreram. Manifestou contudo confiança que o jornalista que transmitiu a palavra do Papa o fez com rigor.
Pela primeira vez, um Papa admitiu a utilização do preservativo “em certos casos”, desde que “para reduzir os riscos de contaminação do vírus da sida”. A declaração é de Bento XVI e, segundo a AFP, consta num livro a ser publicado na quarta-feira.
“Em certos casos, quando a intenção é reduzir o risco de contaminação, este pode mesmo ser um primeiro passo para abrir caminho a uma sexualidade mais humana, de outra forma vazia”, afirma Bento XVI.
O livro, intitulado “A luz do mundo”, foi escrito por um jornalista alemão e aborda vários temas polémicos, como a pedofilia, o celibato dos padres, a ordenação das mulheres e a relação com o Islão.
Até hoje, o Vaticano sempre baniu toda e qualquer forma de contracepção, excepto a abstinência sexual, mesmo relativamente à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.
por Lusa in público a 21 de Novembro de 2010
http://www.publico.pt/Mundo/posicao-de-bento-xvi-sobre-uso-do-preservativo-e-um-volteface_1467326
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Anúncio do Papa sobre preservativos é “pragmático e realista”
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse hoje em entrevista ao PÚBLICO que o Papa foi “bastante pragmático e realista” ao admitir, pela primeira vez, que os preservativos podem ser usados para evitar a propagação da sida.
“Todos sabemos que as posições do Papa e do Vaticano têm sido muito tradicionais”, disse Ban Ki-moon.
“Esta [nova] posição reflecte a consciência e compreensão pelo Papa e pelo Vaticano de que a sida é uma das doenças mais graves do mundo, que afecta muitos milhões de vidas, e que temos que trabalhar juntos.”
Por Bárbara Reis, in público a 21 de Novembro de 2010
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/as-novas-declaracoes-do-papa-em-relacao.html
(...)
“As declarações do Papa são bem vindas”, disse o secretário-geral da ONU, hoje de manhã em Lisboa, onde esteve para participar na cimeira da NATO.
“Todos sabemos que as posições do Papa e do Vaticano têm sido muito tradicionais”, disse Ban Ki-moon.
“Esta [nova] posição reflecte a consciência e compreensão pelo Papa e pelo Vaticano de que a sida é uma das doenças mais graves do mundo, que afecta muitos milhões de vidas, e que temos que trabalhar juntos.”
Por Bárbara Reis, in público a 21 de Novembro de 2010
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Ecos em Portugal às palavras de Bento XVI: um bispo feliz, outro em silêncio e outro sem surpresa...
Aqui vão algumas das reacções de figuras da sociedade e da Igreja portuguesa em relação à aparente abertura do Papa em relação ao uso do preservativo (em certas circunstâncias):
"D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, está "muito feliz" com as declarações de Bento XVI. "O Papa é um homem inteligente e honesto que fez também a sua caminhada mental, aconselhando-se com pessoas e reflectindo."
O bispo - que já tinha defendido o uso do preservativo aquando da polémica gerada em torno das declarações do Papa na visita a África - admite que estas palavras "chegam atrasadas", mas diz que "em todo o tempo o que é verdade tem lugar".
D. Januário espera agora que Bento XVI venha dizer aos fiéis o que disse na entrevista publicada no livro do jornalista alemão Peter Seewald. O bispo não acredita que estas palavras mudem o comportamento das pessoas que combatem no terreno a propagação do vírus da sida, porque estas já recomendavam o uso do preservativo nestas situações.
Já o padre Carreira das Neves acredita que "pode levar a uma mudança de atitudes, já que a palavra do Papa é ouvida por muitos". Por isso, considera que este "é um avanço", "um passo em frente" da Igreja.
Houve quem preferisse o silêncio. Foi o caso do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga. Tal como o porta-voz da CEP, Manuel Morujão, que ainda assim sublinhou que "não há voz mais autorizada que a do Papa".
Para quem luta contra a sida, como a presidente da Abraço, esta é "mais uma abertura". Margarida Martins lembra, contudo, que as pessoas que estão no terreno, mesmo de associações católicas, já assumiam esta postura. Os católicos como Maria João Sande Lemos, do movimento Nós Somos Igreja, estão satisfeitos. "Depois de a Igreja até ter dito que o preservativo ajudava a propagar a infecção, estas palavras são muito positivas."
Mas nem todos encaram a opinião do Papa com surpresa. D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, citado pela Rádio Renascença, diz que esta "é uma questão moral, que há muito tempo está esclarecida. Talvez as pessoas estranhem por ela vir do Santo Padre". Esta é "a reflexão sobre um mal menor: não vamos matar outras pessoas quando alguém não tem consciência do que faz".
por Ana Bela Ferreira, in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010
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"D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, está "muito feliz" com as declarações de Bento XVI. "O Papa é um homem inteligente e honesto que fez também a sua caminhada mental, aconselhando-se com pessoas e reflectindo."
O bispo - que já tinha defendido o uso do preservativo aquando da polémica gerada em torno das declarações do Papa na visita a África - admite que estas palavras "chegam atrasadas", mas diz que "em todo o tempo o que é verdade tem lugar".
D. Januário espera agora que Bento XVI venha dizer aos fiéis o que disse na entrevista publicada no livro do jornalista alemão Peter Seewald. O bispo não acredita que estas palavras mudem o comportamento das pessoas que combatem no terreno a propagação do vírus da sida, porque estas já recomendavam o uso do preservativo nestas situações.
Já o padre Carreira das Neves acredita que "pode levar a uma mudança de atitudes, já que a palavra do Papa é ouvida por muitos". Por isso, considera que este "é um avanço", "um passo em frente" da Igreja.
Houve quem preferisse o silêncio. Foi o caso do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga. Tal como o porta-voz da CEP, Manuel Morujão, que ainda assim sublinhou que "não há voz mais autorizada que a do Papa".
Para quem luta contra a sida, como a presidente da Abraço, esta é "mais uma abertura". Margarida Martins lembra, contudo, que as pessoas que estão no terreno, mesmo de associações católicas, já assumiam esta postura. Os católicos como Maria João Sande Lemos, do movimento Nós Somos Igreja, estão satisfeitos. "Depois de a Igreja até ter dito que o preservativo ajudava a propagar a infecção, estas palavras são muito positivas."
Mas nem todos encaram a opinião do Papa com surpresa. D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, citado pela Rádio Renascença, diz que esta "é uma questão moral, que há muito tempo está esclarecida. Talvez as pessoas estranhem por ela vir do Santo Padre". Esta é "a reflexão sobre um mal menor: não vamos matar outras pessoas quando alguém não tem consciência do que faz".
por Ana Bela Ferreira, in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010
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As novas declarações do Papa em relação ao uso do preservativo
Ontem publiquei uma notícia sobre as recentes declarações do Papa em relação às excepções no uso do preservativo. Aqui vai parte de uma reportagem no diário de notícias de hoje:
Igreja aplaude Papa por admitir preservativo
Bento XVI aceita preservativo para casos pontuais, como a prostituição
Pela primeira vez na história, um Papa admitiu o uso do preservativo. Bento XVI considera que "pode haver casos pontuais, justificados", como a prevenção da sida. As declarações do Chefe da Igreja Católica - a publicar num livro de entrevistas - foram ontem conhecidas e imediatamente correram mundo. Em Portugal, tanto os católicos como activistas da luta contra o VIH aplaudiram as suas palavras.No livro Luz do Mundo, que será lançado na terça-feira em Itália, e em Portugal a 3 de Dezembro, Bento XVI diz que "pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização".
Mas faz questão de salientar que o uso deste método não é "uma solução verdadeira e moral", nem "a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção do VIH". Bento XVI defende, por isso, que a solução "tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade". Ou seja: a utilização do preservativo deve acontecer por questões de saúde, mas nunca de contracepção.
(...)
por Ana Bela Ferreira, in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010
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3 reacções à abertura de Bento XVI ao uso do preservativo
O cardeal Elio Sgreccia, há muito tempo principal responsável pela bioética e sexualidade no Vaticano, falou a partir dos comentários do pontífice, ressaltando que era imperativo "ter a certeza de que esta é a única maneira de salvar uma vida." Sgreccia disse à agência de notícias italiana ANSA que é por isso que o Papa, sobre a questão do preservativo, "lidou no campo da excepcionalidade".
A questão do preservativo era uma das que "precisava de uma resposta há muito tempo", terá dito Sgreccia . "Se Bento XVI levantou a questão das excepções, esta excepção tem de ser aceite... e tem de ser verificado que esta é a única maneira de salvar a vida. Isso precisa ser provado", disse Sgreccia.
Christian Weisner, do grupo pró reforma Nós Somos Igreja da Alemanha natal do Papa, disse que os comentários do Papa foram "surpreendentes, e se for esse o caso, pode-se ficar feliz com a capacidade de aprendizagem do Papa."
William Portier, um teólogo católico da Universidade de Dayton, uma escola marianista em Ohio, disse não ter lido o relatório no jornal do Vaticano, mas afirmou que seria errado concluir que os comentários queiram dizer que o Papa fez uma fundamental e ampla mudança nos ensinamentos da Igreja acerca da contracepção artificial. "Ele não o vai fazer num comentário improvisado a um jornalista numa entrevista", disse Portier.
por Nicole Winfield e Frances D'emilio, Associated Press (20 de Novembro de 2010)
traduzida por rioazur para o moradasdedeus
http://news.yahoo.com/s/ap/eu_pope_condoms
ver a notícia principal em
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html
A questão do preservativo era uma das que "precisava de uma resposta há muito tempo", terá dito Sgreccia . "Se Bento XVI levantou a questão das excepções, esta excepção tem de ser aceite... e tem de ser verificado que esta é a única maneira de salvar a vida. Isso precisa ser provado", disse Sgreccia.
Christian Weisner, do grupo pró reforma Nós Somos Igreja da Alemanha natal do Papa, disse que os comentários do Papa foram "surpreendentes, e se for esse o caso, pode-se ficar feliz com a capacidade de aprendizagem do Papa."
William Portier, um teólogo católico da Universidade de Dayton, uma escola marianista em Ohio, disse não ter lido o relatório no jornal do Vaticano, mas afirmou que seria errado concluir que os comentários queiram dizer que o Papa fez uma fundamental e ampla mudança nos ensinamentos da Igreja acerca da contracepção artificial. "Ele não o vai fazer num comentário improvisado a um jornalista numa entrevista", disse Portier.
por Nicole Winfield e Frances D'emilio, Associated Press (20 de Novembro de 2010)
traduzida por rioazur para o moradasdedeus
http://news.yahoo.com/s/ap/eu_pope_condoms
ver a notícia principal em
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html
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sábado, 20 de novembro de 2010
Papa admite excepções no uso preservativo
Uma notícia realmente intrigante: parece haver algo de novo na posição do Papa em relação ao uso do preservativo:
Cidade do Vaticano – O Papa Bento XVI diz, num novo livro, que os preservativos podem ser justificados para prostitutos do sexo masculino com vista a parar a propagação do HIV, um comentário impressionante para uma igreja criticada pela sua oposição aos preservativos e por um pontífice que os "acusou" de piorarem a crise da SIDA.
O Papa fez os comentários num livro/entrevista com um jornalista alemão, "Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times" [1] , que será lançado na próxima Terça-feira. (...)
O ensinamento da Igreja sempre se opôs aos preservativos, porque são uma forma de contracepção artificial, embora nunca tenha divulgado uma política explícita sobre preservativos e HIV. O Vaticano tem sido duramente criticado pela sua oposição.
Bento XVI afirmou que os preservativos não são uma solução moral. Mas disse que nalguns casos, por exemplo os prostitutos do sexo masculino, pode ser justificado, "com o intuito de reduzir o risco de infecção."
Bento chamou a isto "um primeiro passo num movimento para uma forma diferente, uma maneira mais humana de viver a sexualidade."
Ele usou como exemplo os prostitutos do sexo masculino, para quem a contracepção não é um problema, ao contrário dos casais em que um dos cônjuges está infectado. O Vaticano tem estado sob pressão até mesmo da parte de alguns representantes da Igreja em África, para justificar o uso do preservativo em casais monogâmicos, com vista a proteger o cônjuge não infectado de ser infectado.
Bento XVI instigou a indignação das Nações Unidas, dos governos europeus e dos activisitas pela causa, quando disse a repórteres a caminho de África em 2009, que o problema da SIDA no continente não podia ser resolvido através da distribuição de preservativos.
"Pelo contrário, aumenta o problema", afirmou nessa altura.
O jornalista Peter Seewald, que entrevistou Bento durante seis dias no último Verão, reincidiu nos comentários ao preservativo em África e perguntou-lhe se não seria "loucura" para o Vaticano o facto de proibir o uso preservativos a uma população de alto risco.
"Pode ser verdade no caso de alguns indivíduos, talvez quando um prostituto usa um preservativo, em que isso pode ser um primeiro passo no sentido de uma moralização, uma primeira forma de responsabilidade", disse Bento.
Mas salientou que não era a forma de lidar com o mal do HIV. (...)
Reiterou a posição da Igreja em que a abstinência e a fidelidade conjugal são a única forma segura de prevenir HIV.
(...)
[1] "Luz do Mundo: o Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos"
por Nicole Winfield e Frances D'emilio, Associated Press (20 de Novembro de 2010)
traduzida por rioazur para o moradasdedeus
http://news.yahoo.com/s/ap/eu_pope_condoms
Cidade do Vaticano – O Papa Bento XVI diz, num novo livro, que os preservativos podem ser justificados para prostitutos do sexo masculino com vista a parar a propagação do HIV, um comentário impressionante para uma igreja criticada pela sua oposição aos preservativos e por um pontífice que os "acusou" de piorarem a crise da SIDA.
O Papa fez os comentários num livro/entrevista com um jornalista alemão, "Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times" [1] , que será lançado na próxima Terça-feira. (...)
O ensinamento da Igreja sempre se opôs aos preservativos, porque são uma forma de contracepção artificial, embora nunca tenha divulgado uma política explícita sobre preservativos e HIV. O Vaticano tem sido duramente criticado pela sua oposição.
Bento XVI afirmou que os preservativos não são uma solução moral. Mas disse que nalguns casos, por exemplo os prostitutos do sexo masculino, pode ser justificado, "com o intuito de reduzir o risco de infecção."
Bento chamou a isto "um primeiro passo num movimento para uma forma diferente, uma maneira mais humana de viver a sexualidade."
Ele usou como exemplo os prostitutos do sexo masculino, para quem a contracepção não é um problema, ao contrário dos casais em que um dos cônjuges está infectado. O Vaticano tem estado sob pressão até mesmo da parte de alguns representantes da Igreja em África, para justificar o uso do preservativo em casais monogâmicos, com vista a proteger o cônjuge não infectado de ser infectado.
Bento XVI instigou a indignação das Nações Unidas, dos governos europeus e dos activisitas pela causa, quando disse a repórteres a caminho de África em 2009, que o problema da SIDA no continente não podia ser resolvido através da distribuição de preservativos.
"Pelo contrário, aumenta o problema", afirmou nessa altura.
O jornalista Peter Seewald, que entrevistou Bento durante seis dias no último Verão, reincidiu nos comentários ao preservativo em África e perguntou-lhe se não seria "loucura" para o Vaticano o facto de proibir o uso preservativos a uma população de alto risco.
"Pode ser verdade no caso de alguns indivíduos, talvez quando um prostituto usa um preservativo, em que isso pode ser um primeiro passo no sentido de uma moralização, uma primeira forma de responsabilidade", disse Bento.
Mas salientou que não era a forma de lidar com o mal do HIV. (...)
Reiterou a posição da Igreja em que a abstinência e a fidelidade conjugal são a única forma segura de prevenir HIV.
(...)
[1] "Luz do Mundo: o Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos"
por Nicole Winfield e Frances D'emilio, Associated Press (20 de Novembro de 2010)
traduzida por rioazur para o moradasdedeus
http://news.yahoo.com/s/ap/eu_pope_condoms
terça-feira, 14 de setembro de 2010
1/4 das pessoas infectadas não estão diagnosticadas
Partilho hoje duas notícias que no mínimo nos devem alertar para os riscos comportamentais:SIDA: Jovens ignoram sexo seguro
Portugal tem das taxas mais altas de infecção pelo VIH/Sida, uma taxa que é promovida pela ignorância patente no entendimento da infecção e veículos de transmissão.
Recentemente na Bélgica, a Universidade de Ghent, apresentou as conclusões de um estudo levado acabo durante nove anos, observando quinhentos indivíduos. Os pacientes que fizeram parte do estudo são do sexo masculino, homossexuais, e na sua grande maioria brancos, mas mais relevante ainda eram todos jovens.
Os pacientes tendem também a ser portadores de outras infecções sexualmente transmissíveis como a sífilis sugerindo assim, um comportamento de risco sem o uso do preservativo.
Nota de destaque sobre este estudo, o Reino Unido aponta-o como verdadeiro. Nick Partridge, director executivo do Terrence Higgins Trust (ONG do Reino Unido), aponta a sociedade gay como a mais propensa ao risco de infecção pelo VIH/Sida.
Por isso Partridge, pede maiores campanhas dirigidas aos jovens, e em específico aos jovens gays, dado que segundo ele, mais de um quarto das pessoas infectadas não estão diagnosticadas.
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Porque estou aqui
Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.
Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.
Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.
Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.
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As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.
As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.
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