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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Masturbação faz bem à saúde?

Habituados a ver a masturbação catalogada como um pecado mortal desde que nos deparamos com as transformações operadas durante a adolescência, importa abrir horizontes e conhecer outros pontos de vista sobre o suporto delito. Cito um artigo em português e o original (mais extenso) em inglês

Os benefícios da masturbação

Masturbação. Só a palavra deixa muitas pessoas coradas. Mas a verdade é que segundo um inquérito realizado nos EUA, 94% dos homens masturbam-se, bem como 85% das mulheres.

Mesmo assim, ainda existem muitos mitos sobre a masturbação: Há quem diga que pode provocar cegueira ou insanidade, ‘estragar’ os órgãos sexuais ou causar infertilidade.

A verdade é que a masturbação traz muitos benefícios, tanto para os homens como as mulheres.

No caso das mulheres, esta prática pode ajudar a prevenir infecções cervicais e urinárias através da dilatação do colo do útero. Esta dilatação acaba também por fortalecer o colo do útero, melhorando a circulação e fazendo com que as bactérias sejam mais rapidamente expelidas pelo organismo, lê-se no site britânico Independent.

Para além disso, a masturbação diminui o risco de desenvolver diabetes tipo 2, reduz as insónias e aumenta a resistência do pavimento pélvico (através das contracções que ocorrem durante o orgasmo), explica o mesmo site.

A masturbação é uma das formas mais ‘fáceis’ de atingir o orgasmo, que, só por si, traz muitos benefícios para a nossa saúde: Ajuda a reduzir o stress e a pressão arterial, aumenta a a auto-estima e reduz a sensibilidade à dor.

Para além disso, a masturbação é uma forma muito segura de se satisfazer sexualmente – “não existe o risco de engravidar ou de apanhar doenças sexualmente transmissíveis; não existe o risco de desapontar o parceiro ou de sofrer com a ansiedade que antecipa a ‘performance’ e não existe uma ‘bagagem emocional’”, descreve o Independent.

In SOL 


Masturbation: the health benefits

94% of men and 85% of women admit to masturbating
Conduct an internet search for “masturbation,” and you will find hundreds, if not thousands, of slang phrases for the act. This proliferation of slang phrases suggests people want to talk about masturbation, but are uncomfortable about doing so directly. Using comedic terms provides a more socially acceptable way to express themselves.

So before we talk any more about it, let’s normalise it a bit. Masturbation, or touching one’s own genitals for pleasure, is something that babies do from the time they are in the womb. It’s a natural and normal part of healthy sexual development. According to a nationally representative US sample, 94% of men admit to masturbating, as do 85% of women. But societal perspectives of masturbation still vary greatly, and there’s even some stigma around engaging in the act.

Related to this stigma are the many myths about masturbation, myths so ridiculous it’s a wonder anyone believes them. They include: masturbation causes blindness and insanity; masturbation can make sexual organs fall off; and masturbation causes infertility.

In actual fact, masturbation has many health benefits.

For women, masturbation can help prevent cervical infections and urinary tract infections through the process of “tenting,” or the opening of the cervix that occurs as part of the arousal process. Tenting stretches the cervix, and thus the cervical mucous. This enables fluid circulation, allowing cervical fluids full of bacteria to be flushed out. Masturbation can lower risk of type-2 diabetes (though this association may also be explained by greater overall health), reduce insomnia through hormonal and tension release, and increase pelvic floor strength through the contractions that happen during orgasm.

For men, masturbation helps reduce risk of prostate cancer, probably by giving the prostate a chance to flush out potential cancer-causing agents. Masturbation also improves immune functioning by increasing cortisol levels, which can regulate immune functioning in small doses. It can also reduce depression by increasing the amount of endorphins in the bloodstream. Masturbation can also indirectly prevent infertility by protecting peoplefrom sexually transmitted infections (STIs) that can lead to infertility – you can’t give yourself one of these infections! There is one final benefit to masturbation: it’s the most convenient method for maximising orgasms.

And there are plenty of additional benefits from orgasms generally, including reduced stress, reduced blood pressure, increased self-esteem, and reduced pain.

From a sexual health point of view, masturbation is one of the safest sexual behaviours. There’s no risk of pregnancy or transmission of sexually transmitted infections; there’s no risk of disappointing a partner or of performance anxiety; and there’s no emotional baggage. And, only an arm’s length away, is mutual masturbation. Mutual masturbation (two partners who are pleasuring themselves in the company of the other) is a great (and safe) activity to incorporate into other partnered sexual activities. It can be especially good to begin to learn more about what your partner likes and to demonstrate to your partner what you like. Open communication with a partner will improve your sex life and relationship, but is also important for modelling communication skills for younger generations.

Talking about masturbation also has benefits. Promoting sex-positive views in our own homes and in society, including around masturbation, allows us to teach young people healthy behaviours and attitudes without stigma and shame. Parents and guardians who feel embarrassed or need extra guidance to do this should seek out sex-positive sources of information, like ones from respected universities.

Spring Chenoa Cooper & Anthony Santella, Friday 15 May 2015
Spring Chenoa Cooper is Senior Lecturer at University of Sydney. Anthony Santella is Lecturer of HIV, STIs and Sexual Health at University of Sydney.

This article was originally published on The Conversation. Read the original article.
In Independent

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Eu e TU

Excerto de homilia sobre Oração e a relação com Deus

Hoje um dos temas das leituras que vamos proclamar é a oração. E a oração que nos diz que a nossa vida é uma vida escutada, o Senhor escuta-nos. Escuta o que dizemos e o que não dizemos, o que somos e o que não conseguimos ser, aquilo que são os nossos sonhos mas também as nossas dúvidas, as nossas hesitações. O Senhor escuta aquilo que nem lhe chegamos a dizer. (...)

Esta é, de facto, a grande força, a grande originalidade dos crentes. É que, para nós, (...) Deus é alguém, Deus é uma presença de amor. (...) E aquilo que nós podemos fazer é comunicar, é entrar em relação, é expormo-nos diante de Deus, é abrirmo-nos na nossa nudez, na nossa vulnerabilidade. É confiarmos tanto que nos entregamos no nosso estar, no nosso falar, no nosso calar, sentindo que Deus é o interlocutor privilegiado das nossas vidas.

O Senhor que criou o universo e os mundos, e o que vemos e o que não vemos, Ele é este “Tu” que eu posso invocar, que eu posso nomear. Por isso, fundamental na oração é o reconhecimento de que Deus é um parceiro da nossa vida, que Deus é um “Tu” a quem nos podemos dirigir. Mas, só há oração verdadeira quando também nós somos um “eu” e sentimos que a nossa vida é também a possibilidade de rezarmos, descobrirmos essa possibilidade dentro de nós.

Às vezes acontece que, sendo cristãos há muitas décadas, há muitos anos ou há pouco tempo, nós ainda não desenvolvemos em nós a capacidade de rezar, nós ainda não descobrimos que somos seres orantes, que temos em nós este dom maravilhoso que é de nos podermos abrir, nos podermos dizer, nos podermos expor em oração.

(...) A verdadeira oração nasce quando nós compreendemos isto: eu sou uma oração, a nossa vida é uma oração. (...) Porque a nossa vida (...)  é um grito, é um apelo, é uma chamada, é um estar diante de Deus. Nós somos continuamente na sua presença, e por isso nós somos uma oração. (...) Antes de tudo, a nossa oração é esta tomada de consciência profunda de que nós estamos diante de Deus e do que isso significa. Porque a nossa vida toda é chamada a exprimir-se, a expressar-se com confiança diante de Deus.

E essa relação, que necessariamente é uma relação de amizade e de amor, que é uma relação de um filho para com o Pai, que é uma relação de criatura para com o Criador, que é uma relação de enamoramento, de confiança, que é uma relação fusional e ao mesmo tempo também uma relação na diferença, porque Deus é Deus e nós somos mulheres e homens, nós somos criaturas, é esta relação fulcral que é no fundo o mistério da oração.

(...) A primeira coisa é: antes de querer aprender orações, aprende que o rezar é respirar, aprende que o rezar é estares diante de Deus, é tomares consciência de que Deus está aqui. Ao longo do nosso dia nós podemos fazer momentos de oração em qualquer lado. O que é um momento de oração que nós construímos? É um momento mais agudo, mais intenso da nossa parte, um momento de consciência, uma tomada de consciência de que nós estamos perante Deus e nessa tomada de consciência há uma qualidade de relação, há uma qualidade de comunicação espiritual que se intensifica e que torna aquele momento um momento precioso, torna aquele momento um momento de comunicação. (...)

A verdadeira oração (...) é a oração que hipoteca todo o nosso ser. (...)

É claro, se nós vivermos com o nome de Jesus nos lábios, se nós vivermos a respirar o nome de Jesus isso transforma a nossa vida por completo, transforma-nos, só pode ser. Nós tornamo-nos uma cristofania, tornamo-nos uma manifestação de Cristo, porque Ele está sempre em nós, a oração é uma habitação. (...) Essa habitação não é habitar numa casa, é habitar no interior de uma relação. O Evangelho de S. João, por exemplo, explica a oração como um permanecer, é uma forma de permanecer. São tudo verbos que mostram o quê? Que a oração tem de ter uma continuidade, que a oração não são as fórmulas que nós dizemos. A oração é um estar, é a nossa vida ser aquilo, ser transformada por aquilo. (...)

Por isso, isto que diz Jesus: O que é a oração? A oração é rezar sem desanimar, oração é insistir na oração, oração é uma insistência com Deus. Quer dizer: a oração é a felicidade da repetição, a felicidade da repetição. Nós estarmos e voltarmos a estar, nós exprimirmos, nós cansarmos Deus com a nossa oração, nós cansarmo-nos a nós mesmos com a nossa oração.

(...) Não podemos fazer depender a oração das nossas sensações, se eu sinto oração, se eu não sinto oração, se eu sinto um eco, uma reverberação luminosa. Nós lemos o diário espiritual de Santa Teresa de Calcutá e ela diz que nunca sentiu nada, nunca sentiu nada. Nunca teve nenhuma experiência favorável, nunca sentiu o coração cheio, nunca sentiu a alma a transbordar de luz. Pelo contrário, seca, seca, seca como um carapau, seca, seca, seca; nada, nada, nada, nada, nada, nada, nada. E às vezes a nossa oração é o nada, nada, nada, nada. Ou, como dizia Santa Teresa de Ávila, outra grande mestra da vida espiritual, ela dizia que rezou anos e anos e a oração sabia-lhe a palha – é como estar a comer palha.

(...) A oração é sobretudo uma prática e aí é que nós falhamos. Oração é concretizar oração, oração não é uma filosofia, oração é rezar. Por isso, vamos pedir ao Senhor que reze em nós e nos ajude a rezar. Nos ajude a rezar a nossa vida, nos ajude a rezar uns pelos outros, nos ajude a louvar.

Na nossa peregrinação a Assis eu fiquei muito impressionado quando me dei conta que, o Cântico das Criaturas de S. Francisco de Assis, que é aquele poema maravilhoso: “Senhor, altíssimo sempre eterno, eu te dou graças pelo sol, eu te dou graças pelo calor, pela água…”, S. Francisco de Assis o escreveu enquanto enfermo e praticamente cego. Nós pensamos que uma pessoa que faz um elogio ao mundo, à beleza do mundo, à beleza da criação é um jovem, está apaixonado, está a agradecer tudo aquilo que ele vive. Não, Francisco de Assis estava cego, estava enfermo, estava a meses da sua morte quando escreveu este que é um testamento espiritual inacreditável. Isto também é alguma coisa que só a força da oração nos permite, que é no fundo uma grande liberdade face até aos contextos adversos e uma compreensão de que nada nos falta.

Às vezes andamos com carências enormes, com fomes, com necessidades imaginárias e reais, não importa, a oração enche o nosso coração. A experiência de oração é também a experiência de que nada nos falta e que o encantamento pela vida não depende de estarmos a viver tempos cor-de-rosa, S. Francisco já não via nada e ele via tudo.

Pe. José Tolentino Mendonça, Domingo XXIX do Tempo Comum

Ler na íntegra em Capela do Rato

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Vida a dois

Compromisso para a construção de uma relação

Antes de tudo,
comprometo-me a considerar
[a nossa união]
como a realidade mais sagrada da minha existência.

Por isso não tenho outra expectativa
que não seja a de amar-te contra ventos e marés.

Anseio poder dar o melhor de mim
para contribuir para a tua realização,
ajudar-te a valorizar os teus talentos,
ser água e luz para a flor única que tu és.

Farei tudo para te acolher como és, e não como eu te sonhei.

Habituar-me-ei a estar disponível para te ouvir,
entrar no teu universo
e abrir-te a porta do mundo que me habita.

Não serei um vigilante dos teus jardins secretos.

Procurarei evitar os mal-entendidos.

Desejo ser suficientemente inteligente
para respeitar a tua visão das coisas:
«a tua diferença engrandece-me».

Aplicar-me-ei em não deixar escapar
as confidências que achares por bem fazer-me,
mesmo se elas me perturbam ou me põem em questão.

Esforçar-me-ei por não caricaturar ou refrear
as tuas opiniões
quando contrariam as minhas.

Habituar-me-ei a expulsar os meus pensamentos negativos
e a alargar os recursos do humor.

Esforçar-me-ei por não manifestar irritação
se a tua gestão do tempo
não tem o mesmo ritmo que a minha.

Tentarei afastar todo o ciúme,
porque a minha confiança
é o mais belo presente que te posso oferecer.

Não cairei na cilada do queixume reivindicativo e amargo.

Evitarei toda a afronta estéril:
as crises podem ser oportunidades para crescermos juntos.

Comprometo-me a procurar contigo
a harmonia dos nossos desejos nos nossos abraços,
e a não me recusar a ti por ressentimento.

E como me acontece
«não fazer o bem que quero, e fazer o mal que não quero» (Rm 7,19),
comprometo-me a ser suficientemente humilde
para saber pedir-te perdão.

Desejo nunca adormecer antes de ter extinguido
todo o foco de discórdia entre nós.

Não serei escasso de elogios.
Uma palavra gentil, um gesto terno, um sorriso,
enchem de sol o dia.

Que Deus, que nos confiou um ao outro,
venha em nosso auxílio!

adaptação a partir de P. Stan Rougier
In Prier Trad.: rjm Adaptação: rioazur
publicado in SNPC a 01.08.13

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Luzes de lucidez na hierarquia da Igreja católica

Cardeal de Berlim apela à igualidade na forma de tratamento entre casais heterossexuais e homossexuais

Nota e resumo da mensagem: este é um post em inglês de uma das amigas da página de facebook do moradasdedeus, em que o cardeal de Berlim alerta que se devia olhar para relações duradoiras homossexuais como se olha para as heterossexuais, quando são vividas na fidelidade. A Igreja devia ver e pensar mais longe. A sua voz juntou-se à do Arcebispo de Londres, que apoiou a união civil entre gays e lésbicas no Reino Unido, e à do bispo de Ragusa (Itália) que fez o mesmo no seu país. O bispo Robinson de Austrália, num sínodo, também ergueu a voz no sentido de reexaminar a ética sexual na Igreja, aprovando moralmente, entre outros, as relações entre pessoas do mesmo sexo. O bispo de Portland (Maine) anunciara igualmente que a diocese não teria um papel activo de oposição ao referendo do estado para a igualdade de acesso ao casamento. Carlo Maria Martini, o antigo bispo de Milão, no seu livro Credere e Cognoscere diz que não concorda que, na Igreja, se tomem posições relativas às uniões civis.

Passo a citar a notícia:

Cardinal Rainer Maria Woelki

So far I’ve only seen one news report in English about this item, but there are several in German that are floating around the web. It is too good not to report, even though the information is rather sparse.
Berlin’s Cardinal Rainer Maria Woelki told a major Catholic conference in Germany that relationships of same-gender couples should be treated equally with heterosexual couples. An article in The Local, an English news source in Germany reports:

“He told a crowd on Thursday that the church should view long-term, faithful homosexual relationships as they do heterosexual ones.

” ‘When two homosexuals take responsibility for one another, if they deal with each other in a faithful and long-term way, then you have to see it in the same way as heterosexual relationships,’ Woelki told an astonished crowd, according to a story in the Tagesspiegel newspaper.

“Woekli acknowledged that the church saw the relationship between a man and a woman as the basis for creation, but added that it was time to think further about the church’s attitude toward same sex relationships.”

Speaking at the 98th Katholikentag (Catholic), a conference of 60,000 Catholics in Mannheim, Woelki joins a growing chorus of episcopal voices who are calling for change in the hierarchy’s traditionally absolutist refusal to acknowledge the moral goodness of lesbian and gay relationships.

Last December, London’s Archbishop Vincent Nichols made headlines by supporting civil partnerships for lesbian and gay couples in the U.K. That same month, Fr. Frank Brennan, a Jesuit legal scholar in Australia, also called for similar recognition of same-sex relationships. In January, Bishop Paolo Urso of Ragusa, Italy, also called for recognition of civil partnerships in his country.

March of 2012 saw an explosion of questioning from prelates of the hierarchy’s ban on marriage equality. At New Ways Ministry’s Seventh National Symposium,Bishop Geoffrey Robinson of Australia called for a total re-examination of Catholic sexual ethics to allow for, among other things, moral approval of same-sex relationships. The Diocese of Manchester, New Hampshire, supported a bill that would legalize civil unions (albeit as a stopgap measure to prevent marriage equality). Bishop Richard Malone of Portland, Maine, announced that the diocese would not take an active role in opposing the state’s upcoming referendum on marriage equality, as it had in 2009. In Italy, Cardinal Carlo Maria Martini of Milan stated in his book, Credere e Cognoscere (Faith and Understanding), that “I do not agree with the positions of those in the Church who takes issue with civil unions.” You can read excerpts, in Italian, from the book here. An English translation of a different set of excerpts, thanks to the Queering the Church blog, can be found here.
While opposition to marriage equality from the hierarchy, especially in the United States, is still massive and strong, it is significant that these recent statements are all developing a similar theme of at least some recognition of the intrinsic value of lesbian and gay relationships, as well as the need for civil protection of them. May this trend continue and grow.

Francis DeBernardo, New Ways Ministry

In http://newwaysministryblog.wordpress.com/2012/05/20/cardinal-calls-for-equality-of-heterosexual-and-homosexual-relationships/

quinta-feira, 24 de março de 2011

Uganda: leis contra os homossexuais ainda mais duras

Lei anti-homossexuais vai ser apresentada ao parlamento ugandês novamente

A lei que criminalizaria ainda mais a homossexualidade no Uganda está prestes a ser apresentada no parlamento. O Parlamento de Uganda vai rever na próxima semana o projecto de lei anti-homossexualidade apresentado pela primeira vez em 2009.


O sexo consentido entre adultos já é punível com prisão perpétua no país africano com cerca de 30 milhões de habitantes, mas a nova lei iria impor a pena de morte a gays condenados por relações sexuais com menores ou deficientes. A pena de morte também passaria a ser aplicável a homens seropositivos que tenham sexo com outros homens.

Para completar o pacote de reformas, o projecto também apresenta pena de prisão para todos aqueles que tendo responsabilidades sociais, como professores, não informem a polícia sobre pessoas que suspeitem ser homossexuais.

A lei gerou polémica fora do país, especialmente nos EUA quando se conclui que a criminalização da homossexualidade foi fortemente apoiada por parte de evangelistas cristãos norte-americanos que se deslocaram ao Uganda. A esmagadora maioria da população do país é cristã.

in Portugalgay

sexta-feira, 4 de março de 2011

Religião e Sexo: apontamentos de um bloguista

Um leitor do blogue, ao comentar a mensagem sobre a nudez na arte sugeriu a leitura de uma mensagem publicada no seu blogue.

Publico-a aqui por ter reconhecido o interesse do seu conteúdo e a clareza e honestidade com que o seu autor aborda temas como corpo, sexo, castidade, singularidade, relação, religião, culto do corpo e amor. Vale a pena dar uma espreitadela:

o.insecto: Religião e Sexo, alguns apontamentos...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quem são os inimigos, estes que somos chamados a amar?

David e Saul
Amar os inimigos
Das leituras para o 7.º Domingo do Tempo Comum (Ano A)

Da santidade de Deus desce o mandamento de amar o próximo como a si mesmo (1.ª leitura); da perfeição de Deus brota o mandamento de amar o inimigo (Evangelho). Os textos propõem uma ética teologal, uma ética que encontra no ser e no agir de Deus para o homem o seu fundamento. O critério ético que orienta o agir humano pode ser expresso assim: “Como Deus agiu para ti, também tu age da mesma fora para com os outros”. Desta maneira, não só se supera o nível da vingança. do “Faz também ao outro o que ele fez a ti”, como é fundado e tornado praticável o amor do inimigo graças à fé em Cristo que amou também os inimigos.

As palavras de Jesus em Mateus 5, 38-42 enfrentam o problema da violência. Se a lei de Talião é já uma barreira à violência indiscriminada e desmesurada, Jesus propõe uma prática de ativa não-violência aplicada a diversos âmbitos. Mas ainda antes de propor uma estratégia que se opõe à violência, a Bíblia e a palavra evangélica em particular, ajudam o homem a discerni-la, a desmascará-la nas suas camuflagens e a reconhecer que não lhe é estranha.

O caso da bofetada (v. 39) refere-se aos casos de explosão violenta nas relações familiares e sociais de todos os dias, integrando-se por conseguinte no horizonte da vida quotidiana. Todos nós conhecemos uma violência diária e subtil que – sem derramamento de sangue e sem cair na agressão física, mas o deixando o coração profundamente ferido – ocorre no interior das relações familiares, nas relações entre irmãos, entre pais e filhos, entre homem e mulher, a do homem que não sabe domesticar a animalidade que habita o próprio coração, a que começa de maneira escondida ou pouco visível, que se insinua furtivamente num olhar, num comportamento, em palavras.

O caso apontado no v. 40 diz respeito a um processo de arresto: entreveem-se as situações de injustiça e violência social, estrutural; as instituições que, colocadas ao serviço da justiça, podem tornar-se instrumentos de injustiça. Podemos pensar na violência da burocracia, com a sua impessoalidade e indiferença à individualidade humana.

O caso do v. 41 refere-se à coação, à tirania, à violência do abuso, de dobrar a vontade do outro para que ele faça o que nós queremos. E o alcance do abuso abrange o plano físico e sexual, psicológico e espiritual. E pode também configurar-se como violência a pressão, a insistência de um pedido para obter dinheiro e empréstimos (v. 42). O âmbito económico é certamente desencadeador de cobiça e violência.

Jesus pede ao crente para não opor resistência ao malvado: esta dimensão negativa será completada pelo mandamento positivo de amar o inimigo (v. 41). A violência faz parte do mundo não libertado, opondo-se ao Reino de Deus, pelo que não pode reentrar na prática messiânica. O pedido de amar os inimigos situa-se no coração da “diferença cristã”: o que é que diferencia o cristão em relação a pagãos e publicanos, a indiferentes e não crentes? Jesus pede aos crentes para sair do fechamento daquilo que é homólogo, similar, recíproco, autoreferencial: amar quem já se ama, saudar só os irmãos. Trata-se, em vez disso, de ousar a alteridade, de ter a coragem da diversidade e de vencer com o amor o medo do diferente e do outro. São fatores de violência a absolutização do mesmo, do idêntico, que se pode traduzir na redução das relações sociais à mera materialidade dos elementos naturais, à exaltação da consanguinidade, da homogeneidade do elemento étnico.

Praticar o amor com o inimigo contém em si uma promessa escatológica que tem implicações históricas no hoje: «Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu» (v. 45). Viver o amor do inimigo significa estar imerso no amor de Deus que em Cristo se manifestou como amor pelos inimigos: essa imersão regenera o crente, dá à luz um filho de Deus, pertencente a Deus e semelhante a Jesus Cristo. O útero e a matriz deste nascimento à semelhança de Deus (cf. v. 48) é a experiência do amor universal de Deus, do seu amor a bons e maus, da sua bondade incondicional.

Luciano Manicardi, da Comunidade de Bose

Tradução de Rui Martins in SNPC
Ler sobre o Mosteiro de Bose

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Entrar no Pai, que é nosso

Fala-se muito de Deus estar em nós, dentro de nós... Eis uma reflexão que nos aponta outra realidade e vocação do cristão: estar em Deus, existir nele.

"Pensando no Pai-Nosso, podemos dizer que o objectivo da oração é colocar-nos no Pai, inscrever-nos no seu coração: eu sou no Pai, existo no Pai.

A principal das orações cristãs não é um argumentário de pedidos, mas a expressão de uma relação confiante. Essa é a originalidade de Jesus. O apelo directo ao Pai é invulgar na tradição judaica.

E torna-se ainda mais significativo quando, no espaço de uma prece tão sóbria como é o Pai-Nosso, Jesus escolhe voluntariamente reconduzir o coração orante à sua essência..."

José Tolentino Mendonça, In “Mostra-nos o Pai” (publicado em "O tesouro escondido)


Ler mais em SNPC

domingo, 19 de dezembro de 2010

Um esboço: o amor da Amizade

A Amizade

«Mas quem é que caminha a teu lado?». Quando me reencontro com esta pergunta, trazida por um verso de T.S. Eliot, penso quase sempre nos amigos. Um amigo, por definição, é alguém que caminha a nosso lado, mesmo se separado por milhares de quilómetros ou por dezenas de anos. O longe e a distância são completamente relativizados pela prática da amizade. De igual maneira o silêncio e a palavra. Um amigo reúne estas condições que parecem paradoxais: ele é ao mesmo tempo a pessoa a quem podemos contar tudo e é aquela junto de quem podemos estar longamente em silêncio, sem sentir por isso qualquer constrangimento. Tenho amigos dos dois tipos. Com alguns, sei que a nossa amizade se cimenta na capacidade de fazer circular o relato da vida, a partilha das pequenas histórias, a nomeação verbal do lume mais íntimo que nos alumia. Com outros, percebo que a amizade é fundamentalmente uma grande disponibilidade para a escuta, como se aquilo que dizemos fosse sempre apenas a ponta visível de um maravilhoso mundo interior e escondido, que não serão as palavras a expressar.

O modo como uma grande amizade começa é misterioso. Podemos descrevê-lo como um movimento de empatia que se efetiva, um laço de afeição ou de estima que se estreita, mas não sabemos explicar como é que ele se desencadeia. Irrompe em silêncio a amizade. Na maior parte das vezes quando reconhecemos alguém como amigo, isso quer dizer que já nos ligava um património de amizade, que nos dias anteriores, nos meses anteriores, como escreveu Maurice Blanchot, «éramos amigos e não sabíamos».

Aquilo de que uma amizade vive também dá que pensar. É impressionante constatar como ela acende em nós gratas marcas tão profundas com uma desconcertante simplicidade de meios: um encontro dos olhares (mas que sentimos como uma saudação trocada entre as nossas almas), uma qualidade de escuta, o compartilhar mais breve ou demorado de uma mesa ou de uma conversa, um compromisso comum num projeto, uma qualquer ingénua alegriaA linguagem da amizade é discreta e ténue. E ao mesmo tempo é inesquecível e impressiva.

Há aquele ditado que diz: «viver sem amigos é morrer sem testemunhas». A diferença entre os conhecidos e os amigos é a mesma que distingue um ocasional espetador daquele que está habilitado a testemunhar. Este último disponibiliza-se realmente a ser presença. Se tivesse de resumir a sua natureza, apetecia-me dizer: um amigo é alguém que foi capaz de olhar, mesmo que por um segundo apenas, o fundo da nossa alma e transporta depois consigo esse segredo, da forma mais gratuita e inocente. E nós retribuímos o mesmo. Em dois ou três poemas de Adília Lopes sublinhei, há tempos, isso. No idioma da poesia de Adília, a amizade era descrita assim: «busquei o amor sem ironia». A amizade, mesmo quando nos fartamos de rir e de alegrar com os outros, é esse transparente amor.

Tenho por uma grande verdade aquilo que escreveu o filósofo Paul Ricoeur: «para ser amigo de si próprio é necessário ter já vivido uma relação de amizade com alguém».

José Tolentino Mendonça

In Diário Notícias (Madeira), publicado a 21 de Novembro de 2010

Bispos anglicanos gays: há algum problema?

São notícias do mês de Setembro, mas parece-me importante que figurem no blogue, por serem questões pertinentes na Igreja anglicana e, quem sabe um dia, também na católica.

Arcebispo de Cantuária não vê problema em bispos homossexuais


Perguntas incómodas levam arcebispo a abrir feridas na Igreja Anglicana, em torno do difícil tema da sexualidade dos religiosos


O arcebispo de Cantuária, Rowan Williams, líder espiritual dos anglicanos em todo o mundo, está sob intensas críticas públicas após ter admitido numa entrevista ao jornal The Times que bispos homossexuais não serão um problema, desde que não tenham relações sexuais. Esta questão poderá abrir novas divisões no interior da comunidade anglicana, de 70 milhões de pessoas, e dificultar o diálogo ecuménico com Roma.

Na semana passada, o arcebispo Rowan Williams recebeu o Papa Bento XVI em Londres, em mais um passo na aproximação entre católicos e anglicanos.

Na polémica entrevista, o arcebispo sofre uma barragem de perguntas incómodas sobre a sexualidade. Embora tente evitar as questões, entra progressivamente em terrenos de controvérsia. Questionado sobre um texto seu em que considera não haver problema no sexo de casais homossexuais, o líder dos anglicanos responde com uma evasiva.

Sobre os bispos homossexuais, admite não haver problema, desde que não haja sexo. A pergunta seguinte refere-se a um bispo homossexual [Jeffrey John] celibatário, e Rowan Williams tem grande dificuldade em explicar a forma como recusou apoiar este religioso em 2003, quando John foi forçado a não aceitar uma nomeação. A pergunta final é a mais dramática. O jornalista pergunta se o arcebispo espera que a Igreja Anglicana tenha no futuro bispos homossexuais com parceiros. Williams responde apenas: "passo".

Recentemente, a propósito do escândalo de pedofilia, o arcebispo de Cantuária tinha feito afirmações polémicas sobre a igreja católica irlandesa, acabando depois por suavizar as declarações.

No recente encontro com o Papa Bento XVI, o diálogo entre os dois líderes da igreja correu de forma considerada pelos observadores como cordial. O arcebispo lembrou que as duas igrejas não procuram "controlo político ou o domínio da fé cristã na esfera pública; mas a oportunidade para testemunhar, para argumentar, por vezes para protestar, por vezes para afirmar, para participarmos nos debates públicos das nossas sociedades". A igreja de Inglaterra viveu nos últimos anos um conflito interno em torno do celibato dos religiosos, ordenação de mulheres e homossexualidade. E as divisões têm aumentado.

in dn por L.N. a 26 de Setembro de 2010
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1671369&seccao=Europa

sábado, 18 de dezembro de 2010

Presidente da FIFA pede desculpas aos homossexuais

Presidente da Fifa pede desculpas aos gays

O presidente da FIFA Joseph Blatter pediu desculpas por ter dito recentemente que os homossexuais não fizessem sexo durante a Copa do Mundo [Mundial] no Qatar, em 2022.

Não foi minha intenção e nunca será minha intenção qualquer acto de discriminação.”

Isto é exactamente contra o que lutamos. Se alguém sentiu que eu possa tê-lo magoado, então arrependo-me, e peço desculpas.”

Os ativistas LGBTs ficaram furiosos com o comentário anterior de Blatter e ainda não engoliram o facto da FIFA ter escolhido como sede do evento um país no qual homossexuais podem ser punidos com penas até cinco anos de prisão.

in http://paroutudo.com/noticias/

domingo, 28 de novembro de 2010

Sodoma e Gomorra: condenação da homossexualidade?

Os gémeos Guedes, dois irmãos e dois modelos
de nacionalidade portuguesa
O que qualquer cristão deve saber sobre homossexualidade
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!" (João 8,32)
6/10

E a destruição de Sodoma e Gomorra?”, perguntarão alguns…

Fornecemos três informações fundamentais e cientificamente comprovadas que, em geral, são propositadamente ocultadas e totalmente desconhecidas pelos cristãos:
  1. Não há provas históricas ou arqueológicas que confirmem a real existência dessas cidades
  2. Este relato é obra dos "Javistas" [1] (escritores bíblicos do século X a.C.), que se apropriaram de relatos mitológicos de outros povos anteriores aos judeus
  3. A "Destruição" da suposta intenção homo-erótica dos habitantes de Sodoma em relação aos três visitantes de Abraão (anjos ou homens?) apresenta dificuldades sérias de interpretação pois, quando os habitantes de Sodoma declararam desejar conhecer os visitantes, maliciosamente se interpretou o verbo "conhecer" como sinónimo de "acto sexual" [2]. Segundo os exegetas, das 943 vezes que aparece esta palavra no Antigo Testamento ("yadac" em hebraico), em apenas 10 tem conotação sexual (heterossexual) - nenhuma vez com o sentido homossexual. A associação do pecado dos "sodomitas e gorromitas" com a homossexualidade é um grave erro histórico, que tem a sua oficialização pela igreja católica apenas na Idade Média, a "Idade das trevas".
Notas:
[1] Palavra em português do Brasil, não conheço a ortografia correspondente em português de Portugal

[2] Eu, rioazur, autor deste blogue, não concordo com esta interpretação. Para mim é muito claro o desejo de os habitantes de Sodoma quererem ter relações sexuais com os visitantes, mesmo sem serem consentidas – chama-se a isto violação ou estupro. Numa outra interpretação que li - e que mais tarde publicarei no moradasdedeusnão se associa o pecado de Sodoma às relações homossexuais, mas à falta de hospitalidade e de acolhimento daqueles habitantes. Assim, a Sodomia não será a homossexualidade ou a relação homossexual, mas sim a relação não consentida e, por isso, sem uma integração “normal” na afectividade e na reciprocidade que é suposto existir numa Relação sexual.

Adaptação de uma publicação do blogue http://www.ggb.org.br/cristao.html que está a ser apresentada em várias mensagens.

Ler no blogue:
da rubrica O que qualquer cristão deve saber sobre a homossexualidade http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/biblia-fala-dos-homossexuais.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-que-apareceu-primeiro.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/casamento-homossexual-ha-3400-anos-e-as.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-hino-de-amor-homossexual-da-biblia.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/antigo-testamento-e-homo-erotismo.html
sobre homossexualidade ao longo da história
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/05/homossexualidade-luz-dos-tempos.html

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O hino de amor homossexual da Bíblia

O que qualquer cristão deve saber sobre homossexualidade
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!" (João 8, 32)
4/10

Se a homossexualidade fosse prática tão condenável, como justificar a indiscutível relação homossexual existente entre David e Jónatas?

Eis a declaração do salmista para o seu bem-amado: "Como eu te amava! O teu amor era uma maravilha para mim mais excelente que o das mulheres." (2 Samuel 1, 26).

Alguns crentes argumentarão que se tratava apenas de um amor espiritual, ágape. Preconceito primário, pois só as coisas materiais são referidas com a expressão "delicioso"[1], e não resta a sombra da menor dúvida que David, na sua juventude, foi adepto do "amor que não ousava dizer o nome".

Não foi gratuitamente que o maior escultor de nossa civilização, Miguel Ângelo, ele próprio homossexual, escolheu o jovem David, nu, como modelo da sua famosa escultura de Florença, em Itália.

Negar o amor homossexual entre estas duas importantes personagens bíblicas ("amizade mais maravilhosa que o amor (Eros) das mulheres") é negar a própria evidência dos factos.

"Tendes olhos e não vedes? Tendes ouvidos e não ouvis?" (Marcos 8,18).

[1] Na tradução da Bíblia usada na mensagem original (em português do Brasil), lia-se “Tu me eras deliciosamente querido” em vez de “Como eu te amava”. A Bíblia usada nesta adaptação do texto original é em português de Portugal (Bíblia Sagrada, da Difusora Bíblica de 2000).

Adaptação de uma publicação do blogue http://www.ggb.org.br/cristao.html que está a ser apresentada em várias mensagens.

Ler no blogue:
da rubrica O que qualquer cristão deve saber sobre a homossexualidade http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/biblia-fala-dos-homossexuais.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-que-apareceu-primeiro.html
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sobre homossexualidade ao longo da história
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/05/homossexualidade-luz-dos-tempos.html
sobre Jónatas e David
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/imagens-na-arte-jonatas-e-david.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-amor-de-david.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-amigo-de-david.html
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sábado, 20 de novembro de 2010

Orar sem saber e oração sem desejo: quanto custa rezar?

Olav Murillo
10 pistas para a Oração

10ª pista
O que fazer quando desaparece o gosto da oração?

 «Esta aridez não tem nada de estranho. Ela é mesmo quase normal. Os autores antigos consideravam-na útil e fecunda. Purificar a oração é purificar o desejo, até que ele se conforme à vontade de Deus», diz o P. Maurice Bellet, filósofo e psicanalista.

Na época moderna, o desagrado, a falta de gosto provêm muitas vezes do aspecto regulamentar e obrigatório da oração, de um sentimentalismo ambíguo, de um dogmatismo que se torna estéril. Alguns prosseguem custe o que custar. É talvez a oração mais pura, dado que é a aceitação de que a relação seja nua, sem nada que satisfaça.

Mas este querer crer não deve transformar-se numa obstinação vazia de sentido. Orar é ser com Deus, numa relação viva onde Deus é Deus. Onde Deus é dom e ama verdadeiramente o homem.

Dado que se trata de ser com Deus, posso perguntar-me que oração me dá mais gosto: ler o comentário de um texto bíblico com um forte desejo de verdade? Ouvir a Paixão de Bach? Em tudo posso voltar-me para aquele que me é inatingível

Um conselho; quando não souber rezar, opte por aquilo que lhe convém... sem julgar o caminho escolhido por outros. Não esquecendo algo de muito concreto, que João anuncia na sua primeira carta (4-12). Deus é este Desconhecido, acima do abismo da ausência, que se revela nos nossos corações e nas nossas mãos quando nos fazemos próximos do próximo.

Martine de Sauto
in La Croix
tradução de Rui Martins para o site da SNPC (publicado a 19 de Novembro de 2010)

Ler no blogue:


Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

Este blogue também é teu

São benvindos os comentários, as perguntas, a partilha de reflexões e conhecimento, as ideias.

Envia o link do blogue a quem achas que poderá gostar e/ou precisar.

Se não te revês neste blogue, se estás em desacordo com tudo o que nele encontras, não és obrigado a lê-lo e eu não sou obrigado a publicar os teus comentários. Haverá certamente muitos outros sítios onde poderás fazê-lo.

Queres falar?

Podes escrever-me directamente para

rioazur@gmail.com

ou para

laioecrisipo@gmail.com (psicologia)


Nota: por vezes pode demorar algum tempo a responder ao teu mail: peço-te compreensão e paciência. A resposta chegará.

Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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