A Comissão Justiça e Paz, um organismo católico internacional, continua a dar cartas e a ousar seguir os desafios do concílio Vaticano II. Aqui segue uma declaração da mesma por ocasião da LGBT Pride:
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A diversidade na Igreja
"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.
A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.
A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.
Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?
A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.
A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.
Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?
Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja
Porquê este blogue?
Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!
Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.
Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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Documentos em destaque no blogue
- Eles são católicos, homossexuais e praticam: testemunhos na Pública
- Viver como cristãos a condição homossexual
- Carta sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais
- O Caminho das pedras: artigo do Expresso sobre hom...
- Deus bem-me-quer
- "Eu posso crer no amanhã" Discurso em Ética da Reciprocidade: Líderes Religiosos LGBTI em diálogo na ONU | "We can face tomorrow" Speech on Ethics of Reciprocity: UN Dialogue of LGBTI Religious Leaders
- Carta ao Sínodo da Organização Mundial das Associações Homossexuais Católicas
- Rumos da discussão eclesial sobre a questão gay, p...
- Considerações sobre os projectos de Reconhecimento Legal das Uniões entre pessoas homossexuais: um documento de 2003 (Congregação para a Doutrina da Fé, Vaticano)
- Entrevista Exclusiva do Papa Francisco às revistas dos Jesuítas por P. Antonio Spadaro S.J.
- Um estudo da realidade da Homossexualidade em Portugal
- Glossário LGBTI de A a Z
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
quarta-feira, 23 de março de 2011
A caridade cristã é para todos os seres humanos: mais um retrato de um perito do Vaticano II
Jean Daniélou: Um regresso às fontes
No ano de 1967 dizia Jean Daniélou em “Evangelho e Mundo Moderno”, ao falar do amor, que «a caridade cristã abrange todo o homem, mas precisamente porque o abrange totalmente, vê-o à luz do que lhe dá a plenitude, a sua vocação de eternidade». O padre Daniélou sabia do que falava, pois sendo filho de um anticlerical podia entrever de perto no que poderia consistir a ausência desta vocação para o eterno. Seu pai, Charles Daniélou fora deputado e ministro da 3.ª República francesa. Sua mãe, Madeleine Daniélou, era uma mulher cristã que fundou o Instituto de Santa Maria e uma universidade feminina gratuita.
Jean Daniélou nasceu no dia 14 de maio de 1905 em Neuilly-sur-Seine, França. Realizou os seus estudos primários e secundários na sua cidade natal, para os continuar na Sorbonne onde termina a licenciatura em Letras e faz a agregação em Gramática no ano de 1927, tornando-se professor associado da mesma disciplina. E no ano de 1929 entra na Companhia de Jesus em Laval, onde fará os seus votos a 21 de novembro de 1931.
Após os estudos de teologia na Universidade Católica de Lyon, é ordenado sacerdote a 24 de agosto de 1938 e no ano de 1941, em plena 2.ª Guerra Mundial, volta a Paris para dar início ao seu doutoramento no Instituto Católico da capital francesa.
Durante este tempo é simultaneamente capelão do Grupo Católico de Letras e da Escola Superior Feminina de Sèvres. No ano de 1942 publica um pequeno livro intitulado “Le Signe du Temple ou de la Présence de Dieu”. Dado que o seu interesse intelectual e académico versava sobre os Padres da Igreja, Daniélou dá início em 1941, com o padre Henri de Lubac, à coleção “Sources chrétiennes”, cujo primeiro volume foi “La vie de Moïs”, de São Gregório de Nissa, publicado em 1943. Em 1944 termina o seu doutoramento com uma tese sobre a espiritualidade daquele santo, tornando-se nesse mesmo ano professor de História das Origens do Cristianismo, no Instituto Católico de Paris.
Em 1961 o padre Daniélou torna-se decano da Faculdade de Teologia daquele Instituto e no ano seguinte, quando tem início o 2.º Concílio Ecuménico do Vaticano, é chamado a participar como “perito”, tendo trabalhado no documento “Gaudium et Spes”, sobre a relação da Igreja no mundo. Quatro anos após terminar o Concílio é ordenado bispo em Paris, no dia 21 de abril de 1969, sendo nomeado cardeal pelo Papa Paulo VI sete dias depois da ordenação episcopal. No ano de 1972, a 9 de novembro, o cardeal Daniélou é eleito membro da Academia Francesa, tendo sido oficialmente recebido na mesma no dia 22 de novembro de 1973, um ano antes da sua morte.
O cardeal Daniélou foi autor de numerosas obras no campo da História da Igreja no que diz respeito às suas fontes (“Origéne” [1948]; “Histoire des doctrines chrétiennes avant Nicée” em 3 volumes [1958]; “Les origines du christianisme latin”; “L’être et le temps chez Grégoire de Nysse” [1970]), contribuindo assim para um regresso às fontes histórico-patrísticas do cristianismo, do qual ainda hoje somos devedores e beneficiários, pelas preciosas e rigorosas edições das “Sources chrétiennes”.
Por L. Oliveira Marques in SNPC
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quarta-feira, 16 de março de 2011
Um teólogo do Ecumenismo
Yves Congar: entre a paciência e a esperança
Embora se considerasse um homem impaciente, Yves Marie Joseph Congar afirmou: «As pessoas que têm muita pressa, que desejam compreender o objeto dos seus desejos imediatamente, são incapazes de o fazer. O semeador paciente, que confia a sua semente à terra e ao sol, é também o homem de esperança. Coventry Patmore disse também que o homem que espera que as coisas se revelem em si mesmas, demonstra ter a coragem de não negar na escuridão o que viu na luz».
O teólogo dominicano nasceu a 8 de abril de 1904 em Sedan, França. Durante a Primeira Guerra Mundial a sua casa é ocupada pelos alemães e o jovem Congar escreve vários diários sobre a longa permanência germânica.
Durante os anos 20, após o armistício, passa três anos num convento carmelita, onde encontra a filosofia tomista veiculada pela leitura das obras do filósofo católico Jacques Maritain e de Lagrange. Mais tarde sente-se atraído pela vida beneditina, o que o leva a passar algum tempo com esta congregação. Em 1925, nova mudança: entra no noviciado dos frades dominicanos em Amiens, de onde não voltaria a sair.
Terminado o noviciado, segue os seus estudos teológicos no Seminário de Le Saulchoir in Etiolles, perto de Paris, onde se fazia sentir a preponderância dada à teologia histórica e onde tem como professor Marie-Dominique Chenu.
Sente-se chamado a trabalhar na causa ecuménica. Após a ordenação sacerdotal, em 1930, escolhe como tema da sua tese “A Unidade da Igreja”, pela qual haveria sempre de se bater.
Enquanto docente no Seminário de Le Saulchoir toma contacto com o teólogo protestante Karl Barth, de quem se torna amigo. Na primavera de 1932 conhece D. Lambert Beauduin, que a pedido do Papa Pio XI havia fundado um mosteiro de monges de rito oriental e ocidental. Ainda em 1932 conhece o Abbé Courtier, que foi o preponente da oração universal pela unidade dos cristãos. Desta amizade nasce o convite feito em 1936 a Congar para realizar um conjunto de sermões no primeiro Oitavário pela Unidade dos Cristãos, na histórica paróquia do Sacré Coeur, em Paris. Estas pregações estiveram na origem, em 1937, do seu livro “Cristianismo dividido: um estudo católico sobre o problema da reunião”. O livro chamou a atenção da autoridade eclesial. As suas intervenções sobre a unidade do cristianismo tornam-se um aspeto importante na sua vida e no seu ministério.
Em 1939, início da 2.ª Guerra Mundial, foi chamado para o exército francês, como capelão. De 1940 a 1945 foi feito prisioneiro de guerra pelos alemães em Colditz.
Após o conflito, Congar continuou a ensinar e a escrever, tornando-se um dos mais influentes teólogos católicos em matéria de eclesiologia e ecumenismo, influenciando inclusive o pensamento de Karol Wojtyla, futuro papa João Paulo II.
Em 1947 vê recusado o pedido de publicar um artigo que lhe fora encomendado pelo Conselho Mundial da Igrejas. E durante o pontificado de Pio XII é proibido de ensinar e publicar. Em obediência, retira-se no ano de 1954 para Jerusalém.
Após a eleição do cardeal Roncalli para papa (João XXIII) dá-se a convocação do 2.º Concílio Ecuménico do Vaticano. O padre Congar foi, em 1960, consultado para as comissões de preparação. Tomou parte do Concílio (1962-1965) como perito. Ao que parece é notória a sua influência em muitos dos documentos finais.
Viria a ser ‘feito’ cardeal pelo papa João Paulo II, no ano de 1994, mas por impossibilidade de saúde não pôde tomar parte no consistório.
Yves Congar morreria a 22 de junho de 1995, com 89 anos de idade. A sua vida foi como a do sementeiro paciente que soube aliar à paciência e à cruz a virtude da esperança: «A cruz é a condição de toda a obra sagrada. Deus está no trabalho, que nos parece uma cruz. Apenas por seu intermédio as nossas vidas adquirem uma certa autenticidade e profundidade… Só quando um homem sofreu pelas suas convicções é que ele reconhece nelas uma certa força, uma certa qualidade do inegável, e ao mesmo tempo, o direito de ser ouvido e respeitado».
L. Oliveira Marques
in SNPC
terça-feira, 15 de março de 2011
Um teólogo do Vaticano II
Bernard Häring
Bernard Häring foi o 11.º de 12 irmãos. O seu pai abandonou os estudos para ir trabalhar para o campo, trabalhando na herdade da esposa.
Quando confrontado com a pergunta sobre o papel que a fé desempenhava em sua casa, respondeu: «Como o ar que se respira. Crescemos escutando os nossos pais a rezar. A minha mãe pela manhã e pela noite dava-nos a sua bênção convidando-nos a fazer o sinal da cruz. Nas longas noites de inverno, passadas na companhia de muitos amigos que frequentemente ficavam em nossa casa, ela lia uma página da Sagrada Escritura, convidando-nos depois a todos a uma oração comum».
De seus pais guardava uma memória feliz, pois estes, segundo diz o próprio padre Häring, educaram todos os filhos na virtude do altruísmo.
Häring nasceu a 10 de novembro de 1912 em Württemberg, Alemanha. Com doze anos entra no seminário, pois desejava ser missionário, como os jesuítas Francisco Xavier e Mateus Ricci. A sua decisão vocacional concretiza-se em 1933 e, apesar da sua sedução pela Companhia de Jesus, entra nos Redentoristas, onde tinha estudado. Nesse tempo manifestou ao superior que gostaria de ser missionário no Brasil. Os seus caminhos, contudo, haveriam de ser outros.
Häring nasceu a 10 de novembro de 1912 em Württemberg, Alemanha. Com doze anos entra no seminário, pois desejava ser missionário, como os jesuítas Francisco Xavier e Mateus Ricci. A sua decisão vocacional concretiza-se em 1933 e, apesar da sua sedução pela Companhia de Jesus, entra nos Redentoristas, onde tinha estudado. Nesse tempo manifestou ao superior que gostaria de ser missionário no Brasil. Os seus caminhos, contudo, haveriam de ser outros.
Entra na congregação de Santo Afonso Maria de Ligório, em Gars am Inn, perto de Munique, três meses depois de Hitler subir ao poder. Quando iniciou os estudos de Teologia, sentia-se inclinado para a Filosofia, mas gostava também de História da Igreja e de Sagrada Escritura. Todavia, o seu provincial comunicou-lhe que os professores achavam que devia estudar Moral. Aceitou por obediência, como confessará, mas acaba por se apaixonar por aquela disciplina depois de ler a obra do teólogo Tilmann.
Foi ordenado padre no dia 7 de maio de 1939, no ano em que teve início a 2.ª Guerra Mundial, com a invasão da Polónia pela Alemanha nazi. Em setembro desse ano o jovem padre alistou-se no exército, onde serviu conjuntamente com estudantes de medicina, sacerdotes e estudantes de teologia numa secção sanitária, primeiro na Polónia, depois na França e ainda na Rússia. É aqui que participa na batalha de Leninegrado, que o marcará para sempre. Mais tarde reconhece que este confronto, assim como a própria experiência da guerra, contribuíram para o nascimento da sua obra fundamental – “A Lei de Cristo”.
Em 1945, após o fim da guerra, regressa à Alemanha, mas agora para Estugarda. Continuava a querer ser missionário no estrangeiro. Mas o superior da congregação recomenda que volte a estudar e faça o doutoramento, que conclui em 1947.
Obtido este grau académico, começa a lecionar no Seminário de Gars. Dois anos depois o novo provincial pretende abrir nova universidade em Roma, a futura Academia Alfonsiana, dedicada à Teologia Moral, destinada a formar os religiosos redentoristas e depois aberta a todos. Em 1948 é enviado para Roma por um semestre para conhecer a realidade da cidade e ajudar na edificação do projeto. A instituição abriu em 1957 e o padre Häring permaneceu nela 30 anos desde a inauguração, ou seja, até 1987.
Com Congar, Chenu, de Lubac e Rahner, é chamado a participar no Concílio Vaticano II (1962-1965), primeiro na comissão preparatória e, mais tarde, como perito. Foi secretário na sub-comissão encarregue de elaborar o documento que viria a ser intitulado ‘Gaudium Et Spes’, a constituição sobre a presença da Igreja no mundo. Neste tempo conhece o cardeal Karol Wojtyla, futuro Papa João Paulo II, que integra a comissão em 1964.
Häring escreveu mais de 80 livros, entre os quais se destaca “Livres e fiéis em Cristo” (1979), em três volumes, e mais de mil artigos. Morreu a 2 de julho de 1998 em Gars, Alemanha, onde regressou após a docência em Roma.
Por L. Oliveira Marques, in SNPC
domingo, 21 de novembro de 2010
Combate moral e cultural de um intelectual: retrato de um Papa
"É garantido que o percurso de vida de Joseph Ratzinger fará tremer qualquer liberal assim como a sua erudição europeia e clássica não se enquadra com uma cultura que levou o filistinismo e a ironia a um nível tal de autoconvencimento que se torna paródia de si próprio." A frase, da autoria do historiador Michael Burleigh, resume em si a vida e os tempos vividos por Bento XVI.
Intelectual por natureza - não falando sequer das obras próprias, bastará referir os debates com os filósofos Jurgen Habermas e Marcello Pera -, Joseph Ratzinger entende que toda a acção humana não pode ser separada de uma dimensão moral, assente em fundamentos permanentes, mas atenta ao momento histórico. Na sua recente viagem à Grã-Bretanha não podia ter sido mais claro: "Não se contentem com modelos de segunda categoria", disse aos jovens de um país expoente, em termos de cultura popular, do mais radical relativismo.
Perito do Concílio Vaticano II aos 35 anos, senhor de uma erudição que abrange de Santo Agostinho à Escola de Frankfurt e John Rawls, Ratzinger desde o início do seu papado que se bate pela defesa da identidade cristã da Europa - o seu nome enquanto sucessor de Pedro é todo um programa nesse sentido.
E também enquanto intelectual tem defendido um debate aberto e plural com outras correntes, como revela o conteúdo da intervenção programada para a Universidade de La Sapienza, em 2008. Intervenção que foi impedido de proferir numa clara manifestação do ambiente político-cultural que determina a actualidade. Por isso, enquanto homem de cultura, o Papa sabe que esta se ganha ou se perde no plano espiritual.
in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010
Ler no blogue
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/ecos-em-portugal-as-palavras-de-bento.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/3-reaccoes-abertura-de-bento-xvi-ao-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/as-novas-declaracoes-do-papa-em-relacao.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/anuncio-do-papa-sobre-preservativos-e.html
sábado, 6 de novembro de 2010
Mas afinal, o que é a santidade?
Sophia de Mello Breyner naquele conto tão conhecido, “O retrato de Mónica”, explica que a poesia é-nos dada uma vez e quando dizemos que não ela afasta-se. O amor é-nos dado algumas vezes, e também se o recusamos ele distancia-se de nós. Mas a santidade é-nos dada todos os dias como possibilidade. E se a recusamos teremos de a recusar todos os dias da nossa vida, porque quotidianamente a santidade se avizinha de nós.
Contudo, fizemos da santidade uma coisa tão extraordinária, abstrata e inalcançável, que quase não ousamos falar dela. Muito menos no espaço público. De certa forma, habituámo-nos a olhar para a experiência cristã como que acontecendo a duas velocidades: o caminho heróico dos santos e a frágil estrada que é aquela de todos os outros, e por maior razão a nossa. Ora esta concepção de santidade não pode estar mais longe daquilo que a tradição cristã propõe, pela qual pugnou e pugna. O Concílio Vaticano II, por exemplo, deixa bem claro: a santidade é vocação mais inclusiva e comum. Mas é preciso entender de que falamos quando falamos de santidade.
Bastar-nos-ia certamente ler as bem-aventuranças. Jesus não diz que os bens aventurados são os outros, os que não estão ali. Jesus olha para a multidão e começa a dizer: “bem-aventurados vós os pobres”, “bem-aventurados vós os aflitos”, “bem-aventurados vós os misericordiosos”. O quê que isto quer dizer? Que são, no fundo, as nossas pobrezas, fragilidades, aflições, mansidões, procuras de justiça, sedes de verdade, a nossas buscas por um coração puro, que dão a substância da bem-aventurança, a matéria da santidade.
É naquilo que somos e fazemos, no mapa vulgaríssimo de quanto buscamos, na humilde e mesmo monótona geografia que nos situa, na pequena história que dia-a-dia protagonizamos que podemos ligar a terra e o céu. Falar de santidade em chave cristã passou a ser isso: acreditar que a humanidade do homem se tornou morada do divino de Deus.
José Tolentino Mendonça
In Página 1, a 4 de Novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Boicote à missa: revolução na Igreja católica?
A reportagem é de Patsy McGarry, publicada no jornal Irish Times, a 20 de Agosto de 2010. Mensagem baseada na tradução de Moisés Sbardelotto, publicada no Riacho a 23/08:
O comentador religioso norte-americano Robert Blair Kaiser afirmou num discurso que, a propósito das notícias (...) sobre a convocação de Jennifer Sleeman (80 anos) para um boicote à missa dominical do dia 26 de Setembro em protesto contra o tratamento do Vaticano para com as mulheres, "essa avó de Cork" pode "já ter começado uma revolução".
"Ela obviamente acredita no que eu acredito, que podem ter voz e voto na sua própria Igreja e ainda ser católicos e, ao mesmo tempo, irlandeses", disse.
Autor de 13 livros, muitos sobre a reforma da Igreja Católica, Kaiser foi homenageado com um prémio Overseas Press Club pela sua cobertura do Concílio Vaticano II como correspondente da revista Time.
(…) Sobre o tema "Reforma da Igreja Católica: Tronos nunca mais", afirmou que, "até à revolução coperniciana, os monarcas exerceram o controlo absoluto sobre seus súbditos por direito divino. Mas quando os povos do mundo, informados sobre uma nova cosmologia, colocaram o direito divino dos reis na lixeira da história, eles esqueceram-se de também atirar ao lixo o direito divino dos papas".
E enfatizou: "Não estou a atacar a nossa fé católica. Estou a falar sobre a tirania especial e corrosiva que os papas têm exercido sobre os católicos em todos os lugares".
…
"Durante mil anos, os papas promoveram uma Igreja clerical em vez de uma Igreja de Jesus. Os Padres do Concílio Vaticano II trabalharam durante sérios quatro anos para devolver a Igreja ao povo. E os papas João Paulo II e Bento XVI passaram os 30 anos seguintes a anular os seus trabalhos e a permitir que a corrupção reinasse, um movimento que deixou a nossa Igreja, que é o corpo de Cristo na terra, despedaçada".
"Vocês podem ajudar a criar uma Igreja do povo?", questionou. "Sim! Podem, se quiserem. Nesse contexto, eu gostaria de citar o papa João Paulo II. Em 1978, ele foi a Varsóvia e disse a milhões de polacos: 'Podem recuperar o vosso país se o exigirem'. Vocês poderiam dizer a mesma coisa: 'Nós podemos recuperar a nossa Igreja se o exigirmos' ".
"Os polacos estavam a lutar contra todas as probabilidades – o próprio poderio militar da União Soviética. Mas venceram a batalha".
"As notícias da última década sobre a nossa Igreja em ruínas e que abusa da sua autoridade podem querer dizer que a mudança já está a acontecer, e a acontecer mais rápido do que se pensa".
Em resposta, o vice-director do jornal Irish Catholic, Michael Kelly, disse que o clericalismo na Igreja "foi o cerne do escândalo dos abusos sexuais". Por "clericalismo", referia-se a "uma mentalidade elitista, com estruturas e padrões de comportamento a ela associados, que partem do princípio que os clérigos são intrinsecamente superiores aos outros membros da Igreja e que merecem automaticamente deferência. A passividade e a dependência são a sina dos leigos".
http://riacho.blogs.sapo.pt/139570.html
O comentador religioso norte-americano Robert Blair Kaiser afirmou num discurso que, a propósito das notícias (...) sobre a convocação de Jennifer Sleeman (80 anos) para um boicote à missa dominical do dia 26 de Setembro em protesto contra o tratamento do Vaticano para com as mulheres, "essa avó de Cork" pode "já ter começado uma revolução".
"Ela obviamente acredita no que eu acredito, que podem ter voz e voto na sua própria Igreja e ainda ser católicos e, ao mesmo tempo, irlandeses", disse.
Autor de 13 livros, muitos sobre a reforma da Igreja Católica, Kaiser foi homenageado com um prémio Overseas Press Club pela sua cobertura do Concílio Vaticano II como correspondente da revista Time.
(…) Sobre o tema "Reforma da Igreja Católica: Tronos nunca mais", afirmou que, "até à revolução coperniciana, os monarcas exerceram o controlo absoluto sobre seus súbditos por direito divino. Mas quando os povos do mundo, informados sobre uma nova cosmologia, colocaram o direito divino dos reis na lixeira da história, eles esqueceram-se de também atirar ao lixo o direito divino dos papas".
E enfatizou: "Não estou a atacar a nossa fé católica. Estou a falar sobre a tirania especial e corrosiva que os papas têm exercido sobre os católicos em todos os lugares".
…
"Durante mil anos, os papas promoveram uma Igreja clerical em vez de uma Igreja de Jesus. Os Padres do Concílio Vaticano II trabalharam durante sérios quatro anos para devolver a Igreja ao povo. E os papas João Paulo II e Bento XVI passaram os 30 anos seguintes a anular os seus trabalhos e a permitir que a corrupção reinasse, um movimento que deixou a nossa Igreja, que é o corpo de Cristo na terra, despedaçada".
"Vocês podem ajudar a criar uma Igreja do povo?", questionou. "Sim! Podem, se quiserem. Nesse contexto, eu gostaria de citar o papa João Paulo II. Em 1978, ele foi a Varsóvia e disse a milhões de polacos: 'Podem recuperar o vosso país se o exigirem'. Vocês poderiam dizer a mesma coisa: 'Nós podemos recuperar a nossa Igreja se o exigirmos' ".
"Os polacos estavam a lutar contra todas as probabilidades – o próprio poderio militar da União Soviética. Mas venceram a batalha".
"As notícias da última década sobre a nossa Igreja em ruínas e que abusa da sua autoridade podem querer dizer que a mudança já está a acontecer, e a acontecer mais rápido do que se pensa".
Em resposta, o vice-director do jornal Irish Catholic, Michael Kelly, disse que o clericalismo na Igreja "foi o cerne do escândalo dos abusos sexuais". Por "clericalismo", referia-se a "uma mentalidade elitista, com estruturas e padrões de comportamento a ela associados, que partem do princípio que os clérigos são intrinsecamente superiores aos outros membros da Igreja e que merecem automaticamente deferência. A passividade e a dependência são a sina dos leigos".
http://riacho.blogs.sapo.pt/139570.html
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sábado, 9 de outubro de 2010
A Diversidade promove a Unidade
A Igreja e o Vaticano II: Um retrocesso (5ª e última parte)
conclusão do discurso de Kevin Dowling, bispo de Rustenburg (África do Sul)
A meu ver, deveríamos ter uma Igreja onde a liderança reconhecesse e incentivasse o acto de tomar decisões ao nível apropriado das Igrejas locais; onde a liderança local escutasse e discernisse em conjunto com o povo de Deus desse local o que “o Espírito diz à Igreja”, e então articulasse o resultado como um consenso da comunidade de fé, de oração e que isso servisse. Precisamos ter fé em Deus e confiança no povo de Deus para, como pode parecer a alguns (ou a muitos), correr um risco. A Igreja poderia enriquecer com o resultado de uma diversidade que integrasse verdadeiramente os valores socioculturais e a percepção de uma fé viva e em evolução, juntamente com o reconhecimento de como tal diversidade poderia promover unidade dentro da Igreja – sem exigir, portanto, uniformidade com vista a ser verdadeiramente autêntica.
A diversidade na vida e na prática, como uma expressão do princípio de subsidiariedade, tem sido retirada das igrejas locais em todo o mundo através da centralização da tomada de decisões pela parte do Vaticano. Além disso, a ortodoxia está cada vez mais identificada com as opiniões e os pontos de vista conservadores sobre o mundo, com a consideração de que tudo o que é rotulado de “liberal” tanto é suspeito como não ortodoxo e por isso, deve ser rejeitado como um perigo à fé do povo.
Há algum caminho que nos conduza em frente? Isto é uma luta minha, especialmente vendo a divisão aparente do propósito e da visão na Igreja. Como reconciliar tais visões ou modelos de Igreja tão diferentes? Eu não tenho resposta, apenas defendo que temos de encontrar uma atitude de respeito e reverência pela diferença e diversidade enquanto procuramos uma unidade viva na Igreja. Que as pessoas sejam autorizadas, e que lhes sejam dadas condições para encontrarem ou criarem o tipo de comunidade que expresse a sua fé e aspirações em relação às suas vidas cristãs e católicas, e ao compromisso da Igreja no mundo, (…) que haja um esforço para manter a tensão legítima e construtiva dentro das incertezas e ambiguidades que vierem, confiando na presença do Espírito Santo.
No cerne disto está a questão da consciência. Como católicos, temos de ser suficiente “sérios” para tomarmos decisões conscientes na nossa vida, no nosso testemunho, e nas nossas expressões de fé, espiritualidade, oração e interacção com o mundo – tendo uma consciência madura como base.
E, como convite para uma avaliação de consciência e decisões conscientes sobre as nossas vidas e participação no que é uma Igreja muito humana, concluo com a formulação ou o parecer dado por alguém como o teólogo Josef Ratzinger, actual Papa, quando era perito ou expert no Concílio Vaticano II:
“Acima do Papa, como expressão da reivindicação vinculativa da autoridade eclesiástica, encontra-se a própria consciência, que deve ser obedecida até mesmo, se necessário, contra a exigência da autoridade eclesiástica. Esta ênfase sobre o indivíduo, cuja consciência confronta um tribunal supremo e final, e aquele que, em última instância, está além da reivindicação de grupos sociais externos, mesmo a Igreja oficial, também estabelece um princípio em oposição ao crescente totalitarismo.” [1]
[1] Joseph Ratzinger in “Comentário sobre o Documento do Vaticano II”, Vol. V., pág. 134 (Ed) H. Vorgrimler, Nova Iorque, Herder and Herder, 1967).
Bispo Kevin Dowling C.Ss.R.
Cidade do Cabo, 1 de Junho de 2010
ver parte 1
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/o-vaticano-ii-em-aguas-de-bacalhau.html
ver parte 2
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/igreja-deveria-partir-do-principio-que.html
ver parte 3
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/seguir-os-principios-da-doutrina-social.html
ver parte 4
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/colegialidade-nas-decisoes-e.html
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=34406
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A Colegialidade nas decisões é inexistente
A Igreja e o Vaticano II: Um retrocesso (parte 4)
continuação do discurso de Kevin Dowling, bispo de Rustenburg (África do Sul)
Entretanto, penso que actualmente temos uma liderança que, na verdade, questiona exactamente a noção de subsidiariedade; os mínimos detalhes da vida e prática da Igreja “ao nível mais baixo” estão sujeitos à análise e autenticação da parte de um “nível mais alto”, (…) por exemplo, a autorização de linguagem e textos litúrgicos. Um dos princípios chave do concílio Vaticano II, a colegialidade nas tomadas de decisões, é virtualmente inexistente. O eminente emérito Arcebispo de Viena, Cardeal Franz König, em 1999 – quase 35 anos depois do Concílio Vaticano II – escreveu o seguinte: “(…) Intencionalmente ou não, as autoridades curiais que trabalham em conjunto com o Papa apropriaram-se da tarefa do Colégio Episcopal. (…)” (in "A minha visão da Igreja do Futuro", The Tablet, 27 de Março de 1999, p. 434).
O que leva a isto é, para mim, a mística que tem envolvido crescentemente a pessoa do Papa nos últimos 30 anos, de forma a que qualquer crítica ou questionamento às suas políticas, à sua forma de pensar, ao seu exercício de autoridade, são considerados como traição. (…) Quando a autoridade do Papa é estendida intencionalmente à cúria do Vaticano, existe a real possibilidade de que a inquestionável obediência às decisões humanas tomadas pelos departamentos curiais e cardeais sobre uma gama de questões, tornam-se na marca da fidelidade como católico, e tudo fora disso é interpretado como sendo desleal ao Papa (...).
Por isso, tornou-se cada vez mais difícil ao longo dos anos, para todo o Colégio de Bispos, ou numa dada região em particular, pôr em prática a liderança teologicamente baseada no serviço, discernir respostas apropriadas em relação à realidade e às necessidades socioeconómicas, culturais, litúrgicas, espirituais e pastorais; e ainda mais discordar ou procurar alternativas a políticas e decisões tomadas em Roma. E parece que cada vez mais a política de designar bispos “seguros”, inquestionáveis ortodoxos, e até muito conservadores para preencher dioceses vagas nos últimos 30 anos, faz com que cada vez menos o Colégio de Bispos – mesmo em conferências poderosas como nos Estados Unidos – questionem o que sai de Roma, e se o fazem, certamente não o farão publicamente.
Pelo contrário, há todo um esforço para tentar encontrar uma sintonia com os que estão no poder, o que significa que a posição romana acabará sempre por prevalecer. E, consequentemente, quando um bispo disser algo contrário, especialmente em público, a impressão ou julgamento dos restantes bispos será sempre de que estará “a desrespeitar a hierarquia”, e isto apenas confundiria os fiéis leigos – dizem – pois pareceria que os bispos não possuem unidade em relação aos ensinamentos e ao seu papel de líderes. A pressão, portanto, é no sentido da igualização.
... (continua)
ver parte 1http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/o-vaticano-ii-em-aguas-de-bacalhau.html
ver parte 2
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/igreja-deveria-partir-do-principio-que.html
ver parte 3
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/seguir-os-principios-da-doutrina-social.html
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=34406
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Seguir os princípios da Doutrina Social
A Igreja e o Vaticano II: Um retrocesso (parte 3)
continuação do discurso de Kevin Dowling, bispo de Rustenburg (África do Sul)
Porém, se a hierarquia da Igreja (…) ousa desaprovar ou criticar políticas económicas e sociopolíticas, quem planeia tais políticas ou mesmo os governos, também deve deixar-se criticar da mesma forma, em relação às suas políticas, à sua vida interna e, especialmente, ao seu modus operandi. Uma cultura e prática democrática, com foco na participação dos cidadãos e mantendo o dever de prestar contas pelos que são eleitos para governar, é cada vez mais desejada (…). Se a Igreja e a sua hierarquia declaram seguir os valores do Evangelho e os princípios da Doutrina Social da Igreja, então a sua vida interna, os seus métodos de governação e o seu uso da autoridade serão analisados com base no que nós acreditamos.
Vamos olhar, por exemplo, para um princípio da doutrina social com importância vital para a garantia da democracia participativa no domínio sociopolítico: a subsidiariedade.
Trabalhei 17 anos com a Conferência Episcopal (da África do Sul), no Departamento de Justiça e Paz. Após a nossa libertação política em 1994, constatámos que esta seria pouco relevante para a realidade dos pobres e marginalizados, se não resultasse na sua emancipação económica. Nós, portanto, decidimos que uma questão fundamental para a África do Sul pós 1994 era a justiça económica. Depois de muita discussão (…) emitimos uma Nota Pastoral em 1999: “Justiça Económica na África do Sul”. O seu foco principal foi necessariamente a economia. Entre outras coisas, tratou de cada um dos princípios da Doutrina Social da Igreja; apresento uma citação do tópico da subsidiariedade:
“O princípio da subsidiariedade protege os direitos dos indivíduos e grupos perante os poderosos, especialmente o Estado. Faz com que aquelas coisas que podem ser feitas ou decididas a um nível mais baixo da sociedade não sejam substituídas pelo que vem de um nível mais alto. Assim, reafirma o nosso direito e a nossa capacidade de decidirmos por nós, organizarmos os nossos relacionamentos e entrarmos em sintonia com os outros. (...) Nós podemos e deveríamos dar passos para encorajar tomadas de decisões nos níveis económicos mais baixos, e capacitar o maior número de pessoas a participar o mais possível na vida económica.” (…)
Aplicado à Igreja, o princípio de subsidiariedade requer que a hierarquia promova e encoraje activamente a participação, a responsabilidade pessoal e o empenho efectivo de todos, em âmbitos de vocação e ministério particular na Igreja e no Mundo, de acordo com suas possibilidades e dons.
... (continua)
ver parte 1
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/o-vaticano-ii-em-aguas-de-bacalhau.html
ver parte 2
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/igreja-deveria-partir-do-principio-que.html
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=34406
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A Igreja deveria partir do princípio que não tem todas as respostas de antemão
continuação do discurso de Kevin Dowling, bispo de Rustenburg (África do Sul)
Há que reconhecer que para um número significativo de jovens católicos, católicos adultos, padres e religiosos em todo o mundo, o modelo “restaurador” de Igreja que tem sido implementado nos últimos 30/40 anos é procurado e valorizado. Vai de encontro a uma necessidade que têm, dá-lhes uma sensação de pertencerem a algo com claros parâmetros e directrizes para a vida. Traz-lhes um sentido de segurança e clareza sobre o que é verdade e o que moralmente é certo ou errado, pois há uma estrutura de autoridade clara e forte (…) em que confiam absolutamente como sendo de origem divina.
O crescimento de grupos e organizações conservadores na Igreja nos últimos 40 anos ou mais, que atraem um grande número de adeptos, levou a um fenómeno que eu considero difícil de lidar. Uma igreja com um olhar “para dentro”, atemorizante, ou até antagónico, em relação a um mundo secular com o “perigo” concomitante do relativismo, especialmente em relação à verdade e à moralidade – frequentemente referido pelo papa Bento XVI. Uma igreja que dá uma impressão de “sair pela retaguarda”, e que confia numa autoridade forte centralizada para garantir a unidade através da uniformidade do credo e da prática perante semelhantes perigos. Há medo de, caso fosse autorizada qualquer liberdade de decisão sem supervisão e controlo, mesmo em questões menos importantes, se poder abrir a porta para a divisão e para o colapso da unidade da Igreja.
Isto acontece por uma “visão” fundamentalmente diferente na Igreja e da Igreja. Onde é que actualmente podemos encontrar os grandes líderes teológicos e pensadores do passado, como o Cardeal Frings de Colónia (Alemanha) e Alfrink de Utrecht (Holanda), e os grandes bispos profetas dos quais as vozes e testemunhos foram uma chamada de trombeta pela justiça, direitos humanos e uma comunidade global de distribuição justa – o testemunho do Arcebispo Romero de El Salvador, as vozes dos cardeais Arns e Lorscheider, e os bispos D. Hélder Câmara e Casadaliga do Brasil? Novamente, quem no mundo de hoje, “por ai”, ainda dá ouvidos, ou pelo menos aprecia ou permite ser desafiado pela liderança da Igreja na actualidade? Penso que a autoridade moral da liderança da Igreja nunca esteve tão fraca. É, portanto, importante, no meu ponto de vista, que a liderança da Igreja, ao invés de dar uma impressão do seu poder, privilégio e prestígio, deveria ser experimentada como ministério humilde, em busca conjunta com as pessoas, para discernir a resposta mais apropriada ou viável que poderia servir para complexificar as questões éticas e morais – uma liderança, portanto, que não presume ter constantemente todas as respostas.
... (continua)
ver parte 1
O Vaticano II em "águas de bacalhau"
Kevin Dowling, bispo de Rustenburg (África do Sul), proferiu um discurso que teve uma grande repercussão nos países anglófonos. Um grupo de “católicos leigos influentes” pediu-lhe que dissesse algo sobre a situação actual da Igreja.
O discurso de D. Kevin Dowling foi publicado no site National Catholic Reporter no dia 8 de Julho de 2010.
“The Southern Cross (jornal católico semanal da África do Sul) (…) publicou uma fotografia do bispo Slattery com sua cappa magna. Para mim, tal demonstração, que representa o triunfalismo, numa Igreja despedaçada por escândalos de abusos sexuais, é muito infeliz. O que aí aconteceu reproduziu as marcas de uma corte real medieval, não a liderança humilde e servidora demonstrada por Jesus. Mas parece-me que isto é também um símbolo do que tem ocorrido na Igreja (…) – e isto é (…) o desmantelamento cuidadosamente planeado da teologia, da eclesiologia, da visão pastoral, (…) da “abertura das janelas” do Concílio Vaticano II –, (…) [restaurando-se] um modelo de Igreja anterior, mais controlável através de uma estrutura de poder cada vez mais centralizada. Estrutura essa que agora controla tudo na vida da Igreja através de uma rede de congregações do Vaticano, lideradas por cardeais que asseguram a estrita observância do que por eles é considerado “ortodoxo”. Aqueles que não obedecem arcam com censura e punição. Por exemplo, os teólogos que são proibidos de leccionar em faculdades católicas.
Assim, que não deixemos de destacar (…) este facto importante: o Vaticano II foi um concílio ecuménico, ou seja, um exercício solene do Magistério da Igreja, ou ainda, o colégio de bispos reunidos com o bispo de Roma exercitando uma função de ensino para toda a Igreja. Por outras palavras, a sua visão, os seus princípios e directivas, devem ser seguidos e implementados por todos, do Papa ao camponês lavrador nas Honduras.
Desde o concílio Vaticano II, não houve tal exercício de autoridade de ensino do magistério. Em vez disso, uma série de decretos, declarações e decisões, (…) mas na realidade são simplesmente as interpretações ou opiniões teológicas ou pastorais dos que têm poder no centro da Igreja. Eles não foram definidos solenemente como pertencentes ao “depositário da Fé” para serem (…) seguidos por todos os católicos, como outros dogmas solenemente proclamados.
Quando trabalhei internacionalmente, a partir da minha base congregacional religiosa em Roma, de 1985 a 1990 - Dowling é Redentorista [Congregação do Santíssimo Redentor] -, (…) uma das minhas responsabilidades era a construção da Pastoral de Jovens em conjunto com as nossas comunidades nos países europeus, onde tantos jovens estavam longe da Igreja. Desenvolvi relações com muitas centenas de jovens católicos que procuravam de forma sincera, bem abertos a questões de injustiça, pobreza e miséria no mundo, conscientes da injustiça estrutural nos sistemas políticos e económicos que dominam o mundo. Eles sentiam cada vez mais que a Igreja “oficial” não estava apenas a perder a noção da realidade, mas a dar mau testemunho às aspirações de católicos pensadores e conscientes, que procuram uma experiência diferente de Igreja.
Por outras palavras, procuravam uma experiência que os deixasse acreditar que a Igreja a que pertenciam possuia algo de relevante para dizer e testemunhar neste mundo desafiante em que vivemos. Muitos, mas mesmo muitos destes jovens, desde então, deixaram a Igreja definitivamente.
[1] a fotografia desta capa encontra-se na mensagem abaixo: Será que a Igreja reconhece Jesus Cristo?
O discurso de D. Kevin Dowling foi publicado no site National Catholic Reporter no dia 8 de Julho de 2010.
A Igreja e o Vaticano II: Um retrocesso (parte 1)
[devido à extensão do texto, será publicado em diferentes mensagens]
Dowling começou a palestra lendo uma nota do correspondente do National Catholic Reporter em Washington, Jerry Filteau, sobre uma Missa Latina celebrada em Abril passado na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição nesta cidade. Edward Slattery, bispo de Tulsa, celebrou a missa envergando a cappa magna [1], um “adereço” litúrgico vermelho brilhante com quase 20 metros, um dos símbolos do renascimento da missa tridentina.“The Southern Cross (jornal católico semanal da África do Sul) (…) publicou uma fotografia do bispo Slattery com sua cappa magna. Para mim, tal demonstração, que representa o triunfalismo, numa Igreja despedaçada por escândalos de abusos sexuais, é muito infeliz. O que aí aconteceu reproduziu as marcas de uma corte real medieval, não a liderança humilde e servidora demonstrada por Jesus. Mas parece-me que isto é também um símbolo do que tem ocorrido na Igreja (…) – e isto é (…) o desmantelamento cuidadosamente planeado da teologia, da eclesiologia, da visão pastoral, (…) da “abertura das janelas” do Concílio Vaticano II –, (…) [restaurando-se] um modelo de Igreja anterior, mais controlável através de uma estrutura de poder cada vez mais centralizada. Estrutura essa que agora controla tudo na vida da Igreja através de uma rede de congregações do Vaticano, lideradas por cardeais que asseguram a estrita observância do que por eles é considerado “ortodoxo”. Aqueles que não obedecem arcam com censura e punição. Por exemplo, os teólogos que são proibidos de leccionar em faculdades católicas.
Assim, que não deixemos de destacar (…) este facto importante: o Vaticano II foi um concílio ecuménico, ou seja, um exercício solene do Magistério da Igreja, ou ainda, o colégio de bispos reunidos com o bispo de Roma exercitando uma função de ensino para toda a Igreja. Por outras palavras, a sua visão, os seus princípios e directivas, devem ser seguidos e implementados por todos, do Papa ao camponês lavrador nas Honduras.
Desde o concílio Vaticano II, não houve tal exercício de autoridade de ensino do magistério. Em vez disso, uma série de decretos, declarações e decisões, (…) mas na realidade são simplesmente as interpretações ou opiniões teológicas ou pastorais dos que têm poder no centro da Igreja. Eles não foram definidos solenemente como pertencentes ao “depositário da Fé” para serem (…) seguidos por todos os católicos, como outros dogmas solenemente proclamados.
Quando trabalhei internacionalmente, a partir da minha base congregacional religiosa em Roma, de 1985 a 1990 - Dowling é Redentorista [Congregação do Santíssimo Redentor] -, (…) uma das minhas responsabilidades era a construção da Pastoral de Jovens em conjunto com as nossas comunidades nos países europeus, onde tantos jovens estavam longe da Igreja. Desenvolvi relações com muitas centenas de jovens católicos que procuravam de forma sincera, bem abertos a questões de injustiça, pobreza e miséria no mundo, conscientes da injustiça estrutural nos sistemas políticos e económicos que dominam o mundo. Eles sentiam cada vez mais que a Igreja “oficial” não estava apenas a perder a noção da realidade, mas a dar mau testemunho às aspirações de católicos pensadores e conscientes, que procuram uma experiência diferente de Igreja.
Por outras palavras, procuravam uma experiência que os deixasse acreditar que a Igreja a que pertenciam possuia algo de relevante para dizer e testemunhar neste mundo desafiante em que vivemos. Muitos, mas mesmo muitos destes jovens, desde então, deixaram a Igreja definitivamente.
[1] a fotografia desta capa encontra-se na mensagem abaixo: Será que a Igreja reconhece Jesus Cristo?
... (continua)
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=34406
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Porque estou aqui
Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.
Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.
Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.
Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.
Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.
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As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.
As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.
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