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domingo, 5 de setembro de 2010

Águas agitadas

Vi hoje um filme profundamente perturbador e notável. O único sítio onde está em exibição em Lisboa é no UCI-Corte Inglés, numa única sessão (19h15). Chama-se Águas Agitadas e é um filme norueguês. É um tema pesado, tratado com uma limpeza escandinava e com interpretações soberbas. Em pano de fundo uma história do passado e outra do presente, Oslo e uma Igreja reformada (e descubram as diferenças entre esta e a Igreja católica romana)... e órgão de tubos como banda sonora omnipresente.

Passo a citar a sinopse e os créditos:
No seu último dia de cadeia e depois de cumprir uma longa pena pelo rapto e morte de uma criança, Yan Thomas (Pål Sverre Valheim Hagen) agarra-se à esperança de avançar com a sua vida em busca de uma segunda oportunidade. Depois de anos como organista da capela da cadeia, resolve candidatar-se a uma vaga numa igreja de Oslo onde, sem que ninguém desconfie do seu passado, acaba por conquistar o amor de Anna (Ellen Dorrit Petersen), a pastora, e o respeito e admiração de todos.

Tudo parece encarrilado até ao dia em que é reconhecido por Agnes (Trine Dyrholm), a mãe da criança a quem ele terá causado a morte. E Agnes, que ainda não ultrapassou a perda nem o sentimento de culpa pela morte do filho, exige saber o que verdadeiramente se passou naquele trágico dia de Inverno...

Último filme da trilogia do norueguês Erik Poppe começada com "Schpaaa" (1998) e "Hawaii.Oslo" (2004), uma história dramática sobre culpa, redenção e segundas oportunidades.

De: Erik Poppe
Com: Pål Sverre Valheim Hagen, Trine Dyrholm, Ellen Dorrit Petersen, Trond Espen Seim
Título original: Troubled Water
Género: Drama
Classificacao: M/16
NOR, 2008, Cores, 115 min

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