Rudolph Brazda (ver http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/ultimo-triangulo-rosa-sobrevivente-ao.html), o provável último sobrevivente deportado por homossexualidade nos campos nazis, oferece à luz dos seus 97 anos um testemunho único e surpreendente.
O antigo deportado deu à TÊTU a sua primeira grande entrevista, no número de janeiro de 2009, logo depois de ter sido "descoberto" por ocasião do memorial da deportação homossexual inaugurado em Berlim.
Foi então escrito um livro baseado na vida e nos depoimentos deste homem.
Para essa obra, Rudolf Brazda. Itinéraire d’un Triangle Rose, o autor, Jean-Luc Schwab, esteve durante largas centenas de horas com o antigo deportado e completou as suas descrições com os documentos da época, com outros testemunhos e com pesquisas nos arquivos alemães, checos Brazda é filho de pais checoslovacos emigrados para a Alemanha) e franceses.
«Esse trabalho de reconstituição foi apaixonante mas eu tive consciência que não se pode considerar exaustivo (…). Privilegiei a dúvida do historiador nas afirmações que não poderiam ser verificadas», explica o autor.
O testemunho de Rudolf Brazda constitui uma faceta de uma verdade histórica bem pouco documentada, a deportação por homossexualidade, mas conta também a vida de um homem com a capacidade de maravilhar sempre intacta apesar das provas e da sua idade avançada.
Nota:
Constrangido em Buchenwald a usar o «triângulo rosa», Rudolf foi submetido ao trabalho forçado. Os deportados homossexuais foram frequentemente submetidos à experiências médicas terríveis: injeções hormonais, por vezes lobotomias ou castrações.
http://www.institutoadediversidade.com.br/homofobia/livro-o-testemunho-surpreendente-do-ultimo-triangulo-rosa-sobrevivente/
ver ainda:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/significado-do-triangulo-rosa-e-do.html

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