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sábado, 8 de janeiro de 2011

ONU vota protecção dos direitos LGBT

Os activistas dos direitos homossexuais garantem que estes ainda são alvo de violência por causa da sua orientação sexual

Protecção dos direitos gays em votação na ONU


A Assembleia Geral das Nações Unidas [votou no dia 21 de Dezembro] a proposta de protecção especial a gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros, como mais uma das minorias cuja vida está sob ameaça.
 
Deverão os gays ter a mesma proteção que têm outras minorias cujas vidas estão sob ameaça? O tema está a gerar polémica dentro das Nações Unidas (ONU), com os Estados Unidos e associações defensoras dos direitos homossexuais a criticarem a exclusão do tema "orientação sexual" da proposta que hoje vai a votação.
A Assembleia Geral da ONU vota hoje a inclusão da protecção de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros em execuções extrajudiciais e assassinatos. Protecção essa que já é específica para crimes raciais, nacionais, étnicos, por motivos religiosos ou linguísticos, incluindo refugiados, indígenas e outros grupos. A proposta da inclusão da homossexualidade visa que todos os membros da ONU "investiguem pronta e aprofundadamente todos os assassinatos cometidos por motivações relativas à orientação sexual".

Contudo, na semana passada, um pedido de alteração da mesma, promovido por países árabes e africanos e aprovado pela ONU, levou à substituição da alínea referente à "orientação sexual" pela expressão "razões discriminatórias sem qualquer base". Esta alteração não agradou nem aos Estados Unidos nem aos defensores dos direitos homossexuais, que já expressaram a sua indignação: "Mesmo que estes países não apoiem os direitos gays, pelo menos deviam defender o nosso direito a não sermos mortos", afirmou a norte-americana Jessica Stern, da Comissão de Direitos Humanos Internacional Gay e Lésbica, sediada em Nova Iorque.

Gays alvo de violência discriminatória

Na entrevista ao jornal "The Guardian", a defensora dos direitos homossexuais deixou claro que "gays de todo o mundo continuam a ser alvos frequentes de violência devido à sua orientação sexual". Jessica Stern lembra ainda que tanto o Uganda, como os outros restantes 76 países que criminalizam a homossexualidade, estão a debater a hipótese de se juntarem às cinco nações que já a consideram um crime capital.

Na segunda parte da votação, que se realiza hoje, os países membros podem anular a decisão anterior que teve 79 votos pela exclusão da alínea "orientação sexual", contra apenas 70 votos contrários à retirada do termo. Os 43 Estados que ainda não votaram podem hoje ajudar a manter o tema da homossexualidade no documento oficial que deverá depois ser seguido em todo o mundo.

Os activistas lembram que só conseguiram obter a "atenção mínima" da ONU há uma década, não estando para já dispostos a prescindir dela.

In expresso, a 21 de Dezembro de 2010
http://aeiou.expresso.pt/proteccao-dos-direitos-gays-em-votacao-na-onu=f622238

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