«A meio do caminho desta vida
me vi perdido numa selva escura.
Este verso de Dante, num dos pórticos da sua Divina Comédia, mostra como há diferentes idades e tempos na nossa vida e como o chamado «meio da vida» nos traz a experiência da complexidade. Muitas vezes, a sensação que nos sobrevém é a de uma desorientação ou de um certo adormecimento interior. Olhamos e a vida tornou-se uma floresta. As evidências parecem-nos menos frequentes e acessíveis. O caminho faz-se, agora, através de ramos e folhagens, por vezes, árduas de transpor. Levamos mais tempo entre um ponto e outro, quando em outros tempos essa viagem nos parecia tão imediata, transparente e possível.
Jesus vem ao nosso encontro em todas as idades e o encontro com Ele torna cada estação uma hora de Graça. Há, de facto, uma possibilidade de Graça para o momento que estamos a viver. Jesus dialoga connosco em cada tempo. (...)»
José Tolentino Mendonça, In “A pergunta do meio do caminho” (publicado em "O tesouro escondido")
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