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quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Cinemateca em risco

A Cinemateca é um espaço único em Lisboa em que os filmes podem ser vistos a um preço simbólico e onde a escolha criteriosa dos títulos nos fazem percorrer a já longa história da indústria cinematográfica. É um espaço cultural onde já tenho feito descobertas no mínimo inesperadas e um autêntico museu mutável e dinâmico do Cinema. Aparentemente, como todas as áreas frágeis da cultura, corre graves riscos de se transformar em fumo. Das duas salas já só uma está em uso, o número de sessões diárias caiu drasticamente, muitas têm sido anuladas ou suspensas, já não há folhas de informação impressas nem o programa mensal em papel... 


Divulgo um alerta e um convite que uma amiga me fez chegar:



As imagens só existem com o fogo da projecção. Contudo, é possível queimar as imagens ao interditar a sua projecção como um auto da fé de livros. Marcel Hanoun 

Aos muito lá de casa a quem a Cinemateca importa,
e que lamentam as 13 sessões canceladas em Março e as 46 temporariamente suspensas em Abril, os filmes que não podem ser vistos porque os cortes no financiamento e a recente perda de autonomia -imposta pelo Ministério das Finanças- comprometem o transporte regular de cópias, o habitual programa estar reduzido a pobres fotocópias e o desdobrável apenas disponível on-line, e que lamentam e temem a interrupção do trabalho de restauro e o ANIM  estar em risco e com ele todos os filmes do nosso espólio cinematográfico, por haver quem no poder ainda se pergunte se o cinema é património, 
a quem os filmes possam vir a faltar,
 
encontro marcado na Cinemateca
no dia 13 de Abril, à sessão temporariamente suspensa das 19h30
 
para pensar em formas de acção (projecções, manifestos, ocupações)
pelo cinema que, no contínuo trabalho de coleccionar, preservar, documentar e apresentar, a Cinemateca permite existir.

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