Uma notícia realmente intrigante: parece haver algo de novo na posição do Papa em relação ao uso do preservativo:
Cidade do Vaticano – O Papa Bento XVI diz, num novo livro, que os preservativos podem ser justificados para prostitutos do sexo masculino com vista a parar a propagação do HIV, um comentário impressionante para uma igreja criticada pela sua oposição aos preservativos e por um pontífice que os "acusou" de piorarem a crise da SIDA.
O Papa fez os comentários num livro/entrevista com um jornalista alemão, "Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times" [1] , que será lançado na próxima Terça-feira. (...)
O ensinamento da Igreja sempre se opôs aos preservativos, porque são uma forma de contracepção artificial, embora nunca tenha divulgado uma política explícita sobre preservativos e HIV. O Vaticano tem sido duramente criticado pela sua oposição.
Bento XVI afirmou que os preservativos não são uma solução moral. Mas disse que nalguns casos, por exemplo os prostitutos do sexo masculino, pode ser justificado, "com o intuito de reduzir o risco de infecção."
Bento chamou a isto "um primeiro passo num movimento para uma forma diferente, uma maneira mais humana de viver a sexualidade."
Ele usou como exemplo os prostitutos do sexo masculino, para quem a contracepção não é um problema, ao contrário dos casais em que um dos cônjuges está infectado. O Vaticano tem estado sob pressão até mesmo da parte de alguns representantes da Igreja em África, para justificar o uso do preservativo em casais monogâmicos, com vista a proteger o cônjuge não infectado de ser infectado.
Bento XVI instigou a indignação das Nações Unidas, dos governos europeus e dos activisitas pela causa, quando disse a repórteres a caminho de África em 2009, que o problema da SIDA no continente não podia ser resolvido através da distribuição de preservativos.
"Pelo contrário, aumenta o problema", afirmou nessa altura.
O jornalista Peter Seewald, que entrevistou Bento durante seis dias no último Verão, reincidiu nos comentários ao preservativo em África e perguntou-lhe se não seria "loucura" para o Vaticano o facto de proibir o uso preservativos a uma população de alto risco.
"Pode ser verdade no caso de alguns indivíduos, talvez quando um prostituto usa um preservativo, em que isso pode ser um primeiro passo no sentido de uma moralização, uma primeira forma de responsabilidade", disse Bento.
Mas salientou que não era a forma de lidar com o mal do HIV. (...)
Reiterou a posição da Igreja em que a abstinência e a fidelidade conjugal são a única forma segura de prevenir HIV.
(...)
[1] "Luz do Mundo: o Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos"
por Nicole Winfield e Frances D'emilio, Associated Press (20 de Novembro de 2010)
traduzida por rioazur para o moradasdedeus
http://news.yahoo.com/s/ap/eu_pope_condoms

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