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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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sábado, 2 de novembro de 2013

O Rei, segundo Fernando Pessoa

O Rei

O Rei, cuja coroa de oiro é luz
Fita do alto do throno os seus mesquinhos.
Ao meu Rei coroaram-O de espinhos
E por throno Lhe deram uma cruz.

O olhar fito do Rei a si conduz
Os olhares fitados e visinhos
Mas mais me fitam, e mortas sem carinhos,
As palpebras descidas de Jesus.

O Rei falla, e um seu gesto tudo prende,
O som da sua voz tudo transmuda.
E a sua viva majestade esplende;

Meu Rei morto tem mais que majestade:
Falla a Verdade nessa bocca muda;
Suas mãos presas são a Liberdade.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Reis com Sophia

A estrela


Eu caminhei na noite
E entre o silêncio e frio
Só uma estrela secreta me guiava.

Grandes perigos na noite me apareceram:
Da minha estrela julguei que eu a julgara
Verdadeira sendo ela só reflexo
Duma cidade a néon enfeitada.

A minha solidão me pareceu coroa.
Sinal de perfeição em minha fronte.
Mas vi quando no vento me humilhava
Que a coroa que eu levava era dum ferro
Tão pesado, que toda me dobrava.

Do frio das montanhas eu pensei:
“Minha pureza me cerca e me rodeia”.
Porém meu pensamento apodreceu
E a pureza as coisas cintilava
E eu vi que a limpidez não era eu.

E a fraqueza da carne e a miragem do espírito

Em monstruosa voz se transformaram:
Pedi às pedras do monte que falassem
Mas elas como pedras se calaram.
Sozinha me vi, delirante e perdida.

E eu caminhei na noite; minha sombra
De gestos desmedidos me cercava
Silêncio e medo
Nos confins dos desertos caminhavam:
Então vi chegar ao meu encontro
Aqueles que uma estrela iluminava
E assim me disseram: “Vem connosco
Se também vens seguindo aquela estrela”.
Então soube que a estrela me seguia.

Era real e não imaginada.
Grandes e humanas miragens nos mostraram
Em direcções distantes nos chamaram
E a sombra dos três homens sobre a terra
Ao lado dos meus passos caminhava.
E eu espantada vi que aquela estrela
Para cidade dos homens nos guiava.

E a estrela do céu parou em cima
duma rua sem cor e sem beleza
Onde a luz tinha o mesmo tom que a cinza
Longe do verde-azul da Natureza.

Ali não vi as coisas que eu amava
Nem o brilho do sol nem o da água.
Ao lado do hospital e da prisão
Entre o agiota e o templo profanado
Onde a rua é mais negra e mais sem luz
E onde tudo parece abandonado
Um lugar pela estrela foi marcado.

Nesse lugar pensei: Quando deserto
Atravessei para encontrar aquilo
Que morava entre os homens tão perto.


Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Em Braga ouve-se "Do Natal aos Reis"

Concerto Do Natal aos Reis

O Auditório Vita, em Braga, vai receber na Capela anexa do Seminário de Nossa Senhora da Conceição o Ensemble Clepsidra para um concerto denominado “Do Natal aos Reis”, a 8 de janeiro às 21h30.


O programa inclui vilancicos, negros e cantos tradicionais portugueses, numa sequência narrativa que parte do nascimento de Jesus até à visita dos reis do Oriente, e alterna composições do Cancioneiro de Upsala com peças de Gaspar Fernandes, Frei Filipe da Madre de Deus e Fernando Lopes-Graça.

O Ensemble Clepsidra é dirigido pelo Maestro José Luís Borges Coelho desde a sua fundação, em 2006, e dedica-se à pesquisa, estudo e execução de repertório vocal dos séculos XVI-XVIII, dando particular relevo ao repertório ibérico de música cortesã e sacra e concebendo diferentes projetos que integram a música, a dança e a representação historicamente fundamentadas. Paralelamente, presta também particular atenção à interpretação de obras de autores portugueses do século XX e XXI.



Composto por cantores profissionais [muitos deles membros do Coro da Casa da Música], este ensemble vocal apresenta-se como formação a cappella ou integrando instrumentos de época e privilegia a conceção de programas temáticos baseados num conceito específico, personagem ou acontecimento histórico, passíveis de serem executados numa grande variedade de espaços histórica e arquitetonicamente relevantes promovendo a criação de novos públicos e a aproximação da comunidade às potencialidades cénicas do património.

Fazem parte do ensemble os cantores Janete Ruiz (mezzosoprano), Ângela Alves e Catarina Silva (sopranos), Joana Valente (alto), João Carlos Soares e Vítor Sousa (tenores), André Carvalho (barítono), Jorge Grave (baixo), e os instrumentistas Hugo Sanches (alaúde), Filipa Menezes (viola da gamba) e Rui Silva (percussão).

in SNPC
http://www.snpcultura.org/breves_do_natal_aos_reis.html

domingo, 7 de novembro de 2010

O rei belo

Não posso terminar esta série de mensagens em que David esteve sempre presente sem mostrar a mais conhecida das esculturas deste rei que, dizem, era belo.

A imagem de David foi imortalizada por Miguel Ângelo (Michelangelo). O artista é um dos maiores nomes da história da arte e, curiosamente, apesar de ser homossexual - e disso ser sabido - trabalhou directamente para a Igreja católica. O próprio Papa (Júlio II e Clemente VII) era seu mecenas, talvez por terem reconhecido um valor artístico inigualável no seu trabalho.

Entristeço-me quando vejo que, mesmo nos dias de hoje, há pessoas que sofrem consequências nos seus trabalhos, responsabilidades, contextos sociais ou familiares apenas pelo facto de se ter conhecido a sua homossexualidade. Talvez falte à maioria das pessoas a clareza dos mecenas de Miguel Ângelo, que souberam distinguir o que o homem era daquilo que fazia, o seu trabalho da sua cama, a vida pública da vida púbica, as suas obra do seus desejos e permitiram que pudesse existir enquanto ser humano. Desde já aqui fica o meu agradecimento a quem deixa os outros serem o que são. Não imagino o que seria viver num planeta que não tivesse acolhido o gesto genial do Miguel Ângelo.

A escultura do David é um belíssimo exemplo da sua obra esculturórica. A escultura original encontra-se em Florença, a cidade renascentista por excelência. Fê-la ainda jovem (26 anos), e jovem era também o seu modelo.

Miguel Ângelo sobe tirar da pedra branca a carne, a pele, o músculo e a frescura da vida do belo rei. David é-nos mostrado despojado de roupas e de ornamentos, sendo o corpo nu e a juventude a sua beleza e a sua força: vulnerável e vitorioso.

Uma última palavra, em jeito de comentário: quando a estátua foi terminada e instalada na cidade, a população reagiu contra a nudez lapidando-a. Actualmente ainda se faz muita lapidação, mas por vezes é só verbal, ou psicológica. Mas não faz menos estragos... Procuremos ter uma visão mais larga do que as nossas dioptrias sociológicas, culturais e antropológicas, afinemos o nosso ângulo de visão para sermos capazes de ver melhor à distância.

Uma biografia possível de Michelangelo:
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=197

Os artigos sobre David no blogue:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-rotulo-da-fragilidade.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/imagens-na-arte-jonatas-e-david.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-amor-de-david.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-amigo-de-david.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/sorri.html

O amor de David

Elegia de David

Então, David compôs a seguinte lamentação sobre a morte de Saul e de seu filho Jónatas. Está escrita no Livro do Justo, e David ordenou que fosse ensinada aos filhos de Judá.

"A Honra de Israel pereceu sobre as colinas!
Tombaram os heróis!

Não o conteis em Gat, nem o descrevais nas ruas de Ascalon,
para que se não regozijem as filhas dos filisteus, nem saltem de alegria as filhas dos incircuncisos!

Montes de Guilboa,
não caia sobre vós o orvalho nem chuva, campos traiçoeiros,
pois aí foi desenrado o escudo dos heróis.

O escudo de Saul não foi ungido com óleo, mas com sangue dos feridos e a gordura dos guerreiros.
O arco de Jónatas não recuou jamais, e a espada de Saul jamais deu um golpe em vão.

Saul e Jónatas, amados e gloriosos,  jamais se separaram, nem na vida nem na morte,
mais velozes do que as águias, mais fortes do que os leões.

Filhas de Israel, chorai sobre Saul!
Ele vestia-vos de púrpura sumptuosa e ornava de ouro as vossas vestes.

Tombaram os heróis no campo de batalha!

Jónatas, morto sobre as tuas colinas!
Jónatas, meu irmão, que angústia sofro por ti!
Como eu te amava!
O teu amor era uma maravilha para mim mais excelente que o das mulheres.

Como tombaram os heróis e se destruíram as armas de guerra!"
2 Samuel 1, 17-27

2 poemas relacionados:

sábado, 23 de outubro de 2010

Poema de amor de um rei Mouro

De um poeta e rei que um dia passou por Silves:

Invisível a meus olhos,
trago-te sempre no coração
Te envio um adeus feito paixão
e lágrimas de pena com insónia.

Inventaste como possuir-me
e eu, o indomável , que submisso vou ficando!

Meu desejo é estar contigo sempre
oxalá se realize tal desejo!

Assegura-me que o juramento que nos une
nunca a distância o fará quebrar.

Doce é o nome que é o teu
                                                                                    e aqui fica escrito no poema
Al-Mu'tamid

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A homossexualidade de uma figura histórica não a desmerece

Historiador espanhol fez investigação sobre monarcas e nobres que esconderam parte da sua vida sexual. Os leitores portugueses têm direito a uma versão reforçada de surpreendentes e alegados exemplos nacionais, que não estão nos manuais de história.
 
Entrevista com o autor do livro Reis que amaram como rainhas, Fernando Bruquetas de Castro:
 
O seu livro Reis Que Amaram como Rainhas é uma investigação de história ou um manifesto gay?
As duas coisas. Tem uma parte de manifesto gay, mas o fundamental é a sua junção com um livro divulgador de história, muito bem documentado e numa linguagem bastante acessível. A minha intenção é contribuir para a normalização da homossexualidade na história, que sempre se ocultou no passado, apesar de ser uma parte importante daquilo que se deve conhecer.
 
Essa dupla intenção manifesto/divulgação mantém, mesmo assim, o rigor histórico?
Não desmerece o que se chama de rigor histórico, mas também não há nenhuma concessão, nem sequer literária, para que a parte que o livro possui de manifesto gay supere a do rigor histórico.
 
Ou seja, o cariz de manifesto gay não desvirtua a investigação?
Pelo contrário. Creio que é necessário incluir a visão homossexual na história e acabar com essa faceta sempre ocultada nos monarcas só porque poderia desvirtuar a política de Estado. Isso não é o que acontece e, por essa razão, é preciso tirar do armário os reis que amaram como rainhas.
 
O estudo sobre a homossexualidade vai alterar a visão da história?
Com certeza, porque até agora nunca se olhou para a história sob esse ângulo. Os tempos mudaram e a história tem de responder às perguntas actuais com documentos e biografias.
 
Há no livro uma frase sobre Júlio César: "Marido de todas as mulheres e mulher de todos os maridos." Não é um pouco exagerado?
Na sua época, a homossexualidade não era escandalosa ou mal-vista. A Júlio César critica-se assumir o papel passivo na relação porque não era bem-visto no tempo dos romanos. Ainda hoje, o homossexual que se critica é aquele que assume o papel feminino enquanto o que mantém o papel activo é equiparado ao macho.
 
O que pensa dessa visão?
O que é correcto é que se veja a relação homossexual como mais uma relação sexual e que não seja punida como delito ou, pelo menos, malvista como relação sexual.
 
O sentido da governação altera-se se em vez de ser activo for passivo?
Não tem nada que ver. O exercício do poder não tem qualquer relação com o que se faz na cama e, depois, num conselho de ministros. Tê-lo-ia antes quando era delito e necessário ocultar porque se poderia ser chantageado ou a relação surgia como um impedimento legal. A chantagem evitou-se legislando a igualdade de direitos.

A maioria destes reis que investiga no livro foram bissexuais ou homossexuais?
Creio que a maioria foram bissexuais, mas, porque servia de exemplo, o que documentei foi a relação homossexual.

Escreve para desmistificar ou para provar uma teoria?
Só para desmistificar a política de Estado que fez manter em segredo essa faceta de certos monarcas, aristocratas e nobres. E também para reivindicar que a homossexualidade de uma figura histórica não a desmerece como herói histórico.


Acredita que os leitores portugueses vão gostar de saber que o infante D. Henrique e D. Sebastião eram homossexuais?
Não escrevi para provocar o leitor português, mas para lhe dar a conhecer que os grandes mitos tinham uma faceta homossexual, que não os desmerecem no seu valor. Na tradução portuguesa, tive o cuidado de pôr mais exemplos de portugueses do que na espanhola, onde fiz uma outra escolha.

Houve alguma personagem portuguesa para quem não tivesse documentação?
Sim, um membro da família Bragança que vivia em Inglaterra e sobre quem só encontrei um comentário.

No capítulo sobre Pedro I, o Grande, não se encontram referências que suportem a sua tese mas, mesmo assim, publica-o. Porquê?
É verdade que é o que está menos documentado, apesar de na Rússia todas as pessoas comentarem a homossexualidade de Pedro I. O que aconteceu foi que enquanto o estava a investigar nunca consegui encontrar um só documento que apoiasse essa tese, a não ser a relação muito íntima entre ele, a mulher e o companheiro Menshikov.

Como foi a reacção em Espanha?
Teve uma boa recepção. Sou professor catedrático na Universidade de Las Palmas e nenhum professor de qualquer universidade me criticou. Até estiveram dois reitores na apresentação do livro. As críticas foram óptimas e já se venderam 30 mil livros.

Qual é o perfil do leitor deste livro?
Este livro não tem que ver com a sexualidade do leitor, está dirigido a quem lê e se interessa pelo romance histórico. Até fiz questão de escrever um pouco romanceado.

O seu livro anterior é ainda mais polémico?
Sim, muito mais polémico desde logo porque em Outing en España o prefácio era escrito por um ministro de Felipe González, estávamos em 2000 e tirava do armário 500 personalidades espanholas...

Porque decidiu escrever este livro?
Como professor especializado na Era Moderna, deparava-me sempre com esse vazio histórico e questionava-me como seria possível não haver um rei homossexual. Esse interesse não era só meu, pois, já nos anos 80, Michel Foucault, entre outros, tinha-se interrogado sobre a razão de só existirem pequenas alusões à homossexualidade.

in Diário de Notícias
http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1684391&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%253A+DN-Artes+(DN+-+Artes)

no moradas de deus
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/reis-que-amaram-como-rainhas.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/espanhol-revela-sexualidade-dos-herois.html

Reis que amaram como rainhas

Reis Que Amaram Como Rainhas
de Fernando Bruquetas De Castro

2010, 360 páginas
Esfera dos Livros
ISBN: 9789896262426
 
Sinopse
António Conti, filho de um mercador italiano, conquistou o coração de D. Afonso VI que gostava da presença de rapazolas, lacaios, escravos negros e mouros que foram deixando no leito real o aroma de exotismo.
 
D. Pedro I ficou para a história como o amante viril de D. Inês de Castro, mas Fernão Lopes deixa clara a relação com o seu sensual escudeiro e a amizade com outros cavaleiros.
 
Fernando Bruquetas de Castro conta-nos a história de imperadores, reis, políticos, membros da Igreja e das universidades que, ao longo dos séculos viveram a sua sexualidade de forma livre, contudo presa a simulações e a jogos de poder. Através destas personagens da vida pública de todos os tempos, este historiador conta-nos a história da homossexualidade, tantas vezes ocultada ou contada com muita timidez pela historiografia tradicional.
 
Da amizade entre Gilgamés e Enkidu, ao desespero de Aquiles por Pátroclo, do apaixonado Alexandre que enlouqueceu com a morte do seu amado Hefestión, ao general Júlio César que procurava bonitos escravos em cada terra que conquistava, de Ricardo Coração de Leão que sucumbiu aos encantos de um trovador da corte, do delicado Maximiliano, imperador do México que viveu uma dolce vita e cuja morte em frente a um pelotão de fuzilamento continua envolta em mistério, ao famoso duque de Windsor que se deixou seduzir por Wallis Simpson e por um atractivo milionário norte-americano.
http://www.esferadoslivros.pt/livros.php?id_li=%20214
no moradas de deus
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/10/espanhol-revela-sexualidade-dos-herois.html

A homossexualidade ao longo da História

Espanhol revela sexualidade dos heróis portugueses
por João Céu e Silva
 
A intimidade sexual dos protagonistas da história portuguesa surge em livro como até agora nunca acontecera. Boatos, referências e suspeitas preenchem 350 páginas


O título é sugestivo e, à primeira vista, nem a capa sugere o ângulo da investigação que Bruquetas de Castro optou ao fazer a sua versão da história - a homossexualidade dos reis, príncipes e nobres -, mesmo que a ilustração seja uma imagem de umas pernas reais bem torneadas, com lacinhos à altura do joelho, como mandavam então as regras da moda.

A obra chama-se Reis Que Amaram como Rainhas, foi publicada recentemente pela editora Esfera dos Livros, e logo no índice o nome de 45 heróis masculinos que privaram com outros homens é bastante abrangente a nível mundial. Para que os leitores nacionais não se queixassem, o historiador, que vive nas Canárias, acrescentou alguns capítulos feitos especialmente para os portugueses, de modo a que não estivessem em minoria quanto aos protagonistas de outros países que esconderam a alegada faceta homossexual durante a governação ou a exuberante vida social nas cortes.

O historiador assume-se homossexual e não esconde um interesse pessoal na vertente escolhida para os seus estudos históricos. "Se eu não fosse homossexual, não me teria colocado a questão. Realiza-me como historiador poder deixar um grão de areia na luta pelo esclarecimento da homossexualidade de um ponto de vista histórico." E é o que faz, ao levantar uma nuvem de poeira no que respeita à história de Portugal.

Entre os capítulos dedicados a heróis nacionais, há quatro que se destacam, sendo a personagem histórica que mais surpreende o infante D. Henrique, mesmo que para Bruquetas de Castro, "apesar das recentes tentativas para aprofundar a vida do príncipe", a biografia continue a ter lacunas. A principal, diz, é de âmbito sexual porque a apregoada castidade "parece mais fruto de uma lenda que realidade". Para além de poder ter sido pai de um filho bastardo, o infante não seria "uma virgem doentia como a história oficial o retrata, mas uma personagem sexualmente activa". Segundo Bruquetas, "encobria-se uma tendência sexual que no seu tempo não só era malvista, como era anátema, pecado e delito castigado com a pena máxima pela Inquisição".

No insuspeito D. Pedro I, conhecido pela paixão por Inês de Castro, o autor garante: "As tendências homossexuais de D. Pedro I estariam possivelmente relacionadas com episódios que alternavam com manifestações de heterossexualidade". Quanto a D. Sebastião, reúne referências que sugerem que "durante a juventude o rei poderia ter sido vítima de abusos sexuais no palácio" e exibe uma das provas da homossexualidade: "Ter sido encontrado abraçado a um rapaz negro" que "estava escondido no bosque" e sobre o qual o príncipe disse ter confundido "com um javali".

Também o conquistador de Ormuz, Goa e Malaca não escapa à investigação. Diz o historiador espanhol que Afonso de Albuquerque teria "mantido relações suspeitas com um clérigo". Serve-se de uma citação de outro historiador, Oliveira Martins, para suportar a tese: "O amor era o primeiro de todos os comércios de Ormuz e que as mulheres valiam tão pouco que até eram alvo de aversão."

A lista nacional de reis que amaram como rainhas ainda é longa. Aguarda-se pela resposta nacional a esta investigação espanhola.

in Diário de Notícias

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

Este blogue também é teu

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Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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