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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.

terça-feira, 29 de março de 2011

Passeio com um p(r)o(f)eta

Uma bela entrevista, que me dá razões para continuar a crer e a esperar na Igreja

Entrevista com Tolentino Mendonça

Se caminhar já é rezar, como dizia São Francisco de Assis, esta não foi uma entrevista. Foi uma oração pelo Príncipe Real


A poesia é um sacerdócio que se ensina e que se aprende. Uma outra maneira de somar palavras para descrever o poeta, o sacerdote, o professor. Tolentino Mendonça, em suma, que afinal o nome que cada um carrega na bagagem é sempre mais forte que a bengala de um título. "O Tesouro Escondido", que entrou esta semana na terceira edição, segue caminho para Itália e Brasil. Pequeno pretexto para uma conversa maior com passagem pelo Teatro da Cornucópia, onde assistiu ao ensaio geral da "Morte de Judas". O dia foi de outra estreia: o interlocutor esqueceu-se da carteira em casa. Na da jornalista, não muito mais precavida, apenas um euro. A providencial moeda chegou para o café. Por sorte, ou por graça de Deus, nenhum dos dois ficou a lavar a loiça.

Comecemos por um esquecimento, que me diz ser obra rara. O da carteira.
Se pensarmos que os nossos esquecimentos são sempre significativos, que querem sempre sinalizar alguma coisa, tem graça nos tempos que correm o desejo de andar sem carteira. Lembra-me uma provocação que vi o Manoel de Oliveira fazer numa entrevista na televisão. Ele dizia estar interessado em pensar o que seria uma sociedade sem dinheiro. Se em vez da compra e da venda, vivêssemos unicamente da troca de bens, de serviços. No fundo, eu penso que em mim há uma nostalgia do dom, uma certa utopia de uma sociedade do dom. Mas de facto para tomar uns cafés, dá jeito trazer a carteira.

Que objectos costuma trazer consigo?
Sabe, eu gosto muito de olhar para os caracóis. Se tivesse que escolher um ser vivo na natureza para falar de mim, era o caracol. Por causa de uma frase que está associada: "Tudo o que tenho, trago comigo". Mesmo quando ando de bolsos vazios, como é o caso deste dia inesperado, penso que trago sempre tudo comigo.

Que essencial é esse?
A verdade do que sou, do que penso. Não há nada mais importante para cada pessoa do que ser inteiro a cada instante e poder sê-lo nas várias situações.

Parte dessa verdade passa pelo nome. Trazia uma grande dúvida antes de aqui chegar. Tratá-lo por padre ou apenas por Tolentino, o autor. Como prefere?
Isso é muito interessante. A maioria das pessoas trata-me pelo nome do meio, Tolentino. Talvez por ser o menos comum, foi adoptado desde criança. Algumas pessoas do universo mais familiar tratam-me por José. E penso que é assim que devemos ser tratados. Nós, portugueses, inflacionamos muito os títulos, somos muito cerimoniosos, o que não quer dizer que tenhamos o sentido da cerimónia. Por exemplo, em Dezembro tive oportunidade de ir com o Centro Nacional de Cultura ao Japão e ali sim, há um sentimento profundo da cerimónia, da atenção ao gesto. Não temos isso. É mais por timidez e defesa que nos colocamos tantos nomes. É curioso. Até nas campainhas das portas colocamos doutor e engenheiro, que é uma forma muito estranha de relação.

Cria uma relação de proximidade tal, talvez pela sua obra, que quase nos esquecemos que também é sacerdote.
Gosto muito de um verso do Ruy Belo que diz "Mesmo quando eu me esqueço de Deus, lembro-me de Deus". Penso que hoje, numa sociedade que reconfigura o lugar do religioso, a pessoa do padre não resiste a uma imagem que o coloque como um ser acima das circunstâncias e da realidade do quotidiano, mas aquilo que se vê é que o padre é cada vez mais chamado a ser um companheiro dos percursos da vida, finalizando, é verdade, uma outra dimensão, mas de uma forma muito simples. O estilo evangélico de Jesus impele-nos a uma atitude de grande simplicidade na relação com os outros.

Uma dimensão espiritual que se cruza com a do conhecimento, como costuma mencionar?
A palavra conhecer quer dizer "nascer com" e o acto de nascer é sempre espiritual. Porque nascemos em vários sentidos, sempre. Esta hora para nós pode ser uma hora de nascimento, a hora em que o leitor está a ler estas palavras. Penso que a espiritualidade liga-se de facto a uma procura de conhecimento, que não é unívoco, ou simplesmente empírico. É uma espécie de abertura, de colocar-se perante o aberto do mundo.

Como tem tempo para sorver este mundo todo? Tem uma quantidade relevante de trabalhos publicados.
É engraçado, eu acabo por achar sempre que faço pouco, que podia fazer muito mais, mas depois olho para trás e vejo que há um caminho percorrido. Mas não tenho essa ideia de estar envolvido num activismo, ou muito preocupado com a produtividade. Talvez porque em cada dia reservo um espaço significativo para a contemplação, para a escuta, para o silêncio. Isso gera de facto uma fecundidade na acção, mas que não é activismo.

Vai tirando notas?
A atenção é a atitude espiritual mais importante. E muitas das coisas que aprendemos em si mesmas, não têm um valor por aí e além, mas servem para nos treinar para a atenção. Lembro-me de um texto de Simone Weil, sobre o estudo escolar. Há muita coisa na nossa formação que se revela sem grande utilidade, mas naquele momento ajudou-nos a construir uma atenção. E isso é o grande valor que cada um de nós transporta. Acredito muito naquilo que os padres do deserto diziam, que o grande pecado é a distracção.

Peca muito?
O povo diz que um santo peca sete vezes ao dia. E eu que não sou um santo...

Socorre-se de auxiliares, para fintar a distracção?
[Tira o bloco azul do bolso] Tenho um bloco comigo. E procuro sempre escrever, porque são muitas coisas, e também me esqueço. Há que organizar também as sensações, e anotá-las. Mas penso que caminho no mundo como uma testemunha, e que essa é a função de cada um de nós. Caminhamos não apenas como espectadores, mas como testemunhas, do sofrimento e do esplendor do mundo.

Acontece-lhe sentir que há leitores que se aproximam mais de Deus pela via dos seus livros que pela Bíblia?
É verdade que algumas pessoas que lêem os meus poemas, e têm um distanciamento em relação à tradição cristã, me dizem algumas vezes que gostam de me ouvir e de me ler como poeta, unicamente. Eu respeito. Respeito porque os tempos de compreensão são coisas muito misteriosas e pessoais. Gosto de fazer coisas diferentes. Por exemplo, antes de vir para cá estava a ler a primeira carta de São Paulo aos Tessalonicenses, que vou dar numa aula amanhã [na quinta-feira], e antes mesmo de sair de casa li um poema do Ruy Belo que tem a ver com o ensaio geral desta peça que a Cornucópia vai mostrar sobre a morte de Judas. Acho que os textos sagrados não se esgotam na Bíblia. A Bíblia é um território sagrado, mas há novos textos sagrados. O poema que li do Ruy Belo é um texto sagrado.

Há quase a ideia de uma estética do espiritual. Sagrado porque belo?
Pela experiencia humana. É sagrado tudo aquilo que dá a ver o ser humano no seu estremecimento. Nesta coisa que é quase original de cada um de nós nascer a cada momento. A aflição, o tumulto, a convulsão, que mesmo quando estamos quietos parece que se adivinha, e que um poema tem obrigação de mostrar nitidamente, e os poemas do Ruy Belo mostram-no.

Como um imperativo de sobressalto que serve de modelo de conduta.
Gosto muito dessa palavra sobressalto. Os cristãos estão agora a viver uma espécie de Primavera interior, que é a quaresma, em vista da Páscoa, e tenho pensado no sentido da palavra ressurreição. O verbo grego quer dizer "levantar-se", mas penso que mais do que levantar-se é um levantamento. Há uma espécie de insurreição naquele acontecimento de Jesus, que de certa forma marca o momento histórico e inaugura uma esperança, que é a possibilidade dos nossos pequenos sobressaltos, do sobressalto de cada dia, que Deus nos dá, de se transformar num grande levantamento, numa espécie de transfiguração.

Se eu preferir ficar aqui no jardim a ler um livro, em vez de ir à igreja, conseguirei esse mesmo levantamento?
Não tenho dúvidas disso. Uma das grandes questões que se põem às comunidades cristãs é justamente viverem com fé. Estes dias dei comigo a pensar nisso, o que é ter fé? É ter fé em Deus, mas é também ter fé na palavra. É acreditar que uma palavra nova, uma palavra comum, pode estar inesperadamente investida de uma força maior. Quem diz uma palavra, diz um gesto. Um cumprimento entre duas pessoas...

[Suprema ironia. Somos abordados por um pedinte. "Viemos sem carteira hoje", responde Tolentino. Quem diz a verdade não merece castigo. Continuemos.]

... pode ser muito mais do que uma rotina. Pode ser um encontro flagrante, fulgurante.

Até no silêncio há fulgor.
Até no silêncio. Os padres do deserto tinham por hábito acolherem numa hospitalidade silenciosa, quando acolhiam um amigo que não viam há muitos anos, não lhe diziam nada. Explicavam: se o meu silêncio não te acolher, a minha palavra ainda menos. Isto para dizer que há novas ritualidades. As comunidades cristãs têm que ter fé nos caminhos humanos, até para vencerem a letargia das suas próprias gramáticas. Queiramos ou não as imagens e palavras gastam-se. Os discursos envelhecem.

Falta imaginação ao quotidiano?
A vida simples, a vida pobre, é o grande módulo da invenção do mundo, da invenção verbal, da oração. Há belas orações nos tratados, que já estão codificadas. Mas há novas orações que estão a ser segredadas, construídas, talvez ainda em fragmentos, de modo inconsciente. Há um potencial de procura de Deus em cada uma das nossas buscas.

Pegando nessa ideia da busca, D. Manuel Clemente dizia que o cristianismo não é um caminho fácil, que se faça a dormir. Como é que acorda para o seu caminho, ainda na Madeira?
Inicio de uma forma muito comum, entre os grupos de amigos, na minha infância, normalíssima, tal como a adolescência. A amizade teve um papel muito importante. A experiência da fé acompanhou-me sempre, a procura do conhecimento, a escuta, marcaram sempre os meus passos.

Nasceu no seio de uma família religiosa?
Sim. A prática religiosa vem do testemunho da minha própria família. Uma das lembranças mais fortes que tenho é ver o meu pai a rezar. Isso marcou-me muito. Começamos a rezar por imitação. Os corpos rezam, são os primeiros a rezar. Pomos as mãos, colocamos o corpo numa determinada posição. Aprendi esta gestualidade num ambiente muito livre. Os meus pais são pessoas de fé, mas de uma forma não impositiva. Sobre a Madeira, há dias revi o filme da Catarina Mourão sobre a Lourdes de Castro, o "Pelas Sombras". Ela dizia que sente muita sorte por ter nascido na Madeira. Também sinto isso.
(...)

Continua a ser um bom caminhante na cidade?
São Francisco de Assis dizia que caminhar a pé é já rezar. Se for assim, já tenho rezado muito. Há itinerários de que gosto muito. O jardim das Amoreiras, Campo de Ourique. Lisboa é tão bonita e diversificada. Sempre um espanto que nos é oferecido. Nunca regressamos pelo mesmo caminho por onde partimos.

Pelo meio, tem uma agenda cultural bastante rica.
Sim. Vi duas vezes o filme "Poesia". Agora vou ao teatro. Procuro acompanhar o que me é possível.

E traz essas referências para o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, que dirige. No site somos recebidos pela poesia da Adília Lopes.
É verdade. Acho que a Adília é uma das grandes escritoras espirituais do Portugal contemporâneo. Interessa-me muito o que ela escreve e pensa. A sua amizade é muito importante para mim.

Alguma vez recebeu feedback negativo de autores, que não se revêem na associação ao seu trabalho?
Não. Os retornos que tenho tido são sempre muito positivos, até pela surpresa. Há a ideia de que a Igreja não lê poesia, está desligada das artes contemporâneas, que os padres são incultos, não acompanham o mundo. De repente, não é assim. Neste processo de transformação cultural e de modelos religiosos há lugares de rarefacção da prática religiosa e novas vitalidades. O mundo actual é um laboratório fascinante.

Tal como as pessoas hoje se casam menos, mas ao fazê-lo manifestam uma fé superior a qualquer obrigação histórica, o ritual religioso, se por um lado vem decaindo, por outro não será hoje mais genuíno, para quem o segue? Ou seja, teremos menos, mas talvez melhores cristãos?
Hoje não existe a pressão social que existia há décadas. Nascia-se católico. Hoje voltamos a compreender aquilo que Tertuliano dizia. Não nascemos cristãos, tornamo-nos cristãos. A prática religiosa é uma escolha, entre outras. Isso aproxima a religião mais do desejo, do amor, da criatividade, da individualidade.

É isto que é ser hoje bom cristão?
Precisamos de duas coisas. De voltar a escutar Jesus de Nazaré, a sua palavra, a originalidade do seu discurso. Jesus não é só uma mensagem, Ele próprio é a palavra. Depois, é importante sermos crentes originais. Cada cristão sentir que não tem de repetir. A fé não é um puro movimento mimético. Hoje o espaço católico precisa de um católico que seja um bailarino, outro que pela caridade apresente um testemunho interpelador, outro porque vive no silêncio, outro porque pensa a vida.

Mesmo que nunca tenha folheado a Bíblia?
Penso que mesmo antes de folhearmos a Bíblia já a folheámos. A Bíblia ensopa a experiência de todas as nossas histórias e a experiência espiritual que o cristianismo é.

Segue daqui para o ensaio geral da peça "Morte de Judas", no Teatro da Cornucópia. Já está atrasado, aliás.
É um texto extraordinário do Paul Claudel. Um momento importante de pensamento da relação entre razão e fé, entre a profecia e a instituição, entre a liberdade de ser e o medo de ser.

Segue-se-lhe uma conversa, moderada pelo Luís Miguel Cintra. Convidam-no muito para estas discussões em volta da fé, do mundo?
Sim, a Bíblia acaba por ser um texto do mundo, um parceiro na sua construção. Nesse âmbito convidam-me muitas vezes para conversas. É sempre muito estimulante. A Bíblia é um texto muito aberto e às vezes toca-nos de modo surpreendente. Acredito no que dizia a Maria Gabriela Llansol, no encontro inesperado do universo.

Já tem planos para o resto do dia? O que vai fazer quando sair do teatro?
Vou continuar a estudar, a escrever, até à meia-noite.

Tem material para publicar em breve?
Tenho uma peça escrita, uma encomenda de Guimarães Capital Europeia da Cultura, que espero que seja apresentada. Agora estou a preparar um tema de estudo que me vai ocupar o próximo ano, sobre o comentário que o pensador italiano Giorgio Agamben faz à Carta de São Paulo aos Romanos. É um texto identitário. Ele diz que hoje a Carta atingiu um grau máximo de legibilidade, mais que em outra época, pela natureza messiânica e política.

Costuma acompanhar os desenvolvimentos políticos, pela televisão, por exemplo?
Vejo muito pouca televisão. Hoje possivelmente verei [é quarta-feira, dia em que José Sócrates, horas mais tarde, viria a apresentara sua demissão], porque a situação política é tão forte que é impossível não ter uma atenção.

Como tem seguido estes tempos de incerteza?
Sigo como todos os portugueses, com preocupação.

Quando dispensa a televisão, acompanha os seus serões de escrita com o silêncio?
Às vezes, quando estou muito cansado, o truque para continuar é colocar música de fundo, e por vezes retirar essa música e fazer silêncio.
(...)

Passando para o lado académico, e porque já falamos com o Tolentino poeta e o Tolentino sacerdote, os seus alunos na Universidade Católica também têm o dom do sobressalto? Fazem-lhe perguntas curiosas?
Faço muito o exercício de pedir às pessoas que me falem de um texto. Chama-me muito a atenção o que cada um vê. Fiz o doutoramento sobre um texto de São Lucas e pedia a amigos e desconhecidos para me darem opinião sobre o texto. Fui colhendo coisas que não via. Por isso a hermenêutica bíblica tem que ser aberta.

É habitual citar uma série de referências, de autores e das respectivas obras. Nesta entrevista não foi excepção. É uma muleta consciente?
É um sentido de comunidade. Se for uma muleta, não gosto, porque gosto de ser original. Cada um deve ter um pensamento com consciência própria, mas ao mesmo tempo é importante o testemunho do que se vive em companhia. A Adília Lopes diz: "Eu sou uma obra dos outros". Também sinto isso, por isso não me custa nada lembrar o que os outros disseram, porque também eu sou uma obra deles.
por Maria Ramos Silva, Publicado em 26 de Março de 2011
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Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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