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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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domingo, 18 de março de 2018

De mão dada

Andar de mão dada

Venho propor um belíssimo vídeo que nos fala do "andar de mão dada" e da visibilidade dos casais homossexuais
Ver: vimeo

domingo, 12 de março de 2017

Um coro de Igreja junta a voz pelo seu maestro gay

Basta!!

Um artigo no Observador chamou-nos a atenção. Abaixo os nossos leitores poderão ler na íntegra o artigo.

Gostaríamos que o facto de um cristão ser gay nunca fosse um factor de exclusão. Acreditamos que o afastamento de bons cristãos de condição homossexual não é um fruto da caridade nem vai de encontro aos valores pregados no Evangelho. Bem pelo contrário, essas atitudes são alarmantes sinais de incoerência, de desamor, de um coração de pedra longe dos valores palpitantes e vivificantes que Jesus nos revela ao longo do seu ministério.

Gostaríamos de dizer ao João Maria e a quem de uma forma ou de outra se vai sentindo pouco amado pela Igreja - ou por alguns dos seus ministros ou fiéis - que, na medida das nossas possibilidades, estamos aqui de mão estendida, leigos, homossexuais, cristãos como vocês, e acreditamos que a Igreja tem uma palavra de amor para cada ser humano.

Aqui segue o artigo:
A revolta de um Coro de Igreja

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Os 23 países do mundo onde há casamento gay

Mapa-mundi do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo

O casamento entre pessoas do mesmo sexo é o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo biológico ou da mesma identidade de género. Os defensores do reconhecimento legal de casamento do mesmo sexo geralmente referem-se ao seu reconhecimento como casamento igualitário.

Desde o começo do século XXI, 23 países permitem que pessoas do mesmo sexo se casem em todo o seu território.

O primeiro país do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, assim como o divórcio e o direito de adoção de crianças por esses casais, foi a Holanda. Aprovado em dezembro de 2000, o projeto alterou apenas uma frase da legislação sobre casamentos, que passou a ser "um casamento pode ser contraído por duas pessoas de diferentes ou do mesmo sexo".

Os países onde foi aprovada a lei do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo até hoje são:  Holanda (2001), Bélgica (2003), Canadá e Espanha (2005), África do Sul (2006), Noruega e Suécia (2009), Argentina, Islândia e Portugal (2010), Dinamarca (2012), Brasil, França, Nova Zelândia e Uruguai (2013), Escócia, Inglaterra, Luxemburgo e País de Gales (2014), Irlanda, Finlândia e Estados Unidos(2015) e Colômbia (2016).

A Irlanda entrou para a lista, tornando-se no primeiro país do mundo a aprovar o casamento gay através de um referendo.

No México, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo são realizados na Cidade do México e nos estados de Quintana Roo, Coahuila, Chihuahua e Guerrero e são reconhecidos em todo o território mexicano. Algumas das jurisdições que não realizam casamentos homoafetivos, mas reconhecem os que são realizados noutros países ou territórios são: Israel, os países das Caraíbas pertencentes ao Reino dos Países Baixos (Aruba, Curaçao e Saint Marteen), regiões dos Estados Unidos e os 27 estados do México que não celebram essas uniões. A Austrália reconhece casamentos do mesmo sexo apenas se um dos parceiros mudar o seu sexo depois de concretizada a união. Em 2015, havia propostas para introduzir o casamento homoafetivo em pelo menos dez outros países.

mais informações em:

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O homem que eu amo: a love story

Quase todos os filmes, livros e referências que temos de vida conjugal feliz e duradoura dizem respeito a casais heterossexuais. O Jornal Público, em 2012, publicou uma entrevista ao cientista Alexandre Quintanilha e ao escritor Richard Zimler que, generosamente falaram sobre uma história de amor e de vida em comum que partilham há 39 anos.




por Anabela Mota Ribeiro, a 11 Nov 2012

Excertos da Entrevista:

Muito mais do que um rótulo: o inesperado de uma paixão
(...)
A.Q. - Os meus pais não eram nada preconceituosos. Não disse que era gay, não existia essa expressão quando tinha 16 anos. Disse aos meu pais que estava apaixonado por um homem e que não percebia. Não havia role models [exemplos] para isso. O meu pai disse-me que não era uma coisa que ele percebesse, mas que se isso me preocupava podia arranjar uma pessoa com quem eu pudesse falar. E fui falar com um psiquiatra, duas vezes. (...) Na primeira vez em que estive com esse homem extraordinário, dei-lhe a ler um diário meu. Estava convencido de que era uma obra-prima da literatura [riso]. Na sessão seguinte, entregou-mo e disse: "Você está apaixonado. Isso é uma sensação maravilhosa. Devia estar satisfeito por estar apaixonado." Eu não tinha a certeza se era mesmo gay ou se era bi. A minha mãe, a única coisa que me disse foi: "Quero é que sejas feliz."
(...)

Olhando retrospectivamente, acha que se apaixonava de facto por homens e por mulheres ou estava a tentar perceber se era mesmo homossexual?
A.Q. - Se calhar, as duas coisas. Com 20 anos, sabemos muito pouco. Quando temos uma grande atracção por uma pessoa, quando a atracção e a admiração, e a paixão, se tornam muito intensas, duvido de que não haja uma parte física, seja qual for a pessoa. Esta coisa de nos definirmos como hetero ou homo... não me defino dessa maneira. Defino-me como uma pessoa que gosta de literatura, que gosta de música, de ciência. Deixou de ser um label[rótulo].
(...)

A.Q. - (...) O que me surpreendeu não foi ser atraído fisicamente por homens e por mulheres; foi apaixonar-me por uma pessoa, o que é diferente. Tenho alguma pena das pessoas que fazem uma separação entre o emocional e o sexual. (Agora faço essa separação, porque somos essencialmente monogâmicos, não queremos ter outras relações.) É uma pena ver duas pessoas que estão muito atraídas uma pela outra espiritualmente e que têm medo de se tocar para além da festa.
(...)

Homossexualidade, heterossexualidade e bissexualidade
(...)
Freud dizia que potencialmente somos todos bissexuais.
A.Q. - Não sei se somos.
R.Z. - Há pessoas que são totalmente heterossexuais - uma minoria - e há pessoas totalmente homossexuais - outra minoria. São poucas as que são 50/50. Sou 90% homossexual. Já tive relações, mas não seria possível manter uma relação duradoura com uma mulher.
A.Q. - É muito forte em mim esta repulsa pelas camisolas. Pertencer ao Futebol Clube do Porto ou ser do Benfica, ser católico ou ser protestante. Ou ser de Joanesburgo, sul-africano, moçambicano. O que é que eu sou? Tenho uma mãe alemã, um pai açoriano, nasci em Moçambique, vivi na África do Sul muito anos, estive na Califórnia, estou em Portugal, tenho nacionalidade portuguesa e americana. Não me faz confusão nenhuma não saber identificar-me.
(...)

Exibicionismo ou preconceito?
(...)
R.Z. - Todos os dias vejo jovens a beijarem-se em frente a toda a gente; isso também é exibicionismo? Se um casal homossexual fizesse isso, toda a gente ficava horrorizada, mas acontece todos os dias em Lisboa e no Porto e ninguém diz nada. Há um duplo standard. Sou gay, sou judeu, sou americano em Portugal. Há a tendência por parte de pessoas liberais, não-progressistas, de dizer: "Não gosto nada dos judeus, mas gosto de si." Ou: "Não gosto nada de homossexuais, mas tu és fixe." Nessas circunstâncias sou o mais judeu, o mais americano e o mais homossexual possível. Não quero ser aceitável. Quem sou eu para julgar aquele homossexual efeminado ou aquele judeu religioso, ou aquele americano que só come hambúrgueres e pizza?
(...)

Relações de longa duração
(...)
Insisto na longevidade da vossa relação, depois da turbulência dos primeiros anos. O mais difícil numa relação, independentemente da orientação sexual dos cônjuges, é estarem tanto tempo juntos e bem. Por isso as pessoas perguntam: "Qual é o segredo?"
R.Z. - Temos um bocadinho de sorte, e foi um bocadinho de trabalho. Em qualquer relação que é um verdadeiro casamento (e há casamentos que não são casamentos, são duas pessoas a viver juntas), existe a pessoa A, a pessoa B e o casamento. Há três seres vivos numa relação e tem de se ter muito cuidado com o terceiro ser vivo: o próprio casamento. Tem de se valorizar, polir, prestar atenção, senão a relação vai acabar. Os dois estamos muito conscientes disso. Apaixonarmo-nos por uma pessoa é muito fácil (com algumas pessoas que conheço, acontece de duas em duas semanas). Mas é preciso aprender a respeitar o outro. Para o Alexandre, era mais natural, tinha dois pais muito respeitosos. Eu não tinha isso. Os meus pais diziam coisas um ao outro que eu não diria ao inimigo mais feio do mundo, coisas reles. Apaixonar-me por ele era superfácil, mas respeitar a sua opinião, a sua maneira de ser, as coisas que ele dizia e com as quais não concordava, as coisas que ele fez e que não compreendi, levou-me anos.
A.Q. - Não acredito que haja relações duradouras se cada uma das pessoas não tem a sua própria vida construída. Quando o Richard está a escrever (já sei, porque escreveu vários livros), está de tal maneira obcecado com a escrita que eu sou uma espécie de audiência. E quando estou muito ocupado e ando muito cansado, ele sabe que estou a fazer qualquer coisa que para mim é importante. Nessas alturas, temos muito respeito para não exigir mais do outro. Isto aprende-se. Quando a pessoa começa a sentir uma verdadeira realização pessoal com a realização do outro, quando deixa de haver aquela necessidade egocêntrica - "preciso que me dês mais atenção porque estou inseguro" -, isso é que é uma relação conseguida.
(...)

Casar para quê?
(...)
Por que é que para si foi importante casar?
R.Z. - Simbolismo. Ainda há sítios no mundo em que ser homossexual pode ser punido com sentença de morte, com penas de dez anos, ou mais, de prisão. Para mim, como escritor, como ser humano, o facto de ser um crime exprimir o que é melhor dentro de nós, a afeição, a paixão, a solidariedade e a amizade, é inconcebivelmente injusto. É muito importante reivindicarmos os nossos direitos no Ocidente, para que um jovem que tenha acesso à Internet no Burkina Faso, na Nigéria ou na Birmânia, possa ir ao site do PÚBLICO em Portugal [e ler esta entrevista].

É também por isso que dão a entrevista?
R.Z. - Claro que sim. Vivi num mundo em que não era possível as pessoas das pequenas aldeias dos Estados Unidos assumirem-se. E em Portugal talvez ainda não seja possível em aldeias do interior. Falo disto para que aquela jovem lésbica de Castelo Branco, ou o jovem transexual de Fafe possam olhar para mim e para o Alexandre e descobrir: "Não tenho de mudar para ser aceite. Posso ser como sou. Tenho os mesmos direitos dos outros. Não há cidadãos de segunda em Portugal."
A.Q. - Pensei muito sobre se devia dar esta entrevista ou não, porque não tenho de explicar rigorosamente nada. As pessoas são aquilo que fazem e aquilo que são, e não aquilo que dizem. Há uma pequenina coisa que é muito importante: a questão dos role models. A grande diferença entre um casal heterossexual e homossexual, para já - no futuro não vai ser assim - é que os casais heterossexuais têm filhos, têm netos. No nosso caso, como não temos filhos (já pensámos adoptar, volta e meia, mas não foi uma coisa muito premente), essas relações têm de ser substituídas por outras. Temos de inventar outras partes da nossa relação que sejam alternativas a essas. Temos de nos reinventar e dar a noção a outros gays de que isso é possível, realizável. É preciso que o mundo à nossa volta perceba que não me acho especial, positiva ou negativamente, por ser assim. Tive muita sorte em encontrar uma pessoa como o Richard, tive muita sorte em ter os pais que tive, em viver nos sítios onde vivi, apesar de às vezes me sentir muito só e de ter momentos muito difíceis de afirmação pessoal. Isso também é uma história que vale a pena divulgar. Numa sociedade que está cada vez mais competitiva, é importante as pessoas falarem daquilo que não é competição selvagem. É a partilha, é sentirmos - isto parece uma treta... - que o mundo, se tivermos boa vontade e se funcionarmos de boa-fé, vale a pena.

Um conselho de moradasdedeus, vale mesmo a pena ler a entrevista.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Homoafetividade e Igreja Católica: do confessionário ao banco da Igreja

Na próxima semana haverá uma conferência em Lisboa, com o tema "Homoafetividade e Igreja católica: do confessionário ao banco da Igreja" que será do interesse dos leitores deste blog. Quem estiver pela capital portuguesa, não perca esta oportunidade.

Quando e onde?

3ª feira dia 27 de Janeiro, às 21h, no convento das Monjas Dominicanas do Lumiar.



sábado, 19 de outubro de 2013

Os primeiros passos do Papa

Uma nova atitude em relação aos "GAY" na Time magazine

Este é um artigo em inglês, que não será aqui traduzido para português. Fala da importância das atitudes e reacções do Papa Francisco em relação às questões que lhe foram colocadas no avião, por ocasião do regresso das JMJ no Rio de Janeiro. É uma reflexão importante no contexto deste blog pois reflecte, de modo particular, o tema da homossexualidade/ homoafectividade.

The Pope's Baby Step on Gays

Francis' encouraging words show how far the Roman Catholic Church still has to go

By Gene Robinson Monday, Aug. 12, 2013


First, the good news. Pope Francis is already showing himself to be a winsome, endearing and inspiring successor to St. Peter. His trip to Brazil catapulted him to rock-star status, with his care for the poor and the dispossessed, his willingness to engage the throngs with little regard for his security and even with his crowd-pleasing offer of a song on the guitar. This is no formal and aloof bishop but rather a man of and for the people. Justice is on his mind and his lips.

But it was a question he was asked on the flight back to Rome, about homosexuality, that has come to define the trip and has sparked hope that the Roman Catholic Church might be softening its stance on being gay. (Even using the word gay, which Francis did in English while otherwise speaking Italian, is unprecedented for a Pope.)

Is there anything new in what he had to say? Well, yes, in terms of tone. And this is no small thing. Francis' immediate predecessors called homosexuality an "intrinsic moral evil" and branded homosexuals as "intrinsically disordered." Instead of mirroring those blanket condemnations, Francis offered kindness and compassion. Then, in an act of genuine humility, he asked, "Who am I to judge?" It is telling that this rhetorical question got so much attention, since Jesus, who Christians believe was the perfect revelation of God, warned, "Judge not, that you be not judged." Yet previous Popes have shown no hesitation in being judgmental about homosexuality. This change in tone is significant.

Before we declare a new day for Catholics regarding homosexuality, however, a closer look at the Pope's statement reveals little change in the church's stance on being gay. When Francis says gay people should be forgiven their sins like other people, he means that acting on their feelings for someone of the same gender is still a sin that requires forgiveness--a point the Vatican made clear shortly after his remarks.

Francis' more open tone may mean the most for gay Catholic priests. Rather than calling for them to be expelled from the church, Francis is preaching compassion--so long as they are true to their vows of celibacy. Most encouraging of all is the separation of gay priests from the sexual-abuse scandals of the past. Both Benedict XVI and John Paul II thought they would solve the scandals by ridding the church of gay priests--a wholly unfair linking of homosexuality with pedophilia that has been thoroughly debunked by science. This is enormously positive for gay priests, who have been living under a cloud of suspicion for years.

But what about gay parishioners sitting in the pews of Catholic churches, trying to reconcile their faith with the condemnation of their love as disordered, evil and sinful? Not much has changed, I'm afraid, even with the Pope's recent remarks. While it may be all right to be gay, it is not all right to act on it, which forces gay Catholics to adopt an involuntary vow of celibacy in order to be in good standing with the church and God.

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

Este blogue também é teu

São benvindos os comentários, as perguntas, a partilha de reflexões e conhecimento, as ideias.

Envia o link do blogue a quem achas que poderá gostar e/ou precisar.

Se não te revês neste blogue, se estás em desacordo com tudo o que nele encontras, não és obrigado a lê-lo e eu não sou obrigado a publicar os teus comentários. Haverá certamente muitos outros sítios onde poderás fazê-lo.

Queres falar?

Podes escrever-me directamente para

rioazur@gmail.com

ou para

laioecrisipo@gmail.com (psicologia)


Nota: por vezes pode demorar algum tempo a responder ao teu mail: peço-te compreensão e paciência. A resposta chegará.

Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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