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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Consequências da pornodependência

Como complemento do post anterior, publico uma notícia que faz reflectir sobre alguns efeitos que a dependência da pornografia podem ter na vida sexual de um homem

Pornografia pode estar a deixar os homens impotentes

A disfunção erétil causada pelo excesso de pornografia é cada vez mais frequente, diz um estudo citado pelo The Independent.

O estudo refere que um em cada dez jovens sofre de disfunção erétil devido à pornografia em excesso.

O Dr. Andrew Smiler, responsável por esta investigação, refere que o hábito de consumir pornografia em excesso é mais preocupante devido à maioria dos utilizadores serem jovens.

A investigação revela que, devido ao excesso de pornografia que os jovens consomem na internet, há o perigo de os jovens ficarem dependentes da pornografia para alcançar o orgasmo.

Pelo contrário, há também homens que, com a pornografia, desenvolvem uma hipersexualidade, estando constantemente excitados.

In SOL

Masturbação faz bem à saúde?

Habituados a ver a masturbação catalogada como um pecado mortal desde que nos deparamos com as transformações operadas durante a adolescência, importa abrir horizontes e conhecer outros pontos de vista sobre o suporto delito. Cito um artigo em português e o original (mais extenso) em inglês

Os benefícios da masturbação

Masturbação. Só a palavra deixa muitas pessoas coradas. Mas a verdade é que segundo um inquérito realizado nos EUA, 94% dos homens masturbam-se, bem como 85% das mulheres.

Mesmo assim, ainda existem muitos mitos sobre a masturbação: Há quem diga que pode provocar cegueira ou insanidade, ‘estragar’ os órgãos sexuais ou causar infertilidade.

A verdade é que a masturbação traz muitos benefícios, tanto para os homens como as mulheres.

No caso das mulheres, esta prática pode ajudar a prevenir infecções cervicais e urinárias através da dilatação do colo do útero. Esta dilatação acaba também por fortalecer o colo do útero, melhorando a circulação e fazendo com que as bactérias sejam mais rapidamente expelidas pelo organismo, lê-se no site britânico Independent.

Para além disso, a masturbação diminui o risco de desenvolver diabetes tipo 2, reduz as insónias e aumenta a resistência do pavimento pélvico (através das contracções que ocorrem durante o orgasmo), explica o mesmo site.

A masturbação é uma das formas mais ‘fáceis’ de atingir o orgasmo, que, só por si, traz muitos benefícios para a nossa saúde: Ajuda a reduzir o stress e a pressão arterial, aumenta a a auto-estima e reduz a sensibilidade à dor.

Para além disso, a masturbação é uma forma muito segura de se satisfazer sexualmente – “não existe o risco de engravidar ou de apanhar doenças sexualmente transmissíveis; não existe o risco de desapontar o parceiro ou de sofrer com a ansiedade que antecipa a ‘performance’ e não existe uma ‘bagagem emocional’”, descreve o Independent.

In SOL 


Masturbation: the health benefits

94% of men and 85% of women admit to masturbating
Conduct an internet search for “masturbation,” and you will find hundreds, if not thousands, of slang phrases for the act. This proliferation of slang phrases suggests people want to talk about masturbation, but are uncomfortable about doing so directly. Using comedic terms provides a more socially acceptable way to express themselves.

So before we talk any more about it, let’s normalise it a bit. Masturbation, or touching one’s own genitals for pleasure, is something that babies do from the time they are in the womb. It’s a natural and normal part of healthy sexual development. According to a nationally representative US sample, 94% of men admit to masturbating, as do 85% of women. But societal perspectives of masturbation still vary greatly, and there’s even some stigma around engaging in the act.

Related to this stigma are the many myths about masturbation, myths so ridiculous it’s a wonder anyone believes them. They include: masturbation causes blindness and insanity; masturbation can make sexual organs fall off; and masturbation causes infertility.

In actual fact, masturbation has many health benefits.

For women, masturbation can help prevent cervical infections and urinary tract infections through the process of “tenting,” or the opening of the cervix that occurs as part of the arousal process. Tenting stretches the cervix, and thus the cervical mucous. This enables fluid circulation, allowing cervical fluids full of bacteria to be flushed out. Masturbation can lower risk of type-2 diabetes (though this association may also be explained by greater overall health), reduce insomnia through hormonal and tension release, and increase pelvic floor strength through the contractions that happen during orgasm.

For men, masturbation helps reduce risk of prostate cancer, probably by giving the prostate a chance to flush out potential cancer-causing agents. Masturbation also improves immune functioning by increasing cortisol levels, which can regulate immune functioning in small doses. It can also reduce depression by increasing the amount of endorphins in the bloodstream. Masturbation can also indirectly prevent infertility by protecting peoplefrom sexually transmitted infections (STIs) that can lead to infertility – you can’t give yourself one of these infections! There is one final benefit to masturbation: it’s the most convenient method for maximising orgasms.

And there are plenty of additional benefits from orgasms generally, including reduced stress, reduced blood pressure, increased self-esteem, and reduced pain.

From a sexual health point of view, masturbation is one of the safest sexual behaviours. There’s no risk of pregnancy or transmission of sexually transmitted infections; there’s no risk of disappointing a partner or of performance anxiety; and there’s no emotional baggage. And, only an arm’s length away, is mutual masturbation. Mutual masturbation (two partners who are pleasuring themselves in the company of the other) is a great (and safe) activity to incorporate into other partnered sexual activities. It can be especially good to begin to learn more about what your partner likes and to demonstrate to your partner what you like. Open communication with a partner will improve your sex life and relationship, but is also important for modelling communication skills for younger generations.

Talking about masturbation also has benefits. Promoting sex-positive views in our own homes and in society, including around masturbation, allows us to teach young people healthy behaviours and attitudes without stigma and shame. Parents and guardians who feel embarrassed or need extra guidance to do this should seek out sex-positive sources of information, like ones from respected universities.

Spring Chenoa Cooper & Anthony Santella, Friday 15 May 2015
Spring Chenoa Cooper is Senior Lecturer at University of Sydney. Anthony Santella is Lecturer of HIV, STIs and Sexual Health at University of Sydney.

This article was originally published on The Conversation. Read the original article.
In Independent

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Cock in a Sock

Calçar o pénis por uma causa

Este Natal não é só na chaminé que se põem as meias. Depois de baldes de gelo e de tantas outras campanhas difundidas pelas redes sociais, chegou-nos a notícia de uma em que homens se fotografam despidos e com os seus pénis enfiados numa meia. Aparentemente serve a acção para alertar o grande público para o cancro no testículo e para angariar fundos. O método é simples: fotografar-se com uma meia a cobrir a nudez frontal e colocar nas redes sociais com o #cockinasock.

Foi através da publicação de BuzzFeed, Inc que o moradasdedeus tomou conhecimento da iniciativa.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Descubra as diferenças: DST e IST

Qual é a diferença entre Doença Sexualmente Transmissível e Infecção Sexualmente Transmissível?

Uma pergunta pertinente. O moradasdedeus procurou informação:

"É um desafio compreender a diferença entre uma IST e uma DST – infecções sexualmente transmissíveis e doenças sexualmente transmissíveis, respectivamente – e, em alguns casos, os profissionais médicos podem substituir um termo pelo outro sem qualquer distinção entre os dois.

Nos últimos anos, algumas tentativas têm sido feitas para separar os termos, usando IST para designar qualquer colonização do corpo com uma doença sexualmente transmissível, ou quando não existem sintomas manifestos. DST é reservado para quando os sintomas são observáveis ​​ou quando há alterações no corpo após a ocorrência da infecção. 

A distinção a fazer entre uma IST e uma DST passa por entender “infecção sexualmente transmissível” como um termo mais amplo do que “doença sexualmente transmissível.” As diferenças significam que quem é portador de bactérias, parasitas ou um vírus disseminado por via sexual, tenha ou não tenha sintomas (sintomático ou assintomático), pode ser classificado como tendo uma IST. Em contraste, afirma-se que tem uma doença sexualmente transmitida (DST) se mostra alguns sintomas da infecção (se é sintomático). Estas distinções subtis entre uma IST e uma DST podem ajudar a compreender doenças sexualmente transmissíveis que não revelam sintomas durante longos períodos de tempo. Há mesmo doenças que estão em estado latente, como alguns tipos de vírus do papiloma humano (HPV). 

(...) Todas as doenças sexualmente transmissíveis começam como ISTs porque todas são inicialmente assintomáticas. (...) Algumas das doenças mais comuns que são transmitidas sexualmente são: Herpes Genital, Clamídia, Gonorreia, piolho-da-púbis (também conhecidos por chatos), Vírus do Papiloma Humano, HIV, Sífilis, Tricomoníase (tricomoniose ou tricomonose), Candidíase. 

Entender as diferenças entre uma IST e uma DST pode ser importante para as pessoas que são sexualmente activas. É vital compreender que os sinais contínuos de boa saúde e ausência de sintomas não significa necessariamente que se está livre de doença."

Adaptado a partir da informação publicada in Allerf

domingo, 23 de outubro de 2016

Ser Gay já não é impeditivo de dar sangue

Doação de Sangue: Acabou a exclusão arbitrária para 'homens que têm sexo com homens'

A página da ILGA publicou no passado dia 19 de Setembro:

"Foi hoje divulgada pela Direção-Geral de Saúde (DGS) a proposta de norma relativa à doação de sangue e aos critérios de exclusão que deverão aplicar-se. Desapareceu finalmente qualquer referência à categoria "homens que têm sexo com homens", que era até agora suficiente para a exclusão automática na doação de sangue de acordo com as instruções dadas pelo Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST).

Em sucessivas reuniões e contactos da ILGA Portugal com a DGS, deixámos claros os pontos principais que, no nosso entender, deveriam nortear a nova norma:

  • a categoria "homens que têm sexo com homens" não especifica comportamentos de risco (que podem acontecer nesta subpopulação tal como noutras), que devem ser o enfoque dos questionários de triagem;
  • a categoria "homens que têm sexo com homens", ao contrário de outras subpopulações definidas enquanto categorias epidemiológicas, contribui para a estigmatização de um grupo social que é alvo de discriminação, sendo que a discriminação com base na orientação sexual é, até, explicitamente proibida pela Constituição da República Portuguesa;
  • a possibilidade de passar de uma exclusão permanente para uma exclusão de todos os homens que tenham tido sexo com homens no último ano equivalia a uma exclusão permanente para qualquer pessoa com atividade sexual minimamente regular, mantendo exatamente a mesma lógica errada que norteou anteriormente a política relativa à doação de sangue.
A nova proposta garante, pelo contrário, a ausência de qualquer menção da categoria "homens que têm sexo com homens", desaparecendo a exclusão deste grupo enquanto tal (permanente ou temporária). Desaparece assim a generalização abusiva de comportamentos de uma população com uma enorme diversidade de práticas, permitindo um enfoque nos comportamentos de risco e não só mantendo como, na realidade, reforçando a preocupação com a qualidade do sangue recolhido.

Acompanharemos com atenção o questionário a ser elaborado pelo IPST para que este possa cumprir esta norma e terminar enfim com um longo período de estigmatização de homens gay ou bissexuais na doação de sangue.

___________

Partilhamos um pequeno resumo da cronologia relacionada com a questão da discriminação na doação de sangue em Portugal:

  • em 2010, a então Ministra da Saúde Ana Jorge, na sequência de uma Resolução da Assembleia da República, anunciou que a política do Ministério da Saúde na questão da dádiva de sangue era clara, no sentido de não eliminar ninguém com base na orientação sexual (o que acontecia com a pergunta que até aí ainda era colocada e gerava a exclusão: "Sendo homem, teve sexo com outro homem?"); o historial e a legislação podem ser encontrados AQUI; as queixas que chegaram à ILGA Portugal depois desse momento foram pontuais e aparentemente relacionadas com a dificuldade de uniformização de procedimentos;
  • em 2011, a nova Direção do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), nomeada pelo Governo de Pedro Passos Coelho, passa a recomendar a exclusão de todos os homens que têm sexo com homens, o que admite primeiro em reunião com a ILGA Portugal e depois em audição no Parlamento; as queixas que chegaram à ILGA Portugal desde 2011 foram recorrentes, indiciando a mudança de política entretanto confirmada;
  • o Governo de então (2011/2015) anunciou a criação de um grupo de trabalho para a revisão da norma relativa à doação de sangue (mantendo a exclusão durante todo o período de existência desse grupo de trabalho); durante muitos anos, tentámos sem sucesso participar nalguma discussão do grupo de trabalho, apesar da disponibilidade manifestada sistematicamente;
  • em agosto de 2015, no final do mandato do Governo anterior, foi subitamente anunciada a decisão de passar de uma exclusão permanente para uma exclusão de todos os homens que tenham tido sexo com homens no último ano (que equivale a uma exclusão permanente para qualquer pessoa com atividade sexual minimamente regular); a reação da ILGA Portugal pode ser consultada AQUI;
  • em março de 2016, e já com o novo Governo em funções, tivemos uma audiência com o Sr. Ministro da Saúde e o Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Saúde em que reiterámos a nossa posição face a esta questão e a necessidade de garantir práticas não discriminatórias e estigmatizantes, tendo havido recetividade quanto à necessidade de procurar a melhor formulação dos critérios de exclusão;
  • em abril de 2016, na sequência dessa audiência, tivemos uma primeira reunião com a Direção-Geral de Saúde para análise da norma que tinha sido preparada sob a égide do Governo anterior e na qual reiterámos o seu conteúdo discriminatório, propondo formulações alternativas que garantam critérios de seleção mais incisivos - e não estigmatizantes - e portanto uma forma de redução do risco residual do sangue recolhido;
  • numa nova reunião já em agosto de 2016 pudemos partilhar a nossa posição e reflexão sobre esta questão, defendendo alternativas não estigmatizantes e uma formulação que pudesse servir também de exemplo nesta questão para muitos outros países da Europa.

Centro de prevenção e detenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST) para homens que têm sexo com homens (HSH) no Porto


Centro comunitário de prevenção e detecção de IST no Porto

Já está em funcionamento no Porto o Centro Comunitário +Abraço.

Financiado pela Direcção Geral de Saúde este centro tem como principal objectivo a promoção e o acesso à prevenção primária e secundária da infecção por VIH/sida, hepatites víricas e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), garantindo o acesso atempado à informação, meios de prevenção, diagnóstico e cuidados de saúde especializados junto da população de homens que têm sexo com homens (HSH), no distrito do Porto.

O serviço prestado é anónimo, confidencial e gratuito, para o rastreio do VIH/sida, sífilis, hepatite B e C, gonorreia e clamídia. Há aconselhamento pré e pós-teste personalizado com vista à capacitação preventiva do risco de transmissão do VIH/sida e outras IST. É igualmente disponibilizado de forma gratuita de material de prevenção sexual (preservativos e gel lubrificante), e de material com informação sobre VIH/sida e IST. Outra missão é contribuir para o conhecimento epidemiológico da infecção pelo VIH/sida, hepatites víricas e outras IST por parte da população em geral.

Em território europeu, mais precisamente nos países que compõem a União Europeia, o sexo entre homens (HSH) é a forma de transmissão de VIH/sida mais frequentemente indicada no total dos casos diagnosticados, traduzindo-se em 39% dos novos casos diagnosticados. Portugal faz parte desta tendência recente do aumento do número absoluto e relativo de casos notificados referentes a HSH, bem como o decréscimo da idade mediana destes casos, inversa à tendência para as outras categorias de transmissão.

O centro está aberto na Rua Damião de Góis, nº 96, Fracção E, Porto e pode ser contactado por telefone e e-mail: 912 444 300 e centrocomunitario@abraco.pt.

ver notícia em dezanove

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Dadores de sangue: para quando um sistema justo e isento?

uma notícia com algum tempo mas ainda actual… Por quanto tempo?

Ministro homossexual não pode doar sangue, apesar de ser "padrinho" da Cruz Vermelha

03 | 09 | 2009

A ala flamenga da Cruz Vermelha na Bélgica lançou este Verão uma campanha visando aumentar o número de doadores de sangue. Nessa campanha, participa Pascal Smet, que assumiu a sua homossexualidade numa revista, no fim de Agosto.

A ministra belga da Saúde, a socialista francófona Laurette Onkelinx, assinalou hoje na rádio que "as práticas de risco, como a multiplicação dos parceiros, representam um problema", sendo que estas práticas são mais correntes na comunidade homossexual do que na população heterossexual.

O questionário que cada doador de sangue tem de responder refere claramente, segundo o partido ecologista Ecolo, que "os homens que têm relações sexuais com outros homens ficam afastados da dádiva de sangue".

"É necessário excluir da dádiva de sangue todas as pessoas, heterossexuais e homossexuais, com comportamentos que representam risco para o receptor, sem estigmatizar um grupo inteiro de doadores na base dos seus comportamentos sexuais", defendeu o mesmo partido.
Por sua vez, o ministro Pascal Smet disse compreender, em declarações ao jornal flamengo De Standaard, que a "Cruz Vermelha não queira correr o mínimo risco", embora entenda "a frustração que possa sentir um homossexual monogâmico que deseja dar sangue e não pode".

Face à polémica instalada, a ministra belga da Saúde disponibilizou-se para "encontrar uma solução menos discriminatória", em conversações com a Cruz Vermelha, especialistas médicos e associações, indicou a sua porta-voz, Annaïk De Voghel.

"Seria, talvez, também útil encontrar uma posição comum a nível europeu", acrescentou Annaïk De Voghel, salientando que a grande maioria dos países da União Europeia proíbe os homossexuais masculinos de darem sangue.

Recentemente, em Portugal, a imprensa noticiou que os homossexuais não podiam doar sangue no País.

in Destak

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Evitar comportamentos de risco: locais gratuitos de testes VIH para gays (e não só) em Lisboa

Ainda há muita gente descuidada com a sua saúde, pessoas negligentes que perpeptuam comportamentos sexuais de risco, expondo-se a si mesmos e ao seu/sua parceiro/parceira a doenças sexualmente transmissíveis, achando que os azares só acontecem aos outros. Não há razões para isso: sabias que há centros onde podes fazer testes gratuitos e saber os resultados na hora? Sugiro dois sítios na cidade onde vivo:

CheckpointLx, testes de detecção rápida do VIH

Localizado em pleno bairro do Príncipe Real, em Lisboa, o CheckpointLx oferece um serviço anónimo, confidencial e gratuito, para detecção rápida do VIH, dirigido a homens que têm sexo com homens (HSH). O serviço está localizado na Travessa Monte do Carmo, nº 2 e abre esta quinta-feira [31 de Março de 2011]. A inauguração oficial será divulgada oportunamente.

O aconselhamento é personalizado e feito por técnicos HSH, "promovendo o acesso à prevenção e à saúde sexual de uma forma mais eficaz e integrada na realidade da comunidade gay", pode ler-se na informação a que o dezanove teve acesso. É aconselhada marcação prévia através do 910 693 158 para maior rapidez no atendimento. O projecto conta com um site que deverá ficar online em breve, informação em folheto sobre PPE (profilaxia pós-exposição) e uma campanha de postais distribuídos no circuito comercial e de espectáculos através da Postal Free.
Centro de Aconselhamento e Detecção do VIH
O CAD Lapa é situado no bairro da Lapa, próximo da basílica da Estrela (R. de S. Ciro, 36, 1200-831 Lisboa). Não é exclusivo para homossexuais, é gratuito e funciona há uma série de anos. É possível ser atendido das 10h às 16h30 às terças, quintas e sextas e das 12h às 18h30 às segundas e quartas. O número de telefone é o 21 393 0151/2.

A sida e os gays portugueses

Os números e os mitos em relação ao VIH

Cinco por cento dos homens portugueses que têm sexo com outros homens são portadores do VIH. A conclusão é de um estudo apresentado ontem no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em que foram inquiridas cerca de mil pessoas, através de entrevistas presenciais.
A mesma investigação, refere que 25,8 por cento dos que têm menos de 24 anos tiveram sexo anal antes dos 15 anos. Mais de 70 por cento destes homens usaram preservativo na última relação e mais de 20 por cento sempre ou algumas vezes. Luís Mendão, do Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/Sida, citado pelo jornal i, reconhece que o número de portugueses que continua a desconhecer os riscos e as vias de contágio do vírus é "assustador": "Ainda há muita gente convencida de que através de um espirro ou de uma picada de um insecto se pode transmitir o HIV."
Os números foram apresentados no âmbito da Conferência Internacional sobre a infecção do VIH entre os grupos de difícil acesso (HSH - Homens que fazem Sexo com Homens e TS - Trabalhadores do Sexo), que termina hoje no Instituto de Higiene e Medicina Tropical. O encontro é promovido pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), a Associação para o Desenvolvimento da Medicina Tropical (ADMT) e o Grupo Português de Activistas Sobre Tratamentos de VIH (GAT).

quinta-feira, 31 de março de 2011

ROM: ricochete do artigo homofóbico

Em Janeiro foi noticiado o artigo homofóbico publicado pela Revista da Ordem dos Médicos (lê-lo inteiro aqui). Parece que este gerou respostas na própria ROM. Para ler mais reacções no blogue, ler a opinião do bastonário da ordem dos médicos, reacção de cristãos homossexuais, comentário de um leitor e a primeira reacção do autor do moradasdedeus.

Artigo homofóbico na Revista da Ordem dos Médicos gera reacções na própria revista

A edição de Fevereiro da Revista da Ordem dos Médicos contém dois artigos particularmente críticos de um texto homofóbico publicado na edição anterior da revista.

Na edição de Janeiro da Ordem dos Médicos foi publicado um artigo que classificava as pessoas homossexuais de forma errónea tendo em conta os critérios científicos actualmente aceites. A revista de Fevereiro vem corrigir a situação com dois artigos em sentido contrário que criticam não só o artigo propriamente dito como a sua publicação na revista da Ordem dos Médicos.

O primeiro artigo é de João Ribeiro que manifesta a sua "profunda indignação" com a publicação do artigo de Janeiro. E esclarece que o artigo anterior "não se trata de um artigo de opinião mas de um artigo de discriminação dirigido a gays e lésbicas e cujos únicos conteúdos são comentários bárbaros, ignorantes, arbitrários e sem qualquer fundamento científico ou sequer argumentação racional".

O médico João Ribeiro refere também que tal artigo é "impublicável" na referida revista, justificando que é preciso distinguir entre a "liberdade de opinião" e a "ofensa insultuosa".

O artigo continua com exemplos de secções do artigo de Janeiro e esclarecendo a posição sobre os mesmos e termina com um lamento que "tantos leitores tenham sido expostos a estas páginas na vossa edição de Janeiro".

Por outro lado Ana Matos Pires enviou um artigo à direcção da revista com o título "A ignorância também ofende". Em primeiro lugar manifesta a sua perplexidade por alguém levar a sério em termos científicos um artigo que começa por referir o "sexto sentido feminino".

Depois Ana Matos Pires questiona a Ordem dos Médicos sobre a razão da publicação do artigo que é supostamente de opinião, o que, na opinião da autora, não pode ser feito sem ser com base em factos.

E Ana Matos Pires indica que "não há ao longo do referido 'artigo', um único facto sustentado no que à homossexualidade diz respeito".

A autora também refere que há no texto ofensas a terceiros contrariando assim as declarações do assessor de imprensa da Ordem dos Médicos ao jornal Público de 22 de Fevereiro. E continua com exemplos de práticas que não faria sentido colocar na revista por serem, objectivamente, contra toda as "responsabilidades clínicas e científicas" da Ordem dos Médicos.

In portugalgay

segunda-feira, 7 de março de 2011

Genética e Homossexualidade


Transcrevo uma adaptação da mensagem publicada por Teleny no blogue retorno (G-A-Y)

Já escrevi (...) algumas vezes sobre a principal dificuldade enfrentada num (eventual) diálogo sobre a homossexualidade. Quando leio os argumentos, tanto dos "simpatizantes" quanto "antipatizantes", tenho a impressão de que, ao falar, estamos a usar línguas diferentes (ainda que (...) [n]a mesma língua portuguesa). Muitas vezes, altera-se (propositalmente) o conteúdo das afirmações de opositores, para "ganhar pontos" na sua própria argumentação. É evidente que, desta maneira, o diálogo torna-se ainda mais difícil (ou praticamente impossível). Acrescentemos aqui toda aquela carga emocional e já temos pronta uma briga sem fim.
 
Como exemplo, trago aqui uma declaração de José Manuel Giménez Amaya, professor de Anatomia e Embriologia na Universidade Autónoma de Madrid e director do grupo de pesquisa "Ciência, razão e fé" da Universidade de Navarra. O texto completo encontra-se no portal católico de notícias, Zenit [1]. O professor Amaya afirma:
 
"Há condicionamentos genéticos do homem que estão relacionadas com o seu comportamento, mas não se pode dizer que são absolutamente determinantes. Infelizmente, muitas vezes, quando se fala sobre os chamados genes que regulam o nosso comportamento, por exemplo, o ‘gene da conduta sexual', pretende-se dar a entender que tudo no homem é determinado pelo genoma. E neste caso, é importante notar, portanto, que, do ponto de vista científico, esta tese não pode ser sustentada."
 
A pergunta que surge naturalmente é: como é que um professor universitário tira conclusões tão precipitadas? Como sabe o que, de facto "pretende-se dar a entender"? Na linguagem popular, isso chama-se a isso "colocar palavras na boca alheia". Quem pretende aqui alguma coisa é o próprio Amaya.
 
Se a frase em questão tivesse o termo "muito" no lugar de "tudo", não seria tão tendenciosa. Desta maneira as coisas ficariam mais objectivas. Vejamos: Quando se fala sobre os chamados genes que regulam o nosso comportamento, por exemplo, o ‘gene da conduta sexual', pretende-se dar a entender que muito no homem é determinado pelo genoma. Pretende-se sim, [senhor] professor! Todos os cientistas, sem "interesses partidaristas" (homo- ou heterossexuais), continuam as investigações, nas mais diversas áreas do conhecimento do ser humano, procurando (entre muitas outras coisas) aproximar-se de uma explicação mais ampla das origens de homossexualidade. Acontece que, quando um cientista é mais cientista e menos activista, os resultados do seu trabalho merecem crédito.
 
O que se sabe, realmente, é que para formar (por exemplo) uma identidade sexual, contribuem muitos factores, sem excluir, evidentemente, o da genética. Li recentemente uma matéria de Dr. Dráuzio Warella [2], médico oncologista e escritor brasileiro, conhecido por popularizar a medicina através de programas de rádio e TV. [O referido artigo tem um ponto de vista bastante diferente e esclarecedor sobre esta questão. Dado o seu interesse e relevância, será publicado como uma mensagem separada neste blogue. Contudo, para os leitores mais ávidos, poderão ir à nota [2] e lê-lo já na íntegra]
Esta é a sua opinião:

(...) A propriedade mais importante do sistema nervoso central é sua plasticidade. De nossos pais herdamos o formato da rede de neurônios que trouxemos ao mundo. No decorrer da vida, entretanto, os sucessivos impactos do ambiente provocaram tamanha alteração plástica na arquitetura dessa rede primitiva que ela se tornou absolutamente irreconhecível e original. Cada indivíduo é um experimento único da natureza porque resulta da interação entre uma arquitetura de circuitos neuronais geneticamente herdada e a experiência de vida. (...)


[1] Ler aqui o artigo
[2] Ler aqui o artigo

sábado, 5 de março de 2011

Promulgada lei de alteração de nome e de sexo no registo civil: cirurgias paradas

obra de Joana Vasconcelos nos jardins do Palácio de Belém
Cavaco promulga diploma e cirurgias param

O Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, promulgou ontem, 1 de Março de 2011, o diploma que cria o procedimento de alteração de nome e sexo no registo civil, mas o Serviço Nacional de Saúde perde o único cirurgião que praticava estas intervenções cirúrgicas.


Cavaco promulgou a lei contra vontade, por imperativo constitucional, já que o documento foi reaprovado pela Assembleia da República sem qualquer alteração, que a existir permitiria um segundo veto presidencial.

Insistindo na mesma argumentação usada no veto em Janeiro, considera que o documento revela graves deficiências de natureza técnico-jurídica ao não definir os critérios de diagnóstico e por não garantir o controlo mínimo das qualificações profissionais de quem emite o relatório clínico.

Estas dificuldades foram assinaladas por vários especialistas, dando como exemplos os pareceres do Conselho Superior da Magistratura ou da Ordem dos Advogados, considerando que a sua actuação foi determinada por critérios exclusivamente orientados para a defesa dos direitos das pessoas e do superior interesse do País.

As reacções por parte das associações transexuais e LGBTTI não se fizeram esperar: Júlia Pereira, porta voz do GRIT (Grupo de Reflexão e Intervenção Transexual) e membro fundador da API (Associação Pela Identidade - Intervenção Transexual e Intersexo) considerou em declarações ao Jornal de Notícias que “A Presidência da República aprova o diploma mas não mudou os argumentos e isso também não é novidade. Apesar de, com o tempo que passou desde então, Cavaco Silva já se poder ter informado melhor sobre o assunto e, até, ter uma opinião com mais substância” e que "O presidente da República não explica quais foram os especialistas que ouviu e quais as declarações que produziram. Porque os poucos que existem em Portugal nesta área foram ouvidos no Parlamento e as suas declarações são conhecidas, porque ficaram registadas".

Ainda acrescentou que "As pessoas transexuais passam a ter direito à sua cidadania e esta lei cumpre todas as recomendações internacionais, algo que o presidente não teve em conta tanto no veto como na sua promulgação. Mas, importante agora, é que a Ordem dos Médicos deixe de ter o poder que tem na vida destas pessoas, quando é a única entidade que pode autorizar as cirurgias. Situação única no mundo", dando o mote para uma das próximas lutas que se adivinham pelo reconhecimento pleno dos direitos das pessoas transexuais.

Por sua vez a Associação Pela Identidade - Intervenção Transexual e Intersexo, em comunicado, faz notar que "A questão da identidade de género não diz respeito apenas às pessoas transexuais e até mesmo o presidente da República Portuguesa possui a sua identidade de género, como qualquer cidadão ou cidadã. Por este motivo, o reconhecimento da identidade e consequente direito à cidadania, de todas as pessoas transexuais, mostra-se um assunto do superior interesse do país. Todas as pessoas têm o direito à oportunidade de uma vida digna e de ver respeitada a sua identidade de género", ressalvando que "as objecções apontadas pelo presidente da República não revelam mais que um desconhecimento sobre a situação das pessoas transexuais em Portugal", e perguntando “porque motivo por que não foram tidos em conta os pareceres dos especialistas com larga experiência com esta população, além das próprias pessoas transexuais, que foram ouvidas ao longo de todo o processo legislativo - e se mostraram favoráveis ao formato desta lei.”

Paulo Corte-Real, da Ilga Portugal declarou também ao JN que a "lei reforça o compromisso de Portugal com os direitos humanos". "É um motivo de orgulho. Lamentamos que para o presidente da República não o seja, até porque a Assembleia da República deu um primeiro passo importante na defesa da pessoas transexuais". "Após a publicação da lei, as pessoas transexuais deixam de ter a enorme dificuldade que era a adequação da documentação à sua identidade. Trata-se de um direito que lhes estava negado".

Sérgio Vitorino, também em declarações ao JN em nome das Panteras Rosa, criticou o desconhecimento demonstrado por Cavaco sobre estas pessoas, ressalvando que "Esta legislação não é nada de extraordinária. É quase decalcada da espanhola, que dá como bom exemplo", afirmando que "A Presidência da República aventura-se a fazer considerações médicas que não lhe compete, tal como aos deputados. Aliás, durante toda a discussão desta legislação mostraram desconhecer o que é um transexual e o que significa identidade de género", "Não resolve tudo, mas é um primeiro passo.”

Na mesma altura foi divulgado que o Hospital de Santa Maria não entrou em acordo com o único cirurgião que fazia estas cirurgias em Portugal. João Décio Ferreira abandonou o Serviço de Cirurgia Plástica do hospital por considerar a proposta da administração “ofensiva”.

A proposta considerava 35 horas semanais por um terço da reforma ou do ordenado, o que daria 6 euros por hora. "Isto é menos que uma empregada doméstica ganha.”, afirmou. Um jovem interessado em aprender a sua técnica ainda tem dois anos de especialidade pela frente.

Ficam assim paradas as cirurgias em Portugal.


In Portugalgay a 2 de Março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

Uma semana de Cultura angolana, em Lisboa

baía de Luanda
1ª Mostra da Cultura Angolana

O Chapitô Colectividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina, numa co-produção com a Casa de Angola, promove, entre os dias 01 e 08 de Março de 2011, a I Mostra da Cultura Angolana a qual integra apontamentos de literatura, música, dança, teatro, artes plásticas e gastronomia bem como acções de apoio social às comunidades angolana e portuguesa materializadas em rastreios de saúde e aconselhamento médico.


Esta acção pretende, de igual forma, apoiar as iniciativas culturais levadas a cabo por comunidades de expressão portuguesa, promovendo a interculturalidade e a troca de saberes.

O Chapitô CCRSC e a Casa de Angola promovem, também, tertúlias e reflexões acerca do papel da mulher nas sociedades africanas e portuguesa.

Programa

01 de Março, 22h, Bartô do Chapitô
Literatura: Sessão de Autógrafos “Verdades Ocultas”, de Idalina Santos
Música: Tony Jackson

02 de Março, 22h, Bartô do Chapitô
Comemoração do Dia da Mulher Angolana
Tertúlia: O papel da mulher na sociedade angolana - Dr.ª Maria de Lourdes Policarpo e Dr.ª Regina Rosa Cardoso Corado
Literatura: Declamação de Poesia - Cármem Filomena e Lourdes Félix
Sessão de Autógrafos “Sabor a Maboque”, de Dulce Braga
Música: Duas Vozes Angolanas: Garda e Té Macedo

03 de Março, 22h, Bartô do Chapitô
Teatro: Leitura Encenada pelo Teatro Griot - “Os vivos, o morto e o peixe frito”, de Ondjaki
Artes Plásticas e Literatura Projecto de Instalação e Poesia: Mito Elias
Música: Prince Wadada

04 de Março, 22h, Bartô do Chapitô
Literatura: Grandes poetas de Angola
Dança: Ballet Tradicional - Grupo KILANDUKILU
Novas Tendências: RAP e Kuduro - PM

05 de Março, 16h, Esplanada do Chapitô
Feira de Artes
Gastronomia Tradicional
Rastreio Médico: Doenças Cardiovasculares, avaliação da tensão arterial, colesterol, glicemia capilar a aconselhamento médico - Coordenação: Dr. Emanuel Figueiredo em parceria com a ANMAP – Associação Nacional dos Médicos Angolanos em Portugal

05 de Março, 22h, Bartô do Chapitô
Música: Eduardo Paim
DJ Session: Lady G. Brown

Informações

I Mostra da Cultura Angolana
De 01 a 08 de Março de 2011
Entrada Livre

Chapitô

Costa do Castelo 1/7, Lisboa
Telefone: 218 855 550
Fax: 218 861 463

Casa de Angola
Travessa da Fabrica das Sedas, nº7, Lisboa
Telef. 21 386 3496

Conhecer mais sobre o Chapitô

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

É suposto os médicos serem pessoas elucidadas?

Um artigo publicado por um médico saiu na revista da Ordem dos Médicos. Com alguma perplexidade podemos descobrir clichés e informações absolutamente injustificadas e falsas que demonstram muita ignorância e preconceito da parte do seu autor. E não fica por aqui...

Sugestão: Eu já escrevi uma mensagem/sugestão à Ordem dos Médicos, falando do facto de pensar ser inadmissível que esta Ordem "deixe passar" em branco a publicação de um texto com tantos erros e baseado em preconceito e conversas de café.



Pergunto-me o que quer um médico dizer quando se refere a "sociedade homossexual", e como pode resumir a homossexualidade a um "comportamento", associando-o a roupas, fala, linguagem e gestos - neste caso, qualquer heterossexual que não saiba escolher a sua roupa correria graves perigo de se tornar homossexual! -; como pode, em pleno século XXI, falar do "respeito" pelo homossexual pondo-o no "mesmo saco" do doente, do defeituoso (será isto um termo médico?), do anormal (!) e do tarado!!!...

Para escrever um comentário à ordem dos médicos: aqui

Artigo de opinião polémico na revista da Ordem dos Médicos

Na edição de Janeiro da revista da Ordem dos Médicos foi publicado um artigo de opinião intitulado “O sentido do sexo” da autoria de William H. Clode, Chefe do Serviço Hospitalar do instituto Português de Oncologia.
 
O artigo está datado de Dezembro de 2009 e, neste, William H. Clode aborda os cinco sentidos, o "sexto sentido" e o "daltonismo dos sentidos". Nesta última secção, entre outras afirmações, podemos encontrar as seguintes:

"A sociedade homossexual diferencia-se da heterossexual pelos gestos, pela fala, pela indumentária, pelos gostos e por manifestações subtis que identificam um comportamento" e "a homossexualidade é conhecida desde que o ser humano está na História do Planeta. É repudiada em todas as civilizações mas tolerada nas civilizações mais evoluídas pois a humanidade aprende a respeitar os doentes, os defeituosos, os anormais, os portadores de taras…" (...)"
 
In dezanove

Ler o artigo "O sentido do sexo" na íntegra aqui.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O Papa também tem medos e revela fragilidades

O Papa Bento XVI a confessar-se em público. Pelos primeiros comentários de quem já leu "Luz do Mundo – o Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos", esta obra em forma de entrevista revela as interrogações, por vezes os medos do Papa. E aparece longe da imagem inflexível que ficou colada a Ratzinger antes de ser eleito Papa.

Bento XVI sugere no novo livro-entrevista que pode renunciar ao cargo
Confissões e medos do Papa num livro que já é sensação
 
O livro desmantela completamente a imagem de Ratzinger obscurantista, retrógrado”, avalia o vaticanista Sandro Magister, após a apresentação do livro. Conceituado especialista do Vaticano, crítico de Ratzinger, Magister dizia à AFP que o Papa manifesta agora “vontade de compreender o mundo”.

A questão do preservativo marcou mediaticamente, desde sábado [estamos a falar do mês de Novembro; para ler artigos no blogue sobre esta questão ir ao mês de Novembro ou ver as etiquetas de preservativo e  bentoxvi], a pré-publicação do livro. Nesse dia, o "L’Osservatore Romano", jornal do Vaticano, divulgou excertos. Ali se lia que, “em casos pontuais, justificados”, se pode usar o preservativo.

A afirmação teve reacções positivas em todo o mundo, nomeadamente de organizações de luta contra a sida. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse, em entrevista ao PÚBLICO, que o Papa era “bastante pragmático e realista”. A directora da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan, falou em “boas notícias”.

É uma maravilhosa vitória do senso comum e da razão”, reagiu Jon O’Brien, do grupo Católicos pela Escolha [Catholics for Choice], citado pela Reuters. E o director da Onusida, Michel Sidibe, falou num passo “positivo”.

O autor da entrevista, Peter Seewald, considerou ontem “penoso” e ridículo” que os media se concentrem apenas no preservativo. “O livro aborda a sobrevivência do planeta ameaçado, o Papa lança um apelo a toda a humanidade, o nosso mundo afunda-se e metade dos jornalistas só se interessa pela questão do preservativo”, afirmou na apresentação.

Muitos outros temas da Igreja e do mundo, bem como dos cinco anos de pontificado de Ratzinger, passam pelo livro, que não ignora polémicas provocadas por afirmações do Papa — o tema do preservativo surge nesse contexto, quando Bento XVI explica o que pretendeu dizer na viagem a África. E, confessa, algumas das polémicas foram para si inesperadas.

Ratzinger abriu uma importante brecha no tema da contracepção, mas mantém outras ideias da doutrina tradicional: a homossexualidade, por exemplo, “opõe-se à vontade de Deus”, mas os homossexuais “merecem respeito” e “não devem ser rejeitados por causa disso”.

Estas afirmações provocaram ontem a reacção da mais importante associação de defesa dos direitos de homossexuais italianos. A Arcigay afirmou: “As palavras do Papa humilham milhões de vidas que têm que suportar discriminações todos os dias.” E anunciou “contestação directa ao Papa” no futuro imediato.

A recusa de ordenação de mulheres é outro tema de conversa entre Bento XVI e Peter Seewald, jornalista alemão que já antes publicara outras duas entrevistas com o então cardeal Joseph Ratzinger ("O Sal da Terra" está editado na Tenacitas). A não-ordenação de mulheres “é uma vontade de Deus”, afirma, retomando afirmações suas segundo as quais o debate está dado por terminado pelo Vaticano.

Divorciados e renúncia

O Papa sugere, entretanto, ser necessária “uma reflexão” sobre a proibição de pessoas divorciadas que voltaram a casar não poderem comungar. E, pela primeira vez publicamente, assume também a possibilidade de resignação do cargo. “Não se pode fugir quando o perigo é grande. Em consequência, não é certamente o momento de me demitir”, diz no livro, citado pela AFP. Mas “se o Papa não estiver em forma fisicamente e espiritualmente”, a hipótese de abdicar do cargo deve ser colocada.

Polémica, no início de 2009, foi também a retirada da excomunhão (mas sem o ter reintegrado na Igreja Católica) do bispo integrista Richard Williamson, que nega o Holocausto. Bento XVI confessa “não ter tomado consciência de quem se tratava”. Na altura, comentou-se que alguém no Vaticano teria omitido informação ao Papa sobre Williamson, pois o negacionismo do bispo era conhecido.

A primeira grande polémica, após o discurso de Ratisbona sobre a violência, em que Bento XVI citou uma frase que se referia a Maomé, foi originada por um discurso “mais académico que político”, afirma agora Ratzinger. Ao contrário do que as manifestações dessa altura evidenciaram, católicos e muçulmanos estão “comprometidos hoje numa luta comum, a defesa dos valores religiosos”.Também a propósito do islão, acrescenta: “É importante que permaneçamos intensamente em contacto com todas as forças muçulmanas abertas ao diálogo, para que se possam produzir mudanças onde o islão liga verdade e violência.”
Outras afirmações do livro trazem novas polémicas no bico: as afirmações sobre Pio XII, o seu antecessor que governou a Igreja no tempo da II Guerra Mundial, provocaram a reacção de organizações judaicas. Pio XII foi “um dos grandes justos, que salvou os judeus mais do que ninguém”, afirma Bento XVI no livro. “Naturalmente, podemos perguntar sempre: ‘Por que é que ele não protestou com mais vigor?’ Creio que ele viu as consequências que poderia ter havido com um protesto público”.

Vários responsáveis judaicos protestaram. Entre eles, o rabino David Rosen, do Comité Judaico Americano, que respondeu à AFP: “Há certamente muitos argumentos para rejeitar as acusações de imobilismo de Pio XII enquanto a vida dos judeus e de outros estava em perigo. Mas não só Pio XII nunca interpelou directamente o regime nazi sobre a questão do extermínio dos judeus, como, mais grave, nunca exprimiu publicamente a condenação, nem mesmo o lamento, após o fim da II Guerra Mundial.”
 
In público, por António Marujo a 23 de Novembro de 2010
http://www.publico.pt/Sociedade/confissoes-e-medos-do-papa-num-livro-que-ja-e-sensacao_1467777

sábado, 8 de janeiro de 2011

Gays e lésbicas brasileir@s podem ter filhos

No Brasil, Reprodução Medicamente Assistida está disponível para gays e lésbicas

O Conselho Federal de Medicina (CFM) do Brasil divulgou ontem as novas regras para acesso a técnicas de reprodução medicamente assistida. Uma das novidades é que gays e lésbicas passam a ter acesso a esta possibilidade.


A partir de agora a fertilização in vitro e a inseminação artificial passam a estar disponíveis para pessoas solteiras, incluindo homossexuais. Anteriormente só era permitido para pessoas casadas, o que no Brasil implica serem de sexo diferente.

Outra novidade é a possibilidade de utilizar a "Barriga Solidária", ou seja: que o embrião e feto se desenvolva na barriga de uma mulher externa ao casal, mas que seja da família. No entanto tal actividade não poderá ser remunerada.

Num casal homossexual masculino, o esperma pode ser de um dos parceiros e o óvulo de uma doadora anónima. Depois de fecundado, o embrião é introduzido no útero de uma parente de um dos dois. Entre mulheres, o doador do sémen pode ser desconhecido ou não. Uma deverá desenvolver o embrião.

Esta abertura a gays e lésbicas é tão mais significativa quanto diversas outras medidas incluídas na resolução passam a definir limites mais estritos à actividade de reprodução medicamente assistida. Por exemplo o número de máximo de embriões a serem implantados numa mulher com menos de 35 anos passou de 4 para 2.

As medidas foram aprovadas por unanimidade pelo Conselho.

In PortugalGay.PT
http://portugalgay.pt/news/060111A/brasil:_reproducao_medicamente_assistida_disponivel_para_gays_e_lesbicas

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Bancos de esperma e de ovócitos

Identificação dos dadores reduz stocks de bancos de esperma e de ovócitos

Lei portuguesa garante a confidencialidade dos dadores. Só os tribunais podem decidir a divulgação da identidade.

Nic e Jules são um casal de lésbicas do Sul da Califórnia. Ambas tiveram filhos com o recurso a um dador de esperma. Quando Joni, a mais velha, faz 18 anos, o irmão, Lazer, convence-a a encontrarem o pai biológico de ambos. Um quinto elemento que acaba por desestabilizar a família. É o argumento de Os Miúdos Estão bem, filme que hoje se estreia [atenção que a notícia é do mês de Novembro e o filme já passou pelas salas portuguesas]. E em Portugal? É garantido o anonimato dos dadores, o que só poderá ser revelado por decisão do tribunal.

A lei portuguesa estabelece como regra a confidencialidade do dador ou dadora. Só em situações excepcionais, por exemplo, que envolvam um casamento, é que o jovem pode pedir ao Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) para que seja fornecida a identidade genética. E só em tribunal se coloca a hipótese de informar a identidade civil.

"A lei diz que poderá haver a divulgação da identidade civil na sequência de um pedido do jovem em tribunal. É uma norma em branco, porque não é possível definir à partida que situações podem levar a esse tipo de decisão. Mas espero que avaliem bem o que a divulgação significa para os dadores", sublinha Eurico Reis, presidente do CNPMA. E acrescenta que a consequência imediata seria a diminuição de dadores.

A diminuição de dadores é, também, salientada como um dos obstáculos à divulgação do nome por Carlos Plancha, embriologista do Centro Médico de Assistência à Reprodução, em Lisboa. E diz que esta não é uma questão colocada pelos casais que recorrem a tratamentos de infertilidade.

Na maioria dos Estados membros, é garantida a confidencialidade dos dadores, mas no Reino Unido e nos países nórdicos há a possibilidade de divulgar o nome quando a criança atinge a maioridade. É o que também acontece nos Estados Unidos, desde que o dador autorize. E, se não autorizar, os jovens sempre podem recorrer aos tribunais.

"No Reino Unido e na Suécia houve diminuição de dadores e, agora, têm de recorrer a Espanha", diz Eurico Reis, que explica que o padrão médio dos dadores nos EUA são jovens universitários que vêem na doação de espermatozóides uma hipótese de aumentar o orçamento. Com os ovócitos o processo é mais complexo.

Rita Paulos, da Rede Ex-Aequo, associação de lésbicas, bissexuais, transgéneros e simpatizantes, entende que a questão é complicada, mas aceita a possibilidade de o nome dos dadores ser divulgado quando o jovem atinge a maioridade. "Talvez seja legítimo conceder esse conhecimento, já que é uma informação importante para a história da criança, desde que sejam respeitados os direitos legais das figuras parentais. As leis acabam por colocar a questão da confidencialidade para proteger sobretudo os dadores", defende.

Afonso Barros é pioneiro na procriação medicamente assistida (PMA) e sempre defendeu o sigilo. "É a única forma de proteger as pessoas, seja o dador, o casal ou o indivíduo". E, quanto ao direito de a criança saber quem doou o esperma, argumenta: "É uma célula e não tem a importância que lhe é atribuída no sentido de pôr em causa a confidencialidade."

Em Portugal, só as pessoas casadas ou que vivam em união de facto têm acesso à PMA. As lésbicas portuguesas acabam por, em regra, recorrer aos bancos espanhóis, onde a confidencialidade também é protegida. Apenas os centros privados fazem recolha de espermatozóides e ovócitos, esperando-se a abertura do primeiro banco público, já autorizado.

por Céu Neves, in diário de notícias online a 18 de Novembro de 2010
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1713710

Música solidária: de mãos dadas com a Luta contra o Cancro

Concerto de solidariedade a favor do Serviço de Hematologia do IPO de Lisboa
Projecto Dar a mão

No dia 11 de Janeiro de 2011, pelas 18h30, no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa realizar-se-á:

Concerto de solidariedade a favor do Serviço de Hematologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO)

Este concerto contará com a Banda Sinfónica da GNR, com o maestro Jean-Sébastien Béreau e com os solistas Ana Telles, Ajda Zupancic, João Moreira e João Rodrigues.


Dar a Mão é um gesto de solidariedade e agradecimento que parte de Ana Telles, pianista e antiga doente do Serviço de Hematologia do IPO de Lisboa, na ocasião em que se comemora o 10º aniversário do seu último tratamento nessa instituição. Pretende viabilizar um donativo com o propósito de o dotar o referido Serviço de um sistema de Wi-Fi que permita aos doentes internados um melhor contacto com o exterior, nomeadamente com as respectivas famílias.

O projecto congrega esforços de várias outras personalidades, incluindo a prestigiada Banda Sinfónica da GNR, o conceituado maestro e compositor Jean-Sébastien Béreau e ainda outros solistas que lutaram contra a mesma doença.

O programa do concerto compreende:
  • uma Abertura festiva, Fanfarres liturgiques, de Henri Tomasi, obra especialmente composta para a ocasião e para os solistas em destaque pelo maestro e compositor Jean-Sébastien Béreau, sobre o poema Tu és a Esperança, a Madrugada, do livro As mãos e os frutos de Eugénio de Andrade
  • a célebre Sinfonia em ré menor de César Franck, monumento da literatura sinfónica aqui numa transcrição para orquestra de sopros, simbolizando um percurso de redenção entre as trevas e a luz comparável ao processo de cura de quantos já foram confrontados com doenças do foro oncológico
Dar a Mão pretende veicular uma mensagem de esperança e confiança para todos quantos lidam com a doença, assumindo igualmente o propósito de agradecer e felicitar os vários profissionais do Serviço de Hematologia do IPO de Lisboa pelo trabalho quotidianamente desenvolvido em prol de tantas vidas.

NOTA: Os Bilhetes estarão à venda cerca de uma hora e trinta antes do espectáculo, na Reitoria sa Universidade Nova de Lisboa.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Para te VER melhor

Reutilização e reciclagem de óculos
Óculos com nova vida,
óculos para quem precisa

Tens óculos que já não utilizas? Graduados ou de Sol? Então podes ajudar ...
(NOTA: antes de publicar esta mensagem verifiquei a autenticidade do programa)

Nos últimos nove anos, os Lions enviaram cerca de 48 milhões de óculos para os Centros Lionísticos de Reciclagem de Óculos oficiais. Embora este número impressione, milhares de outros óculos permanecem esquecidos em gavetas, porta-luvas, caixas de achados e perdidos em escritórios, aeroportos e hotéis.

Desde o apelo de Helen Keller para que se tornassem “Paladinos dos Cegos” em 1925, os Lions desencadearam uma cruzada para a conservação da visão.

A necessidade é enorme - uma em cada quatro crianças não consegue ver bem o suficiente para ler sem óculos. Ao chegar aos 40 anos, 90% de todos os adultos precisarão de óculos. A vida de cerca de 500 milhões de pessoas no mundo inteiro melhoraria com uns simples óculos graduados. Estas estatísticas assombrosas da Organização Mundial da Saúde demonstram porque os Lions precisam continuar com os seus esforços para recolher e reciclar óculos.

Os óculos que são doados a países em desenvolvimento permitem a um grande número de pessoas verem melhor pela primeira vez na vida.

Reciclar óculos custa tão pouco, ainda assim a despesa para corrigir deficiências visuais é astronómica para muitas pessoas em países em desenvolvimento. Em muitos países, um exame à vista custa tanto quanto o salário mensal e muitas vezes há apenas um médico para centenas de milhares de pacientes fazendo com que seja extremamente difícil consultar um oftalmologista.

Problemas de visão deficiente descuidados, sem tratamento, podem levar à cegueira ou ao desemprego de adultos. O programa de doação de óculos beneficia milhões de pessoas cada ano.

Directrizes do Programa

Todos os tipos de óculos para crianças e adultos são bem-vindos, inclusivé os de grau muito forte ou fraco. Óculos para leitura e óculos de sol são também aproveitados.

Os óculos recolhidos podem ser enviados pelos CTT ou entregues directamente em:
Distrito Múltiplo 115 do Lions Club
Rua Basílio Teles, 17 - 3º C
1070-020 Lisboa
Junto ao IPO em Lisboa (à Praça de Espanha)

O Lions Club

Os Lions oferecem o seu tempo às causas humanitárias, com relevância maior na salvaguarda da Visão, quer através de múltiplas actividades locais, quer colaborando no programa internacional SightFirst e no Dia Mundial da Visão.


Esta acção realiza-se anualmente na segunda quinta-feira do mês de Outubro em parceria com agências da Organização das Nações Unidas e outras organizações oftalmológicas e filantrópicas, tendo por objectivo a sensibilização para a erradicação da cegueira evitável e reversível.

(...)
 
Os Lions fazem ainda a recolha anual de mais de 30 milhões de pares de óculos usados, para depois os reciclar e distribuir por países em vias de desenvolvimento.

Esta acção efectua-se durante todo o ano e particularmente em Maio, mês Lions da Reciclagem para a Visão.

No mundo, há 17 Centros Lionísticos de Reciclagem de Óculos:
- onze nos Estados Unidos e um na Austrália, Canadá, França, Itália, África do Sul e em Espanha.

O Lions Clubs International é a maior organização mundial de Clubes de serviços voluntários, actuando através do envolvimento comunitário e cooperação internacional com 1,3 milhão de sócios que trabalham juntos para responder às necessidades que desafiam as comunidades, e neste momento, agrupam-se em 45.000 Clubes espalhados por 205 países e regiões.


para consultar mais acções dos Lions
http://www.lionsclubes.pt/dm115/index.php?option=com_content&view=article&id=50&Itemid=81
Lions Club Portugal
http://www.lionsclubes.pt/dm115/

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prevenção difícil para os gays: não se pode acabar com a Sida sem acabar com a homofobia

Estudo revela que os gays não têm fácil acesso a preservativos, lubrificantes, testes e aconselhamento

Um novo estudo internacional com mais de 5.000 homens que têm sexo com homens (HSH) constatou que a maioria acha difícil ou impossível o acesso a testes de VIH e aconselhamento, preservativos e lubrificantes gratuitos.

A pesquisa - realizada pelo Fórum Global sobre HSH e HIV (MSMGF) e professor Patrick Wilson, da Universidade de Columbia Mailman School of Public Health, e paga pela Fundação Bill & Melinda Gates Foundation - sugere que menos da metade dos HSH em todo o mundo tem acesso à prevenção e serviços básicos.

Apenas 39 por cento relataram fácil acesso a preservativos gratuitos e apenas um em cada quatro relataram o acesso fácil ao lubrificante grátis. Um quarto disse que lubrificante grátis estava completamente indisponível.

Uma grande percentagem dos homens relataram que era difícil ou impossível o acesso a testes de VIH/SIDA (57 por cento), material de educação VIH (66 por cento) e tratamento de VIH (70 por cento).

A pesquisa foi realizada on-line em Chinês, Inglês, francês, russo e espanhol e distribuída através de redes globais de MSMGF e de Fridae.

"Desde o início da epidemia, tem sido amplamente reconhecido que os preservativos, lubrificantes, testes e tratamento, quando combinados com a mudança de comportamento de lideranças comunitárias e programas de apoio, são as ferramentas mais fiáveis na luta contra o VIH entre HSH", disse Ayala George, Director Executivo da MSMGF. "Passados 25 anos, é imperdoável que os HSH de todo o mundo continuem a ter acesso restrito a esses recursos básicos que salvam vidas."

O estudo também descobriu que os homens na África, Ásia, Caraíbas, Europa Oriental e América Latina apresentam níveis mais elevados e mais duras formas de estigma e discriminação homofóbica do que os homens na América do Norte, Europa Ocidental e Austrália.

"O estigma e a discriminação comprometem o acesso a programas de prevenção e tratamento, forçando os HSH à clandestinidade e longe dos serviços que necessitem", disse o co-presidente da MSMGF, Othman Mellouk. "Sem resolver o maior problema da homofobia, nós não teremos nenhuma esperança de acabar com o VIH/SIDA."

Rex Wockner para PortugalGay.PT
http://portugalgay.pt/news/131210B/sida:_estudo_conclui_que_os_gays_nao_conseguem_encontrar_preservativos_e_lubrificantes

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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