Pesquisar neste blogue

A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
Mostrar mensagens com a etiqueta arquitectura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arquitectura. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de março de 2019

Morreu Manuel Graça Dias, um arquitecto que não tinha medo da cor

Aos 66 anos, morreu um arquitecto que marcou a década de 1990 da arquitectura portuguesa

Manuel Graça Dias é um nome bem conhecido para quem se interessa pela arquitectura. Trabalhou muito com o arquitecto Egas José Vieira no ateliê Contemporânea. Responsável pelo pavilhão de Portugal na expo de Sevilha em 1992, foi também da sua autoria a reconversão da torre da Galp criando a entrada Sul da expo' 98 em Lisboa. Outras das suas obras mais conhecidas são a sede da Ordem dos Arquitectos em Lisboa, os cinemas Monumental, o Teatro Azul em Almada... Outros projectos mais arrojados não escaparam da polémica, como o edifício Golfinho em Chaves ou projectos utópicos como o elevador para o Castelo de São Jorge em Lisboa - que nunca saiu do papel.  Foi professor universitário de muitas gerações de arquitectos e também ficou conhecido pelos programas na RTP 2 ou os livros que escreveu, com uma linguagem muito acessível ao grande público.

Proponho o artigo do Observador sobre este tema.


domingo, 8 de abril de 2018

Um livro sobre a arquitectura religiosa em Lisboa

Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Lisboa
Igrejas do século XX - Arquiteturas na região de Lisboa


A editora Caleidoscópio [lançou em 2016] o livro "Igrejas do século XX - Arquiteturas na região de Lisboa", do arquiteto José Manuel Fernandes, professor catedrático de História de Arquitetura. (...)

"Do ecletismo do princípio de Novecentos ao Modernismo (1900-1950)", "O pós-Guerra (1950-1965): Da reação neotradicional ao movimento de renovação da arte religiosa/M.R.A.R., génese e afirmação" e "A difusão da arquitetura religiosa moderna" (1965-75)" constituem os temas dos três primeiros capítulos.

As duas restantes secções são dedicadas à "Crise e diversidade na arquitetura religiosa (1975-2000) e à "Situação da transição dos séculos XX-XXI, e outros tema", a que se juntam as fichas de obras, notas biográficas e três circuitos ou roteiros de igrejas, a par da bibliografia.

O estudo, «centrado naturalmente num "olhar arquitetónico" e na dimensão estética e histórica das peças analisadas, não deixou de ter em conta os aspetos de articulação, como os da componente funcional religiosa, os das obras de arte complementares, ou ainda os da relação com os contextos urbanos e com as outras funções dos espaços arquitetónicos», lê-se na introdução.

«De uma forma geral, pode dizer-se que a arquitetura religiosa na área de Lisboa ligada ao Patriarcado - tal como nos restantes espaços do país - assumiu-se em expressão do enraizado catolicismo do país, ganhando no século XX um carácter próprio, traduzindo com grande clareza os valores, as mudanças e os conflitos que atravessaram o território e a sua cultura ao longo desse tempo histórico», assinala o autor.

José Manuel Fernandes nota que «na maior parte das obras projetadas ou realizadas verificou-se um constante conflito entre a ideia do "moderno" e os conceitos-base do espaço religioso, quase sempre de sentido tradicional - muitas vezes numa tensão expressa na oposição entre o espaço interno de expressão longitudinal (cruz latina), na visão tradicionalista, e os espaços mais complexos, centrados ou assimétricos e polifacetados, próprios da modernidade».

Ainda que se trate de um «fenómeno geral», esse conflito assumiu na região de Lisboa «uma intenção e uma duração mais expressivas, em função dos contextos próprios e da evolução da sociedade portuguesa da altura».

«A arquitetura religiosa moderna realizada na área do Patriarcado de Lisboa interessou qualificados arquitetos portugueses - nomeadamente, entre vários, Pardal Monteiro, Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas, Pedro Vieira de Almeida, Jorge Viana ou João de Almeida», que evoluíram «numa procura de qualificação e de diversificação».

A seleção de obras apresentadas considera «três tipos principais de igrejas: as obras verdadeiramente notáveis; as obras de características ou qualidade mediana; e as obras neovernáculas, algo "kitsch", revelando por vezes alguma inventiva e sabor popular.

O volume «procura descrever e analisar, para além de enquadrar e caracterizar, uma série de exemplos arquitetónicos representativos» das fases enunciadas no índice.

Rui Jorge Martins
in SNPC

domingo, 25 de março de 2018

Arquitectura: Capela da Praia, China

Uma capela junto ao mar

Imaginámos a "Seashore Chapel" (Capela da Praia) como um barco antigo que há muito tempo está à deriva no oceano. O mar, retraindo-se gradualmente, deixou uma estrutura vazia, que ainda está na praia.

O espaço é dividido verticalmente. A parte exterior coberta torna-se para todos lugar de repouso na praia. É também um espaço que liga um lugar religioso à vida mundana. Quando a maré sobe, este espaço é submerso pela água: nesse momento, a imagem do barco que desliza emerge em relação à da capela.

A atmosfera, no piso superior, é intensamente sagrada e religiosa. A experiência espacial começa num percurso de 30 metros que conduz à capela. Aproximando-se gradualmente, a partir de uma fenda de 60 cm de largura colocada no centro das grandes escadas, emerge o sinal que indica do outro lado o espaço em que o edifício parece flutuar.

Com o fundo do oceano à distância, ao aproximar-se das escadas, atravessa-se o limiar e, rodando em torno das paredes perimétricas, tem-se a visão aberta para o oceano. A relação entre este espaço e o oceano é mais próxima graças à posição mais elevada. A vista é isolada da praia e das pessoas, de modo a deixar ao olhar apenas a imensidão do oceano.

Há poucas aberturas na capela. A única grande janela horizontal com vista para o oceano está na fachada oriental. A sua altura de 2,7 m ajuda a evitar a entrada excessiva luz para o interior, mas também a enquadrar a vista do oceano.

Alguns cortes estreitos entre as paredes também difundem a luz natural. A iluminação é cuidadosamente controlada num espaço interior com 10 m de altura que reflete luz difusa.

Na fachada oriental triangular, uma abertura ilumina docemente, de baixo e de cima, uma cruz. Outro canal horizontal na parte superior do telhado permite que a luz natural seja filtrada através de um espaço de 30 cm entre a parede dobrada a norte e o teto inclinado.

Ao meio dia, na primavera, verão e outono, quando a altitude solar é quase perpendicular, a luz projeta-se diretamente na parede norte, gerando um efeito vívido de reverberação luminosa.

O espaço parece adaptar-se à pessoa com as paredes laterais que envolvem o corpo e ampliam a perceção visual em direção ao oceano longínquo. O desenho da capela reflete o estudo da ventilação natural. Para manter o aspeto uniforme e contínuo no exterior, todas as janelas estão escondidas nos vazios formados entre o invólucro principal e as diferentes aberturas deslizantes paralelas às paredes.

A capela está ao serviço da comunidade turística na parte ocidental do novo bairro de Beidaihe. Para a comunidade é o espaço construído mais perto do oceano. Na capela, além de ritos religiosos, estão previstos vários eventos públicos e comunitários. Juntamente com a biblioteca Seashore, trata-se de lugares espirituais colocados diante do oceano, onde as pessoas podem abrandar o seu passo, experimentar a natureza e examinar a sua condição interior.

Localização: Novo bairro de Beidaihe, China
Arquitetos: Gong Dong (arq. principal); Vector Architects (gabinete de arquitetura)
Projeto e construção: 2014-15

Vector Architects In Thema
Imagens: ArchDaily
Tradução e edição: SNPC

sábado, 24 de março de 2018

Via-sacra em igrejas recentes portuguesas

Via-sacra em traços de arquitecto

Via Sacra é o caminho de Jesus Cristo, desde a sua condenação no Pretório à crucificação no Calvário. É o momento chave na vida de Jesus e na vida da Igreja. A condenação de Cristo é proposta por religiosos, questionada pelo poder, mas confirmada e clamada pelo povo (Mt 27, 22-23). E esse povo, não seremos (também) nós, hoje?

O exemplo aqui retratado refere-se às 14 estações desenhado pelo arquitecto Luiz Cunha, para três projectos (construídos) de sua autoria: Centro de Fraternidade Missionário Cristo-Jovem, Requião, Vila Nova de Famalicão (1985-1989 parcialmente construído); igreja paroquial do Cristo-Rei, Portela de Sacavém, Loures (1982-1991) e igreja paroquial de S. Pedro de Azurém, Guimarães (1989-2000).

Nas duas igrejas, estas vias-sacras estão dispostas lateralmente, na parede do corpo que envolve a assembleia, constituindo um percurso em redor da "ecclesia" centralizada, ilustrando de uma forma corpórea a história do Tempo Pascal, de uma forma consonante com a arquitectura.

A imagem e comunicação destes desenhos, de traço forte e decidido, são claros e densos, não deixando dúvidas aos que os observam. É um desenho perene, despojado e focado nos aspectos essenciais, o que permite uma leitura sem distracções e livre, porque é sempre pessoal.

O autor refere-se à técnica usada no desenho como contemporânea e «comum à linguagem narrativa quer do cinema quer da "banda desenhada", o que parece muito adequado, quando se pretende que os fiéis façam apelo sobretudo à evocação imaginativa em vez de usarem a observação visual, sempre insuficiente para representar realidades espirituais».

As estações II, VIII e X são originais em vegetal, desenhados a tinta-da-china com 0,73 x 0,88 m, para o Centro de Fraternidade Missionário Cristo-Jovem, Requião, Vila Nova de Famalicão. As estações I, III, IV, V, VI, IX, XI, XII, XIII e XIV pertencem à igreja paroquial do Cristo-Rei, Portela de Sacavém, Loures. A estação VII pertence à igreja paroquial de S. Pedro de Azurém, Guimarães. Os quadros das duas igrejas são gravuras por calcografia em marfinite sobre aglomerado de madeira, com 0,40 x 0,40 m, com exceção da 12º estação que possui 0,80 x 0,80 m. 

1.ª Estação. Jesus é condenado à morte | Luiz Cunha
2.ª Estação. Jesus carrega com a sua Cruz | Luiz Cunha
3.ª Estação. Jesus cai pela primeira vez | Luiz Cunha
4.ª Estação. Jesus encontra a sua Mãe | Luiz Cunha
5.ª Estação. Jesus é ajudado por Simão de Cirene | Luiz Cunha
6.ª Estação. Jesus imprime o seu rosto no véu de Verónica | Luiz Cunha
7.ª Estação. Jesus cai pela segunda vez | Luiz Cunha
8.ª Estação. Jesus encontra as santas mulheres de Jerusalém | Luiz Cunha
9.ª Estação. Jesus cai pela terceira vez | Luiz Cunha
10.ª Estação. Jesus é despojado das suas vestes | Luiz Cunha
11.ª Estação. Jesus é crucificado | Luiz Cunha
12.ª Estação. Jesus morre pregado na cruz | Luiz Cunha
13.ª Estação. Jesus é descido da cruz | Luiz Cunha
14.ª Estação. Jesus é colocado no sepulcro | Luiz Cunha

Texto e fotografia: Arq.º Paulo Miranda
publicado em SNPC

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A Beleza fala de Deus

Sam Taylor-Wood
Assim fala a Arte

Publico este texto com uma secreta esperança que a Igreja volte a ter confiança na Arte como uma forma possível e livre de falar de Deus

"Ao longo dos tempos, a Igreja teve uma preocupação especial pela beleza, arte, arquitetura e liturgia, por serem formas muito poderosas de acompanhar pessoas no seu caminho de fé. O próprio conceito de fé é de que vai para além da realidade visível e concreta do dia a dia. O ser humano foi criado com vontade, intelecto e alma, ensina S. Tomás. Todas precisam de ser tratadas se queremos ajudar as pessoas a avançar na sua compreensão de Deus. Neste contexto, a palavra "compreensão" vai para além do puramente intelectual, envolvendo também o nosso lado mais emotivo. Só as palavras, ou só a lógica intelectual, ou só experiências emocionantes não são suficientes para colher algo do próprio ser de Deus. Por um lado, Deus não pode ser plenamente explicado e descrito através do nosso intelecto ou raciocínio intelectual. Ele permanece sempre um mistério inefável para nós, porque Deus é sempre maior, como Santo Anselmo nos recordou. Por outro lado, há modalidades através das quais nos podemos aproximar do coração desse mistério. Ao fazê-lo, avançamos no nosso caminho de fé em direção a Deus.

A beleza, arte, arquitetura e liturgia não são apenas poesia para os iletrados. São meios poderosos em que a presença e essência de Deus se exprimem e experienciam, ainda que Ele seja basicamente o ser inefável que é. Neste sentido, também há "ferramentas" poderosas para os responsáveis pelo acompanhamento de pessoas. Isto inclui os jovens de hoje, porque apesar de o número de visitas a museus e teatros poder estar em declínio, a beleza, arte, arquitetura e até a liturgia falam uma linguagem poderosa que pode ser compreendida sem muita explicação anterior. Estas "ferramentas" existem para serem experienciadas, e assim ajudam a pessoa a avançar no seu caminho para Deus. Isto corresponde-se com um importante elemento do acompanhamento, em que a pessoa que acompanha deve retirar-se de tempos a tempos e «deixar que o Criador lide diretamente com a criatura», como dizia Santo Inácio de Loyola. Obviamente isto não significa que quem acompanha só deve ir atrás e responder ao que é experienciado. Há ocasiões onde é precisa uma liderança clara. Acompanhamento quer igualmente dizer orientação espiritual no sentido de ajudar a ver mais além, caminhar à frente onde necessário. Quando aos jovens são dados apenas alguns elementos fundamentais para melhor lerem e compreenderem a beleza, a arte, a arquitetura e a liturgia, podem apreciar melhor a sua mensagem mais profunda, deixando essas "ferramentas" ajudarem-nos a aproximarem-se do mistério de Deus.

A liturgia tem uma função de ponte entre o ser humano e Deus. Ainda que a forma da liturgia seja feita pelo homem, a sua essência vem diretamente de Deus. Por exemplo, a maneira como celebramos a Eucaristia é o produto de um desenvolvimento ao longo dos tempos, mas a essência do que Jesus disse aos discípulos para fazerem em sua memória nunca mudou. A liturgia é um momento precioso onde Céu e Terra estão muito perto, como poderosamente se expressa no canto do Santo. A liturgia fala a todos os sentidos humanos: por exemplo, a escuta de palavras e música, o cheiro do incenso e do óleo perfumado, a visão da beleza e dos símbolos, o tocar e o beijar da cruz ou das relíquias, o gosto do pão e do vinho. A liturgia dirige-se a todo o ser humano, tal como fomos criados por Deus. Ele sabe melhor que nós o que precisamos e o que é importante nas nossas vidas. Na liturgia, arte e arquitetura desempenham o seu papel mais elevado: as ideias que transpiram são canalizadas para uma só mensagem, o amor de Deus por cada ser humano e o seu desejo de que todos respondam positivamente ao seu convite.

No desenho para a basílica da Sagrada Família [Barcelona], o arquiteto espanhol Antoni Gaudí pretendeu criar uma construção que honrasse Deus em cada detalhe, e ao mesmo tempo expressasse a grandeza do seu plano amoroso de salvação para todos os que a visitassem. Ao fazê-lo, Gaudí criou uma monumental estrutura de evangelização. Sendo ele próprio um devoto cristão, desejou que outros encontrassem o amor de Deus e quis que o seu trabalho contribuísse para tal. Por isso, ainda hoje, o turista que olhe para uma das torres da basílica inadvertidamente louva Deus quando lê "Sanctus, Sanctus". O visitante que leve tempo a contemplar uma das fachadas reconhecerá que a história que narra vai para além do seu ou da sua experiência na Terra. E quem entrar na nave será atingido pela luz, pelas formas orgânicas, a grandeza e a naturalidade com que o olhar é dirigido para o espaço central da igreja, o altar onde a liturgia é celebrada.

A modalidade mais forte em que beleza, arte e arquitetura se juntam nesta obra-prima de Gaudí é aquando da participação numa das grandes liturgias celebradas na basílica. Nesse momento tudo se reúne: enquanto cada um dos sentidos está a ser abordado e ajuda a reconhecer a presença de Deus, a arquitetura como um todo aponta apenas para uma direção, a do amor do próprio Deus. Neste sentido, a basílica da Sagrada Família é um grande exemplo de como beleza, arte, arquitetura e liturgia podem ser hoje poderosos aliados no acompanhamento de jovens no seu caminho com Deus."

Fr. Michel Remery In "Simpósio sobre acompanhamento de jovens (Conselho das Conferências Episcopais da Europa)"
Traduzido por SNPC e publicado em 31 de março de 2017

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Arquitectura e Sagrado

O cristianismo arquivou a sacralidade da arquitectura

As novas igrejas precisam de manifestar mais teologia e sentido de comunidade, ao mesmo tempo que contrariam a tendência para o individualismo e a abstração, considera Andrea Longhi, professor de História da Arquitetura no Politécnico de Turim.

Em entrevista publicada na edição de julho/agosto da revista portuguesa "arqa" (n. 108), o docente defende que o arquiteto «é chamado para "interpretar" com a sua própria linguagem criativa o "sagrado" - ou o "santo" - já presente em comunidades e ritos».

Tendo em conta a sua investigação sobre o espaço sagrado e os seus livros "Luoghi di Culto" [Lugares de culto] e "Chiesa e Società in Italia" [Igreja e sociedade em Itália], em que sentido lhe interessa especificamente a questão do sagrado em arquitetura?
Os manuais de História da arquitetura, disciplina que eu ensino, são compostos quase exclusivamente de obras de arquitetura religiosa: dos templos gregos às catedrais góticas, das igrejas do Renascimento às neogóticas, a História da arquitetura parece ser uma história de monumentos dedicados ao culto. Mas quanto espaço é dedicado, pelos mesmos manuais, para compreender o culto e o significado teológico desses edifícios? Quanto as formas dos templos e das igrejas são "filhas" de projetistas, e quanto são "filhas" de seus respectivos clientes, com seus requisitos litúrgicos e simbólicos?

Um segundo aspeto: quando entramos na História do século XX, os lugares de culto apresentados pelos manuais de história diminuem drasticamente, limitando-se quase exclusivamente a obras-primas dos Mestres do Moderno ou, talvez, somente à capela de Ronchamp. No entanto, se olharmos para as nossas cidades, o património construído de igrejas, sinagogas e mesquitas contemporâneas é imenso, e completamente desconhecido e não pesquisado. O que é que aconteceu? Porque é que os lugares de culto se tornaram edifícios comuns, e já não são obras-primas da arquitetura, monumentos? A cultura funcionalista empobreceu os valores teológicos que definiam os lugares de culto, chegando a uma espécie de "funcionalismo litúrgico" quase mudo? Ou será que os projetista não conseguiram mais conciliar os profundos significados dos ritos com a espiritualidade popular?

Em tempos de secularização das sociedades ocidentais contemporâneas, qual o campo de uma arquitetura sagrada?
De um ponto de vista histórico, a idade da secularização das sociedades ocidentais é um fenómeno já ultrapassado: muito pelo contrário, as ciências sociais mostram como existe um "retorno ao sagrado", que pressupõe, no entanto, formas apenas parcialmente atribuíveis às religiões tradicionais do Mediterrâneo (as três antigas religiões monoteístas do "Livro": o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo).

As mesmas religiões tradicionais voltam a manifestar um papel público cada vez mais importante (se pensar nas sinagogas na Alemanha, ou nas mesquitas na França e na Itália), mas também as religiões enxertadas pelos imigrantes não europeus nas nossas cidades (Budistas, Hindus e Sikhs) reivindicam - e com razão - dignos lugares de culto, para afirmar sua identidade. Esses fenómenos, em pleno desenvolvimento, têm implicações profundas para a arquitetura: não é por acaso que o mundo da publicação da arquitetura e o mundo das profissões técnicas voltou a lidar com o "sagrado" a partir do final do século XX, e floresceram as conferências, exposições, prémios etc.

Há uma ambiguidade fundamental que deve, contudo, ser declarada: muitas vezes, no mundo da arquitectura o termo "sagrado" está associado com muita ambiguidade a termos como "silêncio", "isolamento", "contemplação" ou "meditação". Ora, a contemplação e a meditação nunca foram os pressupostos dos lugares de culto das religiões tradicionais do Mediterrâneo: são a comunidade, a assembleia litúrgica, o estar juntos que "formam" a arquitetura, e não uma conceção individualista da relação com a divindade. Além disso, as religiões do Mediterrâneo não sugerem uma relação com uma divindade totalmente transcendente, abstrata, inefável, inatingível, mas falam de Deus na história, trabalhando ao lado de seu povo, e que deve ser buscado na história, não na meditação interior: até mesmo um Deus que se fez homem, no Cristianismo, e do qual comemos na Eucaristia.

Mesmo as palavras que definem a arquitetura enfatizam a precedência da comunidade, tanto na contemplação individual, quanto na alegada "sacralidade" de um lugar: "ekklesia" (igreja, chiesa, église, iglesia ... ) é a comunidade dos cristãos; "synagein" (sinagoga) é o gesto de convergir juntos para o ato de adoração; "masjid" é o lugar onde o muçulmano se recolhe para as diárias orações rituais. Se nos concentrarmos no cristianismo, para alguns teólogos ainda é errado usar o termo "sagrado", que, na sua etimologia indica uma "separação" entre a divindade e a humanidade, um gesto um tanto violento para o homem: o cristianismo, pelo contrário, veio apenas para quebrar as divisões entre o "sagrado" e "profano" que caracterizaram as religiões pagãs, proclamando a salvação a todos, para superar o "templo", entendido como "a casa de Deus". O cristianismo arquivou a "sacralidade" da arquitetura, afirmando a vocação para a "santidade" das pessoas. As igrejas não são "casa de Deus", mas "Casa do Povo de Deus", casa da comunidade chamada pelo Senhor para celebrar em união. A "liturgia" é um ato público, e não individual, muito menos individualista.

Se, em seguida, novas formas de religiosidade - lançada pela história, pelo compromisso e pela sociedade - quiserem lugares individualistas de contemplação e meditação, então os arquitetos certamente serão capazes de responder a estas novas exigências. Além disso, o "sagrado" pode ser a característica distintiva das arquiteturas não só para o culto: às vezes, as verdadeiras arquiteturas "sagradas" das nossas cidades são os museus ou salas de concerto; mas porque não considerar "sagradas" também as casas, onde as famílias se reúnem à noite para viver os poucos momentos de intimidade?

No âmbito das suas valências profissionais e disciplinares, qual o papel do arquiteto na construção dos lugares sagrados?
Em primeiro lugar, é preciso declarar o que "não é" o papel dos arquitetos: os projetistas não devem "inventar" novas ideias de "sagrado", mas responder com o que a comunidade necessita. O arquiteto é chamado para "interpretar" com a sua própria linguagem criativa o "sagrado" - ou o "santo" - já presente em comunidades e ritos, que devem ser escrupulosamente conhecidos e respeitados. É o rito que "plasma" o espaço: ao arquiteto, no entanto, pede-se para fazer "único" cada lugar de celebração, mergulhando este na história do sítio e da comunidade, e não tentando fazer o lugar abstrato ou inefável. É possível identificar alguns padrões recorrentes segundo os quais os arquitetos constroem as casas para as comunidades.

Vou dar alguns exemplos da história recente das igrejas cristãs. Após o Concílio Vaticano II (da abertura do qual nos lembramos os 50 anos) afirmou-se, por exemplo, o modelo da "casa-igreja": a liturgia tem sido proposta como experiência doméstica, próxima, prevalece o sentido mais profundo da sacralidade da casa, da família, da mesa em torno da qual as pessoas se reúnem para celebrar a ceia do Senhor. Para comunidades grandes e mais animadas, vigorou o modelo de "igreja-vila", no qual a sala litúrgica, a paróquia, as salas de reuniões e os campos de jogos assumem uma forma acolhedora, quente, aberta para a cidade e para o contexto.

Outras comunidades pediram aos arquitetos um relacionamento mais profundo com a sacralidade da natureza, ou - melhor - a paisagem quotidiana percebida como uma área em que a história das pessoas altera o ambiente natural criado pelo Senhor. Finalmente, existem atitudes em que queremos reafirmar a identidade das comunidades, com edifícios estereométricos, "monumentos" (do Latino "moneo", lembrar), volumes puros e abstratos, "igrejas-monólitos": mesmo nesses casos, no entanto, não é geometria desenhada no arcano esotérico, mas projetado para as comunidades reais, históricas, que desejam ser reconhecidas nas áreas de "sprawl" [disseminação] urbana.

In arqa
publicado por SNPC a 12.01.14

segunda-feira, 21 de março de 2011

Visitar o Aqueduto das Águas Livres e celebrar o Dia da Água

Paulo Freire
Aqueduto das Águas Livres reaberto dia 22 de Março

No Dia Mundial da Água, 22 de Março, será aberto o troço do Vale de Alcântara, permitindo percorrer os 914 metros entre Campolide e Monsanto. 

O troço, que esteve fechado em 2010 devido a obras, será reaberto no Dia Mundial da Água, dia em que, como habitualmente, o acesso será gratuito

Este troço com perto de um quilómetro é talvez o mais emblemático de todo o percurso de 58 quilómetros do aqueduto, feito construir em 1732 por D. João V, ao incluir o maior arco ogival em pedra do mundo, com 62 metros de altura por 29 de largura.

Sobre o Aqueduto

"Classificado como Monumento Nacional, é um dos mais extensos sistemas de abastecimento de água existentes no mundo, alcançando os 58 quilómetros; o seu nome deve-se ao facto de as águas correrem apenas pela força da gravidade, isto é, livremente.

Foi em 1571 que Francisco de Holanda propôs ao rei Dom Sebastião a reconstrução de um aqueduto e da antiga barragem romana de Olissipo, para garantir o abastecimento de água à capital, mas foi só no reinado de Dom João V, em pleno século XVIII, que se decidiu avançar com a sua construção, tendo sido os seus custos integralmente suportados pela população de Lisboa através de taxas que incidiam sobre a carne, o azeite e o vinho.

As obras começaram sob a direcção do arquitecto Manuel da Maia e do sargento-mor Custódio de Vieira, sendo deste último a opção pelos arcos sobre o Vale de Alcântara; vale a pena referir que o Aqueduto das Águas Livres tem o maior arco em alvenaria do mundo.

O aqueduto, que ficou concluído em 1834, apesar de ter começado a abastecer de água a cidade de Lisboa a partir de 1748, evidencia influências góticas em pleno período barroco.

A galeria interior tem dois corredores que têm o nome de Passeio dos Arcos, pelos quais se podia caminhar e disfrutar de uma vista panorâmica, porém o elevado número de suicídios e assassinatos, pelos quais se tornou célebre o bandido Diogo Alves, levou a que a partir de 1844 fechasse ao público. Actualmente, o Museu da Água, que tutela o aqueduto, organiza visitas e passeios em datas e horas que variam consoante as estações."

domingo, 23 de janeiro de 2011

400 anos de história da arquitectura religiosa da Índia católica... e não só

Museu do Oriente propõe curso sobre arquitectura, religião e política na Índia católica


O Museu do Oriente, em Lisboa, inicia a 22 de janeiro o curso “Arquitetura, religião e política na Índia Católica (1500-1900).

As sessões, orientadas por Paulo Varela Gomes, realizam-se a 22 e 29 de janeiro, 12, 19 e 26 de fevereiro, e ainda 5 de março, entre as 10h00 e as 19h00.

«Entre igrejas, conventos e casas paroquiais, a arquitetura erguida em solo indiano pelos católicos europeus e, depois, pelos próprios católicos indianos, apresenta grande variedade de soluções dependendo da ordem religiosa ou do género de paróquia que encomendou cada obra, da região onde foi erguida e das circunstâncias políticas e sociais que rodearam o projeto e a construção.

À variedade que caracteriza a arquitetura religiosa, da qual sobressaem os focos de Goa e de Querala, soma-se a extraordinária inventividade da arquitetura doméstica católica, sobretudo em Goa a partir do final do século XVIII.

Este curso propõe-se apresentar um panorama abreviado da evolução da arquitetura dos católicos indianos entre o século XVI e o século XX e discutir algumas das muitas questões arquitetónicas, políticas e sociais que essa arquitetura levanta. Tem importância crucial nestas questões o confronto entre o Padroado Português do Oriente e a agência papal da Propaganda Fide.»

A inscrição para cada um dos 50 participantes (número mínimo) custa 75 €.

Programa

1. A conversão e as primeiras igrejas e outros edifícios religiosos em Cochim, em Goa, na Província do Norte: 1500-1550. A grande arquitetura religiosa: igrejas e conventos de Velha Goa e Baçaim, 1550-1630.

2. A arquitetura jesuíta na Índia católica: Goa, a Província do Norte, Querala.

3. A viragem de 1650 na arquitetura religiosa de Velha Goa e as suas consequências.

4. A decadência da velha cidade e o aparecimento de uma arquitetura religiosa especificamente goesa no início do século XVIII. A questão do Padroado e da Propaganda Fide no quadro da mudança do quadro politico e territorial no Decão. O fim da Província do Norte.

5. Arquitetura católica na Índia nos séculos XIX e XX: entre o Padroado e a Propaganda, entre a tradição e a renovação.

6. As casas católicas rurais e urbanas em Goa e na antiga Província do Norte no século XIX: questões arquitetónicas e sociais.

Para saber mais:
http://www.museudooriente.pt/1145/arquitectura--religiao-e-politica-na-india-catolica-1500-1900.htm

sábado, 6 de novembro de 2010

A obra de um santo não canonizado

Gaudí é um nome mundialmente conhecido. Não figura nos altares católicos mas foi um homem que dedicou grande parte da sua vida à igreja e a Deus. Foi arquitecto, conhecido pelos seus edifícios difíceis de enquadrar, de uma organicidade associada às formas da Arte Nova, mas estilísticamente únicos e incatalogáveis: são Gaudí!

Quem vai a Barcelona pode descobrir Gaudí num parque com vista sobre a cidade, num prédio com ar de gruta, em portões ou em fachadas de casas nobres... mas a sua obra mais importante, Gaudí deixou-a inacabada quando morreu - vítima de um atropelamento por um eléctrico. É a famosa catedral em construção, a Sagrada Família.

A visita de Bento XVI a Barcelona atraiu a atenção da Igreja para este templo tão arrevezado quanto genial. A Sagrada Família é um tesouro arquitectónico, catequético e simbólico. Nela, tudo tem nome, tudo quer dizer alguma coisa. A Igreja, o passado, o presente, os testemunhos cristãos, o catecismo católico, o país e os continentes, os elementos da fé cristã, a natureza, a divindade, a humanidade, a revelação, o mistério e a Boa-nova habitam o templo como personagens do tecto da Capela Sistina.

A pastoral da cultura elaborou no seu site uma série de documentos sobre a explicação desta grande obra de arte sacra. Coloco um link de uma dessas mensagens e, para ler mais, basta ir à parte inferior e ler os artigos relacionados.

Boa viagem!
http://www.snpcultura.org/tvb_sagrada_familia_barcelona_fachada_gloria_torres_interior.html

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

Este blogue também é teu

São benvindos os comentários, as perguntas, a partilha de reflexões e conhecimento, as ideias.

Envia o link do blogue a quem achas que poderá gostar e/ou precisar.

Se não te revês neste blogue, se estás em desacordo com tudo o que nele encontras, não és obrigado a lê-lo e eu não sou obrigado a publicar os teus comentários. Haverá certamente muitos outros sítios onde poderás fazê-lo.

Queres falar?

Podes escrever-me directamente para

rioazur@gmail.com

ou para

laioecrisipo@gmail.com (psicologia)


Nota: por vezes pode demorar algum tempo a responder ao teu mail: peço-te compreensão e paciência. A resposta chegará.

Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

Contribuidores

Amigos do blogue

Mensagens mais visitadas nesta semana

Categorias

11/9 (1) 2011 (1) 25 de Abril (1) 3ª idade (1) 5ª feira Santa (1) abandono (3) abdicar (1) abertura (4) aborto (3) abraão (1) abraço (1) abstinencia sexual (2) abusos (4) acção (4) aceitação (4) acolhimento (19) acompanhamento (3) açores (1) acreditar (1) acrobacia (1) activismo (2) activistas (2) actores (1) actos dos apostolos (1) actualidade (85) adão e eva (1) adesão (1) adeus (2) adilia lopes (2) administrativo (1) admiração (1) adolescentes (1) adopção (15) advento (15) afecto (3) africa (21) África (1) africa austral (1) africa do sul (8) ágape (1) agenda (2) agir (1) agressividade (1) água (2) alan gendreau (1) alegorias (1) alegria (11) aleluia (1) alemanha (15) alentejo (3) alerta (1) alexandra lucas coelho (1) Alexandre Quintanilha (1) alimento (1) alma (4) almada (1) alteridade (2) alternativo (9) amadeo de sousa cardoso (1) amantes (2) amargura (1) américa (5) américa central (1) américa latina (10) AMI (1) amigo (3) amizade (4) amnistia internacional (2) amor (54) amplos (2) androginia (1) andrógino (1) angelo rodrigues (1) angola (2) animal (3) anjos (8) anselmo borges (2) anti-semitismo (1) antigo testamento (15) antiguidade (1) antónio ramos rosa (3) antropologia (1) anunciação (2) anuncio (1) ao encontro (1) aparência (1) aparições (2) apatia (1) API (1) apocalipse (1) apócrifos (2) apoio psicologico (1) apolo (2) apóstola (1) apóstolos (1) apple (1) aprender (1) aproximar (1) aquiles (1) ar livre (1) arabes (1) arabia saudita (2) arbitro (1) arco-iris (4) argélia (4) argentina (9) arquétipo (1) arquitectura (9) arrependimento (1) arte contemporanea (18) arte e cultura (322) arte sacra (59) artes circences (1) artes plásticas e performativas (32) artista (2) arvo pärt (6) árvore de natal (1) ascensão (1) asia (9) asilo (2) assassinato (1) assembleia (2) assexuado (3) assexual (1) assexualidade (2) assintomático (1) associação do planeamento da família (1) associações (1) astronomia (1) ateliers (1) atenção (5) atender (1) ateu (2) atletas (2) australia (6) autoconhecimento (1) autodeterminação de género (2) autonomia (1) autoridade (2) avareza (1) ave-maria (2) avô (1) azul (1) bach (6) bairro de castro (1) baixa (1) banal (1) banco alimentar (3) bancos (2) bandeira (2) baptismo (1) baptizado (2) barcelona (5) barroco (3) basquetebol (1) beatificação (2) beatos (1) beckham (1) beijo (4) beja (1) bela e o monstro (1) beleza (18) bélgica (2) belgrado (1) belo (5) bem (5) bem estar (1) bem-aventuranças (3) ben sira (1) beneditinos (2) bento xvi (35) berlim (5) berlusconi (1) best-sellers (1) bethania (2) betos (1) bi (1) bíblia (45) bibliografia (1) bicha (1) bienal (1) bifobia (1) bigood (1) bill viola (1) binarismo (1) biografias (28) biologia (4) bispos (10) bissexualidade (9) bizantina (1) bjork (1) blogue informações (44) bloguer (1) blogues (2) blondel (1) boa nova (1) boa vontade (1) bom (1) bom pastor (1) bom samaritano (1) bombeiro (1) bondade (2) bonecas (1) bonhoeffer (2) bose (5) botswana (1) boxe (2) braga (2) brasil (15) brincadeira (1) brincar (1) brinquedos (2) britten (1) budismo (2) bullying (5) busca (1) buxtehude (1) cadaver (1) calcutá (1) calendário (3) calvin klein (1) caminhada (1) caminho (5) campanha de prevenção (1) campanha de solidariedade (6) campo de concentração (3) cancro (2) candidiase (1) candomblé (1) canonização (2) cantico dos canticos (3) canticos (2) canto (1) cantores (2) capela do rato (11) capelania (1) capitalismos (1) caraíbas (3) caravaggio (4) carcavelos (1) cardaes (1) carência (1) caridade (7) caritas (2) carlos de foucauld (1) carmelitas (2) carnaval (1) carne (1) carpinteiro (1) carta (15) carta pastoral (2) casa das cores (1) casais (17) casamento (61) casamento religioso (1) castidade (3) castigo (1) catacumbas (1) catalunha (3) catarina mourão (1) catástrofes (1) catecismo (3) catolica (1) catolicismo (26) causas (1) CD (1) cegueira (1) ceia (1) celebração (3) celibato (9) censos (3) censura (2) centralismo (1) cep (1) cepticismo (1) céu (1) chamamento (1) chapitô (1) charamsa (1) charles de foucauld (1) chatos (1) chechénia (1) chemin neuf (1) chicotada (1) chile (2) china (3) chirico (1) chorar (1) ciclone (1) cidade (2) ciência (2) cig (1) cimeira (3) cinema (41) cinemateca (1) cinzas (1) ciparisso (1) circo (1) cisgénero (1) civismo (1) clamidia (1) clarice lispector (1) clarissas (1) clausura (3) clericalismo (3) clero (5) cliché (1) co-adopção (3) coccopalmerio (1) cockinasock (2) cocteau (2) código penal (2) colaborador (1) colegialidade (1) colegio cardenalicio (2) colégio militar (1) colóquio (2) colossenses (1) combate (1) comemoração (2) comentário (1) coming out (1) comissão justiça e paz (1) comodismo (1) compaixão (3) companhia de jesus (11) comparação (1) complexidade (1) comportamento (2) composição (1) compromisso (1) comunhão (18) comunicação (2) comunidade (3) comunidade bahai (1) comunidades (3) conceitos (15) concertos (18) concílio (1) condenação (8) conferência (15) conferencia episcopal portuguesa (2) confessar (1) confiança (4) confissão (3) conformismo (1) conhecer (2) conjugal (1) consagrado (2) consciência (4) consumo (1) contabilidade (1) contemplação (5) contos (1) contracepção (1) convergencia (1) conversão (3) conversas (1) convivência (2) cópia (1) copta (1) coração (5) coragem (4) coreia do norte (1) cores (1) corintios (1) corita kent (1) coro (1) corpo (19) corpo de Deus (2) corporalidade (2) corrupção (1) corrymeela (1) cracóvia (1) crença (1) crente (1) creta (1) criação (5) crianças (8) criatividade (1) crime (8) criquete (1) crise (8) crisipo (2) cristãos lgbt (1) cristianismo (41) cristiano ronaldo (2) crítica (15) crossdresser (2) CRS (2) cruz (11) cuba (1) cuidado (1) cuidar (2) culpa (4) culto (2) cupav (2) cura (2) curia (1) curiosidade (6) cursos (4) CVX (1) dádiva (3) dador (2) dadt (8) daltonismo (1) dança (7) Daniel Faria (4) daniel radcliffe (2) daniel sampaio (1) danielou (1) dar (3) dar a vida (12) dar sangue (2) Dark Hourses (1) David (8) david lachapelle (3) deficiência (1) defuntos (1) delicadeza (1) democracia (1) dependências (1) deportação (1) deputados (1) desânimo (1) desassossego (3) descanso (1) descentralização (1) descobrir (1) desconfiança (1) descrentes (1) descriminalização (4) desejo (5) desemprego (1) desenho (12) deserto (3) desfile (1) desilusão (2) desordenado (1) despedida (1) desperdicio (1) despojar (1) desporto (34) detecção (1) Deus (50) deuses (1) dia (1) dia mundial dos pobres (1) diaconado (1) diácono (1) diálogo (9) diálogo interreligioso (7) diferenças (3) dificuldade (1) dignidade (2) dinamarca (1) dinamismo (1) dinheiro (1) direcção espiritual (1) direito (30) direito laboral (1) direitos humanos (51) direitos lgbt (9) discernimento (1) discípulas (1) discípulos (1) discriminação (29) discurso (2) discussão (5) disforia de género (1) disney (2) disparidade (1) disponibilidade (1) ditadura (1) diversidade (8) divindade (2) divisão (2) divorciados (4) divórcio (3) divulgação (1) doação (1) doadores (1) doclisboa (1) documentários (3) documentos (1) doença (2) dogma (1) dois (1) dom (10) dom helder câmara (1) dom manuel martins (2) dom pio alves (1) doma (1) dominicanas (3) dominicanos (6) donativos (1) dons (1) dor (4) dos homens e dos deuses (1) dostoievsky (1) doutores da igreja (2) doutrina da fé (2) doutrina social (5) drag (2) drag queens (2) dst (2) dureza (1) e-book (1) eckart (2) eclesiastes (3) eco (1) ecologia (6) economia (7) ecos (1) ecumenismo (14) edith stein (3) educação (7) efémero (1) efeminação (1) efeminado (2) egipto (2) ego (1) egoismo (1) elite (1) emas (1) embrião (1) emoção (1) empatia (1) emprego (10) enciclica (2) encontro (16) ensaios (11) ensino (1) entrevista (15) entrudo (1) enzo bianchi (2) equipa (1) equipamentos (1) erasmo de roterdão (1) erotismo (3) escandalo (2) escândalo (2) esclarecimento (1) escócia (1) escolas (5) escolha (2) escravatura (1) escultura (8) escuridão (1) escuta (7) esgotamento (1) esmola (1) espaço (3) espanha (10) espanto (1) esparta (1) espectáculos (1) espera (6) esperança (3) esperma (4) espermatezoide (1) espírito (4) Espírito Santo (4) espiritualidade (100) esquecer (1) estar apaixonado (1) estatística (13) estética (3) estoril (2) estrangeiro (2) estrelas (1) estudos (20) estupro (1) eternidade (1) ética (3) etty hillesum (4) eu (5) EUA (39) eucaristia (11) eugenio de andrade (4) eurico carrapatoso (8) europa (45) eutanásia (1) evangelho (19) evangelização (2) évora (1) ex-padre (1) exclusão social (2) exegese (1) exemplo (3) exercicios espirituais (2) exército (12) exibicionismo (2) exílio (1) exodus (1) exposição (1) exposições (13) ezequiel (1) f-m (1) f2m (1) facebook (4) fado (1) falar (1) falo (2) falocratismo (1) faloplastia (1) família (36) famílias de acolhimento (1) famosos (18) fardo (1) fariseismo (1) fátima (4) favela (1) (22) fé e cultura (5) fecundidade (2) feio (1) felicidade (1) feminino (4) feminismo (3) fernando pessoa (2) festa (2) festival (11) fiat (1) fidelidade (4) FIFA (4) figuras (11) filho pródigo (1) filhos (3) filiação (1) filipinas (1) filmes (27) filoctetes (1) filosofia (4) finlandia (1) firenze (2) flagelação (1) flaubert (1) flauta (2) floresta (1) fome (3) fontana (2) força (1) forças armadas (2) formação (3) fotografia (41) fr roger de taizé (3) fra angelico (1) fracasso (1) fragilidade (5) frança (9) franciscanos (1) francisco de sales (1) francisco I (78) francisco tropa (1) françoise dolto (2) fraqueza (1) fraternidade (4) frederico lourenço (5) freira (3) frescos (1) freud (2) frio (2) fronteira (2) ftm (1) fundacao evangelizacao culturas (3) fundamentalismos (1) funeral (1) futebol (16) futebol americano (1) futuro (3) galileu (1) galiza (1) ganancia (1) gandhi (2) ganimedes (2) gastronomia (2) gaudi (4) gaudium et spes (2) gay (112) gay lobby (3) gaydar (1) gayfriendly (2) género (25) generosidade (1) genes (1) genesis (3) genética (4) genital (1) geografia (1) gestos (1) gilbert baker (1) ginásio (1) global network of rainbow catholics (1) glossário (15) gnr (2) GNRC (1) goethe (1) gomorra (2) gonorreia (1) gozo (2) gratuidade (3) gravura (1) grécia (1) grécia antiga (9) grit (1) grün (1) grupos (1) gula (1) gulbenkian (3) habitação (1) haiti (1) harvey milk (1) hasbro (1) havai (1) heidegger (1) helbig (1) hellen keller (1) hemisfério sul (1) henri de lubac (1) héracles (1) herança (1) heresia (1) hermafrodita (2) hermafroditismo (2) herpes genital (1) heterofobia (1) heteronormatividade (1) heterosexuais (5) heterosexualidade (3) heterossexismo (2) hierarquia (34) hilas (1) hildegarda de binden (1) hildegarda de bingen (1) hinos (1) hipocrisia (3) história (42) história da igreja (1) Hitler (1) holanda (5) holocausto (2) homem (14) homenagem (2) homilia (6) homoafetividade (7) homoerotismo (14) homofobia (65) homoparentalidade (3) homossexualidade (150) honduras (1) hormonas (1) hospitais (1) hospitalidade (4) HPV (1) HSH (3) humanidade (5) humildade (6) humor (9) hysen (2) icone gay (9) icones (4) iconografia (1) idade (1) idade média (2) idealização (1) identidade (13) ideologia do género (2) idiota (1) idolatria (2) idolos (1) idosos (1) ignorância (2) igreja (156) igreja anglicana (7) igreja episcopal (2) igreja lusitana (1) igreja luterana (2) igreja presbiteriana (1) igualdade (9) II guerra mundial (7) ikea (2) ILGA (10) iluminismo (1) iluminuras (1) ilustração (1) imaculada conceição (1) imigração (2) imitação (1) impaciencia (1) impotência (1) imprensa (53) inácio de loyola (1) incarnação (4) incerteza (1) inclusão (5) incoerência (1) inconsciente (1) indemnização (1) india (2) indiferença (1) individuo (1) infalibilidade (1) infancia (1) infância (2) infecção (1) infertilidade (1) infinito (1) informática (1) ingenuidade (1) inglaterra (3) iniciativas (1) inimigos (3) injustiça (1) inocentes (1) inquérito (1) inserção social (1) instinto (1) instrumentos musicais (1) integração (2) inteligencia (1) inter-racial (1) intercessão (1) intercultural (2) interior (4) internacional (3) internet (1) interpretação (1) interrogação (1) intersexualidade (5) intolerância (2) inutilidade (1) inveja (1) investigação (4) invocação (1) invocar (1) iolau (1) irão (1) irlanda (6) irmão (2) irmão luc (1) irmãos de jesus (1) irmãs de jesus (1) irreverencia (1) isaias (2) islandia (1) islão (12) isolamento (1) israel (2) IST (3) italia (5) jacinto (1) jacob (3) jacopo cardillo (1) jacques berthier (1) james alison (4) james martin (4) jantar (1) japão (1) jardim (1) jasão (1) jean vanier (1) jejum (2) Jeová (1) jeremias (1) jerusalem (1) jesuitas (3) jesus cristo (49) JMJ (8) joana de chantal (1) João (8) joao climaco (1) joao paulo II (8) joão XXIII (2) job (2) jogos (2) jogos olimpicos (2) jonas (1) Jonatas (5) jorge sousa braga (1) jornadas (1) jornalismo (2) josé de arimateia (1) josé frazão correia (1) jovens (7) judaismo (9) judas (4) jung (2) justiça (21) juventude (5) kenose (1) kitsch (3) krzystof charamsa (1) l'arche (1) ladrão (1) lady Gaga (2) lagrimas (2) lágrimas (1) laicidade (2) laio (2) lançamento (1) lázaro (1) lazer (2) LD (1) lectio divina (1) lei (25) lei da blasfémia (1) leigos (3) leigos para o desenvolvimento (1) leiria (1) leituras (37) lenda (1) leonardo da vinci (1) lésbica (48) lev tolstoi (1) Levinas (1) levitico (2) levítico (2) lgbt (74) lgbti (20) liberdade (8) libertinagem (1) liderança (3) limpeza (1) linguagem (2) lisboa (83) literalidade (1) literatura (4) lituania (1) liturgia (6) livrarias (2) livros (36) ljungberg (2) londres (1) Lopes-Graça (1) loucura (1) lourdes castro (4) loures (1) louvor (2) lua (1) lubrificante (1) lucas (5) lucian freud (1) luiz cunha (1) luta (5) luto (3) luxemburgo (1) luz (2) m-f (1) M2F (1) macbeth (1) machismo (4) macho (2) madeleine delbrel (1) madre teresa de calcuta (9) madureira (1) mãe (1) mães (7) mafra (1) magdala (2) magia (1) magnificat (8) magrebe (1) mal (2) malasia (2) man (1) mandamentos (1) manifestação (1) manuel alegre (1) manuel cargaleiro (1) manuel clemente (4) manuel graça dias (1) manuel linda (1) manuel neuer (2) maori (1) mãos dadas (2) marcelo rebelo de sousa (1) marcha (5) marcos (1) Maria (18) maria de lourdes belchior (1) maria madalena (4) maria-rapaz (1) marinheiros (1) marketing (1) marrocos (2) martha medeiros (1) martin luther king (1) martini (2) mártir (5) martírio (3) masculinidade (10) masculino (1) mastectomia (1) masturbação (2) matéria (1) maternal (1) maternidade (1) mateus (7) matrimónio (1) mattel (1) mecenas (2) media (2) mediação (1) médicos (2) medio oriente (2) meditacao (8) medo (9) meia-idade (1) melancolia (1) membro (1) memória (1) memorial (1) mendigo (1) menino (4) menores (2) mensagem (2) menstruação (1) mentira (1) mercado (1) mesa (1) mestrado (1) metafora (1) metanoia (1) méxico (3) michael stipe (2) Michelangelo (2) Michele de Paolis (2) micronesia (1) migrante (1) miguel esteves cardoso (2) milão (1) mimesis (1) mineiros (2) minimalismo (1) ministerio publico (1) minorias (1) minorias étnicas (1) mira schendel (1) misericordia (3) misericórdia (3) misoginia (1) missa (7) missão (4) missionarias da caridade (1) missionário (3) mistério (3) mística (6) mitcham (2) mito (3) mitologia (8) mitos (2) moçambique (4) moda (5) modelos (8) modernidade (2) moina bulaj (1) moldavia (1) monge (4) monogamia (1) monoparentalidade (1) montenegro (1) montserrat (1) monumentos (1) morada (1) moral (6) moralismo (1) morte (25) mosteiro (1) movimento civico (1) movimento gay (1) MRAR (1) MSV (1) MTF (1) mudança (1) mudança de nome (1) mudança de sexo (6) mulheres (19) mundial (3) mundo (148) munique (1) murais (1) muro pequeno (2) musculos (1) museus (11) musica (2) música (87) musical (1) namoro (3) nan goldin (1) não crentes (2) não-violência (1) narciso (2) natação (1) natal (43) natividade (3) NATO (3) natureza (5) naufrago (1) nauru (1) nazis (5) newman (1) nigeria (1) nobel (2) noé (1) nómada (1) nome (5) nomeação (1) nós somos igreja (2) nossa senhora (1) nota imprensa (1) notícias (2) nova iorque (2) nova zelandia (2) novelas (1) novo testamento (5) nudez (20) numero (1) núncio apostólico (1) NY (1) o nome da rosa (1) obediência (1) objectivos milénio (1) obra (14) obstáculos (1) oceania (1) ocupação (1) ódio (5) ofensa (1) oferta (1) olhar (4) olho (1) olimpicos (2) olimpo (1) omnissexualidade (1) ONU (14) opinião (157) oportunidades (3) optimismo (2) opus gay (2) oração (59) oração comum (2) oração do nome (1) orar (3) ordem de cister (2) ordem dos advogados (1) ordem dos médicos (6) ordenação de gays (5) ordenação de mulheres (8) orgão (3) orgia gay (1) orgulho gay (7) orientação (12) oriente (1) origem (2) orlando cruz (1) ortodoxia (2) oscar romero (1) ousar (1) outro (2) ovideo (1) ovocitos (1) ovulo (1) paciencia (1) pacificador (1) pacífico (3) pacifista (2) padraig o tuama (1) padre (22) padre antónio vieira (1) padres (2) padres casados (1) padres da igreja (1) padres do deserto (2) paganismo (1) pai (7) pai natal (1) pai-nosso (2) pais (6) pais de gales (2) paixão (15) palácios (1) palavra (8) palestina (1) palestra (1) paneleiro (1) pansexualidade (1) papas (41) papel da mulher (11) papiloma (1) paquistão (1) paradas (3) parágrafo 175 (2) paraíso (3) parcialidade (1) parentalidade (4) paridade (2) paris (7) parlamento (3) paróquias lgbt (1) participação (2) partilha (8) pascal (3) páscoa (4) pasolini (2) pastoral da saúde (1) pastoral homossexual (27) pastoral trans (2) pastoral universitária (2) paternal (1) paternidade (3) patinagem (3) patio dos gentios (2) patriarca (1) património (5) pátroclo (1) paul claudel (4) paulo (5) paulo VI (1) pausanias (1) paz (12) pecado (7) pederasta (1) pederastia (1) pedir (1) pedofilia (10) pedra (1) pedro arroja (1) pélope (1) pena (4) pénis (1) penitência (5) pensamentos (3) pensão (1) pentecostes (2) perdão (6) peregrinação (1) peregrino russo (1) perfeição (2) pergunta (2) periferias (4) perigo (1) perplexidade (1) perseguição (1) perseverança (1) pessimismo (2) pessoa (8) petição (2) piano (1) piedade (1) pina bausch (3) pink narcisus (1) pintura (15) piolho-da-pubis (1) pirítoo (1) pistas (1) pluralidade (1) pobreza (14) poder (1) poesia (53) poitiers (1) polémica (4) poliamor (1) policia (3) polissexualidade (1) política (50) polo aquatico (1) polónia (1) pontes (1) pontificado (1) pontífices (1) POP art (1) população (1) pornodependencia (1) pornografia (2) portas (1) porto (9) porto rico (1) portugal (115) poseidon (1) povo de Deus (3) praia (1) prática (2) prazer (4) prece (3) preconceito (3) pregador (1) prémios (12) presença (2) presentes (1) presépios (5) preservativo (12) presidente (3) prevenção (1) pride (1) primavera (3) primeiros cristãos (1) principes (1) prisão (3) priscilla (1) procriacao (3) procura (4) professores (1) projecto (1) prostituição (4) prostituta (2) protagonista (1) provisório (1) próximo (5) psicanálise (1) psicologia (16) psicoterapia (1) psiquiatria (1) publicidade (4) pudor (1) qatar (4) quaintance (1) quakers (1) quaresma (35) queer (7) quenia (1) questionário (1) quotidiano (2) racial (1) racismo (4) radcliffe (2) rahner (1) rainhas (1) ranking (1) rapto (2) raul brandão (1) rauschenberg (1) razão (2) realidade (5) recasados (3) reciclar (5) reciprocidade (1) recolha de alimentos (1) recolhimento (1) reconciliação (5) rede ex aequo (8) redes sociais (5) refeição (1) reflexão (61) reforma (3) refugiados (3) registo civil (2) reino de Deus (2) reino unido (14) reis (9) relação (14) relatórios (2) religião (18) religion today (1) religiosidade (3) religioso (2) REM (2) Renascimento (1) renúncia (1) repetição (1) repouso (1) repressão (1) reproducao (2) república (1) republica checa (1) respeito (3) respiração (1) responsabilidade (2) ressurreição (2) restauro (1) retiro (10) retrato (4) reutilizar (5) rezar (2) Richard Zimler (1) ricky cohete (1) ricky martin (4) ricos (1) rigidez (1) rilke (4) rimbaud (2) riqueza (1) rival (1) rodin (1) roma (3) romance (1) romanos (1) romenia (1) rosa (6) rosa luxemburgo (1) rosto (1) rothko (1) rotina (1) roupa interior (1) rufus wainwright (5) rugby (4) rui chafes (2) rumos novos (4) russia (4) ryan james caruthers (1) s. bento (7) s. valentim (1) sábado santo (1) sabedoria (2) sacerdócio (2) sacerdotes (1) sacerdotisas (2) sacramentos (4) sacro (1) sagrada família (5) sagrado (7) sahara ocidental (3) sair (2) sair do armario (19) salmos (5) salvação (5) Samuel (1) sanção (1) sangue (1) santa catarina (1) santa cecilia (1) santa hildegarda (1) santa sé (2) santa teresa de avila (2) santarem (4) santas (2) santegidio (1) santidade (8) santo agostinho (3) santo ambrosio (1) santo antonio (1) santos (18) são cristóvão (1) sao francisco (7) sao joao (1) São José (2) sao juliao (1) sao tomas de aquino (1) sao tome e principe (1) sapatas (1) sapatos (1) saramago (1) sartre (1) saúde (26) Saul (1) schütz (1) seamus heaney (1) sebastião (9) séc XX (1) secura (1) sede (10) sedução (1) segurança (2) sem-abrigo (2) semana santa (7) semen (1) seminários (5) sensibilidade (1) sensibilização (1) sentença (1) sentidos (4) sentimentos (2) sepulcro (1) sepultura (1) ser (3) ser humano (3) ser solidário (44) sermões (5) serralves (1) servia (2) serviço (8) setúbal (3) sexismo (2) sexo (10) sexo biológico (2) sexo seguro (2) sexta feira santa (2) sexualidade (23) shakespeare (1) sic (1) sicilia (1) sida (20) sífilis (1) sightfirst (1) silêncio (12) sim (1) símbolos (2) simone weil (4) simplicidade (3) singapura (1) singularidade (1) sínodo (5) sintomas (1) sintomático (1) sobrevivente (1) sobreviver (1) sociedade (89) sociologia (1) sodoma (3) sodomia (2) sofrimento (13) solicitude (1) solidão (13) solidariedade (4) sondagem (10) sonhos (2) Sophia (8) st patrick (1) steven anderson (1) stockhausen (1) stölzel (1) stonewall (2) submissão (1) sudário (1) suécia (4) suicidio (5) sul (1) surrealismo (1) susan sontag (1) sustentabilidade (1) taborda (1) tabu (2) taizé (6) talentos (1) tapeçaria (1) tavener (6) TDOR (1) teatro (14) teatro do ourives (1) tebas (1) tecnologia (3) tel aviv (1) televisão (2) templo (2) tempo (4) temps d'images (1) tenebrismo (1) tentação (2) teologia (46) teologia da libertação (2) teólogo (2) teoria do género (1) terceiro género (1) teresa benedita da cruz (1) teresa forcades (1) terras sem sombra (1) terrorismo (1) teseu (1) teste (1) testemunhas de jeová (1) testemunhos (39) testículos (1) textos (2) the king's singers (1) Thibirine (2) thomas merton (2) tibães (1) timor (1) timoteo (1) tocar (1) tolentino (32) tolerância (5) torres vedlas (1) tortura (1) trabalho (6) trabalho doméstico (1) tradição (1) traição (1) transexualidade (22) transfobia (6) transformista (1) transgender (8) transgeneridade (1) transgéneros (3) trapistas (2) travesti (3) travestismo (3) trevor hero (1) triângulo (5) tribunal (4) tricomoniase (1) Trindade (3) trinidad e tobago (1) tristeza (2) troca (1) troilo (1) tu (2) turim (1) turismo (2) turquia (3) ucrania (2) uganda (6) últimos (1) umberto eco (1) umiliana (1) unção (1) UNESCO (1) união (15) único (1) unidade (7) unitaristas (1) universal (1) universidade (2) universo (1) utero (1) útil (1) vaidade (3) valores (2) vanitas (1) vaticano (48) vaticano II (12) vazio (1) velhice (3) veneza (3) vento (1) verdade (10) vergonha (1) via sacra (10) vício (1) vida (64) vida dupla (1) vidas consagradas (5) video (39) vieira da silva (1) vigarice (1) vigiar (2) vih/hiv (19) vingança (1) vintage (1) violação (4) violência (9) violência doméstica (1) VIP (1) virgindade (1) viril (2) virilidade (1) vírus (1) viseu (1) visibilidade (2) visitação (1) visitas (7) visões (1) vitimas (2) vítor melícias (1) vitorino nemésio (1) vitrais (1) viver junto (2) vocação (5) voluntariado (10) von balthasar (2) vontade (2) voyeur (1) warhol (1) whitman (1) wiley (1) wrestling (1) xenofobia (4) youtube (1) yves congar (1) zeus (1)

As nossas visitas