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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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terça-feira, 3 de abril de 2018

Discípul@s de Jesus

Somos chamad@s a ser fecund@s

Queridos irmãs e irmãos

Hoje, neste passo do Evangelho de S. João que proclamamos, aparece-nos uma interpretação da palavra “discípulo” que é importante nós tomarmos para a nossa reflexão. Porque nós damos por descontado que somos discípulos de Cristo, porque o nosso próprio batismo tornou-nos isso. Consideramos o discipulado como a categoria de base, a categoria que é ponto de partida.

Esse entendimento continua certo, há que dizê-lo. Antes de toda a nossa ação, todo o nosso mérito, de toda a nossa construção, nós somos em Cristo. Recebemos a Sua força, o Seu vigor, é Ele que nos ilumina, recebemos a Sua graça, a Sua presença nas nossas vidas. De maneira que nós somos à partida discípulos de Cristo. Mas há um outro entendimento que emerge das palavras do Senhor que hoje escutamos. Esse entendimento coloca o termo “discípulo” não como ponto de partida, mas como ponto de chegada de uma vida que tudo faz, que em tudo se empenha, que se compromete autenticamente para se tornar uma vida semelhante à de Jesus.

Nós não somos discípulos porque começamos um caminho. Nós somos discípulos porque ao longo do nosso caminho, um caminho necessariamente demorado, complexo, paciente, um caminho necessariamente feito de tantos, de múltiplos recomeços, a verdade é que, no final desse caminho, há alguma coisa em nós que sem palavras nos liga à pessoa de Jesus, à lição de Jesus, ao modelo de Jesus. Então é a forma de viver, é a modalidade da nossa própria existência, é a forma, a configuração que damos à vida que nos faz ou não ter este nome de discípulos de Cristo.

Só numa vida de permanência em Jesus e numa vida fecunda nós podemos dizer que somos discípulos de Cristo. Esta dupla aceção que a palavra “discípulo” tem no discurso do Senhor introduz, sem dúvida, uma tensão na nossa vida. Não podemos estar parados, não podemos estar de braços cruzados a achar que tudo está adquirido, e que basta o que temos, e que podemos estar satisfeitos com o que fazemos.

Nós somos chamados, na Páscoa de Jesus, a um sobressalto, a uma transformação. A vida não pode ficar a mesma. Nós somos chamados a dar fruto, somos chamados a uma fecundidade interior. Que só vem também quando nos dispomos, verdadeiramente, a multiplicar os talentos, a dar outros passos, a abrir as nossas mãos, a adensar a nossa experiência espiritual. Somos chamados a ser fecundos. Como diz o Senhor: “A glória do Meu Pai é que deis muitos frutos.”

Num domingo como este, o V domingo da Páscoa, em que a questão é o fruto, que fruto nós damos? Qual é a fecundidade das nossas vidas? A nossa fé serve para quê? Enche o nosso coração de que coisas? Num domingo como este, em que esta é a questão decisiva das leituras da palavra de Deus, é muito importante que cada um, no seu coração, possa de facto sentir que somos chamados a passar da escassez e da retenção à multiplicação da vida. Que não podemos estar a diminuir, a subtrair o significado da vida, mas todos nós somos chamados a multiplicar a vida que nos é dada. E multiplicar a vida é torna-la fecunda, é sentir que a nossa participação em Cristo atua em nós muito fruto. Fruto de vida.

É interessante que nas Cartas de S. João nós temos um critério muito prático, mas também muito seguro, do ponto de vista espiritual, para olharmos e fazermos um balanço, um exame de consciência da nossa vida. A Carta de S. João coloca, de facto, o centro deste balanço naquilo que diz o nosso coração. O que é que me diz, hoje, o meu coração em relação à minha vida? Ele pede-me mais? Ele pede-me outras coisas? O meu coração está em paz com a vida que eu vivo? Se o meu coração tem reivindicações, se o meu coração me põe perguntas, se o meu coração me pede mais eu tenho de ouvi-lo. Eu tenho de ouvi-lo. O critério numa vida espiritual é: há paz no teu coração? Há paz nessa consciência que é o santuário íntimo onde o homem e a mulher se encontram com Deus?

Eu estou em paz ou sinto que estou parado, ou sinto que faço pouco, sinto que fico aquém, sinto que não dou o fruto que podia dar? E se eu sinto essa insatisfação em mim, eu tenho o dever de escutá-lo, tenho o dever de escutá-lo. Porque é pelo meu coração que Deus fala. É pelo meu coração, antes de tudo, que Deus fala. Eu posso ouvir muitas coisas e isso ser importante, mas a grande mensagem de Deus é-me dita pelo meu coração. Se o nosso coração não tem paz, temos de tomar a sério, temos de colher as implicações, temos de fazer um discernimento. Sabendo que, mesmo quando o nosso coração é pequeno e pobre, Deus é sempre maior que o nosso coração. Deus pode tornar sempre maior o nosso coração.

Nesse sentido há aqui uma confiança fundamental que é preciso trabalhar ao mesmo tempo que trabalhamos o nosso sentido de justiça, de autenticidade, de verdade.

Porque, como diz a Carta de S. João, não podemos ficar a amar Jesus e a amar os irmãos, não podemos ficar apenas a ser discípulos de Jesus por palavras e pela língua, temos de o ser também pelas obras. E todos sabemos como isso é mais difícil. É muito mais fácil dizer que sim e depois logo se vê, se sim se não. Outra coisa é ter a vida hipotecada à palavra do Senhor. Sentir, no fundo do coração, que nos entregamos, que nos damos e que concretizamos, que fazemos, que praticamos a Ressureição, que praticamos a fé na Ressureição. Não é apenas uma verdade que anunciamos mas é uma verdade que praticamos. Torna-se não apenas uma ortodoxia, mas também uma ortopraxia, a Páscoa de Cristo, porque nos empenha a fazer coisas.

Aqui é importante sabermos que não há obstáculos, que ninguém está excluído desta tarefa de tornar fecunda a vida, uma vida multiplicada pelo espírito do Ressuscitado.

O exemplo que os Atos dos Apóstolos hoje nos dão é do apóstolo Paulo. Ele que era o rival, ele que era o inimigo, ele que era o perseguidor torna-se o vaso de eleição. Deus pega nele e transforma-o, e torna-o um braço da Sua videira, torna-o um lugar onde a vida acontece, onde a vida jorra, torna-o uma nascente de vida. Por isso nenhum de nós pode dizer: “Ah, estou já demasiado estéril”, “Já é demasiado tarde” ou “Nunca vou chegar isso.” Não, todos somos chamados, permanecendo em Cristo, a dar esse fruto. É o próprio Espírito que conspira com a nossa fragilidade para que essa fecundidade aconteça nas nossas vidas.

Queridos irmãs e irmãos, neste tempo santo da Páscoa nós não estamos apenas a celebrar a Ressurreição de Jesus, nós estamos a celebrar a nossa ressurreição. Estamos a colocar aqui sobre a mesa, como assunto, como questão a ressurreição das nossas vidas, a transformação das nossas vidas.

Esta transformação não é uma utopia, não é apenas uma questão de palavra ou de fé, é uma questão de prática. O que é uma vida ressuscitada? O que é uma vida nova?

Penso que as duas grandes palavras de Jesus que nos aparecem no Evangelho são palavras que temos, de facto, de levar para as nossas vidas. Uma palavra é: permanecer. O desafio a permanecer. “Permanecerei em Mim e eu permanecerei em vós.” Este desafio a radicar, a esconder, a colocar, a ligar a nossa vida à vida de Cristo. E a outra palavra é a palavra “fecundo”, o dar fruto. Há uma exigência que é feita aos discípulos do Senhor. Nós temos de merecer também esse nome. Esse nome é um dom mas também é uma tarefa, também é uma missão. Merecer o nome de discípulo de Jesus.

Acreditemos, queridos irmãs e irmãos, que não há nome mais belo que nós possamos conquistar, não há título de maior luminosidade que nós possamos ganhar na nossa vida do que a de termos sido e a de sermos humildes e fiéis discípulos de Jesus.

Pe. José Tolentino Mendonça, V Domingo da Páscoa

O túmulo vazio

Domingo de Páscoa, ou o Túmulo Vazio

Há quase dois mil anos, numa madrugada de domingo em Jerusalém, três mulheres iam a caminho de um sepulcro recentemente talhado na rocha. Estavam muito preocupadas: como remover a enorme pedra que fora utilizada para fechar a sepultura? Já nascera o sol e elas levavam consigo perfumes que tinham comprado para embalsamar o morto. Esta etapa do rito fúnebre estava deslocada da ordem correta, pois o que teria sido normal era que tivessem embalsamado o morto antes de fecharem a sepultura com a pedra. Mas não aconteceu assim. O sepultado tinha morrido (e de morte bem cruel) quando estava para começar o sábado judaico. Não houvera tempo para tratar o seu corpo com perfumes.

Ao chegarem ao túmulo, as mulheres viram, com espanto, que alguém já removera a pedra. Entraram dentro do túmulo: e foi aí que ficaram apavoradas. O morto tinha desaparecido. Lá dentro, estava sentado um jovem, vestido de branco, que elas não conheciam. O jovem diz às três mulheres: “é Jesus, o Nazareno, que procurais, o crucificado? Ressuscitou. Não está aqui” (Marcos 16:6). O jovem recomenda às três mulheres que vão dizer a Pedro e aos outros discípulos que Jesus foi à frente, rumo à Galileia: na Galileia é que eles o verão. As mulheres fogem do sepulcro, dominadas por um misto de tremor e de tresloucamento (a palavra grega é “ékstasis”, donde vem a nossa palavra êxtase). Só que elas não obedeceram às instruções dadas pelo jovem. Na verdade, aquelas mulheres “nada disseram a ninguém. Tinham medo, pois” (Marcos 16:8).

É nestes termos que o mais antigo relato da ressurreição de Jesus nos descreve o momento arrepiante em que Maria Madalena, Maria (mãe de Tiago) e Salomé depararam com o túmulo vazio. O Evangelho de Marcos termina assim, no ar, como que (musicalmente falando) em cadência interrompida. É sabido que, posteriormente, cristãos anónimos, insatisfeitos com este final abrupto, trataram de escrever mais umas frases em jeito de continuação, também para que o final do Evangelho de Marcos condissesse com o final dos outros três Evangelhos canónicos, em que os discípulos têm “experiências imediatas” de Jesus ressuscitado, nas quais Jesus conversa (e até come) com eles.

As palavras proferidas por Jesus ressuscitado e as circunstâncias em que essas palavras são ditas (que desmentem, no caso de Lucas, o que o jovem vestido de branco diz às mulheres no Evangelho de Marcos) apresentam diferenças significativas quando comparamos os Evangelhos. Diferenças que levantam obrigatoriamente perguntas e nos obrigam a pensar.

A pergunta mais imediata é imensamente sugestiva para todos aqueles agnósticos que, como eu, se interessam pela fascinante figura histórica que foi Jesus de Nazaré; e deveria ser basilar para crentes que veem n'Ele o Filho de Deus. E a pergunta é esta: qual é o grau de fidedignidade dos relatos que lemos nestes quatro Evangelhos a respeito da ressurreição de Jesus? Todos eles falam num túmulo vazio. Mas donde lhes veio essa informação? Já mencionámos que Marcos, que redigiu o mais antigo relato que conhecemos sobre o túmulo vazio, nos diz que as supostas testemunhas oculares (as três mulheres) ficaram tão apavoradas que não contaram nada a ninguém.

Ora em nenhum momento do seu Evangelho nos é dito por Marcos que ele, o evangelista, presenciou pessoalmente aquilo que nos está a narrar. O mesmo vale para Mateus e para Lucas. Também é facto que, se os três se arrogassem o estatuto de testemunhas oculares, ainda maiores seriam as nossas dificuldades com estes textos fundadores do Cristianismo. É que os relatos dos evangelistas não são coincidentes. E se há quatro versões distintas, a lógica mais básica impede-nos de aceitar que as quatro possam ser verídicas. Podem estar as quatro erradas. Mas não podem é estar todas certas.

Em Lucas, tal como em Marcos, temos como testemunhas Maria Madalena e Maria (mãe de Tiago); mas Lucas não as faz acompanhar por Salomé, como em Marcos, mas sim por uma tal de Joana. Além destas três mulheres, há outras (não nomeadas) que estão também com elas. Este “coro trágico” de mulheres é exclusivo do Evangelho de Lucas. Em vez de elas verem um jovem sentado dentro do túmulo, estas mulheres descritas por Lucas veem dois homens. Estão vestidos de trajes resplandecentes e dão às mulheres a notícia fulminante de que Jesus ressuscitou. Tal como as mulheres em Marcos, as do Evangelho de Lucas também ficam apavoradas. Mas ao contrário do que fazem as duas Marias e Salomé em Marcos, em Lucas as mesmas Marias e Joana contam tudo aos apóstolos.

No entanto, estes não lhes dão crédito e (de forma bastante machista) acham que elas estão a dizer uma “parvoíce” (Lucas 24:11). Pedro, porém, não deve ter achado as mulheres assim tão parvas: levanta-se e vai a correr até ao sepulcro, para ver o que se passa com os seus próprios olhos. Olha lá para dentro e não vê nada. Só vê, abandonadas, as ligaduras com que o corpo de Jesus tinha sido envolto aquando da sepultura.

Consideremos agora o relato de Mateus: no caso deste Evangelho, são só duas as mulheres que chegam ao túmulo no domingo de manhã. São as nossas já conhecidas Marias (a Madalena e a mãe de Tiago). Unicamente neste Evangelho, dá-se um sismo. As duas Marias veem então um anjo do Senhor “com aspeto de relâmpago” (Mateus 28:3). Os guardas que estão a guardar o túmulo ficam “como mortos” (estes guardas só existem no Evangelho de Mateus; mais nenhum evangelista os refere). O anjo informa as duas mulheres que Jesus ressuscitou. Elas saem depressa, eufóricas de alegria (e não apavoradas, como em Marcos e Lucas).

De repente, acontece uma coisa com que nem Marcos nem Lucas tinham sonhado: aparece-lhes Jesus em pessoa. Diz-lhes “não temais” (embora elas não estivessem com medo) e dá-lhes a incumbência de transmitir aos “irmãos” Dele a mensagem de que devem ir até à Galileia: será na Galileia que o contemplarão. E assim acontece em Mateus e em João (mas não em Lucas). Repare-se que, no Evangelho de Mateus, nenhum discípulo de Jesus (nem sequer Pedro) vai ao túmulo para ver, com os próprios olhos, o que se passou: mas isso sucede (como referimos) em Lucas. E acontece também em João.

É no Evangelho de João que encontramos o relato mais divergente sobre as circunstâncias relativas ao túmulo vazio. A diferença fulcral é que só neste Evangelho nos é dito que o autor do texto viu com os seus próprios olhos aquilo que está a descrever. João afirma categoricamente que viu o túmulo vazio: foi o primeiro a vê-lo, aliás (João 20:8), antes mesmo de Pedro. No Evangelho de João, as três mulheres (que vão ao túmulo em Marcos e Lucas) e as duas mulheres (de Mateus) estão agora reduzidas a uma só: Maria Madalena.
Madalena é o verdadeiro denominador comum dos quatro relatos sobre o túmulo vazio. É ela que chega sozinha ao túmulo no domingo de manhã: ainda estava escuro (contrariamente ao que nos diz Marcos, que afirma explicitamente que já nascera o sol). Ao ver a pedra removida da entrada, Madalena desata a correr. Vai dar logo a notícia a Pedro e ao discípulo “que Jesus amava” (João 20:2), que, por sua vez, se põem também a correr. Vão todos em alvoroço até ao túmulo, mas quem corre mais depressa é o próprio autor do Evangelho, o discípulo amado. É ele que chega primeiro ao túmulo. Espreita lá para dentro e vê os panos depostos. Pedro chega logo de seguida e entra no túmulo. O discípulo amado entra atrás dele. “Viu e acreditou”.

Quando, muitos anos mais tarde, o discípulo amado escreveu o seu Evangelho, comentou a propósito deste momento que nem ele nem Pedro tinham compreendido o que tinham diante dos olhos, pois “ainda não conheciam a passagem da Escritura, segundo a qual Ele tinha de ressuscitar dos mortos” (João 20:9). Nós, leitores modernos, podemos considerar perdoável este alegado desconhecimento da Escritura por parte dos dois discípulos, atendendo ao facto de em nenhuma passagem do Antigo Testamento se encontrar escrita noção semelhante.

Pedro e o evangelista voltam “para junto dos seus” e só Madalena fica sozinha a chorar no exterior do túmulo. Por entre as lágrimas, ela espreita lá para dentro e vê dois anjos sentados. Os anjos (que tinham acabado de descer do céu, ou então eram visíveis apenas para Madalena, já que Pedro e João não os tinham visto) dão-se conta do choro dela e perguntam-lhe porque está a chorar. Madalena responde “porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram”. Madalena volta-se depois para trás e, nas palavras do evangelista, vê Jesus sem saber que era Jesus. Também Ele lhe pergunta a razão do choro. Julgando estar a falar com o jardineiro, Madalena pergunta-Lhe (num momento de subtil ironia poética digna da tragédia grega) se foi Ele que levou o corpo d'Ele. Jesus diz o nome dela: “Maria!”
É nesse momento (supremamente arrepiante mesmo para quem já leu o Evangelho de João centenas de vezes) que Madalena percebe.

A propósito das descrições divergentes do que se passou no túmulo vazio, dissemos acima que, quando temos quatro relatos que não coincidem sobre determinada realidade, somos impedidos pela lógica mais básica de aceitar que os quatro possam ser simultaneamente verídicos. Ou bem que estava um jovem sentado dentro do túmulo vazio (Marcos), ou dois homens (Lucas) ou um anjo (Mateus) ou dois anjos (João). Ou bem que foram três mulheres ao túmulo (Marcos e Lucas), duas mulheres (Mateus) ou só uma mulher (João). Estas personagens não cabem todas dentro e à porta do túmulo ao mesmo tempo. E mesmo que decantássemos a questão de modo a nos focarmos só na oscilação entre uma figura masculina (jovem ou anjo) e duas figuras masculinas (homens ou anjos), mesmo assim não faz sentido admitirmos que ambas as versões possam ter validade equivalente. Aceitando como realidade factual que Jesus foi crucificado numa sexta-feira da década de 30 do século I da nossa era e que, no domingo de manhã, o túmulo, onde tinha sido colocado o cadáver, estava vazio, temos de perguntar: o que aconteceu nessa sexta-feira? O que aconteceu nesse domingo de manhã? Qual será a verdade da ressurreição de Jesus? Qual será a verdade do túmulo vazio?

A resposta do crente é – claro está – a própria crença, território que não me compete pisar. O ateu encontrará talvez uma explicação racional no boato que Mateus pretende combater no final do capítulo 27 do seu Evangelho: os discípulos fizeram desaparecer o corpo de Jesus, de modo a dar a ilusão de que tinha ressuscitado. O túmulo estava vazio porque o corpo fora propositadamente removido.

Para aqueles que, como eu, não são crentes nem ateus, mas que leem de espírito aberto estes textos indispensáveis, constituirá porventura ressurreição suficiente o facto de, neste mundo onde Jesus de Nazaré morreu, podermos afirmar que, bem vistas as coisas, Ele afinal não morreu. Porque a verdade é esta: tanto crentes como não-crentes andaremos às voltas com Jesus nas nossas cabeças, enquanto houver seres humanos na Terra.

Frederico Lourenço, in Facebook

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O tríodo Pascal

A todos os leitores do moradasdedeus venho desejar uma Santa Páscoa. Que esta festa tão essencial para a Fé cristã seja vivida em profundidade por cada um.

Aproveito para vos anunciar que nesta Sexta-Feira Santa O blogue contou as 45.000 visitas desde o seu começo, mais um número redondo para assinalar.

De seguida publicarei algumas etapas da Via Sacra publicadas por outro homossexual católico, autor do blogue Retorno (G-A-Y). Serão publicadas em português do Brasil.

sábado, 19 de março de 2011

Judas ou o outro morto

Caravaggio

Teatro da Cornucópia apresenta "Morte de Judas", de Paul Claudel
O Teatro da Cornucópia vai levar à cena numa muito curta série de espetáculos um texto de Paul Claudel que, como acontece com toda a obra do autor toca em importantes temas de natureza teológica: o monólogo “Morte de Judas”, na tradução de Regina Guimarães.

Ao lado da cruz, imagem simbólica de uma História feita à luz da ideia de um Deus que se fez carne, num curto monólogo, Claudel mostra outro dos mortos daquela Páscoa, mostra outro madeiro, a figueira, onde Judas, o Apóstolo para sempre associado ao Mal, à Traição e ao Demónio, depois de trair Cristo, se enforcou. Inventa a fala do enforcado, faz o exercício de lhe dar voz, de, em oposição aos textos sagrados, contar a Morte de Cristo pelo ponto de vista de quem desencadeou toda a Paixão.

Ao contrário dos Evangelhos que mistificam a narrativa dos acontecimentos, Judas fala do lugar do Homem, e resgata a sua própria condenação moral com um ponto de vista exemplarmente dialético em que demonstra como a sua traição serviu Deus.

A figueira, árvore viva e de ramos em todas as direções torna-se no símbolo da crítica, da lucidez, do materialismo, do próprio "livre arbítrio", do próprio Homem, e opõe-se para sempre à cruz, madeira já morta, indicadora do caminho da salvação.

O resultado é um estranho e incómodo "objeto", o monumento a que o Mal não tem direito. Essa estátua ali fica para sempre e afirma, por outras palavras a frase popular: "Deus escreve direito por linhas tortas". E que é o Homem quem trabalha para Deus. Trata-se, no fundo, de uma resposta aos Evangelhos, sobretudo aos capítulos 26 e 27 de Mateus (cuja leitura integramos no espetáculo), trata-se de uma reflexão sobre a relação do Homem com o Deus do Cristianismo.

É o ator Dinarte Branco quem interpretará essa fala do enforcado. Trabalhou o monólogo em diálogo com Luis Miguel Cintra e Cristina Reis. E apesar de se tratar de um espetáculo para qualquer público, julgamos que tem especial interesse para um público católico e para quem assume responsabilidades dentro da Igreja. Sem que propositadamente para isso fosse preparado, não podia ser criado em melhor momento que o tempo litúrgico da Quaresma e ao mesmo tempo que o Papa publica novo livro sobre Jesus.

Os espetáculos, com a duração de 55 minutos, realizam-se nos dias 24, 25, 26, 27 e 31 de março e 1, 2 e 3 de abril, de quinta a sábado às 21h30h, e ao domingo às 16h00, no Teatro do Bairro Alto, em Lisboa.

in SNPC

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

Este blogue também é teu

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Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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