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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"O puro prazer deve ser inserido no gozo" e "Amar verdadeiramente sendo amado definitivamente"

A Igreja precisa de uma reforma nas questões do amor, afirma o cardeal
Segunda Parte

Castidade e sexualidade são sentidas como antíteses...

A castidade mantém o Eu ordenado. Eliminá-la significa reduzir o amor a mera habilidade sexual, veiculada por uma subestrutura de relações humanas que se fundamenta num grave equívoco e isto está na ideia de que no homem exista um ‘instinto sexual’ como ocorre com os animais. A psicanálise demonstra que não é verdade: também no nosso inconsciente mais profundo nada se joga sem o envolvimento do Eu. O sacrifício e o distanciamento requeridos pela castidade mantêm o Eu pessoal unido, abrindo caminho para uma possessão mais autêntica. O sacrifício não anula a posse, é a condição que o expõe.

Os doutores da Igreja falavam de ‘gaudium’ (gozo). O puro prazer, que por sua natureza acaba rapidamente, pede para ser inserido no gozo, pois se ficar fechado em si mesmo a posse o anula lentamente, enfraquece, deprime. Impressiona-me o facto de, quando digo estas coisas aos jovens, encontrar mais surpresa do que crítica.

Gozo e sexualidade parecem conceitos incompatíveis com a doutrina católica.

Não é assim. A mensagem bíblica foi a primeira, historicamente falando, a fazer ver a diferença sexual de uma óptica absolutamente positiva e criativa, como dom de Deus. Mas como em todas as coisas humanas, o positivo, o bem, o verdadeiro nunca são fáceis. Mas sem o belo, o bom, o verdadeiro, a vida enfraquece, não há em si energia para conduzir ao marasmo do real.

No livro dos Provérbios, entre as coisas muito árduas para compreender, o autor considera ‘o caminho do homem numa jovem mulher’. A mulher é a figura daquela que está no começo: eu saio dela ao nascer. Então, quando o homem e a mulher se encontram, fazem ao mesmo tempo a experiência de recomeçar aquilo que de qualquer forma já conheciam e de dar vida a uma novidade. Aqui existe a intrínseca raiz da fecundidade. O amor objectivo nunca é uma relação a dois. Aprendemo-lo através da Trindade.

Mas o que tem a reforma da Igreja a ver com isso?

Tem tudo a ver! Fundamental para a reforma da Igreja é reencontrar testemunhas credíveis do belo amor que Cristo, com uma infinidade de santos na sua grande maioria anónimos, introduziu na história. Penso em tantas gerações vividas na lógica do belo amor. Penso nos meus pais, nos olhos com que o meu pai aos noventa anos olhava a minha mãe também com noventa, doente, debilitada por um cancro violento nos rins. (...) Que amor teria sobrevivido melhor ao Eu do que esta ligação indissolúvel? Objectivamente não há comparação entre a densidade de uma experiência assim definitiva e o passar indefinido de uma sequência de relações precárias. No fim, quer seja a necessidade de amar definitivamente, quer seja a fragilidade sexual serão marcadas pelo terror da morte.

Para amar verdadeiramente devo ser amado definitivamente, ou seja, além da morte; e é isto que Jesus veio fazer. Se há um delito que nós, cristãos, cometemos, é não mostrar o dom maravilhoso de Jesus: dar a vida para nos fazer entender a beleza do amor objectivo e efectivo. Isto tem sempre um carácter nupcial, inseparável conexão de diferença, dom de si e fecundidade. O outro não está fora do meu Eu, o outro permeia-me todos os dias; a minha própria concepção está ligada a este permear-me. Por isso, humanizar a sexualidade através da castidade é um recurso capital para vencer a aposta do pós-moderno, para o homem do terceiro milénio que queira salvar o caminho do belo amor, que nos faz gozar verdadeiramente a vida.

Entrevista de Aldo Cazzullo, publicada no jornal Corriere della Sera, a de 18 de Julho de 2010; tradução de Alessandra Gusatto, adaptada por rioazur.

Ler Primeira Parte no blogue

A satisfação plena do desejo é encontrar o verdadeiro rosto do outro

“Eu sou a mãe do belo amor…”. O cardeal Angelo Scola, patriarca de Veneza, a partir de passagens das Escrituras sobre o “belo amor”, aborda temas delicados como a sexualidade, pedofilia, virgindade e celibato.


A Igreja precisa de uma reforma nas questões do amor, afirma o cardeal
Primeira Parte

Porquê esta escolha?

Pela dificuldade com que nós, cristãos, temos em divulgar que o estilo de vida afectivo e sexual indicado pela Igreja é bom e conveniente para o homem de hoje. Pelo contrário, parece até que esta proposta não está apenas ultrapassada e é incapaz de satisfazer o desejo humano de alegria plena, mas também que é, de facto, contrária à liberdade e irreal, incapaz de levar em conta aquilo que o homem aprendeu a respeito de si mesmo e a respeito do mundo das emoções, dos afectos, das relações com o outro, graças a uma longa história e às recentes descobertas científicas.

Ouvi tudo isto como uma provocação afirmando que os homens e as mulheres de hoje, talvez involuntariamente, arriscam-se a perder algo profundo, perdem uma grande possibilidade de realização, distanciam-se da proposta cristã ligada à vida afectiva e sexual.

Mas em que se baseia essa proposta?

Parece-me que a ideia bíblica do ‘belo amor’, que a tradição cristã aprofundou, seja particularmente adequada, exactamente pela sua capacidade de conjugar o amor e a beleza, de vê-lo surgir desta e percebê-lo como ‘difusor’ de beleza, capaz de fazê-la brilhar no rosto dos outros.

Os Padres da Igreja referem-se ao tema bíblico do ‘belo amor’ não apenas em relação a Nossa Senhora, mas também a Jesus. Falam da beleza como do ‘esplendor da verdade’; (…) aquele que contempla Deus, ou seja, que o ama, torna-se completamente belo.

Mas esta capacidade muitas vezes falta à experiência sexual dos homens e das mulheres de hoje. Viver a beleza significa arrancar da sexualidade o dualismo entre espírito e corpo; como se amarrassemos a sexualidade no animalesco e depois separadamente tivéssemos ímpetos espirituais de intenção de belo amor. Pascal dizia que o homem está a meio-caminho entre o animal e o anjo, mas deve estar bem atento para não cuidar apenas de um ou do outro; cada um de nós, inseparável da alma e do corpo, deve considerar a dimensão sexual do próprio Eu durante toda a vida, do nascimento até à morte.

Patriarca, conhece a crítica feita aos homens da Igreja: falam de coisas que não vivem, por vezes de maneira anormal, e estas não lhes dizem respeito.

Acabei de dizer que ‘cada homem e cada mulher’ deve considerar a dimensão sexual durante toda a vida! Certo, quem é chamado à virgindade ou ao celibato fá-lo de maneira diferente mas, fique bem claro, sem mutilações psicológicas ou espirituais. A mensagem cristã é transportada em vasos de barro e, portanto, o facto de os homens da Igreja poderem cair em contradições trágicas e graves a nível afectivo e sexual, não invalida em si a proposta enquanto tal. Obviamente não o digo para encobrir escândalos.

Como sair do escândalo da pedofilia?

O Santo Padre, na ‘Carta aos Católicos da Irlanda’, soube encarar a situação de modo claro e decidido: uma condenação sem meios-termos pela gravidade extrema deste pecado e deste crime. As palavras-chave – misericórdia, justiça em leal colaboração com as autoridades civis, e penitência – fazem com que se possa confrontar qualquer caso.

O Papa não subestima a responsabilidade de cada membro do único corpo eclesiástico e, principalmente, do colégio episcopal. É um escândalo que diz respeito a toda a Igreja, chamada a uma profunda penitência e a uma reforma que não poderá deixar nenhum nível da sua missão de fora. Uma coisa, porém, tocou-me neste caso: aqueles que deveriam falar, para ajudar-nos a entender as raízes deste mal e tentar eliminá-lo, estão calados.

A quem se refere?

Aos psicólogos, aos educadores, aos pedagogos, aos homens chamados a aprofundar estes lados obscuros do Eu. A imprensa denunciou o fenómeno com ênfase compreensível, em termos até justificáveis, mas indiscutivelmente de maneira excessiva.

Fala da necessidade de reforma na Igreja…

Como o Santo Padre nos indicou, os casos terríveis de pedofilia e as comprovadas responsabilidades de cobertura ingénua ou negligência por parte das autoridades clamam fortemente a condição de realidade sempre em reforma da Igreja. Bento XVI exige penitência, chegar às raízes da misericórdia, ou seja, ir ao encontro pessoal do Tu de Cristo, e relembra que os inimigos mais perigosos da Igreja estão no meio dela e não vêm de fora.

Mas em que consiste a reforma?

Especificamente, redescobrir o sentido entre o belo amor e a sexualidade. Mostrar que a satisfação plena do desejo é encontrar o verdadeiro rosto do outro, sobretudo na relação entre homem e mulher. E aprender, de novo, como a esfera da sexualidade exige ser integrada no Eu através de uma grande virtude, infelizmente em desuso: a castidade. Para redescobri-la, precisamos de coragem para falar sobre os moldes em que vivemos actualmente a esfera sexual.

A que moldes se refere?

Cito o exemplo mais sofisticado. Os mais recentes estudos da neurociência, como o de Helen Fisher, relacionam todas as dimensões do amor, inclusive ‘o amor romântico’, com simples modificações neuronais do nosso cérebro. A liberdade e a criatividade caberão neste âmbito?

É verdade que temos necessidade de comer e beber, como os animais; mas não comemos e bebemos como animais, pelo contrário, a cozinha tornou-se numa arte, num aspecto de civilização; e isto vale ainda mais para a dimensão sexual. Uma presunção reducionista como aquela de Fisher é uma variante da tentação de conceber o homem como simples experiência de si mesmo. Assim se cria uma mentalidade, um clima no qual o desejo, a energia da liberdade que encontra a realidade, se torna livre de sentido, e a dimensão sexual assume uma fisionomia quase animalesca. Mas, estes homem e mulher, quando estão em si, não podem aceitá-lo.
...continua

Entrevista de Aldo Cazzullo, publicada no jornal Corriere della Sera, a de 18 de Julho de 2010; tradução de Alessandra Gusatto, adaptada por rioazur.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Boicote à missa: revolução na Igreja católica?

A reportagem é de Patsy McGarry, publicada no jornal Irish Times, a 20 de Agosto de 2010. Mensagem baseada na tradução de Moisés Sbardelotto, publicada no Riacho a 23/08:
O comentador religioso norte-americano Robert Blair Kaiser afirmou num discurso que, a propósito das notícias (...) sobre a convocação de Jennifer Sleeman (80 anos) para um boicote à missa dominical do dia 26 de Setembro em protesto contra o tratamento do Vaticano para com as mulheres, "essa avó de Cork" pode "já ter começado uma revolução".
"Ela obviamente acredita no que eu acredito, que podem ter voz e voto na sua própria Igreja e ainda ser católicos e, ao mesmo tempo, irlandeses", disse.
Autor de 13 livros, muitos sobre a reforma da Igreja Católica, Kaiser foi homenageado com um prémio Overseas Press Club pela sua cobertura do Concílio Vaticano II como correspondente da revista Time.
(…) Sobre o tema "Reforma da Igreja Católica: Tronos nunca mais", afirmou que, "até à revolução coperniciana, os monarcas exerceram o controlo absoluto sobre seus súbditos por direito divino. Mas quando os povos do mundo, informados sobre uma nova cosmologia, colocaram o direito divino dos reis na lixeira da história, eles esqueceram-se de também atirar ao lixo o direito divino dos papas".

E enfatizou: "Não estou a atacar a nossa fé católica. Estou a falar sobre a tirania especial e corrosiva que os papas têm exercido sobre os católicos em todos os lugares".
…

"Durante mil anos, os papas promoveram uma Igreja clerical em vez de uma Igreja de Jesus. Os Padres do Concílio Vaticano II trabalharam durante sérios quatro anos para devolver a Igreja ao povo. E os papas João Paulo II e Bento XVI passaram os 30 anos seguintes a anular os seus trabalhos e a permitir que a corrupção reinasse, um movimento que deixou a nossa Igreja, que é o corpo de Cristo na terra, despedaçada".
"Vocês podem ajudar a criar uma Igreja do povo?", questionou. "Sim! Podem, se quiserem. Nesse contexto, eu gostaria de citar o papa João Paulo II. Em 1978, ele foi a Varsóvia e disse a milhões de polacos: 'Podem recuperar o vosso país se o exigirem'. Vocês poderiam dizer a mesma coisa: 'Nós podemos recuperar a nossa Igreja se o exigirmos' ".
"Os polacos estavam a lutar contra todas as probabilidades – o próprio poderio militar da União Soviética. Mas venceram a batalha".
"As notícias da última década sobre a nossa Igreja em ruínas e que abusa da sua autoridade podem querer dizer que a mudança já está a acontecer, e a acontecer mais rápido do que se pensa".

Em resposta, o vice-director do jornal Irish Catholic, Michael Kelly, disse que o clericalismo na Igreja "foi o cerne do escândalo dos abusos sexuais". Por "clericalismo", referia-se a "uma mentalidade elitista, com estruturas e padrões de comportamento a ela associados, que partem do princípio que os clérigos são intrinsecamente superiores aos outros membros da Igreja e que merecem automaticamente deferência. A passividade e a dependência são a sina dos leigos".
http://riacho.blogs.sapo.pt/139570.html

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

Este blogue também é teu

São benvindos os comentários, as perguntas, a partilha de reflexões e conhecimento, as ideias.

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Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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