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A diversidade na Igreja
"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.
A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.
A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.
Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?
A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.
A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.
Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?
Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja
Porquê este blogue?
Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!
Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.
Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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Documentos em destaque no blogue
- Eles são católicos, homossexuais e praticam: testemunhos na Pública
- Viver como cristãos a condição homossexual
- Carta sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais
- O Caminho das pedras: artigo do Expresso sobre hom...
- Deus bem-me-quer
- "Eu posso crer no amanhã" Discurso em Ética da Reciprocidade: Líderes Religiosos LGBTI em diálogo na ONU | "We can face tomorrow" Speech on Ethics of Reciprocity: UN Dialogue of LGBTI Religious Leaders
- Carta ao Sínodo da Organização Mundial das Associações Homossexuais Católicas
- Rumos da discussão eclesial sobre a questão gay, p...
- Considerações sobre os projectos de Reconhecimento Legal das Uniões entre pessoas homossexuais: um documento de 2003 (Congregação para a Doutrina da Fé, Vaticano)
- Entrevista Exclusiva do Papa Francisco às revistas dos Jesuítas por P. Antonio Spadaro S.J.
- Um estudo da realidade da Homossexualidade em Portugal
- Glossário LGBTI de A a Z
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quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Um testemunho no mês de oração pelos missionários
Dois disparos. Queriam roubar-lhe a bolsa e atingiram-na à queima-roupa enquanto se dirigia para o automóvel, em Port-au-Prince. Homicídio acidental, mas que fala da luta, no Haiti, pela sobrevivência a todo o custo, relativizando o valor da vida por um punhado de dólares. Um assalto interrompeu a obra de Isa Solá. Religiosa de Jesus e Maria, nascida em Barcelona há 51 anos.
Poderia ter sido tudo aquilo a que se tinha proposto. Poderia ter sido a primeira. Mas preferiu estar junto dos últimos. Por isso deixou a sua casa aos 19 anos para dizer um sim incondicional. Estudou enfermagem e magistério e depois dedicou-se à missão, primeiro como professora, em Valência, depois na Guiné Equatorial e, por fim, num instituto para menores em Barcelona. Em setembro de 2008 aterrou em Port-au-Prince, poucos meses antes do terrível terramoto.
Viu a escola em que trabalhava ruir em apenas 20 segundos. Viu o país mais pobre da América desaparecer entre os escombros. Enérgica, imparável, participou na reconstrução. Antes tinha trabalhado no ambulatório de ortopedia para dar uma segunda vida aos mutilados e às vítimas graves do sismo. Depois numa clínica móvel par assistir os mais pobres entre os pobres. E, finalmente, numa escola, um projeto emergente que sem ela ficou órfão.
Não procurava protagonismos. Tomava a iniciativa mas depois colocava-se de parte. Com efeito, deu início quer ao ambulatório quer à clínica móvel com médicos locais, para que fossem eles a tomar as rédeas, para que os próprios haitianos tomassem as rédeas do seu presente e do seu futuro. Para lhes voltar a dar um pouco de dignidade em tempos de escravidão.
Enamorou-se do povo haitiano, da sua enorme força diante dos sofrimentos. Talvez se visse refletida nele como num espelho. Irrequieta, decidida, apaixonada. De Deus. O seu olhar sempre sorridente demonstrava-o, esse mesmo olhar que o papa Francisco, este domingo, pediu a todos os cristãos, parafraseando a nova santa de Calcutá. Isa era uma outra Teresa e Port-au-Prince a sua cidade da alegria.
Isa Solá sabia que pisava terreno pouco seguro. Jogava a vida a cada dia, como qualquer outro missionário, como qualquer outro haitiano. Mas nunca pensou abandonar. «Deus nunca deita a toalha ao chão, nem eu quero fazê-lo», disse-me há pouco mais de um ano, na última entrevista que me concedeu. Voz de anúncio, com a guitarra na mão, e de denúncia, diante das injustiças. «O Haiti precisa de menos corrupção, de um governo mais organizado e de prioridades claras. Há tantas ONG que se enriquecem com a miséria, é evidente.»
Tinha regressado há apenas duas semanas de Espanha, onde tinha visitado a sua família e a sua comunidade de origem. Tinha-se despedido delas. Para voltar ao Haiti, para continuar a sua profissão de fé. «Deus impassível? Nunca na minha vida vi Deus mais presente e ativo. Gritei de raiva e de dor quando me vi rodeada de mortos após o terramoto, e eu estava viva. Depois tive o privilégio de ser testemunha de muitos milagres. Os haitianos tornam-me mais crente e pedem-me todos os dias para ser coerente com a minha fé. Missionária, eu? Não. Não sei quem evangeliza quem.» É este o credo de Isa Solá.
José Beltrán Aragoneses in "L'Osservatore Romano", 5 de Setembro de 2016
Tradução de Rui Jorge Martins publicada em 6 de Setembro de 2016 no SNPC
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
A monja radical e o Ministério secreto
A freira que pediu perdão à comunidade Trans
Nos Estados Unidos há uma comunidade de irmãs onde vive uma pequena freira que é uma grande mulher. No seu dia-a-dia, entre a vida de oração e em comunidade, encontra tempo para dedicar uma atenção especial à comunidade transgender, sendo uma autêntica mãe para uma "pastoral trans". Para isso, com simplicidade e coragem, coloca os valores do Evangelho em prática e as palavras em acções.
Abaixo segue o link de uma reportagem sobre esta história, em inglês: ler O Ministério em Segredo
domingo, 2 de dezembro de 2012
Uma jornalista no convento de clausura
As coisas do mundo dizem-nos tão pouco...
A vida de 27 Clarissas do Mosteiro de Santa Clara, em Monte Real, cruzou-se “por vontade de Deus”. A mais nova tem 22 anos; a mais velha 86. Em comum têm um mesmo desejo: seguir Jesus da forma mais radical que a Igreja prevê – a clausura.
Lurdes
Tem 28 anos, mas parece que o rosto parou de envelhecer aos 17, quando decidiu sair de casa para se tornar Clarissa.
Deixou a família na Guarda a braços com as perguntas dos amigos e conhecidos. “Que se passou com a Lurdes? Sofreu algum desgosto?” Dez anos depois abre as mãos, conservadas brancas pela quietude da clausura, e garante-nos que seguram o mundo. “Redondo, a girar.” Lurdes vigia-o, reza por ele.
“É feliz?” Responde, quase sem pensar, com outra pergunta: “Não se nota?” Quebrámos a hora do silêncio maior entre as 14 e as 15 horas, para conversar, a sós, na horta. “Claro que tenho saudades lá de fora. De quando ia passear. Gostava de ir à serra da Estrela. Sentia Deus naquela imensidão de terra. Mas cá dentro o mundo é maior.”
Ao jantar, Lurdes é a mais atenta de todas. Observa-nos, sorri quando cruzamos o olhar com o dela. Parece divertida com o ar deslocado e de aflição permanente típico de quem acabou de chegar.
No refeitório só há um objecto de decoração – um quadro da Última Ceia de proporções consideráveis. As mesas e as cadeiras, dispostas em rectângulo, ocupam quase toda a sala.
A encabeçar o desenho está Maria Clara, a abadessa, que, minutos depois do início da refeição, abre uma gaveta pequenina por debaixo da mesa e, surpreendentemente, retira o comando da televisão. Ao jantar assiste-se aos primeiros 15 minutos do telejornal. “As únicas notícias que interessam”, justifica. Mas afinal vêem televisão? Todas se riem da pergunta. “Claro. Para podermos rezar pelo mundo precisamos de saber o que se passa.”
Donzília
Dizem que se afastaram do mundo por tanto o amarem. Rezam, trabalham e vivem numa comunidade silenciosa, longe dos olhares e dos vícios da sociedade. Vinte e quatro horas por dia, prestam adoração ao Santíssimo Sacramento na igreja do mosteiro. Acordam a meio da noite para se revezarem em turnos que duram uma hora. Levantam-se, vestem o hábito, lutam contra o sono e percorrem os enormes corredores sem luz natural que ligam as celas à igreja.
Conhecem a geometria da casa e por isso não precisam de acender as luzes. Enquanto o resto do mundo dorme, as Clarissas caminham, silenciosas, no meio da escuridão. Na igreja, em frente ao baldaquino, ajoelham e ficam em contemplação.
Donzília é, aos 73 anos, a irmã sacristã. Toma conta da igreja quando, às seis da tarde, os fiéis começam a chegar para assistir à missa. É a única que dá a cara. O resto da comunidade habita no coro, na parte de cima da igreja, escondida dos olhares curiosos. Donzília é uma das mais antigas da casa e interpela os fiéis pedindo-lhes que façam as leituras. Rodopia à volta do padre André Batista, que é capelão da base aérea de Monte Real, prepara as hóstias, acende os candelabros.
No final da celebração apaga as velas e recolhe ao coro. As Clarissas esperam que a igreja fique vazia e, até às oito da noite, a hora do jantar, concentram-se nos breviários e desdobram-se em orações e cânticos.
Ana
É pequenina e não parece ter mais de 20 anos. Mas Ana Maria já conta 38 e chegou a Monte Real há nove. Não sabe explicar porquê. “É Ele quem nos escolhe”, diz. Nem sequer era baptizada quando, aos 23 anos, se aproximou da Igreja.
Terminou o curso de Línguas e Literaturas Clássicas na Universidade de Aveiro e quis ser baptizada. Ainda deu aulas de Português e Latim. Passou por Cascais, Serpa, Beja e Santiago do Cacém. No espaço de um mês tomou a decisão que lhe mudou a vida. E começou a procura pelas várias ordens religiosas em Portugal.
Quando encontrou o nome do Mosteiro de Santa Clara na lista, estremeceu. “Anos antes, tinha ligado para as informações à procura de um número de um amigo e, por engano, deram-me o do mosteiro.” Ligou, atendeu a irmã Maria Clara, pediu desculpa pelo engano e o episódio caiu no esquecimento. Nessa altura a vida religiosa era coisa que não lhe passava pela cabeça.
Entretanto, um colega de Latim apaixonou-se por ela. Nunca conseguiu corresponder-lhe. Um dia conheceu um advogado que lhe disse: “Ana, gosto de ti, mas não consigo tocar-te e não sei porquê.” Nunca mais se viram. Agora não tem dúvidas de que “foram sinais de Deus” a indicar-lhe o caminho.
No início queria ser missionária. “Mas quantas pessoas iria ajudar? Na clausura, pela oração, consigo interceder pela humanidade inteira”, acredita. Pouco antes de chegar a Monte Real ganhou uma bolsa para uma pós-graduação na Grécia. Mas nem isso a convenceu.
“As vocações não são nenhum bicho-de-sete-cabeças nem são histórias místicas”, explica a abadessa, Maria Clara. “São escolhas racionais e dolorosas, porque as famílias não aceitam, especialmente no primeiro momento.”
Quando Maria Fernanda decidiu abandonar a carreira do ensino, aos 22 anos, a mãe telefonou para todos os mosteiros para saber onde estava. Quando conseguiu a morada do de Monte Real, “apareceu cá, arreliada”, mas acabou por aceitar a escolha da filha. “E fui eu que lhe vali quando ela morreu”, recorda Maria Clara.
Maria Clara
A abadessa, eleita por voto secreto pela comunidade, faz parte do grupo inicial de quatro mulheres que acompanharam Maria Teresa, a fundadora, quando se mudou do Mosteiro do Louriçal para abrir uma nova casa em Monte Real. Tinha 19 anos e um namorado. Décadas mais tarde reencontraram-se. Ele casado, ela de hábito. “Disse-me que não me tinha esquecido, mas eu disse-lhe que não pensava voltar atrás.” Perguntou-lhe se era feliz. Ela disse que sim. “Eu sei. Percebi assim que te vi passar.” Foi a última vez que se encontraram.
Arriscamos a pergunta: e viver sem sexo, como é? “Tentamos elevar o lado espiritual. Nenhum caminho na vida é perfeito e completo. Mas aqui há uma relação espiritual com Deus que suplanta todas as dificuldades. Aliás, toda a relação de amor entre um casal suplanta a ligação física, e é isso que há com o meu marido, que é Deus”, responde. “Dizem que vivemos em clausura, mas lá fora é que se vive enclausurado. É-se escravo do trabalho, do dinheiro, de preocupações que aos nossos olhos não significam nada.”
E o próprio recolhimento tem limites. As Clarissas podem sair em caso de doença grave de um familiar e estão autorizadas a receber visitas no locutório, uma sala à entrada do mosteiro, dividida a meio por um pequeno muro. É aí que recebem também pedidos particulares de orações. Ultimamente, a maioria chega pela internet. E nenhum é recusado.
Nos 37 anos de história do mosteiro, as Clarissas deram abrigo a mulheres vítimas de violência doméstica, atenderam pedidos de ajuda desesperados a meio da noite. “Como uma mulher que se preparava para se suicidar na praia da Vieira”, recorda Maria Fernanda. Não negam esmola a quem lhes bate à porta e chegaram a dar guarida, durante nove anos, a um homem que aparentemente não tinha nada, logo a seguir ao 25 de Abril.
Quando morreu descobriu-se que era dono de vários prédios em Lisboa. Deixou-lhos em testamento, mas repudiaram o documento. Apesar disso, a comunidade não recebe qualquer subsídio da Igreja, por isso têm de trabalhar. Venderam os trabalhos de costura, até há bem pouco tempo, a uma loja em Lisboa. “Mas a crise chega a todo o lado e o acordo caiu por terra”, explica a abadessa.
A principal fonte de rendimento é a pequena hospedaria, contígua ao mosteiro. Mas o negócio é sazonal – os turistas só chegam a Monte Real no Verão, para a praia ou para as termas. Todos os meses há despesas. “Só para a Segurança Social vão mais de mil euros.”
Para poderem tratar destes assuntos, e apesar de viverem em clausura, quatro Clarissas têm autorização do Vaticano para sair quando for necessário. E gostam? A resposta é categórica: não. “Quando saio só quero voltar para casa o mais depressa possível. As coisas do mundo dizem-nos tão pouco...”
Rosa Ramos (i) / SNPC
Para saber mais sobre as clarissas:
http://www.clarissasmontereal.com/
http://clarissasmontereal.blogspot.pt/
terça-feira, 15 de março de 2011
Singularidades de uma oração cristã
A cada instante da sua vida, Jesus reza. Tome-se, por exemplo, o testemunho que nos dá o Evangelho de São Lucas. É «no momento em que Jesus se encontra em oração» que o Espírito se manifesta no batismo (3,21): «Tu és o meu Filho muito amado; em ti coloquei toda a minha alegria»; antes de escolher os Doze, Ele «passa toda a noite a rezar a Deus» (6,12); a questão que provoca a «confissão de Pedro» é colocada aos discípulos «num dia que Ele rezava» (9,18); e se um deles lhe pede para que os ensine a orar, é porque viu o próprio Senhor «rezando» (11,1). Cristo ora ainda para que a fé de Pedro não desfaleça (22,32) e, pregado à Cruz, Ele reza ao Pai pelos homens (23,34): «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem», e por si mesmo (23,46): «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.»
Para Jesus, a oração não fazia apenas parte da vida: ela era a vida. A sua existência era cumprida na presença de Deus, seu Pai, a cada instante. Jesus não esconde nada ao Pai. As suas alegrias e dores, as suas esperanças e as suas noites foram sempre partilhadas com o Pai.
A oração cristã não é uma viagem ao fundo de si mesmo. Não é um movimento introspetivo. Não é uma diagnose dos nossos pensamentos e moções externas ou íntimas. A oração cristã é ser e estar diante de Deus, colocar-se por inteiro e continuamente diante da sua presença, com uma atenção vigilante Àquele que nos convida a um diálogo sem cesuras. Não é oferecer a Deus alguns pensamentos, mas entregar-lhe todos os pensamentos, tudo o que somos e experimentamos.
A oração é uma conversão de atitude, porque a verdadeira oração cristã descentra-nos de nós mesmos - das nossas preocupações e afanos, dos nossos desejos egóticos e pouco purificados - e orienta-nos para Deus, de modo que tudo o que passamos a desejar é a vontade de Deus, o dom do seu olhar que, como dizia Santo Agostinho, é «mais íntimo a nós que nós próprios». Isso que a “Oração de Abandono”, do Beato Charles de Foucauld, traduz tão bem:
Meu Pai,
Eu me abandono a ti,
Faz de mim o que quiseres.
O que fizeres de mim,
Eu te agradeço.
Estou pronto para tudo, aceito tudo.
Desde que a tua vontade se faça em mim
E em tudo o que Tu criaste,
Nada mais quero, meu Deus.
Desde que a tua vontade se faça em mim
E em tudo o que Tu criaste,
Nada mais quero, meu Deus.
Nas tuas mãos entrego a minha vida.
Eu te a dou, meu Deus,
Com todo o amor do meu coração,
Porque te amo.
Eu te a dou, meu Deus,
Com todo o amor do meu coração,
Porque te amo.
E é para mim uma necessidade de amor dar-me,
Entregar-me nas tuas mãos sem medida
Com uma confiança infinita
Porque Tu és... meu Pai!
Entregar-me nas tuas mãos sem medida
Com uma confiança infinita
Porque Tu és... meu Pai!
Quanto tempo devemos rezar? É essencial que existam tempos fortes neste caminho quotidiano de entrega e, com todo o realismo, temos mesmo de reservar em cada dia um quinhão para Deus e Deus só. Mas não nos iludamos: a oração não pode ser um compartimento do meu dia, um pequeno nicho que eu encho de pensamentos e fórmulas piedosas. A oração cristã é aquela que se desenvolve seguindo os passos de Jesus e, aí, rezar é viver, com todas as nossas forças e com toda a nossa realidade, na presença de Deus. Precisamos passar de um entendimento egocêntrico da oração, para um entendimento teocêntrico, fundado afetiva e efetivamente em Deus. Pondo os nossos olhos em Cristo, os nossos olhos e o nosso coração aprendem, na graça do Espírito Santo, o caminho para o Pai. Todo o Ser de Jesus é uma intimidade e uma revelação permanente do Pai. «Ninguém viu jamais o Pai, a não ser aquele que tem a sua origem em Deus: esse é que viu o Pai» (Jo 6,46).
Quanto tempo devemos rezar? No nosso interior devemos sentir que rezamos continuamente. Não há, talvez, outra maneira mais simples ou mais vibrante de compreender a natureza da oração de Jesus. Que lição maravilhosa e necessária nos concede o clássico da espiritualidade cristã, “Relatos de um peregrino russo ao seu pai espiritual”. Começa assim: «Por graça de Deus sou homem e sou cristão; pelas minhas ações sou um grande pecador. Meus bens são: as costas, uma sacola com pão duro, a santa Bíblia no bolso e só... Por estado, sou peregrino da mais baixa condição, andando sempre errante de um lugar a outro. No vigésimo quarto domingo depois de Pentecostes, fui à igreja para ali fazer as minhas orações durante a liturgia. Estava a ser lida a primeira Epístola de S. Paulo aos Tessalonicenses e, entre outras palavras, ouvi estas: "Orai incessantemente" (1Ts 5,17). Foi esse texto, mais que qualquer outro, que se inculcou em minha mente, e comecei a pensar como seria possível rezar incessantemente, já que um homem tem de se preocupar também com outras coisas a fim de ganhar a vida.»
A verdade é que a nossa conversão à oração incessante está longe de ser fácil. Experimentamos uma resistência inexplicável à ideia de vivermos vulneráveis, pobres e sem defesas diante de Deus. Não foram apenas Adão e Eva que, ao ouvirem os passos de Deus no jardim, se esconderam (Gn 3,8). Certamente, dispomo-nos a amar a Deus e a adorá-lo, mas queremos guardar para nós uma parte da nossa vida espiritual. Por isso caímos frequentemente na tentação de escolher muito bem os pensamentos que vamos ter presentes nos nossos colóquios com Deus. Seja por medo ou por insegurança, facilmente damos um caráter demasiado introspetivo à oração e, muitas vezes, escondemos de Deus (mas será que podemos esconder?) aquilo, em nós, que está mais necessitado da sua ação transformante e pacificadora.
O peregrino russo faz um longo caminho, e longo também será o nosso. Mas, ajudado pela comunidade orante, ele chega realmente àquele ponto em quê a oração se torna a presença ativa do Espírito de Deus, que conduz pela mão a nossa vida.
Lembremos algumas palavras marcantes que constituíram pedras de apoio no caminho do peregrino russo, que no fundo é o itinerário de todo o cristão.
1. «O Apóstolo disse: “Orai sem cessar”(l Ts 5,17), isto é, ele diz-nos que nos lembremos de Deus em qualquer altura e em todas as coisas. Em tudo o que faças, deves ter em mente o Criador de todas as coisas. Se vês a luz, lembra-te de quem ta deu. Se vês o Céu, a terra, o mar e tudo o que neles se encontra, admira e enaltece o seu Criador. Ao vestires-te, lembra-te de quem te deu essa dádiva e agradece-lhe, a Ele, que provê a tua vida. Enfim, qualquer que seja o movimento, será uma razão para lembrar e enaltecer o Senhor. A tua alma estará sempre alegre, se rezares sem cessar.»
2. «A oração interior permanente é o esforço constante do espírito do homem para com Deus. Para se ter sucesso nesse piedoso exercício, deve pedir-se a Deus que Ele nos ensine a orar sem cessar. Ao orares mais e aplicadamente, a oração por si só mostrar-se-á permanente. Para isso, é necessário bastante tempo.»
3. «Dá graças a Deus, querido irmão, por Ele ter despertado em ti o insuperável gosto do conhecimento pela oração interior permanente. Aceita o reconhecimento de Deus e acalma-te, certo de que até ao momento presente se operou em ti uma experiência de acordo com a tua vontade aos olhos de Deus, e que te foi dado compreender que não se alcança a luz celestial - a oração interior sem cessar – pelo conhecimento do mundo onde se vive, nem pelo desejo do conhecimento externo, mas, ao contrário, pela pobreza do espírito e pela experiência ativa, na simplicidade do coração.»
4. «Senta-te em silêncio e isolado, baixa a cabeça, fecha os olhos, respira silenciosamente, imagina-te a olhar para dentro do teu coração e faz com que o teu raciocínio, isto é, o teu pensamento passe da cabeça para o coração. Ao respirares diz: «Senhor Jesus Cristo, tende piedade de mim!»,mexendo os lábios silenciosamente ou apenas em pensamento. Esforça-te por afugentares os pensamentos, não te impacientes e repete cada vez mais este exercício.»
5. «A oração interior e permanente de Jesus é a invocação ininterrupta do nome divino de Jesus Cristo, com os lábios, com a cabeça e com o coração, imaginando-o sempre na nossa presença, e pedindo-lhe a graça para todos os nossos atos, em qualquer lugar, em qualquer momento, até durante o sono. Expressamo-la com as seguintes palavras: "Senhor Jesus Cristo, tende piedade de mim." Finalmente, passado algum tempo, comecei a sentir que a oração, por si própria, passava para o coração, isto é, o coração no seu próprio ritmo, lá no seu interior, começou como que a dizer as palavras da oração, acompanhando a cadência: l - Senhor... 2 - Jesus... 3 - Cristo... e assim por diante. Deixei de dizer a oração com os lábios e comecei a escutar com fervor o que dizia o coração.»
Jesus é o verdadeiro Mestre da oração cristã, quer porque a sua oração é o modelo de toda a oração, quer porque Ele nos ensina a rezar. A parábola que Jesus conta em Lucas 18,9-14 é um importante ensinamento sobre a oração.
«Dois homens subiram ao templo para orar: um era fariseu e o outro, publicano ou cobrador de impostos. O fariseu, de pé, fazia interiormente esta oração: "Ó Deus, dou-te graças por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos, adúlteros; nem como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo." O publicano, manten-do-se à distância, nem sequer ousava levantar os olhos ao céu; mas batia no peito, dizendo: "Ó Deus, tem piedade de mim, que sou o pecador." Digo-vos: Este voltou justificado para sua casa, e o outro não. Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado.»
Podemos rezar como o fariseu. O vocativo inicial, «Ó Deus», confere às suas palavras uma cadência solene e retórica. A sua é uma oração autorreferenciada: ouve-se o «eu», «eu», «eu» por toda a parte. O motivo de louvor que encontra é a diferenciação face aos outros, que são isto e aquilo: ladrões, adúlteros, injustos, que são sobretudo como aquele publicano que está atrás dele no templo. Ele é um bom praticante, que se contempla a si mesmo, deslumbrado com as suas obras que, na oração dele, não têm um caráter penitenciai ou de súplica.
Enquanto o fariseu faz um uso do espaço sem grandes preocupações nem pruridos (ele está simplesmente de pé e fala, fala muito), o publicano distingue o próximo e o distante, o alto e o baixo, o corpo e a palavra: ele sente-se «longe», não ousa erguer o olhar e bate no peito enquanto profere algumas escassas palavras. Tem consciência daquilo que o afasta. Desloca-se não no eixo horizontal, mas no vertical. Ele não finge uma proximidade que não existe. Mas mostra-se assim, tal qual, a Deus. Quando, na oração, ele se identificar como «o pecador», isso não será um mero artifício do discurso, mas corresponderá a uma verdade existencial que a intensidade simbólica da sua atitude corporal vibrantemente corrobora.
Diversos autores consideram que o gesto do publicano bater no peito deve ser interpretado como um sinal da sua contrição. O significado mais frequente deste gesto, no mundo daquela época, é o de uma emoção intensa, provocada por um desgosto ou por uma situação desesperada, associando-se também à ideia de lamento. A sua angústia, porém, não é total: do fundo áspero da sua noite ele clama a Deus. E reza: «Ó Deus, tem misericórdia de mim, o pecador.» Esta passagem é a única do Evangelho em que a «pecador» se junta o artigo (o pecador). Isto não quer dizer que o publicano seja o maior pecador à face da terra, mas é assim que ele se sente e se coloca diante de Deus.
O ponto espiritual de viragem na parábola é esta atitude de verdade do publicano, em significativo contraste com a do fariseu. Ele faz convergir para Deus toda a sua vida, o seu bloqueio, as suas lágrimas, o seu desespero. Ele coloca-se completamente na dependência de Deus. Que Deus faça. Que Deus tenha misericórdia. Rezar, outra coisa não é que expor-se a Deus, sem máscaras, nem véus, nem falsas virtudes, nem diferenciações. É expor tudo. Expor até a nossa impossibilidade de rezar.
José Tolentino Mendonça
In O tesouro escondido, ed. Paulinas, publicado por SNPC
In O tesouro escondido, ed. Paulinas, publicado por SNPC
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sábado, 5 de março de 2011
Dois filmes à margem dos Óscares
Venho recomendar dois filmes que não estiveram sob os holofotes de Hollywood. E, por não terem estado, arriscam-se a sair das salas sem que os tenhamos visto.
O primeiro é um filme cru, em que por trás da fealdade e da dureza da vida se vislumbram reflexos de beleza. Fala-nos da decadência, imigração, droga, mercado negro, fragilidade da família, decadência, amor, corrupção, delinquência, fracasso, violência, crime, culpa, luta, pequenas vitórias, efémero e provisório, dos laços afectivos, da bondade, doença, sobrevivência, justiça e oportunidades, expectativas, espiritualidade, vida e morte. É o Biutiful, de Alejandro González Iñarritu, com a extraordinária interpretação de Javier Bardem - um Drama para maiores de 16 anos.
"A odisseia de Uxbal (Javier Bardem), um pai solteiro entre conflitos, que se perde e encontra pelos labirintos do submundo de Barcelona, e que, acima de tudo, tudo fará para salvar os seus filhos e reconciliar-se com um amor perdido enquanto a sua morte parece cada vez mais próxima. Amor e espiritualidade, crime e culpa, conjugam-se para levar Uxbal, com negócios escuros na exploração de imigrantes ilegais e uma suposta capacidade de comunicar com os morto, até ao seu destino de herói trágico... "É um requiem", resume o realizador Alejandro González Iñárritu ("Babel", "21 Gramas", "Amor Cão). O filme, nomeado nos EUA para um Globo de Ouro para melhor filme estrangeiro, valeu ao oscarizado Bardem o prémio para melhor actor no festival de Cannes."
in Público
O segundo é de Clint Eastwood (do qual não sou um fã incondicional). Em Hereafter - outra vida, a morte nunca anda longe. É um filme tocante pelas vidas das personagens que o habitam - um homem nos Estados Unidos da América, uma mulher em França e uma criança em Inglaterra. Também há um lado de sofrimento e de luta que marca cada uma destas experiências: alguém que tenta levar uma vida normal evitando o seu dom natural, outro que tenta viver depois de ter estado às portas da morte, e um que tenta sobreviver à perda da pessoa que lhe era mais próxima, seu cúmplice, segurança e estabilidade e uma parte de si mesmo. É um filme que fala sobretudo do amor para lá da morte e das ligações humanas que nos vão construindo enquanto indivíduos e seres humanos. O filme já está em pouquíssimas salas e não tem sido aclamado por toda a crítica... mas eu não consegui ficar indiferente.
"Três pessoas, distantes entre si, estão unidas pela morte. Nos EUA, George (Matt Damon) vive atormentado pelas capacidades paranormais que revela desde muito jovem. Do outro lado do Atlântico, em França, a jornalista Marie (Cécile de France) tenta lidar com o trauma de ter sobrevivido ao tsunami de 2004 no Sudeste asiático. Enquanto isso, em Inglaterra, o pequeno Marcus (George e Frankie McLaren) não consegue lidar com a trágica morte do irmão gémeo. Apesar das suas vidas tão distantes, os seus caminhos cruzar-se-ão... O novo filme do actor e realizador Clint Eastwood baseia-se num argumento original do escritor inglês Peter Morgan, autor de "A Rainha" e "Frost/Nixon"."
in Público
O primeiro é um filme cru, em que por trás da fealdade e da dureza da vida se vislumbram reflexos de beleza. Fala-nos da decadência, imigração, droga, mercado negro, fragilidade da família, decadência, amor, corrupção, delinquência, fracasso, violência, crime, culpa, luta, pequenas vitórias, efémero e provisório, dos laços afectivos, da bondade, doença, sobrevivência, justiça e oportunidades, expectativas, espiritualidade, vida e morte. É o Biutiful, de Alejandro González Iñarritu, com a extraordinária interpretação de Javier Bardem - um Drama para maiores de 16 anos.
"A odisseia de Uxbal (Javier Bardem), um pai solteiro entre conflitos, que se perde e encontra pelos labirintos do submundo de Barcelona, e que, acima de tudo, tudo fará para salvar os seus filhos e reconciliar-se com um amor perdido enquanto a sua morte parece cada vez mais próxima. Amor e espiritualidade, crime e culpa, conjugam-se para levar Uxbal, com negócios escuros na exploração de imigrantes ilegais e uma suposta capacidade de comunicar com os morto, até ao seu destino de herói trágico... "É um requiem", resume o realizador Alejandro González Iñárritu ("Babel", "21 Gramas", "Amor Cão). O filme, nomeado nos EUA para um Globo de Ouro para melhor filme estrangeiro, valeu ao oscarizado Bardem o prémio para melhor actor no festival de Cannes."
in Público
O segundo é de Clint Eastwood (do qual não sou um fã incondicional). Em Hereafter - outra vida, a morte nunca anda longe. É um filme tocante pelas vidas das personagens que o habitam - um homem nos Estados Unidos da América, uma mulher em França e uma criança em Inglaterra. Também há um lado de sofrimento e de luta que marca cada uma destas experiências: alguém que tenta levar uma vida normal evitando o seu dom natural, outro que tenta viver depois de ter estado às portas da morte, e um que tenta sobreviver à perda da pessoa que lhe era mais próxima, seu cúmplice, segurança e estabilidade e uma parte de si mesmo. É um filme que fala sobretudo do amor para lá da morte e das ligações humanas que nos vão construindo enquanto indivíduos e seres humanos. O filme já está em pouquíssimas salas e não tem sido aclamado por toda a crítica... mas eu não consegui ficar indiferente.
"Três pessoas, distantes entre si, estão unidas pela morte. Nos EUA, George (Matt Damon) vive atormentado pelas capacidades paranormais que revela desde muito jovem. Do outro lado do Atlântico, em França, a jornalista Marie (Cécile de France) tenta lidar com o trauma de ter sobrevivido ao tsunami de 2004 no Sudeste asiático. Enquanto isso, em Inglaterra, o pequeno Marcus (George e Frankie McLaren) não consegue lidar com a trágica morte do irmão gémeo. Apesar das suas vidas tão distantes, os seus caminhos cruzar-se-ão... O novo filme do actor e realizador Clint Eastwood baseia-se num argumento original do escritor inglês Peter Morgan, autor de "A Rainha" e "Frost/Nixon"."
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Vidas Consagradas podem ser premiadas
| in calendario romano |
Não é comum que trabalhos com esta temática sejam candidatos a prémios...
Reportagem "Vidas Consagradas" candidata a prémio de vídeojornalismo
A série de reportagens “Vida Consagradas”, coordenada por Filipe d’Avillez, jornalista da Renascença e membro da equipa de trabalho e do site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, é uma das quatro candidatas ao prémio de videojornalismo online do Observatório do Ciberjornalismo.
O trabalho, realizado durante o Ano Sacerdotal (junho 2009 a junho de 2010) acompanhou o percurso de doze padres a viver em Portugal. Todas as reportagens produzidas pela Renascença foram reproduzidas no site da Pastoral da Cultura (ver ligações no fim da página).
A votação – apenas uma vez a partir de cada computador – pode ser feita através da página da Pastoral da Cultura (categoria “Videojornalismo on-line”).
In © SNPC a 23 de Novembro de 2010
Ver reportagens
Ser padre é ser totalmente de Deus http://www.snpcultura.org/id_pe_nuno_fernandes.html
Ser padre é ser educador http://www.snpcultura.org/id_pe_jose_lopes.html
Ser padre é ir para a guerra http://www.snpcultura.org/id_pe_constancio_gusmao.html
Ser padre é seguir Cristo http://www.snpcultura.org/id_pe_ivan_hudz.html
Ser padre é orar e trabalhar http://www.snpcultura.org/id_pe_lino_moreira.html
Ser padre é ser missionário http://www.snpcultura.org/id_pe_luis_guevara.html
Ser padre é formar novos padres http://www.snpcultura.org/id_pe_ricardo_neves.html
Ser padre é estar presente http://www.snpcultura.org/id_pe_albino_reis.html
Ser padre é ser bom padre, bom marido e bom pai http://www.snpcultura.org/id_pe_saul_sousa.html
Ser padre é ser profundamente livre http://www.snpcultura.org/id_pe_joao_eleuterio.html
Ser padre é maravilhoso. É tudo http://www.snpcultura.org/id_pe_damaso_lambers.html
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Um outro olhar sobre um mesmo filme
Entre a terra e o céu
Tem um belo título, “Dos Homens e dos Deuses”. Grande Prémio do Júri de Cannes 2010. O seu [Xavier Beauvois, realizador] maior êxito comercial até à data (mais de dois milhões de entradas em França). O filme que representará a França na candidatura ao ‘Óscar dos estrangeiros’. Nada disto quer dizer grande coisa... mas, enfim, a distribuição abriu os olhos.
Deuses e homens, altos e baixos, o céu e a terra – sempre os houve no cinema de Beauvois. As suas personagens deterministas sempre estiveram entre uns e outros. Foi assim com a desintegração familiar do pialatiano “Nord”, com o negro romantismo de “N’Oublie Pas Que Tu Vas Mourir”, com o idealismo do jovem recruta da polícia de “Le Petit Lieutenant”.
Beauvois adensou mais o mistério entre estas duas fronteiras metafísicas ao interessar-se por um certo mosteiro perdido nas montanhas do Magrebe em que decorre “Dos Homens e dos Deuses”. Estamos nos anos 90. Oito monges franceses cristãos vivem em harmonia com o povo muçulmano – mas essa harmonia vai terminar. O filme inspira-se num facto real: as últimas semanas de vida dos monges cistercienses do mosteiro de Thibirine, na Argélia, raptados e degolados em 1996 por extremistas muçulmanos, em condições que permanecem ainda misteriosas.
Nas suas horas de filme, sentimos a violência crescer, pouco a pouco, passo a passo, até ao insustentável. E perguntamo-nos, tal como pergunta Beauvois: porque esperaram pela morte aqueles monges?, o que levou os irmãos Christian, Luc ou Christophe, homens de fé (abandonados por Deus?), a cerrarem ainda mais as fileiras, mantendo-se unidos perante a escalada do terror.
Beauvois nada vai acrescentar ao fait-divers de uma história que, todos sabem à partida, tem final terrível. O que lhe interessa não é o aspeto trivial e jornalístico do episódio, nem sequer aquilo que, para muitos, será o tema fundamental do filme: o extremismo religioso (e, para escavar mais fundo, o terrorismo). Além disso, temos ‘más notícias’ a dar; Beauvois não é, nunca foi um ‘cineasta de temas’. Será por isso que aqueles monges, a partir de certo ponto, se olham entre si como quem olha sereno para a luz de um vitral? Quanto mais apela ao divino (ou à falta dele), mais este filme se torna humano.
Acontece que as personagens de Beauvois, numa direção de actores irrepreensível, se ‘elevam’ religiosa e moralmente, ao encontro de outras criaturas (místicas) da história. Blasfémia? Não: Beauvois guarda uma distância que dá provas da sua modéstia. Não se trata aqui de imitar o que fizeram Dreyer, Rossellini ou Bresson. Apenas de tentar manter um tom de humildade que, essencialmente, documenta gestos do quotidiano, procurando ficar à altura daqueles que estão à nossa frente.
As personagens, por outro lado, são o maior segredo do filme. Consagrados à vida monástica, os monges de Beauvois manter-se-ão fiéis a uma forma de resistência que os condena a ficar – e vão até ao fim do sacrifício. Até que aquele receio de morrer se transforme numa certeza pacificadora, fraternal, que se sabe pronta para o que vai receber. Nesta transformação está a profissão de fé de um filme torturado, controverso, que desafia a nossa consciência.
Francisco Ferreira
In Expresso, 13.11.2010
ler mais sobre o filme neste blogue:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/vida-ate-morte.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/dos-homens-e-dos-deuses-ode-fe-ao-amor.html
trailer:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/estreia-esta-semana.html
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Vida até à morte
Fui ver o filme "Dos homens e dos deuses" e, como tinha prometido, aqui fica a minha opinião. É provavelmente o melhor filme que vi em 2010.
Ao longo do filme vai-nos sendo caracterizada a comunidade de cristãos, padres e monges, que vive na cordilheira dos Atlas, Argélia - África do Norte - e no coração de conflitos entre rebeldes e exército, lutas de poder, corrupção e violência gratuita.
Estes homens são consagrados a Deus e ao serviço aos seus próximos. E os seus próximos são a população muçulmana de uma aldeia que cresceu em volta do mosteiro, que os estima e que acorre ao mosteiro como quem vai buscar água à fonte. É uma comunidade composta por homens que, como todos, vacilam, hesitam, têm crises de fé e duvidam.
É uma bela parábola, e ainda mais bela por retratar factos verídicos. E é um filme incrível no seu realismo, traçado por uma atenção meticulosa aos pequenos detalhes, por um cenário que não aparece como cenário, mas como palco verdadeiro de uma vida monástica, por uma respiração verdadeiramente espiritual em que entramos como quem vai passar uns dias de retiro num mosteiro habitado e vivo. Os actores que personificam os irmãos, juraríamos que são realmente homens de fé consagrados. A vida comunitária aparece retratada fielmente, tanto na parte visível que as comunidades religiosas mostram a quem as visita, como também na sua vida mais íntima de cumplicidade, fraternidade, espiritualidade, partilha, oração e questões ligadas ao funcionamento, organização e separação de tarefas.
E para além disto, como se fosse pouco, o filme fala-nos de coisas tão importantes como o medo, a confiança, o desespero, o abandono, a vocação, a entrega, o limite e o cerne das religiões. Apresenta-nos o Islão que tantas pessoas vivem, mas que é muito menos mediatizado do que o Islão fundamentalista, violento e intransigente. E mostra-nos o Cristianismo que lança pontes, o da prática diária do serviço e do amor ao próximo, da comunhão e da verdadeira busca e conhecimento do outro e das suas necessidades. O Cristianismo radical no sentido de entrega, e não nos fundamentalismos vazios baseados na palavra que foi inscrita em pedra (e por isso se resume a uma lista de princípios e teorias mais ou menos moralizantes, elitistas e exclusivistas) e anda longe do coração e da carne.
Ver este filme dá anos de crescimento espiritual e humano. Mesmo quem não tem fé, acredite: não vai ficar indiferente!
E para que conste no blogue, o realizador deste filme (Xavier Beauvois) é gay.
ver o trailer na mensagem:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/estreia-esta-semana.html
ler mais em
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/dos-homens-e-dos-deuses-ode-fe-ao-amor.html
Ao longo do filme vai-nos sendo caracterizada a comunidade de cristãos, padres e monges, que vive na cordilheira dos Atlas, Argélia - África do Norte - e no coração de conflitos entre rebeldes e exército, lutas de poder, corrupção e violência gratuita.
Estes homens são consagrados a Deus e ao serviço aos seus próximos. E os seus próximos são a população muçulmana de uma aldeia que cresceu em volta do mosteiro, que os estima e que acorre ao mosteiro como quem vai buscar água à fonte. É uma comunidade composta por homens que, como todos, vacilam, hesitam, têm crises de fé e duvidam.
É uma bela parábola, e ainda mais bela por retratar factos verídicos. E é um filme incrível no seu realismo, traçado por uma atenção meticulosa aos pequenos detalhes, por um cenário que não aparece como cenário, mas como palco verdadeiro de uma vida monástica, por uma respiração verdadeiramente espiritual em que entramos como quem vai passar uns dias de retiro num mosteiro habitado e vivo. Os actores que personificam os irmãos, juraríamos que são realmente homens de fé consagrados. A vida comunitária aparece retratada fielmente, tanto na parte visível que as comunidades religiosas mostram a quem as visita, como também na sua vida mais íntima de cumplicidade, fraternidade, espiritualidade, partilha, oração e questões ligadas ao funcionamento, organização e separação de tarefas.
E para além disto, como se fosse pouco, o filme fala-nos de coisas tão importantes como o medo, a confiança, o desespero, o abandono, a vocação, a entrega, o limite e o cerne das religiões. Apresenta-nos o Islão que tantas pessoas vivem, mas que é muito menos mediatizado do que o Islão fundamentalista, violento e intransigente. E mostra-nos o Cristianismo que lança pontes, o da prática diária do serviço e do amor ao próximo, da comunhão e da verdadeira busca e conhecimento do outro e das suas necessidades. O Cristianismo radical no sentido de entrega, e não nos fundamentalismos vazios baseados na palavra que foi inscrita em pedra (e por isso se resume a uma lista de princípios e teorias mais ou menos moralizantes, elitistas e exclusivistas) e anda longe do coração e da carne.
Ver este filme dá anos de crescimento espiritual e humano. Mesmo quem não tem fé, acredite: não vai ficar indiferente!
E para que conste no blogue, o realizador deste filme (Xavier Beauvois) é gay.
ver o trailer na mensagem:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/estreia-esta-semana.html
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Santa Cecília e a obra-prima do amor
“A fé segue esta voz profunda para onde a arte, por si só própria, não pode chegar: segue-a na vida do testemunho, da oferta de si mesmo por amor, como fez Cecília”.
“A mais bela obra de arte, a obra-prima do ser humano, é todo o seu acto de amor autêntico, do mais pequeno – no martírio diário – até ao sacrifício extremo. Que a própria vida se faça um canto: uma antecipação daquela sinfonia que cantaremos em conjunto no Paraíso”
http://www.snpcultura.org/vol_vida_oferecida_obra_arte.html
“A mais bela obra de arte, a obra-prima do ser humano, é todo o seu acto de amor autêntico, do mais pequeno – no martírio diário – até ao sacrifício extremo. Que a própria vida se faça um canto: uma antecipação daquela sinfonia que cantaremos em conjunto no Paraíso”
Bento XVI
in © SNPC 14.10.10 http://www.snpcultura.org/vol_vida_oferecida_obra_arte.html
Os santos, por onde andaram?
Hoje é dia de todos os santos: dos que têm auréolae dos que não foram canonizados.
Dia de todos os santos: daqueles que viveram, serenos
e brandos, sem darem nas vistas e que no fim
dos tempos hão-de seguir o Cordeiro.
Hoje é dia de todos os Santos: santos barbeiros e
santos cozinheiros, jogadores de football e porque
não? comerciantes, mercadores, caldeireiros e arrumadores
(porque não arrumadoras? se até
é mais frequente que sejam elas a encaminhar o espectador?)
Ao longo dos séculos, no silêncio da noite e à
claridade do dia foram tuas testemunhas; disseram sim/sim e não/não; gastaram palavras,
poucas, em rodeios, divagações. Foram teus
imitadores e na transparência dos seus gestos a
Tua imagem se divisava. Empreendedores e bravos
ou tímidos e mansos, traziam-te no coração,
Olharam o mundo com amor e os
homens como irmãos.
Do chão que pisavam
rebentava a esperança de um futuro de justiça e de salvação
e o seu presente era já quase só amor.
Cortejo inumerável de homens e mulheres que Te
seguiram e contigo conviveram, de modo admirável:
com os que tinham fome partilharam o seu pão
olharam compadecidos as dores do
mundo e sofreram perseguição por causa da Justiça
Foram limpos de coração e por isso
dos seus olhos jorrou pureza e dos seus lábios
brotaram palavras de consolação.
Amaram-Te e amaram o mundo.
Cantaram os teus louvores e a beleza da Criação.
E choraram as dores dos que desesperam.
Tiveram gestos de indignação e palavras proféticas
que rasgavam horizontes límpidos.
Estes são os que seguem o Cordeiro
porque te conheceram e reconheceram e de ti receberam
o dom de anunciar ao mundo a justiça e a salvação.
Maria de Lourdes Belchior
O homem que dizia adeus
Primeiro em Picoas, depois no Saldanha... também o vi no Restelo. A figura deste homem - o Sr. João - ajudava-me a lembrar que a cidade não é só constução de betão e vidro: ela faz sentido na medida em que congrega pessoas. E as pessoas relacionam-se. O senhor João era uma réstia de humanidade entre o alcatrão e os passeios.
Passava os seus serões de pé, numa zona em que os carros passam velozes. Os condutores que já o conheciam apitavam e ele acenava. Os lisboetas sabiam onde estava, muitos não sabiam como se chamava. De cabelo branco e com uns óculos escuros estava ali, fielmente, à noite:
Morreu ontem. Era uma figura mítica da cidade de Lisboa. E com ele morreu ontem mais um bocadinho da história deste cidade.
"Essa senhora [solidão] é uma malvada, que me persegue por entre as paredes vazias da casa. Para lhe escapar, venho para aqui. Acenar é a minha forma de comunicar, de sentir gente"
João Manuel Serra assumiu por várias vezes nunca ter tido de trabalhar. Vinha de uma família abastada que o deixou com rendimentos fartos e lhe permitiu escolher uma «profissão» diferente. Acenava a quem passava pela zona do Saldanha apenas porque acreditava que, dessa forma, fazia os lisboetas mais felizes.
Presto homenagem ao João Serra, conhecido por "Senhor do Adeus" (1930 -2010). Gostava que ele ficasse na memória não como alguém que dizia adeus, porque não era isso que ele fazia: ele não se estava a despedir de ninguém! Ele acenava para cumprimentar, para saudar: era o "Senhor do Olá". Independentemente de qualquer juízo mais condescendente em relação ao seu estado de saúde mental, aqui fica um obrigado a ele e a tantos que poderiam ficar fechados no conforto das suas vidas, mas que escolhem que ela faz sentido na medida em que a comunicam ao próximo... mesmo que o próximo passe veloz.
Passava os seus serões de pé, numa zona em que os carros passam velozes. Os condutores que já o conheciam apitavam e ele acenava. Os lisboetas sabiam onde estava, muitos não sabiam como se chamava. De cabelo branco e com uns óculos escuros estava ali, fielmente, à noite:
Morreu ontem. Era uma figura mítica da cidade de Lisboa. E com ele morreu ontem mais um bocadinho da história deste cidade.
"Essa senhora [solidão] é uma malvada, que me persegue por entre as paredes vazias da casa. Para lhe escapar, venho para aqui. Acenar é a minha forma de comunicar, de sentir gente"
João Manuel Serra assumiu por várias vezes nunca ter tido de trabalhar. Vinha de uma família abastada que o deixou com rendimentos fartos e lhe permitiu escolher uma «profissão» diferente. Acenava a quem passava pela zona do Saldanha apenas porque acreditava que, dessa forma, fazia os lisboetas mais felizes.
Presto homenagem ao João Serra, conhecido por "Senhor do Adeus" (1930 -2010). Gostava que ele ficasse na memória não como alguém que dizia adeus, porque não era isso que ele fazia: ele não se estava a despedir de ninguém! Ele acenava para cumprimentar, para saudar: era o "Senhor do Olá". Independentemente de qualquer juízo mais condescendente em relação ao seu estado de saúde mental, aqui fica um obrigado a ele e a tantos que poderiam ficar fechados no conforto das suas vidas, mas que escolhem que ela faz sentido na medida em que a comunicam ao próximo... mesmo que o próximo passe veloz.
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domingo, 7 de novembro de 2010
Medo de quê? Deus conhece o teu nome e chama-te "filh@"
Aquele que está para além de todos os nomes conhece o teu nome
Quanto da nossa vida é morta ou roubada pelo medo? Não aqueles medos de coisas como um holocausto nuclear, mas medos pequenos e insignificantes que lentamente devoram as melhores partes da vida (...).
Mas o medo não é o único ladrão que se esconde dentro de nós. Há um exército inteiro de pequenos parasitas que nos podem enganar: ressentimentos causados por desfeitas ocorridas há muito tempo; zangas originadas por disputas fúteis; competição cruel por coisas secundárias; cortes de relações motivadas por teimosias acerca de questões irrisórias; decepções que debilitam toda a existência.
Como é que podemos escapar das garras deste ardiloso bando de gatunos? Podemos começar por fazer algo muito simples: levantar os olhos e olhar para o céu. Há 50 biliões de galáxias no espaço, algumas afastando-se de nós a milhões de km por hora! Com o telescópio Hubble podemos ver a luz que as estrelas mais distantes emitiram há 12 biliões de anos! Algumas já morreram há milhões de anos mas só agora é que a sua luz chega até nós. Parece que este imenso universo não tem fim, não tem margens, não tem limites! E ainda assim, com toda a sua vastidão e idade, não passa de uma criação, de algo feito por alguém.
E sobre este alguém, o Criador? Chamamos-lhe “Deus”, mas na verdade Ele é demasiado grande para ser nomeado ou sequer imaginado. Diante do Criador deste imenso e antigo universo, parecemos apenas pontinhos minúsculos. Mas mesmo assim Ele diz-nos que o nome de cada um de nós está escrito na palma da sua mão e que conhece todos os cabelos da nossa cabeça. Para além de toda a compreensão, chama-nos “filhos” e quer que façamos parte da sua família para a eternidade.
O que é que devemos temer? Se deixarmos que Deus seja Deus para nós, de que é que devemos ter medo? Quem nos pode tirar a vida? Ou a alegria? Ninguém, a não ser nós próprios!
Somos feitos à semelhança de Deus, com o poder de amar e dar vida e felicidade. O nosso trabalho para toda vida, cada um à sua maneira, é este: darmos a vida uns pelos outros tal como Deus no-la dá continuamente.
O nosso destino está para além de todas as expetativas humanas. Que neste dia e para sempre Deus nos ajude a ser fiéis a esse fim último.
P. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rui martins
© SNPC (trad.)
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Porque estou aqui
Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.
Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.
Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.
Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.
Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.
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Envia o link do blogue a quem achas que poderá gostar e/ou precisar.
Se não te revês neste blogue, se estás em desacordo com tudo o que nele encontras, não és obrigado a lê-lo e eu não sou obrigado a publicar os teus comentários. Haverá certamente muitos outros sítios onde poderás fazê-lo.
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Os textos e as imagens
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