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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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terça-feira, 3 de abril de 2018

Arvo Pärt, um místico de hoje: uma breve introdução à sua obra

Arvo Pärt, ou a música da identidade do cristianismo

É um profundo louvor da palavra e da sua meditação em forma de música, esta Passio Domini Nostri Jesu Christi Secundum Joannem, ou Passio, na versão abreviada. A obra do estoniano Arvo Pärt prende-nos desde o clamor inicial, com a formulação do título. A partir daí, e até ao “Amen” final, a peça vai-se tecendo numa densa narrativa do sofrimento e da paixão, história definidora do cristianismo e da sua identidade – o sofrimento que se transfigura na plena doação, a paixão que se concretiza como redenção.

Ao contrário de outras peças musicais que narram ou se fundamentam na mesma história (como as de J.S. Bach, Heinrich Schütz, Stolzel, Homilius ou Buxtehude, por exemplo – ver nota e ligações no final deste texto), e nas quais a construção musical é obviamente fundamental, esta peça de Pärt tem o seu centro na palavra, na história narrada e contada de geração em geração desde há vinte séculos – uma história que viria a tornar-se central para tantos homens e mulheres e para o próprio devir da humanidade. Cantada em latim, a obra ganha uma emoção plena, que se transfigura também numa intensa perturbação, dimensões às quais a interpretação dos Hilliard Ensemble não é estranha.

Arvo Pärt foi um dos três vencedores da edição de 2017 do Prémio Ratzinger de teologia, uma distinção atribuída pela Fundação Joseph Ratzinger-Bento XVI, em Setembro do ano passado, e entregue pelo Papa Francisco em Novembro – e um pretexto para (re)encontrar algumas etapas da sua obra. Na ocasião do anúncio do prémio, o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, considerou o músico nascido na Estónia, em 1935, como sendo talvez o maior compositor vivo. E, quando entregou o prémio, o Papa Francisco enalteceu o facto de a distinção ter sido alargada às artes – uma ideia que considerou corresponder “bem à visão de Bento XVI, que muitas vezes nos falou de modo tocante da beleza como via privilegiada para nos abrir à transcendência e encontrar Deus”. E de quem, acrescentou, “admirámos a sua sensibilidade musical e o seu exercício pessoal de tal arte como via para a serenidade e para a elevação do espírito”.

Desde a sua revelação com Tabula Rasa, na ECM (1984), que o trabalho de Pärt traduz também, há muito, essa sensibilidade de fazer da arte e da música uma via para a serenidade e a elevação do espírito. Numa obra recente, The Deer’s Cry, isso pode verificar-se: o disco começa com uma peça intensa, que dá o título ao disco, “o grito do veado”: “Cristo comigo, Cristo diante de mim, atrás de mim, em mim... Cristo à minha direita, à minha esquerda, quando me deito, quando me sento...” O poema como que ressoa as palavras de São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim.” E é essa comunhão só intensamente possível que aqui se ouve, se sente, se estremece.

A mesma experiência que se tem com outras composições sugeridas por geografias tão diversas quanto o México (uma ternurenta Virgencita) ou Portugal (com Três Pastorinhos de Fátima, encomenda do santuário escutada na Sé de Lisboa, em 2015). Na incursão portuguesa do trabalho de Arvo Pärt, aqui preciosamente cantado pelos seus compatriotas estonianos Vox Clamantis, surge em toda a sua plenitude a capacidade do compositor em recriar o mistério, a jovialidade da infância e a aclamação. 

De outras referências ainda se faz este disco: desde a inspiração bíblica, com o belíssimo E Um dos Fariseus, narrando, com um coro e solista, o episódio da mulher pecadora em casa de Simão; até peças nas quais já reconhecemos a marca Arvo Pärt, como o profundo Da Pacem, Domine ou os hinos litúrgicos Most Holy Mother of God (Santíssima Mãe de Deus), Gebet Nacht dem Kanon (oração depois do cânone) ou Habitare Fratres in Unum (viver como irmãos em união) que, a par da peça sobre Fátima, é uma das novas composições. Uma beleza capaz de nos pôr a dançar interiormente ou de, como diz o director artístico dos Vox Clamantis, Jaan-Eik Tulve, arrebatar por igual grandes líderes espirituais e ateus radicais.

Em Lamentate, como escreve o próprio Arvo Pärt, se tenta reflectir o esbatimento da fronteira entre o temporal e o intemporal. Quando se escuta a música deste compositor estónio, a experiência que temos é desse esbatimento: as suas peças traduzem uma espiritualidade intensa, quase intemporal, mas enraizada no tempo. Inspirado em Marsyas, escultura de Anish Kapoor, Lamentate é uma obra para piano e orquestra, assumindo o piano o carácter de instrumento solista. O que lhe dá o tom certo entre a intimidade solista e o vigor orquestral. No início, o disco oferece-nos ainda um intenso Da pacem, Domine, composto a convite de Jordi Savall, e que recria, com as vozes do Hilliard Ensemble, uma antífona gregoriana do século IX. 

A profunda viagem musical e espiritual de Pärt tem outra etapa importante em In Principio, título que remete para a composição com o prólogo do Evangelho de São João. O disco inclui seis peças: além da que lhe dá o título, e por esta ordem, La Sindone fala do Sudário de Turim, Cecilia Vergine Romana conta a história da mártir Santa Cecília (século II), padroeira dos músicos, Für Lennart In Memoriam é o requiem para o funeral do seu amigo e antigo Presidente estónio (1992-2001), Lennart Meri, o já referido Da Pacem Domine é uma oração em memória das vítimas dos atentados de Março de 2004 em Madrid (tocada anualmente em Espanha desde então) e Mein Weg (escrito originalmente em 1989, para órgão) é aqui revisitada para 14 cordas e percussão.
A música de Pärt dá-nos a dramaticidade de histórias como as de Cecília, a emotividade de acontecimentos como os atentados de Madrid ou a intensidade e luminosidade de um texto como o Prólogo de São João. Compositor de uma espiritualidade vincada, este In Principio é, sem dúvida, uma etapa maior da sua obra, já tantas vezes justamente premiada.

Se mudarmos a rosa dos ventos para a direcção Leste-Oeste, a obra do compositor continua a traduzir a experiência contemporânea a partir de referências e histórias antigas. Em Orient Occident, três peças tentam ultrapassar as fronteiras da morte (a Canção do Peregrino, baseada no Salmo 121, é uma homenagem ao amigo Grigori Kromanov), da geografia (Oriente & Ocidente faz uma peregrinação admirável entre as sonoridades das duas metades da Europa) e da desesperança (Como o veado sedento retoma os Salmos 42 e 43 para nos levar do desencanto à consolação e à reconciliação), num trabalho que, todo ele, é de profunda interioridade.

Outro momento alto, entre o meditativo e o minimalista é o da Sinfonia nº 4. Composta por encomenda da Los Angeles Philharmonic e do seu director, Esa-Pekka Salonen, em parceria com o Canberra International Music Festival/Ars Musica Australis e o Sidney Cnservatorium of Music, estreada em Janeiro de 2009 no Disney Concert Hall, é a primeira sinfonia do músico estoniano após 38 anos, quando escreveu a terceira. O compositor, que vive no campo rodeado de silêncio, tinha andado a ler sobre anjos da guarda quando recebeu a encomenda vinda de Los Angeles (os anjos). Por isso, resolveu subtitular a obra, para cordas, harpa e percussão, como Los Angeles. E o que aqui temos é uma peça de uma beleza ímpar, que tem o seu ponto de partida num “cânone do anjo da guarda” e se mescla depois com a profundidade poética e musical da Igreja Ortodoxa e da cultura eslava. Ainda com uma nota simbólica adicional: a obra é dedicada ao empresário Mikhail Khodorkovsky, que tinha ambições políticas e esteve preso, entre 2003 e 2013, numa prisão siberiana. Não como dedicatória política, mas como expressão de respeito por um homem que descobriu o “triunfo moral no meio da tragédia pessoal”. E como tradução do “grande poder do espírito humano e da dignidade humana”.


Passio – intérpretes: Hilliard Ensemble; dir. Paul Hillier
The Deer’s Cry – intérpretes: Vox Clamantis; dir. Jaan-Eik Tulve
Lamentate – intérpretes: Hilliard Ensemble e outros
In Principio – direcção: Tõnu Kaljuste
Orient Occident – Swedish Radio Symphony Orchestra
Symphony no. 4 – Los Angeles Philharmonic; dir. Esa-Pekka Salonen
(todos os discos são edição ECM)


Todos os textos, excepto o que se refere a Passio, são adaptados de artigos publicados na revista Além-Mar, em Dezembro de 2002, Fevereiro de 2006, Maio de 2009, Outubro de 2010 e Outubro de 2016; os textos podem ser lidos aqui, procurando os meses respectivos.
Acerca dos outros autores citados, podem ler-se textos e ouvir-se excertos ou obras integrais nas seguintes ligações:
Paixão segundo São Mateus, de J.S. Bach, texto e vídeo
Paixão Segundo São Mateus, de Heinrich Schütz, vídeo
Brockes Passion, de Gottfried Heinrich Stölzel, texto e vídeo
Homilius, texto e excerto aqui
e a obra de Buxtehude aqui

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tavener: compositor e místico dos séculos XX/XXI

"John Tavener died"

John Tavener (1944-2013)

John Tavener, considerado o mais popular dos compositores britânicos da segunda metade do século XX, célebre pela música coral inspirada na espiritualidade religiosa, morreu terça-feira na sua casa em Dorset, aos 69 anos, noticiou a sua representante, a "Chester Music".

As causas da morte não foram reveladas, mas era conhecida a sua saúde frágil. Sofria do síndrome de Marfan, um distúrbio genético que se manifesta pelos membros alongados e enfraquecimento do coração, e sofrera um ataque cardíaco em 2007 que muito o debilitara e que alterara a natureza da sua música.

A partir daí, a dimensão das suas obras (Veil of the Temple, de 2003, que considerava a sua obra-prima, tinha sete horas de duração) ganhou uma nova concisão, acompanhada, escrevia em obituário Tom Service, do "Guardian", pela «resposta instintiva» a música que anteriormente não o atraía, como a do Beethoven tardio e de Stockhausen, e à redescoberta daquela que primeiro o inspirou, a de Mozart e Stravinski.

Nascido a 28 de janeiro de 1944 em Wembley, Londres, filho de um organista da Igreja Presbiteriana, estudou na Royal Academic of Music e viu os seus trabalhos interpretados ainda na adolescência. Em 1970 surgiria pela primeira vez como nome reconhecido pelo grande público quando a Apple, editora fundada pelos Beatles, lançou no mercado The Whale, obra de 1968 ainda marcada pelo modernismo e serialismo («Não fiquei muito surpreendido pelo entusiasmo de John Lennon, mas fui surpreendido pelo de Ringo», afirmou com humor anos depois). A condição de celebridade pop da música clássica manteve-se daí em diante, enquanto a sua música se encaminhava para uma simplicidade nos antípodas do modernismo inicial, procurando exprimir uma demanda espiritual de que foi reflexo a conversão à Igreja Ortodoxa Russa, em 1977.

O seu estatuto enquanto figura pública tornar-se-ia ainda mais presente na consciência coletiva quando a sua Song For Athene foi interpretada no funeral da Princesa Diana. Era desde 2000 Sir John Tavener.

Manuel Pedro Ferreira, compositor e crítico de música do "Público", aponta que a importância de John Tavener reside principalmente «na abertura do campo de possibilidades de organização tonal para um repertório vocal que durante muitas décadas foi de alguma forma desprezado. Afirma-se através da música coral, conciliando uma necessidade de expressão contemporânea com uma ligação ao passado» – no caso de Tavener, fortemente ligado às tradições da Igreja Ortodoxa. Para Manuel Pedro Ferreira, há uma convergência entre Tavener e o compositor estónio Arvo Pärt. «Também Pärt tem uma tradição ortodoxa e ambos fizeram a ponte para uma sonoridade mais hierática, ligada às tradições do leste, numa espécie de nova simplicidade que teve bastante impacto sobretudo no tratamento da voz».

Sobre a sua música, disse Tavener: «Quis produzir música que fosse o som de Deus. Foi sempre isso que tentei fazer».

Mário Lopes
In Público a 13.11.2013

terça-feira, 22 de março de 2011

Björk, o minimalismo e a música de Arvo Pärt

Na segunda-feira passada, o Grande auditório da Gulbenkian acolheu Passio, a Paixão de Jesus Cristo segundo João posta em música por Arvo Pärt.

Aparentemente a compositora islandesa Björk é uma admiradora da obra deste compositor nascido na Estónia e residente em Berlim. Em 1997 foi convidada pela BBC para entrevistar Arvo Pärt no programa Modern Minimalism:


Para Björk, a música de Pärt contém tanto espaço que se pode entrar nela e nela viver. Usou também a comparação com a história do Pinóquio: de um lado parece existir uma voz humana a errar, a sofrer e a causar sofrimento, do outro a voz (do grilo) ocupada em consolar. Pärt fica contente com a alusão e acrescenta que uma das vozes é como a condutora de pecados e a outra a remissão (perdão) dos mesmos.

A música de Arvo Pärt é tão espiritual que quase sempre parece entrar na experiência mística. E desde os anos 70 é igualmente uma música que aparenta uma grande simplicidade - para alguns é até simplista. Pärt usa poucos elementos: "uma nota tocada de forma bela ou um momento de silêncio são já suficientes". A tríade (as três notas de um acorde) são a base das suas obras. Tal como um sino fica a ressoar, e não se sabe ao certo quando tocou, assim também as tríades são distribuídas por vozes ou instrumentos que vão entoando em diferentes oitavas estes sons e que se tornam quase imatéricos, incaracterizáveis e irreconhecíveis. 

Em Passio, as vozes  - Jesus (baixo solista), Evangelista (quarteto vocal de solistas), Pilatos (tenor solista) e Multidão e restantes personagens (coro) - são caracterizadas subtilmente: duração de notas (tempo mais lento ou mais rápido), dinâmica (forte ou piano), timbre e tecitura (Jesus tem a voz mais grave) e acorde ou modo que percorrem (cada elemento da narrativa é fiel à harmonia que o caracteriza; a linha melódica não se afasta dela: vai percorrendo-a para cima e para baixo, por nota mantida ou por saltos entre oitavas). O texto em latim é o fio condutor e é trabalhado com o detalhe de quem saboreia cada sílaba.

Com o recurso a poucos elementos, a música contém uma variedade notável, em que a dissonância e a consonância, o silêncio, a alternância de timbre e de registo, de solos, duetos, trios, quartetos ou coro vão construíndo uma textura que nada tem de simples mas que soa a simplicidade. O órgão funciona como pano de fundo a quase toda a obra - parece a folha de papel em que o Evangelho está escrito - e o quarteto de instrumentos dialoga com o quarteto vocal, sendo-lhe complementar ao interpretar aquilo que fica por dizer ou realçar o que é dito .

Eis um comentário à música que tive o prazer de escutar neste princípio de semana, e um desafio para que os nossos leitores descubram esta música incontornável e profundamente espiritual deste compositor que dá sons aos mistérios de Deus.

sábado, 19 de março de 2011

O começo de uma grande obra: uma sugestão para a Quaresma

O começo de Passio (Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João), do compositor estónio Arvo Pärt - a não perder na próxima segunda-feira na Gulbenkian

Passio

Um cheirinho do Passio de Arvo Pärt, que pode ser ouvido na segunda-feira na Gulbenkian. 

No final da obra o solista (Jesus) exclama "Tudo está consumado" e o coro (Evangelista) afirma "E, inclinando a cabeça, entregou o espírito". Terminando, o coro entoa um coral (tal como nas Paixões compostas por Bach) que, em jeito de comentário e de oração, diz assim: "Tu que sofreste por nós, tem piedade de nós. Ámen."

A Paixão em música: Arvo Pärt na Gulbenkian

Na próxima segunda-feira, dia 21 de Março de 2011, às 19h no Grande Auditório da Gulbenkian, poder-se-á ouvir a obra "Passio" do compositor Arvo Pärt (já o referi várias vezes no blogue). Os intérpretes vêm do Porto: Coro Casa da Música e Remix Ensemble e a direcção será de Paul Hillier.


Esta obra é construída a partir dos textos da Paixão do Evangelho de S. João. A não perder!

"Since he left Estonia in 1980, Arvo Pärt concentrated on creating a new musical language and on the composition of works based on religious texts which have been incorporated in the standard repertories of choirs all around the world. Hillier is a dedicated performer of Arvo Pärt’s music and has developed a narrow and extensive cooperation with the composer. Passio is based on St John’s Gospel."

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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