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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Um novo mapa no Vaticano

Papa Francisco revoluciona a geografia: Terceiro Mundo passou a ser o Primeiro

Com a lista dos novos cardeais divulgada este domingo (os primeiros do seu pontificado) e com o discurso ao Corpo Diplomático desta segunda-feira (também este pela primeira vez), o papa Francisco confirmou a sua maneira de entender a geografia.

Aquele que, com efeito, é comummente designado "Terceiro Mundo" é o primeiro nas suas atenções. E aquilo que para os outros é "periferia", encontra-se na realidade no centro do seu interesse pastoral, político (no sentido nobre da palavra) e humano.

Esta revolução geográfica é patente quer nas escolhas relativas ao Colégio Cardinalício, quer nas situações evidenciadas diante dos embaixadores de todo o mundo acreditados no Vaticano.

Assim, mesmo através destes atos que poderiam manifestar-se como institucionais, Francisco fala a linguagem que lhes é mais própria. Coloca diante dos olhos do mundo as situações mais frágeis e mais dolorosas, para que quem pode e deve ocupar-se delas, o faça verdadeiramente a todos os níveis.

Num certo sentido podemos dizer que o papa - ele que, como João Paulo II e Bento XVI, é profundamente mariano - recitou o seu pessoalíssimo Magnificat, especialmente no verso que diz «[Deus] exaltou os humildes».

Só assim se compreende a escolha de bispos de dioceses do Terceiro Mundo que nos seus países (como o Haiti e as Filipinas, por exemplo) nem sequer são aquelas consideradas mais importantes.

E só assim se compreende também o acento colocado, no discurso ao Corpo Diplomático, em temas basilares do magistério de Bergolgio, como a recusa da cultura do descartável, a defesa das crianças de pragas como o aborto, o tráfico ou o alistamento à força, ou a atenção sobre a necessário contribuição no interior da sociedade por parte dos jovens e idosos.

Dos discursos desta segunda-feira podemos igualmente extrair uma espécie de regra de ouro do pensamento do papa Francisco. Uma regra que vale tanto nas relações interpessoais como entre os Estados, e que o próprio pontífice formula nestes termos: a geografia do primeiro papa latino-americano da história é precisamente a geografia de quem não cessa de caminhar em direção ao outro, sobretudo se habita na periferia.

Quer seja a periferia de uma grande cidade, de uma nação ou de um continente (vejam-se, a este propósito, as análises dos focos de guerra e de miséria sobretudo em África, contidas no discurso aos embaixadores), isso para o papa não faz diferença.

O que Francisco leva mais a peito é que em toda à parte, graças à cultura do encontro, regresse a paz, da Síria à Coreia, do Egito aos Grandes Lagos. Paz não só como ausência de guerra, mas como autêntica fraternidade no interior da grande família humana. O único elemento verdadeiramente indispensável para repensar o cenário do mundo.

In Avvenire | Com SNPC
© SNPC (trad.) | 13.01.14

sexta-feira, 25 de março de 2011

Uganda contra todos os maus presságios

Turner
Lei que agravaria penas por homossexualidade é abandonada pelo Governo ugandês

Segundo declarações do Ministro da Informação o governo decidiu acabar com o projecto de forma definitiva. O site Box Turtle Bulletin revela que embora o presidente dos Assuntos Jurídicos e Comissão Parlamentar tenha agendado a lei anti-homossexualidade para debate na comissão o governo interveio e decidiu acabar com o projecto.

O projeto de lei anti-homossexual, se aprovado, iria aplicar a pena de morte aos gays e lésbicas, em determinadas circunstâncias, nomeadamente para "reincidentes" - que seriam aplicáveis ​​a qualquer pessoa que teve mais de um relacionamento. A actual lei de Uganda já prevê 20 anos ou prisão perpétua. A nova lei também teria tornado simples actos como um toque entre pessoas do mesmo sexo uma ofensa criminal. A lei ameaçava professores, médicos, amigos e familiares com prisão de três anos, se não relatassem qualquer suspeito de ser gay à polícia num prazo de 24 horas. Até os próprios advogados de acusados de homossexualidade poderiam ser implicados pela proposta.



Embora o governo tenha tomado a decisão, isto não significa que seja a favor de direitos para gays e lésbicas. E o Ministro Kabakumba foi claro: "Claro que estamos preocupados e não toleramos a homossexualidade em nosso país. Isso deve ser muito, muito, muito claro. Está na Constituição, que não a toleramos."

O governo tem consciência que isto não é apenas uma questão interna, mas com ramificações em todo o mundo, sobretudo na ameaça que representam para a ajuda externa ao país. A ajuda externa representa cerca de um terço do orçamento do Uganda e da economia local.

in portugalgay

Reportagem sobre toda esta recente história no youtube

quinta-feira, 24 de março de 2011

Uganda: leis contra os homossexuais ainda mais duras

Lei anti-homossexuais vai ser apresentada ao parlamento ugandês novamente

A lei que criminalizaria ainda mais a homossexualidade no Uganda está prestes a ser apresentada no parlamento. O Parlamento de Uganda vai rever na próxima semana o projecto de lei anti-homossexualidade apresentado pela primeira vez em 2009.


O sexo consentido entre adultos já é punível com prisão perpétua no país africano com cerca de 30 milhões de habitantes, mas a nova lei iria impor a pena de morte a gays condenados por relações sexuais com menores ou deficientes. A pena de morte também passaria a ser aplicável a homens seropositivos que tenham sexo com outros homens.

Para completar o pacote de reformas, o projecto também apresenta pena de prisão para todos aqueles que tendo responsabilidades sociais, como professores, não informem a polícia sobre pessoas que suspeitem ser homossexuais.

A lei gerou polémica fora do país, especialmente nos EUA quando se conclui que a criminalização da homossexualidade foi fortemente apoiada por parte de evangelistas cristãos norte-americanos que se deslocaram ao Uganda. A esmagadora maioria da população do país é cristã.

in Portugalgay

Direitos LGBT na África Austral

Criminalização da homossexualidade questionada em tribunal no Botswana

Um grupo LGBT levou a tribunal a constitucionalidade do artigo 164 do código penal, que criminaliza as relações homossexuais.

No dia 25 de Fevereiro foi apresentada uma acção no Supremo Tribunal desafiando a constitucionalidade do artigo 164 do código penal do Botswana. A iniciativa foi do coordenador grupo LGBT Legabibo e põe em causa a condenação "do conhecimento carnal contra-natura" do texto legal e que é punível com até sete anos de prisão. O próprio grupo viu recusada a pretensão de se legalizar como associação com o fundamento que ira "agrupar criminosos". E há alguns casos registados de condenação de actos homossexuais recorrendo ao artigo 164 embora raros.

in Portugalgay

quarta-feira, 16 de março de 2011

Tornar audível o anúncio de Jesus Cristo: a Cultura é o novo templo e terra de missão

Cristianismo é «decisão» e diálogo cultural uma «imensa prioridade»
O cristianismo corre o risco de se reduzir «a uma dimensão ornamental» e «puramente sociológica», considera o padre José Tolentino Mendonça, acrescentando que o seguimento de Cristo «tem de ser fermento e vida, uma decisão e um caminho».

Em entrevista à Ecclesia, o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura defende que o diálogo cultural é uma «imensa prioridade para a Igreja», que precisa de “tornar Jesus pertinente” para a sociedade atual.
«Há o perigo de termos uma coisa extraordinária, uma boa-nova para anunciar, mas ninguém nos querer ouvir. E nós próprios perdermos a capacidade de tornar o anúncio, audível», afirma.

«A cultura – prossegue – é o novo templo, é o novo espaço da missão, é o novo lugar do anúncio» por ser «tudo aquilo que torna a vida humana decisiva» e por constituir «o horizonte de felicidade que cada tempo procura».
À abundância de culturas e à pluralidade de leituras sobre Cristo, acrescenta-se a particularidade de cada pessoa, que vive «uma história única no seguimento de Jesus», motivo pelo qual a teologia tem vindo a valorizar a «biografia crente», ou seja, «a história de vida, o capital de experiência cristã» que cada fiel constrói e transporta.

Entre os itinerários de fé a que a Igreja é chamada a dar atenção encontram-se os dos «não praticantes», que devem ser olhados «não como um peso mas como um desafio»: «Os cristãos desativados não deixam de ser cristãos”, sublinha.

Depois de frisar que “o discipulado é a base de toda a procura cristã”, o biblista realça que o crescimento espiritual cristão implica “luta”, “resistência” e “desprendimento”, cuja exigência deve ser entendida dentro de uma perspetiva de “ternura” e “esperança”.

A Igreja à procura de Jesus
Para Tolentino Mendonça, a Igreja católica oferece uma imagem de Jesus que não é «imposta» mas «tateada», e «só a mística, a oração e o ambiente litúrgico da fé» são «capazes de a tocar».

O sacerdote madeirense salienta a variedade de representações cristãs existentes dentro desta procura: «A força e a autenticidade do cristianismo passam muito por uma diversidade de abordagens e perspetivas que se complementam».

«Há linhas permanentes na diversidade do modo como o cristianismo é vivido», o que, «antes de tudo», se deve traduzir em «colocar Jesus no centro», assinala o professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, para quem é possível «falar de uma espiritualidade cristã, sabendo que ela é plural».

O responsável pelo diálogo da Igreja católica portuguesa com a cultura lembra que Jesus viveu no Oriente e que «o cristianismo é sempre uma realidade aberta», mesmo tendo em conta o «impacto» mundial da teologia concebida na Europa. O pensamento tradicional do Velho Continente «é muito positivista», «racional» e «limitado», pelo que é preciso aprender «outras modalidades de abordagem do mistério cristão», por exemplo através da observação da «vitalidade de algumas Igrejas na Ásia» e da leitura de «teólogos do continente africano e americano».

Tolentino Mendonça constata o «regresso à beleza e à estética para falar de Deus» e recorda as liturgias de África, em que as missas não estão limitadas a uma hora de duração e onde os ritos incluem o «gesto» e a «corporeidade», não se limitando a uma «celebração mental».

Rui Martins
In Agência Ecclesia / SNPC

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mãos à obra: ensinar Economia em Angola

Herb Ritts
Dar aulas de Economia numa universidade angolana

O emprego em Portugal não está fácil! Esta é uma frase que ouvimos quase todos os dias. De facto, o mercado de trabalho está particularmente complicado para quem já não é jovem e para os recém-licenciados. Contudo uma coisa devemos aprender com esta lição: não podemos esperar que nos caia do céu a "proposta" desejada. Procurar trabalho implica arregaçar as mangas e estar disposto a arriscar.

Se é difícil encontrar trabalho na nossa cidade, e se queremos de facto trabalhar, de preferência na área em que nos especializámos, porque não estar disposto a mudar de cidade, de região ou até de país?

Recebi há alguns dias um pedido de Angola. Procuram pessoas formadas em Economia e com Mestrado já feito. O requisito é ter disponibilidade para leccionar durante 2 anos - pelo menos - numa universidade do Huambo (Angola). Se és economista e procuras emprego, porque não arriscares a tua ida para um país que, certamente, vai dar valor ao teu conhecimento e aos anos que dedicaste a estudar?

Aqui vão os contactos de quem lançou este repto:
Maria da Ascensão Botelho
email: marasbo@gmail.com
facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001221030365

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PALOP dá o exemplo em África na descriminalização de relações homossexuais

Sexo gay vai deixar de ser criminalizado em São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe vai descriminalizar o sexo consentido entre homens na próxima revisão do seu Código Penal, segundo declarações em 31 de Janeiro na Universal Periodic Review da ONU.


"Obviamente há uma preocupação com as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo no nosso país", disse o representante. "Actualmente, o Código Penal vem de um tempo em que a situação era totalmente diferente e por isso os tribunais realmente já não têm aplicado esta pena. Assim, apesar do que está no texto da lei, não é aplicável, porque contraria princípios constitucionais. O novo Código Penal que estamos a elaborar não pune as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo."

O novo código deve ficar pronto em quatro meses.

Nauru, a nação da Micronésia terá feito uma declaração similar no dia anterior, na sua sessão de revisão.
A Universal Periodic Review, um projeto do Conselho de Direitos Humanos da ONU, analisa oficialmente o registo de direitos humanos de cada um dos 192 países membros da ONU, num sistema rotativo de quatro anos, e insta os países analisados a protegerem todos os direitos humanos e as liberdades fundamentais.

Por Rex Wockner (EUA), in Portugalgay

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Violação Correctiva perpeptua-se na África do Sul

Na África do Sul acreditam que violar pode curar

Chama-se Millicent Gaika e é sul-africana. É lésbica e por isso foi torturada durante cinco horas, violada por um homem.

É a denominada "violação correctiva", uma prática sul-africana aplicada às mulheres homossexuais e que, segundo os activistas dos direitos humanos, nunca foi judicialmente condenada.

Millicent sobreviveu, ao contrário de Eudy Simolane, uma das ícones do futebol feminino sul-africano, que em 2008 foi violada e assassinada após revelar que era lésbica e tornar-se voz forte na defesa do movimento LGBT.

Neste momento está a decorrer uma petição para pôr fim a esta violência homofóbica.

Por Bárbara Rosa in dezanove

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Era uma vez um livro solidário

Entrega de livros até dia 28 Fevereiro em qualquer posto dos CTT

A associação Karingana tem uma campanha activa para envio de livros em língua portuguesa para Moçambique.

Os livros que identificaram como fundamentais para esta campanha, são:

  • Literatura de autores de língua portuguesa
  • Banda desenhada
  • Dicionários
  • Enciclopédias
  • Atlas
  • Gramáticas
  • Livros técnicos que não sejam manuais escolares
Olhem para as vossas prateleiras e pensem bem em valorizar os vossos livros. Dar-lhes outro destino pode ser dar-lhes uma nova vida.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Activista do Uganda: espancado até à morte por defender direitos humanos

Publico uma mensagem em inglês, que nos dá conta das atrocidades que se continuam a cometer neste planeta. Morto com um martelo por ter tomado uma posição, num país onde a liberdade é uma miragem, onde os direitos universais do Homem são só para alguns, onde se confunde religião com poder, e opiniões humanas com justiça divina...

Por Jeffrey Gettleman para The New York Times

Ugandan Who Spoke Up for Gays Is Beaten to Death
As the most outspoken gay rights advocate in Uganda, a country where homophobia is so severe that Parliament is considering a bill to execute gay people, he had received a stream of death threats, his friends said. A few months ago, a Ugandan newspaper ran an anti-gay diatribe with Mr. Kato’s picture on the front page under a banner urging, “Hang Them.”

On Wednesday afternoon, Mr. Kato was beaten to death with a hammer in his rough and tumble neighborhood. Police officials were quick to chalk up the motive to robbery, but the small and increasingly besieged gay community in Uganda suspects otherwise.

“David’s death is a result of the hatred planted in Uganda by U.S Evangelicals in 2009,” said Val Kalende, the chairperson of one of Uganda’s gay rights groups, in a statement. “The Ugandan Government and the so-called U.S Evangelicals must take responsibility for David’s blood.”

Mrs. Kalende was referring to visits in March 2009 by a group of American evangelicals, who held rallies and workshops in Uganda discussing how to make gay people straight, how gay men sodomized teenage boys and how “the gay movement is an evil institution” intended to “defeat the marriage-based society.”

The Americans involved said they had no intention of stoking a violent reaction. But the anti-gay bill came shortly thereafter. Some of the Ugandan politicians and preachers who wrote it had attended those sessions and said that they had discussed the legislation with the Americans.

After growing international pressure and threats from a few European countries to cut assistance — Uganda relies on hundreds of millions of dollars of aid — Uganda’s president, Yoweri Museveni, indicated that the bill would be scrapped.

But more than a year later, that has not happened and the legislation remains a simmering issue in Parliament. Some observers think the bill could be passed in the coming months, after a general election in February that is expected to return Mr. Museveni, who has been in office for 25 years, to power.
On Thursday, Don Schmierer, one of the American evangelicals who visited in Uganda in 2009, said Mr. Kato’s death was “horrible.”

“Naturally, I don’t want anyone killed but I don’t feel I had anything to do with that,” said Mr. Schmierer, who added that in Uganda he had focused on parenting skills. He also said that he had been a target of threats himself, recently receiving more than 600 hate mails related to his visit.

“I spoke to help people,” he said, “and I’m getting bludgeoned from one end to the other.”

Many Africans view homosexuality as an immoral Western import, and the continent is full of harsh homophobic laws. In northern Nigeria, gay men can face death by stoning. In Kenya, which is considered one of the more Westernized African nations, gay people can be sentenced to years in prison.

But Uganda seems to be on the front lines of this battle. Conservative Christian groups that espouse anti-gay beliefs have made great headway in this country and wield considerable influence. Uganda’s minister of ethics and integrity, James Nsaba Buturo, a devout Christian, has said “Homosexuals can forget about human rights.”

At the same time, American organizations that defend gay rights have also poured money into Uganda to help the beleaguered gay community.

In October, a Ugandan newspaper called Rolling Stone (with a circulation of roughly 2,000 and no connection to the American music magazine) published a story that included photos and whereabouts of gay people, including several well-known activists like Mr. Kato.

The paper said gay people were raiding schools and recruiting children, a belief that is quite widespread in Uganda and has helped drive the homophobia.

Mr. Kato and a few other gay activists sued the paper and won. This month, Uganda’s High Court ordered Rolling Stone to pay hundreds of dollars in damages and to cease publishing the names of people it said were gay.

But the danger remained.
“I had to move houses,” said Stosh Mugisha, a woman who is going through a transition to become a man. “People tried to stone me. It’s so scary. And it’s getting worse.”

On Thursday, Giles Muhame, Rolling Stone’s managing editor, said he did not think Mr. Kato’s killing had anything to do with what his paper had published.

“There is no need for anxiety or for hype,” he said. “We should not overblow the death of one.”
That one man was considered a founding father of Uganda’s nascent gay rights movement. In an interview in 2009, Mr. Kato shared his life story, how he was raised in a conservative family where “we grew up brainwashed that it was wrong to be in love with a man.”

He was a high school teacher who had graduated from some of Uganda’s best schools and he moved to South Africa in the mid 1990s, where he came out. A few years ago, he organized what he claimed was Uganda’s first gay rights news conference in Kampala, Uganda’s capital, and said he was punched in the face and cracked in the nose by policemen soon afterwards.

Friends said that Mr. Kato had recently put an alarm system in his house and was killed by an acquaintance, someone who had been inside several times before and was seen by neighbors on Wednesday. Mr. Kato’s neighborhood on the outskirts of Kampala is known as a rough one, where several people have recently been beaten to death with iron bars.

Judith Nabakooba, a police spokeswoman, said Mr. Kato’s death does not appear to be a hate crime, though the investigation has just started. “It looks like theft, as some things were stolen,” Mrs. Nabakooba said.

But Nikki Mawanda, a friend, who was born female and lives as a man, said: “This is a clear signal. You don’t know who’s going to do it to you.”

Mr. Kato was in his mid 40s, his friends said. He was a fast talker, fidgety, bespectacled, slightly built and constantly checking over his shoulder, even in the envelope of darkness of an empty lot near a disco, where he was interviewed in 2009.

He said he wanted to be a “good human rights defender, not a dead one, but an alive one.”

domingo, 23 de janeiro de 2011

Saber mais sobre o Sahara Ocidental

Já foi referido neste blogue o drama do povo Saharaui. Há um novo blog da AAPSO, um espaço de informação e divulgação da luta do Povo saharaui pela autodeterminação e o direito à realização de um Referendo livre, justo e regular.

Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental
http://aapsocidental.blogspot.com/

sábado, 8 de janeiro de 2011

ONU vota protecção dos direitos LGBT

Os activistas dos direitos homossexuais garantem que estes ainda são alvo de violência por causa da sua orientação sexual

Protecção dos direitos gays em votação na ONU


A Assembleia Geral das Nações Unidas [votou no dia 21 de Dezembro] a proposta de protecção especial a gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros, como mais uma das minorias cuja vida está sob ameaça.
 
Deverão os gays ter a mesma proteção que têm outras minorias cujas vidas estão sob ameaça? O tema está a gerar polémica dentro das Nações Unidas (ONU), com os Estados Unidos e associações defensoras dos direitos homossexuais a criticarem a exclusão do tema "orientação sexual" da proposta que hoje vai a votação.
A Assembleia Geral da ONU vota hoje a inclusão da protecção de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros em execuções extrajudiciais e assassinatos. Protecção essa que já é específica para crimes raciais, nacionais, étnicos, por motivos religiosos ou linguísticos, incluindo refugiados, indígenas e outros grupos. A proposta da inclusão da homossexualidade visa que todos os membros da ONU "investiguem pronta e aprofundadamente todos os assassinatos cometidos por motivações relativas à orientação sexual".

Contudo, na semana passada, um pedido de alteração da mesma, promovido por países árabes e africanos e aprovado pela ONU, levou à substituição da alínea referente à "orientação sexual" pela expressão "razões discriminatórias sem qualquer base". Esta alteração não agradou nem aos Estados Unidos nem aos defensores dos direitos homossexuais, que já expressaram a sua indignação: "Mesmo que estes países não apoiem os direitos gays, pelo menos deviam defender o nosso direito a não sermos mortos", afirmou a norte-americana Jessica Stern, da Comissão de Direitos Humanos Internacional Gay e Lésbica, sediada em Nova Iorque.

Gays alvo de violência discriminatória

Na entrevista ao jornal "The Guardian", a defensora dos direitos homossexuais deixou claro que "gays de todo o mundo continuam a ser alvos frequentes de violência devido à sua orientação sexual". Jessica Stern lembra ainda que tanto o Uganda, como os outros restantes 76 países que criminalizam a homossexualidade, estão a debater a hipótese de se juntarem às cinco nações que já a consideram um crime capital.

Na segunda parte da votação, que se realiza hoje, os países membros podem anular a decisão anterior que teve 79 votos pela exclusão da alínea "orientação sexual", contra apenas 70 votos contrários à retirada do termo. Os 43 Estados que ainda não votaram podem hoje ajudar a manter o tema da homossexualidade no documento oficial que deverá depois ser seguido em todo o mundo.

Os activistas lembram que só conseguiram obter a "atenção mínima" da ONU há uma década, não estando para já dispostos a prescindir dela.

In expresso, a 21 de Dezembro de 2010
http://aeiou.expresso.pt/proteccao-dos-direitos-gays-em-votacao-na-onu=f622238

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

No Uganda gays combatem a homofobia

esta imagem corresponde à condenação à morte
de dois homossexuais no Irão
Gays ganham processo em tribunal

O movimento LGBT no Uganda tem razões para comemorar: os tribunais decidiram a seu favor num processo contra um jornal que incitava os leitores a enforcarem os gays e lésbicas.

Em outubro de 2010, o jornal Rolling Stone apresentou uma lista de supostos homossexuais e na primeira página tinha um destaque com a frase "Enforquem-nos". O artigo, além de nomes e fotos, também tinha indicações sobre os locais onde viviam.

Segundo os testemunhos apresentados alguns dos visados foram alvos de ataques homofóbicos devido ao artigo do jornal.

Além de dar razão aos queixosos o tribunal também emitiu uma ordem que proíbe o jornal de publicar fotos e endereços de pessoas homossexuais no futuro.

O Uganda também foi notícia por em Outubro de 2009 ter sido apresentada uma proposta de lei que pedia a pena de morte para gays em algumas situações. A legislação também criminalizava pais e autoridades escolares que não divulgassem a homossexualidade de crianças.

A proposta foi duramente criticada pela comunidade internacional que ameaçou cortar a ajuda financeira de que o país africano depende.

Mesmo sem aplicação da proposta, os actos sexuais consentidos entre adultos do mesmo sexo já são criminalizados no Uganda, podendo ser aplicada a prisão perpétua.
 
In PortugalGay.PT
http://portugalgay.pt/news/030111A/uganda:_gays_ganham_processo_em_tribunal

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prevenção difícil para os gays: não se pode acabar com a Sida sem acabar com a homofobia

Estudo revela que os gays não têm fácil acesso a preservativos, lubrificantes, testes e aconselhamento

Um novo estudo internacional com mais de 5.000 homens que têm sexo com homens (HSH) constatou que a maioria acha difícil ou impossível o acesso a testes de VIH e aconselhamento, preservativos e lubrificantes gratuitos.

A pesquisa - realizada pelo Fórum Global sobre HSH e HIV (MSMGF) e professor Patrick Wilson, da Universidade de Columbia Mailman School of Public Health, e paga pela Fundação Bill & Melinda Gates Foundation - sugere que menos da metade dos HSH em todo o mundo tem acesso à prevenção e serviços básicos.

Apenas 39 por cento relataram fácil acesso a preservativos gratuitos e apenas um em cada quatro relataram o acesso fácil ao lubrificante grátis. Um quarto disse que lubrificante grátis estava completamente indisponível.

Uma grande percentagem dos homens relataram que era difícil ou impossível o acesso a testes de VIH/SIDA (57 por cento), material de educação VIH (66 por cento) e tratamento de VIH (70 por cento).

A pesquisa foi realizada on-line em Chinês, Inglês, francês, russo e espanhol e distribuída através de redes globais de MSMGF e de Fridae.

"Desde o início da epidemia, tem sido amplamente reconhecido que os preservativos, lubrificantes, testes e tratamento, quando combinados com a mudança de comportamento de lideranças comunitárias e programas de apoio, são as ferramentas mais fiáveis na luta contra o VIH entre HSH", disse Ayala George, Director Executivo da MSMGF. "Passados 25 anos, é imperdoável que os HSH de todo o mundo continuem a ter acesso restrito a esses recursos básicos que salvam vidas."

O estudo também descobriu que os homens na África, Ásia, Caraíbas, Europa Oriental e América Latina apresentam níveis mais elevados e mais duras formas de estigma e discriminação homofóbica do que os homens na América do Norte, Europa Ocidental e Austrália.

"O estigma e a discriminação comprometem o acesso a programas de prevenção e tratamento, forçando os HSH à clandestinidade e longe dos serviços que necessitem", disse o co-presidente da MSMGF, Othman Mellouk. "Sem resolver o maior problema da homofobia, nós não teremos nenhuma esperança de acabar com o VIH/SIDA."

Rex Wockner para PortugalGay.PT
http://portugalgay.pt/news/131210B/sida:_estudo_conclui_que_os_gays_nao_conseguem_encontrar_preservativos_e_lubrificantes

domingo, 21 de novembro de 2010

Números da Sida no mundo

Flagelo em toda a África e a crescer no Leste e na Ásia

ONU diz que a situação está a estabilizar, mas número de infectados aumenta de forma descontrolada no continente africano e no Leste europeu e na Ásia Central


Anualmente mais de 2,7 milhões de pessoas são infectadas com o vírus da sida, sobretudo na África subsariana. Mas a epidemia está a estabilizar à escala global. Esta é uma das conclusões do último relatório publicado pela Organização Mundial de Saúde em conjunto com o programa de luta contra a sida das Nações Unidas. Quem combate o VIH em África acredita que uma maior abertura da Igreja quanto ao uso do preservativo pode fazer a diferença.

Segundo as Nações Unidas, políticas como o apoio a diferentes programas de sensibilização, o reforço de programas de tratamento, que aumentaram dez vezes nos últimos cinco anos, levaram a uma baixa da mortalidade em 18 por cento. Por outro lado, uma maior acessibilidade aos novos medicamentos prolonga a longevidade a cada vez mais infectados. Contudo, o impacto da crise económica está a prejudicar os programas de prevenção e de tratamento, pelo menos em 22 países de África, Caraíbas, Europa, Ásia e Pacífico.

Estima-se que na actualidade o número de pessoas com VIH esteja próximo dos 40 milhões. Uma em cada dez pessoas infectadas sabe que o está. Um de cada 100 adultos de idades entre os 15 e os 40 anos contraiu o vírus.

Desde o princípio da epidemia, 3,8 milhões de menores de 15 anos de idade terão ficado infectados pelo HIV e que 2,7 milhões já morreram com a doença. Mais de 90 por cento desses jovens contraíram o vírus através das mães seropositivas, antes ou durante o parto ou através do aleitamento materno. Mais de oito milhões de crianças perderam a sua mãe por causa da sida antes de cumprir os 15 anos, e muitos deles também perderam o pai. Este número quase se triplicará este ano.

A África do Sul é líder em portadores do vírus VIH no mundo, com 11,6% (5,7 milhões) da população (de 49 milhões) atingida. Em África a população atingida é de 22,4 milhões.

O padre Almiro Mendes esteve um ano na Guiné-Bissau e jamais esquecerá a tragédia que presenciou. "Em certas localidades 70 por cento da população está infectada", afirmou ao DN, acrescentando que as campanhas de sensibilização têm dado pouco resultado. Só no Hospital de Cumurra, de uma missão italiana, nesse ano, morreram 200 pessoas. "Agradado com a posição do Papa" acha no entanto que as campanhas têm poucos resultados devido a uma cultura que encara de forma diferente a sexualidade.

Para além de África, a preocupação das autoridades mundiais de saúde estão viradas para o Leste Europeu e para a Ásia Central, regiões do mundo onde o número de novas infecções com o vírus dispararam.

por Alfredo Teixeira in diário de notícias a 21 de Novembro de 2010
 
Ler no blogue
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/vida-nao-pode-ser-infectada-vida-nao.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/anuncio-do-papa-sobre-preservativos-e.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/papa-admite-excepcoes-no-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/3-reaccoes-abertura-de-bento-xvi-ao-uso.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/as-novas-declaracoes-do-papa-em-relacao.html

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Vida até à morte

Fui ver o filme "Dos homens e dos deuses" e, como tinha prometido, aqui fica a minha opinião. É provavelmente o melhor filme que vi em 2010.

Ao longo do filme vai-nos sendo caracterizada a comunidade de cristãos, padres e monges, que vive na cordilheira dos Atlas, Argélia - África do Norte - e no coração de conflitos entre rebeldes e exército, lutas de poder, corrupção e violência gratuita.

Estes homens são consagrados a Deus e ao serviço aos seus próximos. E os seus próximos são a população muçulmana de uma aldeia que cresceu em volta do mosteiro, que os estima e que acorre ao mosteiro como quem vai buscar água à fonte. É uma comunidade composta por homens que, como todos, vacilam, hesitam, têm crises de fé e duvidam.

É uma bela parábola, e ainda mais bela por retratar factos verídicos. E é um filme incrível no seu realismo, traçado por uma atenção meticulosa aos pequenos detalhes, por um cenário que não aparece como cenário, mas como palco verdadeiro de uma vida monástica, por uma respiração verdadeiramente espiritual em que entramos como quem vai passar uns dias de retiro num mosteiro habitado e vivo. Os actores que personificam os irmãos, juraríamos que são realmente homens de fé consagrados. A vida comunitária aparece retratada fielmente, tanto na parte visível que as comunidades religiosas mostram a quem as visita, como também na sua vida mais íntima de cumplicidade, fraternidade, espiritualidade, partilha, oração e questões ligadas ao funcionamento, organização e separação de tarefas.

E para além disto, como se fosse pouco, o filme fala-nos de coisas tão importantes como o medo, a confiança, o desespero, o abandono, a vocação, a entrega, o limite e o cerne das religiões. Apresenta-nos o Islão que tantas pessoas vivem, mas que é muito menos mediatizado do que o Islão fundamentalista, violento e intransigente. E mostra-nos o Cristianismo que lança pontes, o da prática diária do serviço e do amor ao próximo, da comunhão e da verdadeira busca e conhecimento do outro e das suas necessidades. O Cristianismo radical no sentido de entrega, e não nos fundamentalismos vazios baseados na palavra que foi inscrita em pedra (e por isso se resume a uma lista de princípios e teorias mais ou menos moralizantes, elitistas e exclusivistas) e anda longe do coração e da carne.

Ver este filme dá anos de crescimento espiritual e humano. Mesmo quem não tem fé, acredite: não vai ficar indiferente!

E para que conste no blogue, o realizador deste filme (Xavier Beauvois) é gay.
ver o trailer na mensagem:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/estreia-esta-semana.html
ler mais em
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/dos-homens-e-dos-deuses-ode-fe-ao-amor.html

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dos homens e dos deuses: ode à fé, ao amor ao próximo e ao serviço

Um filme que não quero perder. Quando o vir comentá-lo-ei. Entretanto aqui fica a opinião da Margarida Ataíde:

"Dos homens e dos deuses": fé e despojamento
 Em 1996, sete monges da Ordem Cisterciense da Estrita Observância são raptados e assasinados em Tibhirine, aldeia aninhada na região argelina do Magrebe. É o culminar da escalada de violência que opõe o Grupo Islâmico Armado (GIA), extremista, ao governo que acusa de corrupto. O impacto deste horrível desaparecimento, cujos contornos exactos estão ainda por esclarecer, extende-se até aos nossos dias, levado agora ao cinema sob direção do realizador francês Xavier Beauvois.

A obra, reconhecida com o Grande Prémio do Festival de Cannes e merecedora da forte e comovida chuva de aplausos que encheram o Palais des Festivals na noite do passado 23 de maio, é uma extraordinária ode à fé, ao amor ao próximo e ao espírito de serviço que cumpre, em estilo e estrutura narrativa, o despojamento do seu sujeito.
Com efeito, é-nos dado comungar a forma abnegada como uma comunidade de homens lida com uma realidade adversa para a qual não contribui senão com a sua vocação de amor e dádiva. Uma vocação reafirmada ao arrepio das pressões externas para abandonarem a aldeia que servem à sua sorte.

Sem ceder a tentações sensacionalistas, Beauvois desvenda aos nossos olhos o dia-a-dia daquele pequeno mosteiro de Tibhirine, dos seus sete habitantes e da pacata população da aldeia local, induzindo progressivamente o adensar do contexto violento que involuntariamente envolve uns e outros.

Simples e acessível, a linguagem fílmica pretere o horror dos acontecimentos, trágicos, e da crescente violência, ao espírito com que aquela irmandade os enfrenta. Um espírito sustentado na sua extraordinária força e revitalizado na dúvida e fraqueza pela oração, pelo permanente desejo de união e comunhão, pelo tempo e oportunidade concedidos ao discernimento.
Mais que um nefasto episódio da história política ou religiosa, estamos perante uma obra que nos propõe um caminho, pela busca do verdadeiro sentido da vida: o que os sete monges sacrificados, na sua fé cristã, encontraram, e que Xavier Beauvois tão bem percorre, alumiando-o para crentes e não crentes.
Dos Homens e dos Deuses” (122 minutos) estreia em Portugal esta 5.ª feira, 11 de novembro.
Margarida Ataíde


in © SNPC 10.11.10
http://www.snpcultura.org/vol_dos_homens_e_dos_deuses_fe_despojamento_amor_ao_proximo.html

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Um cardeal que combateu a Escravatura

Parece-me oportuno publicar este texto de Filipe d'Avillez que nos dá conta de uma Igreja que, no seu tempo, esteve lúcida em questões dos Direitos Primordiais do Ser Humano:

"A história da Cristandade está cheia de ordens religiosas curiosas e efémeras, mas poucas terão conjugado estes dois factores da mesma forma que os Frères Armés du Sahara.

Recuperando o (...) legado de ordens militares como os templários ou os hospitaleiros, os frades armados do Sahara tinham, contudo, um objectivo particularmente honroso: combater o negócio da escravatura que assolava aquela zona do continente africano.

A ordem nasce por iniciativa de um feroz anti-esclavagista e grande figura da Igreja no século XIX, o Cardeal Charles Martial Allemand Lavigerie, Arcebispo de Cartago e de Argel e Primaz de África.

Estudioso e amigo dos pobres, Lavigerie (1825-1892) apaixonou-se por África e pelo Oriente, aceitando a sé de Argel para desenvolver a sua missão de trabalhar com os mais pobres.

A necessidade de manter o equilíbrio religioso naquela colónia francesa, onde o Islão era a religião institucional, levou-o a agir de forma cautelosa, mas ainda assim foi capaz de ajudar incontáveis órfãos, que acolhia em aldeias que formava para o efeito. Nenhum seria baptizado a não ser que o pedisse ou que, sendo ainda criança, estivesse em perigo de vida, e os locais aceitaram-no sem contestação.

Os frades armados do Sahara foram criados em 1890 com o objectivo expresso de combater o negócio dos escravos, libertar os escravos que encontrassem, hospedar viajantes e auxiliar de todas as formas possíveis, inclusivamente pelo ensino, as populações locais.

Ao todo, 22 homens aceitaram o repto. Poucos para fazer uma verdadeira diferença, mas ainda assim o suficiente para que as autoridades questionassem o facto de existir no seu território aquilo que parecia ser o exército privado de um bispo. Sob pressão, a ordem foi desmantelada dois anos mais tarde.

Para a história fica mais este registo que abona em favor da Igreja no que diz respeito à luta pelos direitos humanos em África, e fotografias que ficarão para sempre no álbum dos episódios mais estranhos, e até românticos, do Cristianismo."

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Vaticano II em "águas de bacalhau"

Kevin Dowling, bispo de Rustenburg (África do Sul), proferiu um discurso que teve uma grande repercussão nos países anglófonos. Um grupo de “católicos leigos influentes” pediu-lhe que dissesse algo sobre a situação actual da Igreja.

O discurso de D. Kevin Dowling foi publicado no site National Catholic Reporter no dia 8 de Julho de 2010.




A Igreja e o Vaticano II: Um retrocesso (parte 1)
[devido à extensão do texto, será publicado em diferentes mensagens]
Dowling começou a palestra lendo uma nota do correspondente do National Catholic Reporter em Washington, Jerry Filteau, sobre uma Missa Latina celebrada em Abril passado na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição nesta cidade. Edward Slattery, bispo de Tulsa, celebrou a missa envergando a cappa magna [1], um “adereço” litúrgico vermelho brilhante com quase 20 metros, um dos símbolos do renascimento da missa tridentina.


The Southern Cross (jornal católico semanal da África do Sul) (…) publicou uma fotografia do bispo Slattery com sua cappa magna. Para mim, tal demonstração, que representa o triunfalismo, numa Igreja despedaçada por escândalos de abusos sexuais, é muito infeliz. O que aí aconteceu reproduziu as marcas de uma corte real medieval, não a liderança humilde e servidora demonstrada por Jesus. Mas parece-me que isto é também um símbolo do que tem ocorrido na Igreja (…) – e isto é (…) o desmantelamento cuidadosamente planeado da teologia, da eclesiologia, da visão pastoral, (…) da “abertura das janelas” do Concílio Vaticano II –, (…) [restaurando-se] um modelo de Igreja anterior, mais controlável através de uma estrutura de poder cada vez mais centralizada. Estrutura essa que agora controla tudo na vida da Igreja através de uma rede de congregações do Vaticano, lideradas por cardeais que asseguram a estrita observância do que por eles é considerado “ortodoxo”. Aqueles que não obedecem arcam com censura e punição. Por exemplo, os teólogos que são proibidos de leccionar em faculdades católicas.

Assim, que não deixemos de destacar (…) este facto importante: Vaticano II foi um concílio ecuménico, ou seja, um exercício solene do Magistério da Igreja, ou ainda, o colégio de bispos reunidos com o bispo de Roma exercitando uma função de ensino para toda a Igreja. Por outras palavras, a sua visão, os seus princípios e directivas, devem ser seguidos e implementados por todos, do Papa ao camponês lavrador nas Honduras.

Desde o concílio Vaticano II, não houve tal exercício de autoridade de ensino do magistério. Em vez disso, uma série de decretos, declarações e decisões, (…) mas na realidade são simplesmente as interpretações ou opiniões teológicas ou pastorais dos que têm poder no centro da Igreja. Eles não foram definidos solenemente como pertencentes ao “depositário da Fé” para serem (…) seguidos por todos os católicos, como outros dogmas solenemente proclamados.

Quando trabalhei internacionalmente, a partir da minha base congregacional religiosa em Roma, de 1985 a 1990 - Dowling é Redentorista [Congregação do Santíssimo Redentor] -, (…) uma das minhas responsabilidades era a construção da Pastoral de Jovens em conjunto com as nossas comunidades nos países europeus, onde tantos jovens estavam longe da Igreja. Desenvolvi relações com muitas centenas de jovens católicos que procuravam de forma sincera, bem abertos a questões de injustiça, pobreza e miséria no mundo, conscientes da injustiça estrutural nos sistemas políticos e económicos que dominam o mundo. Eles sentiam cada vez mais que a Igreja “oficial” não estava apenas a perder a noção da realidade, mas a dar mau testemunho às aspirações de católicos pensadores e conscientes, que procuram uma experiência diferente de Igreja.
Por outras palavras, procuravam uma experiência que os deixasse acreditar que a Igreja a que pertenciam possuia algo de relevante para dizer e testemunhar neste mundo desafiante em que vivemos. Muitos, mas mesmo muitos destes jovens, desde então, deixaram a Igreja definitivamente.


[1] a fotografia desta capa encontra-se na mensagem abaixo: Será que a Igreja reconhece Jesus Cristo?
... (continua)
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=34406

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ajudar com livros

Há uns meses "postei" uma mensagem para este mesmo projecto. Foram oferecidos 2000 volumes, mas são quase exclisivamente ligados à educação. São precisas mais obras de carácter prático e técnico de agricultura, pecuária, informática, filosofia e biologia e dicionários técnicos.

Por isso, a campanha que deveria terminar em 31 de Agosto foi prolongada, aproveitando o facto de a data de embarque do contentor para Moçambique - que também levará 80 computadores - estar agendada para o fim de Setembro.

O Grupo Missão Mundo (GMM) vai prosseguir em Setembro a campanha “Combater a pobreza através do conhecimento”, destinada ao envio de livros para Moçambique. A iniciativa, organizada em parceria com a Cáritas da diocese de Lisboa, pretende equipar uma biblioteca a construir em Manjacaze (província de Gaza, no Sul) e outra já existente no Instituto Agro-Pecuário de Nacuxa (zona de Nampula, ao Norte).

Da parte dos particulares a adesão foi muito positiva”, refere Ana Margarida do GMM, mas em relação às 60 editoras a quem se pediram livros as respostas ficaram aquém das expectativas.

A carência de especialistas e a falta de acesso à internet fazem com que este género de bibliografia seja a única hipótese de as populações aumentarem os conhecimentos e a produtividade.

As ofertas de manuais técnicos podem ser feitas na casa das Irmãs Concepcionistas, em Lisboa (Rua Carlos Mardel, 25) ou através de contacto prévio por correio electrónico (grupomissaomundo@gmail) ou pelo telemóvel 91 812 65 23.

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

Este blogue também é teu

São benvindos os comentários, as perguntas, a partilha de reflexões e conhecimento, as ideias.

Envia o link do blogue a quem achas que poderá gostar e/ou precisar.

Se não te revês neste blogue, se estás em desacordo com tudo o que nele encontras, não és obrigado a lê-lo e eu não sou obrigado a publicar os teus comentários. Haverá certamente muitos outros sítios onde poderás fazê-lo.

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Nota: por vezes pode demorar algum tempo a responder ao teu mail: peço-te compreensão e paciência. A resposta chegará.

Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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