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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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sábado, 23 de junho de 2018

Um chamamento de Deus

"Aquarius": Cardeal Ravasi evoca Evangelho sobre acolhimento e desencadeia onda de reações

Uma evocação do Evangelho publicada esta segunda-feira no Twitter pelo presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi, a propósito do drama vivido pelas pessoas a bordo do barco "Aquarius", no Mediterrâneo, desencadeou uma onda de reações dirigidas ao prelado italiano e à Igreja.

«Era estrangeiro e não me acolhestes», foi a passagem mencionada, extraída do capítulo 25, versículo 43, do Evangelho segundo S. Mateus, que numa tradução em português europeu se lê: «Era peregrino e não me recolhestes, estava nu e não me vestistes, doente e na prisão e não fostes visitar-me».

Gianfranco Ravasi, biblista, aludia ao barco fretado pela organização não governamental SOS Mediterrané, onde se encontram 629 migrantes recolhidos no mar, e que ontem a Itália e Malta recusaram receber, tendo mais tarde recebido ofertas de acolhimento por parte de Espanha e, mais recentemente, da Córsega.

«Eminência, não podemos acolher todos. Como diz a minha velha mamã: primeiro tu, depois os teus, depois os outros, se puder ser...» é o primeiro dos mais de 1600 comentários ao "tweet" do cardeal.

Entre as respostas menos vulgares incluem-se «Que cuide deles o cardeal no Vaticano», «Eram pedófilos e não os prendestes», «O dinheiro do IOR [entidade bancária da Santa Sé] investi-o todo em África», «Vim para traficar, para violar, para islamizar, para viver à borla e não me acolhestes», «Jesus disse que a verdade vos tornará livres. Basta de negros e árabes que comem de borla».

«Abri as portas do Vaticano e colocai lá todos os clandestinos que quiserdes» e «Cardeal vós possuís riquezas imobiliárias superiores à dívida pública italiano, vendei alguns imóveis e ide para África e Médio Oriente para ajudar os pobres; devia estar na primeira linha para cessar o tráfico de escravos», são outros exemplos de comentários.

Há duas horas, o cardeal Ravasi voltou à Bíblia, citando desta vez a primeira carta de S. João (4, 16): «Deus é amor; quem está no amor permanece em Deus e Deus nele», depois de, ontem, ter evocado um autor cristão, Georges Bernanos: «Para encontrar a esperança é preciso ir para lá de todo o desespero. Quando se vai até ao fim da noite, encontra-se uma nova aurora».

«Tempo virá/ em que, exultante,/ te saudarás a ti mesmo chegado/ à tua porta, no teu próprio espelho/ e cada qual sorrirá ante a saudação do outro,/ e dirá: Senta-te aqui. Come./ Amarás de novo o estrangeiro que era o teu Eu./ Dá vinho. Dá pão. Devolve o coração/ a ele próprio, ao estrangeiro que te amou/ toda a tua vida, que ignoraste».

Na coluna que assinava diariamente no jornal italiano "Avvenire", o P. Ravasi, ainda não criado cardal, citou versos da poesia “Amor após amor”, de Derek Walcott, «o cantor dos mestiços, nascido numa ilha das Caraíbas, Santa Lúcia, em 1939».

«Como se intui, unem-se e sobrepõem-se duas fisionomias diversas, a minha e a do outro, o estrangeiro. Se ao espelho olhamos o nosso rosto, descobrimos nele os traços da humanidade, porque a ela todos pertencemos, para além das diferenças étnicas, culturais, religiosas.

"Amarás o estrangeiro que era o teu Eu", diz o poeta. "Amarás o teu próximo como a ti mesmo", diz a Bíblia. Neste paralelo há dois amores que se fundem, o espontâneo por si próprio e aquele que o é para os outros, muitas vezes conquistado com algum esforço mas que deverá ser, da mesma maneira, intenso.

Devemos tentar reconduzir o nosso coração "a si mesmo", isto é, à sua consciência profunda, e aí descobriremos que há o estrangeiro dentro de nós porque ele é semelhante a nós por causa do próprio Deus que o criou, do próprio Cristo que o redimiu, do próprio amor que foi deposto nele e em nós, e do próprio pecado que obscurece a nós e a ele», observou Ravasi.

Numa das múltiplas ocasiões em que se referiu aos migrantes, o papa Francisco lembrou que «tragicamente, no mundo há hoje mais de 65 milhões de pessoas que foram obrigadas a abandonar os seus locais de residência. Este número sem precedentes vai além de toda a imaginação».

«Se formos além da mera estatística, descobriremos que os refugiados são mulheres e homens, rapazes e raparigas que não são diferentes dos membros das nossas famílias e dos nossos amigos. Cada um deles tem um nome, um rosto e uma história, como o inalienável direito de viver em paz e de aspirar a um futuro melhor para os seus filhos», sublinhou em setembro de 2016.

Depois de encorajar «a dar as boas-vindas aos refugiados» nas casas e comunidades, «de maneira que a sua primeira experiência da Europa não seja a traumática de dormir ao frio nas estradas, mas a de um acolhimento quente e humano», Francisco lembrou as palavras evocadas agora pelo cardeal Ravasi, «tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era estrangeiro e acolhestes-me», e lançou um desafio: «Levai estas palavras e os gestos convosco, hoje. Que possam servir de encorajamento e de consolação».

Na segunda-feira, o arcebispo de Madrid, cardeal Carlos Osoro Sierra, também se exprimiu no Twitter: «O mandato é claro: "Fui forasteiro e hospedastes-me". Para além de considerações políticas e legais, ao ler a vida desde o Evangelho, um vai em busca do outro. #Aquarius é um chamamento de Cristo à Europa».

Imagem: D.R.
Publicado por SNPC em 12 de junho 2018

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Primeiro-damo

Durante a manhã, Destenay juntou-se às primeiras-damas numa visita ao Museu Magritte
(Foto de Eric Lalmand/AFP/Getty Images)
O marido do primeiro-ministro luxemburguês

Não é uma notícia nova, mas só agora consegui publicá-la. Partilho-a mas desejaria que não fosse necessário escrever notícias sobre estes assuntos... que o respeito fosse regra em todas as sociedades humanas.

"É a foto de família das primeiras-damas da NATO. Entre nove mulheres, está um homem. É Gauthier Destenay, o marido do primeiro-ministro do Luxemburgo.

***

Já é habitual. As mulheres dos líderes mundiais que se reúnem nas cimeiras da NATO posam para a fotografia oficial das primeiras-damas. A deste ano introduz um pormenor histórico. Pela primeira vez, há um marido de um primeiro-ministro entre as nove mulheres. É Gauthier Destenay, casado com o líder do Luxemburgo.

A fotografia foi tirada na passada quinta-feira durante um jantar no Castelo Real de Laeken, na Bélgica, enquanto os líderes mundiais estavam reunidos. De fato preto e gravata azul, Destenay posou na segunda fila ao lado dos vestidos e saltos altos das primeiras-damas.

Destenay estava atrás da mulher de Donald Trump e de Emine Erdogan, mulher de Tayyip Erdogan, Presidente da Turquia. Brigitte Trogneux, mulher de Emmanuel Macron, Presidente da França, também estava na fotografia.

Gauthier Destenay, de 44 anos, é arquiteto e casou com o atual primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, em 2015, numa cerimónia com cerca de 500 convidados no Cercle Cité no Place d’Armes, no centro da capital, tornando-se o primeiro líder homem a casar com alguém do mesmo sexo durante o seu mandato. Na altura, o casamento foi visto como um sinal de abertura para o Luxemburgo."

In Observador, a 26 de Maio de 2017

O Casamento

"Xavier Bettel, primeiro-ministro do Luxemburgo, casou-se com Gauthier Destenay. Este é o primeiro casamento homossexual de um líder europeu.

***

O primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel e o seu parceiro Gauthier Destenay chegaram de mão dada à câmara municipal da capital para se casarem.

A cerimónia civil aconteceu durante a tarde de sexta-feira, dia 15 de maio, e juntou a imprensa e cerca de 250 pessoas. Antes de Bettel entrar na câmara municipal com o seu parceiro, o primeiro-ministro luxemburguês desejou que todos os presentes sejam tão felizes como ele esteve durante o dia do seu casamento.

Tal como previa Stéphane Bern, amigo próximo e locutor francês, foi uma cerimónia “rápida mas com um simbolismo muito forte.

Para além de Bern, estavam entre os convidados Félix Braz, ministro da Justiça luxemburguesa e François Bausch, ministro das Infraestruturas. Também esteve presente o especialista em sociedade Pierre Dillenburg, que recentemente celebrou o seu casamento com Roland Hüdsch.

Charles Michel, primeiro-ministro belga, também assistiu ao acontecimento. Em declarações à imprensa, Michel acredita que este casamento é um sinal de abertura luxemburguesa a certos assuntos sociais, numa altura em que a homofobia cresce na Europa.

Xavier Bettel torna-se o primeiro líder europeu a casar com alguém do mesmo sexo. Após a cerimonia, Bettel e Destenay celebraram a união com cerca de 500 convidados no Cercle Cité no Place d’Armes, no centro da capital. As celebrações continuaram amanhã no La Gaichel, o prestigiado restaurante com uma estrela Michelin.”

In Observador, a 15 de Maio de 2017

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Paris vê o corpo nu do homem

Desde sempre a arte abordou o tema do nu, mas é o feminino que mais abunda no imaginário. Paris recebe uma exposição debruçada sobre o nu masculino. Cito o artigo publicado em dezanove.pt.


A melhor exposição de sempre sobre nu masculino
Qui, 10/10/13

A fila chegava quase ao fundo já na rua de Bellachase e um grande rabo de Mercúrio de Pierre et Giles aparece à nossa frente. Esta foi uma das obras escolhidas para integrar a exposição "Masculin", patente no Musée D'Orsay e que está a marcar a capital francesa. Pinturas, esculturas e fotografias numa proposta sobre o corpo do homem na arte, desde 1800 até aos dias de hoje.

O corpo masculino aparece e de todas as formas. A exposição está dividida entre diferentes partes. Começa-se pelo ideal clássico por demais versado em quase todos os livros de arte do mundo. Aparece São Sebastião o mártir com o sua divinificação, o olhar e o peito furado pelas setas de Diocleciano. Entre as esculturas, as pessoas vão olhando as figuras dos homens com o seu corpo de harmonia perfeita.

Após esta entrada, o visitante segue para outra secção do corpo heróico da luta, das batalhas, da masculinização. E aparecem os alteres e as arenas e as marcas da guerra. Destaque-se uma foto de David LaChapele com Eminem artilhado de dinamite. Yves Saint Laurant na sua pose lânguida despojado de roupas. As roupas que ele tão bem fazia. Mas exposição é mais do nu do que o vestido ou tapado. E Nuda Veritas surge explorando as proporções perfeitas como aquelas que Leonardo Da Vinci colocou no Vitrúvio. Esta parte da exposição é especialmente interessante. O corpo dos negros surge pela primeira vez representado na fotografia coreográfica de Konrad Helbig. E as formas perfeitas em Rodin, não com o pensador, mas com a escultura com o título "Idade do Bronze", estátua polémica por terem acusado Rodin de ter usado um modelo ao vivo, coisa aliás que ele sempre recusou. E depois aparecem os modernos, os por demais conhecidos, Nan Goldin na sua poesia e Mappelthorpe com a robustez e fragilidade de corpos negros, belos, tentadores.

As duas secções sobram para o final: "Sobre a Dor" e "Objecto de Desejo". O corpo masculino nas suas múltiplas formas de posar, de ser representado, colorido, retratado, moldado.

A dor no homem foi sempre escondida, sempre relegada, mas aqui surge de forma especialmente bela. A ideia clássica de uma virilidade sacrificada chega através das obras de Wiley, Schiele e como foram bem seleccionadas estas obras de Schiele e Francis Bacon, despojado, decadente.

No fim o desejo, o corpo masculino como objecto de desejo. Homoerotismo e androginia em quadros de intimidade como o balneário ou a praia, a piscina, espaços cheios de homens e objectos pessoais dos homens. A praia e o engate, pois claro, em Giorgio de Chirico. Jean Cocteau destaca-se de forma especial. Os sarrabiscos simples mostram tudo e mostram aquilo que está normalmente vedado. Mostram texturas e sensações.

Antes da sairmos, extractos do filme "Pink Narcisus" de James Bigood com uma fotografia bem ao jeito dos anos setenta. As fantasias eróticas de uma época para a emancipação dos gays, com imagens em 8 milímetros. Um poema encarnado por um jovem prostituto que deambula em ambientes kitsch.

É a exposição do ano. Com um catálogo muito cuidado e com muita matéria para se saber mais sobre o masculino na arte. Até Janeiro a não perder, caso Paris esteja na rota de viagens.

André Soares

domingo, 20 de outubro de 2013

Efeminação e virilidade na Grécia Antiga

Deixo-vos aqui um link para um ensaio muito interessante sobre efeminação e virilidade na Grécia Antiga. Parece-me bem fundamentado e documentado e relevante para quem se interessa por esta temática. Leiam aqui o artigo de Fábio Cerqueira.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Nova Zelândia e França, dois países onde o casamento já é igualitário

Égalité apesar da violência

“Egalité!” Foi ao grito de igualdade que a Assembleia Nacional de França aprovou esta terça-feira o casamento para todos, a designação adoptada neste país e que concede iguais direitos a casais homossexuais e heterossexuais. A adopção de crianças por casais do mesmo sexo é permitida automaticamente por inerência da lei do casamento. O Parlamento francês aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo por 331 votos a favor e 225 contra.
Depois de uma promessa eleitoral de François Hollande, que ainda terá que ratificar a lei, assistiram-se nos últimos 12 meses a vários revezes, manifestações com milhares de pessoas nas ruas e a uma escalada de violência homofóbica sem precedentes, como foi mediatizado através do caso Wilfred de Bruijn.
Além de Hollande, a principal impulsionadora da lei foi Christiane Taubira, Ministra da Justiça, nome pela qual esta reforma acabou por se tornar conhecida. Esta tarde após a votação no Parlamento Taubira declarou: “Não tirámos nada a ninguém. Pelo contrário, reconhecemos os direitos dos nossos concidadãos e concedemos os direitos a todos os casais”.
No Marais, o bairro adoptado pela comunidade gay de Paris, a festa começou logo que a votação foi conhecida.

Nos últimos dias foram várias as manifestações de protesto pela previsível aprovação da lei hoje ocorrida. Foi criado inclusive um grupo para combater esta lei, os Hommen. (...) Os protestos e confrontos com a polícia sucederam-se frente à Assembleia Nacional. Os Conservadores querem um referendo e já anunciaram que irão recorrer ao Tribunal Constitucional para declarar a lei inconstitucional.
(...) Os primeiros casamentos podem realizar-se a partir de Junho e não estão restritos apenas aos cidadãos de nacionalidade francesa.

In dezanove

O número 13: Nova Zelândia

O parlamento da Nova Zelândia legalizou no dia 17 de Abril deste ano o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Este é o primeiro país na região do Pacífico a fazê-lo. Apesar da oposição de grupos Cristãos, a lei foi aprovada com uma maioria de 77 votos a favor e 44 contra.
Após a aprovação o público presente no Parlamento de Wellington decidiu entoar um cântico de celebração em língua indígena Maori dedicado a Louisa Wall, a deputada lésbica que promoveu esta alteração na lei neozelandesa. Louisa Wall, do partido Trabalhista declarou: “Na nossa sociedade o significado de casamento é universal, é uma declaração de amor e compromisso para com aquela pessoa especial” e continuou “neste momento estou muito orgulhosa de ser neozelandesa”. Centenas de pessoas celebraram também esta decisão à porta do parlamento, considerando-a um marco histórico para a igualdade.
A união civil entre pessoas do mesmo sexo é legal na Nova Zelândia desde 2005.
Contudo, a alegria não foi unânime, Bob McCroskrie, fundador do grupo Family First, disse que a lei enfraquece o conceito tradicional de casamento: “Historicamente e culturalmente o casamento sempre foi entre um homem e uma mulher e não se deveria mudá-lo.”
A Nova Zelândia torna-se assim no 13º país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, seguindo o exemplo de países como a Holanda, Bélgica, Argentina, África do Sul, Portugal e mais recentemente o Uruguai. Os vizinhos australianos chumbaram a lei para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em Setembro passado, contudo, alguns dos seus estados permitem uniões civis.

In dezanove

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Casamento religioso entre pessoas homossexuais na Dinamarca

Uma nova lei para uma antiga questão

Dinamarca foi o primeiro país do mundo a permitir que casais homossexuais oficializem uniões civis (07 de junho de 1989). Novamente a Dinamarca foi pioneira no mundo. O Parlamento aprovou uma lei permitindo que o casamento (idêntico ao previsto para heterossexuais) ocorra na Igreja Evangélica Luterana (oficial do Estado dinamarquês). A legislação, porém, deixa aos pastores a opção de realizarem a cerimónia ou de pedirem que outro assuma a responsabilidade, caso considerem que a mesma contrarie as suas convicções. No entanto, por imposição da lei, são obrigados a ajudar o casal a encontrar um pastor. Novos rituais foram escritos por dez dos onze bispos da Igreja em espírito de "boa cooperação", disse um deles.


A lei foi apresentada pelo governo de centro-esquerda no início do ano e foi aprovada com 85 votos a favor e 24 contra no dia 07 de junho de 2012, quando completava exatamente 23 anos a lei da parceria civil. O ministro da Igualdade de Género e de Assuntos Eclesiásticos, Manu Sareen, membro do Parlamento, considerou o voto “histórico”. “É muito importante dar a todos os membros da igreja a possibilidade de se casarem. Actualmente apenas os casais heterossexuais têm permissão”, disse, em entrevista ao jornal The Telegraph. O ministro opôs-se ao porta-voz do direitista Partido do Povo Dinamarquês, que afirmou ao mesmo jornal que o “casamento deveria ser entre um homem e uma mulher”.

A nova lei deve entrar em vigor em 15 de junho deste ano.

Actualmente, no continente europeu, são oito os países que aprovaram a completa igualdade no casamento civil - Holanda, Bélgica, Suécia, Noruega, Espanha, Portugal, Islândia e Dinamarca.

Conheça um pouco mais dos direitos LGBTs na Dinamarca:

Anti-discriminação
Discriminação com base na orientação sexual é proibida nas áreas de emprego e prestação de bens e serviços.

Reconhecimento de género legal de pessoas trans
A Dinamarca tem procedimentos administrativos para obter o reconhecimento legal de género após a cirurgia.

Parceria reconhecimento
Na Dinamarca, casais do mesmo sexo podem casar. Para quem não quer casar, o país também fornece o registro de coabitação de casais do mesmo sexo conferindo direitos limitados.

Direitos parentais
Casais do mesmo sexo têm direito a solicitar um conjunto adopção de crianças e cada um dos outros filhos biológicos.
Inseminação medicamente assistida (tratamento de fertilidade) está disponível para casais de lésbicas.

Direito Penal em discurso de ódio / crime
A orientação sexual está incluído na lei sobre o ódio e a violência é reconhecida como factor agravante.

in direitos fundamentais Lgbt
adaptação de rioazur

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Direitos na Ilha de Man

Uniões civis para casais do mesmo sexo

A ilha no Mar da Irlanda que está sob a dependência da Coroa do Reino Unido passou a reconhecer o direito a parceria civil.

Entre os novos direitos que estão disponíveis a partir de hoje para os casais do mesmo sexo incluem-se herança, pensões e subsídios fiscais.

Os grupos de ativistas LGBT na ilha já celebraram a nova iniciativa.

A homossexualidade era ilegal em Isle of Man até 1992 e o projeto de parceria civil para casais do mesmo sexo provocou intenso debate na ilha de 80 mil habitantes.

Desde dezembro de 2005 que os casais do mesmo sexo tinham acesso à lei de parceria civil no Reino Unido em tudo igual ao casamento excepto no nome, mas a Ilha de Man passou ao lado desta inovação legislativa.

Em Portugal estas uniões não deverão ser reconhecidas como casamento, as uniões registadas do Reino Unido também não são reconhecidas.

A nova lei de parceria civil também abre a possibilidade de adopção pelos casais de gays e lésbicas. E não são só os casais do mesmo sexo que passam a ter esta possibilidade: casais de sexo diferente mas que não estejam casados podem agora adoptar em conjunto desde que tenham uma relação estável. 

in portugalgay

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Continua a saga no mundo homofóbico do futebol turco

Árbitro gay processa federação para voltar a apitar


A Federação Turca de Futebol começou, terça-feira, a ser julgada pelo afastamento do primeiro árbitro homossexual na Turquia e dos poucos assumidos em todo o mundo. Halil Ibrahim Dinçdag pretende voltar a apitar e exige àquela entidade mais de 50 mil euros de indemnização por danos morais e profissionais.

Já classificado na Turquia como o novo Harvey Milk (activista gay norte-americano), Dinçdag não só foi expulso da Federação Turca de Futebol (FTF), por se temer que pudesse favorecer os jogadores mais bonitos, como está proibido de apitar qualquer partida de futebol no país, pela sua orientação sexual ser considerada um problema de saúde.

Na primeira sessão do julgamento, que arrancou terça-feira e cuja continuação está agendada para Maio, o árbitro confessou que ficou com a vida completamente arruinada, após a decisão federativa.
Aos 35 anos, Dinçdag acabou expulso da arbitragem quando foi conhecido publicamente o relatório médico que baseou a sua dispensa do serviço militar, onde a sua homossexualidade era classificada de demência. "Desordem psicossexual", referiu o clínico que elaborou o documento.

À Anatolia, agência noticiosa turca, o arbitro admitiu, à saída do tribunal: "Primeiro, forçaram-me a sair da arbitragem, aquilo que mais amava. Depois, deixei de ser comentador numa estação de rádio, onde já estava há 16 anos. Estou desempregado e isso afecta minha auto-estima. Aliás, tenho até dificuldades em pagar as despesas do tribunal".

A homossexualidade não é criminalizada na Turquia, bem pelo contrário. Da música à televisão, não é assunto tabu. Mas no que toca ao futebol, a realidade muda consideravelmente. Logo que foi conhecido o relatório, alegou-se que este poderia vir a ser acusado de favorecer, por exemplo, nos pontapés livres os jogadores com melhor aparência.

A FTF alega, em sua defesa, o relatório médico militar - isto é, defende que quem não passa pelo Exército por razões de saúde também não pode apitar jogos.

Dinçdag apitou durante 13 anos campeonatos amadores e em 2008 chegou ao futebol profissional e às ligas profissionais. Logo que o relatório caiu na praça pública e perdeu o apito, teve de abandonar a terra natal e rumar a Istambul, capital turca, deixando para trás a mãe e os dois irmãos.

Já a Associação de Árbitros Turcos (TFFHGD), se hoje é visível o apoio de três quartos dos 80 profissionais, há várias semanas a mesma entidade salientava que Halil Ibrahim Dinçdag não passava de um árbitro de segunda e que o facto de ser habitual as multidões nos estádios turcos chamarem "bicha" aos árbitros quando têm decisões que desagradam, poderia ser contraproducente no desporto-rei. Declarações atribuídas a Lufti Aribogan, vice-presidente da FTF, que foram prontamente desvalorizadas pelo presidente do Conselho de Arbitragem.

Dinçdag, que avisou que poderá ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, tornou-se motivo das manchetes jornalísticas, ao ponto de o jornal mais influente da Turquia ter organizado uma petição para que este recupere o apito e que foi já assinada por 30 mil pessoas.

Por Nuno Miguel Ropio

sexta-feira, 25 de março de 2011

Homofobia na Moldávia

Lei anti-discriminação sob ataque na Moldávia

Um projeto de lei apoiado pelo governo para proibir a discriminação contra gays e lésbicas, entre outras, está sob ataque no Parlamento da Moldávia, onde está a ser debatida.

De acordo com a ILGA-Europa, um número de deputados pediram a supressão da expressão "orientação sexual" do projeto de lei depois de terem sido encorajados a fazê-lo por "evangélicos americanos de direita."



Em 17 de março, cerca de 150 activistas anti-LGBT organizaram um protesto em frente do Parlamento pedido aos "Homossexuais fiquem em casa."

A ILGA-Europa disse: "retórica agressiva homofóbica por parte de organizações religiosas e parlamentares já resultou em ameaças feitas aos membros do GenderDoc-M, a principal organização de direitos LGBT na Moldávia. Alexei Marcicov, presidente da organização, foi agredido verbalmente e pedras foram atiradas contra ele perto de sua casa. Outros defensores dos direitos humanos que apoiam a lei anti-discriminação foram ameaçados nas ruas e perto de suas casas. "

O co-presidente da ILGA-Europa, Martin K.I. Christensen, afirmou (...) "A Moldávia comprometeu-se a aprovar uma lei anti-discriminação para proteger todas as minorias no âmbito do seu acordo de liberalização de vistos com a União Europeia", disse. "Pedimos à União Europeia que reafirmasse a sua posição perante as autoridades moldavas e responsabilize-as dos seus compromissos."

A ILGA-Europa é a região europeia da ILGA, Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais Transsexuais, Transgéngeros e Intersexo.

Por Rex Wockner in portugalgay

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ser árbitro e ser gay

Primeiro árbitro abertamente gay continua batalha jurídica na Turquia

O ex-árbitro de futebol, Halil Ibrahim Dinçdağ tornou-se conhecido do público em 2008, quando foi revelado que a Federação Turca de Futebol, ou a TFF o retirou de funções por ser homossexual.
Dinçdağ foi forçado a deixar o emprego de árbito porque tinha sido dispensado do serviço militar obrigatório devido à sua homossexualidade, que foi documentada num relatório médico. De acordo com a regulamentação do desporto do país, quem não completar o seu serviço militar por "razões de saúde" não está apto para ser árbitro.



O árbitro apresentou uma denúncia penal contra a Federação Turca de Futebol e pediu compensações até 110.000 mil liras turcas (cerca de 50.000 euros) por perdas e danos. O caso começou este mês em Istambul e a segunda audiência será em Maio.

Dinçdağ revelou aos media que a sua vida mudou "drasticamente" depois da sua orientação sexual ter sido apresentada na imprensa. Além de perder o emprego como árbitro, também foi despedido de uma estação de rádio onde trabalhava há 16 anos.

Em último recurso pondera colocar a questão ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

A associação de árbitros da Turquia já mostrou o seu total apoio a Dinçdağ e espera que a federação de futebol reconsidere a sua posição inicial. 

in Portugalgay

Desporto britânico contra a homofobia

Matt Schiermeier
Carta do desporto apresentada no Reino Unido pela ministra da Igualdade

Foi apresentada esta semana uma inovadora carta do desporto LGBT convida organismos nacionais a empenharem-se no combate à homofobia.

O anúncio foi feito pela ministra das Igualdade, Lynne Featherstone, quando assistia a um jogo da liga de rugby Sheffield Eagles em que os jogadores usaram equipamento contra a homofobia. No equipamento estava visível o slogan "Homofobia, pláca-a!" numa referência à ação de placar no rubgy situação em que alguém é parado pelo adversário.



A Ministra Lynne Featherstone disse que estava otimista sobre a nova Carta, que visa tornar o desporto mais seguro e acolhedor para gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e transgéneros.

Ela comentou: "A homofobia e a transfobia não têm lugar no desporto e estou muito contente que tantos organismos desportivos estejam a apoiar a nossa campanha para erradicá-la em todos os níveis, a partir dos clubes locais até aos estádios olímpicos."

Centenas participaram no jogo que foi patrocinado pelo LGBT History Month e Pride Sports, juntamente com o diversos sindicatos de professores de todos os níveis de ensino e a intersindical Unison

in Portugalgay

quinta-feira, 17 de março de 2011

Candidatos à União Europeia têm de cuidar que os direitos LGBT sejam respeitados

Direitos LGBT são uma das condições para adesão à UE
No passado dia 9 de Março o Parlamento Europeu adoptou duas resoluções relativamente ao caminho que a Turquia e o Montenegro têm de percorrer para completarem a sua adesão à União Europeia.  Os eurodeputados apelaram à Turquia que “se assegure de que igualdade, independentemente do sexo […] ou da orientação sexual seja garantida por lei e que esta seja aplicada de modo eficaz.” Inicialmente, a resolução apenas mencionava o encerramento ilegal de organizações LGBT e a classificação da homossexualidade como uma “doença psicossexual” (sic). No entanto, esta versão do texto foi corrigida e passou a incluir o assassínio sistemático de pessoas transgéneros, assim como a condenar a retirada de género e orientação sexual de um projecto lei anti-discriminação.
Michael Cashman, vice-presidente do grupo parlamentar LGBT Intergroup declarou: “Louvo o progresso da Turquia, um estado moderno e secular, mas apelo ao governo turco que volte a inserir a identidade do género e orientação sexual no projecto lei anti-discriminação. Ao tomar estas medidas, este país demonstra que está determinado a completar o processo de adesão.”
Quanto ao Montenegro, os eurodeputados aplaudiram a lei adoptada recentemente que proíbe a discriminação no emprego e no acesso a serviços públicos, mas lamentaram que a “discriminação em relação à orientação sexual e identidade do género ainda persista, mesmo da parte das autoridades”.
Ulrike Lunacek, também vice-presidente do grupo LGBT Intergroup disse que “este é um grande passo para o Montenegro. A Constituição montenegrina proíbe a discriminação directa ou indirecta em todas as áreas, mas ainda não está ao nível europeu, pois ainda permite a discriminação em alguns casos, por exemplo, as pessoas com deficiências, pessoas de ascendência cigana ou ashkali”.
O Intergroup continuará a monitorizar os processos de adesão à UE da Turquia, do Montenegro e de outros sete países.
por Lúcia Vieira in dezanove

Líder de extrema-direita vai a tribunal por ódio, racismo e homofobia

Líder da extrema-direita sérvio apela a linchamento popular de LGBTs enfrenta julgamento

O líder da "Obraz", Mladen Obradovic, é acusado de promover a violência contra LGBTs antes da realização da Parada do Orgulho LGBT de 2010.

O líder da organização de extrema-direita Obraz sentou-se no bancos dos réus devido a um apelo que fez ao linchamento de gays e lésbicas na véspera da Parada do Orgulho do ano passado.

Também é acusado pelo Ministério Público dos mesmos crimes em 2009 mas o julgamento respectivo ainda não começou.



Majda Puača, organizadora da Marcha do Orgulho LGBT de 2009 foi forçada a deixar a Sérvia para fugir das "agressões físicas, e ameaças" de que foi alvo diariamente apenas pelo facto de ser "lésbica e defensora pública dos direitos LGBT". Ela aponta a Obraz e a organização 1389 como origem das agressões.

Obradovic é acusado de promover o ódio racial, religioso e nacionalismo e intolerância. A acusação é baseada em declarações que fez nos meios de comunicação social assim como panfletos distribuídos onde se pode ler: "Esperamos por vocês", "Belgrado vai derramar sangue na parada gay" e mensagens similares.

O processo tem sido passado de instância em instância sem tomada de decisão, e está agora no Supremo Tribunal em Belgrado.

Durante o julgamento relativo à parada de 2010, Obradovic alegou que não estava a fazer um apelo ao linchamento mas sim uma prece. As acusações de que é alvo podem ter uma pena de até 12 anos.

A organização Obraz atacou a Parada do Orgulho LGBT de Belgrado em 2001 com agressões físicas aos participantes. Desde então além de agressões contra LGBTs também é apresentada como responsável por diversos actos violentos com base religiosa e racista. 

In Portugalgay

Futebolista saíu do armário

Primeiro jogador futebol sueco de topo a afirmar-se homossexual

Um jovem de 20 anos de idade, com um pai famoso, é o primeiro jogador de futebol de alto nível sueco a anunciar que é homossexual.


Anton Hysén, que joga no Utsiktens BK, fez o anúncio numa entrevista à revista de futebol Offside.

Hysén revelou questiona "onde é que andam os outros todos?", numa referência ao facto de não haver nenhum outro jogador sueco fora do armário. "Eu sou jogador de futebol. E sou gay. Se eu sou um bom jogador de futebol, então acho que não importa se eu gosto de mulheres ou de homens."



Até agora, nenhum jogador de topo de futebol tinha dado este passo, apesar das grandes estrelas de outros desportos já o terem feito.

Gareth Thomas, um dos jogadores favoritos de rugby do País de Gales e o jogador de críquete de Inglaterra, Steve Davies, estão entre os que declararam publicamente que são gays.

Hysen admitiu que seu anúncio pode afetar sua carreira, mas acrescentou: "As pessoas podem me chamar os nomes que quiserem, isso só me faz ser ainda mais dedicado."

Anton Hysén é filho de Glenn Hysén, estrela do futebol do Liverpool de 1989 até 1992.

In Portugalgay


«Eu sei que tudo será diferente depois desta entrevista. Há quem não consiga conviver com homossexuais, assim como existem xenófobos que não conseguem aceitar estrangeiros. Talvez um clube se interesse por mim e o treinador mude de ideias depois que saber que sou gay. Mas não me importo. Agora todos sabem e acho que será incrível. Podem chamar-me o que quiserem, isso apenas me dará mais motivação», defendeu.
In tvi 24


No futebol feminino sueco histórias de coming out não são novidade. Entre as jogadoras que assumiram sua homossexualidade está Victoria Svensson, ex-capitã da selecção de futebol feminino, que tornou pública a sua orientação sexual em 2008.
In dezanove

quarta-feira, 16 de março de 2011

Tornar audível o anúncio de Jesus Cristo: a Cultura é o novo templo e terra de missão

Cristianismo é «decisão» e diálogo cultural uma «imensa prioridade»
O cristianismo corre o risco de se reduzir «a uma dimensão ornamental» e «puramente sociológica», considera o padre José Tolentino Mendonça, acrescentando que o seguimento de Cristo «tem de ser fermento e vida, uma decisão e um caminho».

Em entrevista à Ecclesia, o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura defende que o diálogo cultural é uma «imensa prioridade para a Igreja», que precisa de “tornar Jesus pertinente” para a sociedade atual.
«Há o perigo de termos uma coisa extraordinária, uma boa-nova para anunciar, mas ninguém nos querer ouvir. E nós próprios perdermos a capacidade de tornar o anúncio, audível», afirma.

«A cultura – prossegue – é o novo templo, é o novo espaço da missão, é o novo lugar do anúncio» por ser «tudo aquilo que torna a vida humana decisiva» e por constituir «o horizonte de felicidade que cada tempo procura».
À abundância de culturas e à pluralidade de leituras sobre Cristo, acrescenta-se a particularidade de cada pessoa, que vive «uma história única no seguimento de Jesus», motivo pelo qual a teologia tem vindo a valorizar a «biografia crente», ou seja, «a história de vida, o capital de experiência cristã» que cada fiel constrói e transporta.

Entre os itinerários de fé a que a Igreja é chamada a dar atenção encontram-se os dos «não praticantes», que devem ser olhados «não como um peso mas como um desafio»: «Os cristãos desativados não deixam de ser cristãos”, sublinha.

Depois de frisar que “o discipulado é a base de toda a procura cristã”, o biblista realça que o crescimento espiritual cristão implica “luta”, “resistência” e “desprendimento”, cuja exigência deve ser entendida dentro de uma perspetiva de “ternura” e “esperança”.

A Igreja à procura de Jesus
Para Tolentino Mendonça, a Igreja católica oferece uma imagem de Jesus que não é «imposta» mas «tateada», e «só a mística, a oração e o ambiente litúrgico da fé» são «capazes de a tocar».

O sacerdote madeirense salienta a variedade de representações cristãs existentes dentro desta procura: «A força e a autenticidade do cristianismo passam muito por uma diversidade de abordagens e perspetivas que se complementam».

«Há linhas permanentes na diversidade do modo como o cristianismo é vivido», o que, «antes de tudo», se deve traduzir em «colocar Jesus no centro», assinala o professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, para quem é possível «falar de uma espiritualidade cristã, sabendo que ela é plural».

O responsável pelo diálogo da Igreja católica portuguesa com a cultura lembra que Jesus viveu no Oriente e que «o cristianismo é sempre uma realidade aberta», mesmo tendo em conta o «impacto» mundial da teologia concebida na Europa. O pensamento tradicional do Velho Continente «é muito positivista», «racional» e «limitado», pelo que é preciso aprender «outras modalidades de abordagem do mistério cristão», por exemplo através da observação da «vitalidade de algumas Igrejas na Ásia» e da leitura de «teólogos do continente africano e americano».

Tolentino Mendonça constata o «regresso à beleza e à estética para falar de Deus» e recorda as liturgias de África, em que as missas não estão limitadas a uma hora de duração e onde os ritos incluem o «gesto» e a «corporeidade», não se limitando a uma «celebração mental».

Rui Martins
In Agência Ecclesia / SNPC

sábado, 5 de março de 2011

A moral de Berlusconi

Berluscony contra os gays

No meio de mais um escândalo sexual, desta vez com queixa-crime por abuso de menores, o Primeiro Ministro de Itália encontrou um novo alvo: os casais gays.

Durante um discurso num congresso de reformistas cristãos Silvio Berlusconi afirmou que "enquanto governarmos este país, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo nunca serão equiparados às famílias tradicionais". E para que percebessem que é uma pessoa que defende a família tradicional o milionário dos média aproveitou e esclareceu que "enquanto formos nós a mandar, nunca haverá possibilidade de adopção quer por gays solteiros quer por casais de gays".

As declarações foram feitas poucos dias depois de uma marcha com um milhão de mulheres que vieram pedir a demissão do Primeiro Ministro de 74 anos de idade conhecido pelos seus casos não só com jovens raparigas, mas agora acusado de ter pago para ter sexo com uma emigrante menor.

A primeira defesa de Berlusconi foi referir que "é melhor ser apanhado com miúdas lindas do que ser gay".
In portugalgay

Quanto vale a dignidade?

Igreja Católica na Alemanha sugere 5.000 euros de indemnização a vítimas de abuso sexual


A Igreja Católica alemã anunciou que pretende atribuir indemnizações de até 5.000 € a vítimas de abuso sexual, um valor classificado de "vergonhoso" e "mesquinho", pela associação de vítimas.


A Igreja oferece "compensação financeira de até 5.000 euros por vítima", disse em comunicado a Conferência Episcopal alemã. As vítimas podem pedir por escrito a sua compensação já a partir de 10 de Março. Segundo a Igreja as dioceses e ordens religiosas envolvidas nos casos de violência sexual já pagaram custos elevados de terapia para as vítimas, mas não põe de parte a possibilidade de indemnizações superiores em "casos particularmente graves".

Um fundo de 500.000 euros foi disponibilizado para financiar ações de prevenção de futuros abusos quer dentro de instituições religiosas como fora das mesmas.

As associação "Eckiger Tisch" pediu 80.000 euros por vítima e classificou a proposta da Igreja Católica de "vergonha" e "mesquinha". Mesmo representantes do partido de Angela Merkel vieram a público defender valores no mínimo de 25.000 euros.

A Alemanha descobriu nos últimos anos diversos escândalos sexuais em escolas católicas do país incluindo colégios de referência da elite nacional. Um número reduzido de casos também foram indicados posteriormente em instituições não católicas.

In Portugalgay

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Escolas francesas não são um mar de rosas

Estudantes franceses pouco gay-friendly


Um estudo realizado na zona urbana de Paris e arredores chegou à conclusão que os estudantes inquiridos são bem menos gay-friendly do que alguns pensavam.


O inquérito foi realizado na Primavera de 2010 pelo SOS Homofobia e Caélif (Colectivo de associações LGBT dos alunos da Ille-de-France)

Para 82% a homossexualidade é "uma forma de amor como outra qualquer", os outros quase 20% acham que é "uma orientação desviante", "uma moda" e situações similares. Também 19% revelaram ficarem "chocados" ou "revoltados" por um casal do mesmo sexo estar de mãos dadas ou beijar-se em público.

A pesquisa foi realizada entre 7 de Abril a 5 de Maio de 2010, e incidiu sobre 4.638 entrevistados num questionário online.

In Portugalgay

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

"Next step" no Reino Unido: Da União Civil ao Casamento entre pessoas do mesmo sexo

No Reino Unido o governo avança na igualdade do casamento

O Governo do Reino Unido está a estudar a possibilidade de permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo e não apenas as uniões civis registadas. A uniões entre pessoas do mesmo sexo passarão a poder incluir elementos religiosos.


A notícia é avançada pelo Sunday Telegraph. Segundo o jornal será assim possível ter elementos religiosos numa celebração da união entre duas pessoas do mesmo sexo, algo que até agora estava estritamente vedado em termos legais.

Outra alteração mais profunda é acabar com a distinção entre o casamento para heterossexuais e a união civil registada pala homossexuais. O casamento passará, aos olhos da lei, a ser aplicável em ambos os casos.

O porta-voz do Home Office afirmou que "o governo está a estudar qual o próximo passo para as uniões civis registadas, incluindo o modo como algumas organizações religiosas podem registrar o relacionamento de casais do mesmo sexo num contexto religioso, se desejarem fazê-lo". Segundo o porta-voz foram ouvidas diversas organizações sobre esta questão e o anúncio será feito mais tarde.
A Igreja da Inglaterra, já tinha vindo a público informar que não permitirá que qualquer um de seus edifícios seja usado para cerimónias de união civil registada entre pessoas do mesmo sexo. No entanto há outros grupos religiosos que vêm com bons olhos a abertura a este tipo de cerimónias num contexto religioso tais como os quakers, unitaristas, e os judeus liberais.

As uniões civis registadas (Civil Partnerships) foram introduzidas no Reino Unido em dezembro de 2005. Dão aos casais homossexuais praticamente todos os direitos dos casais heterossexuais excepto na forma de celebrar a cerimónia e no reconhecimento fora de fronteiras.

Segundo as regras actuais, as cerimónias devem ser laicas e não podem conter elementos religiosos, como o canto de hinos e leituras da Bíblia. Em Maio de 2010 já tinham sido formalizadas mais de 26 mil parcerias civis.

Portugal tem o casamento entre pessoas do mesmo sexo desde Junho de 2010. Actualmente as uniões civis registadas realizadas no Reino Unido não são reconhecidas como casamento civil em Portugal.
 
In Portugalgay

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Abertura do Ano Europeu do Voluntariado

A cerimónia oficial de Abertura do ANO EUROPEU DO VOLUNTARIADO 2011 decorre no próximo dia 3 de Fevereiro, pelas 18h30 no Fórum Picoas, em Lisboa.


De 3 a 9 de Fevereiro podes acompanhar os diferentes projectos de voluntariado que serão apresentados no Fórum Picoas.

O site Ano Europeu do Voluntariado 2011 vai ser de consulta obrigatória ao longo deste ano. Participa e divulga-o.

Mais informações sobre o Ano Europeu do voluntariado em Europa AEV.

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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