Um belíssimo projecto feito numa favela em São Paulo, Brasil, onde a arte serve toda uma comunidade
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A diversidade na Igreja
"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.
A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.
A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.
Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?
A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.
A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.
Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?
Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja
Porquê este blogue?
Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!
Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.
Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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Documentos em destaque no blogue
- Eles são católicos, homossexuais e praticam: testemunhos na Pública
- Viver como cristãos a condição homossexual
- Carta sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais
- O Caminho das pedras: artigo do Expresso sobre hom...
- Deus bem-me-quer
- "Eu posso crer no amanhã" Discurso em Ética da Reciprocidade: Líderes Religiosos LGBTI em diálogo na ONU | "We can face tomorrow" Speech on Ethics of Reciprocity: UN Dialogue of LGBTI Religious Leaders
- Carta ao Sínodo da Organização Mundial das Associações Homossexuais Católicas
- Rumos da discussão eclesial sobre a questão gay, p...
- Considerações sobre os projectos de Reconhecimento Legal das Uniões entre pessoas homossexuais: um documento de 2003 (Congregação para a Doutrina da Fé, Vaticano)
- Entrevista Exclusiva do Papa Francisco às revistas dos Jesuítas por P. Antonio Spadaro S.J.
- Um estudo da realidade da Homossexualidade em Portugal
- Glossário LGBTI de A a Z
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quarta-feira, 28 de março de 2018
segunda-feira, 26 de março de 2018
Pina Bausch: a imperfeição do amor
PINA BAUSCH (1940-2009): o método e o amor
Viktor. 1986
Em 1982, algum tempo antes de Dezembro, no estúdio de Wuppertal onde concebia as suas obras, é certo que Pina Bausch se sentou com os seus colaboradores e bailarinos e lhes perguntou: digam ou façam ”qualquer coisa sobre o primeiro amor”; “como imaginavam o amor quando eram crianças?”; “duas frases sobre o amor”; “como imaginam o amor?”; “se alguém vos quer obrigar a fazer amor, como reagem?”; destas questões saíram os gestos, movimentos, cenas, situações, narrativas ou micronarrativas de Nelken, como de muitas outras questões nasceram muitas outras obras.
Trata-se, ou tratava-se, como se sabe, do método de trabalho criativo coreográfico de Pina Bausch. Para cada obra, tinha a autora um sortido de palavras, palavras soltas, que depois se combinavam em expressões, questões, frases – por exemplo, se se partia da palavra “ternura”, podia-se ir parar à necessidade de “seres terno contigo mesmo”, e daí para uma sucessão de ocorrências que geravam uma obra de teatro ou de dança ou de teatro-dança.
Todas as obras de Pina Bausch assim começavam: na relação entre questões e improvisação, das questões e a partir das questões, era necessário fazer dezenas, centenas, milhares (como a autora referia) de perguntas aos bailarinos, era, consequentemente, necessário em absoluto ficar suspenso naquele impressivo fio da navalha e naquela angústia de estar “dependente” dos outros para fazer nascer a obra própria, os movimentos despegados da coesão clássica do próprio movimento (e da sua narratividade), chegar à história para aportar ao fragmento. Ora, a angústia resultava do facto de, “por vezes, não sair nada”. Inevitavelmente.
Nunca é pois demais sublinhar que em Bausch a palavra antecedia o movimento, a conversa, o diálogo, aquela estranha comunhão autoral colectiva (sim, porque não?), antecedia a decisão autoral individual que aproximava, quando aproximava, a obra daquilo que ainda, apesar de tudo se chamava “Dança” (e note-se que todos os seus bailarinos tinham – têm – rigorosa formação clássica). Este método é interessantíssimo no actual contexto da produção e da valorização, digamos, capitalista, pois daqui não só poderia sair “nada” (uma “improdução” absoluta e estética), como, a sair, saía muito lentamente, Bausch falava sempre do tempo largo que necessitava para criar (juntamente com os “seus”). Temos, portanto, primeiro o nada, depois o fragmento, depois a pergunta, a resposta, a frase e a arte de uma cerzideira de restos ou “totalidades” que embatiam noutras “totalidades” sem formar UMA “totalidade”.
É extremamente interessante também ler relatos de alguns bailarinos(as) de formação clássica que precisavam de trabalhar o corpo em exercícios regulares técnicos e, em vez disso, tinham de se sujeitar a estes jogos de perguntas/respostas ou, acima de tudo, creio-o bem, sessões de contenção corporal, de, como diria Alain Badiou noutro contexto, gestos de “negação da obediência imediata a impulsos”. A dança era uma espécie de negação de si mesma, isto se entendêssemos a dança como a arte de “obedecer ao impulso”, que aqui era banida, pois tratava-se antes de “guardar”, “esperar”, habitar o tempo sem limite de tempo (se fosse caso disso).
Maurice Nadeau, em 1958, falava do surrealismo como de um cruzamento entre o maravilhoso, o inconsciente, o sonho e a loucura, e os estados alucinatórios. Será este o contexto da obra de Pina Bausch? Muitos ligam-na ao surrealismo, outros ao dadaísmo, outros a ambos (o Routledge Companion to Theatre and Performance), recordando não apenas o contexto da dança expressionista, mas também autores como Alfred Jarry ou Artaud.
Quanto a mim, recordo-me de me ter “zangado” com este universo ao ver, pela primeira vez (depois de ter visto várias peças), a obra Viktor, realizada a partir de uma estadia em Roma (que inauguraria uma série de obras que resultavam das famosas relações entre a companhia de Bausch e cidades em particular, por onde passaria também Lisboa, na obra Mazurca Fogo). Porque vi ali um registo de pessimismo e de incomunicabilidade que se me afigurava demasiado insistente. Mas, pouco depois, li correctamente tudo ao contrário, e, em Café Müller, de 1978, tornara-se claro que um dos temas da autora era o amor. Neste lúgubre café há um inesquecível “encontro” entre o bailarino eleito de Bausch, Dominique Mercy, e uma mulher: ela sobe para o colo de Mercy, abraça-o, ele aparentemente nada faz (apesar de ser “ensinado” por um terceiro) e ela cai ao chão – tudo se repete infinitas vezes. Pode não parecer, mas Mercy é o paradigma ou símbolo do amor, nesta situação aflitiva. Porque o amor não é um contrato fechado, completo e pelo menos desde S. Paulo sabemos que só o ser incompleto pode amar. Mercy, assim, nunca se “completa” com a mulher que se lança infindas vezes aos seus braços – por isso, o infinito pode repetir-se até ao infinito. É este o retrato da infinitude e da imperfeição do amor.
sábado, 24 de março de 2018
Via Sacra e Paixão Queer: um atlas de imagens
Na história da arte, muitas das imagens construídas para dar vida a santos são de grande erotismo. O desejo de Deus é muitas vezes representado de uma forma semelhante ao desejo sexual. A via Sacra não escapa a esta aproximação entre dor, sofrimento e morte ao prazer da entrega total. Muitos artistas retrataram a vulnerabilidade de Jesus com grande elanguescência. Aqui segue uma série de imagens de artistas LGBT, que abordam temas da Paixão de Cristo, de um ponto de vista Queer
sexta-feira, 23 de março de 2018
Bento XVI, o papa que se despojou
Escultura: Busto de Bento XVI causa sensação e motiva críticas e aplausos
Falando aos artistas no Vaticano, no final de novembro de 2009, o papa emérito Bento XVI sublinhou que a beleza não deveria ser algo ilusório ou enganoso, mas algo que dá «asas», e por vezes até «perturba» e conduz ao sofrimento.
Citando o filósofo grego Platão, ele afirmou que o principal efeito da beleza, visto pela arte, devia ser o de dar ao ser humano um « sobressalto saudável que o faz sair de si mesmo, o arranca à resignação, ao conformar-se com o quotidiano».
Jacopo Cardillo, escultor italiano de fama internacional, cujo nome artístico é Jago, levou definitivamente essa definição para um nível totalmente novo quando recentemente decidiu "despir" Bento XVI e retratá-lo com o torso sem roupa, em vez de se vestir com os habituais paramentos papais.
Desde então, a escultura tecnicamente notável tem sido objeto tanto de crítica quanto de louvor, com algumas pessoas a considerar que profana a imagem do anterior pontífice, enquanto outras a julgam como um retrato sincero. Para Jago, a obra de arte nunca quis ser derisória, mas sim uma celebração de Bento XVI, que considera modelo do que todo o papa deveria ser.
«Considero este homem como o maior teólogo vivo», afirmou ele à página Crux, numa entrevista por telefone.
A escultura controversa de Jago e algumas das suas obras de arte são exibidas numa exposição, em Roma, chamada “Habemus hominem”, título que evoca a proclamação “Habemus papam”, proferida na eleição de um papa.
O busto nu de Bento XVI está sentado numa sala sem adornos, uma luz branca brilha sobre ele marcando fortemente as rugas profundas do seu rosto e peito, enquanto segura firmemente as mãos com um olhar de serena resignação.
«Talvez seja a primeira vez que o vemos como ele realmente é, representado na sua humanidade e sem as roupas que usa sempre», disse um estudante do ensino secundário que visitou a exposição, juntamente com a sua turma, como parte de uma lição sobre história da arte.
A história deste busto começa em 2009, quando Jago foi comissionado para criar uma imagem semelhante ao papa. A peça acabada, que estava coberta com os paramentos pontifícios, obteve um sucesso discreto, obtendo vários prémios e críticas positivas.
«O próprio papa escreveu a comunicar que queria conceder-me a medalha pontifícia pela escultura», explicou Jago. O cardeal italiano Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, concedeu-lhe a medalha em 2012.
«Esse trabalho tornou-se, de certa forma, uma relíquia, algo que é querido, mas para mim esse apego tornou-se insuportável, no sentido de que o trabalho não me representava tanto quanto a sua realização», acrescentou.
«Quando se está realmente ligado emocionalmente a esse objeto, intervir novamente e destruí-lo significa destruir esse anexo. E assim foi», prosseguiu.
A 11 de fevereiro de 2013, Bento XVI anunciou que renunciaria, surpreendendo a comunidade católica e o mundo. Naquele dia, Jago estava a encerrar a sua primeira exposição individual promovida pelo famoso, embora algo controverso, historiador de arte italiano Vittorio Sgarbi, quando o seu pai lhe contou a notícia.
O pai usou o termo «desnudado» ou «despojado» para descrever o que tinha acontecido, dando a Jago o último empurrão para revisitar a sua obra-prima. Ele pegou nas suas ferramentas e esculpiu a partir das pesadas roupas, a pele nua e frágil do papa emérito.
«Nesse dia decidi intervir e modificá-la, mas não de forma derisória», explicou Jago, que optou por manter todos os fragmentos do original. «Ainda mantenho hoje o peso dessas roupas, desse hábito. Tenho todos os detritos e poeiras que foram produzidas, não foram para o desperdício», referiu.
O artista escolheu deixar apenas dois elementos, a “papalina”, o solidéu branco usado pelos papas, e o anel do pescador, ou anel de São Pedro, único para cada pontificado.
«Fiz isso porque um papa não retrocede, não pode dizer “não posso mais ser papa, voltarei a ser cardeal". Não, o papa é o papa porque a jornada que começou não pode ser cancelada», declarou Jago.
O trabalho foi concluído em 2016, mas o interesse do artista em Bento XVI remonta a muito antes desta peça. Jago é um católico, nascido na cidade de Frosinone, traz sempre consigo uma cruz ao pescoço, e o pai partilha o dia de aniversário com o de Joseph Ratzinger.
«Lembro-me de que quando ele foi entrevistado, mesmo enquanto cardeal, não falou de religião, mas de espiritualidade, foi abrangente de maneira tão simples e falou para todos.» «Isso é o que um papa deve fazer, comunicar com todos», frisou o escultor.
Aos olhos do artista, a renúncia de Bento XVI «tornou-o ainda mais humano» e empático, algo que ele desejava refletir no seu trabalho, que espera vir a servir como testamento desse momento histórico.
Ele descreve a escultura como «uma celebração do corpo», algo que todos os seres humanos têm.
Um aspeto surpreendente da escultura em mármore são os olhos do papa, que parecem seguir o espetador de todos os pontos de vista. Inicialmente a estátua não tinha olhos, uma evocação do escultor italiano Adolfo Wildt, que, como nas estátuas de bronze clássicas, optou por não colocar os olhos nas suas obras.
Só depois de Bento XVI ter renunciado, Jago decidiu dar vista à estátua. Pintou no interior de semi-esferas invertidas, resultando na ilusão inesperada de que o olhar de Bento XVI segue os espectadores ao redor da sala.
Jago referenciou um jovem seu conhecido que sofre esclerose múltipla, doença degenerativa que afeta progressivamente o movimento, observando que as últimas partes do corpo que ainda se podem mover são os olhos.
«Esse é o elemento final e mais importante que permite reconhecer que uma pessoa está viva. Que ela está lá», salientou.
Do mesmo modo, acentua o escultor, os olhos mostram que Bento XVI «está lá naquele momento. Está lá, está presente. É uma estátua viva».
Com 240 mil seguidores no Facebook, Jago é considerado um “artista social", que frequentemente publica fotos e vídeos na sua página. Um desses filmes é a história da criação e "descascamento" do busto de Bento, que foi visto mais de 15 milhões de vezes.
Para o artista, o pontífice tem um papel importante na promoção da beleza, e atualmente «é o momento certo para trazer de volta algo do que estamos a perder».
«Olhando para Roma, vivemos num momento de conservação total [da arte]. Mas o que é que estamos a acrescentar?», questiona. «Antes os papas, apesar das críticas ao seu nepotismo etc., eram pessoas preocupadas com a criação de beleza. Essas coisas de que hoje estamos orgulhosos.»
Jago anseia que os papas voltem a esse papel crucial, embora reconheça a importância de manterem uma imagem de humildade. Quando lhe perguntamos se faria um retrato do papa Francisco, responde: «Por que não? Claro».
Mas o artista também disse que iria impor três condições fundamentais: que seja encomendado pelo Vaticano, que seja sinceramente desejado e, acima de tudo, que possa ser autorizado a fazer o que quiser.
Os papas têm a experiência de longa data de lidar com artistas caprichosos, de Miguel Ângelo a Caravaggio, mas a história também sugere que, muitas vezes, a recompensa pelas dores de cabeça que colocam vale bem a pena.
Claire Giangravè In Crux
Tradução de SNPC
Imagem: D.R.
Papa fala aos artistas
Discurso aos membros do movimento “Diaconia da Beleza”
Papa FranciscoVaticano, 24 de fevereiro de 2018
Caros amigos,
acolho-vos por ocasião do simpósio que organizastes em Roma por ocasião da festa do Beato Fra Angélico [padroeiro dos artistas, 18 de fevereiro]. Agradeço ao arcebispo Roberto Le Gall pelas palavras que me dirigiu em vosso nome. Através de vós desejo exprimir a minha cordial saudação a todos os artistas que procuram fazer resplandecer a beleza, com os seus talentos e a sua paixão, como também às pessoas em condição de fragilidade que se restabelecem graças à experiência da beleza na arte.»
O papa João Paulo II escreve na “Carta aos artistas”: “ O artista vive numa relação peculiar com a beleza. Pode-se dizer, com profunda verdade, que a beleza é a vocação a que o Criador o chamou com o dom do ‘talento artístico’. E também este é, certamente, um talento que, na linha da parábola evangélica dos talentos (cf. Mt 25,14-30), se deve pôr a render”.
Esta convicção de S. João Paulo II ilumina a visão e a dinâmica próprias da “Diaconia da Beleza”, que firmou raízes precisamente aqui, em Roma, ao tempo do sínodo sobre a nova evangelização, em outubro de 2012. Juntamente convosco dou graças ao Senhor pelo caminho realizado e pela variedade dos vossos talentos, que Ele vos chama a desenvolver ao serviço do próximo e de toda a humanidade.
Os dons que recebestes são para cada um de vós uma responsabilidade e uma missão. Com efeito, é-vos pedido que trabalheis sem vos deixardes dominar pela procura de uma vã glória ou de uma fácil popularidade, e ainda menos pelo cálculo tantas vezes mesquinho do único lucro pessoal.
Num mundo em que a técnica é frequentemente entendida como o recurso principal para interpretar a existência, vós sois chamados, mediante os vossos talentos e chegando às fontes da espiritualidade cristã, a propor “uma forma alternativa de entender a qualidade de vida, encorajando um estilo de vida profético e contemplativo, capaz de gerar profunda alegria sem estar obcecado pelo consumo” (“Laudato si’”, 222), e a servir a criação e a tutela de “oásis de beleza” nas nossas cidades, demasiado cheias de cimento e sem alma. Vós sois chamados a fazer conhecer a gratuidade da beleza.
Convido-vos portanto a desenvolver os vossos talentos para contribuir para uma conversão ecológica que reconheça a eminente dignidade de cada pessoa, o seu valor peculiar, a sua criatividade e a sua capacidade de promover o bem comum. A vossa busca da beleza naquilo que criardes seja animada pelo desejo de servir a beleza da qualidade da vida das pessoas, da sua harmonia com o ambiente, do encontro e da ajuda recíproca.
Encorajo-vos por isso, nesta “Diaconia da Beleza”, a promover uma cultura do encontro, a construir pontes entre as pessoas, entre os povos, num mundo em que se erguem ainda tantos muros por medo dos outros. Tende no coração a missão de testemunhar, na expressão da vossa arte, que acreditar em Jesus Cristo e segui-lo “não é apenas uma coisa verdadeira e justa, mas também bela, capaz de preencher a vida de um novo esplendor e de uma alegria profunda, mesmo no meio das provações” (“Evangelli gaudium”, 167).
A Igreja conta convosco para tornar percetível a Beleza inefável do amor de Deus e para permitir a cada pessoa descobrir a beleza de ser amada por Deus, de ser cheia do seu amor, para viver dele e dar-lhe testemunho na atenção aos outros, em particular àqueles que estão excluídos, feridos, refutados nas nossas sociedades.
Ao mesmo tempo que vos confio ao Senhor, por intercessão do Beato Fra Angélico, concedo a bênção apostólica a vós e a todos os membros da Diaconia da Beleza. Obrigado!
In SNPC
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
segunda-feira, 12 de março de 2018
O contágio do impulso criativo
Rothko e a arte comunicável
"Em “Écrits sur l’art, 1934-1969” (2007), Mark Rothko escreve que a satisfação do impulso criador é uma necessidade biológica de base, essencial para o homem. O homem absorve e naturalmente exprime. Os sentidos do homem colecionam e acumulam emoções, o pensamento transforma e ordena, e por intermediário da arte essas emoções são emitidas de modo a fazer parte de um novo fluxo da vida – e, por sua vez, irão estimular a ação de outros homens. E a arte não é somente expressiva, ela é igualmente comunicável, e esta comunicabilidade determina a sua função social.
Rothko defende uma visão inata e natural no ato de pintar: uma linguagem tão natural como a da palavra ou do canto. Ao aplicar a palavra para contar histórias, narrar eventos,o homem não o faz depender do conhecimento da gramática, da sintaxe ou das regras da retórica – fá-lo naturalmente, simplesmente fala. Da mesma maneira, o homem canta melodias e improvisa refrães muitas vezes sem conhecer nem a colocação correta da voz nem a harmonia. Por isso afirma que a pintura também deve ser uma linguagem tão natural como o canto e a palavra. É um processo que existe para registar uma experiência, visual ou imaginária, enriquecida com sentimentos e reações humanas.
Rothko relembra que já as crianças assim o fazem: «Vede estas crianças trabalhar e vereis como elas juntam formas, figuras e vistas em disposições pictóricas, empregando por necessidade a maior parte das leis da perspetiva ótica e da geometria, mas sem o saber. Eles agem assim da mesma maneira como falam, sem ter consciência de utilizar as regras gramaticais».Para Rothko, as crianças, por necessidade interior de um enunciado que deve imediatamente ser realizado, produzem as representações mais instintivas por meio de símbolos muito expressivos e primitivos.
Rothko explica por isso, que no decorrer do seu trabalho desenvolve-se uma necessidade de evocar mitos da Antiguidade, que por serem, a seu ver, símbolos intemporais, podem assim exprimir ideias psicológicas básicas: «São os símbolos dos medos e das motivações primitivas do homem, pouco importando o país ou a época».
Carl Gustav Jung inclui o conceito de mito no conceito de arquétipo. Segundo Jung, o arquétipo é uma imagem-padrão primordial, original, património comum a toda a humanidade e, portanto, universal. É uma forma onde todas as qualidades humanas podem tomar lugar. É um conjunto de ideias elementares, presentes no inconsciente. O arquétipo não depende de influências exteriores. Em toda a psique existem formas que inconscientemente são ativas – pré-formam e continuamente influenciam pensamentos, sentimentos e ações. O arquétipo é determinado segundo a forma e não o conteúdo - conteúdo é aqui entendido como experiência consciente. A forma corresponde ao instinto. O arquétipo é uma representação não herdada, é dada “a priori”. Carl Jung propôs o termo, arquétipo, para ser um sistema de prontidão para a acção e, ao mesmo tempo, para imagens e emoções. (...)."
Ana Ruepp, publicado em SNPC a 30 de dezembro de 2014
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Manuel Cargaleiro, uma vida pela arte
Não tenho medo da morte
Veja o VIDEO de Joana Bourgard e Maria João Costa
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Sobre o divórcio entre Igreja e Arte moderna e contemporânea
«A arte pode viver sem desconfiança» em relação «ao mundo do espírito»
O escultor Rui Chafes, recentemente distinguido com o Prémio Pessoa, está convicto de que arte e espírito não têm de ser antagónicos, ainda que a contemporaneidade tenha perdido uma das características da Idade Média, o «ir para Deus através da arte».
Em entrevista publicada este sábado no suplemento do semanário "Expresso", Chafes (n. Lisboa, 1966) diz que «tecnicamente» não se considera uma pessoa religiosa, embora pense que o seu trabalho «está muito próximo do sentido religioso das pessoas».
«Por vezes é como se não estivesse a trabalhar por vontade própria mas como alguém que obedece a uma voz que lhe diz "agora vais fazer isto"», voz que «é qualquer coisa imaterial, misteriosa, espiritual e absolutamente irracional», assinala.
Rui Chafes, que também se exprime artisticamente através do desenho, menciona também a «separação da arte da igreja, no mundo ocidental»: «Esse afastamento mútuo está relacionado com o modernismo. Com o facto de a Igreja desconfiar da arte moderna e a arte moderna desconfiar da Igreja».
«Alguma arte tentou consolar as pessoas que ficaram órfãs dessa vida espiritual. E esse consolo é muito curioso porque transforma a arte numa divindade, numa religião. Dá um sentido às coisas. Houve artistas que quiseram ser uma espécie de xamãs para uma humanidade sem religião. E isso é um motivo de esperança e ao mesmo tempo de ceticismo», declara.
A «atração» que sente pela Idade Média funda-se, entre «várias razões», na «proximidade entre as pessoas e a arte, através de uma coisa que elas não sabiam o que era, que era a fé, a espiritualidade».
«Uma catedral era uma imensa instalação que tinha pintura e escultura, era uma obra de arte total, um ir para Deus através da arte. Isso perdeu-se. Creio que hoje já aprendemos a respeitar a arte como uma linguagem possível e partilhável e não ter de ir vê-la ao jardim zoológico», afirma.
A mudança na forma como a arte é vista é feita de passos, como as obras que o próprio Rui Chafes tem em igrejas da Áustria e da Alemanha, ou «quando a catedral de Colónia encomenda um vitral a Gerhard Richter» ou quando uma «igreja em Zurique encomendou vitrais a Sigmar Polke».
Referindo-se à relação da arte com a Igreja, Rui Chafes sustenta que «há uma convergência», e dá como exemplo um projeto que tem em mãos: «Eu vou fazer uma instalação na igreja de São Cristóvão, em Lisboa. Num projeto do Paulo Pires do Vale, que vai dinamizar a igreja com peças de vários artistas».
«O padre [Edgar Clara], que é um homem novo, tem uma visão sem complexos do que pode ser a participação das pessoas na igreja. E isso mostra que a arte pode viver sem desconfiança e sem ressabiamento em relação ao mundo do espírito».
Chafes lembra que «cineastas como Tarkovski, por exemplo, tiveram mil razões para fugir da Rússia, mas o que se passava é que ele tinha uma necessidade imensa dessa espiritualidade e a Rússia dos anos 60 e 70 negava-lhe isso».
Questionado sobre se a sua religião é a arte, o escutor é perentório: «Sim, absolutamente. A minha religião é a arte, a música, a literatura, que é tudo a mesma coisa. E se não houver nem música, nem pintura, nem escultura, se não houver arte, caímos na barbárie, como o Estado Islâmico quer».
«Talvez por isso se pergunte se o Estado Islâmico tem alguma coisa a ver com religião e claro que não tem, tem a ver com terrorismo. Com crime. Com assassinos», acentua.
E será que a arte pode salvar? «É uma boa ideia», mas não é certo que possa acontecer: «Pelo menos a arte não pode salvar uma sociedade, não pode salvar uma política, não pode salvar um sistema social. Mas pode salvar a ética das pessoas, pode dar esperança e nesse sentido pode salvar o mundo».
A «única bandeira política» que considera «realmente válida é o anarquismo» - onde se sente acompanhado por «grandes companheiros, como Jesus Cristo e Friedrich Nietzsche» -, sistema político que seria «civilizado, não violento, feito de e para pessoas responsáveis e que não precisariam de polícias nem de soldados».
«Para mim não existe arte se não houver essa ambição de criar silêncio, de criar um momento onde o tempo é suspenso. E alguma arte contemporânea suspende o tempo», assinala Rui Chafes.
Com o valor de 60 mil euros, o Prémio Pessoa, atribuído pelo "Expresso" com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, reconhece a intervenção de uma personalidade portuguesa na vida cultural e científica de Portugal.
Para os autores da entrevista, Alexandra Cabrita e Celso Martins, a atribuição da distinção a Rui Chafes «valoriza a coerência de um programa e a teimosia de uma ética inabalável».
Rui Jorge Martins
Publicado pelo SNPC a 19 de dezembro de 2015
Etiquetas:
arte contemporanea,
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Auto-retratos de um fotógrafo homossexual
Um adolescente gay e o desporto
"Enquanto cresci, num subúrbio de Nova Jérsia, os rapazes da minha idade estavam constantemente preocupados com o desporto", disse o fotógrafo Ryan James Caruthers ao "Huffington Post". A brutalidade, o "bullying", a ansiedade e o erotismo são os principais ingredientes do projecto "Tryouts", que explora, através de auto-retratos, a relação do fotógrafo com o desporto enquanto adolescente homossexual.
"Eu senti-me sempre desligado das demonstrações tradicionais de masculinidade, os meus interesses estavam noutras áreas." A destreza e a força inerentes à prática de exercício físico não eram uma aptidão natural de Ryan. Ser atlético era tido como sinónimo de masculinidade e Ryan interpretou o seu desinteresse pelo Desporto como uma rejeição do seu próprio género. "O meu corpo nunca me pareceu convencional, sempre fui magro e frágil."
Ryan sentia-se diferente de todos os rapazes da sua escola e de todos os homens, em geral, e acreditava que o desporto e a pressão para a prática e demonstração de força teve influência na pessoa em que se tornou. "Estou seguro de que a minha história é semelhante a muitas outras. As interacções sociais que experimentamos enquanto adolescentes têm grande influência sobre quem nos tornamos", acrescentou. "Acredito que é nessa altura que a nossa identidade está no ponto mais frágil."
Ver em P3
Conhecer o trabalho de Ryan James Caruthers
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
A Igreja desconfia de quem pensa diferente
Uma entrevista a Dom Pio Alves no final do seu segundo mandato na Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, publicada no site do SNPC a 30 de Abril de 2017. Partilho-a pois revejo na análise de D. Pio Alves a realidade de uma igreja, e em particular muitos sacerdotes, que temem a cultura e a arte contemporânea e que a desejam "controlar" e "manipular" sem conhecimento de causa nem preparação para o fazer. Acredito que há muita falta de visão e de humildade por parte de muitos, o que dificulta e limita a criação de Obras de Arte Sacra contemporâneas que venham a tomar parte na grande História Universal da Arte.
Igreja tem de afastar «clichés de desconfiança» com quem pensa diferente, afirma bispo responsável pela Cultura
D. Pio Alves termina agora o segundo mandato de três anos à frente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, o que estatutariamente o impede de ser reeleito.
O novo responsável será provavelmente eleito esta quarta ou quinta-feira, último dia da assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, que decorre em Fátima, e que tem em agenda a eleição dos presidentes das várias Comissões Episcopais.
Em entrevista ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, o prelado, também bispo auxiliar do Porto, mostra-se surpreendido pela disponibilidade e cordialidade que tem encontrado em pessoas afastadas da Igreja mas que aceitam colaborar nas iniciativas promovidas por ela.
Nestes seis anos o que descobriu sobre a realidade da Pastoral da Cultura?O que descobri com mais clareza, ainda que não tenha sido uma novidade radical, foi todo o trajeto que vinha a ser feito de diálogo e encontro, formal e informal, com pessoas dos mais variados âmbitos da cultura. Um trajeto que continua a ser feito sem constrangimentos, sem pedras no sapato, mas ao mesmo tempo aberto à conversa e com resposta muito positiva aos pedidos de colaborações em diferentes iniciativas por parte de pessoas de quem se poderia pensar, à partida, que não estariam disponíveis nem interessadas num trabalho de proximidade com instituições da Igreja católica.
Essa aproximação deve-se à atenuação de alguma tensão que houve entre a Igreja e o mundo da cultura?A atenuação que se vai construindo resulta da disponibilidade dos interlocutores, mas principalmente do à-vontade com que a Igreja se encontra com pessoas que supostamente não estariam interessadas em dialogar connosco.
Uma coisa que sempre me impressiona no contacto com pessoas procedentes dos diversos âmbitos da cultura, tal como em intervenções de carácter pastoral no meu ministério na diocese do Porto, é que nós, com alguma frequência, temos uma imagem negativa, ou pelo menos de um certo temor, relativamente a pessoas que por vezes efabulamos que não querem ou não gostam, e tenho sido sempre muito gratamente surpreendido pela sua disponibilidade, amabilidade e recetividade. É evidente que tudo isto pressupõe, da nossa parte, respeito, saber estar e, ao mesmo tempo, sabermos apresentarmo-nos com clareza, sem nos escondermos.
Inclusive com não crentes?Tenho essa experiência com pessoas não crentes concretamente no âmbito do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, e o mesmo acontece, por iniciativa e mérito dos diretores dos respetivos Secretariados, nos Bens Culturais e nas Comunicações Sociais, pela via de pedidos de colaboração, pela via de portas que se abrem, em que encontrei habitualmente uma resposta de muita disponibilidade e, sempre, de respeito e agradecimento por parte das pessoas, sendo como são, respeitando nós a sua legitima maneira de ser e diferença, e, repito, não nos escondendo nós atrás de falsas especificidades.
Que fatores mais positivos identifica nestes dois mandatos?Saliento as iniciativas que vinham da presidência anterior da Comissão [D. Manuel Clemente], e que se prolongaram, no primeiro mandato que me foi confiado, com a direção do Secretariado por parte do P. Tolentino e depois com o Prof. José Carlos Seabra Pereira, e que se mantiveram em sentido crescente, sempre com a preocupação de não pôr ninguém de lado.
Sublinho também, como factor de identidade para o Secretariado, para a Comissão e para a Igreja em Portugal, o "site" da Pastoral da Cultura, que, devo dizê-lo publicamente, é muito da responsabilidade do Rui Martins. É um lugar de enorme visibilidade, um lugar a que acorrem pessoas das mais variadas sensibilidades, as quais sabem, assumidamente, que estão a consultar uma informação que resulta de uma instituição que formalmente depende e é da Igreja católica. Penso que o "site" é uma porta aberta e um sinal clarividente daquilo que é a nossa relação construtiva com o mundo da cultura, especificamente, e com a sociedade em geral, uma vez que o "site" é consultado por pessoas das mais diversas proveniências.
O que é que esperava que poderia ter sido feito na Pastoral da Cultura mas não foi conseguido?Não podemos multiplicar as iniciativas, até porque os recursos humanos e materiais, sempre necessários, têm as limitações que resultam das disponibilidades de todos. Penso que não se trata propriamente de aumentar o número de iniciativas materiais, mas fundamentalmente de apostarmos na continuidade e na extensão da qualidade das iniciativas que já estão no terreno. Há iniciativas que estão ainda a dar os primeiros passos, algumas resultantes de parcerias com instituições mais próximas ou menos próximas da Igreja católica.
Provavelmente podemos melhorar o dar continuidade, no melhor sentido da palavra, aos contactos pessoais que pela via dos convites se vão fazendo. Estas pontes que se estabelecem devem, sem qualquer intenção invasiva, melhorar e crescer pela via de um relacionamento pessoal, aproveitando as mais variadas circunstâncias. Esse é um campo que estará sempre em aberto e que vale a pena continuar a cultivar.
Como descreveria a sensibilidade do episcopado e de toda a Igreja em Portugal em relação à Pastoral da Cultura?No que diz respeito à preocupação e atenção dos senhores bispos à Pastoral da Cultura e o reflexo disso na Conferência Episcopal, diria que qualquer uma das dioceses tem muitas frentes, muitas questões a resolver, e é evidente que a problemática relacionada com o mundo da cultura é uma delas. Percebo que os senhores bispos, por vezes assoberbados por questões aparentemente muito mais imediatas, possam descansar naquilo que o Secretariado e a Comissão vão fazendo, sendo que, na realidade, o Secretariado pode, como tem vindo a fazer, tomar iniciativas de carácter nacional, ajudar a criar sensibilidade, dar formação, abrir portas; mas na realidade concreta do terreno será cada diocese, com a sua especificidade, quem terá de concretizar iniciativas no setor. Olhando para o todo das dioceses portuguesas, a atenção à realidade da Pastoral da Cultura é diferente de umas para outras. Há dioceses que têm uma resposta mais organizada e estruturada e outras menos, mas isso não significa menor interesse; significa, provavelmente, que as forças não chegam a tudo e há outras necessidades mais imediatas que se vão sobrepondo.
Quanto à segunda parte da pergunta, a minha experiência em âmbitos que vão além do sentido estrito da Pastoral da Cultura, que é a de uma diocese onde encontramos as mais variadas realidades, posso dizer, pelo contacto muito próximo e direto que tenho com as diferentes pastorais, concretamente no Grande Porto, que tenho uma experiência muito grata de contacto com o mundo das escolas e da saúde. Num e noutro caso encontro-me com profissionais de nível académico e onde, à partida, nomeadamente no âmbito escolar, pode parecer que há ressentimentos, autodefesas ou olhares de exclusão em relação à Igreja. No âmbito de visitas pastorais é proposta às escolas a possibilidade de o bispo ir informalmente ao seu encontro para conversar, num gesto de cortesia, com as instituições; a recetividade que sempre, mas sempre, encontrei nas escolas - e não me refiro ao setor da Educação Moral e Religiosa Católica, mas à instituição no seu todo, estruturas diretivas, corpo docente - traduz um ambiente de amabilidade, distendido e, diria mais, de afeto e carinho com a pessoa do bispo. E nos centros de saúde e hospitais a reação é exatamente a mesma
Tudo isto ajuda-nos a perceber que temos de saber pôr de lado clichés de desconfiança que não levam a parte nenhuma e que, por vezes, fazem com que cultivemos distâncias que na realidade não existem.
Como classificaria a relação da Igreja católica em Portugal com o mundo da cultura?É uma relação positiva. Insisto que, muitas vezes, a distância é criada mais na nossa mente do que na realidade. Nós, às vezes, indevidamente, cultivamos o medo e uma distância que não têm tradução na realidade. É evidente, e não se pode negar, que há dificuldades, que nem todos pensam da mesma maneira, que há pessoas que nos querem ver longe, mas não se pode tirar a conclusão de que nos temos de fechar sobre nós mesmos por estarem todos à nossa espera para nos atirarem pedras. Isso não é verdade.
Vai deixar a presidência da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais...Saio feliz com o trabalho que tive a oportunidade de realizar com os meus colegas bispos, e muito concretamente com os diretores dos respetivos Secretariados. Está prevista a limitação a dois mandatos, e eu acho bem."
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
My beloved is mine
Uma obra do britânico Benjamin Britten (1913-1976), um dos grandes compositores do século XX, Muitas das suas obras foram escritas para a voz de tenor do seu companheiro de toda a vida Peter Pears. Neste post podem ver a magnífica interpretação de Canticle I que Jan Bostrige interpreta com Julius Drake com encenação de Neil Bartlett.
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Igreja anglicana, mecenas de um dos grandes artistas contemporâneos
Se a Igreja não tem sido mecenas exemplar nos últimos dois séculos, e se muita da arte sacra tem sofrido de mediocridade por essa razão, há sempre excepções à regra. O Igreja anglicana dá uma lição com mais uma instalação de vídeo na catedral de S. Paulo em Londres. Chama-se Maria:
"O projeto permanente, localizado na parte norte da igreja-mãe da diocese anglicana da capital inglesa, foi idealizado para fazer companhia a outra instalação vídeo do autor norte-americano, "Mártires (Terra, Ar, Fogo, Água)", inaugurada em 2014 na secção sul da catedral (cf. Artigos relacionados).
Os dois temas de Maria e dos Mártires, ambos concebidos com a mulher de Bill Viola, Kira Perov, «simbolizam alguns dos mistérios profundos da existência humana», declarou o autor, lê-se na página eletrónica da catedral de S. Paulo.«Um diz respeito ao nascimento e outro à morte; um com conforto e criação, o outro com sofrimento e sacrifício. Se eu tiver sucesso, as peças finais funcionarão como objetos estéticos de arte contemporânea e como objetos práticos de contemplação e devoção tradicionais», acrescentou.
O cónego chanceler da catedral considera que a arte de Bill Viola (n. 1951) «desacelera» as «perceções, de modo a aprofundá-las. Ele usa o mesmo meio que controla atualmente a cultura de massas, o filme, e subverte esse controle para abrir novas possibilidades e perfis de compreensão».
«Através da vida de Maria e da sua relação com o seu filho, Viola convida-nos a mergulhar na força do mistério do amor no nascimento, relacionamento, perda e fidelidade. Não tenho dúvidas de que esta nova instalação vai guiar os nossos muitos peregrinos para uma reflexão significativa e uma oração esperançosa», realçou Mark Oakley.
A iconografia religiosa é um tema recorrente nas obras de Bill Viola, como aconteceu na exposição "The passions", exibida em Londres em 2003, e na obra "The messenger", para a catedral de Durham, em 1996. O seu trabalho "Ocean without a shore", na Bienal de Veneza de 2007, foi apresentado na igreja de San Gallo.
Bill Viola está a preparar uma retrospetiva da sua obra, que de março a julho de 2017 ocupará a totalidade do palácio Strozzi, em Florença, cidade italiana onde trabalhou quando era mais novo.
A mostra incluirá pinturas renascentistas, cujo empréstimo está a ser negociado com igrejas e museus, a par de trabalhos em vídeo, incluindo "Eclipse", umas das suas primeiras obras (1974) realizadas em Florença.
«Hoje considera-se que está na moda justapor os grandes mestres à arte contemporânea, mas as ligações são muitas vezes pouco nítidas e os resultados desapontantes. Não é o caso do trabalho de Bill (...). [A sua] cultura e conhecimento são profundamente influenciadas pela tradição artística», afirmou o diretor do palácio Strozzi.
«Por esta razão, mesmo que a exposição seja, antes de tudo, uma retrospetiva de Bill Viola, estamos a tentar ter algumas poucas, mas significativas, obras de grandes mestres», explicou Arturo Galansino, citado pela página "The Art Newspaper".
Paolo Uccello e os seus frescos sobre a narrativa do dilúvio no livro bíblico do Génesis, a "Pietà" de Masolino da Panicale, as pinturas de Giotto na "Galleria degli Uffizi" e a "Anunciação" de Fra Angelico são algumas das pinturas que influenciaram Bill Viola, que, também em Florença, gravou sons no interior das igrejas, como passos e vozes, recolhendo-os num vasto arquivo a que recorre em algumas nas suas instalações."
«Hoje considera-se que está na moda justapor os grandes mestres à arte contemporânea, mas as ligações são muitas vezes pouco nítidas e os resultados desapontantes. Não é o caso do trabalho de Bill (...). [A sua] cultura e conhecimento são profundamente influenciadas pela tradição artística», afirmou o diretor do palácio Strozzi.
«Por esta razão, mesmo que a exposição seja, antes de tudo, uma retrospetiva de Bill Viola, estamos a tentar ter algumas poucas, mas significativas, obras de grandes mestres», explicou Arturo Galansino, citado pela página "The Art Newspaper".
Paolo Uccello e os seus frescos sobre a narrativa do dilúvio no livro bíblico do Génesis, a "Pietà" de Masolino da Panicale, as pinturas de Giotto na "Galleria degli Uffizi" e a "Anunciação" de Fra Angelico são algumas das pinturas que influenciaram Bill Viola, que, também em Florença, gravou sons no interior das igrejas, como passos e vozes, recolhendo-os num vasto arquivo a que recorre em algumas nas suas instalações."
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
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Porque estou aqui
Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.
Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.
Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.
Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.
Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.
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As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.
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