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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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sábado, 24 de março de 2018

Mística da Arte

Marc Chagall
É a arte que dá o nome a Deus

Quando o escritor Paul Claudel faz a receção da poesia de Rimbaud, no seu processo de aproximação ao espiritual, dirá deste - e dizê-lo de um poeta é, de certa forma, dizê-lo de todo o artista - que é um místico selvagem.

Os artistas são essa possibilidade do espírito em estado puro, essa mística prévia a qualquer organização. E, de facto, o espírito não pode viver sem a arte. Não conseguimos aceder à espiritualidade sem esse caminho preparatório que a própria arte é, por três razões fundamentais.

Primeiro, a arte ajuda-nos a operar um desmantelamento necessário do mundo. O mundo deixa de ser a crosta, a superfície, e passamos a ver uma coisa como quem vê outra, introduzindo uma dimensão simbólica. Percebemos que os cinco dedos de uma mão não são apenas a pura materialidade, mas podem conter em si outros mundos possíveis.

A arte é uma espécie de perfuração deste real que tantas vezes nos parece simplesmente linear e opaco, e é uma espécie de rasgão, como Lucio Fontana fazia nas telas, que abre ao olhar a possibilidade de uma profundidade na planura do mundo, na rasura da nossa experiência vital.

Todas as artes são esse rasgão feito com uma navalha aguda dos sentidos, do génio, da intuição, da estética, da sensibilidade. São um rasgão que nos prepara para outra possibilidade de ser.

Neste sentido, o artista não tem de ser cristão ou budista ou filiado numa determinada prática religiosa. Ele tem de ser o artista, tem de viver a experiência artística para operar essa espécie de revisão das próprias imagens e daquilo que à primeira vez assoma ao nosso olhar como uma evidência acabada.

Na admiração, no espanto a que a arte nos inicia não vemos apenas a realidade em si; vemo-la proposta de outra coisa, muitas vezes até como a positividade de uma ausência, como a presença que nos possibilita tatear uma transcendência. Por isso é que a arte é tão fundamental para a experiência espiritual.

Sem a arte, cairíamos num materialismo irresolúvel, porque o mundo seria só o mundo, e a arte é aquilo que nos diz que o mundo não é só mundo, e que o que vemos é apenas o início de uma viagem de superação, de interpretação.

Um segundo aspeto que é um grande contributo da arte para a experiência do espírito é isto que a arte tem de transformar. Aquilo que começa por ser alguma coisa de impalpável, invisível, abstrato, em algo de fisiológico.

A arte começa por tornar o material, imaterial, começa por tornar o visível como uma grande escola para o invisível, mas depois faz também o movimento contrário: a arte é capaz de aproximar, de dar materialidade, de concretizar o estado impalpável, invisível, transcendente.

Quando olhamos para uma pintura de Vieira da Silva não temos dúvidas de que ela está a falar, a referir-se, a mostrar coisas que não estão completamente ali, não estão encerradas nessa imagem; aquela imagem é uma sugestão de muitos outros mundos possíveis, mas a verdade é que ela, não encerrando a realidade toda, é uma presentificação dessa realidade mais vasta.

A arte e os artistas ajudam a fazer com que o espírito deixe de estar capturado por uma abstração e se torne uma espécie de estado fisiológico, uma espécie de cisma, uma espécie de comoção que nos abala.

Os artistas fazem-nos habitar nas entranhas da baleia. Não apenas nos conceitos, nas ideias, nos ideais, mas fazem-nos descer ao côncavo, ao escuro, ao uterino, ao genesíaco, à lava, a esse lugar de prova, mas também de redenção que é a materialidade da vida.

Um terceiro aspeto que constitui um contributo decisivo das artes para o espírito é essa espécie de nomeação que a primeira dá ao segundo. Quando Moisés pergunta a Deus como se chama, Ele responde através da arte verbal, através de um poema: «Eu sou aquele que é».

A arte é a possibilidade de concretizar, de dar um corpo, de dar uma plausibilidade àquilo que nos é estranho, àquilo que é alteridade do nosso corpo, mas que as artes tornam vizinhança, limite, limiar de um diálogo que conseguimos estabelecer a partir da experiência que a arte nos dá.

A arte faz isto de uma forma fantástica, porque ela dá-nos o enunciado para aquilo que não tem nome, dá-nos uma imagem para aquilo que não tem rosto, dá-nos uma audibilidade para o silêncio, realizando isso numa singularidade que traduz a absoluta diversidade do mundo, na pluralidade das formas.

Na singularidade irredutível de cada percurso artístico, de cada voz, de cada pensamento, temos esse ato de nomeação que, se não fosse a arte, não saberíamos dizer.

Foi a arte que deu o nome a Deus. Não é a teologia, não são as religiões que dão o nome a um invisível, é sempre a arte, ou seja, aquilo que está mais próximo do símbolo, aquilo que aceita a turbulência de abraçar o inefável, é que é capaz de o traduzir.

Por isso, os artistas são místicos selvagens, mas é essa mística selvagem primeira que nos pode dar um acesso mais profundo àquela experiência radical do espírito.

José Tolentino Mendonça
Ciclo "Espírito da Arte / Arte do Espírito"
Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, Lisboa, 5 de novembro de 2015
Publicado em SNPC

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Na oração quem fala é o amor

Oração em Teresa de Ávila
A oração de S. Teresa enquanto amizade é comunicação gratuita, excluindo a lógica do «custo-benefício». Tem a marca da amizade e da graça. De facto, «para aproveitar muito neste caminho [da oração]…, não se trata de pensar muito, mas de amar muito» (4M 1,7). (...)

A oração é vida diante de Deus. (...)

Na oração «quem fala é o amor» (Livro da Vida 34,8). (...)

A linguagem da oração, realizando uma ligação com Deus, desvelava a verdade da pessoa a si própria; por ela (...) «sabemos quem somos» (1M 1,2). Rezar a Deus é uma forma de ser humano, de se experimentar profundamente, de se perceber genuinamente e de se exprimir superiormente. (...)

excertos de texto de Armindo dos Santos Vaz publicado em SNPC

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A vontade de Deus

O êxtase das Vossas vontades

Quando aqueles que amamos nos pedem alguma coisa, ficamos-lhes gratos por no-lo pedirem.

Senhor, se quisésseis pedir-nos uma única coisa em toda a nossa vida, ficaríamos maravilhados, e ter feito a Vossa vontade essa única vez seria o acontecimento da nossa existência.

Mas, como em cada dia, cada hora, cada minuto, Vós colocais nas nossas mãos uma tal honra, nós achamos isso tão natural que lhe somos indiferentes, que estamos cansados disso.

E contudo, se compreendêssemos até que ponto o Vosso mistério é impensável, ficaríamos estupefactos por poder conhecer essas centelhas do Vosso querer que são os nossos minúsculos deveres. Ficaríamos deslumbrados por conhecer, nessa imensa treva que nos cobre, as inumeráveis, as precisas, as pessoais luzes das Vossas vontades.

No dia em que compreendêssemos isto, caminharíamos na vida como espécies de profetas, como videntes das Vossas pequenas providências, como agentes das Vossas intervenções. Nada seria medíocre, porque tudo seria querido por Vós.

Nada seria demasiado pesado, porque tudo teria origem em Vós.

Nada seria triste, porque tudo de Vós seria querido.

Nada seria enfadonho, porque tudo seria amor de Vós.

Nós todos estamos predestinados para o êxtase, todos chamados a sair das nossas pobres combinações, para surgir, hora após hora, no Vosso plano.

Nós nunca somos lamentáveis rejeitados, mas ditosos convocados, chamados a saber aquilo que Vos agrada fazer, chamados a saber o que esperais de nós em cada instante: pessoas que Vos são um pouco necessárias, pessoas cujos gestos faltariam se nos recusássemos a fazê-los. O novelo de algodão a cerzir, a carta a escrever, a criança a levantar, o marido a desanuviar, a porta a abrir, o telefone a atender, a enxaqueca a suportar: tantos trampolins para o êxtase, tantas pontes para passar da nossa pobre, da nossa má vontade, à margem serena do Vosso bom prazer.

[Madeleine DELBREL (1904-1964) extraído de Alcide, colecção Livre de vie, Seuil, pg. 89-91.]



Tradução de José Mendonça

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tavener: compositor e místico dos séculos XX/XXI

"John Tavener died"

John Tavener (1944-2013)

John Tavener, considerado o mais popular dos compositores britânicos da segunda metade do século XX, célebre pela música coral inspirada na espiritualidade religiosa, morreu terça-feira na sua casa em Dorset, aos 69 anos, noticiou a sua representante, a "Chester Music".

As causas da morte não foram reveladas, mas era conhecida a sua saúde frágil. Sofria do síndrome de Marfan, um distúrbio genético que se manifesta pelos membros alongados e enfraquecimento do coração, e sofrera um ataque cardíaco em 2007 que muito o debilitara e que alterara a natureza da sua música.

A partir daí, a dimensão das suas obras (Veil of the Temple, de 2003, que considerava a sua obra-prima, tinha sete horas de duração) ganhou uma nova concisão, acompanhada, escrevia em obituário Tom Service, do "Guardian", pela «resposta instintiva» a música que anteriormente não o atraía, como a do Beethoven tardio e de Stockhausen, e à redescoberta daquela que primeiro o inspirou, a de Mozart e Stravinski.

Nascido a 28 de janeiro de 1944 em Wembley, Londres, filho de um organista da Igreja Presbiteriana, estudou na Royal Academic of Music e viu os seus trabalhos interpretados ainda na adolescência. Em 1970 surgiria pela primeira vez como nome reconhecido pelo grande público quando a Apple, editora fundada pelos Beatles, lançou no mercado The Whale, obra de 1968 ainda marcada pelo modernismo e serialismo («Não fiquei muito surpreendido pelo entusiasmo de John Lennon, mas fui surpreendido pelo de Ringo», afirmou com humor anos depois). A condição de celebridade pop da música clássica manteve-se daí em diante, enquanto a sua música se encaminhava para uma simplicidade nos antípodas do modernismo inicial, procurando exprimir uma demanda espiritual de que foi reflexo a conversão à Igreja Ortodoxa Russa, em 1977.

O seu estatuto enquanto figura pública tornar-se-ia ainda mais presente na consciência coletiva quando a sua Song For Athene foi interpretada no funeral da Princesa Diana. Era desde 2000 Sir John Tavener.

Manuel Pedro Ferreira, compositor e crítico de música do "Público", aponta que a importância de John Tavener reside principalmente «na abertura do campo de possibilidades de organização tonal para um repertório vocal que durante muitas décadas foi de alguma forma desprezado. Afirma-se através da música coral, conciliando uma necessidade de expressão contemporânea com uma ligação ao passado» – no caso de Tavener, fortemente ligado às tradições da Igreja Ortodoxa. Para Manuel Pedro Ferreira, há uma convergência entre Tavener e o compositor estónio Arvo Pärt. «Também Pärt tem uma tradição ortodoxa e ambos fizeram a ponte para uma sonoridade mais hierática, ligada às tradições do leste, numa espécie de nova simplicidade que teve bastante impacto sobretudo no tratamento da voz».

Sobre a sua música, disse Tavener: «Quis produzir música que fosse o som de Deus. Foi sempre isso que tentei fazer».

Mário Lopes
In Público a 13.11.2013

sábado, 8 de dezembro de 2012

um poema de Hildegarda

Philippe de Champaigne
Ave, generosa, gloriosa e intacta virgem.
Tu pupila de castidade,
tu matéria santa,
que agradou a Deus.

Pois celeste graça
em ti foi infusa,
o Verbo celeste
fez-se carne em ti.

Tu cândido lírio,
que Deus mais que qualquer criatura
contemplou.

Ó belíssima e cheia de doçura,
quanto em ti Deus se deleitava,
quando te possuía
na amplidão do seu calor,
seu filho seria amamentado por ti.

Teu ventre provou grande alegria,

quando toda a sinfonia celeste
de ti ressoou,
pois, ó Virgem, transportaste o Filho de Deus,
enquanto em Deus tua castidade resplandecia.

Tuas vísceras provaram a alegria,
erva sobre a qual cai o orvalho,
e se lhe reaviva o vigor.
Assim também em ti se operou,
ó Mãe de toda a alegria.

Agora toda a Igreja esplenda de alegria
e cante em sinfonia
pela dulcíssima e louvável Virgem
Maria, Mãe de Deus. Amen.
Santa Hildegarda de Bingen

publicado in SNPC

quarta-feira, 16 de março de 2011

Tornar audível o anúncio de Jesus Cristo: a Cultura é o novo templo e terra de missão

Cristianismo é «decisão» e diálogo cultural uma «imensa prioridade»
O cristianismo corre o risco de se reduzir «a uma dimensão ornamental» e «puramente sociológica», considera o padre José Tolentino Mendonça, acrescentando que o seguimento de Cristo «tem de ser fermento e vida, uma decisão e um caminho».

Em entrevista à Ecclesia, o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura defende que o diálogo cultural é uma «imensa prioridade para a Igreja», que precisa de “tornar Jesus pertinente” para a sociedade atual.
«Há o perigo de termos uma coisa extraordinária, uma boa-nova para anunciar, mas ninguém nos querer ouvir. E nós próprios perdermos a capacidade de tornar o anúncio, audível», afirma.

«A cultura – prossegue – é o novo templo, é o novo espaço da missão, é o novo lugar do anúncio» por ser «tudo aquilo que torna a vida humana decisiva» e por constituir «o horizonte de felicidade que cada tempo procura».
À abundância de culturas e à pluralidade de leituras sobre Cristo, acrescenta-se a particularidade de cada pessoa, que vive «uma história única no seguimento de Jesus», motivo pelo qual a teologia tem vindo a valorizar a «biografia crente», ou seja, «a história de vida, o capital de experiência cristã» que cada fiel constrói e transporta.

Entre os itinerários de fé a que a Igreja é chamada a dar atenção encontram-se os dos «não praticantes», que devem ser olhados «não como um peso mas como um desafio»: «Os cristãos desativados não deixam de ser cristãos”, sublinha.

Depois de frisar que “o discipulado é a base de toda a procura cristã”, o biblista realça que o crescimento espiritual cristão implica “luta”, “resistência” e “desprendimento”, cuja exigência deve ser entendida dentro de uma perspetiva de “ternura” e “esperança”.

A Igreja à procura de Jesus
Para Tolentino Mendonça, a Igreja católica oferece uma imagem de Jesus que não é «imposta» mas «tateada», e «só a mística, a oração e o ambiente litúrgico da fé» são «capazes de a tocar».

O sacerdote madeirense salienta a variedade de representações cristãs existentes dentro desta procura: «A força e a autenticidade do cristianismo passam muito por uma diversidade de abordagens e perspetivas que se complementam».

«Há linhas permanentes na diversidade do modo como o cristianismo é vivido», o que, «antes de tudo», se deve traduzir em «colocar Jesus no centro», assinala o professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, para quem é possível «falar de uma espiritualidade cristã, sabendo que ela é plural».

O responsável pelo diálogo da Igreja católica portuguesa com a cultura lembra que Jesus viveu no Oriente e que «o cristianismo é sempre uma realidade aberta», mesmo tendo em conta o «impacto» mundial da teologia concebida na Europa. O pensamento tradicional do Velho Continente «é muito positivista», «racional» e «limitado», pelo que é preciso aprender «outras modalidades de abordagem do mistério cristão», por exemplo através da observação da «vitalidade de algumas Igrejas na Ásia» e da leitura de «teólogos do continente africano e americano».

Tolentino Mendonça constata o «regresso à beleza e à estética para falar de Deus» e recorda as liturgias de África, em que as missas não estão limitadas a uma hora de duração e onde os ritos incluem o «gesto» e a «corporeidade», não se limitando a uma «celebração mental».

Rui Martins
In Agência Ecclesia / SNPC

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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