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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Músicos falam da Bíblia

Bíblia inspira música contemporânea
A influência dos textos bíblicos na composição musical e a procura da transcendência através da veneração a artistas foram algumas das questões refletidas esta quinta-feira (31 de março), em Lisboa, na abertura do ciclo de conversas "A Bíblia, coisa curiosa". A iniciativa, organizada pela Casa Fernando Pessoa, que acolheu o encontro, e pelo diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre José Tolentino Mendonça, foi inaugurada com o tema ‘Bíblia & Música’.

O cantautor Tiago Cavaco recordou alguns dos trechos bíblicos pontuados pela música, como «os Salmos», o «Cântico dos Cânticos», as «lamentações proféticas do Antigo Testamento», a «subida de Jesus a Jerusalém» e as «erupções teológicas de São Paulo» intervaladas por cânticos litúrgicos.

Para Eurico Carrapatoso, o momento em que um anjo comunica a Maria que vai ser mãe de Jesus – a “Anunciação” – constitui um «momento fulminante e absolutamente marcante» da escritura.
O compositor transmontano destaca entre os seus trabalhos de inspiração bíblica a peça “Horto Sereníssimo”, que integra um «tríptico mariano» no qual se inclui o “Magnificat em Talha Dourada”, uma das suas obras mais conhecidas.

«Toda a minha música tem a ver com o facto histórico mais importante da história do mundo, que é a ressurreição de Cristo», afirmou por seu lado o padre ortodoxo Ivan Moody, de origem inglesa.
Depois de aludir aos livros do Génesis e do Apocalipse – primeiro e último da Bíblia – como inspiradores das suas composições, o presbítero do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla referiu que as suas obras são marcadas por «uma grande transparência, que não é só técnica mas também espiritual».
Perante as 80 pessoas que assistiram ao encontro, Ivan Moody expressou a sua perplexidade pelo facto de autores que não acreditam em Deus se inspirarem em textos considerados sagrados: «Não percebo como um ateu pode musicar textos litúrgicos».

Assumindo-se como um «compositor crente», João Madureira falou sobre o «momento de festa e linguagens diferentes» da “Missa de Pentecostes”, que a comunidade da Capela do Rato, em Lisboa, lhe encomendou em 2010. «A Bíblia, como é muitas vezes revisitada musicalmente, convida-nos a ultrapassar esse enorme obstáculo que é a linguagem. Acho que há algo de pré e pós linguagem que podemos sentir como fundamental», assinalou. 
Um dos «fascínios» sentidos por João Madureira ao abordar a música religiosa é a possibilidade de romper os cânones da «vanguarda» e da «tradição»: «Muitas vezes o que se sente no campo cultural é a criação de bastião intocáveis que se rejeitam mutuamente. E eu não quero fazer parte disso».

Além de servir para alimentar a fé e transmitir uma mensagem, a música tem conotações com o transcendente que nem sempre implicam a pertença a uma Igreja ou a adesão a uma religião.
«Um fã de algum artista ou estilo musical tende a viver de maneira religiosa», associando-se a eles como uma «devoção», explicou Tiago Cavaco, que também passou por esse processo durante a adolescência relativamente ao “panque-roque”.
«Querer justificar que alguém deve ser ouvido pelas circunstâncias biográficas pode no imediato ser atraente mas facilmente descamba numa contemplação mórbida», salientou o missionário protestante conhecido no meio artístico por Tiago Guillul.

Por Rui Martins
In Agência Ecclesia, publicado em SNPC

Ler o programa de A Bíblia, coisa curiosa

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ouvir o Cântico dos Cânticos

Henry Scott Tuke

Luís Miguel Cintra lê Cântico dos Cânticos na Capela do Rato 
                                      
Luís Miguel Cintra, actor e encenador do Teatro da Cornucópia, lê o livro bíblico do “Cântico dos Cânticos”, na Capela do Rato, no dia 20 de Março (próximo Domingo), às 21h30.

O Cântico dos Cânticos é um dos poemas mais antigos da humanidade, considerado um dos tesouros dessa biblioteca que é a Bíblia judaico-cristã. A natureza erótica do Cântico dos Cânticos não impediu que ele seja o texto bíblico mais lido e comentado pela mística ocidental.

A oportunidade de ouvir esta obra, lida pelo actor e encenador Luís Miguel Cintra desperta justamente a maior expectativa.

O “Cântico dos Cânticos” começa desta maneira:

«Que ele me beije com beijos da sua boca!
Melhores são as tuas carícias que o vinho,
ao olfacto são agradáveis os teus perfumes;
a tua fama é odor que se difunde.
Por isso te amam as donzelas»

A Entrada é Livre.

Capela do Rato (Calçada Bento Rocha Cabral, 1B, Lisboa)

quarta-feira, 16 de março de 2011

As perguntas de Job...

Ilda David

Actualidade e sentido das perguntas de Job
Porque temos um livro bíblico como o de Job? O que é que a sua leitura provoca ou ilumina em nós? Duas perguntas que se juntam às inúmeras interrogações que percorrem aquele livro sapiencial do Antigo Testamento.

«A longa reflexão que enche prateleiras de bibliotecas inteiras e os inúmeros cenários dramáticos da vida no mundo atual, impressos em nós pela insistência dos meios de comunicação social, sublinham a pertinência do diálogo entre as nossas e as perguntas que este livro nos oferece.» (Texto de apresentação do curso)

As sessões do curso livro “As perguntas de Job – Atualidade e sentido” decorrem em Lisboa, na Universidade Católica Portuguesa (UCP), à quarta-feira, entre as 18h00 e as 20h00.

O livro de Job

«O livro de Job constitui, no contexto da Bíblia, um dado bem característico e original. Em primeiro lugar, porque enfrenta a questão da experiência religiosa pessoal como um objeto de reflexão e porque o faz com uma profundidade humana e um dramatismo dignos do melhor humanismo e da mais requintada arte literária; em segundo lugar, porque não representa muito diretamente a linguagem teológica mais característica do Antigo Testamento. O facto é que este livro se impôs como um dos mais elevados momentos literários da Bíblia; e, para a História da teologia, da filosofia e da cultura, até aos dias de hoje, ficou a ser um verdadeiro marco miliário da tomada de consciência dos dramas da experiência humana.

A importância que este livro assumiu na Bíblia e nas religiões bíblicas - Judaísmo e Cristianismo - veio-lhe também, em grande parte, do facto de nele se exprimir um dos temas máximos da cultura e da literatura humanistas do Médio Oriente Antigo. É a questão do sofrimento e das suas repercussões, quer diretamente na experiência de quem sofre, quer indiretamente na interação que se produz entre as conceções morais e outras categorias religiosas fundamentais, tais como sofrimento e doença, pecado e castigo, santidade e felicidade. Enfim, é o problema de saber se existe alguma correlação justa ou lógica entre a maneira honesta como se vive e a maneira como a vida nos corre.» (Bíblia Sagrada, ed. Difusora Bíblica)

Programa

23, 30 de março; 13 de abril; 25 de maio
Job na Bíblia Luísa Almendra
6 de abril
Job na Judaísmo Esther Muzcnik
4 de maio
Job na Filosofia Américo Pereira
11 de maio
Job no Cinema Inês Gil
18 de maio
Job nas Artes Visuais Paulo Pires do Vale
1 de junho
Painel interdisciplinar

As inscrições decorrem entre 14 e 22 de março, entre as 16h00 e as 17h00, no secretariado do Centro de Estudos de Religiões e Culturas (UCP), ou noutro horário, mediante marcação.

A inscrição no curso custa 40 €, com 50% de desconto para alunos da UCP ou outras instituições, mediante a apresentação de comprovativo.
in SNPC

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Imagens na Arte: Adão e Eva e o Paraíso perdido

Há temáticas que são recorrentes na arte. Desde há muitos séculos que os artistas se interessam por temáticas de grande impacto e importância para o ser humano, tais como vida, morte, amor, juventude, efémero, mistério, extraordinário, impossível, majestoso, infinito, sonho, bucólico, desejo, vaidade, coragem...

Muitos textos bíblicos são igualmente um poço de inspiração sem fundo para os espíritos criadores. Estes textos reflectem algo do essencial da busca do homem e da mulher. A Origem do homem e do mundo, antes de ser objecto de investigações científicas e históricas, já o era na investigação de tantos artistas, mas de uma forma intuitiva e sensível, mais do que metódica e hipotética.

Apresento no painel uma recolha não extenuada das figuras de Adão e Eva e do paraíso perdido.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Condenar a homossexualidade é como voltar a condenar Galileu

O que qualquer cristão deve saber sobre a homossexualidade
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!" (João 8,32)
10/10


A Bíblia é um conjunto de livros muito antigos, repletos de imagens simbólicas, parábolas e figuras de estilo. Interpretar as Escrituras literalmente demonstra ignorância e fanatismo (…).

Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa" (João 16,12-13).

Assim como Galileu nos ensinou a verdade a respeito da Astronomia, corrigindo a visão da Bíblia e opondo-se à crença dos cristãos da sua época, também, na actualidade, todos os ramos da Ciência garantem que a homossexualidade é um comportamento normal, saudável e tão digno moralmente como a orientação sexual da maioria das pessoas. Negar esta evidência científica é repetir a mesma ignorância intolerante do Papa que condenou Galileu.

Não devemos temer a verdade que liberta, pois o próprio Jesus nos indicou o exemplo do "doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu” que “é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro" (Mateus 13,52).

Mesmo que o Papa ou os pastores continuem a negar os direitos humanos dos gays e lésbicas, mesmo que cristãos ignorantes continuem a repetir as ultrapassadas abominações do Antigo Testamento, para os verdadeiros crentes o que conta é o exemplo do Filho de Deus, Jesus Cristo, que nunca condenou a prática da homossexualidade.

"Conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres" (João 8,32).


Sugestões de Leitura:
  • Homossexualidade: Ciência e Consciência, de Marciano Vidal (Edições Loyola, SP, 1985).
  • A sexualidade humana: novos rumos do pensamento católico americano, de Anthony Kosnik (Editora Vozes de Petrópolis, RJ, 1982).
  • Pastoral com homossexuais, do Padre José Transferetti (Editora Vozes de Petrópolis, RJ, 1999).
Adaptação de uma publicação do blogue http://www.ggb.org.br/cristao.html que está a ser apresentada em várias mensagens.

Ler no blogue:
da rubrica O que qualquer cristão deve saber sobre a homossexualidade http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/biblia-fala-dos-homossexuais.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-que-apareceu-primeiro.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/casamento-homossexual-ha-3400-anos-e-as.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-hino-de-amor-homossexual-da-biblia.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/antigo-testamento-e-homo-erotismo.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/sodoma-e-gomorra-condenacao-da.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/qual-e-o-verdadeiro-pecado-de-sodoma.html
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sobre homossexualidade ao longo da história
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/05/homossexualidade-luz-dos-tempos.html

domingo, 28 de novembro de 2010

Qual é o verdadeiro pecado de Sodoma

O que qualquer cristão deve saber sobre homossexualidade
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!" (João 8,32)
7/10

A própria Bíblia e o Filho de Deus dão-nos a chave para corrigir esta maliciosa identificação de Sodoma e Gomorra com a homossexualidade. Segundo os mais respeitados estudiosos das Sagradas Escrituras, o pecado de  Sodoma é a injustiça e a anti-hospitalidade, nunca a violação homossexual.

Prova disto, é que todos os textos que aludem a Sodoma no Antigo Testamento atribuem a sua destruição a outros pecados e não ao "homossexualismo":
  • falta de justiça e de arrependimento (Isaías 1,10-17 e 3,9-11);
  • adultério e hipocrisia (Jeremias 23,14);
  • orgulho, intemperança na comida, insolência e "não socorrer o pobre e oindigente" (Ezequiel 16,49);
  • insensatez, insolência, falta de hospitalidade e escravização (Sabedoria 10,8; 19,14; Ben Sira 16,8).
No Novo Testamento, não há qualquer ligação da destruição de Sodoma com a sexualidade e, muito menos, com a homossexualidade (Mateus 10,14; Lucas 10,11-12; 17,29).

Em toda a Bíblia, é só nos livros neo-testamentários tardios de Judas e Pedro que aparece alguma ligação entre Sodoma e a sexualidade (Judas 6-7; 2 Pedro 2,4.6.10). Mesmo aí, não existe qualquer menção ao "homo-erotismo".

Adaptação de uma publicação do blogue http://www.ggb.org.br/cristao.html que está a ser apresentada em várias mensagens.

Ler no blogue:
sobre homossexualidade ao longo da história

Sodoma e Gomorra: condenação da homossexualidade?

Os gémeos Guedes, dois irmãos e dois modelos
de nacionalidade portuguesa
O que qualquer cristão deve saber sobre homossexualidade
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!" (João 8,32)
6/10

E a destruição de Sodoma e Gomorra?”, perguntarão alguns…

Fornecemos três informações fundamentais e cientificamente comprovadas que, em geral, são propositadamente ocultadas e totalmente desconhecidas pelos cristãos:
  1. Não há provas históricas ou arqueológicas que confirmem a real existência dessas cidades
  2. Este relato é obra dos "Javistas" [1] (escritores bíblicos do século X a.C.), que se apropriaram de relatos mitológicos de outros povos anteriores aos judeus
  3. A "Destruição" da suposta intenção homo-erótica dos habitantes de Sodoma em relação aos três visitantes de Abraão (anjos ou homens?) apresenta dificuldades sérias de interpretação pois, quando os habitantes de Sodoma declararam desejar conhecer os visitantes, maliciosamente se interpretou o verbo "conhecer" como sinónimo de "acto sexual" [2]. Segundo os exegetas, das 943 vezes que aparece esta palavra no Antigo Testamento ("yadac" em hebraico), em apenas 10 tem conotação sexual (heterossexual) - nenhuma vez com o sentido homossexual. A associação do pecado dos "sodomitas e gorromitas" com a homossexualidade é um grave erro histórico, que tem a sua oficialização pela igreja católica apenas na Idade Média, a "Idade das trevas".
Notas:
[1] Palavra em português do Brasil, não conheço a ortografia correspondente em português de Portugal

[2] Eu, rioazur, autor deste blogue, não concordo com esta interpretação. Para mim é muito claro o desejo de os habitantes de Sodoma quererem ter relações sexuais com os visitantes, mesmo sem serem consentidas – chama-se a isto violação ou estupro. Numa outra interpretação que li - e que mais tarde publicarei no moradasdedeusnão se associa o pecado de Sodoma às relações homossexuais, mas à falta de hospitalidade e de acolhimento daqueles habitantes. Assim, a Sodomia não será a homossexualidade ou a relação homossexual, mas sim a relação não consentida e, por isso, sem uma integração “normal” na afectividade e na reciprocidade que é suposto existir numa Relação sexual.

Adaptação de uma publicação do blogue http://www.ggb.org.br/cristao.html que está a ser apresentada em várias mensagens.

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da rubrica O que qualquer cristão deve saber sobre a homossexualidade http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/biblia-fala-dos-homossexuais.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-que-apareceu-primeiro.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/casamento-homossexual-ha-3400-anos-e-as.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-hino-de-amor-homossexual-da-biblia.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/antigo-testamento-e-homo-erotismo.html
sobre homossexualidade ao longo da história
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Antigo Testamento e homo-erotismo

O que qualquer cristão deve saber sobre homossexualidade
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!" (João 8, 32)
5/10

Pelos vistos, apesar do Levítico ser extremamente severo contra a prática da cópula anal (determinando igualmente a pena de morte contra o adultério e a bestialidade), outros livros sagrados revelam maior tolerância face ao homo-erotismo.

O Eclesiastes ensina: "É melhor dois do que um só. Se dormirem dois juntos, dormem quentes" (4,9.11). Num país quente como a Judeia, o interesse em dormir acompanhado parece ser meramente erótico. Portanto, o Levítico era uma coisa na teoria, e na prática, desde os tempos bíblicos, parece ter sido outra.

"Deus torna-nos aptos para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, enquanto o Espírito dá a vida." (2 Coríntios 3,6)

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sobre homossexualidade ao longo da história
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sobre Eclesiastes
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O hino de amor homossexual da Bíblia

O que qualquer cristão deve saber sobre homossexualidade
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!" (João 8, 32)
4/10

Se a homossexualidade fosse prática tão condenável, como justificar a indiscutível relação homossexual existente entre David e Jónatas?

Eis a declaração do salmista para o seu bem-amado: "Como eu te amava! O teu amor era uma maravilha para mim mais excelente que o das mulheres." (2 Samuel 1, 26).

Alguns crentes argumentarão que se tratava apenas de um amor espiritual, ágape. Preconceito primário, pois só as coisas materiais são referidas com a expressão "delicioso"[1], e não resta a sombra da menor dúvida que David, na sua juventude, foi adepto do "amor que não ousava dizer o nome".

Não foi gratuitamente que o maior escultor de nossa civilização, Miguel Ângelo, ele próprio homossexual, escolheu o jovem David, nu, como modelo da sua famosa escultura de Florença, em Itália.

Negar o amor homossexual entre estas duas importantes personagens bíblicas ("amizade mais maravilhosa que o amor (Eros) das mulheres") é negar a própria evidência dos factos.

"Tendes olhos e não vedes? Tendes ouvidos e não ouvis?" (Marcos 8,18).

[1] Na tradução da Bíblia usada na mensagem original (em português do Brasil), lia-se “Tu me eras deliciosamente querido” em vez de “Como eu te amava”. A Bíblia usada nesta adaptação do texto original é em português de Portugal (Bíblia Sagrada, da Difusora Bíblica de 2000).

Adaptação de uma publicação do blogue http://www.ggb.org.br/cristao.html que está a ser apresentada em várias mensagens.

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da rubrica O que qualquer cristão deve saber sobre a homossexualidade http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/biblia-fala-dos-homossexuais.html
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sobre homossexualidade ao longo da história
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sobre Jónatas e David
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/imagens-na-arte-jonatas-e-david.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-amor-de-david.html
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http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-rotulo-da-fragilidade.html

domingo, 7 de novembro de 2010

O rei belo

Não posso terminar esta série de mensagens em que David esteve sempre presente sem mostrar a mais conhecida das esculturas deste rei que, dizem, era belo.

A imagem de David foi imortalizada por Miguel Ângelo (Michelangelo). O artista é um dos maiores nomes da história da arte e, curiosamente, apesar de ser homossexual - e disso ser sabido - trabalhou directamente para a Igreja católica. O próprio Papa (Júlio II e Clemente VII) era seu mecenas, talvez por terem reconhecido um valor artístico inigualável no seu trabalho.

Entristeço-me quando vejo que, mesmo nos dias de hoje, há pessoas que sofrem consequências nos seus trabalhos, responsabilidades, contextos sociais ou familiares apenas pelo facto de se ter conhecido a sua homossexualidade. Talvez falte à maioria das pessoas a clareza dos mecenas de Miguel Ângelo, que souberam distinguir o que o homem era daquilo que fazia, o seu trabalho da sua cama, a vida pública da vida púbica, as suas obra do seus desejos e permitiram que pudesse existir enquanto ser humano. Desde já aqui fica o meu agradecimento a quem deixa os outros serem o que são. Não imagino o que seria viver num planeta que não tivesse acolhido o gesto genial do Miguel Ângelo.

A escultura do David é um belíssimo exemplo da sua obra esculturórica. A escultura original encontra-se em Florença, a cidade renascentista por excelência. Fê-la ainda jovem (26 anos), e jovem era também o seu modelo.

Miguel Ângelo sobe tirar da pedra branca a carne, a pele, o músculo e a frescura da vida do belo rei. David é-nos mostrado despojado de roupas e de ornamentos, sendo o corpo nu e a juventude a sua beleza e a sua força: vulnerável e vitorioso.

Uma última palavra, em jeito de comentário: quando a estátua foi terminada e instalada na cidade, a população reagiu contra a nudez lapidando-a. Actualmente ainda se faz muita lapidação, mas por vezes é só verbal, ou psicológica. Mas não faz menos estragos... Procuremos ter uma visão mais larga do que as nossas dioptrias sociológicas, culturais e antropológicas, afinemos o nosso ângulo de visão para sermos capazes de ver melhor à distância.

Uma biografia possível de Michelangelo:
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=197

Os artigos sobre David no blogue:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-rotulo-da-fragilidade.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/imagens-na-arte-jonatas-e-david.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-amor-de-david.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-amigo-de-david.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/sorri.html

O rótulo da fragilidade


Outra cena conhecida da vida de David é o seu combate com o gigante Golias. E esta é uma boa imagem para ilustrar o cliché em que tantas vezes a figura do homossexual é encerrada: se é gay, é delicado e frágil!

A sensibilidade é diversa da fraqueza ou debilidade. A força física não corresponde muitas vezes à fortaleza do carácter ou à resistência psicológica ou emocional. Veja-se o jovem David, que com astúcia e destreza é capaz de derrotar e degolar uma figura muito mais imponente e, aparentemente, em vantagem.

E nem todos os homens gays se reconhecem pela sua feminilidade tal como nem todas as mulheres lésbicas se reconhecem por ser másculas. De facto, há uma mole enorme de pessoas de condição homossexual que vivem invisivelmente na nossa sociedade, porque não são visivelmente reconhecíveis como tal.

Muitos dos machos-latinos, que correm aos ginásios para estar em forma, ignoram que a maioria dos corpos que invejam (e que procuram imitar) - por encerrarem todos os cânones da masculinidade e despertarem o interesse nas mulheres - pertencem a homens que gostam de homens. E além disto, é sabido que, entre os homens que assumem a sua condição homossexual em idade adulta, muitos confessam terem sido antes os mais homofóbicos entre os seus amigos. Há quem diga que quando um homem lida mal com a homossexualidade dos outros, não tem a sua sexualidade bem resolvida. Não é um facto comprovado nem comprovável, mas dá que pensar: quem está bem consigo mesmo, também está bem com os outros!

Imagens na arte: Jónatas e David

 
Seria o amor entre Jónatas e David um amor pura e simplesmente espiritual, fraterno ou de amizade? Os artistas, ao longo da história, não o interpretam assim. No texto do 2º livro de Samuel David afirma claramente que o amor de Jónatas era uma maravilha mais excelente que o das mulheres. Pode-se sempre arranjar uma montanha de explicações hipotéticas, rebuscadas e pouco convincentes, mas tudo leva a crer que era um amor maior, e não apenas no campo das ideias. Seria simplesmente o amor entre dois homens e, por isso, um amor homossexual.



As imagens percorrem esta temática nas artes (plásticas e performativas) ao longo dos séculos. Não é uma amostra exaustiva, mas dá para ter uma noção da diversidade formal em que este amor procura ser materializado e na forma em como continua a inspirar os artistas.

mais sobre o tema:
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-amor-de-david.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/o-amigo-de-david.html
http://moradasdedeus.blogspot.com/2010/11/sorri.html

O amor de David

Elegia de David

Então, David compôs a seguinte lamentação sobre a morte de Saul e de seu filho Jónatas. Está escrita no Livro do Justo, e David ordenou que fosse ensinada aos filhos de Judá.

"A Honra de Israel pereceu sobre as colinas!
Tombaram os heróis!

Não o conteis em Gat, nem o descrevais nas ruas de Ascalon,
para que se não regozijem as filhas dos filisteus, nem saltem de alegria as filhas dos incircuncisos!

Montes de Guilboa,
não caia sobre vós o orvalho nem chuva, campos traiçoeiros,
pois aí foi desenrado o escudo dos heróis.

O escudo de Saul não foi ungido com óleo, mas com sangue dos feridos e a gordura dos guerreiros.
O arco de Jónatas não recuou jamais, e a espada de Saul jamais deu um golpe em vão.

Saul e Jónatas, amados e gloriosos,  jamais se separaram, nem na vida nem na morte,
mais velozes do que as águias, mais fortes do que os leões.

Filhas de Israel, chorai sobre Saul!
Ele vestia-vos de púrpura sumptuosa e ornava de ouro as vossas vestes.

Tombaram os heróis no campo de batalha!

Jónatas, morto sobre as tuas colinas!
Jónatas, meu irmão, que angústia sofro por ti!
Como eu te amava!
O teu amor era uma maravilha para mim mais excelente que o das mulheres.

Como tombaram os heróis e se destruíram as armas de guerra!"
2 Samuel 1, 17-27

2 poemas relacionados:

O amigo de David

A MORTE DE JONATAS (2 sm 1, 17-27)

Houve um amigo que mais do que as mulheres
Como David explicou ao morrer Jonatas
Esteve
David disse-o a chorar sobre o seu leito

Seu leito quer dizer o de David
Que Jonatas não teve onde deitar-se
Nem a mãe nem a terra (nem o sono)
O seu corpo caiu. Depois morreu

A espada está cravada no seu corpo
Já não de Jonatas. No corpo de David

Se fores pelo centro de ti mesmo
In homens que são como lugares mal situados, Daniel Faria,
Fundação Manuel Leão, Porto, 1998
sobre Daniel Faria

A Bíblia sob um olhar contemporâneo (desconhecê-la é uma forma de iliteracia)

As grandes figuras da Bíblia
Ler a Bíblia é um desafio para qualquer pessoa, letrada ou não letrada, crente ou descrente. (...)

É verdade que a Bíblia, sobretudo o Antigo Testamento (AT), contém textos difíceis e, muitas vezes, aparentemente imorais e escandalosos. Por causa disto é que Filão de Alexandria (do tempo de Jesus), judeu de grande cultura, que convivia paredes meias com judeus e gregos na cidade da cultura daquele tempo - Alexandria - apresentou as escrituras hebraicas a judeus e gregos através da alegoria. Com este método, o leitor não deve deixar-se prender à literalidade historicista do texto, mas à performatividade de uma outra leitura dentro do próprio texto. Os pensadores cristãos dos primeiros séculos, também chamados Padres da Igreja (séculos II-VI), bispos, teólogos e leigos, sobressaindo o grande Orígenes, usaram este método, sobretudo para a compreensão do AT, como profecia alegórica do NT (Novo Testamento). Desta forma, desapareciam todos os equívocos, contradições e escândalos do AT. (...)

Nunca é demais repetir que o mundo da Bíblia não é tarefa fácil. Foi escrito em hebraico, aramaico e grego, e em tempos culturais muito diferentes dos nossos. Até ao século XVII ninguém, no Ocidente, duvidava da Bíblia. As dúvidas e as apreciações negativas começaram com o Século das Luzes, quando se começou a ler a Bíblia como código literário ao lado das literaturas clássicas gregas e latinas e das literaturas pré-clássicas da Mesopotâmia e Egipto. Foi então que se descobriu que muito antes dos mitos da criação da Bíblia já se tinham escrito os mesmos mitos — de maneiras diferentes — em óstracos e pergaminhos na Suméria, Assíria e Egipto. Outro tanto se diga do dilúvio e de Noé, da torre de Babel, de profetas, de doutrinas sapienciais e de cânticos com salmos e com poesia, e, especialmente, de narrativas de guerra entre famílias, tribos e nações.
...

Nesta obra, procurámos escrever em escrita corrida, sem descer a muitos pormenores filológicos, culturais e históricos. A intenção é apresentar um livro que todos os leitores possam entender. Deixámos de lado as argúcias exegéticas dos grandes comentadores da Bíblia, que enchem bibliotecas e revistas da especialidade.
É facto que os católicos, ao contrário dos protestantes, lêem pouco a Bíblia, porque, na tradição da Igreja Católica, a Bíblia não é uma entidade «divina» de per se, mas um meio — o maior e absolutamente necessário entre outros — para chegarmos a Deus, à fé cristã e à compreensão da Igreja. Foi a Igreja do AT (comunidades hebraicas dirigidas por responsáveis religiosos) e do NT (comunidades cristãs, a começar por São Paulo) que escreveu a Bíblia. Nesse processo de escrita, os «escribas» judeus e cristãos refletem a tradição oral e catequética do passado (séculos no AT e três ou quatro gerações no NT, exceptuando as sete cartas autênticas de Paulo). A Igreja escreve a Bíblia e a Bíblia escreve-se nela.
(Da introdução, assinada pelo autor.)

Voltar à Bíblia
 Apesar da tradição católica predominante no nosso país, a verdade é que se colocarmos diante dos olhos dos nossos concidadãos um Gn 30,45 ou Jo 23,11 haverá mais gente a pensar que é a matrícula de um automóvel do que aqueles que reconhecerão uma citação bíblica.

Isso não quer dizer que a Bíblia não desempenhe um papel fundamental. Ela foi e é determinante para a construção da modernidade; ela está presente mesmo de forma implícita nas várias expressões da nossa cultura (veja-se, por exemplo, o título do último romance de Lobo Antunes: “Sôbolos rios que vão”) e vai ganhando inclusive novos leitorados para lá das fronteiras tradicionais.
Mas há muito a fazer para dar à Bíblia o espaço e a importância que ela tem, como livro de Fé para os crentes e como código de cultura. Desconhecer a Bíblia é uma forma de iliteracia. É desconhecer-se a si mesmo.
E eis-nos com esta nova obra do Professor Carreira das Neves: “As grandes figuras da Bíblia”. São 14 figuras selecionadas, a começar por Deus (a Bíblia é o teatro de Deus, a cena da Sua revelação, a Sua teodramática) e culmina em Jesus. Deus ocupa 25 páginas, Adão e Eva 9 págs; Moisés 21 págs, David 26, Isaías 34…e Jesus 117 páginas, isto é, mais de um terço do livro.
Há um livro de Paul Beauchamp, Cinquante Portraits Bibliques, Seuil Paris, 2000 que é referido na obra de Carreira das Neves e funciona aqui como paradigma. Mas a arte do retrato (que Beauchamp sabiamente pratica) é colher a personagem num determinado instante e buscar nessa imagem a iluminação da globalidade. Neste volume de Carreira das Neves opta-se por um caminho diferente: uma maior concentração de personagens e um tratamento poliédrico (usando com uma grande mestria as ferramentas metodológicas: desde o método histórico-crítico ao narrativo, desde as religiões comparadas aos métodos contextuais que dão uma atenção enorme à cultura, à história das mentalidade, à geografia). E sempre com uma preocupação de diálogo com o presente.
(José Tolentino Mendonça, da apresentação.)

In As grandes figuras da Bíblia, Pe. Carreira das Neves, ed. Presença

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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