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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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terça-feira, 5 de abril de 2011

Documentários especiais


Para quem ainda não teve a possibilidade de ver, a Geraldine vai receber durante os meses de Abril e Maio um ciclo de documentários da produtora TERRATREME. Filmes de Tiago Hespanha, Frederico Lobo e Pedro Pinho, João Vladimiro, Leonor Noivo e Nathalie Mansoux circularam por vários festivais nacionais e internacionais e foram agora reunidos numa caixa-DVD que se encontra à venda em várias livrarias.
(Durante as sessões na Geraldine a caixa de DVDs TERRATREME estará à venda com um desconto de 10%.)

Uma edição com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian

A edição da caixa de DVDs com 5 documentários é a primeira experiência da TERRATREME filmes no campo da edição. Este projecto pretende trazer à luz filmes que não teriam outra possibilidade de serem editados dentro dos canais até hoje existentes e que no entanto merecem ser distribuídos, como provam os seus percursos por vários festivais nacionais e internacionais onde têm sido alvo de destaque.O que une estes 5 filmes não são afinidades de género ou de forma mas serem trabalhos de jovens realizadores, praticamente desconhecidos, guiados pela urgência de fazerem os seus filmes à sua maneira e inventando para isso modelos de produção adaptados às necessidades dos seus projectos.

Para mais informação visite:
www.terratreme.com
TERRATREME FILMES no Câmara Clara
SPOT CAIXA DVDS no Vimeo

Ver alguns destes documentários

Sessões de projecção


As sessões contarão sempre que possível com a presença dos realizadores e/ou dos produtores dos filmes.

21 de Abril – 21h30 VISITA GUIADA de Tiago Hespanha
(2009, 56 minutos, Betadigital, 16:9, em Português com legendas em Inglês)
Todos os anos vêm a Portugal milhões de turistas à descoberta de um pais, um povo e uma cultura. Muitos vão contactando com vários guias que lhes tentam passar uma visão da história e da identidade nacional. Visita Guiada toma como ponto de partida a construção desses discursos e a sua leitura, numa viagem de norte a sul de Portugal.
Prémio do Público para melhor curta-metragem, INDIELISBOA 2009 (Portugal)
Sessão de apresentação da caixa de dvds TERRATREME, com a presença do realizador Tiago Hespanha e dos produtores João Matos e Joana Gusmão.


28 de Abril – 21h30 

SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS 
de Leonor Noivo

(2009, 56 minutos, BetaDigital, 16:9, em Português com legendas em Inglês)
Andam aos pares de porta em porta e entram nas casas de quem os quer ouvir. Discutem as questões da fé, da família, do recato, da religião, da existência. O modelo que perseguem assemelha-se a uma prova pessoal, iniciática, durante os dois anos que passam longe de casa. Os Elderes e as Sisters, jovens missionários do movimento Mórmon, saem do seu país, estudam outra língua e outra cultura, absorvidos por esse espírito de missão. Aspiram ser os exemplos dos rapazes e raparigas perfeitos.


12 de Maio – 21h30 

BAB SEBTA 
de Frederico Lobo e Pedro Pinho

(2008, 110 minutos, HDV, 16/9 em Francês com legendas em Português)
Bab Sebta significa em Árabe a porta de Ceuta e é o nome de passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta. É o local para onde convergem aqueles que, vindos de várias partes de África, procuram chegar à Europa. O filme Bab Sebta percorre quatro cidades ao encontro dos tempos de espera e das vozes desses viajantes.
Prix Marseille Esperance, FID MARSEILLE 2008 (França)
Prémio Melhor Documentário Português, DOCLISBOA 2008 (Portugal)
Melhor Filme – FÓRUM DOC BH 2009 (Brasil)

19 de Maio – 21h30 VIA DE ACESSO

 


de Nathalie Mansoux
(2008, 82’, BetaDigital, 16:9, em Português com legendas em Inglês)
Os últimos habitantes da Azinhaga dos Besouros, na periferia de Lisboa, não têm direito a ser incluídos no “Plano Especial de Realojamento”. Vivem a demolição do seu bairro, onde irá ser construída uma via rápida.
Melhor Longa-Metragem Portuguesa, INDIELISBOA 2008 (Portugal)
Melhor Filme de Direitos Humanos, FICCO 2009 (México)


26 de Maio – 21h30 JARDIM de João Vladimiro
(2007, 70 minutos, BetaDigital ,4:3 , em Português legendado em Inglês)
Sim, sei que as árvores não têm olhos, a água não tem boca e as pedras não têm ouvidos. Ainda assim, comunicamos. Neste jardim em especial, acontecem longas conversas caladas, como dois velhos conhecidos que, pela simples presença, se falam de calma, conforto, tristeza. Aqui, assisti aos primeiros passos de uma criança, à chegada de um pato mudo, à queda das folhas de um choupo branco.


Localização: Tv. da Glória, 18-1º, Lisboa

segunda-feira, 21 de março de 2011

Visitar o Aqueduto das Águas Livres e celebrar o Dia da Água

Paulo Freire
Aqueduto das Águas Livres reaberto dia 22 de Março

No Dia Mundial da Água, 22 de Março, será aberto o troço do Vale de Alcântara, permitindo percorrer os 914 metros entre Campolide e Monsanto. 

O troço, que esteve fechado em 2010 devido a obras, será reaberto no Dia Mundial da Água, dia em que, como habitualmente, o acesso será gratuito

Este troço com perto de um quilómetro é talvez o mais emblemático de todo o percurso de 58 quilómetros do aqueduto, feito construir em 1732 por D. João V, ao incluir o maior arco ogival em pedra do mundo, com 62 metros de altura por 29 de largura.

Sobre o Aqueduto

"Classificado como Monumento Nacional, é um dos mais extensos sistemas de abastecimento de água existentes no mundo, alcançando os 58 quilómetros; o seu nome deve-se ao facto de as águas correrem apenas pela força da gravidade, isto é, livremente.

Foi em 1571 que Francisco de Holanda propôs ao rei Dom Sebastião a reconstrução de um aqueduto e da antiga barragem romana de Olissipo, para garantir o abastecimento de água à capital, mas foi só no reinado de Dom João V, em pleno século XVIII, que se decidiu avançar com a sua construção, tendo sido os seus custos integralmente suportados pela população de Lisboa através de taxas que incidiam sobre a carne, o azeite e o vinho.

As obras começaram sob a direcção do arquitecto Manuel da Maia e do sargento-mor Custódio de Vieira, sendo deste último a opção pelos arcos sobre o Vale de Alcântara; vale a pena referir que o Aqueduto das Águas Livres tem o maior arco em alvenaria do mundo.

O aqueduto, que ficou concluído em 1834, apesar de ter começado a abastecer de água a cidade de Lisboa a partir de 1748, evidencia influências góticas em pleno período barroco.

A galeria interior tem dois corredores que têm o nome de Passeio dos Arcos, pelos quais se podia caminhar e disfrutar de uma vista panorâmica, porém o elevado número de suicídios e assassinatos, pelos quais se tornou célebre o bandido Diogo Alves, levou a que a partir de 1844 fechasse ao público. Actualmente, o Museu da Água, que tutela o aqueduto, organiza visitas e passeios em datas e horas que variam consoante as estações."

sexta-feira, 11 de março de 2011

Andar a pé faz bem

Caminhada na Arrábida: Formosinho, o seu ponto mais alto (501m) 

Esta caminhada serve de preparação á viagem de Marrocos "M.Goun&Deserto" a realizar em 15 de Abril pelo CDCR dos CTT de Almada, mas é aberta a quem não faz a viagem a Marrocos. 

Ponto de encontro: dia 19 de Março (Sábado) às 10h da manhã, no Jardim Sebastião da Gama - em frente da pastelaria "Tortas de Azeitão" em Vila Nogueira de Azeitão



Duração: 7h aproximadamente (deverá terminar antes das 17h) 
Distância: de 16 e 18 Km 

Dificuldade: alta (algumas subidas e descidas com alguma inclinação mas de dificil execução) 
Equipamento: calçado adequado e confortável, água, farnel nutritivo, impermeável
Equipamento opcional: frontal, luvas, gorro ou chapéu Preço: a caminhada é gratuita, logo,  não tem seguro e cada um está por sua responsabilidade


Notas: o percurso tem uma subida difícil com desnível de 375m  e algumas descidas com alguma dificuldade - não se aconselha a pessoas que tenham vertigens . 
A caminhada é organizada por Carlos Garcia e o CDCR dos CTT de Almada 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Confissão por telemóvel: a tecnologia chega ao confessionário

O Regresso do Filho Pródigo, 1669, Rembrandt
Igreja Católica dá bênção a aplicativo de iPhone para confissão


A Igreja Católica aprovou um aplicativo para iPhone que ajuda fiéis a confessarem. O programa - chamado Confissão - foi colocado à venda semana passada pela loja virtual da Apple, iTunes (...).

Descrito como "a ajuda perfeita para qualquer penitente", o aplicativo dá ao usuário dicas e orientações sobre o acto da confissão.

Agora, membros do clero católico nos Estados Unidos deram a sua aprovação oficial ao aplicativo, num gesto da Igreja Católica que se acredita ser inédito. O aplicativo guia os usuários através do sacramento da confissão - em que católicos admitem os seus pecados - e permite que o fiel mantenha um registo dos seus pecados.

O aplicativo também permite que os usuários façam um exame de consciência com base em factores como idade, sexo e estado civil - mas afirma que não tem como objetivo substituir a confissão inteiramente. Em vez disso, diz o aplicativo, a ideia é levar os usuários a compreender as suas ações, e a procurar um padre para obter absolvição.

"O nosso desejo é convidar católicos a envolverem-se com a sua fé através da tecnologia digital", disse Patrick Leinen, da Little iApps.

O lançamento foi feito logo após o papa Bento XVI ter exortado católicos a usarem a comunicação digital e a mostrarem-se presentes online. Os arquitectos do aplicativo, baseados no estado americano de Indiana, disseram ter levado em conta as palavras do papa enquanto preparavam a ferramenta para consumo público.
"O nosso objetivo com esse projeto é oferecer um aplicativo digital que seja uma "verdadeiro novo media a serviço da palavra", disse a empresa.

Segundo a Little iApps, o aplicativo foi desenvolvido com a ajuda de vários padres, e teve a aprovação do bispo Kevin Rhoades da diocese de Fort Wayne, em Indiana.

Esta seria a primeira vez que a Igreja aprovou um aplicativo para telemóvel, embora a instituição não seja totalmente alheia ao mundo digital. Em 2007, o Vaticano lançou seu próprio canal no YouTube. Dois anos depois, um aplicativo para o Facebook foi criado, para que os usuários pudessem enviar cartões postais digitais ao pontífice.

In BBC Brasil

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Vida nova para sapatos velhos: calçar quem está descalço

Os teus sapatos ainda têm muito para andar!

Sapatos, botas, ténis, chinelos, sandálias... Todos eles fazem parte das nossas vidas, até que um dia nos deixam de servir, gastam-se ou deixamos de usá-los.

Neste sentido, e para evitar que deixes de "dar corda" aos teus sapatos, a empresa de reparação de calçado Botaminuto lançou a campanha solidária "Sapatos com histórias", que convida as pessoas a desfazerem-se dos sapatos que já não usam e deixá-los em qualquer loja desta cadeia. Depois de arranjado, todo o calçado é encaminhado para instituições de solidariedade social e ajuda a aquecer os pés frios de Norte a Sul do país.

Até 15 de Fevereiro, participa nesta iniciativa e entregua os teus sapatos usados, de adulto ou criança, no ponto de recolha mais perto. Poderás ainda partilhar a história do teu par de sapatos nas redes sociais!
É tempo de ajudar...dá os teus sapatos a quem não os tem!

Este é o 4º ano consecutivo que a Botaminuto promove esta campanha. Em 2010, conseguiu angariar cerca de 9000 pares de sapatos?

Ler mais sobre sapatos com histórias e ver quais são os pontos de recolha por todo o país.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Para te VER melhor

Reutilização e reciclagem de óculos
Óculos com nova vida,
óculos para quem precisa

Tens óculos que já não utilizas? Graduados ou de Sol? Então podes ajudar ...
(NOTA: antes de publicar esta mensagem verifiquei a autenticidade do programa)

Nos últimos nove anos, os Lions enviaram cerca de 48 milhões de óculos para os Centros Lionísticos de Reciclagem de Óculos oficiais. Embora este número impressione, milhares de outros óculos permanecem esquecidos em gavetas, porta-luvas, caixas de achados e perdidos em escritórios, aeroportos e hotéis.

Desde o apelo de Helen Keller para que se tornassem “Paladinos dos Cegos” em 1925, os Lions desencadearam uma cruzada para a conservação da visão.

A necessidade é enorme - uma em cada quatro crianças não consegue ver bem o suficiente para ler sem óculos. Ao chegar aos 40 anos, 90% de todos os adultos precisarão de óculos. A vida de cerca de 500 milhões de pessoas no mundo inteiro melhoraria com uns simples óculos graduados. Estas estatísticas assombrosas da Organização Mundial da Saúde demonstram porque os Lions precisam continuar com os seus esforços para recolher e reciclar óculos.

Os óculos que são doados a países em desenvolvimento permitem a um grande número de pessoas verem melhor pela primeira vez na vida.

Reciclar óculos custa tão pouco, ainda assim a despesa para corrigir deficiências visuais é astronómica para muitas pessoas em países em desenvolvimento. Em muitos países, um exame à vista custa tanto quanto o salário mensal e muitas vezes há apenas um médico para centenas de milhares de pacientes fazendo com que seja extremamente difícil consultar um oftalmologista.

Problemas de visão deficiente descuidados, sem tratamento, podem levar à cegueira ou ao desemprego de adultos. O programa de doação de óculos beneficia milhões de pessoas cada ano.

Directrizes do Programa

Todos os tipos de óculos para crianças e adultos são bem-vindos, inclusivé os de grau muito forte ou fraco. Óculos para leitura e óculos de sol são também aproveitados.

Os óculos recolhidos podem ser enviados pelos CTT ou entregues directamente em:
Distrito Múltiplo 115 do Lions Club
Rua Basílio Teles, 17 - 3º C
1070-020 Lisboa
Junto ao IPO em Lisboa (à Praça de Espanha)

O Lions Club

Os Lions oferecem o seu tempo às causas humanitárias, com relevância maior na salvaguarda da Visão, quer através de múltiplas actividades locais, quer colaborando no programa internacional SightFirst e no Dia Mundial da Visão.


Esta acção realiza-se anualmente na segunda quinta-feira do mês de Outubro em parceria com agências da Organização das Nações Unidas e outras organizações oftalmológicas e filantrópicas, tendo por objectivo a sensibilização para a erradicação da cegueira evitável e reversível.

(...)
 
Os Lions fazem ainda a recolha anual de mais de 30 milhões de pares de óculos usados, para depois os reciclar e distribuir por países em vias de desenvolvimento.

Esta acção efectua-se durante todo o ano e particularmente em Maio, mês Lions da Reciclagem para a Visão.

No mundo, há 17 Centros Lionísticos de Reciclagem de Óculos:
- onze nos Estados Unidos e um na Austrália, Canadá, França, Itália, África do Sul e em Espanha.

O Lions Clubs International é a maior organização mundial de Clubes de serviços voluntários, actuando através do envolvimento comunitário e cooperação internacional com 1,3 milhão de sócios que trabalham juntos para responder às necessidades que desafiam as comunidades, e neste momento, agrupam-se em 45.000 Clubes espalhados por 205 países e regiões.


para consultar mais acções dos Lions
http://www.lionsclubes.pt/dm115/index.php?option=com_content&view=article&id=50&Itemid=81
Lions Club Portugal
http://www.lionsclubes.pt/dm115/

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O calendário gay católico oficial

Há sempre maneiras de santificar o desejo... É curioso que a Santa Sé encontrou uma. Este calendário foi oficializado pelo Vaticano e pode mesmo ser encomendado pela internet em http://www.calendarioromano.org/.

Chama-se calendário romano e cada mês é ilustrado por um padre jovem, lindo, enfim, um autêntico sex-symbol, um ícone gay. Os fiéis e os padres já podem trazer um souvenir no mínimo original da cidade eterna, sem ficarem mal vistos.

Não me venham dizer que é devoção... é o chamado gato escondido com o rabo de fora!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Uma carta aberta de Hans Küng

Uma voz incómoda, uma pedra no charco. Partilho esta carta aberta de um teólogo:


Perda histórica de confiança

Igrejas vazias – e agora ainda por cima um escândalo: Cinco anos após Bento XVI ter sido eleito Papa, a Igreja Católica vê-se a braços com a maior crise de confiança desde a Reforma.

Venerados bispos,
Joseph Ratzinger, agora Bento XVI, e eu éramos em 1962-1965 os teólogos mais jovens do Concílio. Agora somos os mais velhos e os únicos ainda em actividade. Entendi sempre o meu trabalho teológico como sendo também um serviço para a igreja. Assim, no quinto aniversário do pontificado do papa Bento XVI, escrevo-vos uma carta aberta, pois estou preocupado com a nossa igreja, que se debate com a crise de confiança mais profunda desde a Reforma. Não tenho outra maneira de chegar a vós.
Prezei muito o facto de Bento XVI me ter convidado para uma conversa de quatro horas, pouco depois da sua eleição, apesar de eu ser um crítico seu. A conversa foi amigável e deu-me esperança de que o meu antigo colega da Universidade de Tubinga encontrasse o caminho para o prosseguimento da renovação da igreja e do entendimento ecuménico, no espírito do Concílio Vaticano II.

Oportunidades perdidas
Infelizmente, as minhas esperanças, assim como as de tantos católicos e católicas empenhados, foram vãs e eu comuniquei isso ao papa Bento XVI em diversas cartas. Ele cumpriu sem dúvida conscienciosamente os seus deveres papais e até já nos deu três proveitosas encíclicas sobre a fé, a esperança e o amor.
Mas no que respeita aos grandes desafios do nosso tempo, o seu pontificado é cada vez mais caracterizado pelas oportunidades perdidas e não pelas ocasiões aproveitadas:
— Perdeu-se a oportunidade de aproximação com as igrejas evangélicas: não são entendidas como igrejas em toda a acepção da palavra, pelo que não é possível reconhecer os seus ministros e realizar celebrações conjuntas da eucaristia.
— Perdeu-se a oportunidade de diálogo com os judeus: o papa reintroduziu uma oração pré-conciliar pela iluminação dos judeus e abre as portas da igreja a bispos cismáticos notoriamente anti-semitas, beatificou Pio XII e entende o judaísmo somente como raiz histórica do cristianismo, e não como comunidade de fé existente com um caminho próprio de salvação. Irritação dos judeus em todo o mundo por causa da homília de Sexta-Feira Santa do pregador da Casa Pontifícia, que comparou as críticas ao papa com ódio anti-semita.
— Perdeu-se a oportunidade de diálogo confiante com os muçulmanos: sintomático foi o discurso de Bento em Regensburgo, no qual, mal aconselhado, falou do Islão como uma religião da violência e da desumanidade, tendo provocado uma desconfiança duradoura entre os muçulmanos.
— Perdeu-se a oportunidade de reconciliação com os povos nativos colonizados da América Latina: o papa tem afirmado seriamente que eles “ansiavam” pela religião dos seus conquistadores.

Luta contra a SIDA
— Perdeu-se a oportunidade de ajudar os povos africanos: na luta contra a sobrepopulação através da aprovação de medidas de contracepção e na luta contra a SIDA através da autorização do uso do preservativo.
— Perdeu-se a oportunidade de selar a paz com a ciência moderna: através de um reconhecimento sem reservas da teoria da evolução e da aprovação diferenciada de novos campos da investigação, como a investigação sobre células estaminais.
— Perdeu-se a oportunidade de transformar finalmente o espírito do Concílio Vaticano II na bússola da Igreja Católica dentro do próprio Vaticano e de levar por diante as reformas nele preconizadas.
O último ponto, venerados bispos, é especialmente importante. Este papa tem vindo sempre a relativizar os textos do Concílio e a interpretá-los contra o espírito dos pais do Concílio, recuando em vez de avançar. Toma até uma posição expressa contra o Concílio Ecuménico que, segundo o direito canónico católico, constitui a autoridade máxima da Igreja Católica:
— Admitiu incondicionalmente na igreja bispos da tradicionalista Fraternidade Pio X, ilegalmente ordenados, à margem da Igreja Católica, que rejeitam o Concílio nos seus pontos centrais.
— Promove com todos os meios a missa medieval segundo o rito tridentino e celebra ocasionalmente a eucaristia em latim de costas voltadas para o povo.
— Não cumpre o acordo delineado em documentos ecuménicos oficiais com a Igreja Anglicana (ARCIC), mas tenta atrair para a Igreja Católica Apostólica Romana religiosos anglicanos casados, libertando-os da obrigação do celibato.
— Fortaleceu globalmente as forças anticonciliares no interior da Igreja, através da nomeação para cargos de chefia (secretários de estado, congregação da liturgia, etc.) de pessoas com posições anticonciliares e bispos reaccionários.

Política de restauração falhada
O papa Bento XVI parece distanciar-se cada vez mais da grande maioria do povo católico, que se preocupa cada vez menos com Roma e, na melhor das hipóteses, se identifica apenas com a comunidade e o bispo local. Sei que muitos de vós também sofrem com isso: a política anticonciliar d o papa é inteiramente apoiada pela cúria romana. Esta procura sufocar as críticas no episcopado e na igreja, e desacreditar os críticos por todos os meios.
Através de uma renovada sumptuosidade barroca e de manifestações com impacto nos meios de comunicação social, Roma procura apresentar uma Igreja forte, com um “Vigário de Cristo” absolutista, que reúne nas suas mãos todo o poder legislativo, executivo e judicial.
No entanto, a política de restauração de Bento XVI fracassou. Todas as suas aparições, viagens e documentos não conseguiram alterar, no sentido da doutrina romana, as opiniões da maioria dos católicos acerca de questões controversas, principalmente em termos de moral sexual. E mesmo os encontros de juventude, frequentados sobretudo por agrupamentos carismáticos conservadores, não conseguiram travar o abandono da Igreja por parte de fiéis, nem despertar mais vocações para o sacerdócio.

Abandonados
Serão justamente os bispos quem mais profundamente lamentará este facto: desde o Concílio, dezenas de milhares de sacerdotes abandonaram o sacerdócio, sobretudo devido à lei do celibato obrigatório. A renovação não só de sacerdotes, mas também de congregações religiosas, freiras e irmãos laicos decaiu, tanto em quantidade como em qualidade. A resignação e a frustração alastram no seio do clero e entre os membros mais activos da igreja.
Muitos sentem-se abandonados nas suas necessidades e sofrem na Igreja. Em muitas das vossas dioceses deve acontecer isto: cada vez mais igrejas vazias, seminários vazios, residências paroquiais vazias. Nalguns países as comunidades católicas são fundidas, por falta de padres e frequentemente contra a sua vontade, em “unidades de assistência espiritual” gigantescas, nas quais os poucos padres disponíveis estão completamente sobrecarregados e que apenas servem para simular uma reforma da Igreja.
E eis que aos muitos factores de crise vêm ainda juntar-se escândalos que bradam aos céus: acima de tudo, o abuso de milhares de crianças e jovens por clérigos, nos Estados Unidos, na Irlanda, na Alemanha e noutros países — tudo isto ligado a uma crise de liderança e confiança sem precedentes.

Não ao silêncio
Não se pode calar o facto de que o sistema de encobrimento global de delitos sexuais de clérigos foi dirigido pela Congregação para a Doutrina da Fé do Cardeal Ratzinger (1981-2005), na qual, ainda no pontificado de João Paulo II, os casos foram compilados sob o mais estrito sigilo.
Ainda em Maio de 2001, Ratzinger enviou uma carta solene acerca dos delitos graves (“Epistula de delictis gravioribus”) a todos os bispos. Nesse documento os casos de abuso eram colocados “sob Secretum Pontificium”, cuja violação pode implicar severas penas canónicas. É, pois, com justiça que muitos exigem do então prefeito e agora papa um ”Mea culpa” pessoal. Contudo, infelizmente este deixou passar a oportunidade de o fazer na Semana Santa. Em vez disso, fez atestar “urbi et orbi” a sua inocência através do cardeal decano, no Domingo de Páscoa.
As consequências de todos estes escândalos para o prestígio da Igreja Católica são devastadoras. Isto é confirmado também por titulares de altos cargos da Igreja. Inúmeros pastores e educadores irrepreensíveis e altamente empenhados são agora vítimas de uma suspeita generalizada.
É a vós, venerados bispos, que cabe perguntar como deve ser o futuro na nossa Igreja e nas vossas dioceses. Contudo, gostaria de vos esboçar um programa de reformas; é algo que fiz por várias vezes, antes e depois do Concílio.

Dêem uma perspectiva à nossa Igreja
Gostaria de fazer apenas seis sugestões, que é minha convicção serem comuns a milhões de católicos que não têm voz:
1. Não calar: O silêncio torna-vos cúmplices de tantos males graves. Muito pelo contrário, nos casos onde considerem determinadas leis, disposições e medidas como contraproducentes, devem dizê-lo publicamente. Não enviem declarações de submissão a Roma, mas sim reivindicações de reforma!
2. Ajudar as reformas: São muitos os que se queixam de Roma, na Igreja e no Episcopado, mas nada fazem. No entanto, quando, numa diocese ou paróquia, os serviços religiosos não são frequentados, a assistência espiritual é pobre, a abertura às necessidades do mundo é limitada, a colaboração ecuménica é mínima, então a culpa não pode ser assacada simplesmente a roma. Bispo, sacerdote ou leigo – cada um faça algo pela renovação da Igreja no âmbito maior ou menor da sua vida. Muitas coisas extraordinárias, tanto a nível paroquial como na totalidade da Igreja, começaram por iniciativas solitárias ou de pequenos grupos. Na vossa qualidade de bispos, há que apoiar e estimular essas iniciativas, e ir ao encontro das queixas fundamentadas dos fiéis, sobretudo agora.
3. Agir em colegialidade: O Concílio decretou, após um debate intenso e contra a oposição persistente da cúria, a colegialidade do papa e dos bispos, no sentido da história dos apóstolos, na qual Pedro não agia sem o colégio dos apóstolos. Mas, no período pós-conciliar, os papas e a cúria têm vindo a ignorar esta decisão conciliar central. Desde que o papa Paulo VI, apenas dois anos depois do Concílio, publicou uma encíclica em defesa da controversa lei do celibato, sem ter consultado o episcopado, o magistério e a política papais regressaram ao velho estilo não colegial. Até na liturgia o papa se apresenta como autocrata, perante o qual os bispos, de que ele gosta de se rodear, surgem como meros comparsas, sem direitos nem voz. Por isso, venerados bispos, há que agir não apenas individualmente, mas em comunidade com os outros bispos, os sacerdotes e o povo da Igreja, homens e mulheres.

A obediência é devida apenas a Deus
4. A obediência incondicional é devida apenas a Deus: Na sagração solene como bispos, todos fizeram um voto de obediência incondicional ao papa. Mas também todos sabem que a obediência incondicional nunca é devida a uma autoridade humana, mas apenas a Deus. Assim, o vosso voto não deve impedir-vos de dizer a verdade acerca da actual crise da Igreja, da vossa diocese ou do vosso país. Em absoluta conformidade com o exemplo do apóstolo Paulo, que resistiu [a Pedro] frente a frente, porque merecia censura“ (Gal 2, 11)! Pressionar as autoridades romanas no espírito da fraternidade cristã pode ser legítimo, quando estas não correspondem ao espírito do Evagelho e à sua missão. A utilização das línguas nacionais na liturgia, a alteração das disposições relativas aos casamentos mistos, a aceitação da tolerância, da democracia, dos direitos humanos, do entendimento ecuménico e tantas outras coisas, apenas foram conseguidas graças a uma perseverante pressão vinda de baixo.
5. Procurar soluções regionais: O Vaticano mostra-se frequentemente surdo às reivindicações do episcopado, dos sacerdotes e dos leigos. Tanto mais necessária é, pois, a procura inteligente de soluções regionais. Um problema particularmente delicado, bem o sabeis, é a lei do celibato, oriunda da Idade Média, que está a ser justificadamente posta em causa no contexto dos escândalos de abusos sexuais. Uma alteração contra a vontade de roma parece quase impossível. No entanto, isso não significa que se esteja condenado à passividade: um sacerdote, que após madura reflexão pensa em casar, não teria de renunciar automaticamente ao seu cargo, se o bispo e a comunidade o apoiassem. As várias conferências episcopais poderiam avançar com soluções regionais. Mas o melhor seria procurar uma solução para toda a Igreja. Portanto:
6. Exigir um Concílio: Tal como foi necessário um Concílio Ecuménico para alcançar a reforma litúrgica, a liberdade religiosa, o diálogo ecuménico e interreligioso, o mesmo acontece para a resolução dos problemas que agora eclodem de modo tão dramático. O Concílio de Constança, no século anterior à Reforma, determinou a convocação de um Concílio a cada cinco anos, mas essa decisão tem sido ignorada pela cúria romana. Sem dúvida que esta também agora fará tudo para evitar um Concílio do qual tem a recear uma limitação do seu poder. É responsabilidade de todos vós levar a cabo a realização de um Concílio ou, pelo menos, de uma assembleia representativa do episcopado.

Enfrentar os problemas com sinceridade
É este, venerados bispos, o apelo que vos faço perante uma igreja em crise, pôr na balança o peso da vossa autoridade episcopal, revalorizada pelo Concílio. Nesta difícil situação, os olhos do mundo estão postos em vós. Inúmeras pessoas perderam a confiança na Igreja Católica. Só uma abordagem aberta e séria dos problemas e a adopção das reformas indispensáveis pode ajudar a recuperar essa confiança. Peço-vos com todo o respeito, que cumpram a vossa parte, sempre que possível em colaboração com os outros bispos, mas em caso de necessidade também sozinhos, com “desassombro” apostólico (Act 4, 29.31). Dêem sinais de esperança e coragem aos vossos fiéis e uma perspectiva à nossa Igreja.

Saúdo-vos na comunhão da fé cristã
Vosso
Hans Küng

uma entrevista à Euronews
sobre Hans Küng (biografia)

domingo, 11 de julho de 2010

Alternativo: Turismo com Voluntariado

Em tempo de férias, porque não pensar num turismo diferente? Divulgo uma iniciativa:

TU-Voluntário, Turismo Comunitário e Voluntariado em Moçambique, de 28 de Agosto a 11 de Setembro

O Turismo impõe-se, cada vez mais, como um pilar do Desenvolvimento. A associação entre Turismo e Desenvolvimento deve ser feita numa lógica de sustentabilidade, privilegiando a participação e a capacitação das comunidades de acolhimento, o respeito pelo ambiente e a valorização da diversidade cultural, colocando a tónica na economia solidária.

A partir dessa Visão Integrada, a AIDGLOBAL promove a 1ª edição do projecto TU-Voluntário, um projecto de Volunturismo que associa o Turismo Comunitário e Responsável ao Voluntariado.

ver mais sobre Volunturismo

ver mais sobre AIDGLOBAL e o projecto TU-Voluntário

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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São benvindos os comentários, as perguntas, a partilha de reflexões e conhecimento, as ideias.

Envia o link do blogue a quem achas que poderá gostar e/ou precisar.

Se não te revês neste blogue, se estás em desacordo com tudo o que nele encontras, não és obrigado a lê-lo e eu não sou obrigado a publicar os teus comentários. Haverá certamente muitos outros sítios onde poderás fazê-lo.

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Os textos e as imagens

Os textos das mensagens deste blogue têm várias fontes. Alguns são resultados de pesquisas em sites, blogues ou páginas de informação na Internet. Outros são artigos de opinião do autor do blogue ou de algum dos seus colaboradores. Há ainda textos que são publicados por terem sido indicados por amigos ou por leitores do blogue. Muitos dos textos que servem de base às mensagens foram traduzidos, tendo por vezes sofrido cortes. Outros textos são adaptados, e a indicação dessa adaptação fará parte do corpo da mensagem. A maioria dos textos não está escrita segundo o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, pelo facto do autor do blogue não o conhecer de forma aprofundada.

As imagens que ilustram as mensagens são retiradas da Internet. Quando se conhece a sua autoria, esta é referida. Quando não se conhece não aparece nenhuma referência. Caso detectem alguma fotografia não identificada e conheçam a sua autoria, pedimos que nos informem da mesma.

As imagens são ilustrativas e não são sempre directamente associáveis ao conteúdo da mensagem. É uma escolha pessoal do autor do blogue. Há um critério de estética e de temática ligado ao teor do blogue. Espero, por isso, que nenhum leitor se sinta ofendido com as associações livres entre imagem e conteúdo.

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