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A diversidade na Igreja

"A casa do meu Pai tem muitas moradas", diz-nos Jesus no evangelho.

A unidade na diversidade não é sempre aparente na Igreja enquanto povo de Deus, mas é uma realidade em Deus e uma presença na fé cristã desde a sua origem. A Palavra de Deus não é partidária, elitista e exclusiva. O Reino de Deus é como uma árvore que estende os ramos para dar abrigo a todos os pássaros do céu. Cristo não morreu na cruz para salvar uma mão cheia de cristãos. Até o Deus Uno encerra em si o mistério de uma Trindade.

A Palavra de Deus é inequívoca e só pode levar à desinstalação, à abertura ao outro, e a recebê-lo e amá-lo enquanto irmão ou irmã. Ninguém fica de fora, nem mesmo - se tivessemos - os inimigos.

Muitos cristãos crêem nesta Igreja, nesta casa do Pai, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo. Mas como esquecer que muitos se sentem "de fora" por se verem rejeitados, amputados e anulados, e afastam-se por ninguém lhes ter mostrado que há um lugar para cada um, com a totalidade do seu ser?

Um blogue para cristãos homossexuais que não desistiram de ser Igreja

Porquê este blogue?

Este blogue é a partilha de uma vida de fé e é uma porta aberta para quem nela quiser entrar. É um convite para que não desistas: há homossexuais cristãos que não querem recusar nem a sua fé nem a sua sexualidade. É uma confirmação, por experiência vivida, que há um lugar para ti na Igreja. Aceita o desafio de o encontrares!

Este blogue também é teu, e de quem conheças que possa viver na carne sentimentos contraditórios de questões ligadas à fé e à orientação sexual. És benvindo se, mesmo não sendo o teu caso, conheces alguém que viva esta situação ou és um cristão que deseja uma Igreja mais acolhedora onde caiba a reflexão sobre esta e outras realidades.

Partilha, pergunta, propõe: este blogue existe para dar voz a quem normalmente está invisível ou mudo na Igreja, para quem se sente só, diferente e excluído. Este blogue não pretende mudar as mentalidades e as tradições com grande aparato, mas já não seria pouco se pudesse revelar um pouco do insondável Amor de Deus ou se ajudasse alguém a reconciliar-se consigo em Deus.
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segunda-feira, 25 de março de 2019

Lançamento de livro de Jean Vanier em Portugal

Novo livro de Jean Vanier

É depois de amanhã, dia 27 de Março às 21h na Capela do Rato, o lançamento do livro de Jean Vanier "Verdadeiramente Humanos". Jean Vanier é um teólogo canadiano, autor de numerosos livros, e fundador da L'Arche, uma organização internacional dedicada à criação de desenvolvimento de lares, programas e redes de apoio a pessoas com deficiência mental. Haverá uma conversa por esta ocasião. Para mais informações clicar no link acima.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Razões para se ler um livro

Perigo!

"Os livros são perigosos porque são aceleradores e intensificadores da nossa experiencia humana, abrem portas e janelas que nem sequer sabíamos que existiam, são surpreendentes encontros de vida. Ao mesmo tempo são cúmplices inesperados da nossa aventura humana. Cada um de nós é também os livros que leu, os autores que encontrou. Os livros são esse alargar de horizontes que permitiram aquele encontro mais secreto e profundo com a nossa voz. O ato da leitura é um ato de exposição, mesmo quando parece muito inocente acaba por ser uma aventura da qual nenhum de nós sai verdadeiramente igual à forma como entrou."

excerto do texto redigido a partir das intervenções de José Tolentino Mendonça no debate "A sabedoria dos livros", com Frederico Lourenço Festa do Livro em Belém, Lisboa (Setembro 2016)
Redação: Rui Jorge Martins
Ler em SNPC

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O romance gay mais vendido em todo o mundo em formato de e-book

Amor entre atletas

A INDEX ebooks patenteia a primeira tradução para português do The Font Runner (o Corredor de Fundo), de Patricia Nell Warren. Em 2013 este romance já tinha vendido mais de 10 milhões de exemplares em sete idiomas. Este foi o primeiro romance de temática LGBT a entrar na lista de best-sellers do The New York Times em 1974.

INDEX ebooks é uma editora especializada em ebooks de literatura gay em língua portuguesa a preços low-cost, usando conteúdos de domínio público ou com licenças de uso livre.

Mais informações em O Corredor de fundo


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A Teologia da Libertação resgatada?

"Da parte dos pobres - Teologia da libertação, teologia da Igreja": superar preconceitos, lançar novas reflexões

O padre peruano Gustavo Gutiérrez, considerado um dos pais da Teologia da Libertação, dialoga esta quinta-feira (dia 5 de Setembro de 2013) em Seveso, Itália, com o teólogo transalpino Mario Antonelli sobre o tema «Fazer teologia na tradição na América Latina».

Gutiérrez (n. 1928), que entrou na ordem dos Dominicanos em 2001, escreveu, juntamente com o arcebispo alemão Gerhard Ludwig Müller (n. 1947), prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o livro "Da parte dos pobres. Teologia da libertação, teologia da Igreja", editado em Itália pelas Edições Messagero.

«Nestas páginas – escreve Gutiérrez no primeiro capítulo – pretendemos apresentar algumas considerações sobre como vemos o papel atual e as tarefas futuras da reflexão teológica na vida da Igreja presente na América Latina e no Caribe».

E especifica mais adiante o arcebispo Müller: «Qualquer teologia deve partir de um contexto. Mas com isto a teologia não se espalha numa incomensurável suma de teologias regionais.»

«Cada teologia regional deve, ao contrário, ter já em si mesma uma vocação eclesial universal» e as questões apresentadas pela teologia da libertação são «um aspeto imprescindível de cada teologia, seja qual for o quadro socioeconómico que circunscreve o seu espaço», sustenta o também presidente da Comissão Teológica Internacional e da Comissão Pontifícia Bíblica.

Com um papa do «novo mundo» latino-americano, escreve por seu lado Ugo Sartorio na recensão ao livro publicada na mais recente edição do jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano", «a teologia da libertação não podia permanecer por muito tempo na sombra sob a qual tinha sido relegada há alguns anos, pelo menos na Europa».

A teologia da libertação foi «posta de lado por um duplo preconceito: o que ainda não metabolizou a fase conflitual de meados dos anos Oitenta, aliás enfatizada pelos média, e faz dela uma vítima do Magistério romano; e o que persiste na rejeição de uma teologia considerada demasiado de esquerda».

O livro, prossegue Sartorio, não é só um contributo à superação de clichés e preconceitos ideológicos: com efeito, a sua leitura requer importantes reflexões, capazes de integrar e revitalizar perspetivas muitas vezes incrustadas.

É importante recordar como a reflexão teológica latino-americana não é minimamente um fenómeno unitário: de facto, hoje, caracteriza-se por correntes até muito diversificadas. Portanto, graças à teologia da libertação que tem no seu centro os pobres («os preferidos de Deus»), a Igreja católica pôde incrementar ulteriormente o pluralismo no seu interior.
O diálogo entre Gutiérrez e Antonelli realiza-se no âmbito do 23.º Congresso Nacional da Associação Teológica Italiana.

L'Osservatore Romano
Edição: Rui Jorge Martins in SNPC | 04.09.13

sábado, 28 de julho de 2012

Quando a arte atravessa o livro

Raymond Queneau (foto de Rui Martins)
Em período de férias, como não aproveitar o que está à mão de semear para saír da rotina? Passear à beira rio, ler à sombra de uma árvore, conversar com o amigo ao pôr do sol, conhecer um museu, ir ver uma exposição. Aqui vai uma proposta para quem gosta de arte antiga, arte contemporânea e do livro como objecto de arte.

Tarefas infinitas. Quando a arte e o livro se ilimitam


A Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, inaugurou esta sexta-feira a exposição “Tarefas Infinitas. Quando a arte e o livro se ilimitam”.
O curador, Paulo Pires do Vale, colaborador do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, apresenta uma exposição «remete para o diálogo infinito que a arte e o livro travam há séculos» a partir das coleções do Museu Gulbenkian e da Biblioteca de Arte.
«Ao longo do percurso expositivo, livros iluminados medievais surgem em diálogo com livros de artista contemporâneos, livros ilustrados do século XVII são exibidos junto a livros conceptuais do século XX e livros de horas confrontam-se com livros futuristas e livros de poesia visual», refere o texto de apresentação publicado no site da Fundação.
Ao construir estas «pontes improváveis», o comissário quis que esta não fosse «uma exposição de livros de artista mas antes um lugar de “ensaio” no sentido filosófico», permitindo «articular e gerar sentidos entre os objetos expostos e os processos, físicos e mentais, que lhes deram existência objetual», escreve João Castel-Branco Pereira, diretor do Museu Gulbenkian.

«De modo teatral o comissário da exposição simula hesitações e dúvidas na abordagem dos livros de artista, aplicando a figura da retórica clássica que é a aporia. E com esta estratégia nos convida a confrontar a tarefa ilimitada que é a da transmissão e desenvolvimento do conhecimento de nós e do mundo, através dos livros ou da interrogação do seu valor de existência», acrescenta.

São exibidas obras e livros de artistas como Amadeo de Souza-Cardoso, Ana Hatherly, Vieira da Silva, Lurdes Castro, Alberto Carneiro, Fernando Calhau, Ed Ruscha, Filippo Marinetti, Stéphane Mallarmé, Jean-Luc Godard, William Kentridge, Gordon Matta-Clark, Lawrence Weiner, Bas Jan Adar, Diogo Pimentão, José Escada, John Latham, Robert Filliou, Christian Boltanski e Olafur Eliasson, entre outros.
in snpc

mais informação e imagens
http://www.snpcultura.org/tarefas_infinitas_quando_a_arte_e_o_livro_se_ilimitam_imagens.html
http://www.gulbenkian.pt/index.php?article=3728&langId=1&format=404

quinta-feira, 31 de março de 2011

Gandhi bissexual?

Não sei o grau de certezas e de verdade sobre esta esta questão, não conheço o livro e não sei se é apenas uma afirmação para o promover mas, aparentemente, é possível que esta grande figura da humanidade e do século XX tenha sido bissexual. Eu sei que o rótulo - qualquer que seja - não ilustra as realidades complexas nem faz justiça ao ser humano, será, por isso, redutor e simplista: a condição e a orientação sexual é apenas uma parte da totalidade da pessoa e tem peso e importância variável entre cada homem e cada mulher. 
Contudo, publico esta informação por julgar que este tipo de notícias possa ajudar a quebrar alguns preconceitos, questionar algumas idealizações e abrir alguns espíritos:

Mahatma Gandhi era bissexual e deixou a mulher por um homem

Pelo menos são essas as revelações de um novo livro sobre o ícone da Índia, segundo o jornal britânico Daily Mail.

O livro que será lançado amanhã afirma que Gandhi teve um romance com Kallenbach, um arquitecto e culturista alemão entre 1908 e 1914 por quem esteve profundamente apaixonado. O casal viveu junto numa casa construída por Kallenbach em África do Sul.

O autor Joseph Lelyveld faz estas e mais revelações sobre a vida íntima de Gandhi no livro ‘Great Soul: Mahatma Gandhi And His Struggle With India’. Segundo Lelyveld, Gandhi casou-se aos 13 anos com a jovem de 14 anos Kasturbai Makhanji e depois de quatro filhos separaram-se e Gandhi passou a viver com Kallebach.

No entanto o casal foi separado em 1914 quando Gandhi voltou à Índia. Kallenbach não o podia acompanhar por ser alemão num clima pós Primeira Guerra Mundial.

Mas desengane-se quem pensa que a vida sexual de Gandhi parou quando foi para a Índia. O livro afirma que Gandhi teve múltiplas amantes e mesmo com 70 anos passava a noite regularmente com a sua sobrinha de 17 e com outras mulheres [nota: já li noutro local que o fazia para se pôr à prova e para lutar contra as tentações da carne]. No entanto ele auto-classificava a concretização das relações sexuais com estas mulheres como uma "vergonha".

A autor Joseph Lelyveld recebeu um Pulitzer em 1986 pelo seu trabalho documental em 'Move Your Shadow' e é um dos editores da revista New York.

In Portugalgay

sábado, 19 de março de 2011

21 de Março

Estamos quase no primeiro dia da Primavera: será o dia em que Portugal começa o trabalho dos Censos 2011 - operação estatística nacional. Este é também o Dia Mundial da Árvore e coincide com o Dia Mundial da Poesia. Haverá muitas coisas a acontecer em todo o país, mas destaco a seguinte:
"O padre e poeta José Tolentino Mendonça vai assinalar o Dia Mundial da Poesia, que se comemora a 21 de Março, participando em iniciativas na Universidade Católica Portuguesa e na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. O autor de “A noite abre meus olhos” (poesia reunida) vai estar presente, pelas 13h00, numa sessão de autógrafos que decorre na Universidade Católica. A partir das 18h30, o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura vai ler poemas de sua autoria na Casa Fernando Pessoa, juntamente com Alice Vieira, António Carlos Cortez, Fernando Pinto do Amaral, Filipa Leal, Gastão Cruz, Maria Teresa Horta e Nuno Júdice." (por Rui Martins in SNPC)
Curiosidade
Alguns livros de espiritualidade cristã têm estado nos tops de vendas das maiores livrarias nacionais. Além do recente livro "Jesus de Nazaré – Da Entrada em Jerusalém até à Ressurreição", de Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), a obra “O tesouro escondido”, de José Tolentino Mendonça, teve três edições que totalizam seis mil exemplares - refere a editora Paulinas, adiantando que o livro é o mais vendido das suas publicações. O volume ocupa o primeiro lugar dos tops Fnac (Religião), Bulhosa (não ficção) e Livrarias Europa América.

Ler mais em SNPC

segunda-feira, 14 de março de 2011

A frescura da experiência contemplativa

A palavra que leva ao silêncio
É um novo livro que desafia o cristão a viver a sério a Espiritualidade na sua vida diária.
Título: A palavra que leva ao silêncio

Autor: John Main

Editora: Pedra Angular

Ano: 2011

Páginas: 110

ISBN: 978-989-971-193-8



O autor
John Main (1926-1982) nasceu em Londres, no seio de uma família católica irlandesa. Diplomou-se em Direito. Inscreveu-se no Serviço Britânico dos Estrangeiros e foi colocado na Malásia, que se revelaria uma estação providencial. Aí contactou com as formas de meditação e oração orientais. No seu regresso tornou-se monge beneditino.

O seu grande contributo foi recuperar e repropor a experiência contemplativa para as pessoas comuns dentro da tradição cristã. Nos ensinamentos de João Cassiano (século IV) e dos Padres e Madres do Deserto, ele aprofundou o significado da chamada «oração pura» e compreendeu que esta forma de oração poderia facilitar a busca de uma vida espiritual mais profunda.

Em 1977 foi convidado pelo arcebispo de Montreal, Canadá, a fundar um pequeno mosteiro beneditino, dedicado à prática e ao ensino da Meditação Cristã.

in SNPC

quarta-feira, 2 de março de 2011

Adília Lopes: poesia

Poesia reunida de Adília Lopes

Título: Dobra - Poesia reunida
Autora: Adília Lopes
Editora: Assírio & Alvim
Ano: 2009
Páginas: 688
ISBN: 978-972-371-349-7

Dir-se-ia que na poesia de Adília Lopes tudo se passa à superfície, mas uma superfície de onde se avista o abismo. (...)

A sua poesia é uma estação fundamental e singular no percurso da poesia portuguesa desde os anos 80. O seu grande triunfo consistiu em renunciar completamente ao lirismo e às suas tonalidades afectivas, mantendo uma densidade que advém da exploração linguística, em todos os níveis. (António Guerreiro, in Expresso, 7 de Novembro de 2009)

S. João da Cruz

Mesmo que pudesse
dizer tudo
não podia dizer tudo
e é bom assim


Deus é um boomerang

Deus é um boomerang
e eu sou a sua filha pródiga


Deus é a nossa mulher-a-dias

Deus é a nossa
mulher-a-dias
que nos dá prendas
que deitamos fora
como a vida
porque achamos
que não presta

Deus é a nossa
mulher-a-dias
que nos dá prendas
que deitamos fora
como a fé
porque achamos
que é pirosa


O tempo é sagrado

O tempo
é sagrado

O tempo
é templo


Deixa o dia de ontem

Deixa
o dia de ontem
com Deus

E vive
em paz
a espera

A cada dia
basta
a sua pena

E
o amanhã
é
como o arco-íris

Um anjo
está contigo
quando desanimas

Um anjo
está contigo
quando te alegras

Sempre
um anjo
está contigo

E
o arco-íris
brilha
como a água
que corre


O poema não deve ser raciocinado

O poema
não deve ser
raciocinado
deve ser
extasiado


É tudo tão novo

É tudo
tão novo
para mim

Novo
como um ovo

Novo
como um noivo

José
noivo de Maria
é novo

Um ovo
de serpente
um ovo
de Eva
um ovo
de Maria


A ti tudo te foi dado

A ti tudo
te foi dado
e não tratas
os outros
com doçura

És um nababo
e és um nabo
(quem te dera
seres um nabo)


Textos ensanguentados

Textos
ensanguentados
como feridas

Gralhas
ensanguentadas

Textos
gelados
como árvores
no Inverno

Textos
como árvores
cortadas
aos bocados

Textos
como lenha

Textos
como linho

Textos
brancos
como a noite

Textos
brancos
como a neve

Textos
sagrados

Textos
bifurcados
como ramos

Textos
unos
como troncos


A hera escreve

A hera
escreve
sobre a era
os nomes
e os números
vegetais

A escrita
de Deus
de súbito
matéria

A pedra
transcendente
a lagartixa
anjo

O opaco
transparente
como água
boa para beber

A escrita
de Deus
não pode
ser descrita

Ficar à escuta

Ficar
à escuta

À escuta
do silêncio


Nota 4

Se tu amas por causa da beleza, então não me ames!
Ama o Sol que tem cabelos doirados!

Se tu amas por causa da juventude, então não me ames!
Ama a Primavera que fica nova todos os anos!

Se tu amas por causa dos tesouros, então não me ames!
Ama a Mulher do Mar: ela tem muitas pérolas claras!

Se tu amas por causa da inteligência, então não me ames!
Ama Isaac Newton: ele escreveu os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural!

Mas se tu amas por causa do amor, então sim, ama-me!
Ama-me sempre: amo-te para sempre!


Sur la croix

Sur la croix
on gémit
et on prie


Adília Lopes


Nota: Estes poemas integram o livro «Sur La Croix», edição do SNPC limitada a 60 exemplares para assinalar a 2.ª Jornada da Pastoral da Cultura (2006).
In SNPC

terça-feira, 1 de março de 2011

Sexualidade e educação

Sexualidade e educação para a felicidade


«Talvez nunca como hoje a sexualidade ande tanto nas bocas do mundo. O que não quer dizer que seja pelas melhores razões, mesmo quando se constitui matéria de “educação nacional”.

E se outros motivos não houvesse, estes justificariam, plenamente, o objetivo da publicação: repensar, no contexto atual, os modos de inscrição da sexualidade no ser e no agir do homem; no corpo, nos sentimentos, mas relações interpessoais, na visão do mundo e da vida, no projeto de formação para a felicidade.

Tendo por quadro de referência os valores do humanismo de inspiração cristã, reúnem-se nesta obra os principais contributos saídos do 2.º Congresso Internacional de Pedagogia, subordinado ao tema que dá título à publicação.

O encontro decorreu na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, em Braga, nos dias 6 e 7 de outubro de 2009.» (in texto de apresentação)

Sexualidade e Educação para a Felicidade”, editado pela Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Braga), foi organizado por Miguel Gonçalves, Carlos Bizarro Morais e José Manuel Martins Lopes, integrando textos de Nilo Ribeiro Júnior, José Tolentino Mendonça, Enrique Rojas e Eduardo Sá, entre outros autores.

In SNPC

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Religiosidade: um novo livro

Religiosidade - O seu caráter irreprimível - Perspectivas contemporâneas

Organizadores Manuel Sumares, Helena Catalão, Pedro Valinho Gomes
Editora Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Braga)
Ano 2010
Páginas 288
ISBN 978-972-697-192-4

Índice (conteúdos e contributos)

I – Religiosidade e ciência contemporânea
1. A ciência e a experiência religiosa (Alfredo Dinis)
2. Deus e a espiritualidade sob olhares científicos pós-modernos: Limites e possibilidades da nova biologia, da genética e da neurociência no campo da(s) Ciência(s) da Religião (João J. Queiroz)

II – Religiosidade, dom e experiência originária
1. Experiência religiosa e metafísica: Breve leitura de Jean-Luc Marion (João Manuel Duque)
2. A negação, o dom e a perspetiva da “kenosis” no horizonte da experiência religiosa no contemporâneo (Adelino Francisco de Oliveira)
3. “Sacrum Facere”: A cidade dos dons sacrificiais (Pedro Valinho Gomes)
4. Reconhecimento, dom e comunicação não violenta (Helena Catalão)
5. Estética do originário e absoluto nas imediações da fenomenologia de Mikel Duprenne (Carlos Morais)

III – Religiosidade e viragens
1. A religião numa era “pós-cristã” (José Rui da Costa Pinto)
2. Laicismo pós-moderno e privatização da fé (Elias Couto)
3. Religião e educação na pós-modernidade: pressupostos de uma prática (Maria Luiza Guedes)
4. Velhice e pós-modernidade: dimensões e espiritualidade (Ruth Lopes, Suzanna Medeiros, Elisabeth Marcadante)

IV – Religiosidade e contextos
1. Impacto da pós-modernidade sobre o Kardecismo brasileiro: um estudo psicoantropológico de caso (Edênio Valle)
2. Do enigma à verdade no pensamento português contemporâneo (José Gama)
3. Retiradas nordestinas: Condição humana e valor transcendente (Hermide Braga)

V – Religiosidade, linguagens e bio-grafias
1. Os embaraços da língua (e do testemunho) cristão (José Augusto Mourão)
2. Podem as experiências religiosas fundamentar as crenças religiosas? A resposta de William Alston (Gerson Júnior)
3. “Adequatio mentis et viate”: Sobre a experiência religiosa (Manuel Sumares)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Viver a vulnerabilidade é uma força

"Cada um de nós é uma mistura de forças e de fragilidades, e devíamos contar mais com a nossa pequenez, com a nossa fraqueza e vulnerabilidade."
José Tolentino Mendonça, in "Deus faz-me sorrir"

Um novo livro do poeta e padre José Tolentino Mendonça foi lançado. Chama-se "O Tesouro escondido" e contém reflexões sobre vários temas, enraizados numa observação atenta a aspectos importantes da vida humana. É da editora Paulinas (ISBN 978-989-673-140-3)
Ler mais em SNPC

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Grupo de leitura: Amor e Responsabilidade

Na Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Carmo do Alto do Lumiar, em Lisboa, um grupo de cristãos reúne-se para fazer uma leitura partilhada do livro "Amor e Responsabilidade" de Karol Wojtyla  (João Paulo II). Os encontros começaram no dia 27 de Janeiro e são quinzenais, de entrada livre, às quintas-feiras pelas 21h30 (no dia 19 de Maio será às 22h30).

"Karol Wojtyla publicou Amor e Responsabilidade em 1960, e esta obra é fruto do seu trabalho pastoral, especialmente entre os jovens. A sua análise do verdadeiro significado do amor humano transforma a vida de quem o lê e dá uma nova luz a velhos temas:
  • a autenticidade do amor
  • o significado da amizade
  • as relações entre homem e mulher
  • como alcançar maior intimidade no casamento
e muito mais…

O livro encontra-se à venda na Fnac. A tradução portuguesa é uma edição de 1999 da Editora Rei dos Livros. A sua compra é recomendada mas não obrigatória!"

Contactos e informações: Maria José Vilaça / 917969041 mjvilaca@sapo.pt
 
Nota: Este grupo de leitura publica eventos no facebook. Basta procurar "Amor e Responsabilidade".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Era uma vez um livro solidário

Entrega de livros até dia 28 Fevereiro em qualquer posto dos CTT

A associação Karingana tem uma campanha activa para envio de livros em língua portuguesa para Moçambique.

Os livros que identificaram como fundamentais para esta campanha, são:

  • Literatura de autores de língua portuguesa
  • Banda desenhada
  • Dicionários
  • Enciclopédias
  • Atlas
  • Gramáticas
  • Livros técnicos que não sejam manuais escolares
Olhem para as vossas prateleiras e pensem bem em valorizar os vossos livros. Dar-lhes outro destino pode ser dar-lhes uma nova vida.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Já podemos encontrar "o evangelho segundo os Simpson" nas livrarias

"O hipopótamo de Deus" voltou às livrarias


A Assírio & Alvim lançou recentemente a 2.ª edição, revista e ampliada, de “O hipopótamo de Deus e outros textos”, do director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre e poeta, José Tolentino Mendonça.

O volume apresenta cinco textos novos em relação à primeira edição: “Avança devagar”, “Para que serve a Economia?”, “O evangelho segundo ‘os Simpson’”, “De que falamos quando falamos de santidade” e “O turista e o peregrino”.

In SNPC
http://www.snpcultura.org/vol_o_regresso_de_o_hipopotamo_de_Deus.html

sábado, 15 de janeiro de 2011

Poesia Incompleta, um local de culto

Poesia incompleta é uma livraria. Mas não uma livraria qualquer... É um pequeno mundo de poesia que se esconde atrás de uma pequena porta de vidro, perto do Príncipe Real, em Lisboa. A crise bate a muitas portas, esta será uma delas.

Pela qualidade do seu serviço, pela oferta e atendimento familiar, recomendo-a neste blogue. Quem gosta de poesia, quem compra ou oferece poesia, não pode ignorar este espaço - é lá que costumo ir comprá-la, evitando as grandes superfícies ou as multinacionais. Saibam que aí encontram o que procuram e até o que nem supunham encontrar. Aqui fica uma sugestão: quando pensarem em poesia, em conhecê-la ou em descobri-la, dêem um passeio até esta parte da cidade. Há pequenos rituais que animam os nossos dias. Pensem nesta sugestão com carinho.

De seguida apresento uma mensagem que recebi de outra cliente desta casa.

Actualmente existe, em Lisboa, uma livraria absolutamente única no país: uma livraria integralmente dedicada à poesia. Sucede, contudo, que, apesar de fantástica, ela encontra-se com alguma dificuldade em sobreviver. O que não se compreende: tem à sua frente um jovem livreiro que, além de extremamente eficiente, como verão, possui um total conhecimento do que está a vender: conhece os autores, as edições, tudo!


A livraria de que vos falo chama-se Poesia Incompleta, fica na Rua Cecilio de Sousa nº 11 (Príncipe Real) e vai com certeza ser uma revelação para quem a visitar. Abrange todas as épocas e o que não tem, o Mário, o dito livreiro, arranja, normalmente - e com uma brevidade que, no mínimo, surpreende.


Peço-vos - a vós que sois leitores, presumo - que façam uma visitinha a este sitio, que não pode de maneira nenhuma fechar e que, pela sua qualidade, vai-se tornar, mais tarde ou mais cedo, como aliás disse Vasco Graça Moura, num local de culto. Isto, claro, se não fechar, coisa que, passando a palavra e recomendando a amigos este tão singular espaço, podemos evitar.

Agradecida pelo vosso tempo.
De um simples cliente.

Saber mais:
http://poesia-incompleta.blogspot.com/

Luz do Mundo

Como considero importante o conhecimento para evitar opiniões sem fundamento, aqui vai a capa deste livro do papa Bento XVI, que já tem feito correr muita tinta:

Luz do Mundo - O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos
Uma conversa com Peter Seewald
Editora Lucerna
Novembro 2010
ISBN 9789728835750

O Papa também tem medos e revela fragilidades

O Papa Bento XVI a confessar-se em público. Pelos primeiros comentários de quem já leu "Luz do Mundo – o Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos", esta obra em forma de entrevista revela as interrogações, por vezes os medos do Papa. E aparece longe da imagem inflexível que ficou colada a Ratzinger antes de ser eleito Papa.

Bento XVI sugere no novo livro-entrevista que pode renunciar ao cargo
Confissões e medos do Papa num livro que já é sensação
 
O livro desmantela completamente a imagem de Ratzinger obscurantista, retrógrado”, avalia o vaticanista Sandro Magister, após a apresentação do livro. Conceituado especialista do Vaticano, crítico de Ratzinger, Magister dizia à AFP que o Papa manifesta agora “vontade de compreender o mundo”.

A questão do preservativo marcou mediaticamente, desde sábado [estamos a falar do mês de Novembro; para ler artigos no blogue sobre esta questão ir ao mês de Novembro ou ver as etiquetas de preservativo e  bentoxvi], a pré-publicação do livro. Nesse dia, o "L’Osservatore Romano", jornal do Vaticano, divulgou excertos. Ali se lia que, “em casos pontuais, justificados”, se pode usar o preservativo.

A afirmação teve reacções positivas em todo o mundo, nomeadamente de organizações de luta contra a sida. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse, em entrevista ao PÚBLICO, que o Papa era “bastante pragmático e realista”. A directora da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan, falou em “boas notícias”.

É uma maravilhosa vitória do senso comum e da razão”, reagiu Jon O’Brien, do grupo Católicos pela Escolha [Catholics for Choice], citado pela Reuters. E o director da Onusida, Michel Sidibe, falou num passo “positivo”.

O autor da entrevista, Peter Seewald, considerou ontem “penoso” e ridículo” que os media se concentrem apenas no preservativo. “O livro aborda a sobrevivência do planeta ameaçado, o Papa lança um apelo a toda a humanidade, o nosso mundo afunda-se e metade dos jornalistas só se interessa pela questão do preservativo”, afirmou na apresentação.

Muitos outros temas da Igreja e do mundo, bem como dos cinco anos de pontificado de Ratzinger, passam pelo livro, que não ignora polémicas provocadas por afirmações do Papa — o tema do preservativo surge nesse contexto, quando Bento XVI explica o que pretendeu dizer na viagem a África. E, confessa, algumas das polémicas foram para si inesperadas.

Ratzinger abriu uma importante brecha no tema da contracepção, mas mantém outras ideias da doutrina tradicional: a homossexualidade, por exemplo, “opõe-se à vontade de Deus”, mas os homossexuais “merecem respeito” e “não devem ser rejeitados por causa disso”.

Estas afirmações provocaram ontem a reacção da mais importante associação de defesa dos direitos de homossexuais italianos. A Arcigay afirmou: “As palavras do Papa humilham milhões de vidas que têm que suportar discriminações todos os dias.” E anunciou “contestação directa ao Papa” no futuro imediato.

A recusa de ordenação de mulheres é outro tema de conversa entre Bento XVI e Peter Seewald, jornalista alemão que já antes publicara outras duas entrevistas com o então cardeal Joseph Ratzinger ("O Sal da Terra" está editado na Tenacitas). A não-ordenação de mulheres “é uma vontade de Deus”, afirma, retomando afirmações suas segundo as quais o debate está dado por terminado pelo Vaticano.

Divorciados e renúncia

O Papa sugere, entretanto, ser necessária “uma reflexão” sobre a proibição de pessoas divorciadas que voltaram a casar não poderem comungar. E, pela primeira vez publicamente, assume também a possibilidade de resignação do cargo. “Não se pode fugir quando o perigo é grande. Em consequência, não é certamente o momento de me demitir”, diz no livro, citado pela AFP. Mas “se o Papa não estiver em forma fisicamente e espiritualmente”, a hipótese de abdicar do cargo deve ser colocada.

Polémica, no início de 2009, foi também a retirada da excomunhão (mas sem o ter reintegrado na Igreja Católica) do bispo integrista Richard Williamson, que nega o Holocausto. Bento XVI confessa “não ter tomado consciência de quem se tratava”. Na altura, comentou-se que alguém no Vaticano teria omitido informação ao Papa sobre Williamson, pois o negacionismo do bispo era conhecido.

A primeira grande polémica, após o discurso de Ratisbona sobre a violência, em que Bento XVI citou uma frase que se referia a Maomé, foi originada por um discurso “mais académico que político”, afirma agora Ratzinger. Ao contrário do que as manifestações dessa altura evidenciaram, católicos e muçulmanos estão “comprometidos hoje numa luta comum, a defesa dos valores religiosos”.Também a propósito do islão, acrescenta: “É importante que permaneçamos intensamente em contacto com todas as forças muçulmanas abertas ao diálogo, para que se possam produzir mudanças onde o islão liga verdade e violência.”
Outras afirmações do livro trazem novas polémicas no bico: as afirmações sobre Pio XII, o seu antecessor que governou a Igreja no tempo da II Guerra Mundial, provocaram a reacção de organizações judaicas. Pio XII foi “um dos grandes justos, que salvou os judeus mais do que ninguém”, afirma Bento XVI no livro. “Naturalmente, podemos perguntar sempre: ‘Por que é que ele não protestou com mais vigor?’ Creio que ele viu as consequências que poderia ter havido com um protesto público”.

Vários responsáveis judaicos protestaram. Entre eles, o rabino David Rosen, do Comité Judaico Americano, que respondeu à AFP: “Há certamente muitos argumentos para rejeitar as acusações de imobilismo de Pio XII enquanto a vida dos judeus e de outros estava em perigo. Mas não só Pio XII nunca interpelou directamente o regime nazi sobre a questão do extermínio dos judeus, como, mais grave, nunca exprimiu publicamente a condenação, nem mesmo o lamento, após o fim da II Guerra Mundial.”
 
In público, por António Marujo a 23 de Novembro de 2010
http://www.publico.pt/Sociedade/confissoes-e-medos-do-papa-num-livro-que-ja-e-sensacao_1467777

domingo, 19 de dezembro de 2010

O diálogo interreligioso: não há Verdade abstracta

Getty images
Religião e diálogo inter-religioso


O livro de Anselmo Borges “Religião e Diálogo Inter-Religiosoé uma obra-prima que honra a coleção Estado da Arte da Imprensa da Universidade de Coimbra, onde foi editado.

É uma síntese rigorosa e acessível sobre as temáticas que nele são discutidas, um livro de bolso para todos os que se preocupam em saber do que falam, quando falam de religião.

(...)
O livro é uma síntese de reflexões sobre o fenómeno religioso que não esconde o contributo de obras de referência de autores como A. Comte-Sponville, A. Torres Queiroga, Hans Küng, Johann Figl, Juan Tamayo, J.Martin Velasco, J.de Sahagún Lucas, mas é também um ensaio original, particularmente, no que se refere à “definição” de religião.

É um trabalho de um padre da Sociedade Missionária Portuguesa que estudou teologia, filosofia, ciências sociais, com muito mundo, muitas leituras e sobretudo muita e sábia reflexão.

Antes de sermos religiosos ou não religiosos somos todos seres humanos confrontados com os desafios da vida, com a relação com os outros, com a nossa contingência radical, com a morte, que nos interroga e provoca, já que como diz um verso de Jorge de Sena “de morte natural nunca ninguém morreu.

Para o homem religioso, como afirma Anselmo Borges “a realidade não se esgota na sua imediatidade empírica; para a sua compreensão adequada, a realidade mesma aparece-lhe como incluindo uma Presença que não se vê em si mesma, mas implicada no que se vê.

Na religião devemos distinguir um pólo objetivo e um pólo subjetivo. Anselmo Borges considera: “Não é ousado afirmar que todo o ser humano é religioso, na medida em que é confrontado com a pergunta pela ultimidade. Só poderíamos falar de não religiosidade no caso de alguém se contentar com a imediatidade empírica, recusando todo e qualquer movimento de transcendimento”. Isto não significa que todos os que se confrontam com a pergunta sobre a ultimidade sejam crentes. Neste sentido pode-se ser simultaneamente religioso e ateu, como é o caso de A. Comte-Sponville.

O Sagrado pode ter também diversas configurações. A mera existência de diversas confissões religiosas testemunha a diversidade de aproximações e experiências religiosas.

Como refere, Anselmo Borges: “É preciso entender que não há verdade abstrata. Por um lado Deus revela-se na história. Por outro, a pessoa religiosa relaciona-se com o Divino pela mediação histórico-concreta de uma tradição religiosa particular: a sua”.

O diálogo inter-religioso é um contributo incontornável para que seja possível a paz no mundo, incluindo os agnósticos e ateus, mas é também uma exigência moral para qualquer homem ou mulher religiosos que pensem que Deus é sempre maior do que a imagem que dEle construímos ou da experiência que dele temos, que não somos nós que possuímos Deus, mas é Deus que nos possui.

Deixo-vos com estas modestas notas, tentando apenas despertar-vos para a leitura deste livro, que tem a ver com toda a nossa vida do dia a dia.

Termino, adotando as palavras de Hans Küng, citadas por Anselmo Borges: “para mim como cristão crente” - só há uma única religião verdadeira: a minha; a atitude ecuménica significa ao mesmo tempo “firmeza e disposição para o diálogo”: “para mim pessoalmente manter-me fiel à causa cristã, mas numa abertura sem limites aos outros.

José Leitão

In http://inclusaoecidadania.blogspot.com/

publicado por © SNPC a 21 de Novembro de 2010
http://www.snpcultura.org/vol_religiao_e_dialogo_inter_religioso.html

Porque estou aqui

Sinto-me privilegiado por ter encontrado na Igreja um lugar vazio, feito à minha medida. É certo que tê-lo encontrado (ou encontrá-lo renovadamente, pois não é dado adquirido) foi também mérito da minha sede, do meu empenho, de não baixar os braços e achar, passivamente, que não seria possível. Passo a contextualizar: a comunidade onde vou à missa é pequena e acolhedora, e podia bem não o ser. Ao mesmo tempo, sentia um desejo grande de reflexão de vida cristã e encontrei um casal (heterosexual) que tinha a mesma vontade. Começámo-nos a reunir semanalmente numa pequena comunidade de oração e reflexão que, apesar de crítica, nos tem ajudado a sermos Igreja e a nela nos revermos. Paralelamente, face ao contínuo desencanto em relação a algumas posturas e pontos de vista de uma Igreja mais institucional e hierárquica, tive a graça de encontrar um grupo de cristãos homossexuais, que se reuniam com um padre regularmente, sem terem de se esconder ou de ocultar parte de si.

Sei que muitos cristãos homossexuais nunca pensaram sequer na eventualidade de existirem grupos cristãos em que se pudessem apresentar inteiros, quanto mais pensarem poder tomar parte e pôr em comum fé, questões, procuras, afectos e vidas.

Por tudo isto me sinto grato a Deus e me sinto responsável para tentar chegar a quem não teve, até agora, uma experiência tão feliz como a minha.

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